You Set Me Free_ 2°Temporada
18 Some metamorphoses happen faster.
Notas iniciais

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Isís.
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Andar por Nova Orleans com toda a certeza valia a pena. De dia. Mas sozinha, não era tão agradável. Mesmo que eu tivesse andando um dia todo, e me cansado a ponto de dormir assim que voltei.
Eu estava olhando para a janela do quarto no Hotel, vendo mais um dia começar. Quando sair do banheiro depois de um banho demorado, quase correndo para atender a porta.
Virei meu rosto, vendo o vestido, ainda saindo da caixa, e mais uma caixa pequena, com um colar de diamantes! Eu nunca, em toda minha vida, havia ganhado nada tão bonito, ou mesmo recebido um convite para uma festa. Do meu pai, o homem que ainda não tinha vindo falar comigo. Ao ver Alexandra no dia anterior, e seus olhos, tão idênticos aos de Bella, mas tão diferente pela frieza, entrei em pânico. Será que ela sabia que ele me convidaria a festa de natal da família que estava presente? Ou meramente não gostava de min?
Segurei novamente o celular que minha irmã havia me dado na noite retrasada, e o batuquei na minha palma, havia acabado de falar com ela. E ela garantiu que não era nada demais. Todavia, parecia sim ser algo demais. Voltei ao pé da cama, e abrir novamente a caixa de veludo de joias. O colar era claramente de diamantes, pelo brilho que refletia mesmo na pouca luz que entrava pela varanda aberta. Era um floco de neve, com uma pedra azul clarinha no meio. Lindo, mas parecia... tão gelado! Algo impessoal para se dar a alguém que você queria conhecer.
Talvez eu devesse começar a ver a coisa toda daquele jeito. Impessoal. Ele era meu pai, mas não precisava ser, ou mesmo demonstrar querer ser. Minha garganta se fechou com o pensamento. Por isso Bella o chamava de Alexei, não de pai, na maioria das vezes que tocávamos no seu nome.
— Você é adulta Isís, não precisa se apegar a ideia de ter um pai presente. — Resmunguei para min mesma, sentindo a necessidade de falar em voz alta, algo que eu precisava aceitar.
Abaixei o colar na caixa, e fechei -o colocando novamente na cama. Já o vestido azul de seda, com alças, parecia tão nobre que o levantei com extremo cuidado, e o arrumei na cama. Parecia pronto para ser usado. Agora na flor violeta, retirei o convite quadrado pequeno em um papel duro e amarelado, com uma letra fina e elegante, lir o que dizia , vendo que a tal festa ia ser no salão do Hotel, e que ia começar na hora do almoço. Ótimo, pensei indo ver o que poderia fazer.
Havia comprado alguma maquiagem no dia anterior, e tinha que dizer que as revistas que estavam no meio da sala ajudaram muito na hora que eu comecei a usá-las. Parecia uma criança, se divertindo com as cores de uma palheta de pintura. O vestido havia ficado encorpado no meu colo, apertando na cintura pelo cinto , e solto até o chão. Quando olhei para os sapatos, outro presente que saia de uma caixa cara, quase surtei pelo tamanho. Mas parecia confortável por ser fofo por dentro, além do que fechado na frente.
Enquanto olhava-me no espelho pensando se deveria apenas fazer algo com meu cabelo, ou deixa-lo solto, como estavam, ouvir alguém batendo na porta. Tirei os sapatos não me arriscando a correr enquanto os usá-va, e fui atender a porta achando que era a camareira. Mas para minha surpresa era um homem forte, negro, com olhos divertidos.
— Olá! Eu sou Dimitri, e você deve ser Isís não é? — Começou ele a falar tão rápido que eu não conseguir acompanhar, apenas ficar ali piscando rapidamente. — Espero que Bella tenha falado de min, apesar de ter apenas me falado sobre você a menos e uma hora, e por uma mensagem! Eu não acredito que nossa amizade pudesse ser subtendida por mensagens de texto, mas parece que é o que rola, desde que ela resolveu ser uma senhora casada. — Ele parou de falar. Finalmente, e me encarou esperando alguma coisa.
Abrir minha boca por alguns segundos, e depois engolir em seco.
— Sim eu sou Isís. — Foram as primeiras palavras que saíram.
— Isís, como uma deusa. — Flertou ele, sorrindo de lado, enquanto arrumava sua gravata roxa, que combinava estranhamente com sua camisa. Fazendo-me corar envergonhadamente. — Sabe, você tem o rosto um pouco parecido com a Bella, o que significa muito, já que a única coisa parecida que eu tenho com meus irmãos é a cor da pele, mas quem é que realmente se importa hoje em dia, não é?!
