You Set Me Free_1ª Temporada

23 Turbulence of the Female Heart


Notas iniciais
E aí meus amores?! Tudo beleza? Espero que sim , nem vou comentar o quanto o cap é pequeno , porque nem deveria esta postando tá? *_* Novamente Agradecimentos a Melany Mikaelson e a todos os que estão comentando , acompanhando , favoritando e recomendando a fic ;)

França Cinco Meses Antes

Coloquei novamente o copo plástico de vinho nos meus lábios, já pensando em procurar outro. Estava sentada em um tronco de árvore caída observando a fogueira ao longe. Festas de faculdade eram uma desculpa para beber, já para mim era uma desculpa para … esquecer temporariamente minhas faltas como filha.

Quando recebi boas notas naquele bimestre, tudo que não pensei em receber, era um presente do meu pai. Infelizmente, era um presente claramente comprado por educação. Já que me dei conta que o natal estava chegando e com ele os presentes sem cartão dos familiares perdidos. Minha raiva aumentava toda hora que me lembrava do bracelete daThifanyde ouro branco.

Qual era o problema em escrever um simples“Feliz Natal Anabella, espero que esteja bem”?

Será que doía tanto ele ter cinco segundos para mim? Ou mesmo minha mãe, que estava em uma de suas viagens, ligar? As vezes pensava que o problema estava em mim. Mas aí me lembrava que era assim na minha família. Nas doze casas Valerya.

– Ei Bells. – A voz rouca do meu amigo de faculdade, Filipe, perto demais de mim, chegou tão rápido que eu pulei no lugar quando ele se sentou do meu lado . – Desculpa, te assustei?

– Não, imagina. – Respondi irônica nos fazendo rir. Filipe era o típico Francês que todos imaginavam ao pensar em um. Bonito, forte, alto e melhor, com um ar romântico e sorriso cultural e educado.

– E aí, se deu bem nas provas? – Perguntei ao mesmo tempo que ganhava uma distância segura dele, que cheirava fortemente a álcool.

Me distanciei educadamente virando o corpo para o ver melhor. Conheci Filipe por uma amiga que precisava de ajuda no curso de Fotografia artística.

– É artes! Não há muitas provas, e tudo que fazemos é inovador, então … – Ele riu orgulhoso sem terminar a frase e bebendo mais. me encarou, oferecendo sua garrafa de vodca pura.

Balancei a cabeça negando, mesmo que meu vinho, que eu havia trazido tivesse acabado. Apertei com força minha jaqueta azul e encarei tudo ao redor. Não havia mais graça naquela festa para mim, primeiro porque em festas de faculdades, depois de certas horas, todos estavam bêbados e o cheiro de vômito embrulhava até os estômagos mais fortes. Já a pegação livre fazia qualquer um se sentir acesso.

– Escuta, Filipe. – Chamei ele em tom alto para ele voltar a encara-me, o que ele fez. – Eu já vou indo, nos vemos depois, sim?!

– Qual é, gata, mas já? – Perguntou ele meio grogue, embolando as palavras, me fazendo rir.

– Sim, já. – Me aproximei para lhe dar um beijo no rosto, mas ele virou a cabeça rápido demais, fazendo meus lábios tocarem os seus por mínimos segundos.

Rindo, encabulada, eu me afastei, me levantando. Mas quando o fiz, senti uma mão passar por mim, agarrar Filipe e o socar com força, ao mesmo tempo que eu caia no chão e via Jeofrey em cima do meu amigo

– Jeofrey não! – Gritei voltando a processar o que havia acontecido. – Jeofrey! – Gritei novamente , mas agora empurrei ele de cima de Filipe com toda minha força , e um pouco de magia.

Filipe gemia no chão , claramente com o nariz quebrado. Fiquei ao seu lado tentando o confortar e a rodinha de pessoas ao nosso redor , deixava claro , que aquela cena não tinha passado despercebida. Me voltei para meu namorado ao mesmo tempo que pedia ajuda. Jeofrey me encarava de cima , possesso de raiva , claramente por eu não deixar ele se aproximar com o pequeno escudo que tinha feito ao redor dele e de Filipe. Mas eu não estava diferente , odiava quando ele aparecia do nada depois de semanas e fazia aquele tipo de coisa todas as vezes que me encontrava perto de algum ser do sexo masculino.

– Oh céus! – Exclamava as garotas ajudando Filipe se levantar.

– Vamos para o pronto socorro. – Mandei para ninguém especificamente também apoiando o corpo do Francês no meu.

– Você não. – Mandou Jeofrey segurando meu braço com força me fazendo gemer de dor. Ele me puxou para seus braços.

