You Set Me Free_ 2°Temporada
6 Home sweet home.
Notas iniciais

Meus dedos batucavam nervosamente o vidro do táxi de forma rítmica e nervosa. Eu olhava para além da janela aonde as pessoas dançavam em um cortejo de casamento. O jazz era melodioso para aquela tarde aonde o vento forte fazia tudo parecer um cenário de um filme. Nova Orleans , minha casa … Cocei por entre as sobrancelhas olhando para o rosto encantado de Isís , a garota realmente parecia esta adorando aquilo. Eu deveria também , mas eu me sentia presa na culpa . Elijah estava sendo mantido preso e se algo acontecesse com ele , por causa da minha “distração” eu nunca me perdoaria. Me encurvei sobre o banco da frente vazio ao lado do motorista de pele escura.
– Não tem como dar a volta? – Perguntei ansiosa mordendo meus lábios.
– Sinto muito senhora , mas acho que não. – O pequeno homem respondeu olhando para todas as direções.
– Você mora mais para a frente, Bella? – Curiosa perguntou Isís , me fazendo assentir com a cabeça. – Podemos ir andando. – Propôs ela sorrindo de lado.
– Acho que será a única saída. – Me voltei ereta no banco e tirei algumas notas da bolsa aos meus pés. Ofereci ao motorista enquanto Isís já abria a porta para ir até o porta malas.
Havia percebido aquilo nela , ela sempre pensava um passo a frente , e mesmo quando eu não pedia nada para a garota , Isís tinha sempre ideias na ponta da língua para colocar em prática.
Sair do carro amarelo também , e fui para atrás aonde ela já colocava sua mochila por entre seus braços atrás das costas. Peguei uma mala de mão, enquanto a outra pequena ficava no ombro. Esperava realmente que minha mãe aparecesse logo com as minhas outras malas , ou que Elijah tivesse deixado intacta minhas roupas no casarão. Novamente me sentir angustiada com aquele pensamento. Encontramos uma rua sem problemas , minha memória ainda estava boa para logo encontrar o French Quarter , o único problema era que por onde eu olhava , no meio do grande cortejo que ainda passava pela rua , sentia olhos sobre min.
– Tudo bem? – Perguntou Isís no pé do meu ouvido me acompanhando fielmente.
– Sim … – Balancei a cabeça parando de ser tão paranoica e sorrir sabendo que logo estaria em casa. – O que esta achando da cidade? – Questionei me tornando mais animada diante da garota que via novidade em tudo , viver em Salém em uma colônia de bruxas prisioneiras não deveria ter sido fácil.
– Oh … É bonita , e muito … – Ela olhou curvou-se para a direita para não ser barrada por um casal meio feliz. – Movimentada.
– Você não viu nada. – Garantir sobriamente , vendo novamente aqueles olhares sobre mim.
Atravessemos uma rua na linha de pedestre , e só faltava um quarteirão para o complexo. Isís apertou meu braço com a mão desocupada e a encarei vendo seus olhos apontarem para dois homens no próximo beco. Não parei o passo até eles me barrarem.
– Bruxas desconhecidas não são …. – Começou a falar um grande quando eu os encarei seriamente sentindo certo medo em Isís.
– Sou Anabella Mikaelson , por favor se retirem. – Pedir duramente , eles se encararam e deram passagem. Mais uma rua andada e olhei para a garota por sobre os ombros. – Lobisomens , era o que eles eram. Dar medo no começo , mas depois você se acostuma.
– Nunca sentir aquele tipo de “energia” . – Falou ela mais para si mesmo , e a curiosidade predominava além de tudo. – Nunca conheci nenhum lobisomem , ou vir … – Ela riu nervosamente e encarou suas botas antes de se voltar para min. – Que legal.
Rir com ela , mas pelo fato de achar um absurdo alguém achar legal o fato de ter lobisomens dando uma de seguranças.
– Esses estão claramente do lado de Niklaus , então sim , são legais. – Consentir com ela em um claro alerta. – Mas se ficar aqui , tem que tomar cuidado com os que chegam perto.
– Ah … Ainda não conversamos sobre eu ficar . – Murmurou Isís timidamente , como se se achasse uma intrusa.
– Você pode ficar o quanto quiser , e se quer conversar sobre alguma coisa , podemos fazer depois okay? – Garantir lhe sorrindo deixando o assunto para analise posterior.
Ela apenas balançou a cabeça e seguimos nosso caminho. As ruas ao redor do casarão estavam menos movimentadas , e com mais lobisomens. Quando chegamos a porta dupla de madeira , minha passagem foi aberta sem ter que me apresentar novamente. Acho que os primeiros lobisomens deram o recado.
