Notas iniciais
Oi oi , olha eu aqui duas vezes na semana *U* Isso se deve ao fato de ter uma divostica me ajudando . Melany Mikaelson , você com toda certeza é um pouco Original , porque parece ter o dom de saber o que eles falariam linda isso é fantástico!!! Esse capítulo é completamente dedicado a sua pessoa , por toda a ajuda , e pelo fato de você ser agora considerada uma nova amiga que eu fiz aqui no Nyah , eu quero que saiba que você já é considerada importante para min . Saiba que eu sou chata , mas suportável , e que eu amo pessoas de mente aberta e criativas como você. Enfim boa leitura e por favor tenham a mente aberta , tudo pode acontecer nas fics e ajuda muito os escritores , que vocês leitores não presumam nada até o desfeixo beleza?! De novo Boa leitura!!! ;D

França Seis Meses Antes

Segurava com força o guidão da bicicleta enquanto dava a volta pedalando rapidamente ao redor da praça Boulevard Saint-Michel,depois de mais um dia na faculdade, estava doida para um bom banho, um bom chá e minha cama. O pequeno apartamento não era nada luxuoso, mas o bairro era tão seguro que eu podia deixar a bicicleta com uma simples correia do lado de fora.

Ao abrir a porta joguei a bolsa no chão e ouvi o som de algo que, com toda certeza, eram panelas. Revirei os olhos, não acreditando na ousadia bem vinda do meu namorado. Caminhei bem devagar e pude ouvir também o som baixo de Ray Chales tocar no pequeno I-pod conectado a umas caixas pequenas de som.

A pequena cozinha não suportava muito bem o tamanho do homem que a dominava com maestria. Suas costas viradas para mim me fazia ver pela sua camisa branca e seu jeans surrado os músculos definidos dele.

– Você demorou. – Comentou ele com sua voz rouca e potente me fazendo me sobressair momentaneamente e sair dos meus pensamentos nada puritanos.

–Tive um trabalho para terminar. – Contei me aproximando e ficando por trás dele nas pontas dos pés vendo o que provavelmente seria uma boa macarronada com molho e almondegas.

– Com suas amigas? – Revirei os olhos com a pergunta e abracei ele pela cintura ao mesmo tempo que dava um beijo em sua clavícula absorvendo seu perfume amadeirado. – Isso provavelmente é um não. – Disse ele não demostrando qualquer incline para sair do assunto.

Bufei alto e deixei minhas mãos caírem do meu lado.

– Eu já disse que você me irrita com esse ciúme bobo Jeofrey! – Exclamei dando a volta na bancada ao mesmo tempo que retirava minha jaqueta.

Abri a porta do meu quarto e joguei ela em qualquer lugar. Fazia dois dias que ele tinha ido viajar para uma das suas missões super secreta, que logo eu saberia por Dimitri. E sequer conseguia me cumprimentar de uma forma mais carinhosa. Meu relacionamento com ele, as vezes, me deixava nervosa, devido aquele tipo de atitude, ligeiramente infantil.Não é que ele não fosse confiante, mas ele também não era exatamente a pessoa mais racional do mundo.

Segurei firme o botão da calça mas mãos me impediram. Me deixei deitar em seu peito fechando meus olhos quando sentir os lábios de Jeofrey no meu ombro nu. Graças ao sutiã meia taça.

– Senti saudades. – Aquilo derretia meu coração e me fazia lembrar do menininho doce que ele era quando nos conhecemos.

Seus lábios chegaram até minha bochecha fazendo um caminho quente e arrebatador por todo o percurso. Meu estômago se revirou em anseio quando suas mãos seguraram minha cintura com força e me viraram para ele. Em um segundo seus lábios pressionavam o meu com força e fome. Retribuir o beijo da mesma forma apertando meu corpo no dele em um friccionar ansioso quando sua língua tocou a minha.

Arranhei seu pescoço sentindo seus cabelos se enrolarem nos meus dedos.

