You Set Me Free_ 2°Temporada

16 Bleeding through the crack of red door.


Notas iniciais
Oi oi pessoal! Sem que andei sumida essa semana, mas comecei um novo projeto de fic, e um novo trabalho. Enfim, saibam que eu curto mais postar na sexta ou no domingo. Mas como deixei vocês na mão semana passada, estou adiantando o capítulo que iria postar amanhã. :) Quero agradecer a Melany Mikaelson, por sempre me ajudar, quando eu a procuro, é de amigas assim que o mundo precisa xD Também quero agradecer aos que comentaram no último capítulo! Vocês são demais, sempre me incentivando a escrever. Valeu pessoal! Finalizando, quero alertar que Isís, sim nossa querida nova irmã, vai embora logo de NOLA, :') Se forem chorar, chorem de alegria, que seu par romântico ... Música para fazer drama! Esta na Virgínia! Isso mesmo, vou pegar um personagem de TVD, e trazê-lo mais para a frente para a história que eu bolei para acabamos essa temporada. Então esse personagem masculino, façam suas apostas, tem tudo a ver com um plano para salvar o Coven da Bella, acho que já falei muito ... então. Boa leitura!

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– Café? – Perguntou a garçonete corpulenta usando um uniforme vermelho, com linhas de expressões ao redor dos olhos que definiam um pouco sua idade.

– Ah… Não, obrigada. – Agradeceu a loira olhando o cardápio enquanto a garçonete servia Elijah, que deu um aceno sutil concordando que queria a bebida. – Um pouco de chá por favor, e torta de cereja.

A garçonete garantiu rápido atendimento e se retirou, fazendo Elijah olhar desconfiadamente para os lados. O lugarzinho não era muito acolhedor, de um lado havia uma estrada que passava poucos carros, e que raramente alguém parava e entrava na lanchonete. Estranho já que havia uma cidade pequena, mas mesmo assim uma cidade, a cerca de cinco quilômetros de distância. O vampiro já tinha apurado seus instintos em todos que ali estavam, tendo certeza que eram humanos antes de fazer sua esposa entrar.

Pensando sobre aquilo ele voltou a olhar para a loira sentada na sua frente que ainda olhava para o cardápio como se tentasse encontrar algo que tinha vontade de comer ou mesmo beber. Ela mordia os lábios sem se dar conta do ato, um gesto sensual que fazia ele se remexer no lugar.

A viagem feita em silêncio, durante algumas horas, enquanto ela ouvia música, foi apenas confortável. Como se ela soubesse que ele não queria conversar. Ela era daquele jeito ao extremo. Se moldava ao que ele precisava de tal forma que o desconcertava. Fazendo ele ainda acreditar que ela merecesse estar com alguém melhor.

Seu telefone tocou enquanto ele pensava na mulher da sua frente, fazendo ele retirar o aparelho com um rápido movimento de dentro do bolso interno do terno. Ele viu rápido o nome na tela, Hayley. Se perguntou intimamente o que ela poderia querer, já que fazia tanto tempo que a híbrida não ligava para ele. Também notou um homem sentado atrás do balcão da área principal olhar para ele. Ou só era paranoia já que Bella continuava tão tranquila quanto antes. Ele desligou sem nem ao menos pensar no que seria de tão importante que faria Hayley ligar. Por que se fosse verdadeiramente algo importante quem ligaria seria Klaus.

A garçonete voltou com o pedido de Bella, que sorriu agradecida, e se prontificou a se retirar, porém Elijah erguei um dedo em um gesto elegante fazendo ela voltar.

– Me diga. – Mandou ele a encarando fixamente. – Alguém diferente do habitual veio aqui hoje? – Perguntou a hipnotizando.

A mulher atordoada balançou a cabeça negativamente.

– Só vocês. – Garantiu fazendo ele assentir com a cabeça, em um agradecimento mudo.