A área aberta estava mais escura do que eu me lembrava , as velas pelos cantos estavam apagadas , mas o loob de entrada não. Encarei sem pestanejar a híbrida de pé em frente as escadas.
– Hayley. – Cumprimentei com um aceno mínimo de cabeça ainda caminhando com Isís atrás de min.
– Já não era sem tempo. – Disse ela de forma dura cruzando os braços na altura do peito. – Achei que tinha se esquecido de suas obrigações como porta-voz do seu coven …. – Me acusou como se tivesse guardado não só aquelas palavras para min mas muito mais.
– Ah, é mesmo Isís! – Apontei com um dedo em riste para a híbrida que ficou calada, e encarei a garota atrás de min. – Mais uma coisa que precisa saber sobre lobisomens , eles não tem um pingo de bons modos. – Sorrir sarcasticamente me voltando para Hayley que tinha os lábios cerrados. – Precisam serem educados , um deite e role seria um bom começo …
– Como ousa! – Exclamou a híbrida aparecendo em um segundo na minha frente.
– Eu não tenho tempo para isso. – Disse mais para min mesma pausadamente, como se ela entendesse aquele olhar cansado e por isso não fosse me preocupar com suas palavras , enquanto girava em seu corpo. – Aonde esta Niklaus?
– Não sou a esposa dele! – Rebateu ela girando comigo. Eu comecei a subir as escadas e mordi minha língua para não a “cutucar” mais. – Quem é essa garota?
Parei no meio da escada me voltando para Hayley que encarava Isís ainda na frente do primeiro degrau , como se esperasse por algum tipo de consentimento para continuar me seguindo.
– Ah … Olá , eu sou Isís. – Disse ela com um sorriso tímido enquanto levantava a mão para cumprimentar a Marshal.
Hayley levantou a sobrancelha mais acabou cedendo e apertando a mão de Isís.
– Venha Isís , vou arrumar um quarto para você. – Garantir enquanto voltava a subir as escadas.
Sem mais delongas deixei Isís no meu quarto de solteira. E fui para o meu e de Elijah. Deixei as polcas bolsas no chão e fiquei surpreendida com as fotos em cima da lareira. Um moldura elegante dourada cobria boa parte da foto de uma noiva feliz e um noivo tão bem aprumado , belo que chegava a me encantar. Rir minimamente sozinha pensando em como achei boba a ideia de fazer fotos de casamento antes de me casar , mas eu não teria aquela lembrança se não tivesse obedecido minha mãe.
Um certo tumulto me fez deixar o porta-retratos e sair novamente do quarto. No final do corredor encontrei os olhos azuis intensos de Klaus no meio de seu rosto sujo de sangue. Ele nem ao menos pareceu surpreso ao me ver. Me preparei para falar algo , mas ele entrou no seu próprio quarto sem parar por nenhum segundo o ritmo. O som da voz de Hayley e de alguns homens ( provavelmente lobisomens) me fez ficar curiosa. Porém foi só , quando vir que Klaus não fechou a porta do seu quarto , seguir até lá vendo ele de costas para min entrando na divisa do quarto , também sem fechar.
– Vejo que esteve ocupado. – Comentei vendo Niklaus ainda de costas para min.
Podíamos ter trocados certas palavras por telefone , e por isso parecia que sempre tínhamos conversados.
Dei um passo para frente entrando , em seu quarto, que mesmo arrumado parecia captar seu lado sombrio , percebi que era a primeira vez que entrava ali.
– Não tanto quanto você. – Ele começou a lavar as mãos em uma bacia de porcelana, suas mãos ensanguentadas sujavam a água rapidamente , levantando queixo para me olhar pelo espelho na sua frente, percebi um sorrisinho duro brincava em seus lábios maliciosos. – Como eu suspeitei minha mãe tem Elijah como cativeiro. – Informou-me ele como se tivesse retornando um assunto anterior.
– Ótimo , vamos encontrá-lo. – Me prontifiquei sentindo meu coração bombardear mais rápido pela dose repentina de adrenalina.
Klaus riu sem humor. Apenas um balançar de ombro me fez ficar atenta a cada movimento dele. O híbrido pegou uma toalha de rosto branca e começou a limpar suas mãos, sem se importar com seu rosto.
– Ela não será encontrada facilmente. – Me alertou com um olhar sério.
– Eu tenho meus meios. – Garantir cruzando meus braços. Ainda podendo sentir a porta aberta há cerca cinco passos para trás.
