Notas iniciais
Olá ~
Desculpem, atrasei um dia ;~; Mas eu juro que ia postar na sexta, mas assim que eu publiquei, o Nyah! deu um faiado muito ninja e saiu da minha conta, aí fiquei com preguiça de postar tudo de novo /apanha
AVISO: A partir de agora, os capítulos serão um pouco menores. Acho que "Deus" é o maior da fanfic, então não esperem por mais de 5000 palavras novamente, desculpem ;O;
Enfim, deem uma lida nas notas finais ;A;
Enjoy ~

Acordei no dia seguinte com uma imagem curiosa. Mikage estava em cima de Teito, sacudindo-o.

– Teito! Vai perder o horário pra escola! – ele dizia. Escola? No sábado? Sinto cheiro de armação no ar.

– O que?! – gritou, levantando-se rapidamente e jogando Mikage no chão – Caramba, que horas são?!

– Já são quase oito horas! – gritou Mikage e, pelo o que percebi, estava lutando para segurar o riso. Mas é claro que aquele moleque remelento ia cair naquela.

– E por que não me acordou antes, vacilão?! Eu tenho prova hoje! – gritou para Mikage, que agora se levantava e saía pela porta. Provavelmente estava se confundindo com a prova que teria na segunda feira. Oh, santo retardo mental.

– Só se arruma logo e desce, vou preparar seu café da manhã – disse e saiu do quarto. Fui rapidamente até o corredor ver se ele realmente ia para a cozinha preparar o café de Teito, mas o vi seguindo para seu quarto.

Observei, calado, Teito se arrumar como um furacão para ir para a escola. Nem mesmo tomou banho e já estava descendo as escadas, achando que encontraria uma deliciosa mesa de café da manhã preparada por seu irmão.

MIKAGE! – exclamou o mais alto que pode, provavelmente acordando o prédio inteiro. No lugar do café da manhã, encontrou um calendário em cima da mesa escrito “idiota” em sua extensão.

Mikage desceu rindo as tripas, irritando Teito ainda mais.

– Por que fez isso?!

– Sei lá, não tinha mais nada para fazer – deu de ombros e abraçou a cabeça de Teito, lhe bagunçando os cabelos.

– Você me paga, seu larapio filho de uma toupeira!

– Quem está me xingando? – a mãe dos dois apareceu na porta da cozinha, provavelmente tendo acordado com o berro que Teito dera.

– Mikage me acordou dizendo que tinha aula – logo acusou o irmão, o olhando ameaçadoramente.

– Teito te xingou, mãe! – contrapôs, imitando o tom de voz de criança de Teito.

– Eu ouvi – ela riu dos dois e riu ainda mais do calendário – Vão fazer o café da manhã por isso, seus pentelhos.

– Por que eu tenho que fazer também? Mikage é o errado aqui!

– Porque me acordou cedo quando só tenho hoje e amanhã pra descansar – ela disse e foi para a sala assistir tevê enquanto esperava os filhos lhe fazerem o café da manhã.

– Babaca – murmurou, pegando um saco de pão de forma e o abrindo. Mikage pegou a manteiga e os dois passaram nos pães.

Senti uma mudança nos pensamentos de Teito, ele parecia mais concentrado e pensando em alguma coisa, que só consegui captar que tinha haver com o dia anterior.

– Bom dia – ele disse, enfim. Mikage e eu o olhamos confusos. Por que ele estaria desejando bom dia para Mikage agora? Ou melhor, por que estava dizendo isso? Quer dizer, era raro ouvir Teito desejar bom dia para alguém.

– Por que está me desejando bom dia agora, Teito? – Mikage perguntou e eu achei válido.

– Não é pra você, cretino.

– Meu irmãozinho está ficando louco agora – disse, após rodar a cozinha com os olhos, à procura de mais alguém.

Mas não era para Mikage, era pra mim.

Teito estava me desejando um bom dia, estava falando comigo.

Não soube como responder na hora, afinal, não era muito fácil retribuir um bom dia em imagens. Pensei em um campo florido de margaridas amarelas e o vento batendo nelas e mandei para Teito, esperando que ele notasse que aquilo era um “bom dia” literalmente.

