Notas iniciais
Olá meus amores *-* Caramba que saudades não é??! Eu sei, eu sei que sumir total, mas lembrem-se que eu avisei! Meu sobrinho finalmente nasceu!!!! Pulando de alegria aqui! Foi um milagre poder ver e ajudar minha prima *-* Nunca fiquei tão emocionada em minha vida! Enfim, esse capítulo era para ser bem maior, mas eu só fiz essa parte, logo eu posto mais beleza? Nos vemos lá embaixo!

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Fiquei olhando pela varanda aberta, a pouca movimentação da rua o vento suave balançava meus cabelos minimamente, o cheiro agridoce de folhagens chegava a pinicar meu nariz de modo gostoso. Tudo era diferente, e talvez fosse aquele fato que tinha me feito examinar a casa mais atentamente possível.

O terceiro andar era basicamente de seis quartos e um porão que formava o teto em V invertido. Havia dois banheiros no segundo andar, e cinco quartos com banheiros adjacentes. Descobri rápido que o meu era um deles. O que seria ótimo para me preservar futuramente quando a mansão ficasse cheia de alunos.

A mansão Whitmore tinha uma grande cozinha no primeiro andar, era modernizada de mármore e aço inoxidável. Portas dobráveis davam para um vasto deque no jardim dos fundos, e naquele silêncio que só uma casa tão grande tinha, cada passo meu era ecoado por um barulho perturbador. Havia sala de estar, sala de música, sala de jantar e biblioteca, e uma saleta da caldeira embaixo da escada.

Todos os enfeites pareciam possuir séculos de idade. A decoração era tão antiga que as peças dentro dos armários de vidro estavam fechadas. Perguntei-me intimamente quem cuidava da limpeza.

Quando entrei novamente na cozinha percebi algo que poderia me tirar daquela ociosidade. Todos os armários estavam vazios.

Não passava das dez e meia, e poderia ter um supermercado por perto. Bella havia saído com todos os bruxos fazia quase duas horas e me deixado sozinha com a desculpa de não querer me envolver.

Tudo bem, eu precisava mesmo aprender a ficar sozinha. Pensei saindo da casa, embrulhada em uma jaqueta. Lembrei-me que em New Orleans naquele final de ano as ruas estariam enfestadas de turista. Estanho como aprendi a gostar do barulho, e agora precisava me acostumar com a calmaria da Alameda Byron. O nome da rua da mansão Whitmore.

Entrei naquele carro novo, que ainda não conseguia o ver como meu, e puxei o cinto de segurança. Demorei quase cinco minutos só para poder o ligar. Girar o volante e oficialmente começar a dirigir depois de sair da frente da garagem fechada da mansão.

Pensei em ligar o GPS, mas fiquei grata por me perder mesmo que de certa forma, eu repetia a min mesma todos os nomes das ruas que passavam. Todas as curvas que tinha tomado coragem de fazer. Era como uma brincadeira. Que me rendeu a descoberta de um supermercado 24hrs.

As prateleiras cheias de comidas, de congelados e de bebidas, preencheram o carinho. Eu talvez fosse muito materna para me preocupar com os bruxos e Bella no quesito do que eles pudessem gostar. Mas não me controlei.

Uma sensação saudosa me abateu ao lembrar em todas as vezes que tinha que fazer comprar em Salem. Lembrei-me da minha mãe que tanto tempo não lembrava pela mágoa e todos os pequenos milagres que aconteceram. Talvez eu pudesse escrever para ela... Pensei enquanto esperava na fila do caixa eletrônico onde uma senhora passava lentamente a bebida de uma mulher de cabelos pretos e vestido curto vermelho, tão maquiada para naquela hora, que chamava atenção de um grupo masculino que entrou pelas portas duplas de vidro que soavam um bipe alto, quando alguém passava por ela. Notei suas compras sem me conter. Vodca e preservativos.

Sentir meu rosto corar e desviei rapidamente o olhar quando ela se virou parecendo notar que alguém, ou só eu, olhava curiosamente suas compras.

— Vinte sete e trinta e dois. — Disse a mulher no caixa de modo tedioso.

A mulher pagou e saiu sem delongas. Eu comecei a passar minhas compras e logo também sair. Tudo era novo, e até mesmo aquele simples medo de me ver em um estacionamento escuro e vazio.

