You Smile, I Smile
11 Amor.
Notas iniciais
BOA LEITURA ♥
O sinal para o fim do intervalo tocou e descemos para a sala. As aulas seguintes foram rápidas, de interesse de Teito. Dobradinha de física e matemática. Que criança mais... estranha.
Logo estávamos ambos correndo pela rua para chegar logo na estação do metrô. Como sempre, o transporte estava quase saindo quando ele chegou. Poucos minutos depois, estava na Augustenstraße, entrando na floricultura.
- Saudações, subordinado – disse Frau, levantando-se da cadeira para dar um abraço de urso em Teito. Aquele... Argh!
- Frau... Tá me sufocando! – disse e Frau o soltou – Posso saber o motivo de tanto amor?
- Está conseguindo seu objetivo de aumentar nossa clientela. Já vieram muitos rostos novos aqui hoje.
- Eu disse que conseguiria.
- O que fez?
- Panfletos.
- Saiu entregando panfleto na rua?
- Não, né, cretino – disse e eu ri da cara de Frau sadicamente – Tenho quem faça isso pra mim. Colei uns na escola também...
- Haha, muito obrigado, Teito Klein, fazia tempo que não tínhamos tanta gente assim.
- Vai ver é porque ninguém nunca sabe quando isso aqui abre.
- O que quer dizer? Abre no horário normal de funcionamento de todas as lojas.
- O caramba! Mikage vivia reclamando de não saber quando a floricultura abria e eu confirmava isso das vezes que vinha buscá-lo no trabalho.
- Bom... Sou uma pessoa ocupada, o que posso fazer?
- Só me prometa que vai tentar ser mais pontual, Frau – pediu Teito, colocando sua mochila atrás do balcão.
- Tá, moleque, eu prometo que vou tentar ser mais pontual mimimi – disse a última frase fazendo uma imitação falsa e barata da voz de meu humano.
E então, um cliente chegou. Teito o atendeu educadamente, já há muito sem precisar pedir ajuda de Frau, que estava sorrindo quase orgulhoso ao seu lado. Como estavam no horário de almoço, aquilo estava bombando, de acordo com Teito, que tinha que atender a todos sozinho. Frau estava no jardim cuidando de umas plantas, ou fora isso que dissera. Talvez tenha feito de propósito, aquele energúmeno.
Voltou pouco tempo depois, trazendo um baralho nas mãos.
- Eu te desafio, Teito Klein.
-x-
- Olá Frau, olá Teito – disse Labrador ao entrar na loja.
- BURRO! – os dois gritaram juntos, batendo as mãos em cima do balcão. Em cima do baralho, na verdade.
Olhei para Labrador, que de início ficou assustado, achando que era com ele, mas pareceu entender o que era.
- Frau – chamou – Até com Teito?
- Pegue sua parte, moleque.
- O que? Minha mão está em baixo, pegue você sua parte.
- Como a sua está embaixo? Olha só a minha onde está!
- Tem mais dedos meus embaixo!
Aquilo estava realmente bizarro. Até hoje não entendo como os dois não quebraram os dedos naquela hora. A mão de Frau estava embaixo da de Teito, mas todos os dedos dele estavam debaixo da mão dele.
- Labrador! – os dois gritaram juntos novamente.
- Quem ganhou?
- Não vou ficar do lado de ninguém – respondeu a Frau – Vou colocar essas plantas no jardim. E é bom vocês voltarem a trabalhar.
Assim que Labrador saiu, um cliente entrou na loja. Os dois tiveram que parar de jogar Burro, Frau foi para o jardim e Teito começou a atender novamente. E não paravam de entrar clientes, não se amontoavam, mas era um atrás do outro.
Vendo que ele estava prestes a explodir assim que o último cliente saiu da loja, fui para trás dele. Passei minha mão, mesmo sem encostar, primeiro por seus cabelos, então ombros, braços e refiz o caminho, querendo tirar todo aquele estresse. Eu tinha essa capacidade também, mas nunca a usara porque sempre preferi ver meus Protegidos morrendo e sofrendo de estresse.
