Notas iniciais
Olá, meninas! Ca estou eu novamente. Antes de mais nada eu gostaria de dizer que realmente, realmente odeio dividir capitulos! Não sei vocês mas pra mim sempre corta o que o autor tenta transmitir, eu particularmente escrevo tudo o que eu acho que um capítulo tem que passar naquele momento, e dividi-lo sempre corta alguma emoção e faz volume na fic. Bem, isso é sobre o que eu acho em relação á minha fanfic, pelo menos. Nas notas finais nos veremos mais, meninas. Ah! Aviso de extrema angústia nesse capítulo. O Gif define bem como ele vai terminar então... Não me odeiem. Edit: ah meu deus, o que eu fiz,? Kkkk eu sabia que não deveria ter cortado o capítulo, deu esperança de um final feliz. Me perdoe, gente! Caramba, eu tô super culpada de liberar essa parte.

Segunda Parte:

Ela evitou fazer sons constrangedores enquanto comia o estrogonofe de carne com arroz que Clark rapidamente esquentou, mas o suspiro satisfeito que saiu dos seus lábios a entregou. Ela nunca se sentira tão satisfeita com uma refeição na sua vida, contando nos dedos os momentos em que teve de apreciar uma boa comida caseira por mais simples que fosse, isso porque ela se empanturrava de besteiras e nunca cozinhava, não que ela soubesse além do básico também. Por isso volta e meia estava no hospital sentindo seu estômago guerreiro querendo desistir da luta. Mas hoje o seu estômago estava satisfeito, cheio e quente, fazendo com que o seu corpo ficasse relaxado. Ela não sabia que boas comidas poderiam causar uma sensação tão gostosa.

— Pelo visto você gostou do meu tempero – Clark riu, e só então ela percebeu que estava de olhos fechados apreciando a sensação da letargia preguiçosa que corria por suas veias.

— Merda, Clark! Mesmo que me mate eu tenho que admitir; você tem um dom. Onde aprendeu a cozinhar tão bem?

— Eu fui criado numa fazenda do Kansas, querida. Os enlatados só entram no armário de dona Martha Kent se forem pra complementar algo que ela já tenha colhido e feito com as suas próprias mãos.

— Amém, dona Kent! — ela brincou sorrindo – Eu não me lembro da última vez que comi uma comida caseira.

— Pelo pouco que me disse eu tenho percebido que os seus hábitos alimentares não são os melhores, lua.

— É mais ou menos por aí. Obrigada – Alura agradeceu ao copo de vinho que ele a estendia, tomando um gole e sentindo a doçura completar sua refeição divinamente.

Bom Deus, ela sentia-se bem.

— Acredito que não terá espaço pra sobremesa, então? – ele comentou com humor, recolhendo o seu prato e levando para a cozinha a ouvindo grunhir.

— Olhe só pra você! Até mais cedo me pedia desculpas se eu visse a casa bagunçada pois não esperava visitas. Mas você tem tudo pronto! Admita que você planejou tudo isso, seu maldito bastardo. Não é possível que você tenha tudo nas mãos vinte e quatro horas por dia – ela resmungou com humor, sendo sinceramente surpreendida com a boa recepção que ele a deu.

Alura não se envergonhava de admitir mas se algum corajoso o suficiente fosse visitá-la em sua casa teria que se virar com cerveja e comida de entrega, isso se ela estivesse disposta á pagar; há sempre uma parede decadente em sua casa qual ela podia arrancar as lascas de tinta e servir pro desafortunado. O pensamento trouxe um sorriso zombeteiro aos seus lábios, lembrando do porquê exatamente Rosaly nunca gostou de dormir debaixo do seu teto.

— Acalme-se, Murray. É sorvete de pote. E o segredo de se ter tudo é a organização, eu não costumo deixar as coisas para a última hora – ele voltou á sala com um grande pote de sorvete e duas colheres. Ela lhe lançou um olhar afiado.

— Um homem que sempre planeja esconde uma mente maquiavélica, e só a minha opinião importa. E, ora, não me diga que você e os seus dotes super-caipiras não sabem fazer sorvete também? – ela zombou, seus olhos divertidos olhando os dele comprimir em pequenas fendas.

— Sua língua é muito ferina pra sua própria sorte, pequena.

— Mas os meus punhos são muito fortes pros ofendidos, Kent – ela piscou um olho o fazendo rir ao se sentar ao seu lado.

— Terá que se esforçar um pouco mais se quiser realmente me ofender, Murray. E você nunca poderia me acertar – Clark sorriu de lado para si, a desafiando. Ela soltou uma pequena gargalhada.

— É uma promessa, Kent! Eu ainda o farei chorar em suas bolas. Mas depois. Agora estou cheia – ela quase ronronou. Clark sentiu seu peito inchar, um sorriso cheio de dentes e um olhar de brilho ofuscante enfeitando o seu rosto como uma árvore de natal. Ele estava brilhando por fazer sua senhora confortável, Kal-El dentro de si arranhando o seu peito tentando chegar á sua senhora, internamente murmurando o quanto a manteria constantemente satisfeita de todas as formas possíveis se isso fosse fazê-la tão radiante quanto estava agora.

Eles entraram em consenso que cozinhar pra sua senhora se tornaria um hábito.

Um silêncio confortável se seguiu por alguns minutos entre eles enquanto ele abria o pote de sorvete de menta com gotas de chocolate e dava uma colherada generosa, ela permanecendo no vinho. Os olhos de Alura dançaram no ambiente ao seu redor novamente, a luz aconchegante, o cheiro natural masculino e o clima quente á saudando como se ela tivesse acabado de entrar. Uma parte estranha qual ela nunca admitiria a si mesma sentia-se quase em casa.

Isso até os seus olhos pousaram na lareira onde a foto da bela ruiva descansava com a moldura pra baixo.

E repentinamente sentiu o seu humor despencar novamente. Balançando a cabeça ela voltou a estudar o lugar se recusando á voltar aquele assunto, sua marca começando a coçar quase atraindo os seus dedos nervosos para a gaze que ainda a cobria. Repentinamente ela pensou na marca e em como ela surgiu, moldando sua cicatriz de nascença no símbolo que representava o herói, o dia em que ela borbulhou e queimou em sua pele até se refazer no símbolo de El. E então ela pensou no acidente. Ela odiava pensar no acidente, odiava lembrar daquele dia que volta e meia perturbava os seus sonhos, o odiava com todas as forças porque sempre a fazia se lembrar de...

— Zod – sua voz sussurrou trêmula, inconsciente do herói que a observada com carinho tentando ler os seus pensamentos, logo com surpresa. Os olhos de Clark se arregalaram.

— O que? – ele perguntou, o clima ameno qual fora divinamente construído ao longo da noite ameaçando se dissipar perante sua preocupação. Se perguntava o que se passava na cabeça da sua prometida para fazê-la lembrar logo de Zod.

Alura piscou se firmando á sua volta novamente e olhou para ele, verdadeiramente olhou. Então ela soube que mesmo que ambos claramente não quisessem tocar no assunto ela deveria perguntar sobre ele, ainda acreditava que tudo aquilo qual passaram nesses meses de encontro e desencontro seria para Clark enfim falar de Zod e talvez explicar que fosse por causa dele que aquela marca residia em seu peito, como um acidente de trajeto.

Ela não queria, mas precisava saber porque estavam aqui, agora, nesse momento. Momento qual ela acreditava que só foi posta por causa de Zod.

