Notas iniciais
Oooooi, olha quem chegou cedinho :3
Ah gente, eu pulei uns reviews para conseguir postar agora, mas eu já vou responder!!
Faz tempo que eu não agradeço pelos reviews né? Gente, muito obrigada por todos, eles são perfeitos!!
Muito obrigada mesmo!
Enfim, eu espero que gostem do cap., desculpem qualquer erro, me avisem!
Boa leitura!

7hs03min. Segunda Feira.

Harry POV


Eu fui dormir bravo e acordei com o humor do cão!

Quando eu resolvi que o meu estoque de energia estava baixo e eu precisava dormir eram 22hrs. E o Louis ainda não havia chegado.

Fitei o teto do meu quarto e bufei com raiva. Se ele dormiu na Eleanor, eu vou ficar muito bravo. Eu vou ficar uma fera. Eu nunca mais vou olhar para a cara dele.

Levantei e fui até o armário, pegando o uniforme da escola e vestindo-o. Ainda tinha a merda da escola, numa segunda-feira. Merda de vida. Merda de Louis. Fui até a porta e saí do quarto, indo para o banheiro fazer a higiene matinal e arrumar os cachos.

Já devidamente pronto, segui para a cozinha, pois agora era hora da alimentação matinal. Quando passei pela sala, já que os dois cômodos eram juntos, encontrei Louis deitado no sofá.

– Louis? – Falei alto, olhando confuso para o corpo jogado e babando no sofá da sala. Me aproximei dele, colocando a mão em seu braço e balançando-o. – Louis!

– Hã? O quê? Oi? – Acordou confuso, olhando em volta com os olhos fechadinhos de sono. – Ah, você acordou. – Sentou no sofá, esfregando os olhos.

– O que você está fazendo aqui? – Perguntei, ainda com raiva.

– Eu cheguei já eram quase 23hrs. Eu vim direto para cá, a porta estava aberta, mas você trancou a do quarto. Eu bati, mas você não respondeu, estava roncando. Então eu decidi dormir aqui. – Ele me olhava culpado.

– Por que você não voltou mais cedo? Eu te esperei até as 22hras! – Coloquei as duas mãos na cintura, olhando bravo para ele.

– Eu não consegui. A Eleanor me arrastou do shopping para a casa dela. A mãe dela preparou o jantar. – Respondeu baixinho, como se estivesse com medo.

– Então você nem ao menos terminou com ela, não é? – Dei de costas para ele, seguindo para a cozinha.

– Eu não consegui! – Deu um pulo no sofá, me seguindo.

Não respondi, apenas peguei uma tigela no armário e me servi cereal com um pouco de leite. Louis estava parado na porta da cozinha.

– Eu não tive tempo de falar com ela sobre isso. – Falou, e eu apenas fitei-o de canto. – Esse não é um tipo de assunto que eu posso falar na praça de alimentação, né Harry?

– Você só me mandou uma merda de uma mensagem, Louis! – Virei para ele. – Eu pensei que ao menos você fosse terminar com ela. – Larguei a tigela depois de suas colheradas.

– Harry, me desculpe. Eu tentei, mas a Perrie não saía de perto. – Se aproximou, parando a minha frente. – Eu vou terminar com ela, tá bom? Eu só tenho medo que ela descubra sobre nós, e acabe contando para o pai dela.

– Por quê? – Olhei confuso para ele.

– Ele pode contar para o meu pai, e eu não quero que o meu pai saiba por terceiros. Eu quero contar para o pai e para a mamãe quando eles voltarem. Eu quero contar.

– Entendo... – Abaixei a cabeça.

– Hey, me desculpa, é sério. Eu vou terminar com ela, mas nós não vamos poder sair de mãos dadas por aí até meus pais voltarem. – Louis levou suas duas mãos até meu rosto, levantando-o.

– E se o seu pai não gostar disso? – Perguntei.

– Quem se importa? Eu vou contar para deixar tudo claro, mas eu não ligo para o que vão pensar. Eu liguei alguma vez na minha vida para o que disseram de mim? Não né? Então, não vai ser agora que isso vai acontecer. – Sorriu acolhedor, e eu devolvi tímido.

– Você vai mesmo terminar com a Calder?

– Assim que eu tiver a oportunidade, eu prometo. – Arrastou o polegar sobre a minha bochecha em forma de carinho. Sorri.

