Notas iniciais
Oi meus amores *U* Estou aqui com um capítulo especial comemorando mais de 200 reviews. Isso mesmo!!! Mais de 200 e mais uma recomendação. Isso inundou meu coração por isso não dividir o capítulo e fiz um especial com mais de 5 mil palavras *_* Espero que não seja muito pesado para ninguém . Esse capítulo é dedicado especialmente a duas pessoas lindas. Clarice pela linda recomendação ;D Valeu flor. E Melany Mikaelson você é muita linda e divostica . Quero dizer a todos os leitores que Melany vem me ajudado muito na fic e que as fics dela , uma pois é a única por enquanto é muito boa mesmo . Deem uma passada e não se arrependeram!!É com o Elijah e a Elena xD Leias as notas finais preciso de ajuda!!!

Eu estava ansiosa e envergonhada e não sabia evitar de demonstrar. A verdade nua e crua era que eu não queria me importar com o que o vampiro na porta pensasse de mim, mas me importava. O que era irritante. Elijah encarava o irmão e a mim como se estivéssemos fazendo ou falando algo errado. Eu não entendia muito bem os homens e bem ...Só tive um namorado a minha vida toda então conhecia muito bem o ciúme explicito. Mas o olhar do vampiro em nada lembrava ciúmes. E eu não sabia identificar.

– Perguntar porque Bella dormiu tão mal a noite passada. – Mentiu Klaus rapidamente e o mais importante naturalmente. Ele deu um sorriso de desculpas deixando de encarar o irmão e me olhou, como se pedisse realmente desculpas por contar um segredo meu. Franzi as sobrancelhas, não entendendo, mas deixando passar. – Vou atrás do seu amigo.

Sem falar mais nada ele caminhou até a porta, passando por Elijah e sumiu. Suspirei pesadamente cansada. Elijah me encarou sério e abriu a boca para falar algo mas eu não deixei.

– Eu sei estou horrível. – Caminhei até a porta como Klaus e passei por Elijah sentindo ele me seguir. – Vou me trocar e já desço. – Disse mais secamente enquanto subia um degrau, esperando que ele não visse atrás de min.

– Bom dia para você também! – Exclamou ele no mesmo tom com uma pitada a mais de repreensão. Mas seus passos não pararam no andar de baixo. – Quero saber o que você conversava com Niklaus.

Mordi meus lábios para não falar merda e caminhei pelo corredor vazio o mais rápido que consegui.

– E eu quero tomar um banho e não me sentir atropelada logo pela manhã ...- Abrir a porta do meu quarto e a segurei com uma mão no batente e a outra na maçaneta, me virando e o encarando. – Mas obviamente não temos o que queremos, então porque não espera na fila? E aproveita para me dar um tempo?!

Achei que era a hora de Elijah saber que eu tinha um humor matinal terrível. E talvez eu devesse tentar melhorar. A expressão dele me fez se sentir uma criança. Ele que agora suspirou de forma cansada parecia decepcionado.

– Eu vou esperar lá embaixo. – Declarou polidamente prestes a girar nos calcanhares e descer.

– Espere ...- Mordi meus lábios e encarei o chão. – Me desculpe, eu tive uma noite … Eu não dormi bem, fiquei irritada e acabei descontando em você , sinto muito.

– Tudo bem, não foi nada realmente relevante. – Ouvir ele engolir em seco e tomei coragem para levantar meu olhar e encontrar o seu rosto mais sereno, me deixando mais calma. – Vai me contar o que estava conversando com o meu irmão?

– Claro que vou! — Respondi quase ofendida. E ele balançou a cabeça sorrindo como se aprovasse minha conduta. – Sinceramente nem sei porque ele não falou para você.

– Niklaus é muito reservado quando quer. – Comentou convicto cruzando os braços. – Mas ele não pareceu mentir quando disse que você teve uma noite ruim. – Abaixei novamente meu rosto ansiando pela minha maquiagem. Meu rosto deveria estar péssimo. – Insônia ou pesadelos?

– Como você sabe? – Rebati confusa dele chutar corretamente.

Ele me encarou sorrindo minimamente e só disse.

– Você me falou.

– Uhn ...- Mordi meus lábios, pensativa, me lembrando das poucas conversas que tivemos e que talvez eu tivesse soltado algo sobre aquilo. Ele deveria ser muito observador para conseguir lembrar tão bem. – Eu realmente preciso ir me arrumar. Depois eu te conto, está bem?

