You Set Me Free_ 2°Temporada
20 Only the stars around us
Notas iniciais

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Juntei minhas mãos embaixo do meu rosto, e esfreguei inconscientemente meus pés embaixo do edredom, buscando mais calor. Abrir minhas pálpebras de forma demorada. Meu corpo ainda não queria sair da inconsciência. Mas o barulho suave, fez eu acordar completamente. Me virei na cama apreensiva, parando de observar a parede, e vir quem estava do meu lado, e a origem do barulho.
Voltei a relaxar na cama, enquanto colocava a palma embaixo da bochecha. Elijah estava ali, com sua camisa branca aberta mostrando seu peitoral impecável, sentado com as costas nos travesseiros, lendo um livro, no escuro. Porque ele tinha que ser tão sensual mesmo não forçando a situação ao seu favor? Me perguntei olhando para a entrada da sua barriga.
— Que livro é esse? — Perguntei sentindo minha garganta seca, a forcei em uma tosse, e subir um pouco no travesseiro.
— Que bom que acordou. — Falou ele fechando o livro, se virando para min, ainda sentado. — Como se sente?
Fiz uma autoanalise em min mesma. E concluir que tirando meu estômago vazio, abrindo meu apetite, eu estava ótima.
— Bem. Eu dormir muito foi?! – Olhei para a janela vendo as estrelas no céu, já estava de noite. — Droga, nem participei da fogueira ou do almoço em família. — Resmunguei me sentindo mal por aquilo.
— Não importa. — Ele disse de modo simples. — Ninguém realmente comeu, mas ascendemos a fogueira. — Informou ele abaixando um pouco o corpo, ao mesmo tempo que colocava um braço atrás da nuca, em uma postura relaxada. — Não foi tão divertido, mas pelo menos foi rápido. — Ele se virou minimamente para min e sorriu de lado. — Klaus montou um plano de última hora para nos livrar de Esther.
— Jura? — Perguntei alto e pela animação nos olhos dele, parecia um bom plano.
— Sim, infelizmente Rebekah teve que ir com ele. — Elijah voltou a encarar o teto, e ficou novamente pensativo. — Mas acho promissor seu plano, Esther logo vai estar longe de nossas vidas, e vamos poder levar Hope de volta para a casa.
— Hunn... — Mordi meus lábios, e percorri com os olhos o quarto antigo, a única luz que entrava, era pela porta aberta que dava para o corredor. — Mesmo se Esther for excluída da lista de problemas potencias. — Comecei a dizer sentindo que estava perdendo algo. — Como Hope vai poder voltar para Nova Orleans com as matilhas separadas?
— Hayley vai se casar com Jackson para unir as matilhas. — Garantiu simplesmente, com um dar de ombros. — Um casamento de unificação, todos que estiverem presentes, lobisomens, se tornaram um tipo de híbrido.
— Caramba, Hayley teve que tomar uma decisão ... — Antes de terminar de falar, encarei novamente a porta aberta. — Quem esta aqui? — Elijah ficou minimamente nervoso. Eu sabia pelo modo que seus lábios ficaram um pouco crispados, e pela forma que ele evitava me encarar. — Estamos sozinhos com Hope, não é? — Me sentei rapidamente, encarando ele com os olhos afiados. — Eu já disse que não sei cuidar de criança!
— Tecnicamente eu vou cuidar. — Se defendeu sério. — Não estou te pedindo nada.
Aquilo me irritou minimente, não pela situação em si, mas pelo comprometimento de cuidar de algo tão precioso como uma bebê, independente se era ou não da família. Era um bebê! Algo que eu queria antes, era como atiçar um dos seus sonhos esquecidos no seu rosto, e esperar que você não sentisse nada.
— Ah claro, então eu posso ir embora, e você pode cuidar dela sozinho não é? — Perguntei sarcasticamente, levantando uma sobrancelha.
— Você não faria isso! — Exclamou ele, me conhecendo também.
— É claro que não! — Garantir suspirando fundo, passando a mão no meu cabelo. — Mas porque Hayley não ficou? Ela parecia tão animada de esta novamente com a filha. Ou ... Pera aí, aonde Rebekah se encaixa no plano de Klaus?