— Você, humm... Que entrar? — Perguntei vendo um casal do outro lado do corredor, entrar pelo elevador, a mulher olhou descaradamente a cena. Dimitri deu de ombros, e apenas entrou, quando eu lhe dei passagem. — E sim, Bella me falou algo sobre você.
— Jura?! Que bom. — Ele se voltou, com um giro elegante, fazendo seus sapatos lustrados brilharem por causa da fivela. — Então, vamos ou não para a festa?
— Espera. — Pedi levantando as mãos, em frente ao meu corpo. — O que exatamente está fazendo aqui?
— Bella me pediu, abre aspas, der uma ajuda a minha irmã, fecha aspas. Então eu pensei, que melhor ajuda eu poderia dar, do que lhe fazer se sentir confortável no meio das cobras que é nossa família. — Ele me deu uma piscadela.
— Nossa, isso é ótimo, Dimitri. — Consentir, realmente aliviada, balançando positivamente minha cabeça. — Mas eu não terminei ainda de me arrumar.
— E o que falta? — Perguntou ele se aproximando, com um sorriso ainda amistoso, e incrivelmente branco.
— O cabelo, eu não sei o que fazer. — Soltei tocando uma mexa do meu cabelo que caia por sobre o ombro.
— Não tem problema, eu te ajudo nisso também. — O bruxo, porque era obviamente ele era um bruxo pela energia que exalava, segurou meus ombros, e me empurrou em direção ao quarto. — Sabe, quando sua irmã era jovem, fazia apostas com Jeofrey, o ex-namorado dela, se você ainda não sabe. Ele era incumbido quando perdia, e quase sempre perdia, e lhe fazer favores, e nisso estava listado... — Entramos no quarto de duas camas, e ele ainda me empurrava em direção a penteadeira bagunçada. — Levar a bolsa dela por todo o lado, e fazer seu cabelo.
— Fazer o cabelo dela? — Indaguei desacreditada.
— Ah sim, Bella sempre foi maligna. — Sussurrou ele como se fosse um segredo. Eu finalmente me sentei no banco em frente a penteadeira, vendo os três espelhos mostrar nossa imagem. — Acabou que eu comecei a tirar sarro de Jeofrey. — Ele fez uma careta. — Meu pior erro. E ela acabou fazendo eu mesmo de seu capacho todas as vezes que ficava lhe devendo algo. — Rir sem me conter porque realmente parecia algo engraçado em se fazer com seus amigos. — Isso mesmo, pode ri, mas acredite, eu agradeço a ela agora, as garotas gostam de um cara que saiba ser sensível, e saber a diferencia entre apenas olhar, e dar uma opinião verdadeira. — Ele começou a pentear meu cabelo com um pente mesmo, de forma decidida.
— Se você diz. — Apenas falei, sabendo que pelo papo ter ido para “garotas”, o declarava como heterossexual, ele não era gay! E só aquele pensamento fez minha bochechas arderem.
— O que foi? — Indagou ele de forma inteligência captando meu rubor, quando nos encaramos pelo espelho.
— Apenas estava pensando... — Mordi meus lábios. — Porque esta se dando ao trabalho, bem, de ser ... quase um amigo, quando nem me conhece?
Dimitri sorriu minimamente, fazendo uma sombra aparecer no seu rosto. Que logo foi embora.
— Eu estou animado. — Confidenciou, como se eu não tivesse percebido. — Na verdade mais que animado. — Abrir a boca para perguntar por quê. Mas ele já respondia. — Bella tem uma irmã, que sempre quis, e eu tenho sido recompensado por ter minha amiga de volta, e um amigo idiota que ... É um idiota! Em outras palavras, eu apenas estou bem. — Ele começou a trançar meu cabelo para o lado, fazendo eu abaixar a cabeça minimamente. — E acreditei Isís, que nessas horas é melhor aproveitar.
— Vou lembra disso. — Garantir sentindo ele começar a apertar minhas madeixas em suas mãos. Não demorou muito e uma trança lateral embutida apareceu, me deixando de boca aberta. Eu parecia outra pessoa, alguém mais bonita. Como uma lagarta que tinha ido para sua nova faze. — Nossa, obrigada, ficou ...
— Se eu fosse gay, seria incrível, mas como hétero, eu sou muito foda. — Disse ele orgulhoso enquanto eu não falava.
— Mas ainda faria seu ego ser outra pessoa. — Soltei sem querer, e para minha surpresa ele riu.
— Concordo. — Apenas deu de ombros, como se não fosse a primeira vez que alguém lhe tinha dito aquilo. — Então, vamos?