Antes dela sair, viu que a xícara dele já estava vazia, e com o bule de café ainda em mãos, se prontificou a enchê-la de novo. Porém o vampiro não queria mais aquele café ensosso, e colocou sua mão em cima da xícara fazendo que sua manga se suja-se minimante de café.

– Oh! Me desculpe! – Exclamou a garçonete em um quase grito de pavor pelo que havia feito. O café estava muito quente.

– Tudo bem. – Disse o vampiro estranhamente indiferente, como se não fosse nada demais. – Pode se retirar. – Mandou ele olhando para o estrago em sua manga de camisa enquanto pegava um guardanapo na sua frente.

Bella observava toda a cena, mas diferente da garçonete, ficou preocupada quando o marido começou, com o guardanapo, tentar limpar a mancha, encarando o nada. Seus olhos estavam claramente maiores e sua pupila dilatada, sua respiração mais rápida e ruidosa.

– Elijah. – chamou a loira em um sussurro preocupado. Ele pareceu não ouvi-la. – Elijah querido, tudo bem? – Perguntou ela mais alto, fazendo ele a encarar como se tivesse a vendo depois de acordar de um sonho intenso.

Estranhamente ele ainda continuava o movimento de tentar limpar a mancha no pulso da camiseta. Com um guardanapo seco.

– Sim, está tudo … – Ele não soube como continuar porque era claro que nada estaria bem enquanto não estivesse limpo.

A loira pegou seu próprio guardanapo rapidamente, e o molhou na água do seu copo reserva. Com agilidade pegou sua mão se encurvando sobre a mesa, e começou a limpar sua camisa mais habilmente.

– Que horas você acha que sua irmã vai chegar? – Perguntou ela com um sorriso forçado, fingindo claramente que nada demais tinha acontecido.

– Daqui a pouco, já vai escurecer e ela logo chegará. – Disse ele observando o bom trabalho que a loira fazia. Ele podia respirar melhor agora. Malditos flash backs que o fazia se perder. – Não vai comer sua torta? – Perguntou sorrindo brandamente.

Bella assentiu com a cabeça, quando levantou o rosto para o ver quase tão normal quanto era possível para alguém que exalava tensão. Ela voltou a se sentar no próprio banco, e começou a comer sua torta.

– Então … – Começou ele a tentar puxar assunto, enquanto arrumava sua gravata. – Como se sente sendo irmã mais velha?

Bella riu suavemente, sem abrir a boca porque ainda mastigava, e suspirou fundo se lembrando que havia contado sobre Isís para ele.

– De certa forma, feliz por ela não ser …

– Como meus irmãos. – Interrompeu ele com um sorriso matreiro, lembrando o velho Elijah de antes.

– Eu ia dizer... – Apontou ela levantando o garfo. – Mais velha. Sabe, quase independente , acho que não saberia o que fazer se fosse uma criança.

– Não se vê cuidando de uma criança? – Perguntou ele realmente curioso, colocando os braços cruzados na mesa, para se aproximar mais da bruxa tentando saber se ela podia mentir realmente, sobre algo que ela não poderia ter com ele.

Bella se remexeu no assento, como se tivesse notado que a pergunta era um teste. A bruxa resolveu responder sinceramente.

– Minha infância não foi uma das melhores e duvido que seja diferente para qualquer criança de meu coven. – Ela começou lentamente, como se pensasse muito antes de usar cada palavra. – Quero dizer, sobre ser criada com tutores e não seus pais biológicos. Não é algo que eu desejo para um filho meu.

– Entendo – Elijah respondeu, notando que mesmo sem notar, sua esposa havia esquivado-se sabiamente de sua pergunta. – No entanto... – Ele pretendia insistir um pouco mais naquele assunto, mas Bella o interrompeu educadamente.

– Sabe, estive pensando... Bekah e Hope vão precisar de roupas e fraldas limpas, talvez seja legal eu ir buscar para elas, não acha? A cidade é a menos de cinco quilômetros daqui. – Ela falava rápido, como se desejasse não ser interrompida ou simplesmente confundir a audição e atenção masculina de Elijah. – Bekah não vai gostar das roupas, provavelmente, mas mesmo assim é melhor tê-las limpas, não acha?

