Notas iniciais
TheEvilQueen: Oooe *-* Apenas queria dar uma pequena informação pra vocês: Eu sou responsável pela personalidade do Nicolas, então me xinguem caso tenham reclamações dele kkkkkkkkk, meu amorzão querido, TheOnlyOne, é o responsável pela personalidade do Elieser, então... Só pra constar ♥ Boa leitura! ♥ TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Personagem novo entrando nesse capitulo e ele é muito importante. Espero que gostem. *P.S.: Queríamos muito agradecer aos comentários do último capítulo. Graças a eles estamos aqui agora ♥

Cheguei na escola quase que cuspindo fogo. Depois de, ainda no sábado, ter acordado sozinho na cama, não tive mais notícias de Elieser. Ele nem mesmo me atendeu quando fui até sua casa. Eu sabia que ele não estaria ao meu lado quando eu acordasse, mas mesmo assim eu tinha uma leve ponta de esperança de encontrá-lo ao meu lado ao despertar.

Andei por toda a escola procurando por ele, mesmo sabendo o quão idiota eu estava sendo por correr atrás de alguém que não ligava para mim, mas eu precisava tirar essa história a limpo. Ignorei Andrew e Brian quando cheguei na escola e segui minha procura, eu só queria saber o motivo de ele ter simplesmente fugido de mim sem nada dizer.

Entrei no banheiro quando desisti de procurar e encontrei Elieser aos beijos com um menino do segundo ano. Senti até meu cérebro ficar quente de raiva e me aproximei deles, os separando e empurrando o menino.

— Para de incomodar, seu idiota. – Falou o menino, voltando a se aproximar de Elieser.

— Sai daqui! – Ordenei, mas ele permaneceu parado. – Eu mandei sair daqui, caralho!

Comecei a empurrá-lo para fora do banheiro, trancando a grande porta quando finalmente consegui. Elieser limpava falsamente os cantos de sua boca, sorrindo enormemente para mim. Seu sorriso tinha, como sempre, aquele ar sombrio misturado de puro sarcasmo e uma pitada de malícia. Eu odiava a maneira que eu amava aquele sorriso. Eu o conheço tem tão pouco tempo, recém vão se completar dois meses, e já estou tão caído de amores por ele que sou capaz de cometer um crime.

— Qual a porra da graça? – Me alterei, vendo ele permanecer escorado na parede e de braços cruzados. – Por que fugiu de mim? Por que não deixou nem um mísero bilhete? Por que, Elieser, por que?

Ele descruzou seus braços lentamente, aproximando-se de mim na mesma medida em que eu ia me afastando, até que ele me prensou contra a parede e deixou um braço de cada lado do meu corpo, aproximando seu rosto de mim e sussurrando em meu ouvido:

— Porque eu não te devo satisfações. – Passou sua língua pelo meu pescoço, fazendo com que eu me arrepiasse. – Eu falei que só queria sexo.

— E não pode mudar, não? Eu mudei meu pensamento, você pode fazer o mesmo. – Reclamei, sentindo seu rosto tão próximo do meu pescoço que eu me arrepiava só pela aproximação. – E para de tentar me provocar. – O empurrei.

— Você me quer, Nicolas, mas não pode me ter, porque eu não pertenço a ninguém. Por mais tentador que seja, não vou transar de novo com você. Você foi muito sem graça, entende? Muito inexperiente para o meu gosto. – Ele estava mesmo me desdenhando? Quem ele pensa que é?

— Ah, vai para o inferno! – Me irritei e, antes que eu pudesse alcançar a maçaneta para sair do banheiro, Elieser me puxou e me empurrou bruscamente contra a outra parede.

— Eu vou para o inferno? Talvez, mas eu te levei para o paraíso e você pareceu gostar bastante. – Ele continuava falando de sua maneira sarcástica. – Você é tão apertadinho, Nicolas. Mas, admito, amei ouvir seus gemidinhos.

Não pensei duas vezes, dei um tapa em seu rosto com toda a força que eu consegui, vendo ele apenas sorrir mais abertamente. O sinal tocou e eu apenas saí dali, soltando fogo pelos olhos praticamente. Andei até a sala e sentei sozinho. Gabriela estava atrás de mim e Elieser sentou ao seu lado quando entrou na sala.

Eu logo puxei assunto com Brian e Andrew que, como sempre, sentavam-se em minha frente. O professor de física passou alguns exercícios no quadro, me fazendo revirar os olhos e até ignorar a pessoa que sentou-se ao meu lado, o qual nem reparei.

— Se importa de eu me sentar aqui? – Perguntou a voz e olhei em sua direção.

