You Really Got Me

28 Estava tudo bom demais para ser verdade


Notas iniciais
OOOOOOOI PESSOAS!
Vim mais cedo que no cap. anterior!
Acabei de ter um ataque do coração. Por que? Porque eu tenho nada mais nada menos que SEIS RECOMENDAÇÕES PRA AGRADECER!!
Vocês entendem o que é isso? É tipo, muita emoção pro meu coraçãozinho de autora!
Tenho que agradecer a ThaysRibeiro, a Nathalia, a JEOA71, a Reet, a CrazzyGirl e a Annie belas perfeitas recomendações! Se vocês combinaram pra me matar do coração, conseguiram! Sério gente, muito obrigada, de coração, todas são incríveis!!
Agora o cap: Se estiver chato, ou algo errado, me desculpem mesmo!
Ah, mais uma coisa, o POV do Zayn começa quando eles saem do restaurante, tipo, eu volto no tempo da história, certo?
Espero que entendam...
Boa leitura!
Amo vocês ♥

Harry POV


– Lou?

A minha frente, Josh e Zayn olhavam sério para alguém atrás de mim e Louis ao meu lado soltou um longo suspiro. Olhei para trás, já imaginando quem era.

– Oi Styles. – Eleanor me olhou com desgosto, e ao seu lado Perrie acenou timidamente para todos na mesa. – Lou, você não vai me cumprimentar?

Louis levantou e abraçou-a, que selou seus lábios no dele. Virei o rosto para frente, ignorando a cena e fitando os garotos, que encaravam zangados o “casal”. Olhei para trás novamente.

– Eu esperei você me ligar ontem e nada. – Calder fez bico, passando os braços pelo pescoço de Louis. – Me trocou pelo Styles. – Riu.

E nós rimos com ela, afinal era verdade mesmo.

Mesmo.

– Vamos sentar ali conosco? – Calder perguntou.

– Mas eu vou almoçar com os meninos. – Respondeu Louis com desânimo.

– Por favor, amor. – Fez outro bico.

Louis ficou em silêncio, apenas fitando-a. Deu um logo suspiro. Eu virei para frente, abaixando a cabeça e fitando a toalha vermelha com detalhes em branco do restaurante.

– Tudo bem, eu tenho mesmo que falar com você. – Louis concordou.

– Ótimo! Tchau garotos. – Senti uma mão no meu ombro. – E tchau Styles, já que eu não posso te incluir em “garotos”. – Eleanor falou, rindo malvado.

Olhei-a de canto, vendo-a se distanciar, com Perrie em seu encalce, e sentar-se numa mesa ao fundo. Logo Louis seguia o mesmo caminho sem me dizer nada.

– Tudo bem? – Liam perguntou.

– Tudo. – Respondi.

– Ele é um babaca. – Zayn girou os olhos.

– Calma, ele disse que quer falar com ela. – Liam falou.

– Que frustrante. Estava tudo tão bem. – Bufei, deitando a cabeça no ombro de Niall, que estava ao meu lado.

– Hum, a noite foi boa? – Zayn piscou maroto. – Tá, desculpa. – Segurou o riso quando Liam olhou-o reprovador.

– Hoje de manhã ele disse que ia terminar com ela. – Contei.

– Sério? – Josh perguntou surpreso.

– Sério. Ele disse que achou “alguém” melhor – não pude deixar de sorrir nessa hora- e que iria terminar com ela. Mas eu não sei... – Olhei para a tal mesa ao fundo.

– Ele me contou que estava gostando de você. – Niall afagou meus cabelos. – Ele não mentiria assim.

– Vamos esperar. Talvez ele dê um pé na bunda que ela não tem. – Zayn falou.

– O Malik tem razão, vamos esperar. – Niall virou o rosto para mim, sorrindo consolador.

– Eu acho que é a primeira vez que dizem que eu tenho razão. – Zayn sorriu feliz.

– Ótimo, agora cala a boca, Zayn.

– Porra, Liam, não estraga.


*~~***~~*


– Satisfeitos?- A garçonete simpática perguntou. Assentimos e ela recolheu nossos pratos, deixando apenas nossos copos e nossa Coca-Cola.

