Notas iniciais
Nossa eu não acredito que estou postando a essa hora! xD Estou acordada de madrugada, porque dormi de tarde e acordei depois da meia noite. Queria saber porque os bebês são tão indecisos antes de nascer?! Juro que as vezes penso que eles só brincam com as mamães antes de sair. Do tipo; "Vamos lá mamis, vamos ficar o dia todo no hospital porque eu acho legal deixar você nervosa antes de vim ao mundo" Enfim, achei esse capítulo meio "retrô". Já que tive que assistir a Quinta Temporada de TVD para relembrar alguns fatos e tal. Gente eu não entendo nada de carros, e só seguir a dica do meu irmão, então sorry qualquer coisa em! Eu queira deixar uma pergunta aqui, e gostaria de respostas se fosse possível beleza? Eu vou fazer Bella e Isís pelo menos uns quatros capítulos a parti de que elas estão em Whitmore, mas como em TO tem uma cenas interessantes de Elijah/Hope/Camille, talvez eu poste alguma coisa na versão do vampiro. O que acham? Gostariam de "ver" mais o nosso Original de terno? Enfim mesmo agora ~~hoshsohsohsohs~~ Boa leitura! PS: Se a imagem do começo do capítulo não aparecer clique em cima do hiperlink (letra azul. Isis)

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Isís

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Eu enrolei novamente no meu dedo o pequenino lobo de madeira, na pulseira, enquanto torcia meu pulso, era um tique de puro nervosismo.

— Não sei não. — Comentou Bella tão simplesmente enfática que cruzou seus braços, ficando em uma postura elegante quando arrebitou o nariz.

— Senhora, esse é um dos mais econômicos... — Começou a dizer o vendedor, com um sorriso brilhante.

Bella deu a volta no carro, um pequeno Toyota Camry V6, preto quadrado. Passando um dedo no capô, como se quisesse garantir que estava limpo.

Havíamos chegado á quase uma hora na Virginia e estávamos tão perto do campus da faculdade de Whtimore que a última coisa que eu queria pensar era na compra do carro. Ah sim, um carro para min.

Encarei por sobre os ombros, além das portas de vidro, Dimitri e aqueles homens bruxos que não sabia a maioria dos nomes olhando os carros esportes no pátio. Mesmo eles só tendo que alugar os carros, fazia daquilo uma bagunça barulhento. Era hilário ver Bella os ignorar completamente, fingindo que não os conhecia quando eles riam alto, ou faziam perguntas constrangedoras para os vendedores.

— Isís, o que acha? — Perguntou a loira me chamando atenção para algo que seria meu. Virei rapidamente meu rosto de modo constrangedor para encará-la dentro do carro, com as mãos no volante.

— Meio caro, não é? — Sussurrei me lembrando do preço falado pelo vendedor.

Bella riu e me deu seu olhar adocicado. Como se eu tivesse feito uma pergunta infantil. Ela sorriu saindo carro, e me empurrou para ficar no banco do motorista.

— Apenas pense, “eu dirigiria ele?”. — Pediu me fazendo suspirar quando coloquei as mãos no volante.

— É cambio automático. — Constatei nervosa. — Eu aprendi a dirigir no manual. — Não era exatamente uma reclamação, mas sentir meu rosto corar quando Bella mordeu os lábios parecendo cansada.

— Todos os nossos carros são automáticos. — Avisou o vendedor encarando a loira, como se fosse ela a responsável, e bem era, pela decisão final.

Ele tinha um jeito orgulhoso e altivo que não me agradava. Seu terno impecável e os óculos de aro finos, o faziam parecer ter no máximo trinta anos.

— Não podemos fazer um teste drive? — Perguntou ela o encarando seriamente.

— Bem... — Ele coçou o queixo ainda sorrindo. — Teria que fazer um pequeno depósito de mil dolá...

— Tudo bem. — Garantiu Bella revirando os olhos, sem o deixar terminar.

— O quê? Mil dólares só para eu dar uma volta? — Perguntei quase ofendida, em uma exclamação exagerada, deixando meu queixo cair.

O vendedor me encarou com os olhos afiados e Bella riu alto não se incomodando. Eu respirei fundo e voltei a encarar o carro. O interior era bem maior do que eu podia imaginar ao só ver. O cheiro de carro novo era agradável, os bancos eram de couro fino, e se inclinava perfeitamente bem para o meu tamanho.