— Zod, Clark. Me fale sobre ele. Você não me deu muitos detalhes sobre o general e sua trupe – sua voz não soava firme, mas ela não se importava. Ela precisava saber. Sentia que era o momento.

— Não há muito o que contar, nada que realmente importe. Zod estava cego e é isso, Alura — ele desviou, claramente desconfortável. Talvez ela não fosse á única qual era assombrada pelo o acidente, no final das contas.

— É claro que importa! – ela retrucou, sua relutância se transformando em necessidade – É por isso que estamos aqui, não é? Nesse momento? Por causa de Zod. Eu preciso saber.

As sobrancelhas de Clark se franziram em confusão, depois em frustração, depois em derrota. Alura pensava que a marca estava em seu corpo por culpa de Zod, como um acidente ao invés do destino. Alura achava que tudo qual ela passou, tudo qual ambos conversaram fora por causa do dia do acidente, inconsciente de que o destino de ambos estavam selados antes mesmo do seu nascimento. ‘Merda’ ele pensou, a sua fera El não dando as caras quando ele precisava de uma dose de coragem e ousadia, o deixando a mercê de Clark Kent. Mas se ela queria saber sobre Zod, então sobre Zod ele falaria por hora. Ele nunca negaria nada á sua senhora.

Mas antes ele precisava deixar uma coisa bem clara.

— Esse momento... – ele olhou ao redor, respirando o clima confortável a sua volta misturado com o perfume natural da pele da sua senhora, a mesma em sua casa se deleitando do conforto que ele proporcionou. Esse momento não poderia ser marcado como consequência de Zod, o general não merecia essa honra – Não tem nada a ver com Zod, querida. Ele não merece esse mérito. Não, Zod não tem nada a ver com isso, não tem nada a ver com nós. Não somos consequência dele.

Alura franziu as sobrancelhas, relutante em acreditar no herói. Clark não tinha necessidade de mentir, ela sabia disso, mas se não por Zod porque eles estavam ali agora? Não, não podia ser, ele precisava contar a história toda para que ela entendesse.

— Conte-me sobre Zod primeiro, Clark. Eu direi se tem ou não – ela soou firme, embora não rude, o fazendo suspirar. Alura era cabeça dura, não aceitaria o que ele diria, mas ele seguiria com a sua palavra. Ele falaria sobre Zod.

— O que você quer saber? — ela franziu o cenho, não sabendo por onde começar. No final ela deu de ombros e respondeu o mais fácil.

— Tudo, eu acho. Sua tragetória de vida até nós, e o porquê daquela chacina. Ele parecia ter um ódio particular por mim — ela sorriu de lado, brincando. Clark desviou o olhar e respirou fundo antes de continuar.

— O nome completo dele era Dru-Zod, ironicamente significando 'sábio guerreiro' em nossa língua. Ele era um general kandoriano e comandante-geral das Forças de Defesa Planetária de Krypton. Pertencia á Casa de Zod, assim como pertenço á Casa de El – ele suspirou, lembrando cada palavra que seu pai falara sobre Zod e o livro da árvore genealógica da família Zod – Ele nasceu muito antes da Era Artificial, assim como os meus pais. Meu pai e ele estudaram juntos, se tornaram muito amigos e quando eles terminaram Zod decidiu ser membro das Forças de Defesa Planetárias de Krypton assim como o seu próprio pai. Meu pai conta que ele estava muito entusiasmado e se tornou um exímio guerreiro de qualidades notáveis e em pouco tempo ele se tornou a linha de frente do nosso exército. Os anciões confiavam nele, sua promoção pra general vindo diretamente do Grande Conselho de Krypton. Lutou lado a lado ao meu pai e ao meu tio na guerra contra Os Magos.

Alura sentia-se num filme nerd, daqueles qual ela nunca entenderia com o seu cérebro lento, quase um Guerra nas Estrelas. O que Clark falou tinha e não tinha grande importância, ela não saberia dizer. Mal conseguia raciocinar sobre acontecidos ou gravar nomes do seu planeta, dirás de outro, então não deu grande importância.

— Bem, pelo o que eu entendi ele era uma pessoa de confiança e respeitada. O que aconteceu? – Clark engoliu levemente em seco, nervoso, não sabendo se aquele era o momento certo pra usar a palavra 'prometida' ao se referir á falecida esposa de Zod. Optou por adiar o assunto mais pra frente.

— Quando ele ainda era major ocorreu um ataque alienígena em nosso planeta, um ataque grande. Algumas cidades pereceram, Kandor City por ser nossa capital sofreu massacres em grande escala, muita gente de lá fora morta, incluindo a sua... Esposa, Kalia An-Zod e o seu filho, na época com oito anos, Dur-Zod.

Alura instintivamente prendeu a respiração, ela realmente não esperava uma mudança tão brusca nos ares, a sua empatia querendo aparecer ao mesmo tempo em que uma parte de si a empurrava com força para o fundo. Ela não sentiria pena dele, se recusava mesmo que o seu lado mais humano quisesse.

— E então? – perguntou baixo, um bolo repentino em sua garganta.

— Ele enlouqueceu, claro. Era o esperado, querida. Só havia dois destinos pra ele: ou a loucura, ou á morte. Sei que parece radical mas os relacionamentos entre o meu povo é sagrado, divino. Quando alguém perde sua outra metade... O destino é marcado por ocorrências sombrias e solitárias enquanto ainda houver vida, uma curta e miserável vida. Não vale a pena viver sem metade de si – ele declarou baixo, seus olhos tentando lhe transmitir a gravidade das suas palavras.

Ele e Alura não haviam consumado as suas almas, sequer haviam avançado para a etapa inicial de um relacionamento, mas só de imaginar perdê-la... ele se vê como um homem de fé, convicto em sua palavra, honrado. Mas se um dia ele perdesse Alura a loucura era certeira, ele seria capaz de dizimar planetas urrando o seu nome em grande agonia. Então, somente depois, ele morreria. Seu coração solitário pararia e sua alma viveria um eterno vazio no limbo, o sol do Senhor Rao jamais o alcançaria e eles não se reencontrariam pelos os seus pecados cometidos depois de perdê-la, Yuda Kal não permitiria.

— Clark, pare! – Alura exclamou, parecia faze-lo á um tempo, sua mão pequena apertando o seu antebraço. Ele piscou se orientando, percebendo o rosto da sua amada numa feição dolorosa – Você precisa aprender a se conter!

— Eu... – ele engasgou, seu coração batendo rápido como se a imagem que houvesse criado realmente tivesse acontecido, repentinamente com frio. Então ele a olhou com mais afinco convencendo a si mesmo que aquela fantasia tola jamais se concretizaria, fora apenas uma besteira da sua mente vagante – Eu não queria machuca-la, querida. Me perdoe. Ainda não sei como controlar isso.

— Sentir os seus sentimentos é uma droga, caramba! – ele a percebeu levemente ofegante, seu rosto pálido e seus olhos assustados. Deus, ele sentia-se terrível por divagar dessa forma, se pondo num momento tão doloroso que o compartilhou com a sua companheira – Onde diabos você estava? Me sinto um lixo!

— Lua, me perdoe! Aqui, tome – ele pegou uma colherada do sorvete a entregando, vendo as suas sobrancelhas franzirem confusas – Doce ajuda, querida. Você está pálida. Vai lhe dar um pouco de energia.

E como se pra provar o seu ponto ele pegou a própria colher o afundando no sorvete, o pondo na boca em seguida. O doce gelado fora um bálsamo para o gosto amargo que persistia em sua língua. Alura tomou o seu em seguida, o frescor do doce molhando sua garganta antes seca, como se tivesse gritado por horas. Não sabia onde Clark estava mas fora a primeira vez que sentiu uma dor tão intensa, por um minuto achou que estivesse sofrendo um enfarto.

