You Set Me Free_ 2°Temporada
7 Getting close.
Notas iniciais
– Tem certeza disso? – Perguntou Dimitri girando o volante para entrar na vaga fechada entre o jeep monstruoso preto e um muro.
Assentir com a cabeça ainda me sentindo zonza enquanto enrolava na palma da minha mão o colar azul de Klaus. A grande e histórica mansão reconstruída estava com suas grandes colunas impecáveis e enormes na visão panorâmica que se tinha do estacionamento.
– Espere aqui sim. – Pedi já saindo antes dele reclamar.
O colar de Niklaus me mostrava exatamente como ele estava , e aonde ele estava. Só era curioso que eu me sentisse confortável em me aproximar sabendo quem estava ali. Sentir o colar perder a quentura gradativamente quando parei de o canalizar. Rodeando a casa além dos jardins secos , eu podia sentir o vento gelado ser quase barrado por um feitiço quando eu coloquei o primeiro pé na varanda. Seguir pela direita passando por vasos de plantas e comecei a ouvir o barulho irritante de algo seco , agourento , como uma porta que batia ao vento sem óleo em suas dobradiças. Como uma cadeira de balança... Como a cadeira de balaço que havia ali. Não foi surpresa ver a cena da mulher de pele escura na cadeira , se balançando com uma xícara de chá nas mãos. Nem Klaus aos seus pés , dormindo , desmaiado …
– Parece que finalmente vamos nos conhecer. – A mulher devia ter pelo menos quarenta anos , com alguns fios grisalhos no cabelo vasto preto ela parecia exótica.
Ela sorria de forma simpática em minha direção parecendo ter encontrado casualmente uma velha amiga.
– Como deseja que eu a chame … – Pendi a cabeça para o lado de forma inocente. – Leonore? – Perguntei sorrindo fingidamente calma , medindo meus passos . O cheiro doce de chá de camomila me embrulhou o estômago minimamente. – Esther? – Deixei claro que sabia quem ela era , e ela não se abalou por aquilo.
– Na verdade , mãe , porque a vejo como uma filha. – Corrigiu ela sorrindo brandamente com uma ternura açucarada demais para que meus pelos da nuca não se eriçassem.
– Não, obrigada. – Dispensei com um gesto de mão , como se não fosse nada demais aquele papo. Quando me aproximei de Klaus me ajoelhei tocando sua jugular. Um choque , como se eu tivesse segurado na prancha de cabelo quente pelas laterais , ardeu minha mão que foi rapidamente tirada da sua pele. – O que diabos fez com ele? – Perguntei temerosa e irritada me voltando para a mulher.
– Nada demais … – Garantiu ela se debruçando sobre a mesa para encher outra xícara. – Ele logo acordara e irá encontrar Elijah com você. – Me levantei rapidamente a menção do nome do meu marido e fechei as mãos em punho sentindo a carne sendo ferida pelas minhas unhas.
Esther exalava poder , magia. Mas se eu luta-se com ela sem Klaus acordado eu poderia não ter muitas chances. Meu plano quando o vir em um flash ali era aquele , mas com ele apagado teria que reformular algo , rápido. Não quis antes envolver Dimitri , mas não teria outro plano melhor.
– Como esta Elijah? O que fez com ele? – Exigir rodando meus passos até alcançar a frente da mesinha para a ver melhor. E ter mais tempo para pensar.
– Ele esta dormindo , sonhando … – Comentou ela fazendo um gesto para me sentar na sua frente.
Pensei rapidamente na possibilidade não me sentar , ou , de apenas a atacar , mas algo me dizia no fundo do meu coração que eu não corria naquele momento perigo.
– Dormindo? – Questionei sentando no banco na sua frente , na beirada como se a qualquer momento eu fosse pular se ela me encurrala-se.