– Claro. – Falou o vampiro mais relaxado.

Depois de um banho de cinco minutos me senti como oFlashme arrumando, mas agora minha noite mal dormida poderia passar. Um vestido simples, mas charmoso foi tudo que eu consegui elaborar no look matutino, o calor da manhã era quase tão forte quanto o do meio dia. Julguei que a composição de algodão do vestido me manteria ligeiramente fresca.

O salão que tinham arrumado para o café da manhã era bem grande e arejado, mas minha preocupação era entrar e chamar atenção demais, felizmente aquilo não pareceu problema quando entrei de fininho e o silencio que fez meu estômago se contorcer confirmou que Dimitri estava bem, mas não era o caso completo.

No meio do salão o morlock negro tinha um ar cansado e segurava uma faca maior que uma faca de cozinha, estava mais para um punhal. Ele encarava o tio com um olhar do mal. Olhando ao redor todos observavam a cena atentos a cada detalhe. Estava literalmente boiando.

–Atacar não é a solução Dimitri, principalmente quando não se sabe quem queria entrar. – Dizia um ancião com aquela voz cansada e pausada que era característica deles.

–E vamos ficar recebendo ataques sem nunca nos posicionar?! – Dimitri estava sendo mais que irônico e com aquilo estava perdendo totalmente a compostura.

–Ninguém foi atacado hoje, e nunca é uma palavra forte demais … Chega desse assunto. – Declarou o tio dele com uma voz firme que inundou o salão. – Sirvam o café!



Dimitri, furioso, respirou fundo e nada mais falou depois com uns quatro morlocks se reuniram em uma mesa nos fundos.

Senti um toque no meu ombro e me virei vendo Gabrielly e Viviane me encarando com sorrisos. Elas pareciam resplandecer de tanta felicidade. Elas podem ser o que quiserem agora.Falou uma vozinha na minha cabeça, inundada de ciúmes amargo. Mas não me deixei abater. Sorri de volta.

– Íamos dar os parabéns a você ontem. – Gabrielly já me abraçou meio emocionada e Viviane sorriu.

– Valeu meninas, só não exagerem ok? – Pedir me sentir corar, o que fez elas rirem. – Ei o que ouve com Dimitri …

– Anabella. – A voz de Elijah me fez me lembrar das minhas obrigações.

Ele estava perto de nós, com Klaus como uma sombra encarando a mesa de Dimitri e dos outros protetores. Obviamente ouvindo toda a conversa dos outros.

– Falamos mais depois. – Garanti, sorrindo, não deixando que notassem como aquilo me irritou.

Eu precisava mesmo aprender a ser mais submissa. Odiava que mandassem em mim. Elas deram risinhos muito infantis e saíram de perto enquanto eu ficava do lado de Elijah e caminhamos até uma mesa vazia e obviamente nossa com Klaus. Não vi a irmã, então deveria ser só nos três, para meu incrível dia só melhorar. Ironia.

Elijah cavalheirescamente puxou a cadeira para mim e depois se sentou do meu lado e Klaus do outro.

– Não vejo sua família love , quero dizer a mais íntima. – Klaus puxou assunto enquanto éramos servidos. Um assunto muito desnatural para meu gosto.

O encarei séria e ele sorriu docilmente fingido. Sabendo estranhamente como aquilo me atingiu.

– Meus pais viajam muito e não tenho irmãos mas ... Minha bisavó está ali. – Apontei a mesa dos anciões mais a nossa frente que conversavam naquelas línguas antigas e me servir de suco de laranja.

– Cassandra? – Perguntou Klaus curiosamente chocado.

–A líder? – Perguntou Elijah no mesmo tom do que o irmão.

Dei de ombros.

– Ora então você é quase da realeza, parece que se deu bem irmão. – Disse Klaus um pouco zombeteiro, saboreando a informação de alguma forma.

– Agradeceria se guardasse suas frases de duplo sentido, irmão. – Pediu Elijah seriamente repreendedor.

– Sério que vocês são o tipo que brigam toda hora? – Perguntei irritada, desejando um pouco de normalidade ou, talvez, menos do que isso, desejando uma conversa sem alfinetadas a todo segundo.

–Vejo que você é meio irritadinha pela manhã. – Apontou Klaus rindo baixinho começando a se servir.