- Hakuren...? – chamou, abrindo os olhos que nem mesmo havia notado que fechara. Teito sorriu quando saí de trás dele, deixando-o bem mais leve – Obrigado.
Sorri, novamente querendo abraçá-lo, mas nem mesmo precisei controlar meus impulsos, já que o loiro irritante chegara com alguns vasos de plantas. Teito pegara um de suas mãos, o colocando numa prateleira alta. Percebi Frau olhando para a parte das costas de meu humano que ficara exposta quando ele levantara os braços para guardar as plantas.
Fui para frente de Teito, tentando cobrir a visão de Frau. Como se fosse funcionar...
O ato seguinte de Frau me irou tanto que meu humor conseguiu alcançar Teito, que percebeu a mudança, mas ignorou completamente.
Frau botou suas plantas de qualquer jeito no balcão e, passando as mãos por dentro da camisa de Teito, o abraçou. Mordeu seu pescoço, fazendo-o gemer baixinho e perder levemente a força nas pernas, o que só deu caminho para Frau continuar. Lambeu o lugar onde mordera e deu um beijo.
- Eu quero você, pirralho – sussurrou, fazendo Teito se arrepiar e se virar para encará-lo. Enlaçou o pescoço do mais alto, enquanto Frau subia e descia as mãos por dentro de sua camisa. Colaram os corpos, prestes a se beijar.
Como se o próprio Deus impedisse aquele ato, a porta da floricultura se abriu e, ninguém mais, ninguém menos que Mikage apareceu. Eu podia até mesmo beijar aquele loiro quando vi a expressão assustada dos dois a minha frente.
- Opa, acho que cheguei na hora errada, hein, irmãozinho – debochou.
- Olá, Mikage – Frau disse normalmente, indo arrumar as plantas que deixara no balcão antes de ir abusar do meu Teito.
- Oi, Teito.
- O-o que quer, Mikage? – perguntou Teito, incapaz de encarar o irmão nos olhos.
- Só vim perguntar se poderia ir pra casa sozinho hoje, terei que ficar até mais tarde na corretora.
- Tudo bem – assentiu rapidamente – Mas não vou guardar sua janta.
- Pode vir jantar aqui se quiser, Mikage – propôs Frau, sorrindo vitorioso em direção a Teito, que ainda não olhava pra lugar nenhum a não ser o chão – Labrador vem também.
- Não, não precisa Frau, de verdade – negou rapidamente – Mas obrigado, mesmo assim.
- Se precisar, faça como seu irmão e venha sem cerimônia.
- Teito é um abusado – bagunçou os cabelos do irmão mais novo, despediu-se de todos e saiu assim que um cliente entrou.
A tarde passou-se normalmente. Frau quase nunca saía do jardim e, quando saía, Teito estava atendendo alguém ou Labrador estava junto.
- Deu minha hora, to indo embora – avisou assim que o relógio marcou 18 horas em ponto.
- Mas já, Teito? – perguntou Labrador, deixando seu chá de lado. Estavam todos reunidos na floricultura tomando chá.
- É, eu tenho muito trabalho pra fazer, então...
- Ok. Então até amanhã – disse Labrador, que já percebera o clima estranho que estava entre Frau e Teito.
- Até.
- Não vai se despedir de mim, subordinado? – perguntou Frau e eu realmente quis muito que Teito o desse as costas e fosse embora.
- Tchau, Frau – disse, corando.
- Até amanhã, Teito – puxou uma rosa de não sei de onde e a entregou para Teito, piscando em seguida. Mandei a imagem da porta da floricultura umas 10 vezes pra ele, querendo que ele saísse logo dali.
- Hakuren, você ainda vai me explicar qual é a sua nóia com o Frau – falou autoritário, indo para a estação.
Seguiu o caminho inteiro segurando aquela rosa, olhando pra ela como se estivesse resolvendo o mistério dos mundos. E talvez estivesse mesmo. Do seu mundo. Já que notou que o que sentia por Frau estava realmente crescendo.
Do meu mundo...
- Estou em casa! – anunciou, jogando a mochila no sofá e indo para a cozinha, onde um cheiro maravilhoso tinha início – Cozinhando, seu Fea?