– Eu também tenho. – Klaus não parecia ter noção do que era espaço pessoal , quando me fez o encarar tão frente a frente, que o cheiro de sangue fresco que vinha de sua roupa me deixou nauseada. – Vou fazer ela sair do seu esconderijo , sozinho.
Ele deu tão fortemente enfase na palavra sozinho, que minha palma coçou para o empurrar.
– Quando me ligou , me deu a entender que estava precisando da minha ajuda! – Exclamei ficando nervosa e irritada ao mesmo tempo. Sua presença era esmagadora , principalmente da forma que estava , irritado , cansado , focado e há cima de tudo , vingativo. Era como se Elijah fosse seu precioso brinquedo roubado e ele não daria chances para os ladrões fugirem.
– Eu tenho uma boa doce de lobisomens comigo. – Ele coçou o vão entre suas sobrancelhas e suspirou pesadamente. – Mas nada de bruxas.
Dei um passo para trás e ergui um pouco meu rosto para o encarar da melhor forma.
– Como assim “nada de bruxas”? – perguntei não entendendo.
– Sua família , seus bruxos andam …. – Ele colocou suas mãos nas costas e encarou o teto como se refletisse o que estava prestes a me dizer. – Sem motivação. Depois que foram atacados por Leonore que é o nome da bruxa que minha mãe ocupa , e Finn que é Vincent.
– Atacados? Quantas coisas eu perdi? – Perguntei alto o interrompendo e Klaus bufou me dando as costas para voltar para seu quarto ao mesmo tempo que tirava sua camisa de trapos pela cabeça.
Rapidamente me coloquei de lado encarando a varanda aberta , incomodada com o nível de intimidade que ele pensava ter comigo.
– Muitas coisas minha querida. – Garantiu , e pelo baque mudo no chão , com toda certeza ele se livrava rapidamente de sua roupa. – Agora se me permite vou tomar um banho e sair.
– Espere! E o que eu faço? – Perguntei alto e nervosamente tentada a procurar seu rosto encarei o chão , não sabia quem fazia a limpeza da casa , mas com toda a certeza aqueles tapetes persas estavam em um estado deplorável de sangue e barro que seria um milagre serem salvos.
Balancei minha cabeça tentando voltar a situação bizarra de ter o irmão do meu marido se despindo a passos de min.
– Vá até seu coven , os procure , garanta lealdade . – Sugeriu casualmente como se achasse que eu seria mais do que capaz de conseguir aquilo. Uma porta rangeu e a voz de Klaus perdeu um pouco o volume. – Ligarei para você mais tarde. – A porta bateu novamente e um barulho de água além da porta me fez suspirar de alívio e vergonha.
Quando me voltei para o quarto as roupas do híbrido estavam realmente jogadas no chão , e a porta do banheiro fechada. Olhei para a cama de casal do loiro vendo na mesinha do lado , aonde o abajur estava apagado uma dos muitos colares de Klaus. Não me contive e peguei um , era azul com uma ponta enrolada em uma pinha e a outra em uma pequena pena de algum pássaro branco. Coloquei dentro do bolso da minha jaqueta e sair do quarto sem olhar para trás.
~~x~~
A casa continuava a mesma , como um chalé antigo e vivo na paisagem verde. Eu sair do carro batendo fortemente sua porta. Me sentia até mesmo assustada de esta ali. Mas quando a porta vermelha da mansão se abriu e um homem negro veio até min no meio do caminho com seus braços abertos. Encontrei em Dimitri braços conhecidos de um amigo , mas me afastei rapidamente de seu abraço para o olhar seriamente.
– O que esta acontecendo? – Perguntei seriamente , apesar de ser mais de um mês que estava fora , parecia que fora anos.
– Não compreendo. – Dimitri respondeu olhando para atrás ao mesmo tempo que a porta era aberta novamente , Jeofrey também caminhava em direção a nós, parando alguns passos para acenar com um movimento de cabeça , eu fiz o mesmo e me voltei para Dimitri. Já não me interessava romanticamente manter contato desnecessário com ele. Ou qualquer outro homem.
– Que história é essa de não ajudarem a encontrar Elijah? – Cruzei meus braços e os encarei altiva.
– Ah … é isso que esta falando. – Comentou Dimitri mordendo sua bochecha interior para trocar um olhar significativo com Jeofrey que abaixava a cabeça como se não esperasse por aquele assunto tão rápido.. – Precisa , primeiramente saber que estamos ocupados …
– Eu entendo , mas isso não justifica. – Rebati revoltada, mas ainda em um tom muito baixo de puro nervosismo. – “Seus inimigos são meus inimigos” , é um dos lemas do nosso coven , da nossa família! – Os lembrei encarando demoradamente os dois.