Dei um sorriso por um segundo e depois fechei a cara, deixando claro que a piada era péssima.O silencio reinou por alguns minutos e só barulhos de talheres e xícaras foram ouvidos. Comi calmamente observando o ambiente bem despojado que mais parecia um restaurante chique do que uma reunião familiar.

Aparentemente os mais jovens ainda dormiam, pois havia poucas pessoas e todas eram mais velhas.

Me virei para Klaus e recebi uma sobrancelha levantada e uma expressão irritada de quem ia começar a incomodar. Bem, eu meio que ia e ele aparentemente já esperava.

– O que aconteceu com Dimitri? – Perguntei em um sussurro. Sabia que Elijah ouvia porque o sentir se mover para mais perto de mim.

– Alguém tentou invadir a propriedade, ele queria descobrir quem era e atacar. Cabeças rolando, você sabe. – Klaus disse tão calmo que era como se ele não visse problemas em mutilação eminente. – Mas como ainda é dia de festa os ataques serão revistos só amanhã. O encontrei sendo impedido de sair da propriedade para investigar.

Me voltei para Elijah, o vendo com quase a mesma expressão do irmão enquanto levava uma xícara de café até os lábios.

– Vocês parecem estar acostumados com isso. – Apontei meio desnorteada , aquilo era insanamente sombrio a ponto de me fazer ficar arrepiada.

— Oh, love, nós estamos acostumados. – Respondeu o híbrido, vi um sorriso irônico brincar em seus lábios quando ele deslocou seus olhos azuis para Elijah, praticamente me obrigando a desviar meus olhos na mesma direção.

Eu estava quase acostumada a ouvir Niklaus me chamando de love, era como se aquele modo de falar estivesse incrustado em seu ser, mas aparentemente, Elijah não aprovava. Ele não precisou me falar para que eu notasse a tênue mudança em sua feição. Sua mandíbula contraíu-se por alguns momentos e demorou-se a relaxar.

Eu compreendi aquele gesto como ciúme ou preocupação boba e fiquei mais irritada do que já estava àquela altura. Confesso que tive vontade de me levantar daquela mesa e deixar os dois irmãos brigarem a vontade, mas minhas obrigações como futura esposa me impediram. Virei meu corpo lenta e delicadamente na direção de Elijah, engoli meu orgulho, sentindo-o descer queimando em minha garganta e ensaiei uma pergunta, soando muito mais curiosa do que eu realmente gostaria:

– Por que não me conta o motivo de estarem acostumados com esse tipo de situação?

Ele olhou para mim através do canto dos olhos, estreitando suas pálpebras, como se desconfiasse de minha simpatia repentina, então baixou a xícara na mesa e virou o rosto em minha direção.

– Nossa família esteve envolvida em muitas guerras durante os séculos, algumas por motivos bem mais fúteis do que outras. – Neste momento, os olhos castanhos de Elijah encararam Klaus com certa acusação, o que me fez concluir que grande parte das desavenças da família Mikaelson foram causadas pelo híbrido, que agora ria descontraidamente na direção do irmão mais velho, dando de ombros.

– Algumas cabeças simplesmente não pertencem aos corpos que as carregam, irmão. – Justificou-se Niklaus, com um humor terrivelmente negro, que me causou arrepios.

E aqui estou eu. Sentada entre dois irmãos vampiros Originais. Comprometida com um deles, contra minha vontade. Ser bruxa é realmente uma coisa maravilhosa para se desejar. Céus! Eu estava terrivelmente irônica.

Repentinamente compreendi que talvez não devesse condenar uma filha ao mesmo destino que o meu, até notar que eu obviamente não precisaria me preocupar com isso, afinal vampiros não podem ter filhos.

Senti meu rosto em chamas quando conclui que na lista de obrigações como futura esposa, poderia ter o item que exigisse que eu dormisse com Elijah, consumisse o casamento. Eu precisava conversar com a Mãe, a fim de esclarecer essa dúvida e descobrir o quão real este compromisso era. Pensei em meu namorado... Agora ex-namorado.

O vampiro ao meu lado era inegavelmente belo, mas eu amava outro e se tinha alguém que eu desejava em minha cama era exclusivamente aquele que eu nutria algum sentimento e conhecia quase a minha vida toda.

– Ana? Está tudo bem? – Elijah sussurrou discretamente para mim e só então percebi que Klaus não compartilhava mais a mesa de café da manhã, tampouco estava no visível no meu campo de visão.

