You Smile, I Smile
15 Salvação.
Notas iniciais
[AVISO] Contém spoiler. POIS É, GENTEM, TEM UM SPOILER SUPA DUPA CARA DE PAU DE ANGELS IN MY LIFE, DA SRTA_SYN_FF7, ESTEJAM AVISADOS. Ou leiam a fic maravilhosa dela antes e voltem aqui ♥
[AVISO 2] Pra quem ficou curioso com a profecia do Lab-chan, a resposta pra ela tá no final do capítulo 8D
BOA LEITURA ♥
Eu já não mais o sentia.
Saí daquele quarto o mais rápido que pude. Não sentia por nada, Teito estava se entregando a outro e isso era... Insuportável! Não tinha consciência de meus atos, apenas segui o que meu coração gritava para eu fazer. Vê-lo com outro... Com Frau... Aquilo estava acabando comigo.
Ora, mas quem eu queria enganar? Ele estava apenas aproveitando com quem gostava, o egoísta aqui era eu, que queria muito mais do que devia o próprio Protegido.
Eu era um monstro ou uma vergonha?
– Haku... – o ouvi chamar baixinho antes de sair do quarto – Hakuren!
– Teito? – pude ouvir Frau perguntar, provavelmente confuso pelo nome desconhecido estar sendo proferido – Quem é...
– Hakuren! – gritou novamente, interrompendo Frau, e pude sentir a voz mais perto. Mas nem mesmo olhei para trás. Saí pela porta da frente, indo para qualquer lugar que não fosse perto de Teito Klein.
Me embrenhei pelos condomínios da Hess Straße, onde eu sabia ser impossível Teito me encontrar. Sentei num estacionamento qualquer e por lá fiquei, com os meus soluços e os gritos de Teito sendo trilha sonora.
Eu sabia que estava sendo completamente infantil do jeito que estava, sentado na calçada, chorando feito bebê, sem querer respondê-lo, mas eu estava chateado! A cena dos dois juntos, interligados, não saía da minha mente, e a cada vez que ela vinha, era mais e mais soluços.
– Haku-- – de repente, seu grito foi interrompido bruscamente. Entrei em alerta – Hakuren, socorro! Hakuren! – entrei em choque.
Como eu pude ser tão descuidado e deixar Teito sem proteção?!
Eu sabia que estava sendo infantil e deixando meus sentimentos tomarem conta de mim e, quando isso acontece para um Ser Celestial, é imã para intenções malignas, demônios, tudo o que há de pior no mundo. E é por isso que anjos não podem se relacionar.
E eu, sabendo disso, não tive nem mesmo a decência de fazer uma barreira...! Agora era tarde para chorar, eu precisava agir. Teito estava em perigo e, antes mesmo que eu pudesse assimilar, já estava correndo desesperadamente atrás de sua voz.
Saí pelas ruas procurando por ele, voando logo em seguida. Como eu podia ver tudo de cima, foi mais fácil, mas aterrorizante. Ele estava enrolado em um lençol, nas garras de um demônio 4ª classe, que já possuía asas. Quando aquela coisa notou minha presença pouco atrás de si, logo tratou de abrir um Portal para o Inferno no ar, entrando por ele.
– Não enquanto eu for Protetor! – gritei, entrando no Portal antes que ele se fechasse. Empunhei minha espada no caminho e olhei em volta. Aquele era o 1º círculo do Inferno.
Senti todo meu sangue congelar, minhas entranhas revirarem, todos os meus medos virem à tona, agonia, desespero, calor. Como conseguiam viver ali?!
Demorou algum tempo até eu me acostumar com a mudança brusca de mundos, ali era tudo mais pesado. Nada parecia ser certo, estava tudo completamente turvo; não no sentido literal, mas meu coração com certeza não era o mesmo ali dentro.
Talvez por isso humanos não sobreviviam ali. Nenhum coração novo como o dos humanos suportaria um segundo ali, a confusão e pressão sentimental era demais para isso. Temi verdadeiramente por Teito.
Fui rápido na hora de cortar as asas do demônio à minha frente, que soltou um grito estridente e alto. Os dois caíram naquele chão corrompido de pecados, Teito já não estava mais consciente.