– Bom, ele ainda não deu o pé na bunda dela. – Zayn suspirou.

– Ele não vai falar isso na frente da Perrie. – Falei.

– O jeito é esperar para ver o que esse idiota vai fazer. – Niall concluiu, terminando seu refrigerante.

Ficamos mais algum tempo no restaurante. E eu não nego, eu apenas continuava ali para observar Louis e Eleanor. Meus olhos não desgrudavam deles.

– Hazz? – Josh me tirou do transe. – Você ouviu? Nós vamos embora.

– Ah, sim. – Concordei, levantando.

– Você quer que eu te deixe em casa? Você tem as chaves? – Perguntou.

– Eu tenho a chave do portão e da casa dos fundos. Mas eu vou ficar ali na praça um tempo.

– Na praça? Por quê? – Perguntou, parecendo desconfiado. – Hey Payne, paga lá para mim e o Harry? – Liam assentiu, e Josh entregou algumas notas para ele.

– Eu trouxe o meu dinheiro para pagar por mim, okay? – Olhei reprovador.

– Eu não te perguntei nada sobre dinheiro, eu te perguntei porquê você vai ficar na praça. Você vai esperar o Tomlinson, não vai?

– Não, eu só vou curtir a paisagem e tomar um sorvete. – Sorri, mas ele me fitou sério. – Eu vou esperar um pouquinho.

– Não Hazz, vamos embora! – Josh falou manhoso.

– Josh, eu quero espera-lo! – Retruquei.

– Você só vai se magoar. – Cruzou os braços.

– Josh, cuida mais do seu caso com o Zayn, okay? – Falei rindo, e ele fechou a cara.

– Ótimo então, quando ele sair de carro com a Calder, você vai lá chorar com o Niall, okay?

– Cala a boca, Sra. Malik. – Ri.

– Eu te odeio.

– Eu te amo. – Pisquei os olhos rapidinho, fazendo Josh revirar os dele e segurar um sorriso.

– Vamos? – Niall chegou, colocando um braço envolta do meu pescoço e o outro no de Josh. Concordamos e saímos todos para rua. Paramos na calçada, bem em frente à porta. – Bom, nos vemos amanhã então? Eu e o Liam vamos lá pra casa com o meu pai. – Sorriu. Concordamos em nós vermos no outro dia.

– Qualquer coisa você me liga, okay? Eu estava brincando, pode chorar no meu ombro sempre. – Josh me abraçou, e eu devolvi rindo.

– Tudo bem, eu te ligo sim. – Concordei, soltando-o logo depois.

Liam e Niall se despediram e saíram juntos em direção ao carro de Payne. Virei para Zayn, que arrumava o suéter cinza.

– Você não tem carro também né? – Perguntei.

– Não, meu pai acha que eu posso me matar ou matar alguém. – Revirou os olhos, e eu tive que ter muito autocontrole para não rir da cara dele.

– Zayn, você... quer uma carona? – Josh perguntou parecendo tímido.

– Não, eu vou a pé. Tchau para você, Harry. – Zayn sorriu para mim, depois olhou Josh dos pés a cabeça e deu de costas, começando a caminhar.

– Zayn, não fica de birra. – Josh gritou para ele.

– Eu não estou de birra, só acho que você tem que dar carona para a loira de ontem. – Gritou de volta.

– Eu vou lá senão ele continua gritando. – Josh falou e saiu correndo, seguindo Zayn.

Primeiro ele diz que não quer, então vai pegar outra pessoa, e agora corre, literalmente, atrás do Zayn.

Vai entender esse menino.

Enterrei as mãos no bolso do casaco e atravessei a rua, seguindo para a praça. Comecei a caminhar por ali, procurando algum banco para me sentar que eu tivesse uma boa visão do restaurante, e encontrei um mais a frente, um banco cor-de-rosa.

Fiquei ali por um bom tempo, apenas observando as paisagens londrinas. Eu já estava encolhido de frio no banco, dividido entre ir embora ou ficar, quando uma pessoa sentou-se ao meu lado.

– Posso? – Perguntou, e eu olhei para o lado, encontrando aquele garoto ruivo. Ed Sheeran.

