Notas iniciais
Aqui estou , aqui estou! XD Agradecendo de coração todos que comentaram no capítulo anterior. Logo estaremos novamente em Nova Orleans , i promess ;) Enfim , boa leitura

Havia algo de muito errado acontecendo. Em Innsmouth aonde as bruxas , que não obedeciam as regras do nosso coven moravam , elas andavam ultimamente mais ariscas do que era de seu normal. E mais tensas também. Tudo se resumia a um ponto chave.

O que Anabella Mikaelson ainda estava fazendo ali? Ela já havia completado todos seus rituais , e mesmo assim ela estava na cabana de Cassandra mais do que era de costume , ela praticamente havia se mudado para lá , e ninguém realmente tinha coragem de expressar com palavras suas dúvidas. A mãe de Bella parecia estar verdadeiramente descontente com a demora da filha em seus aprendizado , seja lá o que isso significasse era o que ela resmungava aos quatro ventos e aos sete infernos! Uma chatice só. A jovem senhora porém não ficava no caminho de ninguém , trabalhava nos grimórios mais antigos da nossa coleção quase todos os dias , mas quando chegava o anoitecer sentia muitas saudades de contato “normal” humano.

Eu quase tropecei em uma grande pedra do rio que serpenteava a propriedade enquanto pensava sobre aquilo, havia ido pegar algumas ervas na margem por que estava trabalhando com cuidado em feitiços curativos. Nunca se sabe quando iria precisar. Segurava uma cesta no meu quadril e braço , com certa força e preocupação , havia demorado horas para achar as certas, e seria um desperdiço se eu caísse naquelas pedras.

Quando alcancei a floresta suspirei de alívio , automaticamente cortei caminho pela propriedade evitando o vinhedo. Encontrei sem problemas a cabana de Cassandra. Levantei a mão e toquei uma árvore sentindo uma magia de proteção em toda a área.

– Sou eu , Isís. – Anunciei para ninguém especificamente.

Um barulho de corte chegou até min , e logo na frente da cabana , aonde uma pequena horta crescia apareceu uma mulher de jardineira com um chapéu de palha , não havia muito sol , mas o que entrava por entre as árvores , tocava os cabelos brancos da mulher com certa intensidade.

– O que deseja? – Perguntou Cassandra voltando a cortar cebolas pequenas cheias de terra.

– Quero falar com Bella. – Dei um passo tímido para a frente vendo a grama verde amarelada tocar minhas sandálias

– Hunn … – Casandra voltou a mexer nas suas plantas com o tsc da tesoura soando pela extremidade de sua cabana. Não ia me dar mais seu tempo precioso era claro.

Era estranho estar ali , sempre. Não havia barulho de pássaros ou mesmo o vento sobre as árvores. Era como uma grande redoma de tranquilidade ao redor dali . Quando cheguei na varanda , a porta estava entreaberta , então entrei sem problemas. Os grandes Totens da senhora estavam em uma sincronia alarmante , como um fileira de soldados do lado direito da parte da sala. No meio havia três com suas mãos espalmadas para frente , criando um circulo pequeno. No delas, as parcas, um pequeno tapete vermelho estava posto , e em cima dele , ossos pequenos jogados.

– Bella. – Chamei apreensiva , tentando ignorar o tipo de ritual que tinha acontecido ali.

Um resmungo me chamou a atenção para a cama , aonde uma cabeleira loira se remexia. Aproximei dali , colocando minha cesta em um banco , e puxei um pouco as peles de cima da loira que obviamente tinha dificuldades para sair de baixo delas , seus olhos estavam arroxeados , como se ela não dormisse direito , o que eu achava ser possível. Mesmo assim Bella se sentou puxando sua camisola grande até que suas pernas fossem cobridas.

– Você esta péssima. – Disse antes de me controlar.

– Eu não consigo dormir , nem comer . – Bella falava de modo fraco , enquanto tentava arrumar seus cabelos com os dedos em um movimento lento.