– Sim , ainda dormindo . – Ela sorria agora de forma sombria , e cuidadosa. Ela me ofereceu a xícara e como eu não fiz nenhum movimento para pegá-la , Esther colocou no meu joelho me fazendo a segurar rapidamente. – Ele esta perdido em visões de horror e sonhos de amor. Mesmo assim cheio de vida , e muito teimoso para aceitar minha oferta
Eu ainda estava totalmente sem reação por fora , mas por dentro eu queria a insultar , a ferir , tirar aquele sorrisinho triste dos seus lábios , como se machucar Elijah a feri-se mais. Eu a olhava sem expressão nenhuma , mas sabia que meus olhos ardiam. Ela me deixava relativamente nervosa, mas igualmente furiosa como uma afronta direta. Principalmente quando se virava para me olhar com seu sorriso simpático como se fossemos amigas de verdade. Percebi assustada , que era os mesmo sentimentos que eu tinha da minha mãe nos meus piores momentos.
– Oferta? – Conseguir sussurrar sentindo a xícara quente ao redor das minhas mãos e o pires gelado em cima do meu colo.
– Oh … você é rápida. – Elogiou ela pendendo um pouco a cabeça para o lado como se me analisa-se minunciosamente. – E muito bonita …
– Por favor senhora, sejamos francas aqui. – Pedi a interrompendo enquanto colocava a xícara com o pires na mesinha entre nos. Com a mente mais clara e sem sentir o perigo de esta ali, eu podia pensar mais claramente como me sentir também não tão intimidada por ela. – Eu quero Elijah de volta bem … E se possível que essa conversa não tenha bajulação.
Esther franziu os lábios com uma expressão divertida no rosto.
– Só se parece com Rebekah , mas não reage como ela. – Murmurou mais para si mesmo levando o chá até seus lábios.
Percebi que ela tentou me manipular com seu elogio anterior. Sorrir mesmo sem querer , encarando Niklaus no chão , ainda imóvel. Depois me voltei para a “professora” surpresa por eu ter se saído bem na sua prova.
– Vamos voltar ao assunto sim? O que esta fazendo com Elijah e o que quer dele? – Perguntei abaixando meu tom de voz , me encurvando mais em sua direção me aproximando de forma ameaçadora, mas a bruxa parecia viver envolta por uma cortina de confiança, ela nem ao menos parecia surpresa com meu tom.
– Simples querida , quero que ele se junte a min , se junte a min pegando um corpo de um bruxo. – Esther apontou para si mesma e depois sorriu mais amplamente. – Como eu , e meus filhos Finn e Kol , quero que minha família se torne novamente …. Mortal.
Cruzei meus braços e me sentei mais ereta , tentando juntar suas palavras como em um jogo de linhas cruzadas. Eu só precisava achar um ponto para o desenrolar.
– Você disse que Elijah esta “perdido em visões de horror e amor”, parece … – Cocei minha nuca de maneira cansada ao exitar e depois a encarei duramente. – Que esta o forçando a aceitar sua oferta. O manipulando como toda mãe filha do demo faria!
– Não me julgue tão facilmente. – Mandou ela quase cuspindo as palavras, sua mascara de ternura e gentileza caiu como gelo no sol do Saara. Sorrir minimamente feliz , por que sinceramente eu preferia uma doida que perdesse as estribeiras, do que uma mulher sã que achava que era normal torturar seus próprios filhos. – É para o bem de Elijah , e para o seu!
– O meu?! – Gritei chocada sentindo o ar escapar dos meus pulmões como se tivesse levado um soco.
– Você não ver a beleza de um novo Elijah? Sem todos as emoções amplificadas? – Perguntou ela segurando em minhas mãos me forçando a não me levantar quando me propus a fazer aquilo. – Ele sendo um bruxo , você poderia ser uma mulher completa , com filhos...
Girei minhas mãos nas suas de forma grosseira e me levantei tão rápido que ela quase se desequilibrou. Fiquei de costas para ela tentando parar de me sentir uma asmática.
– Eu sou uma mulher completa. – Disse fortemente fria e me virei para a encará-la com as mãos na cintura. – E amo Elijah como ele é.
– E eu fico muito feliz por isso. – Rebateu fervorosa deixando seus olhos ficarem maiores como se estivesse emocionada da minha declaração simples. – Por que chegará um tempo em que estará com medo de o perder , quando os demônios dele a afastarem. – Profetizou dando passos até min, enquanto eu me afastava. – E você não terá outra solução se não me ajudar . – Ela sorria de um jeito paranoico , doido , como … Klaus nos seus piores dias. Eu andei até poder sentir a parede me barrar , e foi quando ela segurou meu queixo fortemente. – Porque uma mulher apaixonada é capaz de tudo.