– Claro, fique a vontade. – Sorri, e ele se ajeitou melhor no banco.

– Você é o Louis? – Perguntou.

– Não, o Harry. – Ri.

– Ah, sim. Me perdoe. – Ajeitou o violão, que já estava guardado na capa, em seu colo. – Cadê o seu amigo?

– Ainda está almoçando com a namorada dele. – Respondi, deixando um pouco de tristeza aparecer na voz.

– Namorada? – Pareceu chocado. – Desculpe a minha surpresa, e não fique ofendido, mas eu pensava que vocês eram um casal. – Ele corou. Incrível como pareceu mais laranja.

– Tudo bem. – Sorri largo. – Não ofendeu. Mas nós seriamos um lindo casal, não é? – Perguntei, e ele riu fraco.

– Seriam sim. – Abaixou a cabeça, parecendo encabulado. – Desculpa se eu for um pouco curioso, mas você gosta dele? – Fitei-o de canto, e ele arqueou ambas as sobrancelhas como se dissesse “vamos lá, eu sei que é verdade”.

– Eu não devia falar disso para um estranho, mas você me parece confiável: sim, eu gosto dele. – Suspirei, abaixando a cabeça.

– Está escrito na sua testa. – Riu. – Um letreiro bem grande dos anos 90 em azul neon. – Completou, me fazendo rir.

– Nossa, é tão obvio assim? – Soltei uma risadinha nervosa.

– Bom, vejamos: — ajeitou melhor as costas no banco. – vocês estavam abraçados, felizes, sorrindo, e agora você está aqui sozinho e triste, o esperando, enquanto ele está com a namorada, o que me leva a pensar que você não gosta da namorada, o que apenas reforça a ideia de que você gosta dele. – Explicou.

– Uau, você entende as pessoas. – Senti minhas bochechas queimarem.

– É, me dizem bastante isso... Ele sabe que você gosta dele?

– Sabe, só não sabe o quanto, senão não estaria lá ainda. – Mordi a boca por dentro, nervoso.

– Sinto muito por isso. – Me olhou solidário.

– Não sinta, eu já me acostumei.

– Você sofre de amor há muito tempo?

– Eu não sei direito como aconteceu, eu acho que há muito tempo, mas eu só tive a confirmação quando ele conheceu a namorada.

– Vocês são amigos há muito tempo então? – Ele parecia realmente interessado na minha vida.

– Somos... Faz anos... – Sorri, me lembrando do dia que nos mudamos para a casa dos fundos dos Tomlinsons e Louis me chamou para jogar Super Mario Bros. Nunca me esqueci daquele dia. – Ele disse que gosta de mim e que vai terminar com a namorada. Eu acredito nele, mas tenho medo de estar iludido.

– Você o conhece desde criança, você não sabe quando ele está mentindo? — Me olhou curioso.

– O Louis é um caixinha de surpresa, você nunca sabe o que... — Eu explicava, mas ele me cortou.

– Não, Harry, me desculpe, mas isso não justifica. Se você o conhece desde a sua infância, e você o ama mesmo, você o conhece, não é possível. Eu sei quando os meus amigos mentem pelos olhos. Se você sente, e eu disse sente, que ele gosta de você, então é real. Essas dúvidas devem ser coisa do seu psicológico.

Fiquei apenas encarando-o por um bom tempo. Será que ele tem razão?

– Harry, se alguma coisa dentro de você acha que ele corresponde aos seus sentimentos, então tenha paciência com ele, dê tempo ao tempo e as coisas melhorarão. Eu sei que esse é um sentimento ruim, machuca, mas no fim, tudo se resolve. – Lançou mais um de seus sorrisos acolhedores.

– Você sofre por amor também? – Perguntei.

– Sim, mas o meu problema é distância. Minha namorada se mudou para Manchester para fazer faculdade. Eu estou juntando dinheiro para ir para lá, já que meus pais não querem me ajudar. – Suspirou desanimado, apontando para o chapéu sobre seus cabelos ruivos. – Eu trabalho numa cafeteria e canto nas ruas e bares por uns trocados.

– Você deve amá-la muito. – Sorri.

