Notas iniciais
Eu quero agradecer a Alex Mikaelson, pela recomendação da fic, e por essa PNG linda que ela me mandou *-* Sério Alex, você está no meu coração! Tem um aviso lá embaixo! Por favor leiam para opinar ;) Boa leitura xD

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— Então ela te salvou de uma casa cheia de bruxas loucas, e foi embora? Tipo desapareceu? — Perguntei com alguma sofreguidão, segurando o celular no meu ouvido, enquanto enfrentava a massa de pessoas vindo de um lado para o outro, no aeroporto, e tentava segurar minha mala com só uma mão ao mesmo tempo que tentava ficar atenta a conversa.

Sim, ela disse que era Freya e sumiu no escuro. — A nova voz feminina, de Rebekah, era um tanto singela e rouca. Nada comparada a feminilidade doce da Rebekah Original. — Por favor cunhadinha, me diga que pode reverter o meu novo estado. — Pediu ela, com uma voz um pouco desesperada.

— Tentarei encontrar alguma coisa quando chegar aí. — Suspirei fundo subindo a escada rolante. — Porém, até lá deixei, uma mensagem com meu pessoal, eles tentaram encontrar um feitiço....

Por favor não me diga que enformou sua Convenção sobre o estado delicado da minha irmã? — Indagou a voz de Niklaus de forma abrupta e seca.

— Claro que sim! — Exclamei rapidamente sarcástica ao extremo, revirando os olhos, mesmo sabendo que eles não veriam. — Porque eu sou burra e descuidada... Tá maluco Niklaus? Eu sei como fechar minha boca.

— Não ligue para o Nik, voltando a Freya... — Continuou Rebekah do outro lado da linha.

Isso se foi ela. — Interrompeu agora Elijah inteligentemente. — Poderia ser alguém que sabe demais. — Pontuou sabiamente.

Aquela ligação conjunta era deveras perturbadoramente fascinante a ponto de eu esbarrar em homem que vinha do caminho ao contrário o do meu. Por um segundo sentir vontade de xingar o infeliz, mas me contive.

... Sim, mas ela parecia muito familiar. — Retrucou a nova voz de Rebekah.

Mas, como assim ela está viva? — Niklaus perguntou, e ele mesmo respondeu depois de grunhir como um animal impaciente. — Esqueçam! A pergunta é tão ridícula, quanto a resposta, dado o irritante hábito dessa família de escapar da morte!

— Calma lá Nik! Até parece que está triste com tal fato. — Zombei sem querer perder a chance.

Eu não sei gente, eu contei o que ela disse. — Disse Rebekah parecendo impaciente.

E você nem pensou em fazer a única pergunta que realmente importa? Se também nossa tia Dahlia esteja viva? Porque essa minha querida irmã, é a pergunta que você deveria ter feito! — A voz de Niklaus agora já era alta, como se ele estivesse perdendo a paciência, ou deixando seu humor frágil ser contorcido em ira. Ele parecia mal respirar ou dar chance para Rebekah responder. — Porque seria bom saber se a mulher que amaldiçoou a família, ainda se encontra respirando!

— Deixa eu voltar no tempo e fazer do seu jeito então! — Gritou Rebekah agora, como se não conseguisse mais ser colocada na parede.

Eu quase sentir vontade de desligar meu celular, e fingir que a ligação tinha caído, ouvir uma briga logo cedo, não era meu começo de dia favorito. Felizmente Elijah se impões.

Já chega, vocês dois! — Mandou com sua voz mais autoritária possível. — Se ela é realmente nossa irmã perdida, Freya, nos vamos descobrir. — Elijah tomou o controle, e eu fiquei feliz por aquilo. Era bom ter alguém com as mãos na direção dos planos necessários, ou mesmo das conversas delicadas. — Mas por enquanto ainda é de extrema importância ninguém, principalmente Finn, saber da existência de Hope.