— Ela é o plano. — Ele me contou o plano, aonde a loira Original fingia que ia aceitar a proposta de Esther, e mata-la com sangue de vampiro. Era um ótimo plano mesmo, já que quando ela morre-se, a magia de seu corpo também morreria, e ela não pularia para outro corpo. — E Hayley não ficou, mesmo que quisesse, porque tinha que adiantar toda a cerimonia com os seus.
— E isso não te incomoda? — A pergunta saiu antes que eu a bloqueasse.
Ele franziu as sobrancelhas, e seus olhos pareceram distante. Ele não sabia aonde eu queria chegar com ela.
— Não acredito que pense como Hayley. — Ele retirou sua mão de trás da nuca, e se empurrou para ficar um pouco sentado atrás do estrado da cama. — Eu não me incomodo em nada que ela se case. — Garantiu soando fiel.
Umidifiquei meus lábios, e olhei para baixo. Minha mão estava sobre minha coxa nua, e alguns laços do decote da camisola azul de seda, de manga cumprida, estavam bastante abertos. Sentir a necessidade de os fechar de novo, mas parei.
— Mas ela obviamente achou que se importasse, já que é óbvio que conversaram sobre o assunto. — Não foi exatamente uma acusação, mesmo que no fundo eu quisesse todas as informações sobre a conversa, não me sentia no direito de pedir a ele que me conta-se.
— Você sabia que ela ia conversar comigo. — Ele sim parecia me acusar, o encarei sem demoras, sabendo que ele era suficiente esperto para juntar as peças. — Porque ela conversou com você antes.
Desdobrei minha perna direita, e coloquei ela entre nós para frente.
— Ela achou que tinha ainda uma chance de você não a ter esquecido. — Contei soando indiferente, mesmo que meu coração não me ajuda-se. — Disse que ela devia conversar com você, tentar a sorte.
Ele me encarou desacreditado. E até piscou rapidamente.
— Eu posso ter mais de mil anos, mas nunca vou entender uma mulher completamente. — Declarou para ele mesmo. Quase revirando os olhos. — Você pensou que eu diria algo para Hayley, que fortaleceria a ideia que ainda podíamos ter algo?
Suspirei fundo, e fui para trás. Me preparando para sair da cama.
— Não, apenas pensei que ela precisava oficialmente ouvir algo definitivo, de quem importava. — Levante-me e arrumei minha camisola, ainda o encarando. — Como ela não esta aqui, acho que sei sua resposta.
Acho que talvez minhas palavras não fizeram sentido rápido para ele, porque antes de eu sair do quarto ele perguntou.
— Aonde vai?
Não voltei-me para responder.
— Comer alguma coisa, e trocar a fralda de Hope. — Sorrir brincalhona, e girei meu pescoço para o ver ainda sentado na cama. — Não tecnicamente nessa ordem.
Ele apenas balançou a cabeça uma vez. Quando cheguei no quarto com lareira, a duas portas a direita do nosso, vi o berço de madeira, e os brinquedos no chão. Me aproximei lentamente, sentindo o conforto do quarto aquecido.
Olhei para dentro do berço, e vir a pequena bonequinha, sugando com certo ruído a chupeta enquanto dormia. Sorrir sem me conter, e a tirei dali, lentamente. A troquei da melhor forma possível, não querendo que ela ficasse assada. E depois de garantir que ela estava mesmo bem aquecida, desci até a cozinha e abrir a geladeira.
Havia tantos potes ali, que quase revirei os olhos. Rebekah devia ter TOC. Retirei o peru, o macarrão com queixo e ervilha, e a batata com creme de milho. Enquanto esquentava tudo no fogo, porque não tinha micro-ondas, descobrir por um relógio de parede que já passava da meia noite.
Acabei levando meu prato para o tour na casa, a conhecendo enquanto comia. Havia uma adega lá embaixo, super abastecida. Acabei pegando uma garrafa de Merlort e experimentei no gargalho mesmo. Nada se comparava ao gosto direto do gargalho de um vinho de 1970.