Sem problemas ele me pegou no colo e me jogou nos seus ombros como um saco de batatas . Enquanto eu esperneava como uma garotinha só pensava na vergonha que estava passando por algo tão bobo.

Quando tinha sido jogada no carro , parei de tentar falar algo e engolir o choro. Jeofrey dirigia como um louco até meu apartamento. Quando ele tentou abrir a porta para sair , não deixei. O feitiço prendeu ele no lugar.

– Chega. – Tentei soar convicta do que eu queria . Mas não conseguia o encarar.

– Conversaremos amanhã. – A voz dele tão séria e distante me magoou profundamente.

– Amanhã?! Amanhã quando você achar que pode fazer isso novamente? – Rebati trincando meus dentes , me virando para ele. – Qual é seu problema? Você é algum tipo de maluco psicopata?

– Sou um maluco que viu minha mulher se beijando com outro! – Gritou ele também se virando , e me encarando frente a frente.

– Eu não sou sua mulher seu babaca de merda! – Gritei também um pouco alterada. – Nem mais sua namorada!

Jeofrey me encarou mais firmemente do que antes , e o silencio reinou sobre nos por alguns minutos. Quando percebi que não tinha mais nada para falar , me virei para sair. Mas ele segurou minha mão com força.

– Eu amo você . – Era insano amar ouvir aquilo naquela hora? Sim era. Mas ao mesmo tempo era o que me fazia humana , mulher. Mesmo assim não devolvi de pura pirraça . O que o fez bufá em raiva.– Eu sei que exagero. – Continuou ele enquanto eu virava o rosto para fora , quando sentir que ele se aproximava. – Mas pô meu! Se coloca no meu lugar?!

– Eu confio em você. – Me soltei de seu braço com força , tentando soar forte , mas quebrada por dentro. – Adeus … – Abrir a porta do carro mas travei ao ouvir.

Ma Belle . – A voz encantadora e arrependida dele não me fez parar , e nem olhar para trás.

Estava tão cansada , daquele relacionamento que parecia uma montanha russa que era bizarro. Ao deitar na cama chorando , só desejei que ele estivesse ali. Qual era meu problema? Pensei antes de cair no sono de cansaço.



Nova Orleans Agora



Mordi os lábios e fechei os olhos quando a garota deu uma guinada inesperada que fez eu bater minha nuca no acento e depois fui para frente e de novo para trás. A freada brusca levantou um cheiro de pneu queimado que fez eu tossir.

– Davina, querida, você quer me matar, é?! – Tentei brincar, mas o meu medo e a apreensão dela não ajudaram muito.

– Desculpa, desculpa. – Gemia ela baixinho olhando para os lados aonde os carros buzinavam passando por nos.

Mesmo a estrada sendo reta e o carro um modelo automático a bruxa não estava entendendo a lógica de dirigir.

– Tudo bem. – Garanti levantando minhas mãos e segurando meu coração. – Agora é só respirar e agradecer aos céus por esse ato. – Fiz ela rir mesmo em meio ao nosso nervosismo. Tirei rapidamente o cinto de segurança e me voltei para ela. – Acho melhor eu dirigir agora tá?!

– Boa ideia. – Balançando a cabeça, Davina também retirou o cinto e logo demos a volta no carro.

– Ok, pra aonde vamos? – Perguntei sorrindo de lado ligando novamente o carro.

– Como assim achei que iríamos para a casa. – A castanha me olhou confusa.

Era meio estranho como a casa soava mais biblioteca quando ela falava.

– Qual é ?! Hoje é sábado! Você não tem escola, eu estou livre e a cidade parece movimentada. – Apontei pelo pouco transito em uma das ruas principais que enfrentava. – Tá acontecendo alguma coisa?

– Não que eu saiba. – Ela deu de ombros. – Então o que você quer fazer? Achei que tinha que ficar com seu noivo. – Davina soou um pouco maliciosa o que me fez rir.

– E você, nem um garoto? – Perguntei devolvendo o favor e ela ficou com tanta vergonha que corou um pouco, e agora eu que ria.

Acabamos indo em uma loja de artefatos antigos, Davina ficou mais na área dos Discos com um sorvete e eu fui para as obras de artes. Era estranho como aquilo me lembrava de casa e de Jeofrey. Engolir em seco e balancei minha cabeça tirando aquilo da mente. Pense no presente!

Era a ordem do mês que estava se tornando ordem de cada dia.

Sentir minha nuca queimar e a sensação de ser observada foi tão grande que girei nos calcanhares e dei de cara com um sorriso no mínimo lascivo.

– Impressionante não acha? – Perguntou Klaus sem desviar os olhos de mim.