Ah sim, isso até o novo marido da Hayley abrir a boca. — Retrucou Klaus, com uma voz sádica que me deu arrepios. — Talvez eu deva tomar medidas preventivas e arrancar a cabeça dele. — Sua voz era divertida agora, o que me fez fazer uma careta.

Vendo finalmente meu portão, apertei com força meu passaporte e fique a espera da chamada oficial do voo.

Hayley vai se casar? — Perguntou Rebekah em puro choque, como um grito nada agradável. — Que inferno mais eu perdi?

— Eu adoraria responder essa pergunta querida. — Disse agora eu apresada. — Mas preciso pegar um avião. Elijah chegarei aí de tarde, Klaus, por favor, tente descobrir mais sobre o feitiço de troca de corpos com Kol, eu posso saber a base para colocar uma alma em um hospedeiro, mas, não sei se isso se estende no processo reverso.

Kol, aquele malandro, você tinha mesmo que lembrar dele? — Perguntou Rebekah acidamente.

Balancei a cabeça negativamente, como se não aguentasse ficar parada com tantas peculiaridades que gerenciavam aquela família. Acabei desligando o celular, sem me despedi, e fui em frente.

Sentada no acento confortável, olhando a janela e vendo a vastidão do céu á cima das nuvens, quase uma hora depois, eu me vir repassando a conversa com Isís antes de me despedi.

— Amiga dele? — A pergunta chocada na sua voz não era exatamente o que eu precisava, ou esperava, ouvir.

— Kai é o líder dos Gemini, eu confirmei a informação. — Me sentei na sua cama, com as mãos no colo a encarando firmemente, e pacientemente. Ela tinha o cabelo castanho preso no alto em um coque desleixado, e a luz da manhã que entrava, os pequenos filetes de sol que sobrepunha da janela aberta, fazia as pontas do seu cabelo serem tingidos de um castanho arruivado. — Podemos precisar de uma aliança entre esse coven mais tarde...

— Ou mais precisamente, requerer que a aliança não cumprida a anos atrás, seja feita. — Concluiu Isís aprendendo rápido como era a vida, longe de Salém, ou mesmo como sua própria família trabalhava. Assentir com a cabeça, não a corrigindo. — Anabella, não é que eu não goste dele. — Ela disse por fim, cabisbaixa, e meio envergonhada. — E ele até é tolerável... Mas...

— Você tem medo dele. — Concluir por ela, enquanto segurava sua mão no seu colo. — Eu entendo Isís. — Sorrir minimamente, um sorriso que eu sabia que não chegava aos meus olhos. — Mas, não o julgue tão rápido, os bruxos vão embora, todos, em breve, e você ficará sozinha em Whitmore... — Seus grandes olhos amendoados mal ousavam piscar. — Pedi a Kai que ficasse de olho em você, como gesto de boa fé dele. Os vampiros que ajudamos hoje, podem ser um problema futuro, principalmente se a virem de novo e ousarem pedi algum favor. — A avisei seria. — Não se deixe enganar, bruxas são apenas um meio, para fins desagradáveis, á vampiros.

— Você é casada com um vampiro. — Lembrou relaxando um pouco no estrado em suas costas. Sua curiosidade não me passou despercebida.

— Sim, eu sou, e estou casada há quase dois meses. — Pensei comigo mesmo, apenas dois meses? Tem certeza Anabella? Ah sim, eu tinha. — Podendo perceber que nem todos os vampiros, lobisomens, ou bruxos agem da mesma forma. O que quero dizer... — Mudei de posição para a encarar fixamente, como se eu fosse uma professora, precisando que ela entendesse a lição. — É que você estará em breve sem apoio aqui, o que soa ótimo em sua cabeça provavelmente... Liberdade! Liberdade e mais liberdade! — Apertei os lábios, esperando que minhas palavras fixassem na mente da jovem. — Mas, se precisar de ajuda, precisará ter alguém perto. Tudo que peço, é que enquanto nenhuma aliança oficial com os Gemini, ou mais precisamente, Kai Parker, aconteça, aceite que ele possa ser seu amigo.