Mesmo sem suas asas, o demônio não desistiu. Largou Teito no chão e alongou suas garras, as fazendo ficar quase do tamanho de minha espada. Lutamos e, sem muito esforço, o derrotei, arrancando sua vida sem dó.
Botei Teito nos ombros e já estava me preparando para partir quando milhares de demônios 1ª classe surgiram. Ainda com Teito nos braços, lutei com eles, derrotando a maioria, já que eram fracos e inexperientes.
Quando faltavam uns poucos metros para eu encontrar a saída do Inferno – que não existia para demônios, apenas Seres Celestiais a dominavam – demônios de outras classes surgiram. A mais alta parecia ser 7ª, num ciclo que ia até a 9ª.
Não podia soltar Teito, senão ele seria devorado por todos aqueles bichos. Então, fazendo o possível para desviar de ataques e atacar quem tentava ferir Teito, me esgotei. Eram muitos, de todos os lados havia demônios.
Eles tentavam pegar Teito, me desviando do foco. Eu precisava protegê-lo e atacar ao mesmo tempo, era loucura! Com um golpe só, parti em dois o corpo de três 1ª classe, abrindo caminho para cima, para perto da saída. Mais dezenas surgiram. Era inútil! Por que o próprio Lúcifer não aparecia e me matava de uma vez!? Mas eu não podia desistir. Era Teito em meus braços.
Cortando a cabeça de um 2ª classe, tentei subir mais. Mas me cercaram por cima, me obrigando a descer novamente. Eu já respirava com dificuldade pelo ar do Inferno parecer algo como enfiar o rosto em um travesseiro, mas tudo ficava mais difícil quando se tinham demônios sedentos por sangue humano e Celestial te rondando e apenas um braço para lutar.
Por pouco, um deles não acertou Teito em cheio, me fazendo o trocar rapidamente de lado, fraturando perigosamente meu braço esquerdo. Naquela hora, desisti de atacar. Guardei minha espada rapidamente e apenas me concentrei em desviar dos ataques, tentando fazer barreiras de proteção com zaiphon com apenas uma mão.
Mas era inútil. Para todo lugar que eu corria, mais e mais demônios apareciam, me seguindo, me atacando. O braço que eu segurava Teito já estava falhando, coisa que nunca aconteceria se eu estivesse em algum lugar com condições normais. Meu braço fraturado sangrava e, se eu fosse humano, já teria desmaiado de hemorragia.
Deus, por favor, não me abandones, não me deixes desistir agora. Não quero perder Teito, nem para a vida, nem para a morte.
Aquela prece era a minha última esperança, eu já não agüentava mais. Prestes a desistir, deixei que os demônios viessem.
– Teito, perdão.
Mas como uma luz no fim do túnel, uma idéia me surgiu assim que olhei em volta e notei mais demônios 2ª classe do que qualquer outro, me segurando por mais alguns segundo no ar. Isso significava que o 2º círculo estava praticamente vazio, certo?
E em todos os círculos, menos no 9º, havia uma saída para a Terra. Sem hesitar nem por mais um segundo, voei para baixo, encontrando uma espécie de Portal de fogo, com uma escada espiral amedrontadora após. Notando o ar cada vez mais difícil, tomei aquilo como desafio e continuei firme e forte, chegando num lugar ainda mais escuro e inóspito.
Desviando dos ataques que vinham por trás, menos irritantes por não haver mais demônios inexperientes, já que as classes de cima não podem entrar nas de baixo, me icei para cima, repelindo todo e qualquer demônio com meu zaiphon.
Cheguei perto do pequeno ponto brilhando naquele céu escuro, quase invisível. Era a única estrela no Céu completamente negro do Inferno, e era lá que a esperança morava. Aquela era a saída para o Inferno. Disse as palavras ancestrais, que eram as primeiras aprendidas no Treinamento exatamente para esses momentos, e um enorme campo de força me sugou para fora dali, com Teito em meus braços.
Senti o ar da Terra quase me engolfar com tanta hospitalidade, me fazendo sorrir e gritar em satisfação.
