Notas iniciais
Olá olá meus amadinhos leitores *-* Eu ia postar no domingo, porque eu tive um problema com meu Word, mas enfim aqui está, comecei a pesquisar e a estudar as cartas de Tarot, ao meu ver eu expliquei bem kkkk mas pesquisem é sério, tem várias peculiaridades e várias formas de interpretar o tarot. Sendo que vários desenhos das catas. Enfim espero que vocês gostem! E calma gente, ainda vai ter muito Belijah para frente, mas pelo enredo na minha cabeça, eu preciso escrever um pouco a forma da Bella ver as coisas, para depois não enfiar do nada na história o que eu quero passar. Dicas são importantes! Enfim, boa leitura ;)

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Me remexi no braço da poltrona, sentindo a mão de Elijah envolta da minha cintura mantendo meu equilíbrio, estava demonstrando total desconforto com assunto. Porem, pelas pessoas envolvidas, pelos riscos que elas corriam.

— Cami? E Jeofrey? — Perguntei novamente, e pausadamente, só para dar mais ênfase em algo que eu estava demorando acreditar que era possível

Já Rebekah parecia meramente apavorada. O assunto era dela também.

— Exato. Esther fez um feitiço de ligação de alma ligando Cami a Rebekah, e a Elijah e Jeofrey. — Respondeu Niklaus, um pouco divertido pela careta do irmão, que eu podia ver o olhando de perfil. Ou meramente a minha careta. Achava que ter seu marido no corpo do seu ex namorado não era uma coisa nada legal. O híbrido parecia zombar de nos, parecendo sim achar graça na situação. Ele suspirou fortemente, e depois voltou a dar toda a informação completa. — Felizmente o bruxo tinha..

— Um feitiço de proteção sobre seu corpo. — Interrompi o híbrido cruzando meus braços, já prescindindo aquilo. Sentir os olhos deles em min. — Assim que cheguei na cidade. — Comecei A contar. — Dimitri me falou sobre se "proteger", contra uma hospedagem corporal hostil. — Dei de ombros, tentando evitar encarar Elijah que apertou minimamente minha cintura, como se soubesse que eu não tinha aquele tipo de proteção.

— Daria um ótimo nome para o filme de curta duração. — Zombou Rebekah, ficando de pé, encarando fixamente o irmão mais novo. — Por favor, me diga que Cami também tem esse feitiço protetor?!

— Ela é humana Rebekah, o que você acha? — Rebateu sarcasticamente Niklaus, jogando suas mãos para o alto, demonstrando o quanto ela não ver o óbvio o irritava. — Davina e Kol estão tentando reverter o feitiço.

— Você conseguiu a lealdade de Kol? — Indagou Elijah ficando na beirada da poltrona, demonstrando sua curiosidade.

— Sim. Bem, você sabe que eu sei, que Kol tem seus momentos, só precisamos ficar um passo a sua frente. — Disse orgulhosamente Nik, de forma simples, cruzando seus braços. — Mas não Finn. Ele esta preso ainda. — Aquela informação não parecia o incomodar em nada.

— Espera, espera! — Pediu Rebekah levantando as mãos no alto, chamando atenção. — Vamos voltar ao assunto que realmente importa. — Encaramos ela, esperando saber o que realmente importava, porque sério, estava difícil acompanhar o raciocino. Com tantas novidades rolando. — Se Esther pode mesmo me tirar desse corpo ou não? — Perguntou ela finalmente.

— Não. — Garantir segura, fazendo a loira Original me encarar fixamente. —Ela provavelmente poderia fazer isso com Elijah. — Voltei meus olhos para meu marido, que tinha as sobrancelhas franzidas. — Ela deve ter pegado seu sangue quando te capturou. — Expliquei rapidamente.

— Então, ela ia precisar do sangue da Rebekah, para faze-la ir para o corpo de Cami. — Klaus falou, aceitando rapidamente minhas palavras, como se fosse apenas um pensamento supérfluo. Apenas algo simples que sua mente já tinha pensado. — Outra razão para ninguém a achá-la. — O loiro deixou seu ombro no batente da porta, e me olhou. — Eu acho que sei como Hope e Rebekah foram rastreadas, a cima de um feitiço tão forte como o que as encobria.