Louis aproximou o rosto, colando nossos lábios. Passei os braços pela sua cintura enquanto ele abraçava o meu pescoço, juntando nossos corpos. Pensei que ficaríamos algum tempo daquela posição, mas Louis se separou.

– Lembrei! O seu presente. – Deu um passo para trás, apalpando os bolsos da calça.

– Ah, isso! Você está pensando o quê, Tomlinson? Que você pode me comprar com um presente como você faz com a Eleanor? Eu realmente fiquei bravo com você por causa de ontem, okay? E não te desculpei por causa do presente, te desculpei porquê... Eu nem sei porquê eu te desculpei! – Cruzei os braços, nervoso.

– Para a sua informação, eu não fiz isso com a intenção de ser um pedido de desculpas, muito menos com a intenção de te “comprar”. – Revirou os olhos. – Eu sei que você não é como a Eleanor, Styles. Eu comprei esse presente por carinho, okay?

– Sei. – Falei ríspido.

– Eu comprei esse presente – Balançou dois saquinhos de veludo vermelhos, daqueles que se colocam joias, na minha frente. – por causa disso. – mostrou o dedo anelar, que tinha uma aliança grossa de prata na tal eu tinha certeza que estava gravado “Eleanor” dentro e me fazia girar os olhos em desprezo de imediato, um gesto praticamente involuntário.

– O quê que tem essa coisa no seu dedo?- Continuei no mesmo tom de voz e com braços cruzados.

– Já que eu ainda não posso tirá-lo, eu comprei isso para nós. – Louis abriu os dois pacotinhos, deixando duas correntes prateadas caírem na palma de sua mão. – Eu sei que isso pode ser brega ou... Gay demais – fez uma cara confusa. Porque meter a mão dentro da minha boxer não é gay. – Mas eu só... Queria te deixar ciente que eu não estou te enganando, então eu comprei isso.

Puxou as duas correntinhas e deixou apenas os pingentes amostra na sua mão. Era um “C” e um “B” bem pequenos, também prateados. Me perguntei mentalmente porque aquelas letras.

– É “B” de “boo bear” e “C” de “Curly”, já que eu não posso deixar claro demais. Achei que seria fofo. – Entortou a cabeça para o lado, como uma criança faz quando está em dúvida. – Se você não quiser, eu vou entender, mas eu vou usar o “c”. – Falou e levou a corrente até o pescoço, colocando-a.

– Eu te odeio, Louis. – Falei, e ele me olhou assustado. – Eu não consigo ficar bravo com você. – Suspirei. Ele me fitou com uma mistura de choque e expectativa. Virei de costas para ele. – Coloca o “b” em mim, boo? – Perguntei, e o ouvi dar uma risadinha de alívio.

– Claro. – Passou a corrente pelo meu pescoço, ajeitando-a ali, e depois depositou um beijo no mesmo. – Desculpa por ontem, okay?

– Okay, Louis. Eu entendo... – Menti. Por mim ele já havia dado o pé na bunda que a Eleanor não tem, como diria o Zayn, mas eu tinha que dar “tempo ao tempo”. – Agora vá se vestir antes que nos atrasemos para a escola.



*~~***~~*


– Oi garotos! – Niall sorriu largo quando eu e Louis entramos no corredor dos armários, já na escola. Caminhamos até ele, já que os armários eram divididos por séries e os nossos eram próximos.

– Bom dia, Horan. – Cumprimentei, e Louis apenas retribuiu o sorriso. — Cadê o resto?

– O Liam está a caminho, acordou atrasado, o Zayn está no banheiro e o Josh eu não vi. – Niall passou o relatório.

– Talvez o Josh nem venha. – Zayn chegou, passando um braço pelos ombros do Niall e sorrindo maroto. – Ele pode estar com vergonha.

– O que você fez? – Arqueei apenas uma sobrancelha. – Você está acabando com a inocência do meu amigo.

– Inocência? – Falou aos risos, parecendo surpreso, depois deu uma gargalhada alta e irônica. – Querido, acho que você nunca ficou no mesmo carro que o Josh.

– O quê? – Niall olhou para ele surpreso. – Espera, tem algo rolando que eu não estou sabendo?

– O Devine, Zayn? – Louis perguntou. – Eu esperava bem mais do Josh.

– Cala a boca, Louis. Eu esperava bem mais do Harry, e aí? – Zayn olhou Louis desafiador, e o segundo apenas crispou os lábios, semicerrando os olhos.

– Nossa, vocês já estão brigando? – Liam chegou perguntando.