Aparentemente, sua tática de falar o maior número de informações possíveis de maneira rápida funcionou. Elijah pareceu suavemente confuso por um segundo.

– É claro, mas acho perigoso demais você ir sozinha até lá.

Bella soltou um estalido com a língua, ligeiramente impaciente pela atitude protetora do marido, sorriu para ele de uma maneira teatral.

– Sou uma bruxa. – ela falou em tom de quem revela um segredo – Posso me cuidar.

A mulher levantou-se decididamente, contornou a mesa e depositou um beijo suave nos lábios de Elijah. Ele sentiu vontade de puxá-la para si e beijá-la de modo mais profundo, mas controlou-se, observando-a virar-lhe as costas e caminhar em direção a saída. Posteriormente, sua audição captou o ruído do motor do carro e ouviu-a dirigindo até não ser mais capaz de escutar.

Algumas horas depois, Rebekah finalmente entrou pela porta, quando o sol estava indo embora. Com um sorriso no rosto, os olhos que perscrutavam o lugar, encontraram seu irmão. Finalmente podia respirar um pouco. Segurou mais firmemente a a alça do bebê conforto por entre os dedos, e apresou o passo, ainda tomando cuidado de não balançar Hope que ficava ligeiramente enjoada, quando era muito balançada.

Elijah se levantou, com o coração mais calmo, depois de analisar o quanto a irmã estava bem. Ela se aproximou e ele a ajudou a colocar Hope em cima da mesa, enrolada em cobertas, em um tipo de cesto que ele ainda não sabia o nome. Eles se encararam por meio segundo, com sorrisos, até que o abraço sincero foi dado. Meses sem aquele tipo de contato, confortável, seguro, fez Rebekah morder os lábios ao sentir a garganta se fechar. Não era a hora para chorar.

Elijah beijou sua testa fraternalmente quando ela se afastou, e depois se voltou para a bebê. Era claro, que mesmo com a cabecinha com poucos cabelos era uma menina. Toda vestida de rosa, com uma chupeta branca e vermelha, e grandes olhos muito parecido com os de Niklaus, faria a imagem ser cômica, se não fosse tão adorável. Ele apenas seguiu seus extintos, e se inclinou sobre a bebê, segurando ela pela cabeça, e depois pelo corpo, a tirando dali para sentir sua pequenez, sua maciez, sua pureza em seus braços.

– Olha só você. — Disse ele em um sussurro, enquanto os olhos de Hope o analisavam com visível curiosidade. — Tão grande... — Ele segurou na mão pequena da criança, que mal cabia em sua palma , e olhou para seus dedinhos rosados. — Tão perfeita. — Hope voltou seus olhos agora para o lugar, deixando claro que confiava no homem a sua frente, a ponto de não chorar ou espernear. Elijah sorriu mais largamente pela atitude tão esperta. — Não posso imaginar a alegria de passar todos os dias com ela. — Falou em uma voz mais forte, sabendo que a irmã ouviria, e ainda observava a cena com visível fascínio.

– É ...- Rebekah pensou em uma palavra que definia vinte e quatro horas com Hope. — Muito adorável. — Ela se curvou sobre a mesa, sentada no lugar aonde Bella estivera antes. — Sinto-me tão humana. — Confessou apertando a mão do irmão por um momento enquanto o silêncio era confortável ao extremo.

– Alguns dizem que é a experiência mais humana que existe. — Ele encarou a irmã, que sorriu concordando.

– Sei que terei que devolvê-la a Hayley, quando for a hora. — Garantiu a Original, deixando clara as suas intenções. Porém Elijah sabia que a irmã apenas ao falar aquilo, ou ter a ideia que precisava fazer aquilo, se sentia no mínimo triste. Ela encarou Hope, com adoração nos olhos. — Mas ela me fez perceber, o quanto eu quero um filho que sei que não posso ter.