– O que? – Dei um passo para trás para poder o ver melhor. Mas minha expressão fechou completamente.

– O quadro. – Klaus apontou um dedo e me virei vendo o quadro que já estava observando a cerca de quase dez minutos.

O quadro era bem pitoresco, cheio de flores e vida. O impressionante era o fato de ter tão poucas cores e ser tão realista.

– Parece que você voltou a ser gentil. – Cruzei os braços e o encarei, não querendo que nossa pequena “briga” anterior passasse sem pelo menos uma pequena palavra do ocorrido.

– Igual a você. Acordou bem hoje? – Klaus deu a volta ao redor do meu corpo ao mesmo tempo que eu o seguia quase inconscientemente. Seu sorriso de lado, zombeteiro, meio que me irritou.

– Melhor impossível … Você não vai mesmo tocar no assunto né?! – Balancei a cabeça meio impressionada com o que captava dele.

– Foi um assunto desagradável, não há nada a que falar. – Suas mãos atrás das costas em uma postura ereta e firme, digna de um lorde me fez revirar os olhos. Ele mal me encarava, só tinha olhos para o quadro.

– Tudo bem – Consenti, dando um passo para trás . – Nos vemos por ai. – Antes que eu pudesse dar outro ele segurou em um flash rápido meu braço.

Do mesmo jeito eu dei um safanão tão rápido que ele me soltou. Seu rosto perdeu a pose de quem não se importava e seus lábios ficaram apertados em uma linha reta. Os olhos claro dele (como se fosse possível ) faiscaram em ódio. Provavelmente por estar lidando com alguém, aparentemente, tão teimoso quanto ele.

O loiro suspirou fundo e eu levantei a sobrancelha esperando.

– Eu não sou bom em pedir desculpas. – Disse encarando os lados como se alguém ouvisse.

– Que bom, porque eu não quero desculpas. – Suspirei fundo e novamente os olhos claros do híbrido me capturaram como um abismo fundo e mortal. Mas ao mesmo tempo hipnotizante. – Desculpas não servem para nada se não forem sinceras. E sinceramente?! Eu não sou boa eu pedir desculpas também.

Klaus sorriu estranhamente aliviado.

– Então parece que temos algo em comum. – Apontou sorrindo amistosamente, mas sem perder o ar superior.

– Um ponto em milhão. – Disse sorrindo sarcástica mas amigável. – Eu preciso ir …

– Então … – Klaus me interrompeu e meio que travou quando eu também tentei falar. – Elijah disse que você logo vai estar conosco, quer dizer quando fomos para a mansão.

– Vocês ainda não foram? – Perguntei mostrando curiosidade.

– Tenho um plano. – Disse ele sem dar brechas para mais perguntas. Seu sorriso poderia entrar na classificação de associados a psicanálise e tratamento de choque do governo. Insano. – Mas fique à vontade para se mudar quando quiser. Elijah gostaria. Talvez uma lua de mel adiantada – O duplo sentindo vazou por suas palavras.

– Porque você adora colocar Elijah nas nossas conversas?! – Meio que acusei, fazendo-o perder o sorriso. – E o pior , que nem é de uma forma legal.

– Não sei do que está falando. – Klaus jogou as mãos no ar.

– Sim, você sabe. – Desmenti sabendo que não era exatamente educado o fazer, mas necessário. Depois com um tom de voz suave acrescentei. – Acho que podemos ser amigos, e estou trabalhando no feitiço de reversão de ligação, porque sinceramente quero te ajudar. – Ele abriu a boca para falar, mas não permitir. – Porém estou realmente tentando criar algum laço com Elijah, laço que espero que você não quebre antes que se fortaleça.

– Acha mesmo que vai ter um final feliz nisso? – Perguntou sério.

– Não. – Respondi, sorrindo o que o fez me encarar como se fosse doida. – Mas terei um dia feliz e lutarei pelo outro e pelo outro. Essa é a graça da vida não acha?! Poder escrever todo dia um novo começo.

Ficamos nos encarando por alguns minutos e eu resolvi ir procurar Davina. Dei um sorriso cansado para ele e sem um adeus adequado sair de perto. Podendo sentir seus olhos me seguirem.



~~x~~

– Ah … Bolo? – Perguntei, vendo o desenho estranho de Viviane no quadro branco.

Estávamos curtindo uma noite de jogos e muito doce com bebidas. Jogar não era exatamente o problema, mas o barulho era tanto que até uma Briana sumida tinha aparecido pedido silencio.

– Cookie! – Gritou Michelle fazendo Viviane resmungar em clara tristeza.

O quadro branco ganhou um desenho mais normal quando uma nuvem foi desenhada.

– Nuvem? – Perguntou a maioria do meu time.