– O seu amiguinho é um babaca. – Louis falou com desgosto.

– Vocês nunca vão ser amigos? – Perguntei.

– Não! – Falaram em uníssono, cruzando os braços.

Abri a boca em choque pela revolta dos dois, mas antes que eu pudesse falar algo, o sinal soou alto, avisando que teríamos aula agora. Louis empinou o nariz e nem ao menos me esperou, seguindo direto para a sala de aula. Niall virou os calcanhares e foi também, e Liam, percebendo que o namorado saiu, seguiu-o.

– Que gente apressada, nossa, é só aula. – Zayn revirou os olhos. – Olha quem chegou. – Zayn falou sapeca, apontando discretamente para o final do corredor.

Josh aparecia entre algumas pessoas, com a mochila em apenas um ombro e uma touca cinza tapando seus cabelos. E ele não tira uma cara muito boa.

– Hey, Josh, o plano funcionou para você? – Zayn falou alto, quando Josh estava a alguns passos de distancia, e Devine levantou os olhos para encara-lo.

– Vai à merda, Malik. – Respondeu ríspido.

– Para mim não funcionou, que tal uma carona para casa hoje?

– Eu vou passar o meu carro por cima de você. – Olhou raivoso.

– O quê? Não ouvi. Vai ficar por cima de mim? – Malik sorriu maroto, e eu arregalei os olhos.

– Para, Zayn! Eu te odeio! – Josh apertou o passo, e em instantes ele já entrava na sala de aula.

– Eu perdia alguma coisa né? – Perguntei à Malik.

– Perdeu bastante coisa. – Riu. – Vamos para a sala antes que o Louis mande uma mensagem dizendo que não te quer comigo e essas baboseiras.

Concordei, afinal eu não duvido nada disso. Depois de alguns passos já estávamos na sala de aula e eu fui direto para o meu lugar, ao lado de Josh. Louis havia sentado ao lado de Eleanor, e deu um sorrisinho e uma piscadela quando passou por mim, colocando a corrente para dentro do casaco. Fiz o mesmo. Sentei ao lado de Devine.

– Temos que conversar, não temos? – Perguntei baixo para ele, que apenas balançou a cabeça, assentindo.

– Temos mesmo. Mas só na hora do recreio.

Agora vou ficar curioso até lá.





*~~***~~*


– Você é um filho da puta desgraçado mesmo, né Harry Styles?! – Josh saiu furioso da sala de aula, e eu o segui com Niall no meu encalce. Seguíamos para o refeitório enquanto Liam e Zayn iam ao banheiro e Louis carregava a bolsa da Eleanor por aí.

– Mas a ideia nem ao menos foi minha! – Reclamei.

– Maldita seja Perrie Edwards! – Xingou a pobre loirinha.

– Tudo isso por causa de um trabalho, Josh? – Niall perguntou, e Josh o lançou um olhar fulminante.

Tivemos aula de biologia, e a professora passou um grande trabalho em dupla sobre síndromes genéticas para a próxima segunda. Perrie convenceu Eleanor a fazer o trabalho com ela, já que eu e Louis morávamos na mesma casa, seria fácil para nós fazermos juntos e elas eram moravam bem próximas. Niall e Liam obviamente fariam em dupla, logo Zayn e Josh...

– Eu não quero pensar em ficar sozinho no mesmo lugar com o Zayn! – Josh continuava reclamando.

– O que aconteceu, hein? – Perguntei, sentando em uma das mesas, e Devine sentou-se a minha frente, enquanto Niall comprava um sanduiche para ele.

– Eu agarrei o Zayn dentro do meu carro ontem, mas um policial desgraçado nos pegou no flagra. – Contou, e eu arregalei meus olhos, não acreditando.

– Mas... Você agarrou?

– Sim, eu pensei que se eu acabasse logo com isso, esse drama todo ia parar. Ele ia me esquecer e eu não seria atormentado nos meus sonhos por Zayn Malik. Porém, não funcionou, é. – Bufou. – Só pirou, na verdade, porque agora eu sei como é, e tenho a impressão que quero terminar o que aconteceu lá... E isso não é bom.

– Bem, bom deve ser né, Josh. – Falei, e ele me olhou sério. – Mas vocês hein, eu demorei muito tempo para ter um contato intimo com o Louis e vocês já estão se pegando no carro, que fogo. – Ri enquanto ele ainda me fitava sem emoção alguma.

– Você e o Louis ainda não transaram? – Perguntou.