— E o que Kai vai ganhar com isso? Por enquanto que nenhuma aliança oficial é selada? — Lembrou ela ao questionar, parecendo bem ler entre linhas que eu estava tentando explicar da melhor maneira suave que poderia.

— Sua ajuda. — Respondi por fim, depois de um longo momento de silêncio. — Encare que não é algo realmente difícil, se você se tornar verdadeiramente amiga dele.

Isís tinha a boca minimamente aberta.

— Você quer que eu seja uma embaixadora, como você, com um bruxo como Malachai? — Isís já parecia a beira de um colapso nervoso de angustia

Por isso soei cansada, quando a respondi. Porque mesmo amando ela, eu queria que ela fosse mais audaciosa. E precisava ser um pouco seca se quisesse resultados.

— Sim. E você será. — Foi tudo que disse quando terminei aquele assunto, não deixando ela retrucar mais.

Quando me despedi de Isís, tentei muito não ver um ressentimento mínimo nos seus olhos, mas vi, e não tive forças para lutar contra ele. Eu não sabia porque queria uma aliança futura com os Gemini, aliança que eu colocaria em pauta futuramente com o concelho, mas sabia que Isís seria um ponto crucial naquela trama. Só torcia que ela não se sentisse usada.

De modo deliberadamente lento, eu retirei meu celular do bolso interno da minha jaqueta, junto como fone de ouvido. Coloquei em músicas aleatórias e relaxei no banco esperando dormi um pouco. A playlist embalou meus pensamentos caóticos por um longo momento, até que entrei na inconsciência.

[...]

[...]

[...]

O táxi sacolejava e bamboleava na estrada de terra batida, eu estava ainda um pouco grogue de ter dormido um pouco ali no banco de trás também, mas me sentir coberta de adrenalina quando vir a casa grande no meio da fazenda. Não deixei o taxista falar nada a jornada toda, e agora estava muito consciente de todos os barulhos a nos aproximar. Os grilos, os pássaros, o vento uivando por entre as árvores. O sol ainda era alto, mesmo estando no final da tarde, e a casa parecia um perfeito cenário de algum filme modesto e rústico.

O que me deixou um pouco preocupada, foi não sentir nenhuma barreira quando eu sair do carro amarelo, dando o dinheiro propício para o senhor que agradeceu e voltou pelo caminho que viera, depois de fazer balisse.

Eu deixei minha mala na varanda, e retirei minha jaqueta jogando em cima da mala, querendo sentir o sol tocar meus ombros nus enquanto podia, toquei a porta com a ponta dos meus dedos, eu não sentir nenhuma vida dentro da casa. Aquilo me deixou confusa, mas totalmente ciente do que deveria ser feito. Não entrar em pânico!

Com passos vagarosos dei a volta na casa, e vir o barracão que parecia uma cabana antiga ou provavelmente um celeiro. O som de Jazz suave e antigo acalmou meu coração. Com um feitiço simples eu parei de fazer barulho á medida que me aproximava.

A primeira coisa que vi, mesmo longe, foi Elijah, por que era impossível não o ver, de camisa branca e calça social arrumando o que parecia ser uma cerca ao redor da propriedade. Aquilo seria cômico se não fosse tão másculo!

Cheguei um pouco mais perto, quando ele martelava um prego, e forcei minha garganta. Ele virou tão rápido que eu nem vir o movimento. Seu alívio foi instantâneo quando seus olhos se fixaram nos meus.

Cruzei os braços divertida e sorrir minimante. Seus olhos pareciam roçar cada parte da minha pele como uma caricia. E, depois de um momento toda a pureza do seu olhar cedeu, e eu estremeci internamente, sentindo meus seios incharem quando tomei folego... Meus pensamentos se voltaram tão rapidamente para o sexo em si, que minha mente estava povoada, de repente, a imagens de braços e pernas enroscadas em uma cama cheia de travesseiros e aquele homem no meio, sem as roupas é claro.