Olhos azuis, cabelo claro, um grande sorriso e roupas como as minhas: calças rasgadas e camisetas largas. Parecia uma cópia minha, porém com cabelo e olhos diferentes.

— Não, não me importo. – Sorri. – Me chamo Nicolas.

— Me chamo Thomas. – Sorriu mais ainda para mim, esticando sua mão para me cumprimentar e eu a apertei amigavelmente.

Acabei explicando para ele como estavam sendo os exercícios que estávamos fazendo no momento e ele rapidamente os pegou, dizendo que em sua antiga escola já havia aprendido aquelas contas. Descobri que ele tem dezoito anos e está atrasado na escola, já que deveria estar no quarto ano e não no segundo comigo.

Conversamos mais do que fizemos os exercícios. Era bom conhecer pessoas novas, mesmo sendo um amante do silêncio também sei apreciar a companhia de pessoas que sejam interessantes e isso Thomas definitivamente era.

As aulas passaram mais rápido do que eu esperava, nem percebi quando já era a hora do almoço e seguimos para a cantina todos juntos. E com todos eu me refiro a Brian e Andrew também.

— Então, Thomas... – Começou Brian. – Já visualizou alguém que te agrade?

— Já começou com isso? – Perguntei rindo. Era praticamente um ritual, Brian sempre perguntava aquilo aos novatos.

— Não estou reparando muito nisso por enquanto. – Disse de maneira simpática, levando Brian a assentir.

— Levanta e vem comigo! Agora! – Elieser chegou e sussurrou as palavras em meu ouvido. Sua voz era firme, aquilo era mesmo uma ordem.

— Não vou te obedecer. – Respondi em desdenho, voltando a comer. Senti ele apertar meu braço e o encarei incrédulo.

— Vem! – Falou um pouco mais alto e eu revirei meus olhos, levantando impacientemente e o seguindo.

...ELIESER CHERMONT...

Era só o que me faltava. Thomas perambulando pelos arredores de Kalena? Quem ele pensa que é? O Vampiro Alfa? Ele está muito enganado se pensa que eu, um vampiro considerado original por ter nascido com a praga vampiresca em mim, vou permitir que ele se aproxime desses alunos. Nunca que eu vou deixar ele se envolver com a cidade que agora me pertence.

Não sei dizer quem o transformou, apenas sei que ele é de minha linhagem e não da minha irmã. Isso aconteceu na época em que Gabriela e eu não controlávamos e saíamos transformando quem podíamos para não sermos os únicos estranhos. Nascemos com isso, mas só veio a calhar quando chegamos em idade mais avançada. Aos nossos dezoito anos qualquer comida parecia não ser o suficiente para nos alimentar e estávamos ficando cada vez mais fracos.

Em uma tarde, nós dois estávamos na casa de uma tia, nosso primo se cortou enquanto fazia um lanche para nós. O instinto atacou tanto a mim quanto a minha irmã e ali provamos sangue pela primeira vez. Nunca mais largamos. Era a nossa fonte de energia. Além disso, foi no momento em que bebemos sangue que simplesmente paramos de envelhecer e, desde então, somos obrigados a nos mudar de tanto em tanto tempo.

O que verdadeiramente me preocupa é o fato de Thomas estar aqui agora.

Thomas Lemaitre, filho de uma família rica que o condenava por sua sexualidade. Ele não é tão velho assim, não tem nem duzentos anos ainda. Mas eu sei muito bem o que ele quer. Nicolas. Tenho certeza.

— O que quer comigo? – Perguntou-me Nicolas quando paramos sob a arquibancada do ginásio.

— Fique longe do Thomas. – Era uma ordem, mas fiz parecer como um pedido. Sabia de sua teimosia e esse não era o momento para contradições. – Eu conheço ele e sei o que ele quer com você.

— Se ele for como você, vai querer só sexo, mas de repente ele me liga no dia seguinte. – Suas palavras me irritaram. Senti vontade de cravar meus dentes em seu pescoço e drenar todo o seu sangue para dentro do meu corpo, mas me contive. – Eu posso cuidar de mim mesmo.

— Nicolas. – Segurei em seu braço quando tentou se afastar. – Sei que eu sou um idiota e que você esperava mais de mim, mas você precisa confiar em mim dessa vez.

— Você vai ir no jantar lá em casa? Soube que sua família vai... – Ele está mesmo mudando de assunto? – Quem sabe eu convido ele, já que você não liga para mim.

— Mas que inferno, Nicolas! O que você quer que eu faça? Eu não sou o príncipe encantado que você quer, eu já disse. – Ele apenas revirou os olhos e mais uma vez tentou escapar.

Sabendo que me arrependeria, o puxei pela mão e selei nossos lábios de maneira afoita. Um beijo de tirar todo o ar de seus pulmões, um beijo que até conseguia passar um pouco do calor dele para mim. Seus lábios possuíam simplesmente o melhor gosto do qual já tive a oportunidade de provar.