— Você está melhor? – a voz dele estava baixa, a preocupação ainda presente. Ela viu as mãos deles apertando uma a outra nervosamente e por um momento se questionou se o ato era pra segurar o impulso de toca-la. Alura balançou a cabeça para espantar os seus pensamentos, a avalanche emocional a alcançando. Sentia-se exausta.

— Sim, sem problemas – mentiu, se recusando á entrar em detalhes. Os olhos preocupados de Clark pesando sobre si mais que o bolo em seu peito.

— Me desculpe, Alura. A marca funciona como um transmissor involuntariamente, ainda não dá pra controlar. Se eu soubesse-

— Eu não quero falar sobre a marca agora, Clark. Desculpe – ela cortou, não tão suavemente quanto queria, sua voz não deixando brechas pra discussões. Ele acenou lentamente, uma centelha de algo desconhecido passando pelos seus olhos claros – Eu ficaria grata se continuasse com Zod. Você estava na parte em que a família dele morria.

Clark respirou fundo, os ares ao redor ficando gradativamente mais tenso. Não havia como falar sobre a loucura de Zod sem mencionar sua falecida alma gêmea, e Alura já havia deixado claro que a marca não era algo qual ela não queria comentar. ‘Mas você deve' sua mente sussurrou, Kal-El ressurgindo 'não há como escapar do nosso destino. Ela deve saber, não esconderá nada da nossa senhora por muito tempo'. Clark queria poupa-la, já havia causado tanto conflito nos sentimentos da sua senhora essa tarde que um lado seu pensou em adiar o assunto pra outro dia, não havia necessidade em ter pressa, eles teriam toda uma eternidade afinal. Mas seu outro lado era um guerreiro impaciente, seu outro lado exigia que Alura soubesse. E mesmo que quisesse era um assunto que não deveria ser adiado por muito mais tempo. Era injusto com a sua senhora deixá-la na ignorância mesmo que ela quisesse, desonesto até. Então ele respirou fundo e a olhou no fundo dos olhos.

Ia ser uma noite difícil.

— Quando a esposa e o filho de Zod foram assassinados ele entrou em desespero, em completo desespero, algo tão melancólico e sofrido que ele se auto-confinou em sua casa. O conselho esperava receber notícias da sua morte em poucos meses, já haviam preparado uma sepultura digna das batalhas vencidas em seu nome.

— Mas isso é horrível – Alura franziu o cenho, sua marca pulsando levemente dolorida – Eu não estou com pena dele mas Krypton não tinha uma dívida com Zod? Pelas batalhas que ele venceu? O conselho não tentou ajudá-lo?

— Ainda que eles quisessem era inútil, lua. No meu planeta as pessoas só se casavam com quem realmente amavam, com pessoas quais eles tinham certeza que passariam toda a vida. Ao menos isso era o que acontecia antes da Nova Era. A doença negra que vinha com o falecimento de um destinado era incurável.

Ela franziu as sobrancelhas novamente, mais confusa do que esperava que estaria. Claro, o seu cérebro não era muito expansivo, sua imaginação era limitada e a sua memória não era uma das melhores, mas mesmo que sua capacidade cognitiva não fosse muito além ela não esperava ficar confusa logo na parte em que ele explicava sobre o inimigo dos seus sonhos. Ela vira, sentira e ouvira coisas impossíveis naquela tarde, não deveria ser tão difícil articular sobre a história de Zod. Especialmente sobre a palavra 'destinada'. A sua marca pulsou de forma diferente, não era dolorido mas também não era natural, a sua marca lhe lançou uma repentina ansiedade sobre a sua pele. Mas ela respirou fundo e contou até três. Já esperava que descobrir o porquê de todo aquele acidente fosse difícil, o motivo da marca estar em seu corpo então seria quase impossível. Mas ela permaneceria firme, ela precisava saber.

— O seu povo mantinha tradições arcaicas – ela comentou, seu tom sombrio. Ela não desejou ter soado dessa forma mas a palavra 'destinada' ainda rondava a sua mente num looping constante, como se de toda a informação detalhada que ele a passava a chave de tudo estivesse somente naquela simples palavra.

Os olhos de Clark brilharam, dessa vez um brilho ferido, como se ela tivesse o estapeado. Ela não entendeu o que havia falado de tão errado, fora um comentário sincero sem nenhum fundo com intenções de confronta-lo, nada mais ácido do que ela já tinha falado antes. Mas Clark parecia magoado. Talvez até culpado. Ela não gostou de ser a causadora disso, ele quase parecia um cachorro de rua chutando.

— É o que acha sobre os casamentos com pessoas destinadas? Arcaicos?

— Bem, sim? É uma palavra um pouco antiquada pra se usar entre duas pessoas que se gostam, mas isso não é da minha conta, cada um lida com relacionamentos da forma que acha melhor – ela tentou se desculpar, tentando tirar o olhar magoado do rosto do super – Apenas acho que já que Krypton era tão evoluída mas os relacionamentos ainda levados de forma tão radicais a sua ciência deveria ter lidado com o mal da mente antes do corpo. Quer dizer, ninguém vive pra sempre, Clark. Vocês deveriam saber lidar com isso.

— Nós nunca saberíamos, lua – ele lamentou, seu tom rouco como se lutasse contra uma bola lhe subindo a garganta. O peito de Alura apertou – Um dos motivos quais Krypton começara a ruir fora a banalização dos seus relacionamentos. A Nova Era pensava como você.

— Eles evoluíram – ela tentou brincar.

— Eles morreram – ele rebateu sério. Ela prendeu a respiração com a velocidade da sua resposta.

— Alto lá, Kent! Eu não tenho nada a ver com isso, eu só falei sobre o meu ponto de vista. Não precisa ser tão sensível – ele respirou fundo, seu peito apertado. Ele não estava chateado com ela, não era frustração, era mágoa, era dor. Ver o ponto de vista de Alura sobre os relacionamentos tradicionais do seu povo lhe mostrou o quanto eles estavam longe um do outro. Seria um longo caminho.

— Me desculpe, querida. Eu me deixei levar.

— Esquece – ela respondeu o olhando estranho, balançando a cabeça levemente – Bem, continue a falar sobre Zod.

— Zod... Se isolou por dois meses inteiros sem água ou comida, dormindo em cima do túmulo da esposa e do filho ao relento todo o dia – sua voz sombria enviou arrepios pelo corpo de Alura, uma pitada de medo. Não dele, mas do acontecimento – E quando perceberam que mesmo fraco ele não morreria os seus vizinhos chamaram as autoridades reclamando dos gritos de dor que ele soltava ocasionalmente. E ele foi preso.

— Zod foi preso? Em tais circunstâncias? Eles deveriam ter lhe dado suporte médico! Talvez assim ele não ficasse maluco e quisesse destruir o planeta dos outros!

— O atual governo não se importava com os feitos de Zod, eles estavam migrando da Nova Era á Era Artificial, afinal. Soldados melhores que ele seriam feitos aos montes em laboratórios e úteros artificiais. E era um gasto de recurso desnecessário uma vez que a doença negra não tem cura.

— Mas isso é tão...

— Desumano? – ele perguntou, uma parte de si querendo lamentar pelo o seu comentário anterior. Mas ele balançou a cabeça tentando se orientar, ele não poderia se magoar por algo tão tolos,a sua prometida não sabia ainda o quão profundo era uma ligação.