— Porque está tão distraído? — Indaguei desviando meu olhar e qualquer assunto interno por hora, sentindo certa quentura nas minhas pernas, mesmo por baixo de todo o tecido do vestido curto leve e preto que usava. Sabia que não era o sol que fazia minha pele quente.

— Achei que você só retornaria de tarde... — Ele mesmo parou de falar quando olhou para o céu, e para seu relógio de pulso. — Oh.

— Oh, mesmo. — Fiquei do seu lado, e lhe dei um beijo casto no rosto, enquanto me virava, para pular, e içar meu corpo, podendo sentar na cerca seminova que ele mesmo fez. — Eu liguei pra você, de um orelhão, mas seu celular está desligado.

— Deve está descarregado... — Ele se virou em minha direção, como se fosse automático não ficar sem me encarar. — Porque ligou de um orelhão? — Genuinamente era uma pergunta curiosa.

— Porque meu celular também está descarregado. — Dei de ombros jogando meu pescoço para trás, enquanto fechava meus olhos por um momento apreciando o sol do Kansas. Ou mesmo o perfume agridoce de mato e girassóis. — Onde está Hope e Camille? — Perguntei sem o encarar, enquanto balançava minhas pernas no ar.

— Foram a feira perto daqui, comprar... — Ele engoliu em seco e eu tive que o encarar. Elijah estava de costas colocando o martelo dentro da caixa de ferramentas. — Algumas coisas. — Disse por fim levantando um pouco mais as mangas da sua camisa.

— Sabe, você parecia em outro mundo quando eu me aproximei... — Dei uma pausa para passar minha língua nos lábios ressecados. — Qual é o problema querido? Sabe que pode me contar qualquer coisa. — Incentivei notando como mesmo estando separados por dias, não parecíamos de fato separados como se eu sempre estivesse ali do seu lado, podendo ser completa, mesmo que sua tensão fosse óbvia.

— Eu... — Ele pareceu submerso em seus próprios pensamentos, suas mãos se fecharam em punhos, e eu sentir uma onda de perigo vindo, ou encoberta. Sua cabeça estava minimamente virada em minha direção, seu queixo encostado no ombro lhe davam um ar poderoso. — Aconteceu algo de manhã com Hope, eu estive tão perto da porta vermelha...

Vendo que obviamente ele não continuava, eu ergui uma mão, o chamando com os dedos.

— Venha cá. — Pedi suavemente sendo uma doce e amável esposa.

Nunca me sentir tão certa de deixar minhas obrigações com meu coven de lado, para estar do lado do meu marido, quanto naquele segundo, quando ele se aproximou como um animal em busca de aconchego. Instintivamente abrir minhas pernas, para o dar espaço íntimo, enquanto ele colocava sua cabeça no vão dos meus seios, me abraçando pela cintura. Seu suspirar pesado me deu calafrios. Parecia que não respirava fazia tempo.

O abracei pelos ombros, e deixei meu nariz afundar em seus cabelos macios e cheirosos. O jazz ainda tocava baixinho no rádio de pilha em cima do tronco.

Meus olhos estudavam com precisão seu pescoço, seus tendões estavam rijos. Meu braço direito envolveu metade do seu pescoço, e meus dedos massagearam o local. Tão próximo eu podia sentir seu cheiro inconfundível, o amadeirado da sua loção pós barba, o adocicado do seu shampoo, e o novo do seu suor. Seu gemido de puro prazer, por aquele simples contato me fez fechar os olhos e apreciar o momento.

— Odeio me sentir assim. — Murmurou ele como um segredo. Entendi logo que ele não falava daquele momento, mas antes de eu chegar. — Raivoso, insano... Sedento.

Não entendi muito rápido o porquê dele ter abaixo tanto a voz na última palavra. Então como uma epifania entendi.