Nos separamos quando o ar se fez necessário e nossas testas se colaram com ele me erguendo pela cintura me fazendo ficar na altura dele, meus pés balançavam no ar. E me sentir uma criança com aquilo.

– Eu amo você. – Garantiu ele e absorvi as palavras com certo deleite e regozijo que fez meu coração bater mais rápido.

– Eu amo você. – Retribuir automaticamente e firmemente sincera.



Nova Orleans Agora



Batia minhas unhas na mesa com certa força e irritação. Eu estava chegando no meu limite, era óbvio, estava sendo uma cretina , coisa que eu não gostava. Negar ajuda a um pai? Mesmo que esse pai fosse Niklaus? Não, eu não era esse tipo de pessoa.

Sentei mais ereta na cadeira e voltei a colocar o copo de Bourbon puro nos meus lábios, sentindo a bebida descer como fogo. Como minha vida podia estar indo de mal a pior era um enigma para mim.

Por que eu não podia, simplesmente, deixar de lado tudo que eu vivi e escrever um novo começo? Era a graça de ser humana. Eu sabia disso. Mas, toda vez que eu dava um passo para frente acontecia algo entre Elijah e eu (Estranhamente Niklaus também estava na equação) que me fazia dar dois para trás.

Mexi no celular, pensando em ligar novamente para Dimitri, mas quando pensei, o vi se aproximando da mesa com um sorriso cansado, como se já imaginasse o meu estado para ligar para ele pedindo ajuda.

Mon petit. – Disse o morlock em um francês fluente

Je ne me sens pas bien. – Disse com uma voz chorosa.

– Como assim não se sente bem? – Dimitri pegou a cadeira na minha frente e a virou sentando com o encosto na frente.

– Eu quero ir pra casa, Dimi. – Pedi amuada, colocando meus ante braços na mesa e me aproximando mais dele, o encarei com minha melhor cara pidona.

Dimitri suspirou fundo, sorrindo e revirando os olhos, o que me irritou, porque parecia que ele lidava com uma criança. Mesmo que eu estivesse forçando a barra para ter o que eu queria, ele era um dos poucos que fazia minhas vontades.

– Sua casa agora é aqui ma Belle.– Garantiu ele pegando a vela apagada no meio da mesa, no bar restaurante que eu encontrei para me refugiar, e acendendo fez um feitiço de privacidade tão rápido e tranquilo que me fez pensar no poder que ele tinha. – Encare a nova faze da melhor forma possível.

– Mas você mesmo já disse uma vez como esses contratos de casamentos era retrocado e fazia-nos andar para trás, que alguém devia se impor. – Firmei mais minha voz e contei o que estava na minha mente a quase uma hora. – E se eu me impor? Se eu dizer não? Se eu lutar contra o sistema?

Dimitri ficou paralisado por alguns segundos e depois descruzou os braços e estendeu uma mão para mim, a segurei com a minha mão e nossas mãos ficaram unidas em cima da mesa.

– Infelizmente não da mais para andar para trás Bells. – Dimitri passou o polegar na aliança e sorriu tristemente. – Nem eu saberia desfazer o elo de ligação que aconteceu no noivado.

Dimitri destruiu qualquer ideia insana que eu podia ter.

– Eu não sei se eu posso continuar com isso. – Sentir meus olhos lagrimejarem e engolir em seco. – Não sei se posso me entregar a uma nova vida ….

– Sem terminar com a outra. – Era por aquilo que eu amava Dimitri como um irmão. Ele me entendia perfeitamente. – Você é a causa da sua própria infelicidade, pequena. Só você pode decidir o que é melhor. E você sabe que viver no passado não é o melhor para ninguém.

Abri minha boca e contei tudo que ouvi quando fui à casa dos Originais. Dimitri ouviu atentamente e balançou a cabeça quando eu terminei suspirando fundo como se esperasse ganhar folego para falar algo que eu sabia que eu não gostaria.

– Ele não foi educado nem agradável ao fazer isso, pelo que vir de Niklaus até agora ele é bipolar. – Dimitri soltou minha mão e arrastou a cadeira para mais perto de mim. – Mas você sabe lidar perfeitamente bem com isso quando quer, o problema de verdade é que você está forçando para ver o pior lado deles. Eles são vampiros? Sim são! São problemáticos? Todos homens são!