– Sim, e a Mary me amava de volta. – Sorriu tímido. – Sempre deixamos tudo claro. Seus olhos brilham como os meus quando nos olhamos.

– Eu queria ter essa certeza que você tem sobre os sentimentos dela com o Louis.

– Você tem, acredite. No fundo você tem. – Sorriu largo, me dando uma piscadela. – Você quer ouvir a musica que eu fiz para ela?

– Claro! – Respondi animado. Ed tirou o violão da capa e arrumou-o sobre o seu colo.

– São cinco pratas. – Riu. – Brincadeira. A música se chama “Kiss Me”.



*~~***~~*

Cheguei em casa já eram 20hrs, e fui direto para a casa dos fundos, já que não havia sinal do carro de Louis, logo ele não havia chegado ainda.

Quando o Ed estava tocando sua segunda musica – One Night, e devo ressaltar que o cara era incrível. -, eu vi Louis passando pelo outro lado da praça com Eleanor e Perrie, provavelmente indo para seu carro.

Depois disso, nem o Ed cantando “I’m a Loser” dos The Beatles me animou, então ele resolveu que nós deveríamos ir comer alguma coisa, para ver se eu me animava.

Já estava escuro quando ele disse que precisava ir para casa, pois tinha combinado de ligar para Mary às 20h30min. Trocamos números de celular, desejamos boa sorte no amor e seguimos caminhos contrários.

Ele era um ótimo garoto, e eu espero encontra-lo mais vezes.

Tirei o casaco pesado e me dirigi ao banheiro, a fim de tomar um banho.

Eu esperava fielmente que a demora de Louis levasse a alguma coisa, mas a demora dele e o fato de ele não ter avisado nada estava me irritando.

Quando eu tirei o celular da calça jeans e ia coloca-lo sobre o armário da pia do banheiro, vi que tinha acabado de receber uma mensagem do dito cujo.

Desculpa a demora, de verdade. Eu ainda estou no shopping, não consegui me livrar da Eleanor ainda. Espero que entenda.

Sem muitas novidades, mas nos comprei um presente.

XXX

– Um presente? – Li alto. – Você acha que eu sou a Eleanor que você agrada com um presente? – Falei com o celular.

Suspirei. Respira, Harry.

Me lembrei de toda a conversa com o Ed.

Okay, Louis, eu espero que você tenha uma bela desculpa para tudo isso, senão eu estou em greve para você.



Depois do almoço.

Zayn POV


Se eu estava fazendo drama falando que ele tinha transado com uma loira?

Imagina.

É claro que sim.

O Josh é uma pessoa que fala uma coisa e faz outra, isso eu já tinha aprendido. Ele é cheio de conflitos internos. Ele gosta de mim, porém me odeia. Ele não quer me beijar, porém não faz nada para parar quando eu avanço. Ele diz que é a ultima vez, porém nos beijamos quase todo dia.

Ele sabe exatamente o que quer, porém finge que não sabe.

E quando eu digo que ele quer algo, eu quero dizer que ele me quer.

Continuei caminhando e percebi que ele havia desistido de me seguir, o que me deixou um pouco decepcionado. Porém, quando eu ouvi uma buzina e olhei para o lado, encontrando o Chevy Impala SS 1967 preto de Josh andando devagar ao meu lado, meu ânimo voltou.

– Sua casa está longe, não quer uma carona? – Perguntou quando abaixou o vidro do carro.

– Não. – Voltei o olhar para frente.

– Qual é, Zayn, não dá uma de Louis orgulhoso Tomlinson.

– Não me compare com aquela coisa, Devine. – Permaneci sério.

– Mas é o que parece...

– Você transou com uma loira de bar. – Falei, e ele riu debochado.

– Quem te disse isso?

– Eu sinto isso. – Coloquei a mão no peito.

– Pois os seus sentidos estão errados, eu apenas fui lá beber alguma coisa, jogar uma sinuca, essas coisas, você sabe.

– E me esquecer né? Porque eu sou um problema. – Falei com desgosto.

Eu normalmente não me magoo com nada, mas dizer que eu sou um problema é foda.

– Eu só queria beber pra esquecer toda essa confusão, Zayn. – Pareceu levemente arrependido.