— Olhe... — Chamou Bella, ficando na porta aberta do carro. — O cambio automático não é muito diferente. E se você quiser podemos procurar outros, mas esse... — Ela começou a aconselhar de maneira suave. — É realmente econômico.

Fiquei pensando na trabalheira que daria ir à outra concessionária. Eu ficaria exausta.

— Tudo bem, eu fico com esse. — Disse rendida, mas também alegre pela primeira vez.

Bella sorriu mostrando seus dentes alvos, e de certa forma também parecia feliz pela escolha.

Ficamos quase uma hora depois assinando papeis e felizmente minha carteira de motorista seria aceita ali. Odiaria ter que fazer outra autoescola.

Dimitri aprovou o carro, e não foi só ele, mas todos os bruxos. Já eu não entendia nada sobre os seis cilindros dispostos em duas bancadas de três cilindros, macha automática ou qualquer coisa que eles falavam que o carro tinha. Apenas torceria para aprender a dirigi-lo a mais de trinta por hora. Como estava fazendo.

Bella parecia realmente apresada quando marcou uma reunião com o reitor de Whitmore assim que pousamos, consequentemente pela escolha do carro não ter demorado, pudemos ir à reunião sem problemas. Os bruxos ficaram incumbidos de achar um hotel ou provavelmente pensão que nos abrigaria na noite.

A universidade, com grandes colunas cinzentas, prédios altos e quadrados, e altas torres, casas de irmandade e jardins bem cuidados era uma pequena cidade universitária isso sim. E vazia.

— Você vai ter pelo menos tempo de fazer cursos preparatórios. — Disse a loira olhando para os panfletos na parede ao lado do sofá na sala de espera que eu estava. — Parece que tem alguns viáveis, com alguns professores ou mesmo médicos vinculados á faculdade.

— Jura? — Perguntei interessada ficando de pé, atrás de minha irmã, também lendo o que ela lia.

Os cursos preparatórios estavam infelizmente com as cotas de alunos em excesso. Disse a secretária de cabelos castanhos, e já de idade, levantando os olhos do seu computador para nos informar aquilo, e que o reitor Willians nos receberia.

— Agradeço muito por nos receber de última hora. — Agradeceu Bella por min apertando a mão do homem de porte forte, com poucos cabelos na careca, e óculos de aro marrom encobrindo um pouco suas bochechas rosadas. E seus olhos azuis.

Assim que entramos no escritório enorme, cheios de troféus pelas prateleiras, e livros.

— Não se preocupe senhora Mikaelson, eu estou aqui exatamente para receber novos alunos. — Disse o senhor com uma voz grave e gentil.

— Essa é minha irmã, Isís Heatley. — Me apresentou Bella com um sorriso quando eu estava tímida atrás dela.

Porque eu não conseguia soar tão polida e educada quanto à loira? Perguntei-me apertando a mão do homem, torcendo para não esta soada. Já a dele era fofa e macia.

— Muito prazer. — Disse educada, tentando soar confiante.

— Seja bem vinda a Whitmore. — Disse ele alegre como um “bom” reitor, eu sinceramente sentia que estava perdendo algo. — Por favor, sentem-se. — Ele fez um gesto com a mão apontando para as poltronas em frente a sua mesa. Sentamo-nos, com eu segurando com força aquela pasta de documentos e a carta de aceitação da faculdade. — O senhor Headley acabou de me ligar. — Anunciou o reitor afrouxando a gravata cinza. — Ficamos felizes pela doação para a nova ala de pesquisas. — Ele me encarou. — Em seu nome. — Sorriu quase deliciado.

O que? Pensei em perguntar, mas a loira já falava.

— Meu pai é extremamente generoso. — Bella já falava polidamente suave, e diplomática, cruzando sua perna enquanto ficava na ponta da poltrona. — Mas falemos agora sobre as acomodações da minha irmã. — Pediu ela mudando de assunto tão rápido que eu jurei que seria ela que começaria a fazer faculdade dali a alguns meses.

Não fiquei incomodada, de maneira nenhuma, na verdade fiquei aliviada de sentir que alguém cuidava de min.

Achei que o reitor ficaria de alguma forma ofendido, pela mudança de assunto, mas ele apenas se inclinou sobre a mesa, começando a falar sobre os dormitórios disponíveis. Ele fez algumas perguntas para min, e eu respondi a todas com calma.