Ele balançou a cabeça negativamente com a minha [falta de] criatividade e voltou a se concentrar no café da manhã. Depois de passar manteiga em todos os pães junto com seu irmão, colocaram a bandeja no forno. Mikage foi para a sala, mas Teito sentou-se numa cadeira e ficou por ali mesmo.

Mas eu nunca me acostumaria com aquilo. Meu humano falando comigo tão abertamente, como se fosse algo normal, me desejando bom dia e tudo. Era quase como me mostrar para ele! Um anjo pode se comunicar com seu humano se for para ajudá-lo em algum momento difícil, mas daquele jeito? Com conversas à toa e até xingamentos? Eu era um todo poderoso Ser Celestial, não podia ficar falando com humanos curiosos!

Qualquer um ficaria interessado em saber que anjinhos da guarda realmente existem e eu não era tão qualquer para me tornar objeto de diversão de um humano. Principalmente um tapado como o Teito.

– Quero uma prova de que existe. – ele pediu, falando baixo, porém autoritário.

Logo mandei uma imagem da bíblia para ele, que rodou os olhos.

– Não quero saber o que a religião diz sobre isso, seu anjo inútil – disse, manso como sempre – Quero que você me prove que é real, fazendo algo ou sei lá. Não sei se confio totalmente na minha sanidade.

Mandei um enorme ponto de interrogação para ele, que logo me respondeu.

– Não sei, faça uma travessura, desarrume meu quarto, quebre uma louça, qualquer coisa.

Pensei em algo que eu pudesse fazer, imaginando como seria a reação de Teito. Mas então, parei.

O que, com o perdão da expressão, diabos eu estava fazendo?!

Acabei de decidir que não me tornaria um mero objeto da curiosidade humana e estava lá, imaginando como poderia provar para Teito que eu existia! Novamente tendo uma conversa com ele! Não podia fazer isso, definitivamente não.

– Mas faça algo óbvio, tá legal? – alertou, mas perdeu a atenção em mim quando ouviu sua mãe falar que não queria o pão muito tostado. Decidiu tirá-lo logo do forno, já que não tinha muita paciência e chamou Mikage para ajudá-lo a pôr a mesa. Logo, a família estava toda reunida na mesa, já que Fea, o pai dos meninos, havia acordado também.

Mikage e Fea eram bem parecidos, ambos com cabelos loiros e escorridos. Já Teito parecia mais com sua mãe, Kalía, por causa dos cabelos castanho-escuros e olhos castanho-esverdeados. Exceto pelos olhos. Teito era o único naquela família que tinha os olhos tão verdes.

– Mikage me acordou dizendo que tinha aula hoje, pai.

– É, eu ouvi os gritos – riu-se, olhando com carinho para os filhos – Pare de pegar no pé de seu irmão, Mikage.

– Você sempre protege o Teito, papai – disse Mikage, fazendo um tom falsamente choroso na voz.

– É porque ele prefere eu à você.

– Não fazemos distinção entre vocês – disse Kalía – Mas como Teito é a criança aqui, temos de protegê-lo, não é?

– O que?! – exclamou, ficando irritado com a própria família. Estava feliz pelo fato de sua mãe estar lhe tratando normalmente, mas odiava quando o tratavam como criança.

– Encare os fatos, irmão.

– Não vou encarar coisa nenhuma, vocês são um bando de conspiradores! – disse e saiu da mesa, mas teve seu braço segurado por Mikage.

– Nós te amamos, Teito – disse e sorriu, sendo acompanhados pelos pais. Teito sentiu seu coração se acalmar naquela hora e quase retribuiu o sorriso para sua família, sem muito sucesso.

– Eu também – murmurou de qualquer jeito, corando até queimar. Todos à mesa riram, mas deixaram-no ir. Pude ouvir Mikage comentando que ele era uma gracinha e eu ri, imaginando o que Teito faria se ouvisse aquilo.

Chegou ao seu quarto e a primeira coisa que fez foi olhar ao redor, provavelmente procurando qualquer coisa fora do lugar. Não, Teito, eu não mexi nas suas coisas e não pretendo mexer.