Se eu era fruto do pecado e, por consequência, pecador, eu queria que todos os meus pecados seguintes envolvessem ele. E, posso até ser conhecido como filho do demônio, mas com ele eu me torno o melhor e mais belo paraíso.

Ele não é como eu. Eu tirei sua pureza, mas não toda sua ingenuidade. Mesmo vendo o quão sem alma eu sou ele insiste em ver algo bom. Talvez ele veja a mesma coisa que minha irmã, justamente porque ele quer que eu seja diferente. Mas eu não sou e não vou mudar.

Se bem que... por ele até que vale a pena.

Seus braços se envolveram em meu pescoço e minhas mãos foram parar em sua cintura. O empurrei até a parede mais próxima e o prensei contra a mesma. Tirei minhas mãos da cintura de Nicolas e as levei até seu rosto, tentando quase fundir nossos rostos.

Nosso beijo era apressado, repleto de desejo. Meus sentimentos eram mais confusos do que nunca estiveram antes e eu me odiava por sentir tanto por tão pouco. Era apenas um beijo. Um beijo não poderia fazer com que eu quase me sentisse humano de novo. Não depois de tantos séculos. Não depois de tantas decepções que me foram causadas e que eu também causei, não depois de tantas mortes por culpa minha. Não depois dos erros que cometi sem me arrepender.

Matei por prazer e a única coisa que eu senti, foi vontade de matar mais.

Nicolas me encarou quando nos soltamos do beijo. Seus lábios levemente inchados, seus cabelos um pouco bagunçados e sua roupa amassada demonstravam o que ele estava fazendo segundos atrás e seus olhos mostravam que ele queria mais.

Eu nunca deixava ele me beijar, eu sempre tinha que ser o responsável por dar o primeiro passo, mas quando me afastei e ele me puxou pela gola da minha camisa, eu permiti que ele iniciasse mais um beijo. E ele beijava de uma maneira malditamente deliciosa. Nicolas conseguia me conectar a ele com o simples tocar de nossos lábios, ninguém nunca conseguia fazer com que eu me sentisse dessa maneira. Malditos sentimentos que lutavam para permanecer vivos em meu corpo morto.

Mais uma vez separamos nossos lábios e ele permaneceu me olhando.

— Eu estarei no jantar. – Declarei. Eu podia sentir a pitada de maldade em seu olhar, misturando-se com a escuridão de luxúria formada por cima das esferas esverdeadas. – E espero que apenas eu.

...NICOLAS HENDERSON...

Sorri bobo ao ver Elieser se afastar e resolvi voltar para a sala de aula, já que o sinal havia tocado minutos atrás, mas ignorei por estar provando mais uma vez daqueles deliciosos lábios.

Eu estava até mais animado após aquele intervalo. Por mais que não quisesse parecer rude, acabei ignorando Thomas um pouco, já que Elieser havia me pedido. Eu sou um idiota por seguir os conselhos dele, mas Elieser raramente implica com alguém, principalmente porque pouco liga para mim, então dessa vez deve ser sério.

O jantar de hoje à noite trará a família de Elieser para minha casa, mas o que quero mesmo é arrastar ele em especial para o meu quarto. Quando à noite finalmente deu seu ar da graça, eu me arrumei rapidamente para esperar sua chegada. Permaneci em meu quarto por ainda estar cedo e eu ter me arrumado relativamente rápido.

Coloquei uma música para tocar. Estava tocando Adam Lambert no momento, a música era The Original High, uma de minhas preferidas dele, porém não a única que gosto.

— Just let me feel the rush like the first night. – Uma voz que definitivamente não era a de Adam soou em meu ouvido e dois braços cercaram meu corpo, sendo que os lábios da pessoa estavam bem colados ao meu ouvido. – Gotta feel the touch like the first time...

— Boa noite, Elieser. – Virei-me e o encarei. Nossos corpos estavam próximos um do outro. – O que faz em meu quarto?

— Seus pais mandaram eu subir para te ver com a condição de que eu te respeitasse e eu subi. – Deu de ombros e sorriu.

— Só tem um pequeno problema. – Revelei, andando até a porta e a trancando. – Eu não quero ser respeitado... não nessa noite.

— E o que você quer? – Ele parecia já ter captado a mensagem.

— Você... – Me aproximei dele, chegando cada vez mais perto e, por fim, o atirando sobre as cobertas que estavam por cima do fofo colchão. – ...na minha cama.

Notas finais
TheEvilQueen & TheOnlyOne (IAmTheDarkness): O que acharam? Contem para nós ♥ Bjo ♥