— Esses são os dormitórios em conjunto. — O reitor virou a tela do seu computador em cima da grande mesa para nos vemos o quarto. Duas camas, uma pequena janela, um banheiro, o que eu já esperava. — É feminino e ela teria que dividir o quarto com outra aluna.

— Hunnn... — Bella mordeu os lábios. — E quanto à mansão Whitmore? — Perguntou minha irmã, e eu não fazia ideia do que ela estava falando. O reitor, porém sorriu de forma quase maliciosa. — Eu vir os panfletos no quadro na sala de espera. — Explicou á loira. — Estão alugando os quartos para estudantes não é? — Minha irmã balançou as sobrancelhas.

— Oh sim. — Garantiu o homem cruzando as mãos em cima da mesa. — Ela foi herdada por uma prima distante do último Whitmore. E ela vendeu a mansão para a faculdade que decidiu a deixar intacta, mas alugar os quartos.

— Como assim intacta? — Eu perguntei sem me conter.

— Se a senhorita morasse lá, não poderia fazer mudanças de moveis, e etc. — Ele explicou pausadamente. — A mansão é um legado, todas as peças estão catalogadas...

— Como um museu? — Perguntei novamente curiosa, o interrompendo afoita.

— Bem... — Ele hesitou e balançou a mão. — Parecido. — Ele se voltou para o computador e digitou algumas coisas.

Logo a imagem da mansão Whitmore apareceu. Bem colonial como as casas que vir pela cidade. Mas tinha um jardim grande que parecia esta perto de uma das torres memoriais principais. Ceús, eu precisava muito fazer um tour por tudo.

Ele mudou de foto, e logo um quarto branco e azul completamente diferente de um dormitório apareceu. Uma cama grande com babados irlandeses nas grades altas, uma panorâmica tridimensional que acabava em uma varanda no quarto mesmo. O banheiro antigo e bem delicado possuía até uma banheira. Todos os móveis eram claros e bonitos.

— Quantos alunos já alugaram os quartos? — Bella perguntou inclinada, assim como eu, para observar melhor as fotos.

— Bem, nenhum. — Respondeu o reitor quase dando de ombros. — Resolvemos fazer isso no final do ano mesmo, não faz nem uma semana que estamos anunciando.

— Entendo... Mas possui um orçamento? — Perguntei hesitante, recebendo um olhar de advertência de Bella.

— Sua matricula já esta fechada para o começo do ano letivo que vem. — Avisou o reitor confuso por eu não saber daquilo. — Seu pai já embolsou mais da metade do valor... Se gostar da mansão Whitmore, eu só acrescentaria o valor do quarto para seu pai.

Segurei minha boca para não abri-la. Alexei havia dito que tinha cuidado de tudo para eu conseguir estudar sem problemas. Mas pagar mais da metade de provavelmente seis anos letivos, junto a uma doação em meu nome? Aquilo era muito ostensivo!

— Eu tenho uma proposta a fazer. — Começou Bella, chamando novamente atenção do homem, que pediu com um aceno para ela continuar. — Eu gostaria de alugar a mansão por uma semana se fosse possível, obviamente esta vazia não é? — Perguntou ela, e ele assentiu sem perder o sorriso. — Eu estou na cidade a negócios. — Eu quase perguntei a ela que negócios, se não tivesse me tocada que ela mentia perfeitamente bem. — Com alguns primos. — Continuou ela sem nem hesitar. — Precisamos de um lugar para ficar, e Isís pode se decidir depois. Se ela gostar do quarto, pagarei um ano adiantado o aluguel. — Ofereceu ela descruzando as pernas para levantar.

— Vou pedir a Julia para lhe fazer o recibo. — Consentiu o reitor sorridente, se levantando para apertar a mão da loira que assentia com a cabeça de modo positivo. — E para tirar copias dos documentos necessários da sua irmã. — Disse ele me encarando. — Esta interessada em cursos preparatórios?

— Sim, se for possível... — Comecei a falar quando ele abriu a porta cavalheirescamente para passamos primeiro. — Mas os de medicina parecem lotados.

— Tenho certeza que a Doutora Josette Laughlin não se importará em me fazer um favor. — Garantiu ele sorrindo para si mesmo, indo em direção a um novo casal de pais com um jovem pequeno demais no meio.

Preparei-me para perguntar quem era Doutora Josette Laughlin, mas parei quando Bella me chamou com a mão. Eu deixei a pasta preta com a secretária do reitor, e depois me aproximei da loira que estava no celular.

