Notas iniciais
OLÁ, LEITORES-SWAAAAAAAN *sob influência de One Piece e do Sanji-cwhaaaan -q*
Me controlay para não postar na quinta, haha. Então, BOA LEITURA ♥

Acordou já de noite com seu irmão lhe chamando para jantar. Ele desceu, já bem mais desperto e jantou normalmente com sua família, talvez com algum climão entre ele e sua mãe, mas ambos pareciam querer esquecer o ocorrido. Estranhei o fato de ele não estar falando comigo, mas fiquei quieto. Vai saber o que se passa na cabeça daquele moleque...

Subindo as escadas, ele comentou baixinho que estava sem sono.

- Desculpe, não ouvi-te.

- AHH! – gritou, quase caindo das escadas, chamando atenção de Mikage, que a subia também.

- Que é isso, Teito? – perguntou ele, segurando Teito para ele não cair.

- Vo-você... Caramba, então não foi um sonho. Você realmente tá falando comigo – disse, sacudindo os braços pra todos os lados.

- Tu és um tapado, Teito Klein – eu disse, ao mesmo tempo que Teito ignorava Mikage e subia para seu quarto.

- Para de me xingar! Isso me lembra o... – ele parou na porta de seu quarto – Frau. Venha. Me explique porque não gosta dele.

Entramos e sentamos em sua cama. Dei um longo suspiro antes de alertá-lo de que talvez não fosse algo bom de se ouvir.

- Fala logo, anjo inútil.

- Frau tem mulher.

- O que?!

- É, ele tem uma mulher. Parece que ela está em alguma viagem, mas voltará logo.

- E quando pretendia me contar isso?!

- Quando ele beijasse-te.

- Hakuren... Você tá brincando. Não pode ser verdade! – exclamou, olhando desolado para suas mãos.

- Desculpe, Teito – fui para seu lado, abraçando seus ombros – Por isso fiquei tão irritado antes. Ele não tem o direito de frustrar-te justo em teu primeiro amor.

- Ele não é meu primeiro amor!

- Infelizmente, é sim.

- Hakuren... Então, fez tudo aquilo pra me proteger?

- Desculpe se não fiz a coisa certa.

- Não, claro que fez. Você é meu anjo, não te culpo – comentou, mas ainda parecia triste – Só acho que...

- Teito.

Chamei, olhando-o e notando um fato até então passado desapercebido. O que eu estava fazendo? Estava tentando decifrar seus sentimentos, era isso? Como isso era possível? Eu era seu anjo! Sabia de tudo sobre ele! Então, por que agora não consegui nem mesmo compreender totalmente seu coração?

- Haku?

- Teito, há algo errado.

- Como assim?

- Não estou sentindo-te completamente.

- Como assim?

- Não sei! – disse, ficando nervoso, com medo. Então, eu estava realmente perdendo meus poderes? Essa era a punição? – Antes, eu sentia vossos sentimentos completamente, sabia exatamente o que acontecia convosco, mas agora mal sei se estás com frio!

- Você podia fazer isso, seu sacana?! – perguntou, no choque, mas logo voltou ao problema – Haku, será que é essa a punição por estar falando comigo?

- Não sei, eu... – disse, e então notei algo realmente assustador – Começou quando falei convosco pela primeira vez.

- O que?! Então é isso mesmo? Você tá perdendo sua capacidade de me sentir? – perguntou, arregalando os olhos – Isso nunca aconteceu antes?

- Não, em quatrocentos anos tu foste o único com quem me relacionei – respondi, vendo seu rosto corar.

- Haku... Você ainda pode me proteger?

- Não sei – respondi sinceramente – Fique parado, tentarei usar meu zaiphon em ti.

Manipulei a antiga magia e então, a fiz ser circundada em Teito. Estranhamente, ela funcionou completamente, brilhando como deveria. Se eu estava perdendo meus poderes, não poderia usar zaiphon.

- Funcionou?

- Completamente.

- Ufa – comentou – Então, não perdeu tudo.

- Não, mas isto é realmente adventício – disse, pensando se alguma vez, eu ouvira relato de algo tão estranho.

- Que diabos é adventício, Hakuren?

