Notas iniciais
Uma nova persoangem!!! Vou entrar no mundo um pouco da Bella no começo. Espero que tenham paciência! Ainda vai haver muito Belijah ;) Seguirei ainda muita coisa da série!Agradecimentos especiais, a Melany Mikaelson ;)Valeu por toda a paciência dedicada a minha pessoa. Você é Diva!

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A água gelada junto a morna , me fazia desejar colocar luvas para terminar de lavar aquela louça, porém não tinha tempo nem para respirar naquele dia, e a vontade de voltar para meu quarto e dormir era muita.

Eu havia acordado muito cedo para limpar a casa para os convidados.

Tudo estava uma correria. Quando me dei conta encarei a janela sem encarar a panela que ensaboava e esfregava, me perdendo na paissagem , o céu estava cinzento e a pouca luz do meio dia que entrava pela casa , fazia tudo parecer um filme preto e branco.

Innsmouth , a colônia em Massachusetts , aonde eu tinha crescido e vivia até agora , nunca pareceu tão abandonada com a chegada do inverno. Mesmo assim, ao meu ver era encantadora. Me voltei para a panela , e começei a ensaboar quando ouvir um grito depois da cozinha.

– Isís! Termine isso depois , venha logo! — O grito da minha mãe me despertou como se eu tivesse levado um baúde d'água fria em todo o corpo , sua voz estridente e mal humorada me fez desligar a torneira, lamentar pela louça ainda ter muitas panelas , e sair correndo depois de cecar minhas mãos em um pano de prato.

– Elas já chegaram? — Perguntei nitidamente ansiosa, sentindo minhas botas rangerem quando derrapei no piso de madeira da entrada.

Minha mãe não me respondeu , com seu rosto fino e seus lábios grossos , ela parecia até bonita , mas ela obviamente não ligava para parecer bonita , só aprumada. Ela saiu da Casa Principal e eu a seguir fielmente.

O vento gelado e ao mesmo tempo doce eúmido , de uvas , banhou meu corpo. Ao redor de toda a casa havia muitas flores e ervas plantadas , mas o cheiro que mais predominava era de uvas. O vinhedo pequeno ficava atrás das três grandes casas e as pequenas , como uma pequena vila que tinha um campo de plantação de uvas.

Parei de andar quando me dei conta que mamãe ficou do lado de Suzanne , uma das líderes do coven. Nossa "mãe" estava em um estado de risco depois da última viagem que tinha feito , o clima não estava nada bem para nosso Coven, aquilo era certo,pelas expressões ansiosas de todas as mulheres que se postaram na frente da casa principal, deixando temporariamente seus afazeres.

No final da estrada de seixos, emoldurada por árvores altas e secas , o barulho alto de carros, me fez ficar na ponta dos pés para poder ver quantos carros se aproximavam , apenas dois pelo visto. Percebir que as outras mulheres que moravam ali , ficaram também confusas.

Aquilo era estranho , porque fazia dois meses que nenhuma nova mulher chegava para fazer seu ritual de Passagem, então quando mamãe tinha dito que teríamos "visitas" eu esperava que fosse mais de dez , como no ano passado.

O longo Mercedes prata parou na nossa frente , atrás vinha um carro mais antigo que eu não sabia exatamente a marca. Era preto e muito conhecido por todos ali em Innsmouth , até eu já o havia dirigido para comprar suprimentos na cidade. Quem saiu dele foi o senhor Fredy , as mulheres o cumprimentaram com um aceno de cabeça e algumas se prontificaram a o ajudar com as malas dos visitantes,que havia no seu carro.

A primeira mulher que saiu do Mercedes foi uma loira de mais de trinta anos , mas muito bem conservada , tinha roupas de grife e até mesmo usava um sobretudo de pele marrom. Ela fazia eu ficar feliz de ter colocado meu melhor jeans e minha cacharrel nova, só posso dizer isso, quando seu olhar parou por um segundo em min.

– Alexsandra , que bom revê-la. — Disse Suzanne com um sorriso enorme ao cumprimentar a mulher.

Minha mãe apenas seguiu o praxe das outras , um beijo na face sem se tocar e palavras casuais , eu estava ainda atrás da minha mãe e as mais velhas , quando vir a nova mulher sair do carro , a passos cansados e relutantes , ela encarou a casa principal , por cima das cabeças das duas filas que a esperava.

Eu não sei o que podia se esperar de uma mulher que tinha acabado de se casar por um contrato de casamento ( Que eu secretamente esperava não ter) mas não era um olhar pesaroso e saudoso. Geralmente as mulheres chegavam ali felizes de poder ter mais tempo para não se comprometer com uma vida de casada.