— Sim foi o que pensei Dimitri, mas não vamos ficar em Mystic Falls. — Garantia Bella se afastando da mesa. — Achei uma solução adequada, nos encontre na frente da reitoria. — Ela desligou antes dele responder.

— Não tem hotel por aqui não é? — Perguntei sabendo para quem ela tinha alugado toda a mansão Whitmore.

— Precisamos de privacidade. E os hotéis não possuem tanto quartos. — Bella deu de ombros, cansada, e nos sentamos agora com a secretária que imprimia papéis e mais papéis para eu assinar.

A secretária deixou claro que logo ligaria para informar sobre os cursos preparatórios.

Despedimo-nos do reitor Willians meia hora depois que ele saiu da sala novamente indo escoltar o casal com o garoto para um tour pela faculdade. Bella garantiu que eu poderia o fazê-lo no dia seguinte, e mesmo cansada pensei em retrucar.

Quando a senhora Mikaelson (e era estranho ver as pessoas a chamando assim) pegou as chaves da locação, depois de assinar também alguns papeis. Saímos da reitoria. Os bruxos já nos esperavam, com expressões blasé.

A mansão Whitmore não era longe do campus principal, e era bem grande, possuía três andares, com janelas arredondadas coloniais. Duas salas de estar, uma enorme de jantar, e deveria haver com toda certeza um salão para festa. Pensei que seria um exagero morar ali, mas logo deveria haver mais alunos alugando os quartos. Se eu estava apavorada? Sim, claro. Porém de um jeito bom. Como a sensação de pura adrenalina de subir em um carrinho de roda gigante, mas enquanto minha irmã estivesse ali, eu não me sentia perdida.

O cheiro de pinho exalava por toda a parte quando entramos. E quero dizer que todos entraram. Cerca de onze bruxos, e eu e minha irmã.

— Vou pedir pizza! — Gritou um, jogando as malas na sala indo em direção ao telefone.

Alguns opinarão o sabor, e outros rondaram o primeiro andar abrindo janelas, retirando os lençóis brancos em cima dos moveis, e trazendo malas para o loob.

— Escolha seu quarto primeiro, para depois vemos os nossos. — Pediu Bella se jogando no sofá, como a maioria dos homens, de modo exausto, colocando suas mãos em cima dos olhos, e suspirando fundo.

Apertei minha mala pesada na mão. E me direcionei para a escada grande de madeira depois de ver Jeofrey empurrar as pernas de Bella do assento aos pés da loira que apenas as levantou para ele sentar, e ficou com os pés no colo dele folgadamente. Ele também fechou os olhos não incomodado.

Era estranho ver Bella tão confortável com todos aqueles bruxos, mesmo da família. Pensei subindo para o segundo andar, e não parei até chegar ao terceiro. Havia tapeçarias nas paredes, quadros de pessoas reais, com dedicatórias em placas douradas embaixo. Todos com sobrenome Whitmore.

Os quartos também tinham plaquinhas em cima da porta. 5A 5B. Eu parei na frente do 6A. Talvez por ser o último do corredor e me lembrar do meu próprio quarto em Innsmouth. Eu não sabia, mas parei nele, o abrindo sem pensar que a porta poderia esta fechada.

O quarto poderia ser quase o mesmo que a foto que o reitor mostrou, mas era lilás claro com branco. E apesar de ter lençóis brancos em cima dos móveis como toda a casa, eu sabia que aquele seria o meu quarto. Joguei a mala ao pé da cama, e fui abrir as portas duplas da varanda. Havia uma cadeira reclinável no espaço curto, e uma mesinha. Eu podia me ver estudando ali.

Sentir um sorriso brotar nos meus lábios e meu coração inchou em felicidades.

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Anabella

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Eu sentia um peso tão grande sobre meu corpo, que pensei em dormi ali se não fosse pelo barulho das conversas dos homens. Acomodei-me mais na almofada em cima do colo de Dimitri, com os pés no colo de Jeofrey, e me virei ficando deitada de lado. Esforçando-me para deixar meus olhos abertos.

—... E depois encontramos duas lobas. — Dizia maliciosamente Bryan que estava sentado desleixadamente no sofá a minha frente.

— Só acho que seria melhor não... — Falava exausto Quincy para seu irmão Axl, sentados no chão a minha esquerda.