- Resolvi poupar sua mãe hoje – disse o pai de Teito, mexendo uma panela grande – Ela vai chegar um pouco mais cedo.
- O senhor não tem que ir dormir?
- Estou sem sono – deu de ombros – Onde está Mikage?
- Ele disse que vai ficar até mais tarde hoje – disse – Mas acho que chega pro jantar.
- Espero, não é todo dia que eu preparo um jantar.
- Eu sei, pai – disse, enquanto seu pai o puxava para um abraço, lhe dando um beijo no alto da cabeça.
- E o emprego, como vai?
- Ahn... Ótimo – disse, corando ao lembrar-se de Frau.
- O que é?
- Nada – disse – Precisa de ajuda com alguma coisa?
- Não, pode deixar – negou – O salário é bom?
- Sim, e meu chefe disse que pode aumentá-lo se eu aumentar os lucros da floricultura – disse, beliscando alguns legumes – Por isso dos panfletos.
- Oh, entendo. Vou te ajudar fazendo mais propagada da floricultura, então.
- Valeu, pai. Vou subir pra fazer meus trabalhos.
Teito subiu para o quarto, indo tomar um banho. Começou rapidamente a fazer o que estava pendente, as segundas partes dos trabalhos que começara antes. Também ligou para Mikage, perguntando se ele ia jantar, recebendo uma positiva.
Logo o tempo passou, já eram vinte e quinze e estavam todos reunidos à mesa, saboreando o jantar que Fea fizera.
- Mas o que te deu hoje pra fazer o jantar, pai?
- Não gostou, é isso?
- Que isso, tava ótimo! Só estranhei, ué.
- Quis ajudar sua mãe.
- Mimar, você quis dizer – disse Teito – Coisa esta que eu não tenho.
- Arranje alguém para lhe fazer mimos, então – disse Kalía – Já tá na hora, não tá não, Teito?
- Se a senhora soubesse que ele já tem alguém, mãe – cantarolou Mikage, fazendo Teito corar como nunca.
- E como ela é?
- Ela é bonita, viu. Loira, olhos azuis – começou e então sorriu sacana – Mais alta que Teito, não faz as unhas, não usa maquiagem, nem calcinha...
- Mikage! – exclamou Teito, corando ainda mais.
- Mas adora um bermudão...
- Você...!
- ...E usa cuecas.
- Eu vou te matar, seu traidor! – tacou algumas ervilhas que sobraram em seu prato em seu irmão, enquanto todos à mesa riam de sua cara vermelha.
- Além de não precisar abaixar para amarrar os cadarços, meu filho ainda é gay? – disse Fea, irritando a mim e constrangendo Teito – Que dádiva, senhor!
- Como deve ser o nome dele...? Ah, é Frau. – disse Kalía dessa vez, fazendo Mikage se mijar de rir.
- Não é Frau coisa nenhuma! – falamos eu e Teito juntos.
- Não mesmo – disse Mikage – É Frau Birkin.
- Quero conhecer esse tal de Birkin – disse Fea, fazendo-se de pai autoritário (coisa que ele, definitivamente, não era). Os pais de Teito nunca tiveram problemas com isso, nunca ligaram para a sexualidade de nenhum de seus filhos, principalmente por Mikage já ter apresentado namoradas e namorados à eles.
- Eu e ele não temos nada!
- Ah, não foi o que pareceu hoje, quando eu...
- Não foi nada!
- Deixe-me adivinhar, é da floricultura? – perguntou Fea.
- Que floricultura?
E então, todos silenciaram. A única que não sabia que Teito trabalhava era Kalía, justamente por ela não querer que seus filhos trabalhassem antes dos 18.
- A floricultura em que eu trabalho, mãe – disse Teito, resignado a contar por ele mesmo.
- Que você o que?!
- Estou trabalhando lá há alguns dias...
- E quando você pretendia me contar?!
- Achei que já soubesse – disse, não mentindo, realmente achando que Fea havia contado.
- Querida, eu ia contar, mas não...
- Você ia contar? Então você sabia?! Ia contar quando?
- Mãe, calma, eu conheço o...
- Quieto, Mikage! – exclamou – Aliás, você e Teito, subam para seu quarto agora!