— Nos der uma luz. —Pediu Elijah sério, parecendo não gostar de não esta dentro da conversa.

— Ansel... — Ele apertou fortemente seus lábios, como se não quisesse falar o nome do seu pai biológico — Me disse ante-ontem que sentia, quando estava transformado um chamado de seu sangue. Acho que ele chegou tão perto de Hope nas últimas luas, que deve ter passado a informação adiante para Esther. — Ele parecia sombrio em comentar aquelas coisas. Seu rosto estava tenso e baixo, ele não nos encarava, todavia o chão a sua frente, como se esperasse que alguma coisa mudasse as linhas dos tapetes.

— Que bom que o matou então. — Disse Rebekah de modo protetor. Sentir os pelos da minha nuca se eriçarem, e meu coração bater minimamente mais rápido pelo susto das palavras. A loira Original pareceu surpresa pelo olhar estranho que tanto eu quanto Elijah lhe dêmos. — O que foi? Se ele era um risco, é claro que Nik tinha que matá-lo!

— Foi o que eu fiz. — Ele não parecia exatamente orgulhoso de ter feito aquilo, apenas assumia o que tinha feito, e acreditava pelo brilho no olhar, que tinha feito o que foi necessário para manter a filha em segurança.

— É... — Eu levantei minha mão e depois um dedo, como uma aluna fazendo uma pergunta no meio da sala de aula. Imediatamente recebi atenção. — Sinto muito dizer, mas ... — Mordi meus lábios, receosa por ter que o corrigir. E encarei Elijah em busca de apoio. Ele assentiu com a cabeça, parecendo entender que eu precisava de um consentimento para continuar. Respirei fundo e soltei encarando o híbrido. — Mas, sua filha é uma bruxa primogénita, ela mesma quebrou o feitiço de ocultação ao seu redor. Ansel provavelmente apenas seguiu seus instintos...

Ele levantou uma mão, como se pedisse para eu parar de falar. O que fiz de imediato. Seus olhos escureceram por meio segundo, e ele desviou novamente o olhar. Suas mãos foram apertadas em punhos, e ele girou seus calcanhares rapidamente, e marchou rudosamente até a saída.

Rebekah coçou a nuca, e Elijah se levantou, retirando seu terno. Podíamos ouvir o tempo todo, os resmungos de Hope na sala ao lado, porque a porta estava aberta. Eu sabia que Hayley podia ouvir tudo. E mesmo assim a conversa parecia apenas algo rotineiro na família. Algo que parecia de praxe ser conversado. Quem quer nos destruir essa semana?

Rebekah caminhou até a porta e também saiu, não antes de tirar sua blusa e amarrar na cintura.

— Venha. — Pediu Elijah me oferecendo sua mão.

Levantei a sobrancelha, mas automaticamente lhe dei minha mão, para ele me puxar enquanto ia para fora também. Sobre o sol já alto, Klaus começava rapidamente a colocar os galhos maiores, em um V invertido, para terminar logo a fogueira. Eu não queria de maneira nenhuma ficar perto dele, já que os galhos se rachavam ao meio, pelo gesto bruto e a forma rápida que ele os segurava. Como se pouco se importasse com a obra de arte que sua irmã tinha começado a fazer antes.

— Finn falou algo sobre primogênitos também. — Disse Niklaus alto, parecendo se esforçar para deixar o assunto "Ansel" de lado.

Aproximamo-nos, e agora Elijah começava a dobrar as mangas da sua camisa branca com agilidade. Parecendo querer ajudar o irmão, ou apenas se movimentar um pouco.

— O que quer dizer? — Perguntou Rebekah, deixando de lado o trabalho, apenas observando.

— De acordo com Finn, nossa outra irmã, Freya não morreu de peste. —Contou Niklaus parecendo voltar a si, ou meramente se esforçar.

— Freya? — Indaguei sem me conter.

— Depois eu entro em detalhes. — Garantiu Elijah.

Apenas assentir já que ele obviamente havia me cortado.

— Ela foi levada como pagamento pela nossa tia, Dahlia. — Disse o híbrido voltando ao assunto. — Amaldiçoando assim eternamente todos os primogênitos Mikaelson.