Não demorei a subir novamente no carro, e ligá-lo. Liguei o rádio em qualquer estação e deixei a música preencher o silêncio. Ao girar o volante, sair do estacionamento devagar.

As ruas pareciam mais movimentas nos carros que viam e iam, e no final, acabei seguindo as placas para chegar até a área de Whitmore. Era como começar uma rotina... Eu pisei no freio quando vi algo muito familiar, na paisagem, ou melhor uma pessoa, muito familiar. Voltei a dirigir agora para estacionar na rua mesmo, no que seria uma entrada de uma praça circular.

Nenhum carro passava por ali, então eu sair, indo em direção a praça que era velada por grandes postes de luzes. E bandeiras que se curvavam ao vento.

Como eu talvez, tivesse esperado a encontra-la ali, ela estava ali, sentada de costas em um banco de madeira e ferro.

— Professora Parker? — Perguntei para ter certeza, mas quando ela se virou, ainda era a mesma senhora que havia me dado aula quase uma década na escola de Salem.

— Isís? É você mesmo? — Perguntou ela se levantando, secando seu rosto, notei envergonhadamente, que ela chorava. Porém, com seu sorriso pequeno achei que não havia a intrometido de verdade. Ela para minha surpresa me abraçou por um momento longo.

— Sim, sou eu. — Garantir parvamente, quando nos afastamos. — Que mundo pequeno não é mesmo? — Perguntei sentindo a mão dela gelada, apertar a minha.

— Sim, muito pequeno. — Ela olhou para o chão por um momento, e eu podia ver as mínimas rugas de expressões. — Eu vim para Whitmore, para esperar meu irmão e meu coven... — Ela engoliu em seco, e seus lábios inferiores tremeram de modo agourento. Percebendo que talvez fosse chorar, ela forçou um sorriso que não chegou aos seus olhos. — Meu sobrinho favorito — Seu rosto voltou a mascara de pura agonia. — Acabou de falecer.

— Oh meu Deus! — Exclamei chocada, sabendo agora a origem de sua tristeza. — Meus pêsames professora Parker. — Disse assim que a ideia de perder alguém parou de machucar minha garganta.

— O nome dele era Lucas. — Falou Sophia, ficando de perfil ao meu lado, para encarar a praça a nossa volta. — Ele morreu aqui. — Não soube o que falar sobre aquilo, mas sentir os pelos da minha nuca se eriçarem. — Eu vim ver, se encontrava algum vestígio de sua doce alma... — Ela já estava divagando, como se falasse sozinha. — Não quis acreditar que ele se fundiu com aquele... — Sua careta de desprezo me assustou. — Aquele monstro que também é o meu sobrinho. — Seu sussurrar era tão baixo, que se eu não estivesse do seu lado, julgaria que não teria ouvido, e mesmo assim, acho que ela não quis que eu tivesse ouvido.

— Quer que eu a leve a algum lugar? — Perguntei gentilmente, imaginando aonde ela estava.

— Não querida... — Garantiu ela me dando um tapinha no braço. Mesmo com mais de trinta anos, ela parecia bem mais velha do que eu me lembrava. Seus cabelos antes apenas castanhos exibiam agora umas mexas cinzas. Sua postura encurvada a fazia ficar menor. Meu coração se inflamou em piedade por alguém que eu admirava — Joshua, meu irmão, só foi assinar alguns papéis para a retirada do corpo de Lucas, e vamos voltar para Portland.

— Entendo... — Murmurei, lembrando-me que o centro médico de Whitmore não ficava longe daquela praça. — Eu vou começar a estudar ano que vem na faculdade, medicina. — Contei na esperança de fazer sua mente volta-se para outra coisa, e não para o luto.

— Isso é ótimo. — Falou um alegre se voltando para min. — Minha sobrinha é uma das professoras, você sabia?

Comecei a dizer que não, mas adoraria saber quem, quando uma tossida alta, e dolorida, chegou até nos. Nos virámos, no mesmo estante para a parte mais escura da praça, que barrava a luz por causa dos postes altos.

O homem que saiu dali, cambaleando como um bêbado, tinha seus cabelos tão pretos, que pareciam fazer parte da escuridão a sua volta. Mas seu rosto, mesmo bonito, era pálido e pingava suor, como um doente.

— Olá tia Sophie, sentiu saudades de min? — Perguntou ele com um sorrisinho afetado nos lábios secos.