Os dois subiram sem dizer mais nada. Fea olhou desculpando-se para o filho e eu não fiz questão de ouvir mais nada. Os dois foram para o quarto de Teito, e Mikage sentou em sua cama.
- Desculpe, Mika... – pediu Teito, indo sentar-se do lado do irmão.
- Pelo o que, mano?
- Por tudo isso – disse – Estávamos num clima tão bom e, novamente, eu estraguei tudo.
- Como se eu não fizesse isso diariamente quando tinha sua idade – bagunçou os cabelos de Teito – Relaxe.
- Mas mesmo assim. Odeio quando isso acontece.
- Tá tudo bem, não foi culpa sua. Papai deveria ter contado.
- Não, eu deveria! É o meu emprego, droga. Mamãe tinha que saber por mim.
- Agora já foi né. Te tirar de lá é que ela não vai. Nem eu, nem papai vamos deixar – sorriu ternamente para seu irmão, que suspirou.
- Ok...
- Mas me fale, você não quer sair porque não quer perder o emprego, ou por causa de Frau?
- Mikage!
- Não, Teito, é sério – disse, encarando o irmão seriamente. O que era relativamente raro.
- É claro que é por causa do emprego!
- Mas me diga claramente o que você tem com Frau – Mikage pediu e eu me agarrei ao fio de esperança que dizia que Mikage faria alguma coisa para separar os dois.
- N-não temos nada!
- Como assim, Teito? Vocês estavam se beijando hoje, caramba!
- Não estávamos! – negou rapidamente – Você chegou antes que acontecesse alguma coisa.
- Então, nunca teve nenhuma relação com ele?
- Não!
- Mas você gosta dele. – afirmou.
- Mikage, é claro...
- Me diga a verdade, Teito, só estou tentando te ajudar.
- B-bem... – começou, corando. Me enraiveci completamente com essa reação, que foi o que bastou para mim e para Mikage.
- Então você gosta dele – afirmou novamente – Mas Teito, saiba que isso não é uma boa coisa para nenhum de vocês, principalmente pra você.
- O que quer dizer com isso?
- Não sei se posso falar sobre isso, então apenas digo que talvez você possa vir a sofrer mais tarde – disse, sério – Se estiver realmente gostando do Frau.
- Por que diz isso? O que, você não quer que a gente fique junto?
- Não, não é isso – disse rapidamente – Se você e o Frau namorassem, nossa, seria ótimo! Mas tem mais coisa aí no meio do que parece. E a última coisa que eu quero é te ver sofrendo.
- Mikage, não estou te entendendo.
- Eu vou parar por aqui antes que fale o que não devo – disse, levantando-se – Só não... Se apaixone demais por ele, sim?
Saiu do quarto desejando boa noite e Teito ficou sem entender. Eu estava realmente começando a gostar de Mikage, que provavelmente sabia do segredo de Frau.
- Mas o que foi isso? – perguntou para ninguém em especial, indo desligar seu computador, já que já tinha terminado as partes dos trabalhos que teria de fazer e não estava com pique para ficar na internet.
Deitou-se em sua cama, puxando os cobertores para cima de sua cabeça.
- Mas que droga de dia foi hoje, hein, Haku... – comentou e seu tom magoado me quebrou – Primeiro o Barack com aquela garota ridícula, depois vem o Frau dizendo que... dizendo que m-me quer... Aí eu chego em casa recebo essa bronca da minha mãe. E agora vem o Mikage com essa história de eu não poder ficar com o Frau. Mas que droga!
Mandei-lhe automaticamente uma imagem de Deus, dizendo que ele precisava rezar mais.
- É, acho que é isso que eu vou fazer mesmo – disse – Rezar pra ver se essa droga melhora – tirou as cobertas de cima de si, encarando o teto, por vezes ouvindo as vozes do andar de baixo – Mas sabe o que mais me incomoda? Claro, estou me sentindo super mal por ter deixado minha mãe no escuro todo esse tempo e agora eles estão brigando por minha causa, mas... O que mais me incomodou foi o que Mikage disse.
Mikage é um santo, Teito Klein.