— Isso. É terrível – ela murmurou – O que aconteceu em seguida?

— Ele fugiu. Zod era o principal general da nossa linha de frente, manter as prisões seguras era seu dever de casa, ele sempre acompanhava os engenheiros de perto em casa projeção importante. Não foi um desafio.

— Nossa — Alura riu, um som incrédulo — E ninguém se deu conta disso? A Nova Era não me parece tão inteligente.

— E eles não eram. Radicais, sim, mas não muito estrategistas.

— Claramente — ela rolou os olhos — E pra onde Zod foi?

— Para a casa do seu melhor amigo. O meu pai – ele respirou fundo – O meu pai foi o único homem que tentou ajudá-lo depois que a sua família faleceu, ele se importava e faria o que fosse ao seu alcance para ver o amigo bem. Menos o que Zod lhe pediu.

— E o que foi isso? – ela perguntou ansiosa. Ele apreciou a sua atenção.

— A clonagem da família dele – Clark respondeu em um tom sombrio, tentando fazê-la entender o quando era grave a situação – O meu pai era um visionário, lua. Ele pensava á frente dos demais, mas mesmo que a família El soubesse como fazer clonagens o meu pai sabia que aquele seria o próximo passo para a ruína de Krypton. Então ele recusou. E Zod se enfureceu. Naquela noite eles travaram uma batalha terrível e uma amizade de séculos foi rompida para sempre. E Zod sumiu novamente, reaparecendo quase cinquenta anos depois quando o decreto da Nova Era declarou que o controle artificial da população fosse implementado, seguido então de que partos naturais fosse um atentado contra o governo. Entrávamos então na Era Artificial.

— Parece um filme de terror. As decisões de krypton sob a Nova Era eram estúpidas. Ele tentou clonar a família de novo?

— Sim, e novamente fora recusado. A sua esposa não ocupava um lugar de destaque em Krypton, nenhuma mente brilhante que valesse a pena ser clonada, e a linhagem de Zod não era exatamente necessária uma vez que milhares de guerreiros com sua força de vontade e senso patriota estavam sendo criados. Eles o subestimaram.

— Eles o descartaram – ela o corrigiu — Como lixo.

Ele acenou em concordância.

— Zod representava para os terráqueos tudo o que há de ruim, ele não era uma boa pessoa realmente, olhando para o lado terráqueo não havia nada para se defender. Mas era um guerreiro leal á sua causa, ao seu planeta e aos seus superiores. Ele morreu em prol de reviver krypton novamente. Até mesmo o atentado contra o Conselho dos Anciões fora pensando na população, em como as pessoas sofreriam por terem suas vidas tão limitadas. Ele e o meu pai ainda seriam amigos se não discordassem do controle populacional artificial.

— E sobre o fim de Krypton também – ela o lembrou.

— Claro. O meu pai achava que krypton já havia tido a sua chance e que aquele ciclo devia se encerrar de uma vez, que já estavam todos mortos quando concordarão em implementar a população artificial. Zod achava que valia a pena evacuar o planeta e assumir outro independente do regime qual Krypton assumiu.

— Mais ou menos parecido com o que ele tentou aqui.

— Sim. Zod bateu de frente com o Conselho dos Anciões e tentou assumir a liderança do nosso planeta na esperança de salva-lo de mais desestabilização e destruição. Ele armou um exército, os seus seguidores eram fiéis. Os seus seguidores mais próximos eram aqueles que causaram danos á terra, eles eram chamados de Espada de Rao.

— Ele e sua trupe tiveram tempo pra se organizarem, ao que parece.

— Ele era um estrategista nato, o seu unico erro fora não ter pensado na Guarda de Safira. Ele os subestimou. E quando ele e seus seguidores foram presos, por ele ter matado a Alta Eminência Ro-Zar os Anciões o condenaram á passar 300 anos na Zona Fantasma. Então eles foram postos em cápsulas criogênicas e enviados á Zona Fantasma pela Black Zero. Vocês a chamam de Nave-mãe.

— Se os Anciões conseguiram prende-lo, como ele fugiu? – Alura perguntou relutante. Não sabia o porquê mas desde que Clark começara á falar sobre Zod ele parecia tenso, sua mandíbula apertada e os seus dedos flexionando ocasionalmente. Não a olhava nos olhos também.

Ele parecia quase culpado, em conflito consigo mesmo.

— Quando o meu planeta implodiu o efeito cascata da sua destruição quebrou os limites da Zona Fantasma, libertando Zod e a Espada de Rao. Então, perturbados e desolafos pelo fim, eles reconfiguraram a Black Zero para uma nave-estelar. Eles foram procurar postos avançados Kryptonianos não encontrando nada além de morte, e por trinta e três anos eles se planejaram para invadir um planeta com uma estrela jovem e repovoá-lo, coletando armaduras e armas onde paravam, achando até mesmo um gerador terraformista.

— O seu pai não lhe contou essa parte – ela levantou uma sobrancelha o questionando com um sorriso, tentando aliviar o clima qual ele estava cercado. Parecia em agonia por reviver Zod em sua memória.

— Não – ele sorriu de lado – A Espada de Rao me mostraram quando tentaram me converter ao lado deles no acidente de meses atrás.

Ela se calou para absorver cada palavra que ele a confidenciou, o pensamento inoportuno de que nações matariam por essas informações novamente cutucando o fundo da sua mente lhe causando uma pequena dor de cabeça. Caramba, era muita coisa. Então algo passou pela sua mente e ela o olhou, o rosto dele ainda fixo nas próprias mãos como se revivesse a memória. Alura exitou uma par de vezes antes que ouvisse uma pequena risada de Clark, a cabeça dele se levantando e a olhando no fundo dos olhos.

— Estou ouvindo a sua mente trabalhar daqui, querida. O que te aflige?

— Você parece chateado por falar de Zod. Eu tenho uma pergunta, mas não quero deixá-lo mais desconfortável – ela respondeu sinceramente, seus olhos fugindo dos dele. Ela era empática mas não costumava pensar muito sobre os sentimentos de outra pessoa, a sensação era nova pra ela.

— A culpa por matar Zod já não me corrói como antes, algo me fez acreditar que eu fiz o certo e não me arrependo – a voz dele pesava de algum sentimento profundo, algo que ela não teve coragem de encarar em seu rosto – Mas o seu fim foi trágico, sim. Ele sobreviveu á uma das piores sensações do mundo sozinho e não consigo me ver não tendo um pouco de empatia pela a sua história.

— Ele nos odiava – ela rebateu o fazendo sorrir.

— Zod odiava absolutamente qualquer um que não tivesse sangue Kryptoniano correndo em suas veias, lua. Mas vamos lá, eu prometi lhe contar toda a verdade e esclarecer as suas dúvidas. O que está passando pela a sua cabeça?

— Você me falou da trajetória de Zod e do seu fim e mais ou menos eu consegui absorver grande parte dos acontecimentos, eu só não entendo uma coisa. Como eles conseguiram encontrá-lo se não o procuravam? – sua dúvida era plausível, Clark só não esperava que a pergunta viesse de forma imediata. Ele desviou os olhos de si, suas mãos se apertando em punho dobrando a colher qual ele segurava como se fosse borracha. Alura arregalou os olhos surpresas, engolindo os seus questionamentos ao ver o seu maxilar novamente apertado.

— Isso foi minha culpa – ele murmurou, sua voz soando diferente de qualquer outra qual ele usou.

— O que você quer dizer?