Fui até a parte da cozinha vendo algumas laranjas , quando as pequei junto com uma faca , me sentei do lado direito da loira que olhava para a frente apaticamente.

– Você precisa se alimentar , ninguém vive só de magia. – Comecei a cortar as laranjas , e separei os gomos para ir lhe dando.

Bella olhou para elas como se não soubesse o que era aquilo. Por um segundo fiquei assustada , mas ela pegou e levou a boca começando as sugá-las.

– Você sabia que as antigas Valkirias não eram nada mais do que bruxas como nos? – Perguntou ela depois de um momento de silêncio. Ela parecia presa em seus próprios pensamentos. – Aqueles ossos são delas. – Virei minha cabeça para olhar novamente o “altar” entre as parcas . Desviei rapidamente o olhar como se fosse algo muito perigoso para se olhar. Porque era.. – Estamos canalizando nossa magia nelas para descobrir aonde os ossos desconsagrados estão.

Ossos desconsagrados? – Repetir de forma estúpida não a acompanhando no seu raciocínio.

– Sim , para os consagrar em … – Bella pegou outro gomo da laranja para o sugar mais avidamente , como um bebê faria quando se estava faminto. – Nova Orleans.

Voltei a cortar as laranjas , não sabendo o que falar mais , Bella parecia obcecada por algo. Quase não falava mais do seu marido ou mesmo queria sair para entrar em contato com ele. Algo estava acontecendo e eu ia descobrir.





Quando voltei para a casa , entrei em uma das salas de preparação deixando minhas ervas de molho. Uma das bibliotecas mais usadas estava vazia , por isso não fiquei com medo de pegar os grimórios de anatomia . Era meio estranho misturar magia com o corpo , mas serviria para alguma coisa finalmente. Meus dedos logo pararam em um grimório de capa roxa.

Bruxas jovens e o perigo da magia evocativa.

As palavras pulavam enquanto eu passava o dedo pelas folhas durante quase uma hora.

Morte … Perda de memórias... Esquizofrenia ...Falta de sono e apetite.

Anabella estava obviamente mexendo com algo que não tinha a capacidade de aguentar , e Cassandra não se importava se aquilo a deteriorasse. Magia negra evocativa só era párea para alguém que tinha um dom raro e já treinado. Eu precisava falar com alguém sobre minhas suspeitas. Passei correndo pelos corredores vazio da Casa Principal , notando que as mulheres estavam na cozinha fazendo o almoço , menos minha mãe.

Subir para o primeiro andar esperando que ela estivesse no seu quarto , mas as vozes viam do quarto de Alexsandra.

Eu não podia me aproximar mais , não era certo , mas quando ouvir meu nome em um dos sussurros me achei no direito.

Phasmatus Invisque . – Sussurrei um feitiço que senhora do clã Gemini minha professora havia há muito tempo trocado comigo por um dos meus.

Me deixava completamente invisível , aproximei a passos leves apertando o grimório que havia pego na biblioteca no meu peito , pelo corredor. Pelo vão da porta , eu podia dizer que mamãe estava entrando em um colapso nervoso.

– Já esta na hora e você sabe! – Exclamava ela gesticulando com as mãos. – Eu não quero que minha filha se misture mais …

Alexsandra riu de forma amarga , voltando a pentear seus cabelos , seus olhos sempre se encaravam no espelho da sua penteadeira.

– Você protege muito sua filha Maisha. – Apontou a mãe de Bella em completo descaso. – Como se você nunca tivesse sido …

– Não ouse falar do que eu fui , ou deixei de ser! – Mamãe segurava o grito pela forma que parecia rugir as palavras. – Alexei se decidiu …

Um baque forte no chão fez meu coração pular, Alexsandra jogou com força a própria escova de cabelo no piso , fazendo o barulho soar como um tiro no silêncio.

– Tão íntimo ainda o modo que fala o nome dele. – Disse a senhora loira , encarando as próprias mãos. – Íntimo , como a filha que dividi o sangue dele e seu.