— Eu devia mata-lo. — Falou a professora, com os dentes trincados, enquanto lágrimas grossas caíam por sua bochecha. — Como você fez com Luke e todos...

— Eu não matei Luke! — O grito do homem me fez dar um passo para trás, ele parecia irado, e quase em pânico. — Ele esta aqui... — Ele bateu sua mão no peito, fechando os olhos por um momento. — Fizemos a fusão, eu mudei... — Ele sussurrou se aproximando abraçando seus braços, como se buscasse calor.

Dei outro passo para trás, imaginando como seria bom começar a correr em direção ao meu carro, mas ao mesmo tempo, eu não conseguia desviar a minha atenção da cena.

— Vá para o inferno Malachai. — Mandou Sophie levantando a mão em direção ao seu parente.

Sentir uma onda de puro poder fazer minhas pernas travarem no lugar, e meus cabelos balançarem no ar. Acho que ele sentiu a mesma coisa, só que mil vezes pior, por que soltou um grito que me deu medo, quando caiu em cima dos seus joelhos, com a mão na cabeça.

— Eu já fui para o inferno, por muito tempo. — Disse ele entre dentes, gemendo em cada palavra enquanto seus olhos sangravam. — Pare! Quer morrer sua doida?! — As palavras dele, pareceram fazer efeito sobre Sophie que abaixou sua mão no ar. — Eu preciso da sua ajuda... — Falou ele limpando o rosto na manga da blusa, como se o que ela tivesse feito não fosse nada. — Tem algo errado comigo...

— Comece com sua existência! — Exclamou ela com o dedo em riste para o rosto dele. — Abominação! — Seu xingar me chocou de tal forma, que demorou alguns segundos para sentir que ela me puxava para longe do seu parente que começou a tossi de modo doloroso, enquanto se curvava apertando a barriga.

— Não vai ajudá-lo? — Perguntei de modo quase ríspido afastando sua mão do meu braço. — Você é uma curandeira! Ajude-o! — Exigir quando eu mesmo estava querendo ajudá-lo.

— Você não entende. — Sophie balançou a cabeça negativamente, parecendo enojada com a possibilidade de apenas mover seu corpo milimetricamente para ficar próxima ao moreno. — Ele não merece... Vamos. — Novamente ela segurou minha mão, e me puxou para sua direção. E novamente eu dei um safanão em seus dedos a repreendendo com um olhar. — Então fique aqui, e espere ele te matar! — Disse ela quase chorando, mas orgulhosa o suficiente para não ficar ali.

Assim que ela se afastou, eu voltei meu corpo para o moreno, indo até sua direção, em uma péssima hora. Ele vomitou nos meus pés, uma grande bolota de puro sangue.

— Desculpeee... — Murmurou ele gaguejando, virando seu corpo enquanto tremia se convulsionando.

— Sem problemas. — Acabei falando, enquanto tocava sua testa, tentando ver sua temperatura. Como pensei, ele fervia em febre. — Anda, eu vou te levar até o pronto socorro. — Avisei enquanto tentava levantá-lo. Porém quando ele tocou minha mão, preparado para aceitar ajuda para ficar de pé, algo estranho aconteceu.

A sensação era parecida como receber um vento gelado em todo seu corpo quente. Era como se uma pequena carga elétrica tivesse tocado nas minhas veias, meu sangue, pinicando como câimbras em cada músculo. Não era doloroso, mas não era bom. Minha magia pareceu pular do meu corpo e bailar como se estivesse em ondas enormes ao meu redor. Uma luz de um poste explodiu e o garoto ficou de pé quase como se suas forças estivessem renovadas. Ele sorriu de modo animadamente perturbador, então seus olhos giraram na órbita e ele desmaiou. Dei um pulo para trás de seu corpo, olhando a palma da minha mão. Não havia nada de errado, mas de certa forma, eu me sentia, exausta.

— Droga, e agora? — Perguntei-me imaginando como seria difícil levar aquele homem pesado para qualquer lugar.

De uma coisa eu estava certa, pensei enquanto levava ele para o meu carro... Eu procurava sarna para me coçar, como minha mãe vivia dizendo.

Notas finais
Gente eu assistir todos os episódios de TVD sexta temporada! E estou "colocando" minha ideia, em etapas diferentes da série beleza? Então imagine que algumas coisas do enredo original vai acontecer, só que, em um time diferente. Nos vemos em breve ;)