— Oh, você está com sede. — Falei gentilmente, ainda tocando delicadamente seu cabelo, afastei minhas costas olhando para baixo, seu rosto sério não deixava duvida que ele tinha ideia do que eu estava prestes a propor. — Sério que vai sempre brigar comigo quando eu quero oferecer meu sangue? — Perguntei um pouco brava. Seus olhos ficaram apertados em um aviso. — Até parece que eu não sou seu prato favorito. — Dirigir um olhar, com a sobrancelha levantada, para minha coxa direita, e ele também. Pareceu surpreso, mas não culpado, de ter levantado meu vestido um pouco mais, para sentir minha pele ali. Seu dedão massageava quase minha coxa interna de maneira tão adorável, que era difícil se concentrar. — Meu sangue é mais forte, mas tenso e...

— E mais viciante. — Retrucou ele sério, fazendo eu abaixar minhas mãos de seus ombros, e ele se afastar um pouco para nos olharmos melhor. — Eu terei que curá-la depois também... E você lembra o que aconteceu da última vez. — Disse por fim evitando me encarar.

— Oh sim, a última vez. — Fiz uma careta dolorosa, enquanto sentia a lembrança da “última vez”. Havíamos compartilhados sangue durante o ato sexual, foi algo sublime, puro êxtase. Um dia depois acordei gritando por um pesadelo vindo do subconsciente do vampiro, nunca me sentir tão apavorada em toda minha vida. — Escuta, não foi nada agradável, mas você não precisa me curar okay? Eu sou uma bruxa, aprendi algumas coisas sobre cura durante esse mês. — Sorrir orgulhosamente tentando o incentivar, quando ofereci meu pulso.

Ele apenas enrolou sua mão ali, evitando que minha mão se aproximasse.

— Minha mente não está boa... — Ele balançou a cabeça, como se pudesse negar qualquer pensamento que dissesse o contrario de sua voz. — Mas, eu posso aguentar.

— Não quero você sofrendo por causa de uma coisa que aconteceu na nossa lua de mel, Elijah! — Exclamei brava o empurrando para poder descer e o encarar da melhor maneira possível. Ele ainda estava sério, não ia ceder, então mudei de tática, e suspirei fundo colocando meus braços ao redor da sua cintura.— Será que não podemos tentar novamente? — Pedi baixinho, sentindo seu calor corporal ondular pelo meu. Subir com a palma da minha mão direita por seu peitoral definido, e abrir alguns botões da sua camisa social, podendo sentir sua pele tão macia como a visão prometia. — Sabe, Camille e Hope ainda não voltaram... — Rocei meu nariz na sua clavícula, sentindo sua mão nas minhas costas e logo abaixo da cintura apertando a carne. — E você parece tão tenso... — Soltei um gritinho rouco, quando suas mãos desceram pelas minhas costas, e tão rápido quanto ele gostava de fazer, talvez por ser ele mesmo, me levantou fazendo minhas pernas se enrolarem ao redor da sua cintura.

— Você não vai me fazer alimentar-se de si. — Prometei em meio a gemido quando beijei seu pescoço e depois seus lábios.

Aquela fisgada mínima que eu geralmente sentia, quando ele me tocava, agora era intensa e dolorosa, percorria meu corpo como chamas elétricas. A sensação era indescritível. Beirava a insanidade.

O sol já não estava sobre nos, quando eu me afastei para poder respirar, mas estávamos no celeiro que ele próprio parecia saber aonde estava tudo. Minhas costas bateram quase violentamente em uma parede fina que tremeu. A dor não era nada em comparação com o calor de suas mãos nas minhas coxas.

O contrastes dos seus lábios eram tão quente, quanto macios e, no entanto, pereciam um rosto que poderia ter esculpido em pedra. Seu gosto, quando sua língua invadia minha boca de modo convidativo, era uma mistura quente de vinho e frescor. Era viciante, incendiário.