— As pizzas estão demorando. Acho que vou ver se tem alguma coisa na cozinha. — Falei para ninguém especificamente.

— Eu já fui à dispensa, ela esta vazia. — Avisou Alvin pesaroso mastigando chiclete.

Soltei um muxoxo exagerado, sentindo meu estomago se contrair em fome. A comida do avião parecia ter sido há muito tempo atrás.

— Anabella. — Chamou Bruce com seus olhos claros intensos me fazendo girar meu pescoço dolorosamente para encará-lo. — Sua irmã parece ter já escolhido o quarto, podemos?

— Sim claro. — Consentir rapidamente.

E não surpreendentemente o único que tinha saído da sala para ir procurar um quarto foi Bruce. Com seu jeito sombrio e distante, ele fazia-me sentir algo estranho por ele, já que era o único que não parecia se enturmar com os demais, enquanto os homens brincavam, soltavam piadas, entravam em brigas em si. Ele falava o mínimo possível, isso quando falávamos com ele. E quando ele tinha uma opinião contraria a todas.

— Que sorte você ter ido à faculdade ainda hoje. — Disse Dimitri me fazendo sair dos meus pensamentos sobre Bruce. Voltei a ficar de barriga para cima, encarando o bruxo negro que tinha o seu chapéu cobrindo o rosto. — Se não, íamos ficar rodando a cidade em buscar de um lugar pra ficar.

— Ou iriamos ter que ficar mesmo em Mystic Falls. — Disse Axl, e percebi que todos prestavam atenção na conversa.

Sentados nos sofás, poltronas, e no chão, parecíamos uma irmandade.

— Quem disse que foi sorte? — Rebati enrolando uma mexa do meu cabelo em um dedo. Dimitri e Jeofrey pareciam ter entendido. Eu me vir indo até o reitor, com Isís, e encarando o quadro de avisos. Não entraria em detalhes com os demais, porque eu estava exausta de usar aquele tipo de magia que me sugava. — Sobre Mystic Falls, o que vocês sabem que possa nos ajudar e encontrar logo Quetsya e Silas? — Perguntei mudando de assunto.

— Sabemos que os corpos estão lá. — Garantiu Jeofrey desviando os olhos da tela do seu celular. — E que a última vez que alguém teve noticias deles, foi um bruxo da Carolina, amigo de uns Viajantes, ele soube pelos mesmos, que Silas estava atrás da sua Duplicata.

— Uma Duplicata é uma sombra...

— Eu sei o que é uma Duplicata. — Interrompi Quincy me sentando rapidamente, sentindo a informação importante começar a rondar pelo meu cérebro. — Alguém sabe como é essa Duplicata?

Todos se encararam.

— Acho que seu tio Bones tem algum arquivo sobre isso. — Resmungou Dimitri incerto. — Esta achando...

— Que Silas achou sua Duplicata e que as coisas não acabaram muito bem para Silas. — Concluir confiante.

Todos os coven's deveriam saber que Silas estava morto, e Quetsya, assim como todos os Viajantes.

Fora essas mortes que antes de eu me casar com Elijah, fizeram as bruxas temerem seu próprio destino. Se você fosse bruxa e morresse, a maioria pelo menos com assuntos inacabados iria para Outro Lado. O purgatório sobrenatural.

Mas, com o véu inexistente, cabia por meio do casamento com um Mikaelson, vinculado a Esther (seu corpo original) nos garantir uma pequena brecha para nos enraizamos “ancestralmente” falando em New Orleans.

Com o corpo de Silas e Quetsya, enraizados, magicamente aos nossos ancestrais, teríamos um poder enorme que garantira uma ligação eterna com NOLA. Meu casamento não seria a única coisa que nos ligaria aquela terra, e eu estaria feliz de tirar aquele peso dos meus ombros.

— Esta pensando em ir atrás da Duplicata para saber sobre Silas? — Perguntou Jeofrey meio surpreso por minha inteligência fria.

— Como plano B, sim. — Dei de ombros, cruzando minhas mãos em cima da barriga, quando relaxei minha coluna na almofada nas costas.

— O plano B parece mais promissor então. — Disse Bruce nos fazendo voltar para o batente que dava para o corredor e as escadas do segundo andar. — Porque o primeiro parece péssimo. — Ele falou, cruzando os braços, sem encarar especificamente ninguém.