— Eu preciso te contar um segredo, lua. Mais ninguém no mundo sabe disso. Você não irá gostar.

— Não me deixa tensa, Kent. Só eu posso falar por mim – ela respirou fundo, o palpitar constante da sua marca contra sua pele a fazendo se sentir ansiosa — O que é?

— ...Lembra-se da nave qual eu comentei que achei? Bem, ela é a minha 'base secreta', como você diz. Mas antes de mim, milenios antes, ela era uma nave batedoura de Krypton. Meu ancestral a projetou. E no exato momento em que eu a liguei ela enviou um pedido de socorro pelo espaço qual a Black Zero captou.

Ela prendeu a respiração por alguns segundos, sua mente correndo de um lado a outro tentando chegar á conclusão daquela declaração.

— O acidente de meses atrás... Foi por causa do sinal que a sua nave emitiu?

Ele acenou lentamente, suas sobrancelhas franzindo de raiva, sua expressão se transformando em angústia. E a culpa pesava em seu peito novamente.

— Eu não tive a intenção, lua. Eu não sabia. Eu...

Ele suspirou largando a colher dobrada na mesinha de centro, abaixando sua cabeça em suas mãos apoiadas no joelho. As ondas em que ele enviavam á sua marca era de tanta culpa que ela só não cedeu aos joelhos porque estava sentada. O coração de Clark sangrava.

— Clark...

— Eu não... Sabia. A nave era tão novidade para mim quanto seria pra qualquer pessoa, eu ainda não entendia a língua qual estava escrita nas telas, o único motivo para ter acesso á nave era que á chave de El estava sob minha custódia. Eu não sabia, lua.

— Eu acredito eu você – ela murmurou pesadamente, a pressão em seu peito tão forte que a tirava o ar. Ela se aproximou dele, relutantemente tocando o seu antebraço o fazendo levantar a cabeça e olha-la no fundo dos olhos, seus azuis cristalinos cobertos por nuvens opacas de culpa e raiva – Acredito em você, Clark. Não foi a sua culpa. Isso não muda o fato que você nos salvou, não muda o fato que você o derrotou por nós.

Alura não se via no direito de falar pelos que já se foram e pelas famílias que perderam os seus entes, dentro do seu peito uma bagunça de conflito. Mas nem uma centelha dela conseguia culpa-lo, ela não poderia, olhando nos olhos de Clark Kent não havia nem uma célula dentro dele qual pudesse fazer mal á nenhuma daquelas pessoas intencionalmente. Ela jamais o culparia, não poderia nem se quisesse.

— Mas...

— Não foi a sua culpa, Kent. Você poderia muito bem ter se juntado ao seu povo e dado um belo foda-se pra este planeta mas você não fez, mesmo ciente de tudo o que implicaria. E independente de quem seja a sua protegida na terra eu sei que você nos defendeu simplesmente porque sabia que era o certo. Você deu o melhor de si, todos vimos.

Ele não a respondeu, dentro de si um bolo de vergonha e culpa. Ela suspirou odiando estar nessa situação, ela não sabia consolar alguém de forma decente, na maioria das vezes acabava sendo grossa e piorando a situação. Então ela suspirou novamente, acariciando o seu antebraço com suavidade.

— O que tanto te aflige, Kent? O acidente fora um pesadelo para todos nós mas não havia mais nada que você pudesse ter feito, não é? Deu o melhor de si.

— Você estava lá – ele respondeu baixo, como se só aquilo fosse o motivo dos seus pesadelos. Ela franziu a sobrancelha confusa.

— Todos estávamos. Quer dizer, era uma sexta-feira á tarde no centro de Metrópolis, havia muita gente – ela divagou, repentinamente nervosa. O olhar que Clark a dava agora era diferente, quase em desespero, como se uma centelha sua voltasse ao mesmo momento do acidente.

— Mas você estava lá! – ele repetiu com mais firmeza, se virando em sua direção e pegando o seu rosto com as suas mãos grandes. O olhar qual Clark ostentava agora a tirou o fôlego, era quase como se ele estivesse realmente de volta ao acidente – Você estava lá, lua. A minha protegida estava em risco e eu não sabia, não tinha idéia de que alguém como você existia, que estaria nesse fogo cruzado! Houve tantas mortes, tantas destruições, eu poderia estar enterrando-a agora se não fosse o dom da minha mãe! E, por Deus, eu morreria. Eu não conseguiria viver mais um dia nessa terra. Eu não sobreviveria como Zod sobreviveu, eu não teria força... Eu não teria força... Pra chorar sobre o seu túmulo e continuar respirando.

Clark quebrou, a barreira de quatro meses de culpa se rompendo com tanta força que entorpeceu os seus membros. Ela não conseguia reagir. A sua marca pulsava com força, chorava, pinicava e coçava, doía como um inferno. A sua marca precisava acalenta-lo, uma necessidade primal enviando alertas para o seu crânio de que ela deveria embala-lo em seu abraço e garantir que estava tudo bem, que ela estava bem e que estava aqui agora. Mas ela não podia.

Porque Alura não tinha ideia de que porra Clark Kent estava falando.

— Clark... – ela tentou chamá-lo enquanto ele divagava com palavras baixas sobre o quanto ele não sabia que ela estaria lá, o quanto ele sentia muito. Era como se ele tivesse literalmente quebrado. Isso a assustou mais do que ela admitiria – Clark! Clark! Acorde, droga!

E ele acordou do seu frenesi no momento em que suas mãos se afrouxaram e Alura fugiu, se levantando e recuando um passo, o olhando com olhos de alerta.

— Querida? Você... Está com medo de mim? – a sua voz rachou, ele se levantando lentamente. As bordas dos seus olhos se enchendo de lágrimas com a possibilidade de ter assustado a sua senhora, se odiando internamente por ter visto aquele olhar dirigido á ele – Por favor, não. Eu não queria assusta-la, eu só fiquei com medo de...

— Me perder? – ela questionou, sua voz trêmula. De repente algumas engrenagens começaram á rolar em sua cabeça – Me diga porque á doença negra afeta aos casais desfeitos em Krypton.

Ela falou firme, sua voz naturalmente fria cortando os ares do ambiente. Clark arregalou os olhos enfim se dado conta do que havia dito, seu peito falhando uma batida. Ele tinha estragado tudo, sabia que sim. Nesse exato momento sentia-se como á meses atrás, quando sua alma gêmea correu de frente pra um carro ao descobrir por conta própria quem ele era realmente. E agora ele tinha feito de novo. Tinha a subestimado de novo, não deveria mas ele fez, aquela mulher á sua frente era sua senhora e como tal ele jamais conseguiria esconder os seus segredos por muito tempo, ele não deveria ter demorado tanto, não era pra ela descobrir assim.

— Querida... – ele começou cauteloso, tentado á levantar as mãos em sinal de rendição.

— Corta essa merda, Kent! — Alura o olhou com raiva, os seus olhos gelados e ferinos fazendo Kal-El em seu peito se ajoelhar em rendição, abaixar a cabeça e esperar o seu veredito. Clark estava apavorado – Me diga porquê á doença negra afeta aos casais desfeitos em Krypton! Me diga AGORA!

Ela não deveria saber assim, ela não deveria ter descoberto sozinha. Clark sentia-se estúpido, os seus nervos em alerta, o seu coração acelerando. Ela não deveria saber assim, sua parte El sussurrou com raiva.

— Quando... os casais se formavam em Krypton... Era sagrado. Um milagre ansiado desde a infância. Uma benção tão forte que... Quando separados... A alma literalmente rachava...