Ele suspirou longamente e se jogou em sua cama. Virou-se de bruços e afundou a cabeça no travesseiro. Ouvi um “inútil” sendo murmurado, mas pouco dei atenção. Novamente, virou-se para cima e encarou o teto.

– Sonhei com Frau essa noite – anunciou de repente – Ele estava me chamando de pirralho idiota e sendo o mesmo chato de sempre – continuou – Mas não parava de sorrir, sempre, sempre, sempre sorrindo.

O observei curioso. Onde ele queria chegar com tudo aquilo?

– Isso me faz pensar, sabe. Não é como se eu não sorrisse. Você mesmo sabe que eu sorrio quando me sinto bem – disse diretamente para mim, provando que ele não estava simplesmente divagando com seus botões – Mas é que sorrir não é tão involuntário para mim quanto para outras pessoas... Eu só sorrio com quem me sinto bem, sabe. Barack, Labrador, Mikage...

Automaticamente, me lembrei do sorriso que ele me dera noite passada e, não podendo evitar também, sorri. Então ele se sentia bem comigo, mesmo ainda tendo a dúvida da minha existência.

– Mas não sei o que sinto por Frau – aquela frase me pegou de surpresa – Não que eu vá morrer de amores por ele qualquer dia, mas eu me sinto meio confuso às vezes.

Não pude sentar no mesmo lugar que sentara noite passada, pois teria que mover a cadeira e, bom, moveis não costumam sair por aí se mexendo sozinhos. Apenas me acomodei em cima da mesa de seu computador e o ouvi falar, achando tudo aquilo muito curioso. Afinal, ele mesmo dissera que estava em dúvida sobre minha existência, então por quê...?

– Quando eu estou com ele e ele começa a implicar comigo, eu quero que suma da minha vida. Principalmente depois que Labrador disse que ele faz de propósito – disse – Mas quando estou longe, é como se eu sentisse... ahn... Saudades. Não de suas brincadeiras idiotas, mas do seu sorriso, seu olhar dedicado, suas pequenas demonstrações de afeto.

Aquilo sim me pegou de surpresa. Teito Klein não costumava falar tão abertamente de seus sentimentos, muito menos descrevê-los! Nem mesmo eu, seu anjo desde sua primeira lufada de vida, havia o visto fazer isso alguma vez. Ele nunca falara de seus sentimentos brancos para alguém.

Mas estava falando para mim, mesmo duvidando da minha existência.

De repente, me senti um monstro por fazer aquele garotinho ficar sozinho quando ele mais precisava de alguém. Tudo o que ele queria era um amigo para ouvi-lo, alguém que nunca o fosse abandonar, e eu estava fazendo justamente o contrário ao resolver não respondê-lo mais. Justamente eu, que devia protegê-lo e confortá-lo sempre.

– Me ajuda, inútil – pediu, não tão bruscamente quanto parecia. Ele só estava me chamando de inútil porque não sabia meu nome, eu não podia culpá-lo – O que eu sinto por Frau, hein? Será que eu posso sorrir pra ele? Eu me arrependeria mais tarde?

As últimas perguntas foram jogadas ao vento, ele parecia mais estar falando consigo mesmo do que comigo.

Mas eu não o respondi. Precisava manter minha palavra de que não falaria mais com ele, apenas quando estritamente necessário. Não é...?

Antes que eu pudesse tomar mais alguma atitude, ele se levantou e pegou a toalha que estava jogada de qualquer jeito em cima da gaveta aberta de seu guarda-roupa. O segui como de praxe para o banheiro, mas então ele parou na porta.

– Você vai entrar? – perguntou, temeroso – Olha, você já deve ter me visto no banho diversas vezes, mas agora é diferente. Você pode, sei lá, ver se não tem nenhum demônio por aí ou... Mas eu prometo que vou rapidinho.

Ri de sua preocupação. Tinha tanta vergonha de si mesmo, esse Teito. Resolvi respeitar sua decisão, mesmo sabendo que alguns demônios covardes atacavam suas vítimas quando elas estavam no banho justamente por seus anjos não entrarem no banheiro.