– Obrigado, meu Pai! Muito obrigado, minha eterna gratidão e servidão, obrigado!
Coloquei Teito cuidadosamente no chão, ele ainda estava desacordado. Esperava que aquilo não o trouxesse nenhum trauma.
– Haku...? – chamou, com os olhos ainda fechados.
– Sim, Teito, oi, estou aqui – quase o abracei de tanta emoção, mas seu corpo poderia estar ferido – Nunca mais vou deixar tirarem você de mim, ok? Nunca mais você vai sair do meu lado!
Ele tossiu por alguns instantes e abriu os olhos, um tanto grogue. Mesmo ele estando num estado completamente preocupante, não consegui parar de sorrir. Ele estava comigo novamente, estava lá, vivo! Um coração forte, muito forte, ele tinha, no mínimo.
– Você está bem? — perguntei, ansioso, sem conseguir conter meus sentimentos. Provavelmente, aquilo era fruto da desorganização mental que o Inferno nos causava. Voltar para a Terra era bom, mas eu li em algum lugar que as emoções vinham todas à tona e demorava um pouco até se normalizarem.
– Estou ótimo, só... Sinto que minha felicidade foi tirada de mim – ele tossiu e se sentou no asfalto do mesmo estacionamento que eu tentava me esconder dele. Ele provavelmente estava sofrendo do mesmo mal de confusão sentimental que eu, mas estava exausto demais para ter o efeito colateral "hiperatividade".
– Mas agora tá tudo bem. Vai ficar tudo bem. Relaxa. Vou te proteger. Tá tudo bem.
– É claro que está, já que agora consigo vê-la.
– Vê-la? Ver o que? O que consegue ver? — aquela hiperatividade me irritava, mas eu não conseguia conter. Talvez Teito achasse engraçado mais tarde... Mas agora, parecia cansado.
– Sim – afirmou – Consigo ver minha felicidade, ela está bem à minha frente – e sorriu, um sorriso singelo, calmo, mas sincero e cheio de emoções. E então, eu sorri também. Passei meus dedos por sua bochecha, fazendo um carinho sossegado, que o fez fechar os olhos e inclinar o rosto em minha mão.
– Continue sorrindo – pedi – Porque quando você sorri, eu sorrio também.
Sua resposta foi segurar minha mão, tirando-a de seu rosto, sorrir de alegria e me abraçar forte e necessitadamente. Pela primeira vez, eu dei um abraço completo. Pela primeira vez, ele me sentiu inteiramente. E pela primeira vez, meu coração bateu mais forte apenas por ter alguém me tocando.
Senti minhas emoções se acalmarem, mas não era algo natural. Teito estava fazendo aquilo, o que eu sentia por ele era tão grande que fazia com que todo e qualquer sentimento menor fosse engolfado e, agora, só o que eu sentia era... Bem... Era... Eu... Teito e eu...
– Haku, me perdoe – pediu, afundando a cabeça em meu pescoço – Eu fui um idiota, perdão.
– Você estava certo, Teito – eu disse, afagando suas costas – Eu só detesto Frau... Por ele te ter e eu não.
Ele levantou o rosto para me olhar, sem separar o abraço. Estava com uma expressão confusa, mas seus olhos transbordavam alegria.
– E-ele não me tem, Haku – disse e eu lhe sorri com carinho.
Ele se aproximou lentamente, me dando tempo para separá-lo, incerto, parecia não saber se minhas palavras significavam aquilo realmente. Nem mesmo eu sabia se minhas palavras significavam aquele ato, não sabia se era permitido para um anjo, muito menos se era algo racional me envolver assim com um humano. Mas não me afastei, deixei que aquilo tomasse conta de mim, queria ver até onde aquela loucura iria.
Mas meu coração me dizia algo completamente diferente. Ele e minha mente, enfim, pararam de discutir quando Teito encostou seus lábios nos meus.
Dizem que os mais felizes são os loucos.
Eu não sabia como fazer aquilo e ele estava muito nervoso para um contato mais profundo. Como se precisássemos daquilo. Nossos lábios apenas se uniram, representando todos os nossos desejos mais intensos e insanos. Não sentimos necessidade de mais, apenas deixamos o tempo passar enquanto nossos lábios se tocavam, enquanto eu o abraçava, enquanto ele sentia meu corpo.