- É estranho, Teito.

- Odeio seu sotaque. Pleno século XVI e você todo antiquado.

- Prometo tentar mudar por... você – disse o pronome moderno, engolindo em seco após, vendo Teito corar novamente – Mas agora temos coisa mais importante para preocupar-nos.

- Nos preocupar – corrigiu.

- Nos preocupar – repeti – Tu realmente não estás com sono?

- Isso vai ser difícil... – comentou consigo mesmo, talvez por eu ainda falar como antigamente – Mas não. Quer dizer, posso tentar dormir se você precisar ir lá no Céu dar uma checada com os... Arcanjos, é isso? — comentou e eu refleti pela enésima vez como os humanos achavam que o Arcanjos dominavam o Céu, o que não era verdade, já que eram de uma hierarquia relativamente baixa.

- Sua naturalidade... Não é normal.

- Nasci pra ser anjo, meu querido.

Mesmo em meio a um desespero iminente, eu ainda conseguia rir quando estava com Teito.

- Mas sim, preciso que durma para eu ir aos Céus.

- Tá, posso tentar – disse, deitando-se – Mas vai ser mais fácil se você deitar comigo. Pr-pra me purificar e essas coisas! – logo se consertou, provavelmente achando a frase anterior um pouco estranha. Ou talvez só por ser um tapado. Droga, não ter a capacidade de entender seus sentimentos era péssimo!

Fiz questão de rir em voz alta de seu constrangimento, fazendo-o corar ainda mais e virar-se na cama, de costas pra mim. Deitei atrás de si, abraçando-o pouco acima da cintura.

- De deitar com você... – sussurrei em seu ouvido, vendo sua nuca arrepiar-se – Eu não me importo.

Falei aquilo, com sotaque contemporâneo, apenas para constrangê-lo mais, definitivamente não tinha intenções pervertidas como aquele Frau.

O purifiquei calmamente, fazendo-o sentir mais sono e só parei de transmitir minha santidade quando tive certeza de que ele estava em sono profundo, o que não demorou muito. Do mesmo jeito, fiz uma boa barreira protetora em volta dele e voei para o Céu.

-x-

- Por que convocaste esta corte, anjo Oak? – perguntou um dos 3 Protestades que mantinham a ordem no Céu.

- Preciso entender o que está acontecendo comigo.

- E o que, exatamente, estás acontecendo?

- Não consigo mais sentir os sentimentos de meu Protegido completamente.

Os três trocaram olhares e juro que vi alguns sorrisos também.

- Não esperávamos isso de tu, anjo Oak – um deles falou, o que aparentava ser mais velho.

- Talvez seja divertido observar-te a partir de agora – o único Protestade mulher falou, sorrindo realmente.

- Por quê...?

- É melhor que não saibas o que está acontecendo por hora, anjo Oak – disse o Protestade homem mais novo – Pode retirar-se agora.

- O que? Mas vós não dissest... – comecei a protestar, mas logo fui tele-transportado daquela sala para uma parte aleatória do Céu, como quando acontecia quando eu dormia aqui e Teito acordava na Terra – Que droga!

Resolvi ir dormir também, já fazia um tempo desde que eu tirara minha última noite de sono. Seria bom para acordar bem descansado e dizer a Teito que não descobri absolutamente nada.

Teito acordou antes do despertador naquela manhã, afinal, havia dormido bastante na noite passada.

- Bom dia – desejei pela primeira vez na vida. Ele se espreguiçou e me desejou um bom dia também.

- Descobriu o que aconteceu com você?

- Não – confessei, frustrado – Os Protestades não disseram-me nada, pelo contrário... Falaram que seria interessante observar-me daqui para frente.

- Interessante? Interessante pra te repreender depois, Hakuren?!

- Não, não pareceu que foi isto – disse – Eles estavam... rindo.

- Como assim?

- Não sei, eles só estavam! – eu estava tão frustrado quanto ele estava indignado – É o que eu disse, agora temos de esperar.

- E você vai ficar no escuro?!

- É, parar de comunicar-me convosco é que eu não vou.

- Não é hora de ser rebelde, Hakuren.