– Não, Elijah. Mas por favor, não pergunte. – Eu pedi, com certo tom de súplica, sabendo que ele não insistiria. Eu não poderia mentir para ele, disto já sabia, mas não seria necessário mentir se primeiramente ele não fizesse a pergunta.

Aparentemente, ele compreendeu e respeitou minha vontade, como sempre fazia. Não esperava menos de sua personalidade tão honrada. Ele limitou-se a novamente sussurrar para mim:

– Eu estarei aqui quando estiver disposta a falar.

Balancei a cabeça deixando claro que tinha entendido . Felizmente o dia passou rápido e cheio de informações trocadas de ambas as partes , mesmo com Niklaus sendo a típica vela era ele que deixava o clima ameno e suave nas horas que eu queria que um chão me engolisse. Já Elijah era tão educado quanto possível , o que as vezes me irritava. Mas as vezes ele mostrava um lado mais doce e calmo que me fazia-me sentir segura e confiante ao seu lado . Conversamos sobre amenidades , sobre meu país de origem , sobre minha faculdade , as pessoas que me criaram , e um pouco sobre meus pais , mas quando tentava perguntar a mesma coisa que eles me perguntavam acabava a conversa.

Quando me vir sozinha com Elijah acabei contando o que seu irmão queria de min. Mesmo esperando o pior ele só ficou em silencio absorvendo todas as informações como se já esperasse por aquilo do irmão.

O dia acabou e com ele minhas energias. Quando dei por min já era de noite e em uma despedida breve e dentro dos padrões de quem nunca tinha tido nada mais do que palavras e um inicio de amizade Elijah e Niklaus se foram e eu me perdi em meus sonhos malucos.



Quatro Dias Depois



– Bella! – Gritava a garota no andar debaixo me fazendo correr jogando minhas coisas na bolsa e depois apressada pulei os degraus da escada a vendo meio desesperada.

– Vai com calma Davi , logo chegamos. – Segurei sua mão e a puxei para fora em direção ao meu carro estacionado na frente.

Davina rapidamente se colocou no banco do passageiro enquanto eu ligava o motor e acelerava ao mesmo tempo , o despertador não havia tocado e eu me atrasei para dar carona a Davina no seu retorno as aulas. Olhando para ela vir que a garota mexia nas mãos nervosamente e algo estranho me chamou atenção , seu pulso tinha uma bandagem branca que a barra da manga não cobria , como um curativo.

– Tudo bem? – Perguntei me sentindo preocupada , não tinha ficado muito de olho nela com a loucura que andava minha vida e sentir meu coração bater dolorosamente ao pensar que ela poderia estar passando por algo ruim.

Ou fazendo o que não deveria. Infelizmente eu sabia , e já tinha feito , feitiços que requeriam sangue , mas não queria que Davina fizesse aquilo sem supervisão.

– Tudo! Só estou meio nervosa. – Ela sorriu realmente nervosa não se tocando do que eu falava.

Mas deixaria aquele assunto para depois. E ficaria mais de olho nela. Dirigir com cuidado e encontrei logo o French Quarter que já era meio que familiar para min. A nova escola de Davina ficava entre a prefeitura e um prédio de advogacia médio. Já a escola era também média e tinha uma três torres como uma igreja antiga. Alguns jovens já estavam entrando em meio a conversas e brincadeiras , todos da idade dela. Dirigir bem devagar até encontrar a entrada na frente do portão deixando o carro em ponto morto me virei vendo Davina encarar a janela e o lado de fora como se se preparasse para uma guerra.

– Eu venho te buscar é só me ligar certo?! – Orientei em um tom alto e firme que a fez balançar a cabeça afirmativamente.

– Você vai ficar por aqui ou voltar pra casa? – Me perguntou abrindo um pouco a porta.

– Vou ficar por aqui , qualquer coisa é só ligar e eu venho o mais rápido possível. – Dei um sorriso calmo e ela suspirou meio aliviada.

Nos despedimos e eu sair da área da escola indo até um estacionamento e deixando meu carro lá para poder fazer o que eu ia fazer. Era inacreditável como os turistas acordavam cedo e já deixavam as ruas cheias em uma multidão de gente tirando fotos a torto e a direito.

Encontrei o endereço do bar Russelt com facilidade já que pela aquelas ruas o movimento era menor. A placa “Fechado” não me impediu de entrar e quando o fiz uma mulher limpando as mesas me encarou com um sorriso aliviado.