– Eu te amo, Hakuren – ele disse, enquanto nossos lábios ainda estavam próximos. Mas apesar de estar corado, ele me olhava fundo nos olhos, suas palavras eram decididas, fortes e... Apaixonadas.
– Eu amo você, Teito – disse, dando preferência à frase que continha o “você”, apenas para mimá-lo.
E eu tinha certeza daquilo. Tinha medo que Teito não me amasse, que eu o interpretasse errado, mas, mesmo assim, eu tinha certeza. Certeza absoluta de que o amava incondicionalmente. E foi desse jeito que fui engolfado por sentimentos puros e sinceros de amor.
Ele novamente me enlaçou o pescoço, sorrindo largo. O abracei fortemente, sem querer nunca mais perdê-lo para nada e ninguém. Ele afrouxou o abraço e me olhou intensamente, aproximando novamente os rostos.
Seus lábios estavam entreabertos.
Aquele beijo fora carente, precisávamos dele. Mesmo sem saber o que fazer, o deixei me guiar, me assustando ao notar sua língua em minha boca, o que o fez rir. Corei fortemente e ele me deu um selinho, aprofundando o beijo rapidamente.
Tentei acompanhar seu ritmo mais experiente que o meu, o que não era difícil, pois eu precisava daquilo tanto quanto ele.
Os minutos (ou horas, quem sabe?) que passamos ali foram os melhores da minha existência. Nenhuma desgraça alheia seria tão boa. Aliás, nada era tão bom quanto ter a pessoa que amamos em nossos braços.
Como você foi deixar isso acontecer, hein, Hakuren? Ri internamente, pensando na loucura que aquele relacionamento era, mas se eu enfrentei dois círculos do inferno por ele, não era moral nenhuma que iria me parar.
– Haku – chamou e eu tive sensações estranhas ao ouvir sua voz tão próxima, sussurrada daquele jeito – Como vai ser daqui pra frente?
– Não sei, Teito – admiti – Mas vai ficar tudo bem. Irei aos Céus hoje mesmo conversar com os Tronos.
– Isso nunca aconteceu antes? – perguntou um tanto incrédulo.
– Na verdade, o nosso é o segundo caso desse tipo que se tem notícias.
– Segundo? – perguntou surpreso – Qual foi o primeiro?
– Ah, de um amigo meu, o Axel – disse – Ele se apaixonou por um humano há muito tempo, os Tronos descobriram e o puniram, o aprisionando por 2000 anos.
– O que?!
– Calma, não termina assim – alertei, rindo dele – Outro humano o achou, nos 2000 anos depois, eles se apaixonaram, aí os Tronos novamente o julgaram, mas parece que uma das juízas estava disfarçada de humana e observou os dois. Aí, ela se condoeu em ter que separá-los, e então Axel conseguiu mudar as Leis que existem desde... Sempre.
Contei tudo automaticamente, já que já havia repassado, indignado, a história milhares de vezes na mente.
– Então, agora as Leis permitem que anjos e humanos se relacionem?
– Sim.
– Hakuren! – exclamou, vermelho de raiva.
– O que? – perguntei inocentemente.
– Então por que fez todo aquele drama de não poder quebrar as Leis se elas são outras agora, seu anjo inútil?!
– E-eu ainda respeitos as Antigas!
– Como espera que fiquemos juntos sem as novas leis, seu infeliz?!
– Elas não tinham entrado na minha mente ainda, ué! – rebati – Até pouco tempo atrás, eu ainda era um anjo normal.
– Então agora você é aberração só por gostar de mim?!
– Amar você é a expressão correta.
Ele corou e virou o rosto: — Mas como seu amigo ficou junto com o outro humano?
– Ele pediu para virar humano também – ele me olhou chocado – Hoje eles moram numa tal de Twilight Town, cidade que, incrivelmente, não consta nos mapas.
– Hakuren... Você...?
– Não, Teito, desculpe – interrompi, já sabendo o que ele me pediria. Pode ter sido frieza, mas a resposta seria não.
