You Smile, I Smile
16 Mudanças.
Notas iniciais
Antes de continuarem, aqui ó: O Teito pode sim ver o Hakuren, desde o cap retrasado (no fim dele).
E a profecia do Lab, pra quem se perdeu, é essa aqui "Você pode ser o anjo que salvará um coração inocente e cansado ou pode ser o demônio que levará o mesmo coração à enfermidade". Capítulo 08.
E RESPONDAM A PESQUISA LÁ EM BAIXO ONEGAISHIMASU ♥
BOA LEITURA ♥
Continuamos andando calados, Teito já estava chamando a atenção de muita gente na rua falando sozinho.
- Hakuren – chamou timidamente, quando chegamos na Königsplatz, consideravelmente mais vazia, bem longe da estação do metrô – Suas asas são lindas.
- Ah, obrigado, sempre cuido para que elas fiquem... O que quer?
- Você poderia me dar uma carona, não é? – pediu com os olhos irrecusáveis. Suspirei e o peguei no colo – Ninguém nos vê?
- Não. Você está sob minha influência, logo, invisível.
- Então quando estávamos de mão dadas – corou ao dizer isso – eu estava invisível?
- Não porque eu não quis que ficasse.
- Você fala como se pudesse fazer tudo que quisesse – murmurou, puxando um cordão da minha toga.
- E posso – falei, sorrindo-lhe de lado e me içando para cima, com ele nos braços. Ele inicialmente ficou bobo ao se sentir completamente alheio ao chão, olhando para baixo. Mas então seu olhar capturou minhas asas e ficou admirado. O que eu podia fazer? Tinha asas maravilhosas.
- Você é perfeito – disse, bobo. Então, notou o que disse e balançou a cabeça negativamente – Qu-quer dizer, não nesse sentido. Eu disse isso só porque, bem, sabe como é, nunca vi asas na vida e, bom, não é exatamente natural eu estar voando nos braços de um anjo por aí, então não fique...
O calei com um beijo. Senti seu corpo amolecer em meus braços e sorri em meio ao toque, que já havia sido aprofundado. Foi incrível, beijar Teito era quase tão melhor do que estar no Céu.
Nos separei para poder ver para que lado ir. Ele olhou para a cidade também e, se não fosse a neblina por causa do tempo frio, poderíamos ver Munich inteira, já que não era uma cidade muito grande.
- É lindo daqui – falou, apoiando-se em meu ombro para poder ver mais da cidade. Ele não sabia se olhava para a baixo ou para minhas asas, era engraçado. Acidentalmente, sua mão encostou nas minhas plumas quando eu estava planando – É tão macio... – comentou, perdido em pensamentos e sensações.
Era tão estranho não poder senti-lo como antes. Eu não sabia o que estava sentindo, não sabia quais eram suas sensações. Era como um grande vazio, pois eu nunca ficara sem sentir um dos meus Protegidos, então ali, com apenas meus pensamentos e eu, era meio solitário.
Mas claro, era só eu olhar pra baixo e encontrar aquela expressão excitada e infantil que tudo ficava melhor.
- Eu consigo ver minha casa daqui! – exclamou, apontando para onde sua casa ficava.
- Sabe que isso significa fim do passeio, né?
- Alarme falso, aqui nem é a Münchner Freih...
- Vamos descer – falei, mudando de direção, o fazendo se emburrar. Pousei perfeitamente na frente de sua casa, ainda o deixando invisível, entramos em sua casa, finalmente me soltando dele.
- Estou em casa – anunciou, subindo direto para seu quarto – Vou tomar meu banho e ir dormir, Haku. E você vai pro Céu ver o que podemos fazer.
- Sim, senhor – disse, jogando-o sua toalha.
- Valeu – foi tomar seu banho e eu deitei em sua cama, pensando em como sair daquela situação. Será que os Protestades admitiriam esse tipo de relacionamento no Céu?
Logo, Teito saiu do banheiro, pegou seu pijama e foi se trocar no banheiro. Suspirei. Como se eu me importasse em vê-lo nu.
- Haku – chamou, ao entrar no quarto, bocejando – Acho que ser capturado por um demônio no campo de batalha e lutar ao seu lado no Inferno foi demais pra mim, por hoje — bricou, sentando-se em sua cama.
