You Smile, I Smile
10 Haku.
Notas iniciais
Meio da história já, como passou rápido ;;;;;
É, resolvi postar hoje porque sou boa u.u Boa leitura ♥3
Acordei no dia seguinte como de praxe, ao lado de Teito. Gostava de vê-lo acordar, ele parecia extremamente tentado a voltar pra cama, fazia quase uma careta de dor ao olhar para o relógio e para sua cama, em seguida. Mas sempre levantava, nunca chegara atrasado na escola. Apesar de alguns dias acordar atrasado e preferir ficar em casa, odiava não ser pontual.
Eu sabia muitas coisas sobre aquele moleque, era algo natural para mim. Sabe, entender meus Protegidos. Eu odiava aquele serviço, mas ultimamente me estava sendo útil para entender melhor aquele pintor de rodapé.
– Bom dia, Hakuren – ele desejou sorrindo, enquanto se espreguiçava. Aquilo foi novo para mim. Quer dizer, Teito chamando meu nome logo ao acordar, sorrindo. Eu acho que gostei...
Lhe mandei flores como resposta, bloqueando qualquer intenção de fazê-lo se lembrar de Frau, o que funcionou – Está animado hoje, hein. Vai ser um ótimo dia, então, tenho certeza.
Mandei a imagem de muitas pessoas dançando, se divertindo, rindo e muitas delas com flores nos cabelos. Ele riu, me achando bobo, de acordo com seus sentimentos não vocalizados.
– Deixa eu ir tomar meu banho – comentou, negando com a cabeça levemente, pegando sua toalha e rumando para o banheiro, comigo atrás – Ah, fiquei muito contente ontem – comentou, já dentro do banheiro – Eu nem pedi, mas você não entrou no banheiro.
Mandei uma imagem dele mesmo dias antes, me pedindo para não entrar, extremamente corado.
– Eu não lembro de estar tão corado assim quando lhe pedi – disse, corando automaticamente ao lembrar-se – Mas valeu por isso.
Tomou seu banho rapidamente, não querendo perder a hora. Se arrumou e desceu para tomar café, encontrando sua mãe na cozinha, como de costume, preparando o café da manhã.
– O que temos hoje no cardápio?
– Tá achando que eu sou sua emprega, menino? – perguntou, não achando graça na brincadeira de Teito – Come logo senão vai perder a hora.
Mães, sempre tão negativas...
Terminou o café rapidamente, sentindo um leve desconforto por estar ali. Não que estivesse com raiva de sua mãe, só havia notado que ela não estava afim de papo, então saiu um pouco mais cedo para poupar futuras brigas.
Quando ele já estava na estação central, indo pegar outro metrô para sua escola, mandei-lhe uma imagem de seu caderno de história que estava acabando.
– Bem lembrado, Haku – comentou baixinho, para não acharem que ele era louco, já pegando o caminho para o centro comercial da estação.
Haku, hein... Então já estávamos no ponto de ter apelidos?
Foi na primeira lojinha de conveniência que achou e olhou os modelos de caderno, frustrando-se um pouco.
– Não tem de herói... – comentou infantilmente. No fim, não ligou muito para modelo e pegou o mais barato, já que não andava com muito dinheiro. Voltou para pegar seu metrô, ainda não estando atrasado, já que costumava ter uma boa conversa com sua mãe antes de sair de casa.
Chegou na escola e ficou na sala observando seus colegas socializarem, sem ter a mínima vontade de participar. Ninguém também fazia questão de ir falar com ele. Senti pena, no final das contas.
“Me faça companhia”, escreveu em sua carteira, me chamando logo após para ler. Sem saber direito como fazer aquilo (afinal, ninguém nunca tinha me pedido algo parecido), mandei-lhe uma imagem do jardim de sua escola.
“Daqui a pouco o sinal bate”, escreveu em resposta. Mandei-lhe então a imagem de alguém com sono, querendo que ele fosse dormir, e só obtive um “not sleepy” como resposta. Mandei-lhe a imagem de seu caderno de desenho e...
“Hakuren. Não to afim de fazer alguma coisa, só quero conversar com você, oras”. Não o respondi. Primeiro porque fiquei surpreso com suas intenções, segundo porque não tinha muito assunto.
“Com você”, grifou, com a minha demora. Olhei para frente buscando algo para comentar e logo vi uma coisa realmente traumatizante. Hüseyin, um garoto gordinho que sentava na fileira ao lado, pouco a frente de Teito, estava sem cinto, com as calças baixas, mostrando seu “cofrinho”. Mandei aquilo para Teito, que olhou e rolou os olhos, negando com a cabeça.
“Quanta gente sem noção nessa escola...”, escreveu e apoiou a cabeça nas mãos. Mandei então uma imagem do próprio Teito, querendo dizer que ele era o sem noção mor.
“Não começa você também. Já não basta o Frau?”