Voltei para o quarto quase uma hora depois, não encarando Elijah que ainda lia seu livro. Fui direto para o banheiro escovar meus dentes, e quando voltei ele disse antes de eu senta-me na cama.
— É seu. — Ele passou outra página, então me sentei no pé da cama não entendendo. — O livro, é seu.
— Não lembro de ter trazido um livro nas ... — Antes de eu terminar, ele fechou o livro com um baque e me ofereceu.
A capa era preta e vermelha, e as palavras me fizeram sorrir e entender rápido como o livro acabou me pertencendo.
— A arte da guerra. — Li em voz alta, pegando o livro grosso entre minhas mãos. — Nik tem um senso de humor terrível. — Garantir divertida, abrindo a primeira página entre a capa dura e as folhas, vendo a dedicatória.
“ Espero que faça proveito. N.M”
Balancei negativamente a cabeça, não acreditando mesmo que ele tinha me dado um presente. Ou mesmo um presente usado.
— É dele. — Comentou simplesmente Elijah, como se lê-se minha mente. — Ele me pediu para entregar, e depois me disse o que aconteceu entre vocês dois. Sobre a leitura das cartas. Ou só alguma parte.
— E isso te incomoda? — Perguntei sobre as duas coisas.
— Só quero que você tenha cuidado com Niklaus. — Pediu de modo firme, e sombrio.
Aquilo me deixou meio irritada, e meio preocupada.
— Acredite querido, eu tenho muito cuidado com seu irmão, ou irmãos. — Garantir firmemente, segurando sua mão. — Mas eu tenho que acreditar que posso ficar entre eles, sem achar que vou ser mordida a qualquer hora.
— Não quer que eu avise, sobre o perigo de ser meramente amiga do meu irmão. — Entendeu ele pela metade.
— Só não quero que fique tão preocupado. — Pedi firmemente. — Eu sei lidar com seu irmão okay?! Ele não vai me usar.
Ele apenas me encarou, seus olhos escuros brilhavam mais, um músculo de seu queixo ficou duro, seus ombros se flexionaram para trás.
— Tudo bem, irei confiar em você sobre isso. — Garantiu ele, pegando o livro do meu colo, quando se encurvou sobre min. Ele colocou o livro do lado do abajur apagado. E depois enrolou sua mão ao redor do meu pulso.
Com velocidade, força, decisivamente , ele me puxou para seu colo, fazendo eu soltar uma exclamação surpresa.
Elijah quase nunca usava suas habilidades vampíricas comigo, não daquela forma. Cair em seu colo, com as pernas abertas, e sentei sem folego. Ele inclinou sua cabeça, enquanto segurava meu pescoço com uma das mãos de forma suave, sentir seus lábios nos meus antes de pensar. Eram quentes, famintos, e de certa forma, familiar. Ele parecia ávido por ter tudo.
Sua outra mão, apertou minha cintura, enquanto eu ficava mais presa entre seu peitoral e depois entre seu braço que dava uma volta entre minha cintura. Me afastei rapidamente, sabendo aonde aquilo terminaria. Elijah parou no mesmo estante, sabendo que eu nunca me afastava, não quando começávamos, se eu não tivesse algum problema.
— Desculpe-me. — Pedi, tentando não me mover muito, já que podia sentir seu membro ereto entre as minhas pernas. — Mas antes de ter fogos de artifícios... — Puxei o ar para os meus pulmões de maneira quase rude. — Preciso saber como estamos, ou mesmo aonde estamos.
— Seja mais clara. — Pediu ele ainda massageando minha cintura, com seu polegar.
— Quando você acordou, disse, certas coisas. — Apenas a lembrança fazia meu coração doer. “Isso não é mais concebível”. Passei a mão na minha nuca, não o encarando.