O silêncio repleto de tensão fez as palavras de Klaus soarem tão pesadas, que achei que os Originais estavam paralisados pelo peso da informação. Dahlia... Sussurrei o nome em minha mente, vendo como ele soava estranhamente, familiar.

Ouvir a porta atrás de min, e não encarei. Hayley apareceu, sozinha, e ficou do lado de Rebekah, lhe dando o que parecia uma garrafa pequena de álcool. A loira Original começou a regar as toras, e galhos.

— E isso é verdade? — Perguntou a híbrida parecendo um pouco em pânico pela possiblidade.

— Se acreditarmos no Finn. — Respondeu Elijah por Klaus, parecendo querer acalmar a mãe do primogênito em questão. — Que soube disso da nossa mãe. Que não é a fonte mais confiável do mundo.

— Não é de e admirar que ele nos odeie. — Relembrou Rebekah, parecendo aceitar o fato como consumado. — Ele perdeu a irmã adorada, e recebeu irmãos julgadores, deixando-o terrivelmente monótono.

Vir como Niklaus segurou um sorriso mínimo de concordância.

— Ótimo. Alguma chance de encontrarmos sua tia lunática Dahlia? — Indagou Hayley sem desistir do assunto.

— A fábula tem mais de mil anos. — Decretou Elijah firmemente. — Dahlia morreu há muito tempo. — Garantiu o mesmo, e apenas apertei meus lábios tentando não retrucar.

Mas não conseguir.

— Como Esther? Uma bruxa, a bruxa Original? — Zombei vendo a curva no meio da conversa, a curva escura e sombria que fazia suas mentes se preparem para a batalha.

— Ninguém vai machucar Hope, porque ninguém a encontrará. — Niklaus agora falou com total convicção, garantindo quase que o sol pararia se fosse para o melhor de sua filha.

Era estranho ver aquela faze dele. Mas de uma forma, interessante, acreditei que finalmente, descobrir que ele escondia sim seu melhor lado.

Rebekah tinha a cabeça pendida para o lado, encarando a fogueira com uma perfeccionista admitida.

— Tem bastante madeira, Rebekah! — Exclamou Klaus, revirando os olhos em descaso. — Desse jeito queimará toda Arkansas. — Zombou como um irmão babaca faria. — Anabella pode fazer as honras. — Pediu Klaus me encarando, em um pedido mudo de eu usar minha magia para acender a fogueira, já que ninguém ao menos tinha pensando em trazer fósforos.

Dei de ombros, e levantei minha mão.

— Espere! — Exclamou Rebekah me fazendo parar. — Está faltando um ingrediente essencial. — Ela sorriu de um modo novo, que a fazia parecer mais nova do que eu até. Parecia uma adolescente querendo aprontar.

— Não, não está. — Negou o híbrido encarando seriamente.

— Falta, sim, Nik. — Disse ela, mimadamente, querendo que ele admitisse algo.

— Ótimo, agora estou curiosa. — Declarei, cruzando meus braços, adorando de certa forma, a provocações dos irmãos.

— Elijah me ajude! — Pediu Rebekah, e quase pude ver um bico se formando em seus lábios.

— Acho que Niklaus prefere se engasgar nas cinzas. — Brincou o mais velho, também achando engraçando, fazendo até Hayley rir, da expressão mortal do híbrido.

— Antes de acendermos, escrevemos nossos desejos para os outros, para queimar com sorte. — Explicou a vampira loira, dando de ombros, sem deixar o sorriso morrer. — Era a parte favorita do Kol.

— Outra evidência pela qual devemos ignorar essa regra. — Disse o híbrido com deboche, sorrindo maliciosamente matreiro depois.

— É a primeira fogueira da Hope. — Lembrou Hayley pensativa. — Gostei. Vamos fazer! — Exclamou ela feliz, antes de voltar sorrindo para a casa.

Encaramos Nik que mordia a bochecha interior, e tinha as mãos na cintura, em uma pose emburrada e mortal ao mesmo tempo. Seus olhos afiados encaravam a híbrida que andava ainda em direção a casa, parecendo alheia a raiva que acendeu, por mandar em um ser como Niklaus Mikaelson.