Minhas mãos agindo por conta própria, puxaram com força sua camisa, fazendo os botões voarem, segundo meus instintos, me afastei levantando as mãos logo após, fazendo ele próprio retirar meu vestido pela cabeça para me deixar apenas de lingerie preta , o vestido foi para o chão como um véu caindo lentamente.

Eu não tinha duvida de que não cairia quando ele começou a andar, ao mesmo tempo que mordiscava meu pescoço, pelo local. Arqueei as costas fechando meus olhos como se dissesse: Fique a vontade!

Meu coração disparava, e meus sentidos cantavam uma opera afinada e deslumbrantemente etérea. Eu era um frenesi de calor envolvida por Elijah. Cada toque era uma nota, um sentimento, um gemido.

Ele parou de tocar minha pele com sua boca, e eu quase chorei pela sua falta, porém ele apenas se agachou sem parar de me segurar com cuidado.

Algo vermelho pairou entre nos e quase pensei que fosse algum lençol.

Minhas pernas ardiam envolta da sua cintura, quando fui deitada em algo fofo, tive um momento para descobrir que era um cobertor de flanela em cima de feno. Estávamos dentro de uma baia. Como amantes refugiados.

Elijah não usava cinto, por isso quando abriu o botão de sua calça eu mal conseguia tirar os olhos de seu dorso nu. Ele nunca deixaria nada a desejar no quesito perfeição, e eu pouco me importava com meu próprio corpo desnudo quando podia o olhar, o sentir de todas as formas o que uma mulher poderia desejar.

— Peço desculpas se não for tão gentil. — Disse ele em um claro alerta pelas suas próprias necessidades me fazendo levantar um pé ao seu tórax enquanto seus dedos se enroscavam nas finas tiras da minha calcinha a puxando para baixo. Uma chama brilhava em seus olhos escuros, o peito poderoso e esculpido, a cintura estreita, ele era um deus que me faria o querer mais a cada toque.— Na primeira vez... — Sua voz cheia de luxuria me fez tremer, já seus dedos possessivos na minha carne, ao afastarem mais minhas pernas, fizeram-me fechar os olhos e deleitar-me mais quando sentir seu membro rijo e magnifico, na minha entrada já úmida.

Ele rosnou, um som baixo de apreciação que ressoou em meus pelos púbicos. Eu arquejei sentindo seu peso sobre min. Mesmo sem preliminares, precisei concentrai-me ao extremo para não cair nas ondas do orgasmos.

Eu queria mais, desejava que ele me preenchesse, senti-lo profundamente, então me apertei mais a ele, sentindo ele dentro de min, em uma estocada firme e potente.

Gemi alto sem me controlar pela súbita onda de prazer ao sentir sua pressão se mover, e aprofundar, como uma dança erótica nos ligando em uma íntima, se não a mais íntima, das conexões.

— Elijah... — Eu quase não pedia aquilo mas se continuasse naquela posição acabaria tão rápido quanto tinha começado.

O vampiro parou abruptamente, e beijou minha boca, puxando meu lábio inferior com seus dentes. Ele nos girou rapidamente, lendo perfeitamente meus desejos, que eu pensei por um segundo, se não tinha lido minha mente.

Trocamos de posição enquanto ele tocava meus seios ainda presos no sutiã, que foi logo retirado, enquanto eu remexia meu quadril tentando me acostumar com aquela inversão. Sentir uma leve e ínfima pontada de dor quando ele me preencheu por completo.

— Abra os olhos. — Pediu ele em meio a gruídos.

Fiz o que ele pediu enquanto sentia suas mãos, agora, na minha cintura, me ajudando a se mover como ele desejava. Lutei contra a compulsão de fechar os olhos e me entregar ás sensações calorosas do meu amago, ofegante enfrentei seu olhar sombrio, atento. Sua testa suada, as feições dolorosamente, e deliciosamente tensas.