Mas a loira vestida de forma tão nobre quanto a mais velha , parecia ... Não querer estar ali.

– Essa é Anabella ... — Começou Alexsandra a apresentação formal, e meia dúzia de mulheres ali , como eu, ficamos espantadas com a interrupção abrupta da mais nova.

– Anabella Mikaelson. — A loira disse de forma suave e educada , mas seus olhos gélidos azul acinzentado , brilhou com orgulho por seu novo sobrenome. Ela coçou luxuosamente a cabeça com as duas mãos , bagunçando seus cabelos para os tirar das costas , percebir naquele momento, que seus cabelos eram curtos na altura dos ombros em um corte mordeno.

– Suzannah , minha menina esta cansada , será que ...? — Alexsandra não terminou , nem precisava.

– Os quartos já estão separados. — Suzannah era uma senhora ainda de belos olhos verdes , que olhou por sobre os ombros , me encarou com um sorriso minímo e mandou. — Isís , leve nossa irmã para seu quarto sim?!

Não era uma pergunta , era um comando. Todas ali se chamavam de “irmã” , então não foi um choque para min ouvir aquilo, mas aparentemente mamãe não tinha gostada por seus lábios crispados e punhos cerrados.

Eu dei um passo para a frente , apertando meus lábios , e começei a me aproximar de Anabella, ela puxava do porta malas, um mala grande de rodinhas, sinceramente já gostei dela por aquilo. Havia garotas que não movia um dedo para ajudar. E que fazia da vida de garotas como eu , um inferno.

– Eu ajudo. — Ofereci pegando a outra mala.

– Obrigada. — Anabella disse , levantando um pouco a sobrancela perfeitamente delineada , para me analizar.

Sentir um frio no estômago ao pensar que ela olharia mais para minhas roupas simples , do que para “min”.Porém , finalmente ela sorriu me deixando mais confortável na sua presença. Ao passar por poucas mulheres que estavam voltando para seus deveres doméstico , mamãe tinha um brilho estranho nos olhos.

Quando chegamos na varanda , Anabella olhou para trás , me forçando a olhar também em pura curiosidade. As mulheres mais velhas , junto a própria mãe dela , estavam se dirigindo ao vinhedo , e eu sabia que mais além , a chopana, aonde a líder do coven vivia. Abrir a porta da casa principal , segurando firmemente a mala da visitante que encarava o loob com interrese, enquanto retirava um cachecol vermelho do pescoço.

– Eu nunca fiquei aqui. — Contou a loira , passando os dedos em um dos quadros.

– A maioria nunca fica aqui quando vem. — Disse de forma casual , tentando puxar assunto. — Como nossa família só se reune para o festival de Beltane e Sanhaim , e poucas outras ocasiões aonde a presença não é forçada, ninguém passa mais que alguns dias nas casas principais.

Anabella se virou para min , e sorriu minimamente parecendo divertida. Ela era muito parecida com noventa por cento do coven. Grandes olhos claros e cabelos loiros esbranquiçados, um corpo curvilínio, do tipo que se ver em grandes mulheres de negócios, e para completar, um toque de glamour misturado a juventude.

– Você parece ficar. — Apontou ela , me vendo já subir as escadas , com passos tão firmes que pensei realmente ter declaro que aquela casa era minha.

– Ah sim , eu nunca morei em outra casa. — Dei de ombros como se fosse uma coisa super normal. Bem seria para as pessoas normais na cidade, mas não para uma Vallyria.

Quando cheguei no patamar do primeiro andar para o segundo, virei meu pescoço , vendo Anabella parecer confusa ao caminhar lentamente.

– Isso é impossível , ao menos que você esteja presa ...- Anabella falava de forma suave , e bem certera, o que fez eu sentir uma certa raiva da sua rudeza ( ao meu ver).

– Seu quarto é por aqui. — Disse , sentindo o familiar nó da minha garganta, a fechando.

No grande corredor do lado leste , aonde as portas pretas fechavam criavam um ar de Hotel, abrir a última do corredor , abrindo para o segundo maior quarto da casa. O primeiro era de Suzannah. Ele era todo vitóriano , com direito a uma cama fria e grosa , com um dorcel de cortinas brancas transparentes , mas o que era mais bonito dali , era as portas duplas que davam para a pequena varanda. A imagem do grande vale , cheio de florestas , riachos , e algumas montanhas , forradas de nuvens cinzas , criavam um cenário bonito e sombrio.