— Bella, amor. — Chamou ele de forma tão suave, segurando meu queixo entre seus dedos, que o encarei. — Sinto muito se a magoei. Posso ver nos seus olhos que foi isso que eu fiz, todavia, eu estava acordando do pior pesadelo da minha vida, e sinto que ele ainda nem acabou. Eu só queria, e ainda quero se você ... — Ele riu suavemente, espalmando sua palma de mão na minha bochecha, fazendo-me inclinar meu rosto para o lado. Em completo deleite pela caricia. — Não fosse tão contraditória a essa ideia, de afastar-se do perigo que sou eu. — Balancei a cabeça, aceitando suas palavras. — E vou dizer a você o que eu disse para Hayley. — Esperei pacientemente, vendo seus olhos fundos e intensos refletindo a pouca luz que entrava no quarto. — Eu tenho uma esposa, é a primeira, e quero que seja a última.
Eu era novamente uma colegial por sentir meu coração explodir em deleite pelas palavras meramente clichês, saindo da boca do seu amado. Todavia, não me importava, porque era minha situação no momento. Me inclinei sobre ele, o beijando com suavidade. Enquanto as mãos dele passeavam pelas minhas costas, minha língua pontilhava o contorno suave de seus lábios.
E quando ele aprofundou o beijo, deslizando sua língua para dentro da minha boca, devorando-me com um apetite insaciável, eu enrolei minhas mãos envolta do seu pescoço, e me juntei mais ao seu corpo, sentindo meus seios pressionados em seu peitoral de maneira dolorosamente quente. Ele era sensual e forte, seus músculos estavam enrijecidos sobre meus dedos, a medida que eu descia minha mão pelo seus braços tentando de alguma forma retirar sua camisa. Eu via jatos de luzes, embora estivesse com os olhos fechados, e um desejo cada vez mais forte de ser possuída.
Ele se afastou minimamente, enquanto eu descia meus beijos até seu pescoço. Ele retirou sua camisa, e a lançou para longe, então eu mordisquei sem me conter seu pescoço e ele gemeu. Um som másculo e feroz que eu associava perfeitamente bem a palavra sexo.
Ele empurrou-me de certa forma, sem deixar de me soltar. E se deitou sobre meu corpo, antes de eu quicar no colchão, afastando com os joelhos minhas pernas, para se acomodar ali. Arranhei levemente seu ombro nu, quando sentir sua ereção roçar na minha intimidade. Todo meu corpo parecia latejar de desejo.
— Não sabe o quanto eu sentir saudades de você. — Ele confessou em um sussurro quando começou a subir com as mãos a barra da minha camisola.
Suas mãos deslizaram incansavelmente sobre minha pele, mapeando-me com o toque. Cada caricia parecia alimentar a vontade de tocá-lo, de senti-lo ainda mais, até a nossa voracidade transformamos em um incêndio de desejo insatisfeito.
Antes de poder falar algo, me arquei para trás, levantando meu braço, para o ajudá-lo a retirar minha camisola. Meu coração pulsava descontroladamente. Meu corpo implorava por algum tipo de alívio que eu já não tinha a algum tempo.
Elijah beijou minha barriga, porque não havia limites para a intimidade das suas carícias, nenhum ponto do meu corpo era particular demais, zonas erógenas que provavam inexplicáveis picos de ardor.
E eu não me preparei para o tremor de satisfação que seus lábios molhados me deram. Elijah se abaixou mais, levantando minhas pernas enquanto retirava a minha calcinha, beijando minhas coxas internas no processo, de modo sexy. Um golpe de adrenalina me fez gemer. Era puro, feminino prazer. Ser desejada. Desejar alguém.
Ele se afastou rápido e apenas o vir um nano segundo depois nu sobre min. Sua calça estava jogada ao lado da cama, junto com a cueca. Segurei o sorriso malicioso. Com um toque inexorável, porém gentil, ele afastou minhas coxas com suas mãos. E se inclinou novamente sobre min.
— Com certeza sentir saudades disso... — Antes de terminar eu agarrei o pano do edredom com força e mordi meus lábios, sentindo minha visão ficar turva.
