You Make Me Smile

8 Fogos de artificio.


Notas iniciais
Olá pessoal...mas um cap. pronto, espero que perdoem os errinhos.

Key Pov On

A música parecia que ia explodir minha cabeça, olhei para o liquido a minha frente e engoli de uma vez, talvez aquilo amenizasse meu desconforto. Ainda me perguntava porque tinha caído naquela chantagem barata, eu não tinha o hábito de frequentar lugares muito cheios e com musica alta, mas bastou passarmos em frente e o Dino notar o movimento que me arrastou pra dentro.

flash back

Jonghyun passou o resto da tarde fazendo cara feia pra mim, só porque eu o obriguei a arrumar o chiqueiro em que ele transformou meu lindo quarto de hospede. Eu terminei minha parte rapidamente, obvio que se tratando de mim não iria ter muita sujeira, então fiquei apenas supervisionando, algo me dizia que se desse as costas ele ia se jogar em qualquer lugar e deixar as coisas na mesma.

-Jonghyun acho bom você colocar mais força nisso.

Eu estava com os braços cruzados encostado na porta do banheiro, enquanto ele esfregava o chão sem nenhuma vontade. Tentei ignorar o fato de que ele vestia apenas uma bermuda e nada na parte de cima.

-Se você esta achando pouco porque não faz você mesmo?

-Porque quem esta usando o banheiro é você, além disso se quiser ficar aqui vai ter que ajudar a limpar, não te ensinaram modos quando você era pequeno não?, Ah é mesmo, você não chegou a crescer.

Ele não respondeu e eu achei estranho, aliais ele anda acatando muito bem meu humor negro, apesar de demonstrar que estava odiando aquilo não me desobedeceu uma única vez, é, ele estava estranho . Sai dos meus devaneios quando senti chover em cima de mim.

-Ah Key... agora sim você esta perfeito, molhadinho e com a boca fechada.

-Seu idiota, estupido, dinossauro anão. Eu vou te matar. – aquele infeliz me dava um belo banho com a ducha, molhando tudo, inclusivo meu precioso cabelinho. Desculpem, mas eu tenho que acrescentar essa nota: se você quer me deixar realmente irado é só mexer com as minhas madeixas. Entrei no banheiro com tudo, pretendia afoga-lo na banheira, mas quando me aproximei mais meus olhos se focaram no peito nu a minha frente, dava ate pra ver as gotinhas de suor escorrendo e se desfazendo por um caminho que preferi ignorar.

-O que foi Key?. Ficou com medo?

Engoli em seco e me virei.

Sim, eu estava com medo. Com medo de não resistir aos impulsos que vinham de diferentes partes do meu corpo. Pude jurar que minha mão já ia se levantando pra tocar aqueles quadrinhos perfeitos que alguns chamavam de abdome. Isso era novo, desde quando Kim Kibum se descontrolava assim?

-Aish, será que estou pegando a doença do Tae?

Despenquei no meu sofá e liguei a TV, precisava relaxar. Dentro de poucos minutos o idiota sentou do meu lado.

-Desculpa. – continuei com meu rostinho irritado e fingia prestar atenção na TV.

-Tudo bem, isso só me deixa mais certo de que vou sair ganhando no nosso acordo.

-Olha foi mal, mas também você é muito sem graça, nunca brinca com ninguém, nem fala coisas agradáveis, tah sempre de mau humor, e se acha o centro do mundo. Desse jeito ninguém vai querer se aproximar de você.

Eu não podia acreditar no estava ouvindo. Ele não precisava me dizer aquilo, eu sabia que tinha alguns problemas com minha personalidade, ok, muitos problemas, mas quando você houve de outra pessoa é mil vezes pior.

-Sabe você tem RAZÃO, eu sou assim mesmo, sou tão ruim que você deve ter nojo de mim, sendo assim a porta da rua é serventia da casa, pegue suas tralhas e suma daqui. Eu estava gritando, e não sei por que meus olhos começaram a arder.

-Você é mesmo inacreditável, me deixa terminar e senta aqui. – eu já havia levantado e apontava para saída. – Você tem todos esses defeitos, e devo acrescer impulsivo a lista, mas quem não tem defeitos?. O que estava querendo dizer é que não precisa ser assim, não comigo. Eu não sou tão mal como você pensa, se me der uma chance posso provar que sou um bom, uma boa pessoa.

Ainda estava desconfiado e com raiva, mas algo no olhar dele me disse que ele estava sendo sincero, talvez por ele não estar com aquele sorriso de sempre.

-E pra provar que sou uma boa pessoa vou preparar nosso jantar. – parecia que ele me pedia permissão então só confirmei com a cabeça.

-Não coloque fogo na minha cozinha, e se deixar comida dentro do forno de novo, vou te fazer comer, mesmo estando estragada.

-Ok, então o que acha de me ajudar? – não fiz menção de me mover.