– É verdade , mas fomos atacados , alguns do nosso povo morreu na última investida da bruxa Leonore para acabar com a aliança que temos de sempre garantir anéis da lua para os lobisomens. – Contou rapidamente Dimitri tentando segurar meu ombro. Com um movimento rápido empurrei seu braço e me afastei até sentir que além das janelas da mansão éramos observados.
– É por isso vocês se dividiram? Se esconderam como cordeirinho assustados? – Joguei as mãos para o alto completamente furiosa. – Esse não é meu coven. Eu estava trabalhando duro no feitiço de localização dos corpos de Silas e Qetsiya , enquanto meu marido foi sequestrado e vocês não fizeram nada!
– Klaus não precisa de nos , tem um exercito de lobisomens. – Falou sabiamente Jeofrey dando de ombros como se meus problemas (aquele em exato) não fossem absolutamente nada para sua pertubação. – Bruxas estão sendo mortas Anabella … Você pode ser morta se continuar casada e envolvida com os Originais.
Molhei meus lábios lentamente sentindo meu coração acelerar bruscamente como uma chama de medo e raiva . Meus olhos ainda sustentavam o olhar dos homens com firmeza. Homens que eu cresci , um deles que eu amei fortemente. E por um momento eu realmente senti o medo deles me fazer vacilar e tremer dentro de mim mesma. Estava fortemente ciente do que precisava ser feito para garantir que minha vontade de fazer o que eu fui posta para fazer ao me casar com um dos Mikaelson fosse honrada.
– Eu estou casada com um Original , isso não tem como não ser remediado. – Os lembrei com o dedo em riste. – Eu fui forçada a assinar um contrato de casamento que garante que enquanto eu estiver honrando a vontade do coven , dos anciões , a minha vontade será honrada. O bem do meu casamento será visado!
– Bella , não estamos falando que não podemos ajudar. – Garantiu Dimitri pausadamente diplomático com as palmas das mãos na altura do peito. – Podemos , mas nos …
– Como vocês querem respeito , a dignidade de morar em Nova Orleans se quando acontece mortes também dos nosso lado, você se escondem? – Joguei as palavras para a toda a casa , tão alto que sentir minha garganta arranhar.
Éramos um coven forte e de grande sabedoria , mas as únicas mortes que eu já havia presenciado foram as de anciões antes de chegar a Nova Orleans. Era óbvio que eu não era a única. Algumas garotas também saíram da casa e seus rostos pálidos e sofridos também garantiam que elas sofriam pelas perdas recentes.
– Não estamos escondidos . – Rebateu Jeofrey irritado se aproximando rapidamente de min. – Temos que ficar em Nova Orleans por causa do feitiço , mas não nos misturaremos mais …
Comecei a bater palmas tão teatralmente que até eu me assustei com meu jeito frio. Mas não abaixei a cabeça.
– É bom finalmente ver que tipo de pessoas vocês são. – Disse deixando meus braços cair do lado do meu corpo. – Quando perdem uma batalha nem têm ânimo de enfrentar uma guerra!
– Bella , lembre-se que você é uma de nos , não … – Começou Dimitri segurando meu braço para sussurrar em meu ouvido como se pedisse sem palavras que eu controla-se meu tom de voz.
Girei meu braço sentindo ele me soltar rapidamente. Vendo todos aqueles bruxos , parentes co-sanguinos perdidos , eu refletir. Poderiam ter poder , mais temiam se colocar em riscos novamente … Por falta de um líder. De uma liderança forte que os colocasse em conjunto , em uma frente que não só servisse para feitiços seguros em uma zona de conforto que o nosso coven nos ensinava desde de criança. Apertei minhas mãos em punhos e engolir em seco antes de falar alto.
– Eu preciso de vocês , de todos vocês , do meu lado. – Disse de forma forte. – Não só para salva meu marido de qualquer trama maligna que essa tal bruxa Leonore esta fazendo. – Encontrei os olhos de Gabrielly , Alice , Michelle e muitas mais. – Mas para garantir que seremos novamente um coven forte , temido e a cima de tudo , uma família unida.
Elas se encararam , e depois os resmungos se tornaram vozes alteradas.
– Como podemos fazer isso? – Perguntou uma das garotas , se eu não me encanava Tamá. Morena de grandes olhos pretos.
– Suas necessidades serão minhas necessidades. – As lembrei, principalmente Dimitri e Jeofrey que assentiram com suas cabeças em concordância. Novamente vir o brilho no olhar deles dois. – Suas dividas serão minha ...
– Dividas. – Concluíram comigo e todos falaram em plena força de voz. – Seus inimigos serão meus inimigos.
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