— Por que? Porque essa merda toda por um simples relacionamento? Não minta! – Alura começou a tremer, uma fina camada de suor cobrindo a sua pele, os seus olhos o olhando com alerta. O mesmo olhar qual ela o dirigiu aquela noite. Á sua alma chorou, o Kel-El rendido em seu peito liberando uma áurea de fúria pela sua própria tolice.

Ele havia estragado tudo.

— Quando Rao nos criou e nós evoluímos, Yuda Kal achou que estávamos sozinhos. Ela queria que nós, o seu povo, tivesse a oportunidade de sentir o mais puro e genuíno amor por toda a eternidade. Igual ao dela pelo o seu marido.

— Não me venha com essa merda religiosa de novo, porra!

— ...E então, quando os primeiros clãs foram formados, ela selou os destinos dos seus filhos com marcas de alma de acordo com o símbolo da sua casa – ele continuou, os olhos dela se arregalando gradativamente – E os tornou almas gêmeas. Predestinados desde antes dos seus nascimentos. O laço de amor mais forte do mundo.

Alura emudeceu, sua garganta seca. Ela não conseguia respirar direito, a sua cabeça estava girando.

— Como... Como essas marcas se parecem? – ela tolamente perguntou, a incredulidade arrepiando os seus nervos. Não, não era verdade, só podia ser uma brincadeira sem graça.

— Iguais a essa que você tem entre os seios – ele respondeu roucamente, uma das suas mãos erguidas acenando em sua direção – Ficou determinado que quando os parceiros se encontrassem pelo destino já selado o formato da casa do homem seria marcado entre os seios da sua mulher... Tornando-a dele.

Alura empalideceu, ela realmente estava tão branca quanto uma folha nesse momento, os seus olhos abertos como um cervo frente á faróis numa pista chuvosa. O seu corpo congelou, a sua garganta secou, um sopro a derrubaria. Ela sentiu-se entorpecida, a pressão do seu sangue correndo em suas veias fazendo um barulho enjoativo contra os seus tímpanos.

— Por que... O símbolo de El... Está em mim? – ela perguntou silenciosamente, ouvidos humanos não a compreenderiam. Mas Clark não deixaria de ouvi-la mesmo se quisesse, os seus ouvidos eram treinados para a sua voz. O seu corpo era treinado para ela porque ele a pertencia, da mesma forma que...

— Por que você é a minha prometida – ele completou num sussurro. Um decreto que mudaria a vida de ambos para sempre.

Alura balançou a cabeça descrente, uma mistura horrível de um riso incrédulo escapando deus seus lábios ao mesmo tempo em que lágrimas rasas se formavam em seus olhos.

— Não. Você mente – ela disse, o tremor mais forte em seu corpo, em sua voz. Os olhos de Clark se encheram um pouco mais de lágrimas também.

— Eu não conseguiria, não sobre isso. Você sabe que é verdade, lua. Sabe que sim – ele implorou andando um passo, a fazendo recuar outro enquanto erguia um dedo em riste na sua direção.

— Essa merda de destino não me pertence. Isso não existe! Eu não sou de Krypton – sua voz vacilou, um sussurro subindo pela a sua garganta – Eu sou Alura Murray Chelsea, nascida em Kensington na Inglaterra e moradora de Metrópolis City. Não há nada na minha vida que me ligue á você, porra!

Ele quase recuou, uma mistura horrível de querer ampara-la em seus braços ao mesmo tempo em que queria lhe dar o seu espaço. Era tudo culpa dele.

— Mais cedo... Você visualizou a nossa ligação – ele tentou novamente, seu tom cauteloso. Ela balançou a cabeça em negação.

— Não – ela recuou mais um passo, ele a seguindo com as mãos ainda erguidas.

— Uma acizentada e fina corrente trançada que pulsa de acordo com o seu batimento cardíaco...

— Não!

— ...Envolto por um magnífico e brilhoso fio de ouro que oscila do mais grosso e brilhante até o mais fino, quase desaparecendo...

— NÃO!

— Instável como nossos próprios sentimentos. São as nossas almas, Alura. Entrelaçadas juntas – ele terminou com a voz quebrada, embora uma centelha de esperança doesse em seu próprio peito ao sentir a ligação que os unia puxar seu corpo á ela.

— Não, não, não, não! Isso não é possível, não é sequer pensável! Você não sabe o que diz, Kent. Eu não pertenço á você! Eu não sou do seu povo!

— Você não precisa ser, querida. Você não precisa ser filha de Krypton pra ser minha alma gêmea – ele tentou se aproximar, Alura recuando outro passo. Então ele parou. Ele não a sufocaria com a sua proximidade, mas precisava explicar.

— Explique-me como. Agora – Alura declarou friamente, a raiva fazendo seus ombros tremerem.

— A minha mãe previu o fim de krypton, ela tinha o dom da clarividência herdada da sua família. Ela nos viu juntos justamente porque viu á ruína de Krypton. Então ela soube aonde tinha que me enviar e o porquê.

— Isso... é um monte de bobagens!

— Mas mesmo que você estivesse destinada a ser minha eu não poderia reconhece-la pela marca porque você não é filha de Krypton, Yuda Kal não havia a abençoado. E pensando nisso... O meu pai, a minha mãe e os meus tios, as mentes mais brilhantes de krypton se reuniram em prol de uma solução. Eu não sei o que fizeram, eles apagaram qualquer vestígio do que usaram na sonda que enviaram para marca-la, mas eles fizeram e nós nos encontramos — Clark decidiu ocultar á parte em que sua mãe e sua tia trabalharam escondidos dia seus maridos para mexer nas cordas do destino e antecipar o seu encontro com Alura. Ainda não era a hora.

Ela ficou em silêncio por alguns segundos, os seus ombros tremendo. Pouco á pouco a sua mente trabalhou na ideia mais surreal que ela já ouvira na sua vida, e pouco á pouco os seus olhos incrédulos se transformaram em fendas de fúria.

— Uma sonda... A sua família enfiou uma sonda em mim. A porra da sua família Kryptoniana se achou no direito de interferir na vida de alguém que não fazia parte do seu povo só pra você não ficar sozinho! É isso o que está me dizendo?

— Não, lua! O decaimento de krypton já era certo, assim como o meu nascimento. O motivo de eu ter sido enviado para a terra é justamente porque você estaria aqui, porque você é a minha alma gêmea. Há vários planetas nessa galáxia, vários povos e vários sóis. Mas eu estou na terra somente porque você existe, somente porque somos destinados.

— Para de falar essa merda, Kent! Para de me chamar assim! Você tem noção... Do quanto isso é doentio? Do quando isso é um absurdo?

— Alura...

— Ela me machuca, cacete! – ela gritou instável, suas lágrimas enfim descendo – A sua marca maldita me machuca, me alfineta e me aflige. Me causa sentimentos ridículos só por que os seus pais não queriam que você ficasse sozinho!

— Não... Não, a marca não simula sentimentos, querida... — sua voz adquiriu um tom mais forte de desespero ao ver á situação fugindo do seu controle, disposto á fazer Alura acreditar que qualquer sentimento que ela já tivesse por ele era puramente por si mesma.

— EU JÁ DISSE PRA VOCÊ NÃO ME CHAMAR ASSIM! – ela soluçou, os seus olhos transbordando como cachoeiras.

— Eu sinto muito que a marca lhe aflija mas ela não tem vida própria, é a porta da sua alma, lua. Ela só faz o que o seu âmago pede. Eu sei que pode soar ofensivo, mas não há como explicar porque...