— Eu aprendi com Josias a arte de rastrear. — Rebateu Jeofrey rangendo os dentes, fazendo o clima ficar pesado. — Tenho certeza que quando entramos em Mystic Falls, meu feitiço rastreador funcionará. — Garantiu o bruxo ao meu lado direito, altivo.

Entendi segundos depois que o que Bruce tinha falado soou como uma ofensa a competência de Joff, já que ele era oficialmente nosso rastreador. Bruce revirou os olhos em tédio.

— Claro que pode dar certo Jeofrey! — Exclamei alto, colocando um braço na frente do seu peito. Lá estava o bruxo que eu conhecia, se mostrando nervosinho ao extremo. Quando se prontificou a ficar de pé, para encarar Bruce. — Apenas deveríamos fazer um plano B, só isso. — Garantir séria, cansada de tanta testosterona.

A campainha tocou alto.

— A pizza! — Gritaram uns três bruxos ao mesmo tempo, indo em direção à porta, felizmente acabando com a tensão quase palpável entre os homens, que deviam escolher lados se viesse a acontecer uma briga.

A maioria foi para a sala de jantar, fazendo um barulho infernal de talheres. Dimitri apenas ficou na sala comigo, e sussurrou no meu ouvido.

— Acho que seu plano B dará mais certo do que o de Jeofrey, sem ofensas as habilidades dele... — Disse o bruxo negro parando para eu o encará-lo para ouvi-lo atentamente. — Mas o próprio feitiço localizador dele não deu muito certo, quando apontou apenas para Mystic Falls, como quase todos os feitiços localizadores.

— Acha que vai ser difícil encontrar os corpos de Silas e Quetsya? — Perguntei realmente nervosa com a possibilidade de demora.

— Provavelmente. Eles são apenas ossos com magia ainda. — Deu ênfase a última palavra me fazendo entender.

— Por serem ossos não consagrados. — Deduzi o óbvio. — Mas há magia na cidade não é? Tão antiga quanto à magia dos dois?

— Sim. —Deu de ombros. — Por isso quando fomos lá mais tarde, acho que os feitiços localizadores vão enlouquecer como uma bússola quebrada. — Profetizou Dimitri ficando em pé, indo em direção à sala de jantar onde as pizzas estavam sendo colocadas em cima da mesa enorme de doze cadeiras.

Também me pus de pé, para me sentar em uma cadeira e pegar uma das fatias cheia de queijo entre meus dedos e morder o maior pedaço que podia. Não fazia mesmo cerimonias quando estava faminta, e eles tão poucos.

Isís desceu minutos depois, como se o cheiro que inundou o primeiro andar, a tivesse chamado.

— A Duplicata de Silas... — Comecei a perguntar alto, não encarando ninguém, quando sentir uma sensação de puro extinto pinicar meu corpo todo. — É um vampiro não é? — Olhei para cada rosto surpreso ali, não parando no de Isís que não sabia do que estávamos falando.

— Segundos os arquivos, sim. — Disse Dimitri surpreso. — Como sabe?

Dei de ombros, voltando a comer, aceitando uma latinha de refrigerante do engradado que era passado de mão em mão.

Mas a verdade, pensei, era que parecia óbvio porque, apenas uma Duplicata vampira continuaria viva, quando Silas estava morto.

Fiquei de pé, lambendo meus dedos engordurados da fatia de pizza que já havia comido, tomando um gole da Coca-Cola gelada, olhando além da janela da sala para o céu alaranjado e segurei um bocejar, e admitir que o plano B, teria que ser colocado em ação de certa forma.

Só esperava, e tinha fé ainda, que tudo fosse resolvido ali mesmo. Porque se não, depois de meses procurando Quetsya e Silas, ter que procurar uma Duplicata pelo mundo, seria enfadonho.

Sentei-me do lado do meu amigo.

— Dimi. — Chamei o bruxo em um sussurro, que levantou os olhos da sua fatia de pizza, devia ser o segundo. — Podia ver se consegue algo sobre a Duplicata? Ou possivelmente tudo?

Ele simplesmente assentiu com a cabeça. E sabia que ele faria suas ligações assim que terminássemos de comer. Eu, todavia só queria tomar um banho, ligar para Elijah, contar a onde eu estava, e apenas aceitar que aquela missão não acabaria no dia seguinte. Talvez em três? Bem, eu podia sonhar.

Sorrir para Isís que me encarava seriamente, como se soubesse que eu estava preocupada.

Notas finais
Beijos e até logo!