– Como foi? – Perguntou-me Camille limpando as mãos em um pano branco e caminhando apresada em minha direção.

Eu e ela vinhamos mantendo contado por telefone para informações sobre Davina.

– Bem , ela não surtou. – Tentei fazer piada mas não saiu muito certo pois ela aparentemente estava bem nervosa com o fato da garota voltar a ter contato direto com outros de sua idade. – Ela realmente estava nervosa mas acho que vai dar tudo certo.

– É o que espero . – Cami suspirou de forma tão cansada que notei como ela estava abatida mesmo na felicidade de saber que Davina estava bem.

– Ei Cami ...tudo bem? – A pergunta claramente não era mera educação ou só curiosidade já que ela viu bastante sinceridade para responder.

– As coisas não vão bem na cidade. – Contou-me em um sussurro segredado enquanto voltava a abaixar as cadeiras da mesa , a ajudei a ouvindo.

– Achei que iria melhorar com o acordo inquebrável dos vampiros com as bruxas. – Comentei no mesmo tom sentindo a aliança pesar no meu dedo como um novo membro do meu corpo.

Cami arrastou uma cadeira de cima da mesa para o lado e segurou no estrado de trás mordendo os lábios antes de me encarar seriamente triste.

– Estou falando dos humanos Anabella , as coisas não vão bem para eles. – Realmente a tristeza mesclada a preocupação dela me tocou. – Ninguém mais cuida dos casos dos humanos.

– Achei que ouve-se um líder para a facção humana. – Não deveria saber daquilo mas as conversas com Dimitri me rendia algumas informações.

– Ah … — Cami abriu a boca para falar mas um rangido da porta sendo aberta nos travou totalmente. Encaramos juntos a entrada e suspirei fundo vendo que não era exatamente um inimigo.

– Ainda não abrimos. – Anunciou Cami educadamente.

– Não se preocupe eu não bebo tão cedo. – Garantiu Kaleb sorrindo para min. – Parece que nos encontramos novamente doce Bella. – O sorriso maroto e malicioso que eu me lembrava ainda estava ali como um antigo amigo.

De alguma forma Kaleb tinha uma aura própria de carisma que fazia as pessoas se sentirem confortáveis ao seu redor.

– Parece que você anda me seguindo. – Brinquei o vendo se aproximar. – Cami esse é Kaleb ,um conhecido.

– Bom dia para vocês. – Cumprimentou ele sorrindo de lado para ela que sorriu educadamente ainda meio abatida retribuindo o bom dia.

– Eu vou pegar mais toalhas e já voltou. – Anunciou ela se retirando para os fundos sem nos encarar.

– Então . – Começou Kaleb tentando puxar assunto o que me fez rir .

– Então? – Incentivei ele a continuar enquanto voltava a abaixar as cadeiras.

– Você trabalha aqui? – Perguntou ele ajudando.

– Não. – Respondi calmamente. – Agora é sério você me seguiu? – Coloquei as mãos na cintura autoritariamente.

– Não senhora. – Garantiu ele forçando a expressão de santidade. Depois voltou a sorrir maroto e continuou . – Eu moro perto daqui e vir você entrando então resolvi arriscar.

– Arriscar o quê? – Achei que a pergunta era válida mas ele me encarou como se eu fosse leiga e não visse a ideia do seu plano tão bem quanto um letreiro luminoso. – Oh ...Arriscar , entendi.

– Então café da manhã? – Ofereceu ele sorrindo charmosamente.

Mordi meus lábios colocando as cadeiras ainda no chão e depois suspirando fundo o encarei séria.

– Se for com um novo amigo tudo bem , mas acho melhor você parar de “arriscar”. – Informei mexendo nervosamente a aliança de compromisso o que chamou atenção dele para o objeto que na pouca luz fazia o diamante brilhar .

Kaleb pareceu que não se importou realmente , mas seus olhos ficaram seriamente analíticos.



– Eu não sabia que era você a tal escolhida. – Comentou caminhando até a mesa de lado e colocando no chão as cadeiras tentando parecer casual.

– Tal escolhida?! Caramba! Já tenho até um apelido. – Disse de forma a me gabar de algo grande.Aquela piada sim era boa e nos fez rir amenizando o clima. – É ...bem sou eu , estranhamente é assim que a banda toca na minha família.