– Não transou com nenhuma loira? – Olhei para ele.

– Não, Zayn, não transei com nenhuma loira.

– Morena então? Ruiva...

– Eu não transei com ninguém, cara, para de ser chato!

– Hum, sei. – Empinei o nariz.

– Vamos Zayn, entra aqui logo, sua casa está longe. – Falou manhoso.

– Você não vai me sequestrar e abusar de mim vai?

– Não prometo nada. – Sorriu maroto, parando o carro.

Você provoca e não quer levar, não é, Devine?

Dei a volta e entrei no carro, sentando no banco do carona. Josh sorriu para mim e deu partida no carro. Aquele Impala cheirava bem, e AC/DC tocando no rádio parecia combinar com o momento. Continuamos em silêncio, apenas curtindo a musica – que Josh não parava de batucar no volante.

– Josh, minha casa é nessa rua. – Falei, apontando para a minha rua pela janela do carro.

Virei para Devine, que apenas me olhou de canto, não soltando uma palavra. Me ajeitei melhor no banco, nervoso, suspirando e começando a bater nas pernas no ritmo que ele batia no volante.

Josh entrou umas quatro ruas para baixo da minha, tal que estava praticamente vazia.

– Pronto, eu acho que não conheço ninguém aqui. – Estacionou o carro.

– Josh, você não pode estacionar desse lado, só do outro. – Expliquei. – A rua é estreita.

– Não tem ninguém aqui, não importa. – Falou, sentando de lado no banco e me olhando. – Agora você vai me explicar porque você faz isso?

– Isso o que, querido? – Sentei meio de lado também, encarando-o.

– Você fica me... Me abusando. – Desviou o olhar, corando de leve.

Eu adoro quando ele cora.

– Josh, você é gostoso. – Falei, e ele me olhou surpreso, ficando mais corado ainda. – E você foge de mim. E eu sou gostoso, você não deveria fugir de mim, isso é fora do normal. – Expliquei indignado.

– Então você corre atrás de mim porque eu fujo de você? – Arqueou apenas uma sobrancelha.

– Basicamente. Isso torna tudo melhor. E você é gostoso. – Fui sincero.

– Então vamos acabar com a diversão.

Num movimento totalmente inesperado pela minha pessoa, Josh praticamente se jogou em cima de mim, colando nossos lábios e invadindo a minha boca com a língua. Arregalei os olhos, sentindo Josh praticamente me forçando a retribuir o beijo.

E eu retribuí, é óbvio.

Fechei os olhos, levando uma mão até os cabelos de Josh e a outra até sua cintura. Devine forçou o corpo para frente, me fazendo colar as costas na porta do carro e ficar ainda mais desconfortável do que antes.

Mas o que importa, não é?

Josh colocou ambas as mãos nas laterais do meu quadril, me puxando para sentar completamente de lado no banco. Apoiei os pés no banco do motorista, ficando com os joelhos dobrados e consequentemente com Josh entre as minhas pernas. Devine estava com os pés apoiados entre os meus e os joelhos apoiados onde eu estava sentado, enquanto suas mãos ainda apertavam o meu quadril.

– Então o seu plano é ver se sendo fácil eu desisto de você? – Perguntei quando separei o beijo.

– Basicamente. – Respondeu. – Quero ver se essa tensão toda passa de uma vez. – Escorregou os lábios até o meu pescoço, mordendo-o. Soltei um gemido baixo.

– É muita tensão sexual. – Ri, puxando os seus cabelos quando ele me mordeu mais uma vez.

– É, eu quero ver se acabo logo com essa merda. – Subiu as mãos até minha cintura, levando com elas meu suéter e camiseta.

Como você é rápido, menino.

Você sabe que a tensão só vai acabar se nós terminamos o que você começou, não é? – Levei minhas duas mãos até o fim das suas costas, puxando-o mais para perto.

– As películas dos vidros são bem escuras, quase não dá para ver do lado de fora. – Falou baixo no pé do meu ouvido, e eu senti todos os pequenos pelos do meu corpo se eriçarem.

– Josh, você está provocando, depois não vem reclamar. – Falei no mesmo tom, e depois mordi a lateral do seu pescoço.