– Terra e ar? – Aquela pergunta foi o cumulo para Viviane.

– Não é poça! Poça! – Gritou a bruxa irritada, dando a respostas e fazendo todos rirem.

Havia até alguns morlocks ali, menos Dimitri e sua pequena retaguarda.

– Isso, com toda certeza, era uma poça. – Comentou ironicamente Alice e mais risadas foram dadas.

Não parecia nada com uma poça d'água, absolutamente nada. Mais uma rodada de Adivinhe o Desenho e mais uma taça de vinho aberta. O clima ameno e gostoso não era familiar para mim, por ter tantas pessoas, mas encaixava perfeitamente bem na ideia que eu tinha de família. Mesmo Davina deixou os grimórios de lado para jogar.

Remexi minhas pernas doloridas da posição que estava sentando no chão, ao mesmo tempo que meu celular embaixo da minha coxa, no bolso lateral do short caia. Timing perfeito.

O visor se acendeu e um nome chamando fez o celular vibrar. Segurei com força e sair da sala sem chamar atenção.

Atendi do lado de fora, ao mesmo tempo que me arrependia. pois o vento frio não combinava nada com o short e a regata que usava.

– Alô? – Ouvir a respiração do outro lado da linha.

Anabella.– Eu podia quase imaginar Elijah perfeitamente bem na minha cabeça falando meu nome com sua polidez e educação adquirida em séculos.

– Sim, sou eu ,quem gostaria? – Perguntei formalmente colocando um dedo no cós do short, sorrindo adorando a pequena brincadeira bastante infantil que partiu de mim.

Sou eu, Elijah.– A voz do vampiro era um pouco confusa o que me fez rir de o ter pego.

– Oi Elijah, e aí, tudo bem? – Tratei logo de voltar ao normal, porque não sabia ainda quanto era o nível de humor dele.

Na verdade está tudo ótimo, eu só… – Ele parou de falar e pareceu suspirar, porque foi alto o barulho de pegar folego. –Queria saber se você queria fazer algo.

Aquilo me paralisou completamente, tanto que perdi noção que caminhava na escada, na varanda do lado de fora, e perdi um degrau, quase torcendo meu tornozelo. Sentei rapidamente mordendo meus lábios de dor, enquanto passava a mão no tornozelo.

– Ah ... É, claro, porque não? – Foi a primeira resposta que eu conseguir dar.

Ótimo então nos encontramos logo. – Ficamos na linha e sinceramente, não sei quem desligou.

Quando voltei para o meu quarto , tomei um banho rápido e na penteadeira , enquanto passava maquiagem pensava naquele sentimento de ansiedade , que todas as garotas já tinham dito sobre ter antes de um encontro , e que eu nunca tive. Eu sempre só conheci e namorei Jeofrey.

E mesmo nos altos e baixos , ele sempre era confiável. Eu estava lutando para ser confiável para Elijah, porque uma esposa deveria ser. Foi o que eu aprendi , mas nunca vir. Mas o que um esposo deveria ser? Eu não queria muito dele , só … Estabilidade.E bem … Eu não sabia o quanto podia querer dele.

Mesmo assim meu coração não pode deixar de bater mais forte , quando ele abriu a porta do meu carro , quase quarenta minutos depois , como cavalheiro , quando cheguei no local marcado.

Seu sorriso charmoso era mais vivo , do que eu nunca tinha visto. O que me vez sorrir em resposta.

– Olá ... Teve uma boa dia? — Perguntou ele com uma mão em cima do capô , e a outra ainda na porta , me fazendo ficar meio encurralada.

– Oi , sim tive sim. — Garantir sorrindo balançando a cabeça , me sentindo tímida , tentando saber se ele pretendia me deixar sair dali , para podemos ir ao restaurante , ou se ele pretendia ficar me encarando e me deixando nervosa.

Ele balançou a cabeça ainda me encarando , revirei os olhos sorrindo e me aproximei passando meus braços ao redor do pescoço dele o abraçando minimamente forte. O abraço foi quase correspondido imediatamente. Suas mãos passaram ao redor da minha cintura , mas acima colando nossos corpos.Como se ele precisa-se daquilo mais do que eu.

Quando voltei para trás , nossos rostos se tocaram , e meu corpo todo tremeu em anseio . Ele sorriu agora um pouco orgulhoso demais de algo particular. Quem sabe do meu coração que batia como um tambor ?! Não achava graça aquilo em vampiros , mas me contentei quando ele fechou a porta do carro e segurou minha mão me puxando suavemente para adentrar o restaurante.

Notas finais
Aí esta mais um capitulo para todos saborearem!!! Espero que tenham gostado e até logo!