Voltei a ajudar com as cadeiras.

– E você esta dançando conforme a música. – Aquilo não foi uma pergunta do bruxo mas uma afirmação como se ele me conhecesse muito bem. – Então o que veio fazer na cidade , visitar seu noivo?

A palavra “noivo” saiu dos lábios dele com um descaso que estranhamente não me agradou.

– Vim deixar uma prima na escola. – Não era realmente mentira ao meu ver e das outras , Davina não era nada menos do que uma parente agora.

– Será que com ela eu posso arriscar? – Kaleb deixou novamente seu ar malicioso me deixar sem jeito.

– Se você quiser , quantos anos tem falando nisso dezoito ... Dezenove ? – Arisquei o fazendo rir

– Pareço tão novo assim? – Rebateu ele colocando a mão na mesa e inclinando o corpo um pouco para min.

– Seu jeito parece , acho que quinze ou dezesseis anos. – Disse altiva e superior cruzando meus braços.

– Owt … doeu. – Kaleb falou de forma dolorida e para completar o teatrinho colocou a mão no coração nos fazendo rir.

Sentir meu celular vibrar no bolso da minha calça e pegando deslizei a tela de proteção vendo um numero que tinha adicionado a pouco tempo mas que nunca tinha recebido ligações ou feita.



~~x~~

Era impressionante o quanto a paz nas pinturas não era a mesma com o calendário o encarando. Niklaus pintava com tal fúria que alguns pinceis já tinham ido para o lixo logo pela manhã. Assim como algumas garrafas de whisky pela madrugada. Uma noite sem dormir depois de um pesadelo não era nada para um vampiro normal, mas o lado lobisomem aflorava quando ele menos precisava, fazendo assim seu rosto ficar estranhamente “morto” pela falta de sono.

Até Rebekah que tinha se mantido distante dele desde sua volta, não pode evitar a preocupação. E Elijah já esperava que o irmão explodisse a qualquer momento. Hayley não ligava realmente, sabia que ele nunca explodiria perto de Hope e aquilo a aliviava de certo modo. O casarão dos Mikaelson mesmo com Hope ali presente nunca estivera tão sombrio quanto naqueles dias. A tensão era como uma segunda camada de tinta nas paredes o que fazia a bebê chorar como se sentisse aquilo. Mesmo Hayley amando de todo o coração a filha precisou averiguar algo. E quando ela falava algo Rebekah tinha certeza que não gostaria de saber a história completa por de trás daquilo.

Elijah, que saia da cozinha, a viu deixando a mansão novamente, com aquele olhar fora de foco que, quando se fixavam nele, só demostrava descaso, tristeza, raiva e quase todos os sentimentos que o fazia se remexer na cama, pensando o que estava fazendo com aquela aliança nos dedos. O vampiro que largou o terno e se vestiu um pouco mais simples, ofereceu o copo com sangue para o irmão, que não falou nada ao pegar e saborear o alívio mesmo que temporário.

– Você tem o telefone dela? – Perguntou Niklaus vendo a bagunça que há minutos era uma tela em branco.

– Eu acho estranho você não querer contar com Briana e Waleska, mas sim usar Anabella em seus planos. – Comentou Elijah cruzando os braços e se encostando no batente da janela com uma faceta de quem não se importava.

Como havia prometido, Bella contou o que Niklaus queria com ela, o que aliviou Elijah de certa forma, o irmão tinha um plano que ele já esperava.

– Eu acho que com uma nova lua chegando não vou responder suas desconfianças, irmão. – Niklaus o encarou mostrando como qualquer plano soberbo não desmoronava suas preocupações e nem dava lugar para sua mente perturbada trabalhar.

– Eu vou ligar para ela. – Garantiu Elijah, taciturno, fazendo o irmão assentir com a cabeça e voltar para seu quadro.



Mesmo na mente da jovem bruxa considerar uma ligação de seunoivocomo algo normal não era motivo para felicidade exorbitante de alguém que deveria estar pelo menos um pouco apaixonada. Bella encontrou logo o endereço vendo uma porta de madeira velha bem grande em um estilo antigo e pouco convencional, que dava para rua. A primeira vista quando entrou, porque não viu campainha, a casa era realmente muito antiga e precisava urgentemente de uma reforma. Um tipo de praça bem no meio com um chafariz sem água lhe chamou atenção. Mesas de uma madeira bem mais antiga do que a porta não foi o que ela esperava, o lugar não parecia muito cuidado a julgar pelas plantas um pouco mortas em todo o ambiente.