Elijah sentiu seu peito se rascar figurativamente, e pensou por meio segundo, que talvez, Bella pensa-se o mesmo depois. Só de imaginar que aquilo fosse possível, ele também pensou, depois das promessas que ela lhe fez, de não desistir do que eles tinham. Se ele ainda queria lher dar a liberdade de ter uma vida, sem ele. Ouvindo o coração de Hope, ele se afastou daporta vermelha, ignorando as risadas do filho que tinha tido em sua mente com sua única esposa, ele fechou os olhos por um tempo, o que fez Rebekah se preocupar minimamente.

– Um sonho lindo. — Disse ele se voltando para o bebê quieto em seus braços. Tentando ignorar tudo que sua mente projetava. — Todavia, infelizmente, está fora do nosso alcance... — Ele soltou uma risada rouca, quase sem som, cheia de humor negro. — Considerando a maldição da nossa existência.

A Original percebeu o quanto a fala soou cheia de dor, de duplo sentido.

– Parece que Esther esta com seu fervor habitual. — Jogou ela também com as palavras.

Elijah suspirou fundo, e começou a balançar Hope que já parecia inquieta de não poder olhar para novos lugares. Ele olhou novamente para os olhos da irmã, sabendo que estava ficando paranoico por ter tanto Niklaus o analisando.

Claro que ele podia desabafar com a irmã, que sempre parecia o entender perfeitamente bem, até com seus receios com Bella no começo da relação.

– Nossa mãe me torturou por dias, com lembranças... — Ele bufou demonstrando um pouco sua indignação com tal fato. — Desejos secretos, possibilidades. Que eu pensei ter enterrado há muito tempo. — Rebekah se contraiu no lugar, parecendo ter entendido do que ele falava. — Então ela me fez uma oferta. Para nos tornar mortais novamente. — Ele encarou a mesa por um estante. — Veja, irmã, nossa mãe acredita, que nos colocando em novos corpos, poderíamos... Recupera algum tipo de pureza. Até começar famílias próprias. E tenho que confessar, Rebekah, Esta proposta, mesmo cruel, tem um tipo de ... — Ele apurou seus extintos, e olhou além da janela, para o carro que se aproximava, estacionando na frente. — Atração.

– Bella? Esta aqui? — Perguntou Rebekah também direcionando seus olhos para aquela pessoa que chegava. Surpresa.- O que ela acha disso? — Perguntou de forma rápida ouvindo os passos suave da bruxa ante a entrada.

– Acho, que ela teme, que não é importante o suficiente para perdi-me tal declaração de amor. — Elijah sorriu jocoso , e Rebekah levantou uma sobrancelha sem se conter. Parecia que ele deu a entender, que não sabia como sua própria esposa podia acreditar em tal coisa.

– Rebekah! — Cumprimentou a bruxa, antes mesmo de passar pela porta,com um sorriso grande, que foi retribuído pela outra. A vampira se levantou e abraçou a loira fortemente, feliz de ver um rosto amigo.

– Não acredito que você cortou co cabelo! — Exclamou a vampira afastando-se da bruxa, para a olhar melhor.

– Oi pra você também. — Brincou Bella, mostrando algumas bolsas em suas mãos. — Achei que você ou Hope ia precisar de algumas coisas. Tem mais no carro. — Informou enquanto colocava as sacolas sobre o banco.

– Maravilha!Espero que tenha trazido fraudas... — Rebekah começou a tagarelar, futucando nas sacolas, enquanto Bella, se inclinava sobre o marido, lhe dando atenção a criança no colo.

Elijah sorriu, lhe oferecendo a criança, mas ela acenou negativamente com a cabeça. Ele intimamente se perguntou do porque daquilo, mas não perguntou. Bella segurou a mão de Hope,entre as suas, sentindo seus dedinho se entrelaçando-se a um seu, ela a olhava como se temesse quebrá-la. A bruxa também não sorria, apenas analisava a criança, como se fosse a primeira que tinha visto. Bella parecendo notar que era encarada pelo marido, sorriu estranhamente.