— Em pensar que meu coven deu a entender que eu uniria laços com ele. — Resmunguei coçando minha nuca, fingindo uma tose enquanto me aproximava de Elijah, que me abraçava pelos ombros e ria.

— Saiu de uma enrascada então. — Garantiu, ele também divertido, e ambos encaramos Nik, com sorrisos contidos, o loiro que agora tinha sua face irritada virada em nossa direção.

Voltei para a cozinha minutos depois, começando a fazer a mesa, com a porcelana recém lavada. A loira Original apareceu querendo me ajudar, e acabei deixando ela fazer tudo, já que ela realmente quis fazer tudo sozinha.

Meu telefone havia bipado tantas vezes que acabei voltando para o quarto para responder algumas mensagens, Jeofrey, Dimitri, algumas garotas, e Isís. Depois de responder, apenas comecei a procurar o carregador de celular dentro da minha bolsa, quando o celular começou a “morrer”

A mala que Elijah tinha feito para min estava agora no quarto que provavelmente passaríamos a noite, tentei não pensar naquilo. Só a abrir a bolsa em cima cama , procurando o fio do carregador que logo achei, porém vir algo que tinha esquecido de pensar. As cartas de tarot que havia pedido a Cami.

Sentei-me na cama, e me virei deixando um espaço aberto no edredom. Embaralhei as cartas e pensei em Nova Orleans. Eu não era exatamente uma taróloga, mas havia aprendido o básico com Cassandra. Desde ler o futuro em ossos, e se comunicar com os espíritos na tabua Oija.

Havia vinte e duas cartas, cada uma contendo um desenho e seu significado podia ser interpretado por quem quer que a lê-se. Fiz três montes, e retirei uma da primeira fila.

A sacerdotisa me sorriu, velha e completamente poderosa. Estranhamente não me vir nela, mas vir Ísis, ela estava de pé com um vestido branco, e com uma expressão resignada, porém triste ou mesmo não querendo aceitar a situação de frente, de algo.

Pisquei e a imagem sumiu. Respirei fundo, sentindo minha magia pulsar pelo meu corpo. Tirei uma carta do monte do meio. O pontífice estava ali. Era o papa no papel de guia espiritual. Ele segurava um báculo, símbolo de poder na mão esquerda.

Outro flash me cegou, e então eu vir um home jovem, de cabelo preto, ele sorria para min, e não conseguir identificar seu rosto, seu sorriso foi para o meu ombro esquerdo, e eu vir que quem estava ali era Isís, com uma expressão ressentida, me voltei para o homem, e demos as mãos, como se fechássemos um contrato.

Voltei a realidade, apertando minha testa com os dedos, como se só assim pudesse fazer ela parar de latejar. Toda magia tinha um preço. O problema era que o preço era vinculado ao meu corpo, que não aceitava tanta magia , tão rápido

A última que tirei, porque não podia parar agora. Era o Ceifador, todavia conhecido como morte. O som de um machado afiado decapitando algo, fez meus ouvidos zumbirem como se o barulho tivesse explodido ao meu lado.

Vir-me na frente de um mausoléu, de noite, e olhei para cima, vendo a placa do cemitério Lafayete. Quando abaixei minha cabeça, segurei um grito de pavor. Havia corpos ao meu redor, tantos corpos, que se eu me mexesse acabaria pisando neles.

Porém não eram os corpos de qualquer pessoa, era da minha família, do meu coven. Podia distinguir Dimitri no meio deles. E aquilo fez eu querer gritar .

Um som suave, não combinando em nada com a cena bizarra, fez eu segurar um gemido. Era um assobiar antigo, poderoso, uma cantiga do meu coven, que havia ouvido tantas e tantas vezes quando era criança. Sentir uma mão gelada tocou meu rosto, e sair dali, daquele estado catatônico que minha magia futurística me levava. Do vácuo.

Respirei fundo, olhando ao redor, vendo o quarto branco, fazer eu me dar conta que estava tudo bem.

— Tudo bem. — Garantir em voz alta, fazendo meu corpo aceitar depois de cinco minutos que aquela mentira serviria para me fazer levantar-me e voltar para baixo.