Fechei a cara imediatamente. Mandei a imagem de alguém dando de ombros.
“Não liga pra mim?”
Consertei rapidamente, imaginando um “chibi Teito” com um x em cima e um “chibi Frau” – ligeiramente deformado – com várias setas apontadas.
Teito olhou confuso para o nada. Olhou então para o lado, onde eu estava. Não tardou a escrever “você não gosta muito do Frau, não é?”. Salvo pelo gongo, o sinal tocou e todos começaram a sentar-se em seus lugares, surgindo alunos das janelas para entrar na sala, me fazendo não precisar responder.
Teito aparentemente havia esquecido que me perguntara isso e eu não fiz questão de lembrá-lo. Não queria que isso fosse um empecilho a mais para ele não acreditar em mim quando eu dissesse que Frau tinha mulher.
Nem mesmo sabia como diria aquilo, mas diria. Frau só precisa ser um pouco mais ousado. Se ele, de fato, encostar em Teito, eu conto.
– Silêncio! – o professor de história gritou, fazendo todos se silenciarem, inclusive eu. As aulas passaram-se normalmente, sem ataques de demônios ou algo parecido. Logo, o intervalo já havia chegado.
– Olá, Teito – cumprimentou Barack, com uma garota de cabelos loiros escuro ao seu lado, sorrindo assim como ele.
– Oi – respondeu friamente, sem querer parecer sociável na frente daquela estranha.
– Teito, queria lhe apresentar alguém – sorriu ainda mais, colocando a mão na cintura da garota – Essa é Theresien, minha namorada – apresentou e eu quase tive um ataque de tanto rir. Não, que menina se chama Theresien? Fora que esse era o nome da estação de Frau, Theresienstraße, então era duplamente bizarro.
Olhei para Teito, imaginando que ele estava segurando o riso, mas tive um choque de realidade ao ver sua expressão magoada. Mas é claro, ele sentia alguma coisa por Barack! Eu achei que, com toda aquela coisa com o Frau, ele havia esquecido o ruivo, mesmo que não sentisse algo realmente forte.
– Teito? Tá me ouvindo?
– Barack... – chamou, olhando do ruivo para a loira – Ahn, cuide bem dele, Therezien... Ele é... Meu melhor amigo... – falava entrecortadamente, olhando de um para outro em cada pausa.
– Não se preocupe, Teito – ela garantiu, sorrindo amplamente.
– Eu... Tenho que ir – avisou, já saindo dali.
– Teito? Teito! – Barack o chamou, mas não foi atrás dele, apenas sorriu amarelo para sua namorada, como que se desculpando pelo amigo que tinha. Cretino. As pessoas realmente eram desprezíveis, a maioria delas.
– Barack, aquele idiota! – gritou, chutando a parede, em cima do telhado da escola. Mandei-lhe, relutando muito, uma imagem de Frau – É, com o Frau as coisas melhoraram aqui dentro – apontou para o próprio coração – em relação ao Barack, mas mesmo assim! Não era óbvio o que eu sentia? Sentia, passado, porque não sinto mais nada por aquele nojento! E ele ainda teve a coragem de me apresentar aquela aberração loira sorrindo, se fazendo de tonto!
Sorri com sua reação. Ele não estava triste porque gostava de Barack, mas pelo amigo tê-lo traído, mesmo sabendo de seus antigos sentimentos – porque eram mais do que óbvios.
Ele sentou-se apoiando as costas na grade de proteção e se tivesse um cigarro, o acenderia imediatamente.
Mandei-lhe uma imagem de um Teito feliz e ele riu em desgosto.
– Isso parece impossível, às vezes... – comentou e olhou para o lado, onde eu estava sentado. Ele... me sentia bem. – Posso? – perguntou de olhos fechados, apontando com a cabeça para o lado onde eu estava. Lhe mandei a imagem de um “Yes!” que eu havia visto uns dias antes, sem saber exatamente o que ele pretendia.
Ele se aproximou de mim e deitou a cabeça levemente em meu ombro. Fiquei sem entender por uns segundos o que estava acontecendo. Quer dizer, como Teito sabia que eu estava ao lado dele? Eu podia estar em pé, deitado, plantando bananeira à sua frente...! E como ele sabia “onde” era meu ombro, para deitar nele daquele jeito?
– Sabe, Haku... – disse e eu fui tirado de meu transe. Teito talvez tivesse chutado, afinal. Ele poderia estar ali só por estar, sem nem saber que eu estava mesmo lá – Eu acho que não ligo mais.
Mas já que ele estava ali, por livre arbítrio me tocando, eu não podia sentir culpa por ter contato, não é? Não estava fazendo nada contra as regras.
– Eu já queria deixar os sentimentos pelo Barack de lado mesmo – disse, com os olhos fechados – E agora eu tenho uma desculpa. É ótimo.