– Deus do céu! Imagina como seu irmão ficará cheio de si, quando alguém falar que ela é linda? — Perguntou ela para ninguém especificamente, claramente tentando procurar algo engraçado para dizer, enquanto Hope a olhava com certa curiosidade, sugando a chupeta com força. A bruxa já havia a muito tempo parado de a tocá-la. — Porque sinceramente ela tem muito ... — Bella se perdeu no que ia falar, quando olhou para os lados , vendo o local vazio. Apenas a garçonete de antes, limpava mecanicamente o balcão, enquanto o cheiro de café fresco na maquina começou a emanar pelo lugar. Ela voltou-se para Elijah, agora encarando sua a manga de sua camisa. O que antes deveria ser apenas uma mancha de café, agora era vermelha carmesim, como sangue.

Rebekah também parou seus movimentos, encarando a mesma coisa, ao notar o silêncio no ar. Nunca vira nem sequer uma gota suja de sangue, sujar a roupa de Elijah, não quando ele estava ciente de tal imperfeição.

– Não precisam se preocupar. — Garantiu ele seriamente. — Estamos seguros.

No silêncio pesado, a vampira notou um certo odor que não tinha notado antes, quando na alegria de ver o irmão, parou de se preocupar a cada passo que dava. O lugar exalava a sangue.

– Olha! Bella trouxe fraudas! — Exclamou a loira Original, dando o pacote pequeno colorido para a bruxa, e a bolsa da bebê, que ainda não sabia o que acontecia, mas sentia que não era nada bom. Seus extintos estavam apitando agora. — Ande garota, tá na hora de você aprender a trocar fraldas.- Brincou a vampira.

Elijah rapidamente se levantou e deu a bebê a irmã, que a cobriu com um cobertor , a enrolando nos braços. Rebekah teve de dar um empurrão nas costas de Bella, para ela andar na frente em direção ao banheiro dos fundos.

Bella caminhou a passos pesados, tentando controlar seu coração que batia forte. Há cerca de algumas horas, enquanto andava pelos corredores de uma loja de roupa infantil, havia tentado ver,com sua magia, o que acontecia com seu marido, pelo elo da aliança. Porém as sombras que envolveram sua visão, a fez ficar com dor de cabeça e sem ar. A fazendo ligar para Elijah, que tinha o celular desligado. Ela acabou por acreditar, ou sinceramente querer acreditar que não era nada demais.

Mas agora, olhando para o final do balcão, que tinha uma mancha vermelha, parecida com de "arrastar algo" , se inclinava até a porta dupla de madeira. E até a porta tinha uma grande poça de sangue que escoria pela fresta do chão.

Sem ir pelo corredor, aonde provavelmente seria o banheiro, ela abriu a porta, sabendo que Rebekah estava em suas costas o tempo todo. A bruxa ofegou colocando a mão na base do peito, sentindo uma vontade imensa de vomitar. Havia tantos corpos jogados no freezer , que ela não olhou novamente. Talvez até dez pessoas estavam mortas ali. Com cicatrizes no pescoço. Claramente de mordidas.

Rebekah parecia também ter perdido a fala, mas não demorou para se recuperar. Com firmeza, e cautela, apertou Hope em seus braços, e com uma mão puxou a bruxa, a tirando dali.

Bella deixou seu corpo deslizar na parede do banheiro, quando a porta foi fechada, e Rebekah agilizava em cima da pia coberta com toalhas , a troca da fralda da bebê.

– Me diz, que ele não fez aquilo. — Pediu ela em um sussurro cheio de culpa. Sabendo que claramente só queria ouvir uma mentira.

– Psiu. — Sussurrou Rebekah, abrindo duas torneiras na pia. Fazendo o barulho de água ecoar pelo lugar, graças ao eco do som. — Não é sua culpa, ou mesmo dele, meu irmão jamais faria algo assim desnecessariamente, ele claramente não esta bem...