Meu coração pulsava tão alto que eu podia ouvir.

Me deitei mais um pouco em cima dele, moldando seus lábios com os meus em um beijo carente e femininamente doce. Suas mãos passeando agora livremente abaixo da minha coluna me dava a sensação de pertencer a ele, ser sua em todos os sentidos possíveis. Então eu fiz, afastei meus cabelos do meu pescoço, e me rendi minimamente para trás.

Minha veia pulsava loucamente, era impossível ele resistir, e ele não resistiu felizmente.

A dor leve veio como uma agulha sendo aplicada, mas seus movimentos vagarosos quando novamente inverteu as posição, me colocando embaixo de si, segurando minha cabeça com uma mão, fazia tudo valer a pena. Seus lábios, sua língua sugavam meu sangue sem poder perder uma gota, como um bom apreciador de um doce exótico deveria fazer, sua língua tocava na minha pele enquanto seus dentes estavam a furando delicadamente, e seus quadris batiam nos meus com força, massageando meu interior com uma parte de si mesmo, aquilo era, bom, esplendidamente, bom. E bom, nem era a definição correta.

Arranhei sua carne musculosa das costas, quando me entreguei ao meu bel prazer a ponto de contrair meus dedos dos pés, ao sentir-me aliviada e tão mole quanto gelatina. Seu próprio gemido selvagem e cru poderia ser uma nota nova e louca de uma música apaixonante que eu poderia ouvir vezes seguidas sem nunca me cansar. Ele estava em êxtase ao se derramar dentro de min.

Por longos minutos ficamos apenas ouvindo nossas respirações fortes e descompassadas.

Seu rosto se afastou, e seu queixo tocou minha bochecha quando eu me virei tocando meu próprio pescoço com meus dedos, a textura de sua barba rala me deu arrepios enquanto meu coração se acalmava.

Com um olhar assustado, de repente, ele percebeu que o corte de seus dentes não fechava, e que minha dor já era perceptível e alta, ele fez um movimento para morder seu pulso, mas não permitir.

— Espere. — Pedi baixinho, enquanto sussurrava um novo feitiço de cura, a carne ardeu por um segundo, e depois repuxou me deixando em agonia. Depois não tinha nada se não um rastro vermelho na minha pele. Eu sorrir sem me controlar quando ele saiu de dentro de min, mas não de cima. Eu me sentia desejável, desejada e de todas as formas, deliciosa. — Eu... — Por outro segundo sentir as palavras ali, mas tão rápido quanto vieram se foram, apenas torci que ele não tivesse percebendo. — Preciso respirar. — Disse por fim tentando o empurrar minimamente.

Ele riu, e o som, junto com seu hálito gelado, arrepiou minha nuca. Ele se virou um pouco, mas não me soltou. Seus olhos estavam mais claros, fazendo uma combinação perfeita com sua nova postura relaxada.

— Deus! Não acredito que fiz amor com minha esposa em uma baia, em cima do feno! — Resmungou ele parecendo recobrar os sentidos, enquanto franzia as sobrancelhas não acreditando provavelmente o quanto deselegante havia sido. Eu sorrir, mas não segurei o riso. Ele levantou a sobrancelha. — O que foi? O que há de engraçado?

— Acho meio fofo... — Me levantei um pouco, fazendo meu cotovelo segurar meu tronco. — Você falar “fazer amor”. Sério, é meio .... — Rir de novo sem me controlar. — Antigo... — Perdi completamente a seriedade quando seus dedos tocaram meus seios ainda sensível. Engoli em seco voltando a deitar.

— Não há nada de fofo... — Falou sério em um sussurro sexy e erótico, fungando em meu colo. — No que fizemos.

— Oh, tem toda razão senhor.... — Pedi as palavras, ou completamente o rumo quando ele desceu um pouco os dedos em direção do meu ventre. Como se quisesse enfatizar que não era fofo em nada. — Mikaelson. — Gemi por um segundo, e agora foi ele que acabou rindo, ganhando.