– É verdade o que dizem sobre sogras. – Sorrir quase maliciosamente quando juntei meus dedos da mão direita. – Elas são vadias malucas!
Seus olhos se arregalaram por um segundo em pura raiva. Então de surpresa quando enfiei minha mão dentro de sua barriga.Tão fundo que imaginei que a transpassei. Podia sentir minha magia em colapso de ondas quentes e inebriantes , me sentir extasiada , fora de min. Era como se eu tivesse me vendo em outro lugar , me observando fazer aquilo com aquela mulher que ofegava. Então milhares de pássaros tão negros como sombras me cegaram , e me fizeram gritar de raiva. Eles desapareceram tão do nada quando surgiram.
Encarei minha mão não vendo nenhum sangue , como havia imaginado Esther tinha colocado um feitiço protetor sobre o exterior de seu corpo que seria quase impossível a ferir permanentemente. Minhas mãos tremiam agora de medo e pavor do que eu pude fazer em um momento de pura irritação. O que Cassandra havia feito comigo? Me perguntei me vendo de perfil no reflexo do espelho. Eu estava pálida , mais bela de um jeito sombrio e poderoso. Balancei minha cabeça espantando aqueles pensamentos .
– Nik. – Chamei me lembrando do loiro ali deitado.
Precisava o acordar.
~~x~~

O sol já estava indo embora fazendo todo o céu parecer uma salada mista de cores brilhantes e vivas. Ah … e o cheiro de gordura do carrinho de batata fritas do outro lado da rua era inebriante. Um dia incrível estava indo embora. Pensei ainda secando meus cabelos na toalha mesmo. Me sentei na grade de proteção vendo que aparentemente todos os quartos do primeiro andar tinha
uma varanda. E um pequeno muro para garantir certa privacidade. Acabei abrindo a toalha e a joguei no encosto da cadeira para secar quando voltei para dentro. O quarto era antigo , mas tinha aqueles móveis que duravam séculos se pelo menos fossem lustrados. Apesar de limpo não havia muitas cores ou objetos que garantissem que alguém vivesse ali.
Minhas bolsas abertas jorravam roupas em cima da cama. Segurei uma leva de peças dobradas e as coloquei dentro da primeira cômoda que havia encontrado. Quando terminei de me estalar me deitei na cama naqueles travesseiros imensos sentindo meus pés gelados. Abrir minha bolsa pequena retirando minha carteira rosa para ver todos meus documentários e algumas notas verdes, não devia nem dar quinhentos dólares. Mordi meus lábios pensando em como viveria ali se não tinha nem dinheiro suficiente para pagar um aluguel de um apartamento decente . Peguei um cartão bancário e me repreendi imediatamente da ideia de tirar o dinheiro da conta dali. Era um fundo universitário que eu tinha aberto aos quinze anos. Seria minha última saída.
A contração irritante no meu estômago me fez levantar pegando uma nota de vinte , calcei meus sapatos em um movimento rápido. Guardei minhas coisas deixando a cama arrumada como se o quarto não fosse meu e eu não tivesse o direito de o bagunçar.
Vestindo uma jaqueta abrir a porta vendo o corredor escuro e vazio parecendo sem fim e sombrio. Mordi meus lábios me repreendendo mentalmente por aqueles pensamentos tão bobos. E fechei a porta do quarto vendo o pequeno chaveiro de metal com uma letra M na fechadura balançar no ar. Girei a chave fechando o quarto e a guardei o chaveiro no bolso da jaqueta sem retirar minhas mãos dali.
Bella havia–me avisado para não falar com ninguém se saísse do quarto , por isso quando vir alguns homens de aparência rústica e jovem no primeiro andar enquanto descia as escadas , não falei nada, apenas engolir em seco sentindo os olhares deles sobre min. Cada passo parecia contado , pesado e sobre tudo vistoriado. Encontrei a mesma porta que havia entrado , e sem problemas sair dali. As ruas já ganhava um ar frio noturno e mesmo na pouca luz do sol os postes estavam sendo ligados. Atravessei a rua sem presa , deslumbrada por cada detalhe de Nova Orleans.