O que mais a incomodou foi um choro persistente, meio dolorido, que chegou até seus ouvidos assim que ela deu um passo para adentrar mais o local. Seu corpo foi banhado de calor como um cobertor quente, o lugar praticamente fervia pela manhã ensolarada e pela falta de ventilação. Mas bem lá no fundo de toda a madeira e blocos de todo lugar havia muita magia, uma magia de proteção única que Bella ficou admirando tentando desvendar pelo menos um pouco de como era feita, como experimentar um bolo e tentar desvendar seus ingredientes. Felizmente seu sangue era bem vindo ao local.

– Ana … Veio rápido. – A loira encarou a escada vendo Elijah descer rapidamente de uma forma elegante e fluída. A voz do Original era calma e seu sorriso educado era segurado no seu rosto como se tivesse com durex.

– Eu já estava na cidade. – Disse ela dando de ombros ao mesmo tempo que tirava sua jaqueta. — Céus! Você não está com calor?!

– Vampiros não sentem muito calor ou frio. – Garantiu ele simplesmente pegando a jaqueta dela.

– É, obviamente, a criança sente. – Comentou Bella, amarrando rapidamente seu cabelo ao mesmo tempo que caminhava lado a lado com ele subindo a escada.

A loira subiu mais alguns passos e percebendo que não era seguida entortou o pescoço e viu Elijah travado a encarando dois degraus mais abaixo.

– Acha que é por isso que ela está chorando? – Perguntou ele arregalando os olhos minimamente para demostrar espanto.

– Obviamente, vocês não moram com um humano para ajudar, não? – Bella realmente achou aquilo engraçado e voltou a subir, vendo o segundo andar cheio de portas com cortinas brancas. – Também ajudaria abrir um pouco as portas ou janelas, quase não tem ar aqui.

Elijah ponderou sobre as palavras de Bella, assentindo silenciosamente, enquanto seus pensamentos diziam que a mãe de Hope sentia calor e frio como qualquer ser humano, diferentemente de sua espécie. Um tipo de desaprovação ao comportamento de Hayley formou-se em sua cabeça. Nem Rebekah aparentemente sabia daqueles detalhes e já pensava em chamar um médico para a sobrinha.

– Acho que você tem assuntos a tratar com meu irmão. – Disse ele, após um longo momento de silêncio, no qual conduziu Bella até o atelier de Klaus. Ele sentiu sua aliança com um peso infinito em seu dedo da mão esquerda e lançou a ela um olhar de esguelha, perguntando-se se estaria disposto demais a condenar Hayley por uma ou duas atitudes irregulares.

Bella olhava para ele de uma forma investigativa, tinha notado a sutil mudança de humor de seu futuro marido e não compreendeu, realmente, o que acontecia. Seus lábios separaram-se para perguntar se tinha acontecido algo de errado, mas as palavras morreram em sua garganta, quando muito antes dela ser capaz de produzir som, ele falou:

– Vou cuidar de minha sobrinha. – Parecia mais como um pedido de desculpas. Ele desapareceu instantaneamente, passando por Bella de uma forma tão rápida que seus cabelos loiros esvoaçaram na direção que ele tinha seguido.

As cortinas e janelas abriram-se como mágica, mas ela sabia que era ele quem as tinha aberto, rápido demais para ser visto e, subitamente o choro quase sofrido da criança cessou. Ela sentiu-se curiosa para vê-lo interagir com uma criança, mas conteve-se e entrou naquele cômodo, observando a imagem de Niklaus, ligeiramente atordoado, pintando uma tela com cores escuras e com ferocidade.

– Olá, love . – Ele cumprimentou, com a voz rouca, ainda de costas, causando um sobressalto na bruxa. Seu coração acelerou-se um pouco com o susto, já que pensava que não tinha sido ouvida.

Klaus sentia-se terrível naquele dia e completamente disposto a estragar o humor alheio, só para ter o gosto de não ser o único com problemas. Tinha ouvido a pequena conversa entre a bruxa e seu irmão mais velho, notando que a distância amorosa entre os dois era tão palpável quanto a educação forçada de Elijah.

– O que você quer? – Ela perguntou, diretamente mesmo sabendo o que ele queria..