Joguei uma proteção temporária a mais no cômodo e fui para seu quarto. Era apenas uma magia simples e ancestral, quase todos os Seres Celestiais a possuíam. Chamava-se Zaiphon. Os anjos a tinham em maior grau para poderem proteger seus humanos, geralmente o Zaiphon de proteção, assim como o meu. Mas numa batalha, por exemplo, nosso Zaiphon ofensivo era bem menos eficaz que nossas espadas, por isso treinávamos muito depois de cumprir os 1000 anos de servidão aos humanos, para então servir aos Céus, cada um de seu jeito. Haviam os músicos, cozinheiros, curandeiros, os guerreiros, entre tantos outros.

Cheguei em seu quarto e me joguei em sua cama, observando a bagunça ao redor. Aquilo era quase um imã para Intenções malignas... Se eu não fosse um anjo tão bom, aquela casa viveria cheia de demônios.

Mas era engraçado. No meio de tanta bagunça, os livros de Teito eram estritamente organizados por ordem alfabética e de tamanho. Fui até lá e observei os títulos, lembrando-me da tarde que Teito passara organizando aquilo.

Timidamente, toquei um dos livros, o último da fileira do meio. Peguei o primeiro da mesma fileira e coloquei no lugar do outro livro e vice-versa, os trocando de lugar. Peguei o da fileira de cima e o coloquei no lugar de um mais alto da fileira de baixo. O do meio coloquei na ponta, os da ponta coloquei para baixo e, em poucos minutos, aquilo estava uma total bagunça. Mas, claro, só quem prestasse atenção veria.

Me dei conta do que fiz e tentei arrumar no lugar, se Teito visse aquilo, ele... Teria sua prova! Mas já era tarde demais, ele já estava no corredor, vindo para seu quarto.

Mas talvez, só talvez, fosse isso que eu quisesse. Que ele tivesse a prova de que eu existo e, assim, pudesse falar com total confiança em mim, afinal, eu era seu anjo, eu era a única pessoa que ele podia confiar, literalmente, sua vida!

– É bom que tenha ficado aí, pervertido – disse assim que entrou – E não olhe enquanto eu me trocar!

Ele se trocou em tempo recorde, se jogando na cama novamente. Rezei (figuradamente) para que ele não percebesse os livros desarrumados, mas meu coração falhou uma batida de excitação e ansiedade quando ele pousou os olhos nas enormes prateleiras que ficavam de frente para sua cama.

– O que 20.000 Léguas Submarinas está fazendo aqui em cima? Os livros altos ficam aqui em... bai... xo... – pronunciou cada sílaba, notando, a seu tempo, que estavam todos desarrumados.

Mas ao invés de gritar e surtar comigo por ter tocado em seus tão preciosos livros, ele sorriu. Sorriu abertamente, como nunca antes. Sorriu tanto que seus olhos se fecharam. Sorriu tanto que seus caninos ficaram totalmente expostos. Tanto que até mesmo soltou uma risada.

– Foi você, não foi? Mexeu em tudo isso aqui para me provar – continuou, mas eu não quis dar o braço a torcer e mandei-lhe uma imagem de Mikage – Não me venha com essa – negou rapidamente, provavelmente notando a função orgulhosa por trás da imagem – Até eu sair do quarto, estava tudo em seu lugar. Ou se esqueceu que eu estava deitado de frente para a prateleira até agora há pouco?

Mas a única coisa que consegui me lembrar, foi de seu sorriso. Involuntariamente, transferi essa imagem para ele, que corou na hora.

– É assim que eu fico quando sorrio? – perguntou, ainda corado, indo deitar-se – Por isso que não faço isso.

Mas não liguei para seu comentário e continuei pensando em seu olhar alegre e sua expressão tão agitada como nunca antes. Acho que acabei mandando-lhe de novo, porque ele corou ainda mais.

– O que? Agora virou um viciado em sorrisos?

Dessa vez, eu ri. Pensei em qualquer sorriso aleatório e coloquei um “xis” bem grande em cima deles e mandei-lhe, para em seguida mandar todos os sorrisos dele que eu consegui lembrar. O que não foi muito difícil, já que ele sorrira pouco em sua vida.

– Não é qualquer sorriso, é só o meu... – vocalizou meus pensamentos, me fazendo sentir um tanto nervoso, talvez vindo dele também – Tá legal, que coisa estranha para um anjo guardar. O sorriso de seu protegido.