- Ah, Teito – levantei e o abracei – Desculpe-me por isso, eu não devia deixá-los te pegar. Eu juro, juro por meu Pai, que nunca mais vou deixar ninguém te fazer mal.
- Tá tudo bem, Haku – ele disse, me abraçando também – Agora tá tudo bem – repetiu – Porque você nunca deixou ninguém me pegar, você me salvou. Eu que tenho que me desculpar. Se eu tivesse te ouvido desde o início...
- Não, Teito – falei, soltando-o e sentando na cama – Isso não tem nada a ver com você. Eu sou o anjo aqui, eu devia te proteger incondicionalmente, não importa o que aconteça! Eu deixei minhas emoções tomarem conta de mim, falhei como Protetor.
- Hakuren, eu to bem! – disse, segurando meus ombros – Você não falhou, será que entende que lutou no Inferno, contra sei lá quantos mil demônios pra me salvar? Olha, até eu que não entendo nada de Céu e Inferno, sei que isso não é fácil para um anjo. Você devia se orgulhar, isso sim.
- Você não entende... Só por ir para o Inferno, eu já sou um fracasso – falei e as palavras pesaram – Eu, que nunca falhei uma vez sequer, ir para o Inferno, eu...
- Não importa, você é meu herói – disse e me abraçou, repentinamente me beijando. O correspondi automaticamente, só entendendo depois o que estava acontecendo. Ele sentou em meu colo, colocando uma perna de cada lado de meu corpo – É meu herói – repetiu num sussurro.
- E você é a donzela em perigo – falei, sorrindo entre o beijo. Ele me mordeu forte o suficiente apenas para deixar um pequeno inchado e me abraçou, bocejando em seguida – Acho que realmente precisa dormir.
- Precisamos acertar nosso futuro lá em... – falou, sentando com as duas pernas para um lado em meu colo, agarrando minha toga e apoiando a cabeça em meu peito – Lá no Céu.
- Vai dar tudo certo – falei, deitando-me com ele na mesma posição na cama – Boa noite.
- Boa noite – me deu um selinho demorado — Obrigado por salvar minha vida — e adormeceu quase instantaneamente com a cabeça em meu ombro.
- O que?! – perguntaram todos os Domínios, Protestades e Virtudes ali presentes. Eu precisava falar com todos, ué!
- Qual é a surpresa? Já aconteceu antes.
- Sim, mas não esperávamos isso de tu, anjo Oak, aquele que odeia a raça humana – falou uma das Virtudes. Pra falar a verdade, eu não sabia se aquilo era homem ou mulher, talvez seja por isso que os humanos dizem que anjos não têm sexo.
- Eu não odeio os humanos, exatamente – falei, tentando parecer mais amigável para com a raça humana – Só não consigo ser simpático o suficiente quando se trata de...
- Tu realmente estás apaixonado por um humano? – um Domínio, que não parecia nada amigável, perguntou.
- Estou – respondi firmemente, teria que provar que eu realmente merecia aquele luxo. É, amor no Céu é um luxo.
- E estás disposto a abandonar tudo para morar com teu humano na Terra?
- Não – neguei rapidamente – Quer dizer, eu não me importaria de fazer isso por Teito, mas a proposta na verdade é o contrário.
- Quer que seu humano venha morar no Céu? – um Domínio perguntou – Isso é inadmissível!
- Não acho que devamos ser tão radicais por agora – uma Virtude disse – Precisamos analisar seu humano, não podemos deixar qualquer alma habitar o Céu.
- Mas esse é apenas um dos problemas – disse um Protestade – Seria injusto deixá-lo viver aqui, por mais pura que sua alma seja.
- Por que diz isto?
- Uma alma humana que não foi transformada pela morte não tem capacidade de exercer a função de Anjo.
- Então, precisaríamos...
- Espera, vocês querem matar Teito, é isso? – falei, há muito tempo sem me preocupar em falar polidamente.
- É o único jeito.
- Mas ele não se lembraria de nada!
- Sabemos.
- E se... – comecei, com o plano que pensei noite passada em mente – E se ele não perdesse as memórias? O que ele precisaria fazer para não perdê-las?
- É um caso a se pensar, Anjo Oak – disse uma Virtude, sorrindo.