– A lua cheia está chegando, sweetheart, quero que me desconecte dos anéis dos lobisomens o mais rápido possível ou não serei capaz de proteger minha filha. – Bella vislumbrou a preocupação sincera passar pelos olhos azuis de Klaus, quando ele finalmente virou para olhá-la.

E aquilo tocou seu coração.

– Elijah não é forte o suficiente para cobrir você, caso eu não consiga? – Perguntou ela de forma simples já que não teve muito sucesso com o feitiço de inversão de ligação.

– Escute muito cuidadosamente, Anabella.– Ele disse, aproximando-se tão repentinamente que Bella sentiu suas costas bater fortemente contra a parede. Klaus estava furioso por mais alguém conseguir sentir a simpatia repentina que a personalidade nobre de seu irmão causava, furioso por outra pessoa cogitá-lo para proteger sua filha e esquecer que a criança era dele. – Elijah estará ocupado demais na lua cheia cuidando da mãe da criança. A mesma pessoa que ele ama secretamente e só não investiu nesse sentimento por valorizar demais nossa família. Não por você ou pelo casamento contratado que vocês terão. Se eu fosse você, não depositaria minha confiança na nobreza de meu irmão mais velho.

Bella estava assustada pela reação exacerbada do híbrido e achou necessário contê-lo da única forma que era poderosa o suficiente para conseguir: magia. Concentrou-se na maior dor que poderia causar e enviou as ondas de poder diretamente na direção de Klaus, que ajoelhou-se instantaneamente, segurando sua cabeça com ambas as mãos e urrando palavras ininteligíveis.

– O que está acontecendo aqui? – Elijah irrompeu pela porta prontamente, observando cauteloso o irmão ajoelhado no chão e Bella completamente concentrada nele, com os olhos estreitos em algum tipo de raiva. – Ana? – ele chamou, trazendo-a a realidade através de um abraço pela cintura.

– Seu irmão realmente não sabe como valorizar um favor, – Ela respondeu, aceitando subconscientemente o abraço.

Mas logo em seguida as palavras de Niklaus lhe tocaram como navalhas e se afastou grosseiramente de Elijah impedindo qualquer contato de acontecer. Desfez o feitiço vendo o híbrido se levantar e a encarar com o olhar desfocado de ódio.

– Quer saber eu ia ajudar você de verdade , não porque eu devo algo , mas porque é por isso que eu amo meus poderes.. – Bella deu um passo para trás e mais outro encarando os dois irmãos que a observavam atentamente. – Ajudar as pessoas , ajudar um pai a salvar uma criança tão especial como sua filha. – Klaus suspirou fundo mordendo o interior da bochecha e encarou o chão com um olhar um tanto arrependido. Já Elijah suspirou fundo e deu um passo para a frente mas a loira levantou a mão pedindo sem palavras que ele não se aproximasse. – Vocês merecem um exercito para ajudar sua causa , mas infelizmente ou felizmente eu não pretendo fazer parte dele.

– Anabellla ..- Começou Elijah vendo o irmão o olhar como se buscasse socorro.

– Eu não vou lutar pela minha vida a cada segundo que estiver com vocês , não mesmo . – Garantiu ela encarando Klaus seriamente e depois Elijah como se encarece um beco sem saída. – Eu não sou qualquer uma é bom lembrar disso quando tiverem que pedir ajuda a Waleska e Briana.



Sem mais palavras Bella balançou a cabeça em um adeus mudo e girou os calcanhares saindo do atelier e logo depois da casa com o coração batendo tão rápido que chegava a ser doloroso. Quando as coisas parecem que vai melhorar tudo desanda. Pensou a loira banhada agora em angustia.

Notas finais
O que acharam de Beu mudar a Bella , quero dizer a imagem da Bella? Como muitos leitores eu não estava muito satisfeita com a Chistina Aguileira então resolvi pedir opinião de vocês. Tudo Bem ser a Laura Vandervoort? Também gostaria de saber se vocês podem me ajudar a escolher quem vai ser o Jeofrey , o ex da Bella que logo estará dando as caras. Robert Pattison ( Amo o Edward do Crepúsculo #MeJuguem) Collin Farrell ( S.W.A.R. T aqueles braços ~~suspirando~~ ) Theo James ( Ator de Divergente o Quatro #SemFolego ) Bem vocês podem mandar suas sugestões também não tem problemas. Enfim até logo e nos vemos nos comentários PS: Mudarei todas as fotos dos capítulos em breve!!!!