– O que quer dizer com isso? – Levantei minha sobrancelha, consciente de que eu ouviria algo que eu não gostaria.- Você sabe muito bem as implicâncias de um casamento contratado. É uma fidelidade e cumplicidade de mão única, ou seja, ele poderá fazer tudo o que desejar pelas minhas costas e eu jamais serei capaz de contar uma mentira branca. Além do mais, não gosto do quão teatralmente educado ele é, muito menos da falta de emoções.

Notei que Dimitri respirou fundo quando terminei de falar. Provavelmente eu soava ligeiramente histérica e a procura de fins para justificar meus meios. Seus olhos firmaram-se nos meus, mostrando-me toda a sabedoria que o morlock possuía.

– Você é a pessoa mais do contra que eu já conheci. Quando te dizem que você deve fazer algo, você não faz,e é ao contrário também. – Dimitri balançou a cabeça negativamente me impedindo de o interromper . – Você está dando murro em ponta de faca e vai usar qualquer desculpas para se manter afastada do seu dever. Ou de um novo relacionamento. Talvez você deva procurar qualidades, em vez de defeitos em seu noivo. Afinal, ele é extremamente polido quando está com você porque qualquer coisa é capaz de deixa-lá irritada. Já pensou nisso?

Deixei o meu queixo cair e soltei grosseiramente minha mão da dele.

–Você é uma pessoa adorável Bells, e faz amizade com uma facilidade tremenda, também é altruísta e muito fiel ao que acredita, não entendo porque não deixa o original de terno ver isso. – A voz que ele usou me tocou fundo. – Não deixa ele simplesmente se … Apaixonar por você?

Eu não podia dar uma resposta para a pergunta de Dimitri. Para mim, deixar Elijah apaixonar-se por mim não era uma tarefa fácil. Minha mente teimosa ainda não tinha se acostumado a ideia de que eu seria a futura mulher do Original, eu sequer tinha terminado formalmente com meu namorado Jeofrey. Baixei minha cabeça, deixando claro que desejava que aquele assunto terminasse.

— Oh, finalmente encontrei a cordeirinha – disse uma voz feminina carregada de sotaque britânico e, quando elevei meus olhos, identifiquei a irmã original. – Está na hora de nós, mulheres, conversarmos.

— Acho que esta é a minha deixa – disse Dimitri, levantando-se de seu assento mais rápido do que eu gostaria de ter visto. Talvez ele estivesse atrasado para outro compromisso.

Rebekah assumiu o lugar de meu amigo prontamente, com os olhos astutos idênticos ao de Niklaus.

— Eu soube o que Nik fez você ouvir e sentir, desculpe por isso – ela falou, educadamente.

— Elijah já se desculpou o suficiente – menti, com um humor ácido tomando forma repentinamente.

Rebekah pareceu um pouco hesitante depois de ouvir minha grosseria, mas mesmo assim não desistiu da aparente missão que estava decidida a seguir. Pude ver aquilo por sua expressão confiante.

— Escute, sobre Elijah, eu sei que...

— Se você veio até aqui para defendê-lo, perdeu o seu tempo. Na verdade, não precisa fazer isso, já que não foi ele quem me ameaçou indiretamente – eu cortei a loira de uma forma cruel, mas mesmo assim ela não se deixou abater.

— Anabella, deixe-me falar. – Ela pediu, com a voz um pouco mais severa, fazendo-me lembrar da forma como Elijah costumava repreender. – Você é a primeira mulher que resiste persistentemente aos esforços de Elijah.

Quase pude sorrir naquele momento. Aquilo soou quase como um elogio. Levantei minha sobrancelha na direção de Rebekah e relaxei um pouco minhas feições, deixando que ela prosseguisse com o assunto, mas em vez disso, ela tocou minhas mãos gentilmente.