– Isís não sabe de nada e nunca vai saber. – Mamãe cruzou os braços na altura do peito e fungou alto. – Sua filha não é irmã dela , não dessa forma , a leve embora , o mais rápido possível , e que você e seu marido vão para …

Eu não pude ouvir mais , deixei o grimório cair , ao mesmo tempo que dava passos para trás em completo choque. Era como tomar um soco no estômago , ou cair sem se preparar para o impacto. Tudo girou.

– O que foi isso? – A voz da minha mãe chegou até min.

Eu peguei rapidamente o grimório e entrei no primeiro quarto a vista. Ainda segurava o feitiço ao meu redor , por isso quando Alexsandra examinou o quarto de Bella , não me viu , passou seus olhos azuis gélidos por meu rosto mais não me viu. Ela fechou a porta me deixando sozinha para cair na cama , e colocar minhas mãos na cabeça. Eu finalmente havia descoberto o nome do meu pai Alexei … E que tinha uma irmã , tão perto de min que era impossível não me sentir emocionada e temerosa.







– Tem certeza que não quer comer? – Perguntou mamãe novamente no batente da porta, horas depois.

– Tenho. – Respondi sem desviar os olhos do meu grimório , havia tantas emoções rondando meus pensamentos , meu corpo , que se come-se era provável vomitar.

Eu já havia entrando no estado de choro intenso , raiva , melancolia e agora obviamente estava em um estado neutro tentando não pensar no que havia descoberto.

– Okay. – Sussurrou ela fechando a porta atrás de si.

Suspirei fundo caindo mais nas almofadas da minha cama e olhei além da janela. O dia tinha ido embora e agora só havia a noite de lua nova aparecendo. Com um movimento de pulso eu liguei a vitrola antiga ouvindo a voz rouca de Ray Charles soando pelo quarto. A melancolia da canção era muita. Fiquei de pé puxando as meias do joelho para a coxa no pijama improvisado de moletom. Quando cheguei a minha estante retirei o penúltimo livro grande e grosso da última estante que era uma cópia encapada do O Iluminado. Dentro havia cartas de universidades e uma citação de Alfred Hitchcock , que eu mesma havia escrito nas aulas de teatro do colégio. Mamãe nunca olharia aquele livro. Por isso era um bom esconderijo.

Existe algo mais importante que a lógica:a imaginação. Se a ideia é boa , jogue a lógica pela janela”

Não havia nenhum pingo de lógica no que eu ia fazer. Mas eu ia , estava cansada de segredos e daquele lugar. Dei um giro indo direto para o closet aonde retirei uma bolsa e malas que há muito tempo não usava.

Abrir as gavetas retirando peças essências para não a deixar completamente vazia. Joguei para fora da janela por entre as roseiras. Com cuidado fiz o mesmo no quarto de Bella , suas coisas ainda estavam intocáveis , seu celular e seus documentos em uma bolsa pequena me fizeram o guardar primeiro junto aos meus.

Quando mamãe voltou para o quarto eu já fingia dormir , parecia idiota ser metade rebelde, todavia eu achava que seria melhor daquela forma.

Era uma e meia quando eu sair da casa , só havia lampiões nas portas de cada casa , foi difícil , mas com a lanterna do celular de Bella encontrei o caminho para a casa de Casandra. Havia uma brecha no feitiço de proteção dela , que eu não exitei quebrar.

Quando vir que todas as luzes da cabana estavam acessas me abaixei na moita do lado da janela , e olhei por cima do umbral.

– Elas só dizem as mesmas coisa. – Falava Bella encurvada sobre o tapete vermelho. – Mas...

– Anda pequena , passe por elas , encontre as respostas. – Orientava Cassandra e eu dei um pulo caindo para trás quando vir seu rosto.

Ela parecia mais velha , e seus olhos estavam completamente brancos. Fiquei novamente acachada limpando a terra da calça jeans e apertei o cachecol ao redor do meu pescoço. A noite estava fria e para piorar garoava.