Seus lábios antes na minha virilha, desceram até a minha região mais íntima. O calor interno borbulhou até o meu âmago. Suas mãos me seguravam de maneira forte pelos meus quadris, enquanto continuava sua exploração ao meu corpo com os lábios e a língua. Eu já tremia, e meus gemidos contidos já eram mais altos, quando ele soltou uma lateral da minha cintura, e começou uma massagem mais íntima com seus dedos, era incessantemente prazeroso. Antes de eu sentir aquela explosão de alívio inundar meu interior, ele parou, e voltou seus beijos para minha barriga, quase chorei pela parada brusca de estimulo.
Ele beijou meu seio direito e eu arqueei meu corpo em sua direção, sentindo a ponta do seu membro na minha coxa interna. Deslizei minha mão pelo seu peito, quando ele começou a lamber meu lóbulo direito, e depois deslizei minha mão do seu torso, até seu membro ereto, o massageei levemente.
— Cuidado. — Rosnou ele.
Eu sorrir ainda mais, me sentindo poderosa pela forma que eu também o satisfazia. Seu gemido me dava mais prazer, como se um curto circuito tivesse sobrecarregando meu corpo de pura luxúria.
Apertei mais seu membro intumescido, enquanto beijava seu pescoço, abrindo minhas pernas mais ainda, levantando meus pés para o abraçar de maneira mais íntima, quando direcionei seu membro até minha entrada úmida, sentindo ele tremer de excitação.
Então ele caiu de forma potente sobre min, me penetrando sem deixar de me encarar, de um modo quase primitivo, além de intenso. Eu podia sentir ele entrando em min, centímetro por vez. Estávamos afundados no calor um o outro. Era febril, aumentava o êxtase do meus sentidos de tal forma que eu me sentia preenchida de todas as formas impossíveis.
Deixei minha cabeça cair para trás, e um lento suspiro escapou dos meus lábios.
— Oh, sim... — Sussurrei entre um gemido.
— Bom? — Perguntou maliciosamente sexy, puxando meus lábios com seus dentes.
Apenas remexi meu quadril, sentindo-o cada vez mais em min. Como se respondesse sua pergunta. Se era bom? O prazer trespassou como uma inundação sobre meu corpo, tomando-me. Ah sim, era muito bom.
Ele começou a estabelecer um ritmo mais forte, esquecendo a suavidade. Aproximávamos cada vez mais de um momento culminante. Qualquer pensamento subitamente explodiu em um cataclismo de prazer, que me fazia gemer e tremer.
Eu comecei a me mover com ele, enquanto sentia sua língua tocar a minha, recomeçando um beijo mais quente. Já nos movíamos freneticamente, encorajados pelos sons de êxtase que vinha dos nossos lábios, eu arranhei suas costas sentindo a carne sensível arder sobre as minhas mãos.
Eu podia sentir o orgasmo chegando, querendo me levar ao limite. Meu útero se contraindo, como minhas paredes interna, como se quisesse esmagar seu membro dentro de min, nos fazia gemer em pleno prazer. Estávamos chegando a um novo patamar do prazer na crista do orgasmo.
Parecia tão certo, o elo quase de almas, fazendo com que meu corpo se acomodasse ao dele, nos envolvendo para tornar aquela conexão ainda mais íntima e perfeita.
Abrir minha boca em um grito silencioso sentindo o momento de puro prazer me arrebatar. Eu estava perdida, incerta se deveria voltar a Terra, quando sentir ele também congelado se esvaindo em min. Eu não queria voltar a min, porque Elijah estava ali, e nada mais importava. Nada a não ser o prazer que nos mantinha juntos. Nada além da sensação que me tomava como uma onda, levando-me cada vez mais distante da costa. Encontrei o êxtase, sentindo uma camada de suor recobrindo nossos corpos.
Então ele rosnou e se escondeu na curva do meu pescoço. Seu corpo ficou rígido, seu pescoço se retesando, a parada brusca junto com o jato do seu gozo, que molhou mais minhas pernas, me fizeram relaxar ainda mais. Com um último rugido ele também chegou ao seu apogeu.
Elijah caiu sobre min, agora de forma pesada, sua respiração curta banhando meu pescoço. Eu podia sentir seu coração batendo tão rápido quanto o meu.