– Então o que espera que façamos?! – exclamou, frustrado e talvez até irritado por eu não aceitar me tornar um humano por ele.
Não era só isso... Era o fato de mudar toda a minha existência, sair do meu Reino para morar num lugar como a Terra. Era não poder nunca mais ver meus irmãos, nunca mais sentir o Céu, ser alguém completamente diferente. Eu não era extremo como Axel, nunca conseguiria me adaptar à Terra.
Ou talvez não fosse isso. Talvez eu estivesse confuso ainda sobre o que sentia em relação a Teito. Ou sobre o que ele sentia em relação a mim. Nós não... Tivemos tempo suficiente para ter uma discussão como aquela. E se... E se... Tudo acabasse quando Teito percebesse que não me ama, realmente? E se Teito realmente não me amasse? E se ele só estivesse feliz, empolgado, confuso? Afinal, ele foi para o Inferno e acabou de voltar!
O que eu faria se Teito não me amasse realmente?
– Hakuren – chamou baixinho, sua expressão estava tão mais confusa quanto a minha. Parecíamos estar pensando na mesma coisa – Eu poderia viver com você no Céu?
O olhei atônito. Ele estava disposto a largar tudo apenas para ficar comigo?
– Eu... Eu não sei... Eu acho que... Teito. Você abandonaria tudo aqui pra ir morar comigo no Céu?
– Sim – respondeu sem pestanejar, me atordoando.
– Largaria Mikage, seus pais, amigos, até o Frau? – balançou a cabeça positivamente várias vezes – Sua vida inteira aqui, tudo o que conhece?
Eu estava tentando conter o maior sorriso que já pensei em dar na vida, naquele momento.
– Hakuren, você entende o que significa “eu te amo”? – perguntou – Significa fazer de tudo por alguém, significa sentir mais pela pessoa do que por si próprio, é como ter o mundo inteiro num abraço só. E quando esse amor é retribuído, é fazer tudo isso valendo à pena, porque reciprocidade é o que faz tudo vale à pena. Pra mim, vale muito à pena mudar de mundo por você porque você também me ama. Certo?
– C-certo – respondi, sem saber mais o que dizer. Apenas o abracei forte e pensei em suas palavras. Valeria muito à pena mudar meu mundo por ele.
– Vamos pra casa, Haku – soltou-se do abraço, sorriu calidamente e me deu um selinho – Mas preciso falar com Frau antes.
Tentei não fazer uma expressão enciumada demais e compreender seu lado. Ele gostava de Frau, eu sabia pois já vira aquilo em seu coração quando conseguia fazer aquilo. Ele não iria conseguir simplesmente abandonar aquela pessoa.
– Frau? – chamou, assim que entrou na floricultura, um tanto envergonhado por andar todo o percurso com apenas um lençol enrolado ao corpo, e ainda de mãos dadas comigo. Uma sorte aquelas ruas serem desertas.
– Teito, você está aí – falou, sorrindo tristemente.
– E-eu queria me desculpar, não foi minha...
– Quem é Hakuren, Teito? – perguntou, com o tom ainda triste, mas parecia terrivelmente... conformado. Teito o olhou culpado, passou diretamente por ele e foi para o quarto, à procura de suas roupas.
– Não sei como te explicar – falou sinceramente, quando já havia se vestido completamente, faltavam apenas os sapatos. Nem mesmo eu tinha como explicar aquilo, afinal, ele estava ao lado de seu anjo da guarda – Mas preciso lhe dizer que, bem, não podemos ficar juntos.
– É, acho que já notei... – falou, querendo rir, mas saiu um pouco melancólico demais – Não só pelos seus motivos. Tem minha noiva. Ela volta essa semana, não teria como vivermos.
– Talvez essa seja a melhor opção, Frau – sorriu tristemente, o que me cortou o coração – Desculpe.
– Não se desculpe – falou – Eu fui o irresponsável aqui. Eu te levei pra cama! Não deveria ter feito nada disso, afinal, eu tenho noiva e você é menor.
– Mas foi real, não foi? – perguntou em um tom carinhoso, o que me deixou com certo ciúme. Ok, eu quase gritei com Teito! O que? Ele queria outra declaração àquela altura do campeonato?