- Mas não é nada certo, precisamos saber o que Ele pensa sobre trazer um humano para nossas imediações – disse um Domínio, se levantando.
- E precisamos ter certeza da pureza da alma de seu humano – disse um Protestade, sério.
- Bom... – comecei, não sabendo bem como informar que Teito não era mais tão puro – Ele não é exatamente inocente.
- Seu humano já foi tocado?
- Foi parcialmente à força.
- Como assim?
- Ele apenas consentiu com isso por querer me enciumar – admiti, mesmo que não fosse completamente verdade, engolindo em seco – Se não fosse por isso, ele nunca teria feito tal coisa.
- Isso é intrigante – comentou um Protestade, ignorado por todos. Ele parecia o único ao meu favor.
- Por favor, o deem uma chance. Teito é boa pessoa.
- Cuide para que seu humano fique bem, te comunicaremos assim que decidirmos alguma coisa.
- Hakuren? – chamou Teito ao acordar, me encontrando ao seu lado – Como foi?
- Eles vão analisar nosso caso e... Ver o que podem fazer.
- Ainda não foi decidido?
- Não. Não é algo que aconteça todos os dias, você sabe.
- Quando vão dar o resultado?
- Não sei. Disseram que vão mandar alguém para analisar sua alma.
- E como vão fazer isso?!
- Parece que algum Arcanjo virá e... Não sei bem como se faz isso.
- Não dói... né?
- Eu consigo analisar uma alma só de olhar.
- Então vai ser fácil. É, vai ser. Vai dar tudo certo.
- Ei – chamei, lhe dando um beijo na testa – Relaxa. Vai dar tudo certo.
De repente, tudo o que senti foi influências do Céu tentando me contatar. Era isso que acontecia em alguma emergência. Na verdade, eu só havia presenciado aquilo em treinamentos, nunca acontecera.
Mas era um chamado, eu precisava atendê-lo.
- Hakuren? – chamou Teito, provavelmente assustado com a minha expressão pasma – O que aconteceu?
- Teito, é um Chamado – falei e ele me encarou sem me entender muito bem – Um Chamado é quando tem alguma emergência no Céu e os anjos precisam comparecer – expliquei – Ou quando alguma coisa foi decidida.
- Meu deus, então já está tudo certo?! – exclamou, sem saber se ficava feliz, assustado ou melancólico com a situação.
- Sim! Quer dizer, não sei! Preciso saber!
- Então vá!
- Calma, você vai ficar desprotegido – falei, tentando lembrar do treinamento que tinha há quatrocentos e poucos anos atrás – Você fica quietinho e eu... Droga, como era?
- Como era o que?
- Estou tentando lembrar como eu posso ficar consciente na Terra e no Céu.
- Dá pra fazer isso?!
- Só em casos extremos, gasta muita energia – expliquei, lembrando-me que apenas precisava elevar minha alma aos Céus, deixando parte dela na Terra. Era fácil – Teito, tente não falar comigo até eu estar completamente presente, sim?
- Tá... Calma, Hakuren, o que vai fazer?
Sem tempo para respondê-lo, fiz o que me foi pedido. Metade de minha alma estava presente na ampla e clara sala de “julgamentos” Celestiais e metade estava no quarto de Teito.
- Está decido, anjo Oak.
Um Protestade anunciou, sorrindo para mim. Meu coração falhou uma batida e acelerou como nunca antes. Aquele sorriso me dizia tudo, eu não precisava de explicações.
- Teito virá morar comigo?
- Sim – respondeu simples – Já foi mandado alguém para analisar sua alma há tempos antes, à mando de um Profeta.
- Quem?
- Um Serafim.
Arregalei os olhos com a informação. Os Serafins eram um dos seres mais nobres do Reino Celeste, os mais próximos do Pai. E se um deles diretamente previu minha situação, era um honra. Ou uma vergonha.
- Mas haverá uma série de normas a serem cumpridas – um Trono falou, em tom rigoroso, dando lugar à uma Virtude.
- Teito Klein deverá morrer – informou e olhei, completamente aterrorizado para o Protestade ruivo que parecia estar ao meu favor, e ele apenas sorria, me aliviando umpouco – e servirá diretamente aos humanos durante 2000 anos, o dobro por não ser um Anjo.
- Como Mensageiro?
- Como Principado.