– Há um banheiro na porta ao lado, no corredor , você vai ter que dividir com sua mãe , já que ela vai ficar no outro quarto , do lado desse. — Deixei sua mala em cima do sofá ao lado da pratelheira cheia de livros/enfeites , e coloquei os dedos nervosos , dentro do coz da minha calça.

– Bem , depois de nove meses em sua barriga ... — Bella parou de tirar seu sobretudo e virou seu pescoço me encarando com um ar divertido no olhar. — Já estava na hora de dividiamos algo mais.

Ela me deu uma piscadela , e eu acabei rindo. Precisava me fazer útil com os visitantes , porque era a chave da minha mesa almentar. E meu tédio melhorar.

– Eu preciso terminar de lavar a louça. — Me lembrei , já me voltando para a porta. — Se precisar de alguma coisa , estou lá embaixo.

– Espere. — Chamou Anabella , me fazendo parar de abrir a porta e voltar para a encarar. — Você não disse seu nome.

– Isís. — Suspirei fundo e sorrir mais calma. — É tão pequeno que não tem apelido.

– Verdade. — Riu a loira balançando a cabeça em confirmação. — Me chame de Ana , ou Bella , é como todos me chamam. Anabella é um nome muito grande.

– Bella... — Deixei o diminutivo de seu nome , ser testado por meus lábios , como se experimêntasse uma nova palavra em uma nova língua. — Soa legal , e combina com você.

– Obrigada.- Agradeçeu ela , com um sorriso de lado , e se virou se sentando no sofá aos pés da cama.

Havia algo, na sua expressão perdida , que me fazia pensar que ela precisasse de um abraço agora. Mesmo que ela tivesse uma beleza surreal , ela parecia gentil para uma bruxa Vallyria, tão gentil que eu me vir fechando a porta e me aproximando dela.

– Vou te ajudar a arrumar suas coisas. — Garantir de maneira prestativa , fazendo soar mais animada do que a tarefa merecia.

– Oh ... Isso seria muito gentil da sua parte. — Bella se levantou , batendo seu celular nas suas coxas , e o encarou por meio segundo , até que o jogou em cima da cama.

Era óbvio que aquele objeto eletrónico não serviria para nada ali. Tudo era a base de gás e fogo em todas as casas , e é claro , magia.

Começei a me mover rápido , enquanto ela abria as malas , e tirava as roupas já dobradas , me dizendo aonde gostaria que ficasse , como só havia uma cômoda ali , e um guarda roupa de carvalho de três portas , com gavetas embutidas no interior , fizemos um trabalho rápido e de poucas palavras.

Não me prendir aos detalhes de suas roupas , mas de suas maquiagem. Minha mãe não me permitia usar maguiagem , achava aquilo vulgar , e talvez meu olhar encantado para o estojo de batom de Bella , foi o que fez ela levantar um e me oferecer. O peguei como uma criança que pegava um doce. Era um bastão pequenino e dourado , o abrir vendo , ao girar , alguns centímetros de uma pasta dura , alaranjada.

– Acho que essa cor combina com você. — Bella cruzou os braços e ficou encostada na penteadeira idêntica ao meu quarto. Era branca com o fundo cheio de florzinha rosa.

– Eu acho melhor , não. — Oferecir o batom de volta , já o tampando , mas Bella não fez nenhum sinal que iria o receber.

– Acho melhor sim. — Bella riu suavemente , e me perguntei se tudo nela era tão suave e simples como ela demonstrava. Ela encarou o chão , cheio de tapetes , e depois voltou a encarar um pouco mais segura. — Sinto , se a ofendir quase agora Isís.

Sentir minhas mãos tremerem, então guardei o batom dentro do meu bolso traseiro e dei de ombros. Ela parecia confusa e curiosa ao mesmo tempo comigo, como eu estava com ela.

– Não foi nada...

– Isís! — Dois gritos no mesmo dia , revirei os olhos , pensando em como era sortuda de ser criada pela minha mãe.

– Nos vemos depois Bella. — Me despedir com um aceno de cabeça , saíndo do quarto rapidamente.

Descir as escadas pulando os degraus literalmente. Minha mãe estava no pé , a minha espera. Seus olhos eram de cor de mel e ao mesmo tempo achocolatados , como os meus , e seu cabelo castanho ganhava uma tonalidade apagada pelas linhas acizentadas dos fios brancos.