Rapidamente, pensei em sua habitual expressão séria ou tediada e lhe mandei, querendo dizer que era raro ele sorrir.

– É, acho que tem razão – riu com escárnio, sem realmente ver graça, por ainda estar muito envergonhado – Mas agora não tem como fugir.

Mandei-lhe um ponto de interrogação.

– Senti um afastamento seu antes de tomar banho – comentou – Eu fiz algo errado, por isso não estava querendo me responder?

Ponderei sobre sua pergunta. Então, ele havia notado? Mas como responder isso? Pensei na primeira imagem de um alienígena que me lembrava e o mandei com a função de estar sendo usado.

– Você acha que eu estou te usando só porque é diferente? – perguntou e eu senti uma pontada me mágoa vinda dele – Pois saiba que não é isso.

Realmente, eu não havia escolhido a imagem certa. Pensei naquela cena de ET, quando o dedo do menino e o do alien se encontram, como se fôssemos realmente amigos, mas talvez Teito estivesse chateado demais pela minha forma de ver a situação.

Eu te vejo assim. Desde o começo, quando senti sua presença na loja do Labrador, você se tornou meu amigo – ele disse, cobrindo-se com a coberta – Mas parece que você estava achando que eu só queria falar com você porque era legal ter um amiguinho extraterrestre.

Seu tom era de lacerar. Ele parecia ter sido traído, como se tivesse sido abandonado por alguém importante. A primeira coisa que pensei foi em lhe pedir desculpas, mas como dizer isso em imagens?

Logo, a imagem de um moço segurando um buquê de rosas para sua amada surgiu e eu não tardei a lhe mandar, com a função de desculpas.

– Você é mesmo um Bumblebee – ele riu, assim que notou o que a imagem significava – Mas não estou bravo. Só acho que deveria confiar mais em quem protege, afinal, você tem acesso ilimitado aos meus pensamentos, não tem?

Mandei a imagem de um 50% que havia visto na porta de um brechó dia desses, ignorando o resto que dizia “de desconto”.

– Então não pode saber tudo o que penso? – perguntou, achando curioso o fato – Oh, sim, Labrador comentou algo do tipo. Se você não pôde me ouvir quando falei com você em pensamentos, provavelmente, não pode ler minha mente.

Mandei a imagem de um cara fazendo jóia em um dos desenhos japoneses que Teito assistia de vez em quando. Ele sorriu à imagem, novamente me fazendo guardar aquela cena em uma parte especial da minha mente. “Raridade dos Protegidos”. Tudo bem, o nome na verdade era “Raridades de Teito Klein”.

– Isso me deixa aliviado, se quer saber – comentou, quase sendo interrompido por um bocejo – Acho que vou dormir mais um pouco, você me guarda?

Ele perguntou aquilo numa inocência tão grande, num timbre tão sincero e com uma expressão tão sonolenta que, pela primeira vez em 400 anos, tive vontade de abraçar alguém.

Acho que não precisei de responder porque no mesmo instante, já estava ao lado vago que ele deixara na cama para mim. Não podia me revelar, mas o cobri com um braço, sem realmente encostar, e ele veio um pouco mais para frente, provavelmente sentindo que eu estava ali. Acariciei levemente os fios de seus cabelos para que não o assustasse, já que já estava pegando no sono, mas aquele gesto o fez sorrir levemente.

– Bons sonhos, Teito Klein – sussurrei ao seu ouvido, tendo a certeza de que ele só ouviria aquilo em seus sonhos. Mas ouviria. Me levantei calmamente e fui em direção à janela. Abri minhas asas e pulei, voando para o céu. Eu precisava dormir um pouco, já que ficara a noite passada inteira acordado, apenas o observando.


Notas finais
EAE VÉIS O QUE ACHARO?
Não, nosso favoritador anônimo não se pronunciou, mas eu não ligo mais pra isso, já que essa semana mesmo recebi minha primeira recomendação ~~megusta~~
Agora estou muito mais confiante com minha história, desculpem os surtos sem postar (e os outros surtos também -q).
Enfim, até semana que vem~~ Acreditem, estou igualmente (ou mais) ansiosa x3
Beijos s2