- O que?! – exclamei, sem entender. Principados faziam basicamente o trabalho dos anjos, mas protegiam vários humanos de uma vez. Era um trabalho fácil, já que os humanos que protegiam geralmente tinham anjos da guarda. Eles apenas precisavam Proteger de ameaças humanas, que não estão em seus destinos, como bombas, balas perdidas, coisas assim.
- Teito Klein é humano, sabe bem como agir com eles, pois é um deles – continuou a Virtude, inabalável – Ele deverá cumprir excepcionalmente bem seu trabalho como Principado pelo dobro de anos que os Anjos, impedindo mais mortes por desvios do destino.
- Isso não é bem o que um Principado faz.
- Não importa, é isso o que Teito Klein fará – disse um Trono nervosinho – Ele trabalhará junto a outros Principados, mas seu trabalho será de maior valor por ele precisar impedir as mortes, anjo Oak.
- E se ele não conseguir?
- Acho que já conhece a resposta. – respondeu e eu engoli em seco, imaginando o que seria de mim sem Teito Klein.
- Isso não... – comentei, sem realmente querer que eles ouvissem, mas não podia protestar. Eu estava pedindo para que um humano morasse, comocompanheiro, comigo no Céu!
- Decidimos que esse é o preço mínimo que seu humano terá de pagar – disse um Protestade, com o tom naturalmente mais calmo – Não é justo com as outras almas que viram anjos ou com as que cumprem, fielmente, seus 1000 anos de servidão, concorda?
- Sim – disse solenemente – Conversarei com meu humano.
Mas antes de ir, uma duvida assolou minha mente. Uma não, várias.
- Posso perguntar uma coisa?
- Como queira.
- Por que parei de sentir Teito?
Todos trocaram olhares que me deixaram ainda mais confusos, mas foi um Protestade que me respondeu.
- A partir do momento em que falaste com seu humano, quebraste parte da conexão natural que um Protetor e um Protegido tem. Ao mostrar-se para ele, findaste esta conexão completamente.
As coisas fizeram um pouco mais de sentido depois daquela explicação, mas ainda tinha uma coisa me incomodando...
- Quem foi o Serafim... Que aprovou Teito?
- Não temos permissão para... – logo, um Trono disse, mas foi interrompido pelo mesmo Protestade que ficara do meu lado em toda a cerimônia. Qual era mesmo seu nome? Castor?
- Seu nome é Labrador.
Após aquela revelação, todos os Seres ali presentes sumiram, me deixando sozinho com meus pensamentos confusos.
Labrador era um Serafim. Um Serafim no corpo de um humano. Convivendo com meu humano.
Mas era tão óbvio! Serafins e Querubins são os únicos seres que podem profetizar, esse dom não seria dado a um humano. E justamente por ser um profeta, previu a confusão que meu coração criaria por Teito Klein e adiantou-se por... 15 anos.
“Esse destino já foi decidido há muito tempo”. Agora, aquela frase, dita por Labrador há algum tempo, fazia muito sentido.
- O que aconteceu? – voltei completamente para a Terra e encontrei os olhos curiosos de Teito automaticamente sobre mim.
- Teito... Você viria mesmo para o Céu comigo?
- Sim – respondeu de pronto – Não te abandonaria por nada, Haku.
- Eu também não te abandonaria, agora vejo isso – sorri, com carinho – Não me importaria de vir morar aqui com você.
- O que quer dizer?
- Não precisa ir para o Céu, eu posso vir pr...
- Não, Hakuren. Eu quero ir. – disse, apertando minha mão, como que para me passar confiança de suas palavras – O Paraíso é o sonho de qualquer humano. E o Paraíso com você, Hakuren, é mais do que eu poderia pedir.
- Então, não quer ir por mim, mas só por curiosidade?
- Não, bobo, eu quero ir por você! – disse, me jogando o travesseiro – Afinal, eu não estaria nessa confusão toda se não fosse certo anjo fora da lei, correto?
- Quieto!
Rimos e nos abraçando, tendo a certeza de que estaríamos juntos pra sempre.
- Haku – chamou, meio incerto. Separei-me dele o olhei – Qual é o preço?
Teito era esperto, sabia que não iria como humano para o Céu de graça.
- Querem que você sirva à sua raça por, pelo menos, 2000 anos.