Foi o que eu fiz, com passos lentos e sem som, mas conseguir chegar lá. Levando o tarot comigo, embaralhando elas na minha mão.

Parecia que eu queria vê-las novamente, só para que elas mudassem. Mas toda vez que eu parava na primeira, retirava as mesmas três cartas de antes. Em ordem.

— Apenas me der logo ela, e escreva algo. — Dizia Hayley de maneira impaciente.

— Tudo bem. — Resmungou Niklaus, e parei um pouco de andar rápido de volta para a sala de jantar. — Apenas desejo que conte a todos que vai se casar com seu pretendente lobisomem, para comemorarmos. — Zombou Niklaus, fazendo a outra bufa. E um papel ser rasgado.

Voltei a andar normalmente quando ouvir uma porta batendo. Vir o sorriso de Niklaus antes de encarar seus olhos.

— Não devia ouvir a conversa alheia. —Aconselhou.

— Não acho que faça muita diferença. — Dei de ombros voltando ao meu passatempo em minhas mãos. — Já que noventa por cento de todas as pessoas que estão aqui, tem super audição.

Segurei novamente a carta do Papa em meus dedos, voltando a relembrar do homem jovem de cabelo escuro e pele branca que não saia da minha cabeça. Que tipo de ligação tínhamos para darmos as mãos como se fízessemos um trato?

— Justo. — Disse Niklaus sem se mover.

Encarei a mesa posta por meio segundo, vendo que Rebekah tivesse posto os pratos e a comida. Parecia bonita. Ou mesmo farta, pelo peru bem no meio.

— Já vamos comer? — Indaguei, me sentando do seu lado, já que eu achava que era Elijah que se sentaria no batente da mesa, mas, havia outro batente, e outro prato ali, porém a educação exigia que me sentasse do lado da única pessoa ali presente.

— Daqui a pouco. O que é isso? — Perguntou curiosamente, tentando pegar as cartas. Afastei meu corpo dele, e o encarei com raiva. Ele levantou as mãos como quem se rendia, e ainda sorria minimamente sarcástico. — Não sabia que virou esse tipo de bruxa.

— Que tipo de bruxa? — Indaguei, cruzando meus calcanhares embaixo da mesa, e ficando mais ereta na cadeira.

— Vidente. — Disse ele em um sussurro rouco, como se me contasse alguma coisa que eu não soubesse. Dei de ombros, não negando. Ele obviamente não me conhecia. — Jura? Então você pode? — Suas sobrancelhas foram para o alto, e seu sorriso morreu, apesar de certa diversão pairarem em seus olhos ainda.

Bufei revirando os olhos, mudando minha tática.

— Você desenha não é? — Perguntei ignorando suas perguntas. E não era exatamente uma pergunta já que eu sabia que sim, ele desenhava. — Se eu te mostrar um rosto, poderia o desenhar para min? — Pedi, soando simpática, mas não menos calculista.

Klaus se inclinou para trás de modo desleixado, típico de um homem que não liga para parecer charmoso na hora. Mesmo que todo seu porte fizesse aquilo de graça. Mas aquele sorrisinho que não escapou de seus lábios, fez eu ter certeza que ele estava avaliando a questão.

— Poderia, mas .... — Ele molhou seus lábios sugestivamente.

— O que você ganharia com isso?! — Rebati o cortando, demonstrando que conhecia um pouco a forma maligna da sua mente trabalhar. Batuquei as cartas na mesa e apertei meus lábios antes de falar algo que poderia me colocar em risco depois. — O que você quer?

Ele olhou para os lados, parecendo colocar na balança. Eu não precisava mesmo me prontificar a lhe dar nada, faria o que ele pedisse se fosse para o bem da família. Porém, ele não precisava saber daquilo.

— Farei isso de graça, se ... — Ele levantou um dedo em riste, parecendo divertido pela minha expressão desacreditada. — Você ler as cartas de tarot para min.

— Isso não é de graça! — Exclamei brava, mas ao mesmo tempo parabenizando ele , mentalmente falando, pela graça da sugestão.

— Encare que seja. — Ele deu de ombros, com sua voz metódica e grave ao mesmo tempo, parecendo não querer dar brechas para eu ficar tentando mudar as opções de tal acordo.