Eu estava fervendo. Meu peito subia e descia em uma respiração ofegante enquanto Josh fazia questão de apertar o meu corpo contra o dele e morder meu pescoço e ombro sem nenhuma piedade.

Eu estava sem pegar ninguém há duas semanas. E duas semanas para Zayn Malik é tempo demais. E então ter a pessoa que você mais deseja no momento esfregando seus lábios na sua pele era algo que realmente iria tirar todo o meu controle.

E eu não posso ignorar o fato de Josh estar fora de controle também.

– Merda, não é muito confortável no carro. – Reclamou, tentado se ajeitar. – Pelo menos não no banco da frente.

– A culpa é sua que nem me avisou que ia fazer isso. – Falei, me ajeitando sob ele também.

– Agora sim. – Falei quando ajeitou os joelhos mais para trás, ficando mais deitado sobre mim e consequentemente encostando a parte “fora de controle” dele na minha.

– Porra Josh. – Falei num meio gemido, fechando minhas pernas e o prendendo entre elas.

– Isso foi um protesto? Porque não pareceu. – Riu fraco, mordendo e puxando meu lábio inferior antes de reiniciar o beijo.

Eu ainda o segurava entre as pernas, o empurrando para baixo pelas costas para intensificar o contado, enquanto ele subia cada vez mais suas mãos pela pele da lateral do meu tórax.

Mas como tudo que é bom dura pouco.

– Hey, garoto. – Ouvimos uma batida no vidro do carro.

Josh levantou num pulo, se ajeitando no banco. Olhou para mim apavorado antes de abaixar o vidro do carro. Me ajeitei também, virando para frente.

– Você não sabe que não pode estacionar desse lado da rua? – Era um policial. Ele devia ter uns quarenta anos e sustentava no rosto um grande bigode. – E outra, você não pode ficar do jeito que você estava com a garota, essa é uma rua de família.

Josh apenas olhou para mim de canto, e eu não sabia se as minhas bochechas queimavam de vergonha ou de raiva. Garota, ham.

– É um menino? – O policial colocou a cabeça enorme com o bigode de tamanho proporcional para dentro do carro. – Oras, essa juventude! Vamos, vão embora daqui antes que eu te dê uma multa, garoto. Vamos, vamos.

Não deu dois segundos e Josh já estava voando dali. Ele parecia perplexo com o fato de ter sido pego no flagra. Eu já estava mais calmo, e agora a vontade de rir pela cena era grande.

– Não terminamos, ainda sente a tensão? – Perguntei.

– Cala a boca, Zayn. – Falou sem ao menos me encarar. Seus olhos estavam vidrados no vidro da frente.

– Eu acho que meus pais não estão em casa se você...

– Cala a boca, Zayn. – Repetiu.

– Você sabe que o plano não funcionou né? – Ri. Josh parou o carro.

No lado que ele pode estacionar agora.

– Desce. – Ordenou.

– Oi?

– Desce do carro agora, eu estou com raiva de você.

– Raiva de mim? Querido, se você queria transar deveria ter me levado para um motel, eu não sei.

– Desce logo esse carro, Malik!

– Tá bom, Devine. – Revirei os olhos. – Você faz merda e a culpa é minha. Vai pra casa se masturbar agora, vai. – Desci do carro, batendo a porta com muito mais força que o necessário.

– Eu te odeio!

– Eu te odeio mais! – Gritei de volta. Josh deu partida no carro e voltou a dirigir como um trem bala. – Ótimo, agora eu vou caminhar até em casa excitado e não vou conseguir tirar o Josh da cabeça porque ele é muito melhor do que eu imaginei. – Reclamei sozinho.

Estava tudo bom demais para ser verdade.

Notas finais
O nome Mary é totalmente aleatório, tá? Okay... UHASUHAUSHAUSHAUHS
Zosh safadinho UAHSAUHSUAHSAHS
Eu sei, tá ficando chato isso de parar toda hora, maaaaas vocês não queriam que eles se pegassem no carro, né?
Pensem que com isso a tensão vai ficar maior, hehehe...
Gostaram do cap? :3
Vejo vocês nos reviews :3
BJO BJO BJO