- 2000?!
- Sim. Como uma espécie de Principado – disse – Você ficará vigiando os acontecimentos na Terra, e se qualquer ameaça a qualquer humano aparecer, você deverá intervir.
- Como?
- Prevendo-as e impedindo-as em seu foco – dei de ombros.
- Mas como eu vou prever?
- Você terá algo como uma fonte Profetisa ao seu alcance, trabalhará com ela, prevendo ameaças não-naturais aos humanos.
- Não-naturais?
- É, como balas perdidas, homens-bomba, morte por arame farpado, essas coisas – comentei e ri de sua cara confusa.
- Eu vou sofrer lá em cima.
- Teito... – chamei, não sabendo como falar aquilo – Tem mais uma coisa.
Ele não respondeu, apenas me esperou continuar, sabendo que não era algo muito bom.
- Você sabe como se entra no Céu, não sabe?
- Ahn, bem, sim. A pessoa morre, depois que a... – ele parou e encarou o nada – Eu preciso morrer antes.
- Exatamente.
- Ha-Hakuren...
- Vai ficar tudo bem, Teito – falei, abraçando-o – Vou dar um jeito para que não sofra – ele agarrou minha cintura, me perguntando como aquilo seria possível. “Morrer, Haku? Como eu vou morrer?”– Teito... Vai dar tudo certo. Eu posso fazer de um modo que não doa.
- Vai me matar?
- Você não vai morrer por outra coisa.
- Vai mesmo me matar?!
- Teito, é o único jeito!
- Mas... Mas como irá me matar?!
- Não sei! E não vou te matar – tentei rir, mas saiu um som estranho, assustado – Vou apenas acelerar sua passagem.
- Hakuren... Vai ficar tudo bem depois que eu morrer?
- Com certeza – sorri, agora verdadeiramente – Eu prometo que nos veremos no Céu.
Ele concordou e encostou na parede de sua cama, sua expressão novamente melancólica.
- O que foi?
- Minha família – disse e eu entendi na hora o que quis dizer. Como ele diria que iria morrer e fugir para o Céu com um anjo?
- O que fará?
- Não sei... – falou, suspirando – Eu posso falar sobre essa situação?
- Segundo as Regras, desculpe.
- Não posso nem ao menos deixar uma carta explicando a situação? – perguntou, realmente não querendo deixar sua família no escuro.
- Acho que nesse caso, não há problema... – falei, suspirando – Mas você não quer descansar antes? Pensar em tudo isso, ver se é isso que quer mesmo? Temos tempo ainda. Amanhã, você dá a resposta. Não é algo fácil, Teito, você sabe. Pense direito, senão nós invertemos a situação.
- Não, Haku, é isso o que eu quero – respondeu apoiando a cabeça em meu ombro – Só vou precisar de um tempo pra me acostumar mesmo.
- Por que não fica lá embaixo com sua família?
- É uma boa idéia – riu comigo e descemos, encontrando Fea e Kalía abraçados no sofá.
Notas finais
Desculpem mesmo o último cap, pelos comentários de vocês, ficou um tanto quanto confuso x_x Mas obrigada, irei consertar pros novos leitores u.u
PESQUISA PRA AUTORA INDECISA: Vocês preferem uma história sobre demônios viados meio dark/gothic ou uma mais leve e fofa sobre criaturas mágicas (viados também, obviamente)? Ambas seriam long-shot.
EAE QUEM DEIXAR REVIEW GANHA UM RETRATO BEM LINDO QUE MUDA DE FORMA DE ACORDO COM SEU HUMOR. VULGO, ELE MUDA DE SHIP 8D OU SEJA, SE ESTIVER MAIS LEVE APARECE ALGO CASLABRA BEM FOFINEO E SE ESTIVER MAIS "AWWW YEAH, JGV (não perguntem)" ELE MUDA PRA UM LEMÃO AYATEI BEEEEM CALIENTE 8D levemente inspirado no retrato de dorian gay opa gray ENTÃO, QUEM QUER? SÓ ESCREVER NESSA CAIXINHA BONITINHA AÍ DEBAIXO SUA OPINIÃO SEUS BANDO DE LINDO E GOSTOSO ♥
Beijos, até semana que vem! Obrigada por tudo gentem ; u ;
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