-Se me ajudar, eu reduzo um dia do nosso acordo.

-Tudo bem, me levantei correndo. Ele se fingiu de ofendido.

Tenho que confessar que não era tão ruim ter alguém pra conversar. Alias o Dino tomava qualquer espaço, e eu mal abria a boca, quando já havia acabado de jantar me surpreendi rindo das piadas que ele nem fazia ideia que não sabia contar. Ao contrario de mim a vida dele pareceu ser bem interessante. O fato de sempre implicar com ele não me fez enxergar que ele poderia ser um bom rapaz.

Seus olhos brilhavam quando falava da família e dos amigos, não parecia guardar receio algum de nada que tenha ocorrido no passado, e preconceitos eram inexistentes no seu vocabulário. "Agora entendi porque se deu tão bem com Onew". Ele fez uma careta quando acabei de contar a história da minha vida em cinco minutos.

-Mas que sem graça, você esta editando as coisas. – acusou.

-Não há nada de interessante, eu sou bem normal.

-Eu também sou, mas há algo sobre você que eu quero sabe.

Fiquei na defensiva.

-E o que seria?

-É... sabe aquela conversa que tivemos ontem, eu fiquei com algumas duvidas.

Droga o que ele queria saber, eu não podia entregar o Tae, e pra minha sorte o telefone tocou e eu sai em disparada, evitando uma conversa pra qual eu não teria respostas. Pelo menos que fossem verdadeiras. Pra minha felicidade ouvi o toque da salvação.

-Alô.

-Hello Bella.

-Oi Onew... Que historia é essa de Bella?

-Não é nada, esquece. Mas então, estou ligando pra saber se você quer ir ao parque amanha à tarde.

-Vai levar a Victoria?, eu já estava com um sorriso rasgando a minha boca. – gente eu AMO crianças, e esse amor costuma ser reciproco.

-Ela que mandou chamar o tio Key.

-Mas é obvio que eu vou.

-Então, chama a fera também, não seria legal deixa-lo trancado, vai que ele se irrita e joga suas maquiagens fora.

-Eu não acredito, você é mesmo um

-Olha a boca, moças recatadas não falam assim.

- Vai procurar o que fazer Onew.

-Ah entendi, devo esta atrapalhando nê, desculpa Key, melhor desligar ou sua fera pode perder a energia.

Antes de desligar o telefone pude ouvir a gargalhada do outro lado.

-Hei o que houve?, Você esta vermelho?

-Não houve nada, o Onew consegue ser irritante quando quer.

-E o que ele queria com você. – pensei em não responder, mas acho que não tinha problema, afinal tinha que convida-lo também.

-Ele nos convidou pra ir com ele e a família no parque, amanha à tarde.

-Serio?, -ele parecia encantado.

-Serio... mas não precisa ir se não quiser.

-Eu vou, e bem, hoje é sábado à noite, o que você acha de sairmos? Eu queria ver gente, talvez dançar?

-Não obrigado.

- Ah...Bummie, mas é sábado a noite, e eu quero sair.

-Sinta-se a vontade. – ele fez um bico enorme, que por incrível que pareça eu achei fofo.

-Tudo bem, eu só achei que seria perigoso eu sair a noite, não conhecendo nada, quem sabe onde eu posso parar, ou que tipo de pessoa eu vá me envolver. Você acha que pode ser perigoso?

Eu tinha que admitir que do jeito que esse Dino era ele poderia conhecer um assassino e ainda convida-lo pra entrar em casa. Mas eu não era burro essa chantagem dele não ia colar comigo. Olhei pro lado e ele fazia aquela carinha de cãozinho que caiu da mudança.

Flesh back off

Talvez entornar a bebida não tenha sido uma boa ideia porque agora eu começava a ver as coisas um pouco embaçadas, olhei pra pista de dança e não consegui enxergar o Dino, previsível se levar em conta que ele não mede mais de 1.70 de altura.

Tah ai o problema, o motivo que deixou puto da vida, aquele infeliz me arrastou ate aqui e me deixa plantado enquanto provavelmente se esfrega nas vadias de micro saia. “ ah Jong você me paga”, eu também podia ser vingativo quando queria, ele não sabia com quem havia mexido.

Apesar das pernas um pouco bambas caminhei ate a pista de dança, quando cheguei próximo ao meio fechei os olhos e deixei meu corpo ser embalado pela musica, qualquer pessoa sabia dançar aquilo, era só se balançar e deixar a musica fluir, mas como eu tinha certa tendência ao exagero comecei a mexer meus quadris junto e em pouco tempo senti olhares em cima de mim. “bom key, pense nisso como uma experiência nova”, me assustei um pouco quando um homem começou a dançar junto de mim, mesmo assim não parei aquilo devia ser normal, eu rebolava e ele fazia o mesmo, pra ser sincero não estava desgostando mas quando olhei pra frente me dei conta de dois olhos incrédulos quase saltando do lugar.