Foi neste momento que eu senti como se não estivesse mais no presente. Eu fazia parte de uma memória da vampira a minha frente, mas Elijah a protagonizava. Estava claro que estávamos em Nova Orleans e eles estavam em um cemitério. Klaus segurava uma estaca e ameaçava Rebekah, sem qualquer piedade.

Elijah intervia pela irmã, dizendo com a voz firme que jamais deixaria que Klaus a machucasse e que aquilo é inútil.

Se você quiser protegê-la, terá que usar a estaca de carvalho branco.– zombou Klaus.

Eu não tenho que ouvir suas insanidades. – respondeu Elijah, visivelmente enraivecido pelo comportamento do híbrido.

Vamos lá, Elijah. Use a estaca de carvalho branco. – desafiou Klaus, dando alguns passos a frente e abrindo os braços.

Elijah atirou para longe a mesma estaca que Klaus praticamente implorava para que ele usasse, então endireitou sua postura, ficando tão próximo de Niklaus que podia sentir a respiração do irmão.

Eu não sou tão covarde a ponto de matá-lo, Niklaus. Mas se eu tiver que fazê-lo sofrer para proteger Rebekah, isso é o que eu farei.

Klaus pareceu completamente infeliz pela resposta de Elijah e virou as costas para o irmão, unicamente para retirar do próprio casaco uma faca, carregada de magia negra e enfiá-la no peito do irmão mais velho. Observando-o urrar com a dor que o objeto causava.

As lembranças pararam neste segundo e ao retornar ao restaurante, confesso, que estava sem palavras para descrever o que eu tinha acabado de ver.

– Pense no que viu, Bella. Talvez você esteja um pouco inclinada demais a desprezar meu irmão – disse Rebekah.

– Ele fez tudo isso para protegê-la?

– Sim. Do contrário Niklaus poderia ter me matado – a vampira explicou-me pacientemente, com um certo tom melancólico na voz, mas logo retornou a expressão originalmente feliz que ostentava e completou: — É sério. Faça Elijah sentir-se confortável com você, faça ele sorrir. Ele tem um sorriso realmente bonito, você não vai se arrepender de vê-lo.

Abaixei minha cabeça e sussurrei.

– Eu não sei como me aproximar dele.

– Felizmente, pra você, eu sei. – Garantiu ela com uma voz altiva e superior , mas ao mesmo tempo charmosa que era muito de Niklaus.

Nos encaramos e durante toda a tarde a conversa fluiu até se tornar natural.

~~x~~

Para Dimitri fazer aquele tipo de coisa era natural , mas não receber respostas não era. Levantou o crachá ilegalmente falso , com os dizeres , FBI , novamente para o policial ,meio gordinho que guardava as salas das provas na delegacia de Nova Orleans.

Ali dentro tinha de tudo , drogas , joias , armas e o que ele queria se encontrava em uma caixa que fora colocado a pouco tempo nos boxes de metais. No meio de tantas outras coisas grandes e caras , ninguém se quer olhava para o punhal antigo com tiras de pele de carneiro no punho. Idêntico ao que ele achou da invasão mal sucedida , que só ele , aparentemente , estava dando atenção.

Segundo o laudo da perícia o punhal foi encontrado na mão de um menor de idade. Céus! Um menor de quatorze anos? Pensou o morlock balançando a cabeça negativamente.

Depois de tantas pistas , aonde encontrar aquele tipo de arma , aquela foi a única que o chocou. Porque vampiros , lobisomens e bruxos inimigos , já era esperado. Mas aparentemente um garoto humano? Aquilo estava muito mal contado.

Encontrou o esperando no estacionamento , do lado de fora da delegacia , alguns morlocks que estavam o ajudando no casso.

– Como o policial tinha dito, o mesmo punhal foi encontrado e guardado como prova. – Dimitri confirmou o que todos já sabiam entrando no carro, do banco de trás , com uma pasta marrom.

– Mas? – Inquiriu o motorista de pele branca e cabelos negros.

– Não era de bruxos inimigos como pensávamos , vamos ao orfanato. – Mandou ele abrindo a pasta e lendo em voz alta o que encontrava-se lá.