- E-eu gosto do Frau. Principalmente agora que sei que ele também gosta de mim, mas... Mikage não falaria aquilo à toa – disse – Tem alguma coisa errada aí. Agora, se realmente for pra rolar alguma coisa entre mim e o Frau e eu sofrer mais tarde por algum motivo, como o Mikage disse?
Eu não vou deixar você sofrer.
- O que será que Frau está me escondendo? Será que ele tem uma doença e vai morrer daqui a alguns dias? Ou vai mudar de cidade? Ou será que ele tem DSTs? E se ele for um foragido?
Ou se ele tiver uma mulher?
- Argh, odeio ficar no escuro! – exclamou bagunçando os próprios cabelos.
Mandei-lhe um abraço, ou melhor, duas pessoas se abraçando, e ele sorriu fraco, triste: — Seria melhor se você me abraçasse, Haku... Mas nem mesmo com você eu posso ficar.
Foi como ouvir a melodia mais triste, do coração mais cansado. Teito estava realmente sofrendo por dentro, por tantos e incontáveis motivos.
- Nem com Frau, Barack, Jolie – riu com desgosto ao lembrar-se da primeira pessoa por qual se interessara, na sexta série – Nunca consigo me apaixonar profundamente sem antes algo ruim acontecer. Isso... Eu cansei de levar na indiferença, Haku, cansa. Eu quero amar, quero apresentar a pessoa pros meus pais, ser feliz completamente por pelo menos um segundo. É pedir demais? Amar é pedir demais?
Era triste ouvi-lo colocando sua situação daquele jeito, já que realmente sempre levara seus sentimentos na indiferença.
Mandei-lhe a imagem de alguém se destacando na multidão, como se dissesse pra ele esperar a pessoa certa, Deus sabe o que faz.
- Mas enquanto essa pessoa não chega, Deus podia botar alguém na minha vida, não acha? Só por distração, só pra ficar mais suportável agüentar essa busca – disse, sentindo um nó na garganta, mas engoliu o choro.
Me ajoelhei ao lado de sua cama e passei os dedos por seu rosto, segurando qualquer vontade de abraçá-lo. Fiz um carinho leve em seus fios, então passando as costas dos dedos por sua bochecha.
E então, ele olhou para mim, direta e fixamente, como se pudesse, de fato, me ver. Colocou sua mão por cima da minha, sabendo exatamente onde encontrá-la. E aquilo me assustou. Me afastei rapidamente dele, me encostando na parede oposta.
- Hakuren...?
Não respondi. Estava pasmo. Como ele podia me ver? Mas ele não podia, esse era o problema! Ele não estava me vendo, já que perguntara mais cedo o porquê de eu não deixá-lo ver meu rosto. Mas como ele sabia onde eu estava? Não era algo natural para um humano sentir seu anjo facilmente assim, droga!
- Hakuren, dá pra me responder? – perguntou e fez uma pausa, atentando-se às imagens de sua mente, mas tudo o que via era seu quarto.
Fechou os olhos e suspirou profundamente. Os abriu, lançando um olhar certeiro em minha direção. Ele estava fazendo de novo!
- Até você? – perguntou, me encarando com o olhar triste – Você é o único que eu posso ter certeza absoluta de que nunca vai me abandonar e agora você está aí, fugindo de mim. O que eu fiz? Eu não posso te tocar, é isso? Se for, fale, não faço mais mas, por favor, não me deixa também.
Eu... Eu nunca vou te deixar!
Fui para seu lado novamente, me esquecendo completamente do dilema anterior. Sentei ao seu lado na cama, de frente para ele.
- Você pode me tocar, Teito – eu disse, tocando novamente sua face, segurando seu rosto com ambas as mãos. O vi sorrir, pela primeira vez na noite sendo um sorriso de alegria, mesmo que fraco – Assim como eu também posso te tocar.
- Obrigado, Hakuren – agradeceu, mesmo que não estivesse me ouvindo – Por tudo. Você é a melhor coisa que já me aconteceu.
Sem mais controlar meus desejos, o abracei. Mesmo sabendo que ele não podia me sentir completamente, circundei seu corpo pequeno com meus braços, enterrando meu rosto na curva de seu pescoço, nunca sentindo seu cheiro tão intensamente.