Assentir com a cabeça, e voltei a colocar meu sapato. E mesmo não querendo muito, o colar com o pingente de floco de neve.
Quando saímos do quarto, a porta da frente se abriu. E para minha surpresa, era um homem já de idade, e cabelos alinhados claríssimo, em um terno preto.
— Dimitri, já não basta seu amor não correspondido por uma das minhas filhas, está investido em outra? — Indagou o homem branco, com uma voz serena por aquela piada sem graça.
— Senhor Headley, assim me compromete. — Disse Dimitri tão amistoso e sereno quanto o outro, enquanto se aproximava para lhe dar um abraço característico de homens. — Vou deixa-los sozinhos. — Ele virou seu pescoço minimamente para min. — Te encontro lá embaixo para te apresentar ao pessoal.
Fiquei em silêncio, apertando meus dedos na altura da minha barriga, esperando alguém falar mais alguma coisa, quando o ruído da porta sendo fechada foi apenas a deixa para isso. Alexei tinha olhos claros, e uma postura forte e elegante. Parecia um monarca que eu imaginava ver em minha imaginação quando lia algum livro sobre um tirano anglo-saxão.
— Desculpe-me por ter entrado assim, não é meu costume. — Disse ele quebrando o silêncio, enquanto ainda estava parado na frente da sala, e eu me encostava casualmente no sofá.
— Não tem problema. — Falei sincera, por que aquela era a última coisa que eu pensava. Meu estômago já dava um show de balé, e eu estava começando a hiper-ventilar. Obriguei-me a respirar profundamente, percebendo que não tinha feito tal ato, desde que ele tinha entrado.
— Vejo que Jane aceitou no vestido. — Ele olhou para o vestido por um nano segundo.
— Jane? — Perguntei tocando levemente o tecido da saia, me certificando que ele estava impecável ainda.
— Minha assistente. — Falou simplesmente, colocando suas mãos nas costas.
— Ah, entendo como deve ser difícil para você apenas comprar algo de presente a sua ... — Balancei a cabeça não reconhecendo aquela pitada de ira que balançou meu coração. — Desculpe-me.
— Tudo bem. — Ele sorriu, soltando uma risada leve, e se aproximou um pouco. — Eu sei lidar com sinceridade. — Ele levantou um dedo, e apontou para o colar. — Mas esse presente é meu mesmo, eu sempre adorei a neve.
Mordi os lábios, abaixando minha cabeça, e me abraçando de forma protetora.
— Eu também. — Acabei soltando. — Eu não sei o que falar. — Admitir o encarando fixamente.
— Então somos dois. Mas vou lhe mostrar algo, tudo bem? — Perguntou tirando algo do bolso interno do seu terno. Ele se aproximou e me ofereceu. Apenas estendi a mão e peguei me surpreendendo. — É a única foto que eu tenho de você Isís, a única que envergonhadamente, admito, surrupiei da sua mãe.
Ficamos em silêncio, enquanto eu olhava para a foto do bebê de toca rosa. Sentindo minha garganta se fechar e queimar como meus olhos. Certa emoção se apoderou de min. Tanta que mordi os lábios segurando um soluço. Funguei sem graça e disse:
— Quer conversar sobre isso? — Perguntei vendo Alexei se aproximar ainda mais, para tocar minha bochecha com lentidão. Seus olhos estavam firmes, mas brilhantes.
— Não vai mudar o passado não é? Apenas vamos começar um novo ... — Ele engasgou, e depois suspirou fundo, desviando os olhos de min, ainda sem abaixar sua mão. — Uma nova história, se conhecer melhor. Claro. — Parou ele do nada, e tirou a mão do meu rosto. — Se você assim, desejar.
Olhei seus olhos claros, intensos envelhecidos no rosto já com rugas da idade, e sorrir, balançando a cabeça. Me aproximei timidamente, e o abracei, recebendo seus braços envolta dos meus, de forma suave, e protetora.
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Anabella
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— Então vocês fizeram as pazes? — Perguntou Rebekah em sussurro, enquanto eu lhe dava algumas toras secas.
Havia sido forçada a sair um pouco da cozinha, já que aparentemente Rebekah precisava de ajuda para fazer algo que queria. Ou apenas queria conversar.
— Como? — Franzi minhas sobrancelhas. Voltando meu olhar para o chão e as escadas, tomando cuidado para não cair.
— Você sabe. — Ela sorriu maliciosamente. — Fogos de artifícios, sinos tocando, a casa parece a mesma, por isso acho que vocês ainda estejam brigados...
Abri a boca chocada pela insinuação dela.
— Você nos deixou com uma criança! — Exclamei sentindo espanto por suas ideias pervertidas.