Quando saiu do carro não olhou par cima , ainda se mandia absorvendo toda informação possível.

Mas ao sentir que seus irmãos pararam completamente de andar , levantou a cabeça , já se preparando para o pior , mas só era Niklaus na frente do orfanato encarando Dimitri com altivez e urgência.

– Me esperem lá dentro , e por favor , já o encontrem.

Sem pestanejar, os outros dois fizeram o que lhe foram mandado. Klaus caminhou até Dimitri que apoiou as costas no carro , e cruzou os braços.

– Nem Briana, nem Waleska atendem o meu chamado. – Reclamou Klaus como se a culpa fosse de alguém , e ele precisasse saber de quem , para garantir que o culpado fosse jugado.

– E nem o meu , elas andam ocupadas com a pequena reunião digna da ONU chamada casamento. – Comunicou o jovem tão rígido , como o outro.

– Preciso … – Começou Niklaus suspirando fundo. Era por causa daquele motivo , de pedir as coisas , que ele adorava uma boa tortura , era algo tão simples , ao seu ver , tortura levava ao seu objetivo , seu objetivo , levava a felicidade de todos. Bem , era o que ele acreditava.

– Eu sei o que você quer , Bella conversou comigo agora a pouco. – Contou Dimitri vendo os olhos do híbrido , minimamente fora de foco.

– Então você já sabe que sua queridinha amiga , rompeu qualquer chance de cooperação , de ambos os lados. – Jogou verde Niklaus, tentando conseguir simpatia do outro lado.

– Mesmo que ela quisesse, não poderia. – Dimitri balançou a cabeça negativamente para afirmar mais ainda. – Sei que ela é difícil...

– Difícil?! Isso é um eufemismo! – Exclamou Klaus, ironicamente, dando um sorriso zombeteiro , para completar.

– Porque eu acho que deveria estar conversando sobre isto com o outro irmão? – Se perguntou o morlock, em um sussurro baixo, mais para si mesmo. Ele descruzou os braços e ficou quase cara a cara com o híbrido. – Eu sei que ela é difícil, mas é só com quem não conhece, ou não se sente confortável. Se quer ajuda dela, não deveria tentar colocar medo. A tática de criar laços primeiro ajuda bastante.

– Colocarei sua observação no meu caderninho. – Klaus sorriu sem mostrar os dentes, depois colocou as mãos no bolso da calça, ficando em uma postura mais relaxada. – Mas eu só me alterei um pouco, não vejo razão para aquele tipo de reação, o que só mostra que ela é uma criança. – Se justificou dando de ombros, mas sem perder o sorriso.

– O que só mostra, que você jogou ela bem aonde ela queria. – Corrigiu Dimitri secamente. – Longe de vocês.

Klaus o encarou mordendo o interior da bochecha, com uma raiva contida de ficar levando lição de alguém tão novo. Mas pediu sem palavras que ele continuasse.

–Se você estivesse no lugar de Elijah o que faria? Você a manipularia, e nem pense que eu não sei que já tentou. – Dimitri deixou claro que sabia de tudo que ouve entre ele e Bella desde que ela chegou na cidade. – Mas seu irmão não faz, e nem tenta se aproximar fisicamente, ou sentimentalmente. Mas você tá logo ali do lado, e Bella está lidando com dois noivos ao invés de um , a garota está literalmente surtando.

Klaus pareceu digerir as palavras de Dimitri com certa dificuldade. Não podia negar que era uma sombra constante no relacionamento de Elijah e Anabella e que, de certa forma, gostava de usar suas palavras para confundir a cabeça da bruxa com relação ao seu irmão mais velho. Aquilo era o que ele estava acostumado a fazer. Não gostava da ideia de dividir o amor fraternal de Elijah com o amor romântico de outra mulher.

— Vocês, bruxos, querem que eu me afaste de Bella para que meu irmão tenha sucesso em conquistá-la? Saiba que eu farei exatamente o contrário. – Ele esclareceu, maldosamente. Porque se tinha uma coisa que o híbrido odiava , era limites.– Se a garota tem a facilidade para apaixonar-se por mim e não por ele, a culpa não é minha, não acha?