O que? Como assim “queria deixar os sentimentos de lado”? Como eu não sabia disso?! Eu sei de tudo sobre o Teito, cada minúsculo sentimento que ele tem, sensação, tudo! Eu só não podia escutar o que sua mente dizia, mas eu deveria saber da decisão de abandonar os sentimentos por Barack!
Será que eu... Estava perdendo meus poderes de anjo?
A idéia me assustou, fiquei um tanto paralisado com a simples menção de não entender o que Teito sentia. E agora? Se ele tivesse com algum problema, como eu o ajudaria completamente? Eu seria o anjo mais inútil do mundo!
– Agora posso me dedicar ao que sinto pelo Frau – admitiu pela primeira vez os sentimentos pelo pervertido – É, eu sinto mesmo. Só não sei direito o que é.
Espero que desprezo.
– Só não sei como vou encarar Barack agora...
Depois de uma risada esganiçada, ele calou-se. Ficou quieto por alguns instantes e eu imaginei que talvez fosse porque eu não o estava respondendo, então tratei de pensar em alguma coisa que fizesse sentido.
– Você só poderia ser um anjo mesmo – disse, antes de eu pensar em alguma coisa – Eu só me sinto bem assim quando estou com você – disse e riu, abrindo os olhos brevemente, para depois fechá-los – Acho que por esse motivo, eu sempre preferi ficar sozinho. Eu me sentia bem sozinho, mas era porque você tava comigo.
Sorri ante àquela declaração. Teito sabia ser alguém decente quando queria. Mandei-lhe a mensagem de alguém com asas, vulgo anjo, de costas segurando um bebezinho. O mesmo alguém, vulgo eu, anos mais tarde velando o sono de um menino, vulgo Teito.
– Esse é você? – perguntou, sorrindo, ainda de olhos fechados – É claro que é, quem cuidaria de mim todo o tempo desde que eu era pequeno?
Sem conseguir impedir meus pensamentos, imaginei um Teito criança, com seus 8 anos, me abraçando.
– Esses somos nós? Como conseguiu...? – deixou a pergunta morrer, imaginando que eu poderia manipular imagens. Sorriu ante meu desejo bobo – Eu poderia te abraçar se fosse sólido.
Corei, mesmo que ele não pudesse ver. N-não era como se eu quisesse que ele me abraçasse! Eu só... Tinha curiosidade de saber como eram os braços humanos circundando meu corpo, já que sempre fora o contrário. E Teito, por acaso, era o humano da vez. Eu não queria sentir especificamente o abraço dele.
– Mas me diz, Haku, você tem mesmo essas asas gigantes? – perguntou e eu lhe mandei imediatamente uma pequena explicação. Primeiro minha asa, e apenas ela, em seu tamanho normal. Segundo, a mesma asa aumentada algumas vezes para poder cobrir um rosto de um boneco-palito.
Eu não podia deixá-lo ver meu rosto. Já estava me sentindo mal por deixá-lo, pela primeira vez, ver alguma parte de meu corpo, que dirá...!
– Por que não quer que eu veja seu rosto, poxa? – perguntou, levantando a cabeça de meu ombro, deixando ali uma sensação gelada. Mandei alguém sendo sentenciado à prisão num tribunal e ficou bem claro o que quis dizer – Entendo... É contra as regras. Se é assim, não é contra as regras nós nos falarmos também?
Foi uma facada. Sim. Era contra as regras.
– Não que eu queira que pare, Haku! Você é a melhor companhia que eu podia pensar em ter e, mesmo que seja contra as regras, por favor, as quebre – pediu, flexionando os joelhos e apoiando os braços neles. E como negar um pedido daquele? Teito pedindo por favor, sendo sincero e... Fazendo coisas que ele só faz comigo.
Não dá pra deixar aquele moleque.
Notas finais
Postei hoje pra compensar meu erro de ter postado ontem, pra compensar o capítulo curto que foi o anterior, por também compensar a uma semana que fiquei sem postar no começo da história (por causa dos lances de terem favoritado etal), MAS PRINCIPALMENTE PORQUE QUASE TODO MUNDO PEDIU PRA EU POSTAR HOJE PRA COMPENSAR DJASKLDHAS
ENTÃO, FAÇAM ESSA POSTADA DUPLA VALER À PENA E ME DEIXEM UM REVIEW BEM MAROTO, COM CRÍTICA, ELOGIO, FALANDO MERDA, QUALQUER COISA X3 (Ainda valendo o prêmio da semana, com Teito Klein de shortinho e orelhinhas de Neko e/ou cachorrinho, né Bell-chan x3)
Ah, esse capítulo eu achei um pouco confuso... Sei lá, nem eu entendi aquela explicação das asas e tou meio com pressa, então não vai dar pra reescrever bonitinho >>>>>; POR FAVOR, DEEM UM DESCONTO, MESMO NÃO MERECENDO E ;;;;;;;;;;
Beijos, agora sim: ATÉ SEMANA QUE VEM ♥ ♥ ♥ ♥
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