— Tem certeza que está curada? — Perguntou mudando de assunto, e de faceta, quando segurou no meu queixo, para virar meu pescoço de lado.

— Estou, tenho certeza. — Assentir minimamente com a cabeça. — Você tomou bem pouco, está realmente saciado?

Ele afastou uma mexa do meu cabelo antes de responder. Sua mão permaneceu na lateral do meu corpo.

— Seu sangue está mais forte que da última vez, cada gota parece um energético. Acredite... — Seus olhos estavam fixados nos meus, enquanto seu dedão fazia círculos gostosos na minha bochecha. — Eu estou saciado.

Balancei a cabeça afirmativamente entendendo. Ficamos por lá mais um pouco, e quando nos levantávamos foi para voltar diretamente para a casa para nos banhamos.

Fizemos amor novamente no banheiro enquanto a água corria por nossos corpos, e eu sabia que nunca mais podia associar a palavra fofo com nada relacionado a Elijah.

— Camille já devia ter voltado. — Comentou Elijah, olhando por entre as persianas da janela, enquanto eu me trocava com uma roupa limpa.

— Ligue para ela. — Pedi retirando meu celular do carregador atrás da cômoda antiga que tinha no quarto. O seu também estava ali do lado, mas não ligava pela completa falta de energia.

Elijah sem contestar pegou meu celular, e rapidamente desbloqueou a tela, sabendo sem vergonha nenhuma a senha. Ele mesmo abriu meus contatos, e achou o número de Camille.

Enquanto tentava ignorar o fato dele está ainda sem camisa, eu me sentei na cama, colocando minhas botas.

— Não, é Elijah. — Disse o vampiro sério. — Meu celular está descarregado, e Anabella já está aqui... Entendo... — Ele me encarou por um segundo, e pareceu relaxar minimamente enquanto sorria, e eu sorria para ele. — Tudo bem, vou buscá-las. — Ele desligou rapidamente e eu fiquei de pé. — O pneu do carro de Cami furou na estrada. — Informou rápido.

— Tem um carro reserva na garagem não é? — Perguntei enquanto ele se afastava para colocar uma camisa limpa. Ele assentiu positivamente. — Porque eu não vou, enquanto você faz a janta? Sério, estou faminta! — Pedi com doçura, o fazendo rir.

Ele se virou abotoando sua camisa nova, tão branca quanto as outras, seus olhos eram divertidos.

— Sabe trocar pneu? — Perguntou tentando muito não soar zombador.

Cruzei os braços séria.

— Claro que sei! — Respondi de supetão. Eu havia sido criada com garotos a minha vida toda, sabia muitas coisas.

Ele riu divertido, enquanto eu fazia uma careta.

— Não deixaria que se sujeitasse...

— Então eu só pego elas, e volto. — Dei de ombros tomada por aquela ideia. — E você mais tarde aparece lá na sua super-velocidade e troca o pneu, e trás o carro. Nem vai sujar novamente sua roupa. — Gesticulei para sua camisa branca. — Ou não tão cedo.

— Hunn... — Ele realmente considerou a ideia por longos minutos. — Tudo bem, mas não demore. — Permitiu por fim demostrando confiança no meu plano.

Não falei nada, apenas sorrir, fiquei nas pontas dos pés e o beijei castamente, antes de sair.

Notas finais
Meus amores! Cá estamos no capítulo 31, passou tão rápido que eu mal percebi. Então, como o ápice da história ainda não ocorreu, eu decidir deixar a Isís de lado por hora, e fazer uma One ou até mesmo Short Fic com os capítulos que deveriam ser postados aqui! Mas, estou em dúvida sobre isso. Eu amo demais a Isís e uma hora ela teria que entrar com tudo na história, para a própria história ter um meio para um final decente. Então, quero saber o que vocês acham? Comentem! Nos vemos em breve ;)