— Cale a boca! – ela gritou, um soluço rompendo á sua garganta – Não há como explicar porque essa merda é exatamente isso: inexplicável. É um atentado contra o meu livre arbítrio, é um crime contra os meus direitos. Vocês não podiam fazer isso!

E então ela chorou, chorou de verdade. Alura odiava chorar, detestava, fora ensinada desde pequena que era uma fraqueza qual ninguém era digno de presenciar, mas nesse momento era tudo o que ela sabia e podia fazer. Clark paralisou em seu lugar, seu corpo em alerta precisando conforta-la, precisando ampara-la. Mas ele não podia. Porque se aproximar só a faria quebrar mais, só causaria mais dor nesse momento. Até mesmo o seu lado Kryptoniano estava quieto, com raiva de si mesmo mas quieto, ainda ajoelhado para ela, quase de bruços. Ele sabia o seu lugar e nesse momento não era ao seu lado.

— O acidente... Agora tudo faz sentido... Zod só me perseguiu por causa disso, não é? Por causa dessa marca estúpida? Pra lhe afetar? Ela serviu de radar? – ele não teve força verbal para respondê-la, suas próprias lágrimas querendo correr pelo o seu rosto, então ele acenou. Ela soluçou com mais força – Você tem noção de quantas pessoas morreram por minha causa? Você tem noção de quantas vidas eu pus em risco? Havia uma criança comigo!

— Eu não sabia... Da sua existência – ele lamentou mais uma vez, a culpa o corroendo como ferrugem na sua corrente sanguínea. Sentia-se doente — Eu não sabia, Alura. Eu juro. Eu... Faria tudo diferente se soubesse o que me aguardava, eu teria a procurado, eu não perderia tanto tempo, eu...

— Lois Lane – sua voz soou branda ao falar novamente quando os seus olhos tristes se fixaram nos seus com a natural selvageria no centro das suas íris – Lois Lane era a sua noiva. Por quanto tempo?

— Eu sei o que está pensando, Alura – ele se aproximou mais um passo, a sua voz implorando – Não faça isso, por favor.

— QUANTO TEMPO?

— Estávamos juntos á quatro anos – ele respondeu firme, seu estômago uma festa ansiosa. Sua prometida o encarou firmemente, respirando fundo antes de voltar á falar.

— E por que se separaram?

— Lua, não.

— Responda-me, seu maldito!

— Eu sei o que está pensando Alura, e não permitirei que você se autoflagele por isso.

— Você me deve isso! Me responda! Porque vocês se separaram?

— Nosso relacionamento já não ia bem, estávamos fadados ao fracasso, você não teve nada a ver com isso.

— Mentiroso!

— Por favor, me escuta!

— Diga-me o seu principal motivo, diga-me á primeira coisa em que pensou quando dispensou á sua noiva! Diga-me!

Ele engoliu em seco apertando os seus punhos firmemente, suas primeiras lágrimas enfim se rendendo e rolando pelo o seu rosto.

— Porque eu encontrei á minha alma gêmea e onde ela estiver o meu destino está.

Alura emudeceu, suas próprias lágrimas rolando pelo seu rosto e caindo nos seus seios, correndo para á gaze que cobria a sua marca. Sentia-a sangrar, coçar e pinicar. Sentia-se terrível. Era um turbilhão tão grande de sentimentos que ela não soube canalizar nenhum, absorvendo as informações quais foram jogadas em sua cara. Ela não sabia o que dizer, não sabia nem que olhar o dar, ela só estava lá, parada, olhando para o seu rosto choroso e conflituoso. Ela se recusou a sentir os sentimentos que ele tentava transmiti-la, ela não poderia sentir mais nada além dos seus próprios conflitos: dor, traição, mágoa, raiva, sujeira. Estava enojada consigo mesma, sentia vontade de lavar sua marca com alvejante até que ela sumisse. Ela fora o motivo de um lar ser desfeito por uma ilusão boba de menino perdido. Nesse momento, em algum lugar de Metrópolis, uma mulher chorava sobre o vestido de noiva qual nunca usaria com o homem que possivelmente amava simplesmente porque uma cicatriz em seu corpo dizia que o seu livre arbítrio tinha ido á merda e que aquele homem não poderia ficar com mais ninguém além dela.

Sentia-se tão suja que repentinamente á bile lhe veio á garganta.

Então ela se virou lentamente em direção á porta, se abaixando e calçando os seus sapatos. Clark gaguejou surpreso atrás de si antes de repentinamente aparecer ao seu lado literalmente num piscar de olhos, fazendo os seus cabelos voarem pela velocidade. Ela não se importava, não se surpreenderia. No mais só a causou mais dor ao perceber que ela jamais poderia correr dele.

— Onde você vai?

— Casa – respondeu silenciosamente. Ela não tinha energia pra gritar, pra bate-lo ou ofende-lo. Ela só queria ir pra casa.

— Não, por favor não, vamos conversar...

— Não temos nada pra conversar. Nunca tivemos. Isso tudo foi um erro – o peito dele falhou uma batida, seu El interior, a sua figura de maior força, completamente rendido com a testa no chão. Ele só queria retroceder no tempo e não ter sido tão estúpido.

— Lua, por favor, não faz isso.

— Nunca. Mais. Me chame. Assim – ela se virou pra ele, seu dedo apontado diretamente no seu rosto. Então ela tomou ciência dos meses que se passaram, dos dias no hospital, da mãe de Pietro chorando por ela supostamente tê-lo salvo, das cicatrizes em seu corpo, dos pensamentos estranhos que estava tendo, da oscilação de humor frequente, dos encontros e desencontros com o mesmo a perturbando, da tarde maravilhosa qual passaram e do quanto dela mesma ele presenciou, do quanto ela abaixou a sua guarda, do quanto ela confiou e confidenciou. Então ela quebrou um pouco mais, suas lágrimas ardentes passando pelo âmbar dos seus olhos – Eu confiei em você...

Ela bateu com o indicador em seu peito sólido.

— Confiei os meus sorrisos á você, confiei o meu lado mais humano á você, lado esse que pessoas da minha família nunca viram. Eu confiei nas suas palavras.

— Eu não menti. Em nada do que eu disse. Eu juro que não, por favor, me escute – ele implorou, sua voz rouca de um choro compulsivo que subia pela sua garganta lentamente.

— Eu confiei em você durante toda á noite pra no final você fazer eu me sentir como uma vagabunda.

E de tudo o que poderia acontecer naquela noite, ele não esperava por isso.

Clark arregalou os olhos, o ar escapando dos seus pulmões. Ele estava horrorizado, ofendido ao máximo. Suas mãos agiram antes que o seu cérebro quando ele a segurou pelos braços e a aproximou dele, sua voz vacilando diversas vezes antes que ele conseguisse formular uma palavra.

— Nunca mais... Fale algo tão vil sobre si mesma. Você não é nada disso, a marca não está em você com esse propósito, não é assim que eu a vejo. Não diga algo tão bárbaro novamente!

Ela se encolheu levemente com o seu tom grave e se desvencilhou, raiva cintilando em seus olhos.

— Não sou? Então diga-me o que sou, Clark, porque estou confusa. Ao meu veredito quando uma pessoa é marcada como um gado para pertencer a alguém, esse alguém rompendo um noivado por causa do gado marcado e ambos serem obrigados a conviver um com o outro sob falsas profecias, é o que? Uma pessoa de respeito? Se parece com uma vagabunda para mim, daqueles clichês baratos e mau escritos.