– Não... – Senti minhas bochechas corarem. – No máximos uns... beijinhos.

– Beijinhos, sei, onde esses beijinhos foram que me assusta. – Riu, e por mais que seja o Josh, eu ainda sentia minhas bochechas queimarem.

– O Niall e o Liam devem ser os únicos de nós que andam transando. – Falei, e Josh concordou.

– Infelizmente. – Riu pelo nariz.

– Infelizmente, nem eu, queridos. – Niall, com o sanduiche e uma latinha de Pepsi, sentou ao meu lado.

– Você e o Liam não fizeram nada ainda? – Josh perguntou. – Vocês ficaram um mês naquele “chove e não molha”, finalmente estão namorados, e não fizeram nada?

– Eu sempre paro... Ou alguém atrapalha. – Riu, como se lembrasse de algo. – A gente não tem sorte. Mas olha, ‘tá difícil de controlar...

– Eu não sei o que vai acontecer nesse trabalho, sério. – Josh falou. – Não me responsabilizo pelos meus atos.

– Você sabe que isso é bem gay, não é, Josh? – Perguntei.

– Eu não sou gay.

– Tá bom...

– Nós estamos parecendo três menininhas falando dos namorados. – Niall fez careta, e eu concordei.

– Eu não tenho namorado! – Josh deu mais um ataque. – Eu não sou...

– Gay, okay, já entendemos, Sra. Malik. – Falei.

– Eu ainda vou quebrar os seus dentes!



*~~***~~*

– Onde você estava? – Falei quando vi Louis se aproximar.

Eu acho que estava esperando Tomlinson encostado no carro dele fazia uns dez minutos. O sinal que indicava o fim das aulas já havia tocado fazia no mínimo uns vinte minutos, porém eu fiquei conversando com Josh, até o mesmo ir embora e eu ficar aqui mofando a espera de Louis.

– Estava me livrando da Els. – Chegou correndo, e me deu um abraço, me fazendo bater com as costas no carro. O estacionamento estava vazio.

– Demorou hein?

– Ela queria que eu almoçasse com ela, mas eu a convenci de me largar. – Sorriu, enrolando seus braços no meu pescoço. Pus minhas mãos em sua cintura. Louis sorriu, aproximando seu rosto do meu, mas eu desviei. Me olhou incrédulo. – Que isso?

– Eu tenho certeza que você beijou a Eleanor, não quero os germes dela. – Empinei o nariz, ainda com o rosto virado.

– Mas na verdade foi ela que pegou os seus... – Arqueou apenas uma sobrancelha.

– Mesmo assim. – Segurei o riso.

– Me beija, Styles. – Segurou meu rosto com força, virando-o e colando nossos lábios.

Soltei uma risadinha enquanto Louis forçava seus lábios contra os meus, segurando meu rosto pelas bochechas. Levei minhas mãos as suas, tirando-as dali e tornando o beijo menos violento, já que antes ele amassava meu rosto. Aprofundamos o beijo, e eu passei meus braços pela sua cintura novamente.

Quando o ar se fez necessário, desgrudamos os lábios depois de dois selinhos, e Louis me olhou sorrindo.

– Está usando a corrente ainda, né? – Pôs a mão sobre a gola da minha camisa, puxando-a. – Você pode mostrar agora. – Sorriu largo.

– E você também. – Falei, e ele assentiu, fazendo o mesmo com a corrente dele.

– Como foi o recreio com a Calder? – Perguntei.

– Nossa, horrível. Ela e a Perrie brigaram. Acho que a Perrie estava de TPM ou algo assim, porque ela sempre aceita tudo que a Eleanor diz, mas dessa vez elas discutiram quando a Calder falou mal de uma menina lá. Não entendi muito bem o porquê. Eu estava te procurando, mas não achei. Onde você estava no recreio?

– Eu fui para o refeitório com o Josh e o Niall, e depois nós seguimos para aquela parte com árvores da escola, para onde normalmente só nós vamos. Lá o Liam e o Niall podem ficar normais sem ninguém olhar torto.

– E o Devine e o Malik?

– Se matando, como sempre. Ou eles estão brigando, ou estão se beijando. Não os entendo. – Ri, e Louis soltou uma risadinha anasalada também, para depois me roubar mais um beijo.

– Aí! – Ouvimos alguém falar, e eu senti meu coração parar uma batida. Louis foi num pulo para longe, olhando em volta. A uns três carros de distância, que deviam ser de professores, vimos Perrie caída de joelhos no chão, com todos os seus livros caídos ao seu redor.