– Uma grande por favor. – Pedir para o senhor da barraquinha quando chegou minha vez.
A porção grande de batata com queijo me fez lamber e morder os lábios. Encontrei um cantinho em uma grade alta do que parecia ser uma jardim de alguma casa e me sentei enquanto comia. As pessoas passavam por ali sem pressa , como se assim como eu estivessem não só andando , mas admirando tudo. Com o tempo o sol tinha ido completamente embora , provavelmente já passava das sete , e eu não me sentia obrigada a nada … a não correr para a cozinha para fazer um jantar saudável. Não ter pessoas sempre ao meu redor vendo tudo que eu fazia , eu podia ser invisível pela primeira vez na vida. Seria ao contrario do sonho americano. Pensei me levantando e jogando em uma lixeira próxima a cumbuca de isopor vazia.
Pensei em andar mais um pouco por qualquer lugar mas temi me perder , e simplesmente voltei a passos arrastados para o casarão. Quando voltei a percorrer o mesmo caminho já não havia ninguém ali , e uma mulher de costas viradas assentia as velas com uma vareta, pensei em como seria boba a ideia de acender qualquer coisa assim e me sentir com vontade de a ajudar , mas apenas segurei o corrimão das escadas e voltei a subir, realmente estava começando a me preocupar com o paradeiro de Bella , precisávamos conversar sobre tantas coisas!
– Leve ele para dentro imediatamente! – O grito me fez parar no último degrau e eu me virei para ver aqueles homens rústicos entrando correndo , entre eles trazendo o que parecia um doente ou ferido.
Reconheci que quem falava era Hayley , como uma líder ela e Bella não se batiam , mas aquele jeito duro delas duas se tratarem me fazia pensar que havia muito mais.
Os grandes lobisomens colocaram um corpo seminu sobre um dos sofás , semi serrei meus olhos observando mais atentamente do que era considerado normal. Seu tronco machucado não era exatamente o problema , mas sim as veias esbranquiçadas demais de todo seu rosto e pulso. Ele tinha os olhos fixos em um ponto do teto e ofegava , sua mão no coração era indício suficiente que ele não conseguia respirar normalmente.
– As bruxas de Leonore o deixou jogado na Bayou , com um recado que ele não passa da meia noite. – A voz rouca e masculina fez os murmúrios ao redor do corpo no sofá pararem como se um tiro tivesse sido ouvido.
– Deve haver uma solução Jackson. – Rebateu Hayley fervorosa encarando o homem que acabara de fala.
Eles se encararam em dúvidas e silêncio agourento. A sensação de coceira e nervosismo tocou cada célula do meu corpo.
– Ele esta amaldiçoado e meio que envenenado. – Sussurrei mais para min mesma , recebendo a atenção completa da pequena matilha de puro músculos.
Eles me olhavam com surpresa , como se nem tivessem se tocado que eu estava ali. O que eu estava fazendo? Não sabia. O que ia fazer? Ajudar. Desci novamente a escada segurando no corrimão enquanto Hayley se direcionava a min com um olhar sério.
– Você é uma bruxa que ainda não deve saber que lobisomens tem problemas com sua espécie. – Me avisou suspirando fundo tentando passar calma e confiança. – Mas se ajudá-lo , pode contar que nenhum dos meus terá problema com você.
– Eu posso ajudá-lo porque passei minha vida toda conhecendo feitiços curativos , e por que é o certo! – Exclamei revirando meus olhos e passando por ela enquanto ia para o homem no sofá , os outros abriram caminho com facilidade explicita.Me ajoelhei na frente do que parecia ser um loiro com grandes olhos claros . – Vou precisar de algumas coisas. – Pedir girando meu pescoço para encarar Hayley que assentiu com a cabeça.
– O que quiser. – Garantiu esperançosa. – Apenas salve Oliver.
Me voltei para o homem no sofá , Oliver , e também balancei a cabeça.
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