— Uma criança que estava dormindo. — Se defendeu ela começando a criar no quintal o espaço entre a grama, para poder fazer sua fogueira.
— Primeiro, não estávamos brigados, não ... Tecnicamente. — Garantir apertando meus braços ao redor do corpo, quando sentir o frio da tarde balançar as árvores. — E não era vocês que deveriam esta brigados? Já que você quebrou o pescoço dele?
— Elijah sabe que apenas fiz o que era necessário. — Ela deu de ombros, agachando-se para fazer seu quadrado com gravetos, que seria a base da fogueira. — Então você ficou só assustada não é mesmo?
— Preocupada. — A corrigir, segurando um graveto oco na minha mão.
— Entendo. — Disse ela fazendo o silêncio agradável pairar por sobre nos.
Quando ouvir passos, encarei por sobre o ombro a casa, e a porta que se abriu. Elijah passava por ela, segurando Hope com suas costumeiras roupas rosadas. Tão fofa, e tão delicada. A nossa conversa de horas atrás, ainda fazia certo pânico brotar em todo meu corpo. Seria ele mesmo capaz de querer ser humano? Por min?
— Isso é o que eu acho? — Perguntou ele encarando o que a irmã fazia.
— É a época das fogueiras, estou revivendo uma antiga tradição familiar. — Disse Rebekah feliz, se colocando de pé, enquanto batia as mãos para tirar qualquer vestígio de sujeira. — Aproveitando que ficaremos todos juntos.
Elijah desceu os degraus da escadinha da varanda, e se aproximou de min, com um sorriso de lado que sempre me aquecia. Ele ainda devia achar que eu estava pirando por dentro por ser tão gentil, ou apenas estava voltando a ser meu marido. Pensei sorrindo para Hope.
— Aproveite mesmo, porque outra tradição familiar é fugir de um dos nossos pais. — Disse Elijah sombrio. Relembrando o assunto “Esther”.
— Que ótima maneira de se começar um natal caseiro em família. — Falei em um tom repreendedor. Levantando o galho em direção ao seu rosto.
— Peço perdão, mas apenas estava pensando. — Seus olhos ficaram longe, e claramente ele estava pensando. — Porque nossa família esta sempre em guerra?
O clima ficou meio tenso. E ficamos em silêncio. Já Hope, que sempre queria esta em movimento, quase segurou o galho nas suas mãozinhas, quando se jogou em direção a ele, e quase o colocou na boca, quando eu rapidamente o retirei da vista dela, enquanto Elijah afastava suas mãos.
Abaixei o galho, longe dos olhos da criança emburrada que claramente não gostou de ser impedida de explorar algo novo, vendo para minha surpresa, uma lagarta começar a subir pelas costas da minha mão.
— Porque temos algo porque lutar. — Disse Rebekah voltando ao assunto se aproximando de nos, para segurar a mão de Hope que lhe sorria animada.
Apertei a lagarta na minha palma mão, sentindo minha magia pulsar por toda a palma, fazendo o bichinho se retorcer como se lutasse para sobreviver, mas eu não queria sua morte, só o seu melhor. Minha mão esquentou até que sentir o bichinho crescer cada vez mais, e quando abrir minha mão levantei a pequena borboleta em um dedo, suas asas coloridas estavam brilhando com o sol, levantei o dedo mostrando a pequena criatura para Hope que riu de forma tão doce, e animada, pura, que fez nossos sorrisos serem automáticos. Ela ficou batendo palmas, e se jogou para trás, para poder ver a borboleta alçando-se para cima.
O barulho de motor fez nossos sorrisos morrerem. Senti meu coração palpitar em puro nervosismo, acreditando que estava oficialmente paranoica. O Jeep preto cantou pneu, e parou ante a cerca de madeira que se abria para o terreno, e foi Hayley que desceu correndo até. Rebekah tirou Hope do colo de Elijah, e foi a mãe paralisada que a aguardava. A vampira Original caminhou lentamente até Hayley que não demorou a segurar seu bebê em seus braços.
Cruzei meus braços apenas admirando a cena, quando foi a vez de Niklaus fazer o mesmo. Ele deu um beijo na testa da filha, e por alguns segundos enquanto a olhava com adoração, parecia até mesmo humano.
Sentir a mão do meu marido no meu ombro, dando a volta no meu pescoço como um meio abraço, e encolhi-me em seu peito automaticamente. Ele queria aquilo? Me perguntei vendo o híbrido segurar os dedos da filha, enquanto Hayley a beijava. E me perguntei pela primeira vez, depois de tanto tempo que tinha desistido. Eu queria aquilo?
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