– Mas, eu deixei ... eu deixei ele. — Bella mordeu seus lábios com força, segurando um ataque de pânico. Sentindo um suor frio gelar sua espinha, ela se levantou rapidamente se controlando. Guardando novamente seu momento de "dar a louca" para outra hora. — O que vamos fazer? — Questionou a bruxa, sentindo seu estômago se contrair com a lembrança dos corpos.

Rebekah pensou em o que dizer, quando voltou a abotoar o macacão de Hope.

– Siga minha deixa. — Pediu soando calculista.

Ao voltarem para o lugar, a bruxa tentou manter a calma.

– Ela está toda preparada para uma nova aventura. — Falou docemente Rebekah para Hope, enquanto colocava ela no bebê conforto em cima da mesa de novo. — Não está querida?

Bella tentava evitar olhar para o marido. Nunca tinha visto aquele lado dele, ou mesmo de nenhum vampiro. Sempre pensou nele tomando uma bolsa de sangue quando precisava, e a ideia dele se alimentar de outra pessoa, que não fosse ela, que daria de livre e espontânea vontade, era terrível demais para sua mente agitada trabalhar em pouco tempo uma expressão á paisana.

– É difícil acreditar que um dia, nós todos fomos tão inocentes assim. — Falou Elijah, devolvendo a chupeta a sobrinha. — Não podemos deixar que o mundo a machuque-a. — Prometeu ele a si mesmo.

– Você está certo, não podemos. — Rebekah sorriu, balançando a cabeça positivamente. E ficou nas costas do irmão.

Bella deu um passo para trás automaticamente, quando teve um flash do que ia acontecer. Mesmo assim a cena a fez prender um grito. Com força, velocidade, e sensatez, a loira Original, quebrou o pescoço do irmão que caiu aos seus pés.

– Inferno. — Resmungou a loira mais nova , querendo mesmo era soltar um baita palavrão.

– Vá para o carro, e leve Hope. — Mandou a vampira lhe dando o bebê conforto, notando já os olhos sonolentos da sobrinha. — Eu vou cuidar de tudo aqui, e ... — A vampira suspirou pensando na bagunça que não achou possível seu irmão mais sensato fazer. Aquilo era um ato típico de Niklaus, um ato que chamaria demasia atenção para eles, atenção indesejável de Esther. — Ligar para o Nik.

Bella suspirou fundo, assentindo com a cabeça e foi para o carro com a bebê. Demorou um pouco, quando finalmente o cheiro de fumaça denunciava o que a vampira Original tinha em mente sobre "limpeza". A única sobrevivente saia pela porta da frente, com olhos desfocados, caminhando até a bruxa não poder ver.

Enquanto esperava Rebekah, sabendo que provavelmente ela seguiria no seu próprio carro, para sabe se Deus aonde eles iriam, ela olhou novamente a criança que agora dormia tranquilamente no banco de trás em segurança. Suas bochechas rosadas e fofas, seu cabelo ralo e loiro, seus dedinhos... Só ela tinha notado o quanto Hope também parecia com ela? Fisicamente falando, e mais além, quando era claro, para Bella, que seu lado bruxa já estava florescendo.

– Como se eu pudesse algum dia ter um filho... — Murmurou ela, tentando acreditar nas suas próprias palavras. Eu nem seria feliz se pudesse, ele seria criado em todas nossas regras malucas...Balançando a cabeça, com a mão na testa, ela desviou os olhos da pequena esperança para toda a família, e se convenceu novamente, como havia a tanto tempo atrás, cerca de dois anos, quando fizera aquele teste de gravidez, que dera negativo, que foi melhor assim.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar! E façam suas apostas sobre o par romântico da Isís, darei uma surpresa por MP, para quem descobrir! Então vou dar dicas. a) Enzo b) Stefan c) Matt d) Kai PS; momento propaganda: Link da nova fic com o casal Davina&Elijah [Dalijah] *-* Com a diva da Melany que é uma escritora super foda! http://fanfiction.com.br/historia/625895/Bound_To_You/