— É natal sabia? — Lembrei-o esperta, sem cair na sua armadilha. Mas sendo suave ao mesmo tempo. — Podia me dar um presente de "boas vindas a família". — Tentei barganhar, mas ele apenas riu alto de forma forte, deixando seu pescoço solto para trás.

— Seu presente de natal esta no carro, agora vamos logo, sim? — Pediu sem delongas, se inclinando sobre a mesa, e ficando mais perto de min. Ele apontou com um dedo para as cartas a minha frente.

— Você comprou mesmo um presente de natal para min? Ou apenas esta zombando? — Indaguei curiosa com o assunto. Niklaus me dando algo? Parecia uma piada.

Ele deu de ombros, não respondendo que nem sim e nem não. Apertei meus lábios, suspirando fundo ao me render, e ele sorriu de modo macabro.

— Isso não é uma brincadeira okay?! Então tente levar a sério. — Pedi meio autoritária lhe dando as cartas. Ele apenas riu de novo não levando a sério, o que era de se esperar. — Divida a carta em três montes, da forma que achar melhor. — Comandei, e ele assim o fez. — Agora tire a primeira da direita, para a esquerda, e as vire para min.

Ele fez aquilo tudo, enquanto eu encarava a salada e os pães frescos que ainda exalavam calor, além do cheiro agradável. Voltei para as cartas, e pedir com um gesto de mão, para ele virar a primeira.

A roda da fortuna. — Declamei, lhe oferecendo minha mão, com a palma para cima. — Não quer ver?

— O quer? — Perguntou um pouco mais sombrio, e pelos olhos mais analíticos, acreditei que ele estava começando a não gostar da “brincadeira".

Mexi os dedos impaciente. Olhando a carta amarelada. Havia três animais na roda, e ela parecia girar magicamente enquanto eu a olhava. Klaus suspirou fundo, e devagar, colocou sua mão em cima da minha. Fechei os olhos e dividir a visão com ele, sem problemas em abrir minimamente minha mente.

Estávamos no meio da chuva, e eu quero dizer que, eu e ele, estávamos no meio da chuva. Ele parecia debilitado, e tinha um ferimento vermelho no coração. Seu rosto estava pálido de um cadáver, ele me encarava de baixo, forçando seu pescoço para me olhar, parecendo buscar ajuda em min.

A água caia por nossos rostos, e o barulho de relâmpagos fazia minha pele se arrepiar. Então eu me agachei, e retirei o cabelo do meu rosto o puxando para trás, eu até podia sentir a textura gelada, então lhe ofereci meu pescoço, de livre e espontânea vontade. A roda girou, e agora, ele me prendia entre uma parede e seu corpo, enquanto parecia terminado com um sorriso maligno no rosto.

"Esta pronta?" Sussurrou ele em um pedido agourento. Apenas balancei a cabeça, e ela girou novamente.

Estávamos em uma clareira e a lua cheia era nosso teto. Hope estava ali, no banco de trás do carro, e quando Nik me encarou, parecia realmente cansado, mas satisfeito, como se tivéssemos feito um bom trabalho.

Soltei sua mão quando voltei a min, e apenas pedi silêncio. Era ele que tinha que deduzir as coisas, porque eu já não tinha forças, meus músculos formigavam como se eu tivesse carregando peso, ao mesmo tempo que subia uma escada.

Ele engoliu em seco, com o pensamento ainda no que dividíamos e quando girou a carta do meio, eu vir A Força. Uma mulher abrindo a boca de um leão. Ele segurou novamente minha mão, enquanto eu me concentrava na linha direta que a carta fazia até o destino do híbrido, e entramos novamente em minha mente.

Ele estava frente a frente com Elijah, e mesmo parecendo não querer fazer aquilo, pelo sentimento que seu "eu" parecia querer conter. Ele enfiou um tipo de punhal branco, no peito de Elijah.

— Isso não está certo! — Exclamei me afastando da visão, e dele consequentemente. Não querendo aceitar o que havia visto.

— Ainda não acabamos. — Disse respirando com dificuldades, e percebi que eu fazia o mesmo, como se tivéssemos começado uma corrida de dias, e só parado para respirar agora. — Continue!