Bella jogou os ossos no chão e começou a recitar algo tão antigo que eu sentia a magia pinicar minha pele mesmo estando ali fora. A loira na luz das velas parecia bem mais magra , e quase entrando em um estado de hipnose quando ficou cerca de quase trinta minutos em silêncio. Se era o que elas faziam a noite toda , eu não duvidava que Cassandra estava usando a juventude de Bella para não se sacrificar mais.

– Nada ainda. – Bella falou e suspirou cansada. – Vamos tentar mais amanhã. – A loira coçou os olhos e se espreguiçou. – Acharemos os corpos amanhã.

– É provável. – A senhora se levantou e começou a andar. –Os arquitetos logo terminaram as últimas pinceladas no feitiço. – Cassandra se jogou em uma rede se cobrindo com alguns cobertores de pele de carneiro. – Tende dormir um pouco.

Bella não respondeu , apenas olhou para os ossos , e depois com um movimento de mão apagou as velas só deixando uma. Tentei acompanhar seus passos quando ela sumiu na escuridão , Cassandra já ressonava audivelmente. Me levantei mais um pouco procurando pela loira por todos os lugares visíveis da cabana.

– O que esta fazendo aqui? – A pergunta veio atrás de min , com um quase grito meu.

Quando me virei para trás Anabella me encarava confusa. Mas não menos preocupada. Respirei fundo sentindo o frio do ar queimar meu nariz e tirei uma garrafinha de plástico da jaqueta impermeável que eu usava.

– Trouxe isso para você. – Dei para ela , que o fitou confusa. – É uma poção revitalizadora, vai ajudar você a dormir. – Bella levantou a sobrancelha e crispou os lábios , ainda com aquele olhar perdido , provavelmente tentando imaginar se eu era real ou não. – Tome. Vai te ajudar.

Balancei a cabeça para baixo e para cima , e a loira imitou o movimento. Eu abrir a garrafa e a ajudei a tomar. Seu rosto branco ganhou finalmente uma tonalidade rosada de saúde , e ela tremeu como se só agora seu corpo tivesse percebido o frio ao nosso redor , ou se incomodado. Quando seu corpo se encurvou eu a ajudei se sentar , e ficamos assim por muitos minutos , sentadas de pernas cruzadas.

– Isís... – Chamou Bella receosa e eu a encarei. Havia certo pânico nos seus olhos. – Isso não era uma poção revitalizadora não é?

Pensei em mentir. Mas finalmente ela parecia a mulher que tinha chegado ali, sem aquela loucura nos olhos.

– Eu vir Cassandra mexendo nas cebolas hoje de manhã. – Me expliquei tirando uma mecha solta do meu cabelo do rosto. – Ela estava fazendo poções alucinógenas , faz com quem a tome receba uma dose extra de magia espiritual , acho que você tem um dom Bella. Um dom que Cassandra estava usando sem deixar que você pensasse nos que ama …O que te dei limpou qualquer rastro venenoso do seu corpo.

– Quem … – A loira balançou a cabeça , e quando suas mãos tocaram seu rosto , seus olhos se arregalaram. – Quanto tempo estou aqui?

– Mais de um mês. – Respondi sem exitar.

Bella se levantou com tudo e começou a correr como doida. Eu não exitei e a seguir , mas a puxei pelo caminho certo , ligando novamente a lanterna do celular. Corremos pelas árvores , de mãos dadas , e eu nunca me sentir tão responsável por uma pessoa como me sentia quando ela começou a tossir quando saia das extremidades da cabana de Cassandra.

– Eu preciso , dos ossos … – Bella gemeu e se abraçou , um rastro de sangue misturada a saliva descia por sua boca.

– Você não precisa deles , seu corpo não aguenta mais aquele tipo de magia. – Afirmei convicta e voltei a puxá-la. – Cassandra ficou presa aqui por usar ferramentas de magia negra para prever o futuro , ela estava te ensinando isso irmã, a manipular a magia negra dos espíritos de má índole.

– Isso é impossível. – Gemeu Bella se ancorando em min para tentar voltar a correr. – Eu preciso ir embora … Ele … Ele …Elijah precisa de min.