- Você me faz sentir tão... – deixou a frase morrer ali, abraçando o que achou ser meu corpo. Desfiz o abraço e o vi sorrindo e, então, sorri também.
Porque ele sorri, eu sorrio.
Ele se deitou, notando que eu não estava mais o abraçando, mas deixou um espaço na cama para mim, como todos os dias. Deitei ali e ele tirou o cobertor de baixo de si, cobrindo-se. Purifiquei seu corpo, o vendo bocejar.
Novamente, segurei seu rosto com uma mão, o acariciando com o polegar. Afinal, o que era uma gota para quem estava ensopado? Deitei em seu travesseiro, sabendo que não precisaria levantar para subir aos Céus para impedir qualquer desejo proibido, eu já havia realizado o maior deles aquela noite. Lhe abraçar fora... Realmente... Maravilhoso.
O abracei com apenas um braço pela cintura, o que o fez vir mais para frente, diminuindo a distância entre nós.
- Boa noite, Haku – desejou e eu lhe respondi com um beijo na testa. Sorri quando ele abriu os olhos exaltado, olhando para mim, pouco acima de sua visão. É, ele realmente conseguia me sentir muito bem – O que você fez?
Mandei a imagem de um beijo na testa e ele corou, mas sorriu, fechando os olhos novamente.
Logo, ele adormeceu, sentindo-se mais leve. Não saí de seu lado nem mesmo por um instante naquela noite, nem mesmo quando ele se virou, ainda dormindo, ficando de costas para mim. Também não deixei de abraçá-lo por nada, aproveitando cada momento.
Afinal, sabe-se lá o que aconteceria amanhã. Me separar dele eu sei que eu não iria. Nunca. Mas ele podia se separar de mim, ele só precisava decidir que queria... Outra pessoa... Em sua vida.
Notas finais
Sem enrolação, bora aos avisos: O primeiro é sobre o número de capítulos da fanfic. Eu coloquei na sinopse que tem 20, mas como eu havia separado mal, resolvi refazer a separação de capítulos, com mais palavras cada 8D, então agora só vão ter 18 + Prólogo e Epílogo ): Massss vou deixar 20 na sinopse porque ACHO que vou fazer uns extras, vou começar quando entrar na reta final de postagens.
O que me leva ao segundo aviso: Na boa, acho que vou decepcionar todo mundo com o desenrolar da história >_< Não posso falar mais que isso, só que tem gente esperando lemon e eu adianto que NÃO TEM, acho que uma história não precisa ter p00taria pra ser boa. Por isso resolvi fazer o extra com alguma coisa ~a mais~, que não faz parte do enredo original, é só pra alegrar vocês u.u E também, tem gente levantando dúvidas que... Bem... Sacomé... São só dúvidas.
O terceiro aviso é sobre a floricultura do Frau, que realmente nunca tem horário certo pra abrir daljdash Detestava chegar lá animada pra comprar flores no horário comercial e vê-la fechada -qq ~le aviso inútil~
O quarto é sobre os beijos. Basicamente é NÃO ME MATEM por fazer o... terceiro? quase-beijo deles, haha. Mas pô, o capítulo está enorme, compensa, vai p(>_<)q
O quinto aviso é o mais importante: Eu tenho uma doença. Tipo, sério. Cada vez que leem minhas histórias e não deixam review, minha mão começa a derreter, logo, em alguns anos, seria impossível postá-las. Ou seja: DEIXEM REVIEWS U3U
E DE QUEBRA LEVEM UM BILHETE DOURADO (le estava vendo Willy Wonka -q) QUE DÁ PASSE ESPECIAL PARA 01 FÁBRICA DE LIMONADA QUE CÊS PRECISAM CONHECER -QQQQQQQ FKLASJDFLKSHADF E, PELO O QUE EU ME LEMBRO, SÓ TEM LIMÃO BÃO NESSA FÁBRICA 8DD
Adiós shushus ♥ Até semana que vem com o capítulo que encerra definitivamente a primeira parte da fanfic ; u ;
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