- Não é rebeldia, eu gosto de ti – declarei automaticamente, me arrependendo após. Mas o arrependimento foi embora tão rápido quanto veio assim que eu vi Teito corar e tentar conter um sorriso quase inexistente.

- Se gostasse mesmo... – murmurou – Pararia de usar esse genitivo irritante.

- Me... Desculpe – pedi, tentando falar mais como atualmente.

- Vou ficar te corrigindo até pegar o jeito.

- Corrigir o que está certo?

- Certo, mas antiquado! Ninguém mais usa “gosto de ti”. Nem sentido faz essa frase.

- Não faz sentido por ser impossível eu não gostar de... você?

- Não! – exclamou, corando novamente – É só porque... porque... Sei lá, fica feia a frase!

- Para mim, é perfeitamente belo.

- Gostar de mim?

- Também – ri da nossa conversa de loucos e o mandei ir se arrumar logo. Tomou café da manhã normalmente, trocou umas palavras com sua mãe e saiu no horário de costume. Chegou à porta da escola e o sinal bateu uns poucos minutos depois.

O dia não fora nada interessante. Barack não foi enchê-lo no intervalo, então ficamos simplesmente conversando. Basicamente sobre Teito querer que eu mudasse meu sotaque. Fazia tempo que ele não era abusado assim.

- Haku – chamou numa dessas – Não é estranho o Frau ter mulher?

Eu ri de sua pergunta infantil: — Porque ele é gay ou porque é Frau?

- Ambos!

- Olha só quem fala! — comentei — Tu tens Klein em vosso sobrenome como se não bastasse ser um pintor de rodapé!

- Não... Enche! — disse, furioso. Odiava quando faziam trocadilhos com seu nome, e eu bem sabia disso, claro.

Já nas últimas aulas, ele ficou apreensivo. Ficava pensando em Frau, provavelmente. Apenas fragmentos de seus sentimentos chegavam à mim, e isso era revoltante. Mas pelo menos eu podia conversar com ele abertamente. Ele basicamente me ouvia, já que não podia responder em público.

- Quero só ver qual vai ser a desculpa daquele cretino – disse baixinho, sentado num dos bancos do metrô. Logo estava naquela maldita floricultura, se me é permitido dizer assim.

Quando chegamos lá, nada havia além de um bilhete – com uma caligrafia péssima, devo acrescentar –, deixando Teito e a mim com um péssimo humor.

Olá, subordinado~

Fui até uma floricultura em Füssen, posso demorar um pouco a chegar. Deixei uns lanches na geladeira, até mais.

Frau.

- Mas que fraco, não consegue nem mesmo agüentar suas responsabilidades sozinho.

- Não sou responsabilidade de ninguém!

- Entendest... – ele me interrompeu com uma careta em desaprovação e eu reformulei a frase – Entendeu o que quis dizer.

- Está indo bem – balançou a cabeça em negação, indo para trás do balcão – Só queria saber quem estava cuidando da...

- Teito? – uma voz melodiosa o chamou de dentro da casa de Frau.

- Labrador?

- Com quem estava falando?

- Ahn... – ficou sem palavras ao ver Labrador aparecendo (sorrindo) na floricultura.

- Diga que estava pensando alto, pateta!

- Estava pensando alto, pateta! – repetiu desesperadamente e eu gargalhei de seus desespero – Qu-quer dizer! Não que você seja pateta, apenas estava com a palavra na cabeça, não foi de propósito, eu nunca te xingaria, aliás, acho que ninguém porque você é um cara legal e eu...

- Teito – interrompeu o falatório desesperado dele, rindo comigo – Tá tudo bem.

- Desculpe...

- Frau me deixou cuidando da loja enquanto você não chegava.

- E o chaveiro?

- Fechado pra reforma – deu de ombros – Mas temos uns amigos turcos que atendem em outro lugar, então está tudo bem – sorriu, colocando uma bolsa tira-colo nos ombros – Preciso cuidar de umas coisas na Igreja, você se importa de eu ir?

- Não, não, tá tudo bem – negou rapidamente – Pode ir, te vejo mais tarde.

- Até mais.