Clark cambaleou para trás como se tivesse sido acertado, suas pernas falhando sob á pressão dos seus membros entorpecidos, seus olhos arregalados. Ele estava horrorizado, enojado, severamente afetado pela agressão verbal como se ela tivesse lhe atravessado um punhal em sua caixa torácica. Alertas gritavam em sua cabeça que ele deveria corrigi-la, chorar aos seus pés sobre o quanto ele a amava e o quanto ele a respeitava, sobre ela ser a sua senhora e o seu pilar. Alura era o seu tudo, o único motivo da sua felicidade, e vê-la falando que o motivo que a tornava dele fazia-a se sentir como uma vagabunda era uma informação que o seu cérebro jamais processaria. Ele estava chocado.

— Eu vou embora – ela sussurrou.

— Espere – ele também sussurrou, sua voz embargada enfim se rendendo á dor em seu peito, enfim chorando livremente – Por favor, não vá. Por favor.

— Seja um homem de palavra e cumpra a minha última condição, Kent.

— Querida, eu imploro, por favor vamos conversar.

— Você prometeu que me deixaria ir e que nao me seguiria – ela continuou como se não tivesse o ouvido – E se você for o homem de palavra que diz ser não irá me impedir ou me seguir quando eu sair por essa porta.

Então ele lentamente a soltou, seus dedos escovando a sua mão numa última tentativa de impedi-la. Ele soluçou quando ela se virou e abriu a porta.

— Alura... Fica... Por favor...

E ela partiu batendo a porta no processo. Ainda em pé encarando a sua porta ele ouviu os seus passos apressados correrem degrau por degrau escada abaixo de todos os andares até chegar á recepção, ouviu o seu choro quando passou pela portaria e os seus soluços quando ela correu rua a fora. Ele não a seguiu mesmo que cada parte sua clamasse por isso, ele deu a sua palavra. E então, quando ele não poderia mais acompanhá-la com os seus sentidos apurados ele gritou. A bola em sua garganta fugiu dos seus lábios num som terrível e desconsolador o fazendo cair de joelhos, seus braços se abraçando com força enquanto ele batia lentamente sua testa na porta, suavemente, sem força pra fazer mais nada além de gritar e lamentar. E quando a sua voz ficou rouca e o seu chão cheio de lágrimas ele gritou mais, a polícia chegando uma hora depois o encontrando na mesma posição ajoelhada com o rosto lavado em lágrimas e a cabeça baixa na porta recém arrombada do seu apartamento, seus braços o apertando com força tentando fazer a dor dentro de si sumir.

— Filho, o que está acontecendo aqui? – o policial disse, a arma ainda apontada pra sua cabeça abaixada. Ele soluçou mais um pouco, sua garganta ardendo pelo esforço.

— Eu prometi que a deixaria ir – ele sussurrou para si mesmo, sua voz falha – E ela levou a minha alma com ela.

Repassando a tarde e a noite que tiveram juntos ele se encolheu de saudade desejando sentir o seu calor o abraçar novamente, sua posição com certeza parecendo patética aos oficiais á sua frente. Ele não se importava, nada mais ao seu redor importava, nem mesmo a sua dignidade quebrada frente á estranhos. Alura o odiava. Alura achava-se suja por pertencer a ele. Alura o deixou.

E ele a amava mais do que tudo no mundo. Como provaria isso á ela?

Notas finais
Hey, amores. Cá estou novamente. Já faz um tempo, não é? Bem, eu gostaria de me desculpar, eu entrei num frenesi de trabalho, escola e maternidade com tanto foco que eu não via mais nada na minha frente, o isolamento temporário na minha cidade me fez perceber o quanto eu estava descuidando de mim e o quanto eu estava com saudades de vocês. Bom, eu detesto dividir capítulos. Com todas as minhas forças. Pra mim tira o impacto qual eu queria causar nas minhas leituras num único capítulo, mas ele realmente precisou ser cortado porque bati quase 20.000 num todo. Isso fora o capítulo 18, que foi o começo de toda a noite de Alura qual eu também dividi e cá estamos nós com três partes de um único acontecimento. Apesar de estar frustrada em fazer volume na fic com vários capítulos de uma coisa só, eu também me sinto bem por ter conseguido expressar exatamente aquilo que eu queria passar. Acho que consegui manter o sentimento de angústia no cap 20 apesar dele ser bem menor e com menos descrição dos fatos que o 19. Espero que vocês tenham chorado junto comigo e com esse casal, e acima de tudo: espero que tenham gostado. Relendo os comentários do cap 18 e finalmente os respondendo eu senti o amor de vocês por YRMW mesmo depois de tanto tempo sem atualizar, e decidi então permanecer com a fica no ar. Não vou mentir, as atualizações não serão contínuas, isso também me chateia porque quando iniciei a fica estava prevista para ser finalizada em seis meses, e cá estamos nós depois de três anos sem nem sair da faixa de saída. Me perdoe, realmente, não era a minha intenção ser esse tipo de escritora mas essa história fora criada quando minha vida passava por uma transição, e de repente toda a minha vida acadêmica, materna e de empregada estava unicamente na minha mão. Eu não estava tendo tempo nem para mim. Me perdoem novamente. Eu agradeço do fundo do meu coração por ter conhecido pessoas maravilhosas aqui no site, pessoas quais eu levarei pro resto da vida comigo, pessoas quais são agora mais do que amigas. Obrigada por estarem sempre aqui. E obrigada pelas recomendações, os favoritos (VOCÊS ME OUVIRAM QUANDO EU PEDI PRA NAO DEIXAREM A OPÇÃO DE ENFEITE! YEAH!) e os seus comentários. São literal.ente tudo pra mim. E obrigada também pelas mensagens privadas. Eu lamento muitíssimo por não as responderem e lamento mais ainda por não poder faze-lo mais, o nyah sempre tira as mensagens em 30 dias e eu fiquei bem mais que isso sem entrar no site. Se quiserem mesmo que eu as veja, me reenviem e eu as responderei. Obrigada por tudo, meninas. Eu gostaria muito de dar as sinceras boas vindas á minha fanfic para as novatas(os)! Obrigada por darem chance á minha história! E não sejam tímidos! Eu estarei aqui pra interagir com vocês com o mesmo valor qual vocês interagirem comigo, a tia dark é carente de atenção e.e Ah! Eu tenho uma nova fanfic ~nao me matem ~ no site, se passa no universo Marvel e mais uma vez eu estou querendo explorar um tema pouco conhecido aqui no Br: fanfic poliamor entre Bucky x Steve x Oc. Se você ama os soldados, essa fanfic é sua! Se você quer ver cenas picantes entre um trio, essa fanfic é pra você. Se você está cansada de ver fanfics com triângulo amoroso conflitante em que tem que escolher um ou outro cara, então, minha querida, essa fanfic é pra você porque eles vão se pegar mutuamente! Dá uma chance pra minha história nova, vai ❤️ Se chama 'E Três Fazem Uma Festa', vejo vocês lá? E por último, mas não menos importante: se previnam. Há um vírus perigoso correndo entre nós e nossas autoridades não está dando a mínima, mas por favor, não façam pouco caso. O vírus é sério e é real, fiquem em casa, evitem contato com a rua, sua família agradece. E se alguém dodói está lendo isso eu quero que saiba que a minha energia e orações está totalmente filtrada em você. Vamos passar por isso juntos, com certeza. Meninas, amo vocês. Amo demais. Muito obrigada por serem mais do que minha família. Beijos da tia Dark!