Bella voltou a tossir , e tremer mais violentamente agora. Retirei minha própria jaqueta e a cobrir da melhor forma que poderia quando chegamos aos estábulos. A deixei no chão da porta , e peguei dois cavalos mansos para podemos chegar a rodoviária. A loira o montou com certa lentidão , mas finalmente chegamos a casa principal , aonde eu pude pegar nossas bolsas e as amarrar na cela dos animais que relinchavam alto demais para não acordar a casa. Eu não tinha sorte mesmo quando minha mãe apareceu com uma vela nas mãos e um robe pesado na varanda.

– Isís? O que esta fazendo aí? – Perguntou ela alto.

Voltei a dar um nó na alça da mala para não cair e me virei séria para a encarar.

– Estou indo embora. – Comuniquei sentindo o nervosismo se concentrar no meu estômago.

– Pare de brincar! Entre para dentro! – Gritou ela ficando vermelha de raiva. – A outra pode ir , você não.

– Você foi presa aqui . – Fechei minhas mãos em punhos quando a vir descer os degraus , pelo barulho da casa as outras mulheres já acordavam. – Não eu! Estou cansada daqui.

– Isís , não faça isso , não me deixe! – Gritou minha mãe caminhando de forma mais rápida agora.Seus olhos demonstravam desespero além da raiva.

Levantei a minha mão e risquei uma linha imaginária na minha frente.

Reproteg. – Mamãe bateu em uma parede invisível e cambaleou para trás, seu rosto distorcido pela ira e mágoa me fitava. – Eu não sei se vou voltar , mas sei que vou embora. Vou viver a minha vida como eu quiser!

Girei os calcanhares e corri para o meu cavalo o montando. Segurei as rédeas olhando para Bella que me olhava surpresa , mas esperando para me seguir. O animal ganhou a velocidade quando eu assim permitir , e a última coisa que eu ouvir de Innsmouth foi um grito de uma mãe sendo abandonada.



Duas horas depois estávamos eu e a loira já vestida de forma mais quente sentadas no ponto de ônibus. Bella dormia com a cabeça encostada em uma bolsa abraçando as pernas em cima do banco , eu apenas olhava para a frente pensando no que faria agora. Provavelmente Bella me ajudaria , eu sentia aquilo com todo o meu ser.

Na luz tosca do poste de iluminação eu me agitava de todas as formas possíveis , a dúvida do que eu tinha feito me abocanhava por todos os lados e me deixava sem ar. Mas era minha vida não era? Eu faria o que quisesse dela a partir daquele dia. Me prometi.

Aí havia a dúvida se eu contaria a Bella ou não a verdade. Eramos irmãs. Filhas do mesmo pai. Um pai que eu nunca conheci por causa de uma mãe louca. Pensaria nisso depois. Virei meu pescoço vendo Bella se agarrando a um sono agitado.

Não eramos exatamente fugitivas por que não estávamos presas , mas se algum dia voltássemos para Innsmouth , teríamos que dormir com um olho aberto porque havíamos enfurecido algumas bruxas.

Minha barriga começou a tremer , mas não era de fome. Enfie as mãos no bolso tirando de lá o aparelho celular que brilhava em uma chamada sendo recebida. Havia sinal ali.

O nome na tela me deixou curiosa.

Klaus

Pensei em acordar Bella para ela mesmo atender , mas não faria uma covardia daquelas. Também pensei em não atender , mas poderia ser algo importante. Me afastei um pouco do ponto e atendi passando um dedo na tela.

Veja quem finalmente atendeu” A voz zombeteira do outro lado da linha me fez franzi os lábios. Era rouca e muito masculina , e preocupada.

– Desculpe-me , não é a Bella. – Disse pausadamente.

Então sugiro que passe para ela.” Rebateu a voz em uma ordem clara , sem se deixar abater. “Porque o marido dela esta desaparecido”

No final da estrada o ônibus finalmente chegava. Corri até Bella a acordando e jogando o celular dentro do bolso , não importava quem fosse, poderia esperar.

Notas finais
Até semana que vem!