Dimitri balançou a cabeça negativamente , com um olhar descrente. Mas quem era ele para entender o que se passava na mente de um ser de mais de mil anos? Nem todos os psicólogos do mundo pareciam capazes , de entender Niklaus.

– Vou só te falar algumas coisas . – Dimitri passou as mãos na lapela do terno cinza claro , como se o arrumasse. – Faça o que você quiser , mas tome cuidado para não machucar Bella, ou , acabar desejando realmente que ela se apaixone por você. Se tem uma coisa que eu não desejo para ninguém é o amor não correspondido.

Dimitri o encarou por alguns segundos , como se esperasse ver algum entendimento.

Klaus sorriu de um jeito quase sombrio, como se Dimitri tivesse falado exatamente o que ele gostaria de ouvir.

– E quem disse que o amor dela não será correspondido? — O híbrido quase pode ver o passado misturado com o futuro, quando ele e Elijah disputaram o amor de uma mulher.

– Não tenho tempo para ouvir suas insanidades companheiro. – O morlock deu dois tapas no ombro do loiro , em uma camaradagem adquirida ao longo de conversas. Também deixou claro que não acreditava em nada que Niklaus falasse. – Tenho mais o que fazer. Vem comigo?



Alguns segundos depois que Niklaus ficou absolutamente sozinho , decidiu seguir o morlock para dentro querendo saber o que ele estava fazendo em um local cheio de crianças como aquele.

Dimitri não esperou ver um garoto franzino na sala de espera . Mas seus olhos escuros, e ao redor roxos , provavelmente por uma boa briga , lhe dizia que o garoto era bem rebelde , ou muito maltratado.

– Andou brigando foi garoto? – Perguntou ele deixando de lado o sofá na frente do menino , e sentando na mesa de cento, ficando assim quase a altura do adolescente ,bem alto para a idade.

– Meu nome é Victor . – Respondeu o garoto humildemente , mas meio retraído em claro medo.

– Victor Paineiras , sim eu sei. – Dimitri sorriu , tentando passar tranquilidade e colocou as mãos no joelho encarnado o adolescente. – Eu gostaria de fazer uma pergunta , e gostaria que você contasse a verdade.

– Hun … – O garoto olhou por sobre o ombro do morlock negro aonde Klaus , ouvia atentamente a conversa. Curioso para saber o que estava acontecendo. Mas no final assentiu com a cabeça , confirmando que seria sincero.

– Ótimo , eu sou Dimitri só pra você saber. – Comentou com um ar relaxo , ao mesmo tempo que tirava o punhal que tinha encontrado a alguns dias , quando os selos de proteção ao redor da mansão da família , foi quase destruídos. Levantou o punhal até aonde os olhos vidrados do garoto, e esperou calmamente uma resposta. – Sabe de quem é isso?

– É do meu irmão. Você encontrou ele? – Perguntou o adolescente meio desesperado. – Você é da polícia né?! Então deve ter encontrado meu irmão?!

– Calma , calma. – Pediu Dimitri vendo que o garoto tinha perdido completamente o fôlego. – Agora me conte sua história, e porque quando foi preso tinha um punhal idêntico a esse?

Klaus observou o adolescente sentindo que ali tinha algo. Já Dimitri queria saber exatamente o que o irmão mais velho de Victor , aparentemente humano, tinha haver com a invasão. E porque estava sumido.

Notas finais
Eu pensei que como ainda não sei exatamente o que vai rolar na série , e que o começo da segunda temporada é 3 meses depois da ida de Hope. Colocar um mistério que pode ser o desfeixo da primeira temporada. ( Na fic ) Isso mesmo meus amores , estou pensando seriamente em fazer uma segunda temporada mais pra frente e conto com a ajuda de todos para isso beleza? Sei que não sou muito romântica mas logo terá momentos Belijah para todo mundo XD I promiss . Comentem e Até logo ;)