Sozinho, começou a trabalhar. Arrumou algumas flores que estavam desorganizadas, regou outras, atendeu quando tinham clientes. Claro, isso tudo comigo o enchendo por ser tão idiota.

- Mas agora precisas saber o que falar para o Frau, de qualquer forma.

- Eu sei o que vou falar! Não sou nenhuma menininha que fica ensaiando.

- Não tem a ver com isso. O que vai falar quando ele perguntar como sabe que ele tem mulher?

- Eu...

- Oi, Teito – disse Frau de repente, entrando na loja – Tudo bem por...

- Frau – interrompeu Teito. Agora a coisa ficou séria. – Precisamos conversar.

Frau, que já era adulto, entendia bem o que aquela frase significava. Sem perguntar nada, colocou uma placa de fechado na porta e o chamou para dentro.

- O que aconteceu?

- Você tem mulher.

Frau primeiro ficou surpreso, talvez pelo modo direto de Teito, ou talvez por ele saber daquilo. Depois relaxou e sentou-se numa cadeira.

- Como sabe?

- Não importa como eu sei – disse – A questão era o que estávamos fazendo se você já é comprometido!

- Por isso estava de frescura?

- Não era frescura! – exclamou – Que saco, Frau, será que você não entende que você já tem alguém? Como acha que sua mulher vai se sentir?! Como acha que... Eu vou?

- Então o problema aqui é seu coração machucado? – perguntou, em tom de deboche.

- Será que dá pra parar de brincar e falar sério!?

- Quer que eu fale sério? Tudo bem – disse, realmente sério, levantando-se e segurando meu humano pelos ombros, olhando fundo em seus olhos – Eu me apaixonei por você, Teito Klein. Muito antes de te conhecer, se quer saber. O jeito como Mikage falava sobre você... Era impossível não sentir o mesmo. Simplesmente não agüentei te ter tão perto e não fazer nada, mesmo eu tendo noiva.

Teito ficou sem palavras. E eu também. Mas tenho certeza de que ele estava bobo e apaixonado. Eu já pensava diferente.

ELE ERA APENAS UM UM FALSO, HUMANO IDIOTA!

- Ela vai voltar em duas semanas – disse e então o soltou – Não sei o que vou fazer, eu... Eu gosto... Realmente... De você, Teito.

Teito se aproximou dele, levantou um braço e fez um carinho singelo em sua bochecha: — Daremos um jeito.

- Eu... – ia dizendo, mas Teito o calou com um dedo, apenas sorriu, como se dissesse que ele não precisava dizer nada para fazê-lo acreditar. Deus, o que fazemos quando nosso humano é incrível, louco e intensamente tapado? E ingênuo, devo acrescentar. E talvez retardado.

E eles se beijaram.

Notas finais
E aí? O que acharam? Sei que ficou minúsculo, sorry for that )):
Mas então, preciso diminuir minhas notas finais. A última, mesmo que tenha sido explicativa, ficou GIGANTESCA -QQ Então, hoje só algumas palavras u.u
Füssen é uma cidade no "interior" da Alemanha. Klein significa pequeno em alemão. Genitivo é um dos casos em alemão, mais usado formalmente. E Frau significa algo como senhorita. Tudo o que eu já disse no capítulo passado, mas para quem não leu, taí~
Falta bem pouco para a fic acabar, minha gente ): MASSS já fiz o roteiro de outra long, pra poder substituir YSIS, espero que vocês a leiam quando estiver pronta também~ Mais informações em breve kekskeskesks
QUEM DEIXAR REVIEW VAI PODER VER UM MV (ou um PV, se preferir q) BEM LINDO COM TODAS AS PERSONAGENS DE 07-GHOST CANTANDO E DANÇANDO UMA MÚSICA COMPOSTA PELO HYUUGA E PELO KONATSU-CHAN E DIRIGIDO PELO AYA-TA........ Se for dirigido pelo Ayanami todo mundo morre no final -q ENTÃO, DIRIGIDO PELO CASAL DINÂMICO CASTOR E LABRADOR ♥ Imagine todo mundo dançando e cantando feito um bando de coreano gostoso, quem não quer? RSSSSSSSSSSSSS
Enfim, então até semana que vem SEUS LINDOS ♥