Virei para olhar Louis, e ele estava pálido.

– Perrie? – Ele falou baixo. A menina loira juntou todos os livros e se pôs de pé em segundos. Arrumou o cabelo e a saia da escola.

– Você e o Harry? – Perguntou, se aproximando devagar.

Louis olhou para mim e eu sentia que meu coração podia sair pela boca. A expressão de pavor do Louis seria engraçada se a situação não fosse assustadora.

–Perrie, você... Por favor, eu posso... – Louis tentou falar, se embolando com as palavras.

– Calma. – Ela falou, esticando a mão para ele. – Eu não vou contar para a Eleanor.

– Não vai? – Perguntei sem nem ao menos perceber as palavras fugindo da minha boca.

– Não, não vou. – Ela confirmou. – Calma.

– Mas ela é sua amiga. – Louis olhou para Edwards confuso.

– Eu sei disso, mas vocês também são, não são? – Tentou dar um sorriso, apesar do espanto ainda estar estampado na cara dela.

– Somos. – Louis concordou.

– Eu cansei da Eleanor. Ela nunca vai entender. – Falou. – Vadia preconceituosa, mesquinha. – Falou. O rancor rasgando a voz dela. – Eu a aguento desde criança, eu estou cansando.

– Como? – Louis perguntou parecendo confuso.

– A Eleanor é uma puta preconceituosa. Se ela souber disso, ela vai dar um jeito de fazer da vida de vocês um inferno. – Falou. – Eu cansei dela.

– Então você não vai contar? – Louis perguntou novamente.

– Não vou. – Riu nervoso. – Estou feliz de saber que ela está sendo traída. E que é com outro cara. – Olhou para mim, sorrindo malvado. Cheguei a sentir um arrepio na espinha. – Ela merece isso.

– Tem certeza que vocês são amigas? – Louis perguntou.

– Você não entenderia, Louis. – Perrie respondeu. – Ou sou amiga da Eleanor, ou ela acaba com qualquer status social que eu tenho.

– E quem precisa disso? – Perguntei.

– Eu não quero ser a garota estranha da escola, Harry, não tenho estômago para isso. – Me respondeu. – Mas não se preocupem vocês dois, eu não vou contar para ninguém.

– Okay... – Louis concordou, mas ainda parecia nervoso.

– A propósito, vocês fazem um belo casal. – Sorriu meiga pela primeira vez desde que o assunto começara. – Sério, eu não vou contar.

– Por que você estava escondida aqui? – Louis perguntou?

– Eu fiquei depois do horário para falar com a professora de biologia sobre o trabalho. Então eu vim sair pelo estacionamento porque é como se fosse um atalho para minha casa, que fica aqui nos fundos. E quando eu vi vocês dois juntos eu... Parei para ver. – Mordeu o lábio inferior, ficando corada e abaixando a cabeça.

Senti minhas bochechas queimarem.

– E então você se escondeu atrás de um carro para nos observar, mas acabou caindo? – Tomlinson perguntou.

– Sim, eu sou um desastre. – Continuou com a cabeça baixa. – Eu tenho que ir. Até mais. – E num piscar de olhos ela saiu correndo.

Continuei parado no mesmo lugar, pés grudados no chão, e o rosto do Louis continuava sem coloração. Tomlinson suspirou e se virou para mim, apontando para o carro, e eu entendi que devíamos ir para casa.

Dei a volta no carro, entrando no mesmo, e Louis fez igual. Sentamos no banco e ficamos em silêncio, apenas olhando o estacionamento através do para-brisa. Ele suspirou, deitando a cabeça no volante.

– Acho que o meu plano de ser discreto não funcionou. – Falou, soltando uma risada logo depois, que pareceu mais irônica do que qualquer outra coisa.

– Você acha que ela vai contar? – Joguei as costas contra o assento do banco, fitando o teto.

– Eu não sei... Mas vou confiar nela e acreditar que não. – Levantou a cabeça, me dando uma olhada. Dei um meio sorriso, tentando confortá-lo, mas Louis apenas levantou um canto da boca, numa tentativa de sorriso totalmente falha.

Tomlinson deu partida no carro, e ficamos em silêncio o caminho inteiro.

Como fomos idiotas.


Notas finais
Entãão, gostaram?
O que acharam do presente do Louis?
Confiaram na Perrie?
Vejo vocês nos reviews!!
BJO BJO BJO