– Eu ainda gosto de você, moleque – falou e riu – Mas você já tem sua vida.
– E você sua.
– Então... Como ficamos?
– Eu... Preciso ir, Frau – falou e apenas eu notei que aquele simples “preciso ir” era definitivo.
– Está falando como se não fosse mais voltar – disse, meio brincalhão, voltando a ser o Frau de sempre.
– Eu realmente preciso – falou e sorriu triste, como se não estivesse pra brincadeiras. Frau mudou de expressão na hora, entendendo suas intenções.
– Você precisa seguir sua vida, já entendi – disse – Então, adeus, Teito Klein.
– Adeus, Birkin – disse e agradeceu Frau com os olhos pela compreensão. Me irando por dentro, os dois se abraçaram com força, por algum tempo, e soltando-se do abraço, sem mais dizer nada, Teito saiu da floricultura.
– Isso foi um pouco melancólico, não acha? – perguntei, tentando quebrar o clima em volta de si, que parecia estranhamente escuro.
– Eu gostava dele, Haku... De verdade...
Não respondi. Fiquei com medo de dizer alguma coisa e fazê-lo voltar para os braços do outro loiro, me abandonando novamente. Ele olhou para mim e eu não retribui o olhar, o que o fez me dar um leve soco no braço.
– Não vou te deixar – falou, olhando para o chão – Eu não sei direito, mas acho que me apaixonei por você sem nem mesmo notar.
– Mais que o Frau? – perguntei, infantilmente.
– Nem mesmo eu estou entendendo esse sentimento, mas algo aqui dentro me diz que esse é o certo a se fazer – falou, agora chutando uma pedrinha – Então acho que sim, mais que o Frau.
– Isso me deixa aliviado — falei e ele me olhou, compreendendo o porquê do alívio, o porquê do possível medo. Mas tudo sumiu em dois instantes, quando ele me olhou sinceramente e proferiu as palavras que salvariam meu coração para sempre.
– Eu te amo.
– Eu também te amo.
Notas finais
E A PROFECIA AGORA FAZ SENTIDO? AQUELA DE LÁAAAA ATRÁS? 8DD
O que acharam? Eu detestei esse capítulo no começo também, preciso admitir. Mas aí, antes de postar, liguei o modo "challenge accepted" e fui acrescentando coisas ao cap. Por exemplo, ESSA BRISA dos sentimentos no Inferno foi inventado agora -qq
Mas tipo, uma boa parte do cap eu escrevi agora, gentem, então minha beta linda não betou [?] ): Ou seja, seus viado, se tiver algum erro me fala u.u (não é como se não fosse pra falar nos outros kakaka)
Ai, quanto melo melo -q Enfim, vou começar o capítulo extra hoje gentem ♥
QUEM DEIXAR REVIEW GANHAAAAAAAAAA UM LINDO MASASHI KISHIMOTO E UM MARAVILHOSO EIICHIRO ODA PRA FAZER MUITA LIMONADA *le adora shippar os dois* Mentira, GANHA É UMA YUKI AMEMIYA PRA DESENHAR A P00TARIA QUE VOCÊS QUISEREM EM TAMANHO JUIZO FINAL PRA COLAR NA CAPPELA SISTINA 8D
ENTÃO, VAI PERDER A CHANCE DE TER A CAPPELA SISTINA REDECORADA COM UMA LINDA IMAGEM DO SEU COUPLE FAVORITO? EU NÃO PERDERIA. PRA GANHAR, DEIXE UM REVIEW BEM LINDO DIZENDO SUA SINCERA OPINIÃO SOBRE A HISTÓRIA ♥
Aproveitando que ela tá acabando né, gente ; u ; Falando nisso, tou respondendo os reviews mais recentes, depois vou pros antigos, ok? OBRIGADA POR TODOS ELES, VOCÊS ME FAZEM CHORAR TIPO JFALSHFASDIH SÉRIO >,
ENFIM, UM BEIJO SEUS LINDO, ATÉ SEMANA QUE VEM!!!!111!1!!!1!!!!
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