— Não! — Exclamei alto, tentando me afastar, mas ele me barrou com uma mão no meu ombro me forçando a sentar, enquanto virava ele mesmo a última carta.

Encarei ela sem me controlar, e agora sua mão era firme na minha. Como se buscasse todas as respostas para A Estrela.

Era uma mulher com um joelho apoiado no chão tendo em mãos uma jarra, em cada mão, ela derramava o conteúdo de uma delas numa superfície de água (rio ou lago) e, da outra, na terra. No céu havia oito estrelas.

Para uma bruxa aquela carta significava, renascimento, ou, meramente mudança.

Klaus estava ali, se balançando em uma cadeira de balanço, com Hope em seus braços dormindo tranquilamente. Eu não fazia parte da visão, mas nem conseguia senti-la. Como se fosse a primeira que eu não estivesse perto para ver. Eu estava em um vácuo silencioso e vazio, como se pudesse esta morta... Todavia, Klaus não parecia melhor, podia ter a filha nos braços, todavia parecia, sozinho, com um olhar um pouco sociopata, banhado a melancolia.

— O que esta acontecendo? — A voz grave de Elijah me acordou e me afastou do vácuo.

Percebi rapidamente que ele estava atrás de nos, e podia ver as cartas na mesa.

— Nik, o que esta fazendo? —Perguntou também Rebekah, provavelmente do lado do irmão. Seus tons eram suspeitosos, e irritados. Mas apenas em direção ao híbrido.

Virei-me mais na cadeira, ainda de costas para ele, podendo ouvir Klaus disfarçar perfeitamente bem que só estávamos conversando, nada demais. Passei a mão no meu nariz, e ergui um pouco a cabeça, podendo sentir o fluxo de sangue querer sair por ali. Não duvida que eles pudessem sentir o cheiro. O golpe frio no meu estomago me deu náuseas.

Levantei-me rapidamente ignorando os olhares em min, e fui em direção ao banheiro mais próximo.

Enquanto vomitava encurvado na privada, sentia meu corpo tremer em espasmos pequenos, o suor frio queimava minha nuca de certa forma que eu quase sentir um pequeno choque térmico quando Elijah segurou meu cabelo, parecendo não se dar conta que aquele momento de fraqueza era apenas meu! Tentei empurrar ele com a mão, me sentindo cada vez mais zonza, mas ele não foi até eu me sentir melhor, para tomar um banho.

Seus dedos hábeis abriram meu vestido por trás, desfazendo cada madrepérola com agilidade. Enquanto eu me mantinha de pé, sentia ele retirando minha roupa.

— O que ouve? — Perguntou quando o som era apenas preenchido pelo barulho da água que caia pelo meu corpo.

— Magia, meu corpo ainda parece ... — Forcei meu pescoço para trás, sentindo a água banhar meu rosto. — Pequeno demais para conter alguns tipos de magia.

— Como um recipiente? — Indagou ele, retirando sua gravata e depois sua camisa. — Você parece tão forte.

Abrir minhas mãos, me segurando na parede gelada, enquanto sentia a água quente cair pelas minhas costas. Relaxei de imediato, mesmo sentindo meu corpo frágil.

— Eu sou forte. Mas toda magia tem seu preço. — Sussurrei engolindo em seco.

Pensando que pelo menos o sangramento do nariz, parou antes mesmo de começar. Talvez ao dividir a visão com Klaus, ele tenha recebido uma doze... Pensei.

A mão de Elijah na minha nuca, em uma massagem que visava me relaxar, apenas fez eu me encolher mais no seu corpo. Ele estava completamente nu. Só que pela primeira vez apenas me sentir protegida, não excitada. Eu precisava dormi um pouco.

Ergui os braços, me apoiando em seu corpo, sentindo meu traseiro quase sentado em seu colo, a medida que ele se encurvou minimamente sobre minhas costas. Enrolei minhas mãos ao redor do seus cabelos, e deixei ele passar o sabonete no meu corpo. Era bom se sentir em casa, mesmo que fosse só por alguns minutos enquanto ele cuidava de min.

Notas finais
Até logo! :)