Ele se jogou para o lado, e eu fui com ele nos desligando. Acabei me sentando sobre seu corpo, por não ter abaixado minhas pernas ao seu redor, mas apenas o encarei tentando encontrar folego. O suor em nossas peles brilhava de maneira única pela pouca luz que entrava. Perguntei-me, se alguma vez me sentiria como se não estivesse faminta por ele. Provavelmente não.
Soltei uma risada leve, me sentando no seu quadril, enquanto puxava meus cabelos para o enrolar em um coque.
— Qual é a graça? — Perguntou o vampiro tentando também recuperar o folego, não parecendo incomodado com o peso que meu corpo fazia no seu.
Ele apenas juntou suas mãos embaixo da sua cabeça. Encarando minha nudez de modo que me fazia pensar que eu era alguma obra de arte.
— Só imaginei como seria engraçado.. — Coloquei minhas mãos, uma em cada lado da sua cabeça. E inclinei um pouco meu corpo sobre o seu. — Se não estivéssemos sozinhos, e sua família ouvisse ... Rebekah ia me importunar por décadas!
Voltei a rir novamente sem me controlar. Uma estranha sensação me tomou de assalto. Alívio, felicidade, liberdade. Coisas com as quais eu precisava me banhar um pouco.
— Amo a forma que você rir. — Elogiou meu marido, fazendo meu rosto arder pelo meu sorriso alegre.
— E eu amo a forma como me toca. — Espalmei a mão no seu peito e o acariciei. — Pareço ser prioridade na sua lista. — Confessei baixinho.
— Sinto que não tenhamos muito esses momentos. — Ele disse sincero.
— Tudo bem. — Garantir dando de ombros. — Por que faz eu dar valor a esses momentos ... — Suspirei fundo, mordendo meus lábios de forma maliciosa. — São maravilhosos.
— Você é muito boa para o meu ego. — Garantiu orgulhoso, sorrindo charmosamente de lado, seu sorriso era carregado como se fosse um gancho de direita de um lutador premiado. Sempre enervava minha mente.
Encaramo-nos por alguns segundos, e sentir que nossa paixão estava oficialmente renovada.
— Como se seu ego precisasse ser mais inflado. — Brinquei , lhe dando um tapa, me deixando cair em seu corpo de forma relaxada. Meu nariz tocava sua clavícula, e eu podia sentir seu perfume natural enquanto respirava.
Sua mão deslizou pela minha coluna de forma suave. Aquilo não parecia ser real. Um momento perfeito, como um fragmento de felicidade, de pura conexão entre dois seres.
Meu coração parecia se apertar nele mesmo e se enrijecer. Eu me acomodei mais sobre seu corpo, sentindo uma das suas pernas entre as minhas, e fechei meus olhos. Ficamos assim por longos minutos, sentindo o silêncio não ser completo, pelas batidas dos nossos corações que estavam em perfeita sincronia. Eu acho que tremi por um momento, porque ele perguntou.
— Esta com frio?
Não respondi, apenas me levantei e voltamos a nos deitar de modo correto na cama, entre edredons e agora cobertores. Sua mão envolta da minha cintura, a minha entre sua barriga e seu rosto na minha frente. Seu nariz quase tocava o meu.
— O que esta pensando? — Indagou ele parecendo pensativo quando encarava-me.
— O que você esta pensando? — Rebati suavemente, sentindo ele sorrir quando seus lábios tocaram minha bochecha.
— Que você é um bom remédio para minha mente perturbada. — Sua maneira sombria de falar aquilo, fez eu ficar arrepiada. — E que posso provavelmente acordá-la de madrugada para matar um pouco mais minha saudades. — As palavras saíram lentas, sensuais, de tal forma que me aqueci imediatamente.
Levantei um pouco meu tronco, colocando meu peso no cotovelo e sorrir beliscando com meus dentes meus lábios.
— Porque de madrugada? — Subir em cima dele, com as pernas abertas no seu quadril, e o beijei apaixonadamente. Ele correspondeu sem delongas.
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