Ela encarou por um segundo o alto da escada , e segurou com força meu braço ao perceber que nossa convidada não estava por perto. Me empurrou até a cozinha e pareceu uma fera. Só havia uma coisa em que não erámos parecida , ela tinha uma pele bronzeada natural , mais pela cor da pele em si do que pelo sol que algum dia tinha tomado. Eu já era mais branca rosada ,assim como Bella.

– Porque estava demorando tanto? — Perguntou ela em um sussurro irritado , me soltando , e voltando para a porta da cozinha que foi fechada.

Bufei em total cansaso.

– Só estava ajudando , não é o que se faz quando uma nova irmã fica conosgo? — Perguntei sem rédea nenhuma , mas engolir em seco ao ver a expressão parva da minha mãe. Era como se eu tivesse dado um tapa na cara dela. Seu rosto ficou tão verde , que achei que ela estava passando mal. — Mãe, tudo bem?

Ela balançou a cabeça afirmativamente e eu me virei para a louça ainda me esperando. Não conseguia encarar muito minha mãe. Sentir uma mão passar rapidamente no meu bolso traseiro , eu já fui roubada na cidade , e podia dizer que a sensação era diferente e ao mesmo tempo igual. Me virei com os olhos arregalados , vendo minha mãe com meu batom nos dedos longos e finos.

– O que é isso? — Era claro que era uma pergunta retórica. Suspirei pesadamente fazendo um barrulho cansado. E mamãe ficou mais lívida ainda. — Não , você não vai usar isso!

– É só um batom, pelo amor de Deus! — Exclamei irritada , tentando roubar aquela única maquiagem que eu tive nos meus dessenove anos. — Me devolva!

– Foi ela que te deu não foi? — Mamãe levantou um dedo para o teto , com uma expressão assasina agora. — Você quer ser como ela, é isso? Se jogada em um casamento arranjado como ... como ...

– Como meu pai? — Disse de forma dura e afiada.

Mamãe ergueu o batom , e eu vir chocada ela queimar ele com uma simples magia sussurrada. O batom se transformou em ferro derretido , que ela jogou no lixo. Sentir meu peito arder junto com meus olhos.

Ela me encarou por mais segundos e depois me deu as costas me deixando sozinha. Deixei um soluço sair dos meus lábios secos , e me virei lavando a louça. Eu me sentia tentada, a minha vida toda , a quebrar minha promessa a minha mãe.

Tentada a deixá-la. Como meu pai a deijou.

Eu não sabia muito sobre a história , mas minha mãe quebrou a maior regra da família. Se apaixonar por um homem comprometido e esperar por mais. Nada que ninguém nunca tivesse tido feito , mas ela quebrou outra, não ceder aos desejos da mãe para ter um casamento por contrato. E com aquela decisão , esperou que meu pai se livrasse da esposa “estério”. Uma claúsula no contrato do casamento que daria a ele a oportunidade de se casar novamente.

Mas depois que a esposa dele , legalmente esposa , conseguiu dar a luz a um filho/filha , meu pai deixou a tola e apaixonada Maisha com uma filha para criar. Segundo o que Bertha , uma das amigas da minha mãe dizia , ele queria me dar legalmente meu posto de filha, mas mamãe não permitiu , seu orgulho ferido ao ser apenas uma amante fez ela o expulsar das nossas vidas.

Eu achava que já era a hora de eu começar a fazer o mesmo com ela. Principalmente quando as lágrimas não paravam de jorrar por meu rosto. E minha raiva fazia meu sangue pulsar.

Minha mãe ao ofender seus pais , tentou se redimir , tarde demais para um novo casamento. Mas, não para a família á aceitar de volta.

Como forma de se conectar novamente ao coven ela prometera cuidar das nossas terras , e nosso legado mágico que se encontrava em cada canto grimore que estava espalhados por todos os cantos possíveis .

Insmoouth era oficialmente a penitência para bruxas que quebravam as regras. Ali só se vivia mulheres com históras parecidas a da minha mãe.

Por isso Anabella achava que tinha me ofendido , ao dar entender que eu era oficialmente uma, rebelde. Uma bruxa que fez algo debloravél até para nosso padrão.

Não sair de Insmoouth nunca fora um sonho para min , a pesar que eu estaria mentindo , e estava mentinado , ao me lembrar das cartas de aceitação de algumas faculdades ,escondidas em minha gaveta. Limpei meu rosto ao voltar para minha tarefa.

Notas finais
Insmoouth: É uma colônia fictícia que eu lir em um dos livros na minha pratelheira ;) Lembrando que a Lua de Mel vai ser uma OneShort dedicada completamente ao casal! Logo eu a postarei!