Foi tudo muito rápido, ele se aproximou e me puxou, quando olhei para trás o homem olhava a cena como se estivesse decepcionado. Jong me arrastou de volta ate o bar e me colocou sentado na ponta mais afastada.

-Posso saber o que foi aquilo?

-Eu estava dançando?

-Dançando?, o cara estava quase te comendo na frente de todo mundo.

-Pelo menos ele não me arrastou pra um lugar que não gosto e me deixou plantado sozinho enquanto provavelmente se esfregava em outras vadias.

-Mas como você é exagerado eu saí há dez minutos pra ir ao banheiro.

- Não me importo com quem você fica ou o que foi fazer, agora se me der licença vou voltar pra pista.

Eu estava sentado no banco alto e o Jong em pé a minha frente, fazendo com que nossos rostos ficassem da mesma altura. Ele segurou minhas coxas e entrou no meio delas, apertando, meus olhos estavam arregalados, eu conseguia sentir aquele perfume forte e minha respiração acelerou.

-Você não vai voltar pra lá, eu não quero ver mais ninguém encostando um dedo em você, além de mim claro.

Ele se aproximou e ao invés de vir em direção aos meus lábios inclinou a cabeça e beijou meu pescoço, se havia alguma parte do meu corpo que não estava acesa ainda ela rapidamente pegou fogo. Ele beijava, roçava a ponta da língua e depois beijava de novo, uma mão subiu ate meus cabelos, provavelmente pra deixar meu pescoço mais exposto já que eu parecia uma boneca de trapos.

-Você ainda quer voltar pra lá?

Eu ate poderia provoca-lo se conseguisse fazer com que minha voz saísse.

-Parece que não. O carinho sessou, suas mãos agora estavam ocupadas em segurar meu rosto.

As pessoas, a musica, tudo desapareceu, eu não saberia dizer se quer onde estava se estava sonhado ou acordado. Os lábios dele se encaixaram aos meus, suave e quente, primeiro apertando a parte debaixo e a de cima, como se estivesse me testando, me pedindo autorização para esta ali. Obriguei meus braços a reagirem e os levei ate seus ombros apertando-os de leve era o sinal que ele esperava e o beijo ficou mais urgente, ele mordiscava com certa foça e quando senti sua língua quente entrar estava mais que pronto para recebê-la.

Fogos de artifícios: era assim como me sentia. Era lindo, colorido, brilhante, quente e quando sessava deixava você com aquela vontade de ver mais. Não havia mais reserva, ele pode sentir que eu o desejava tanto quanto ele, sua língua não se intimidou em passear por todos os cantos da minha boca, tão pouco suas mãos se limitaram as minhas costas. Devo acrescentar que não estava nem um pouco casto, senti vontade de apertar, morder chupar, puxar seus cabelos e assim o fiz e quando o ar finalmente se fez necessário ele se afastou da minha boca não de mim.

Seu sorriso era imenso e seus olhos pareciam brilhar mais do qualquer luz daquele lugar.

-Você fica mais lindo ainda com essas bochechas vermelhas.

Arregalei os olhos, é claro que eu estava vermelho. Tentei reaver minha dignidade.

-É que esse lugar é muito quente.

-Ah e eu achando que a culpa poderia ser minha. – se curvou mais uma vez e beijou meu pescoço. “ok a culpa é toda sua”.

-Acho que esta se superestimando.

-Bummie... Quando vai admitir que também me quer?

Ele dividia sua boca entre lamber meu pescoço e falar no meu ouvido. Como não consegui racionar e responder ele continuou

-Porque eu te quero, te quero muito e de forma que nunca cheguei a desejar outra pessoa.

Decidi responder da forma mais fácil, já que parecia ter absorvido um pouco da lerdeza dele, segurei sua cabeça e deixei nossas línguas brincarem da forma que bem entendessem.

-Vamos embora?, ele me perguntou com uma cara que sugeria uma boa noite de sacanagem.

A viagem ate em casa foi tranquila, ele se preocupou em ficar atento ao transito e sempre que podia me olhava com um sorriso GG estampado no rosto, ou então acariciava minha mão ou meus cabelos. Achei que ficaríamos desconfortáveis, mas o Dino é muito infantil pra isso. Eu ainda estava quente, bastava olhar pra ele e a maldita bebida parecia querer se revirar no meu estomago, talvez fosse o nervoso, era obvio que ele ia querer sexo e eu não sabia se aquele era o momento certo, mas ele estava certo, eu o desejava, ate de demais, talvez fosse à hora de parar de pensar e somente me deixar levar.

-Pensei que não íamos chegar nunca. – comentou se jogando no sofá.

-Pode levantando agora do meu sofá, você esta fedendo a cigarro não se encoste a nada antes de tomar um banho.

-Ok Bummie Omma...mas acho sua ideia ótima, vamos tomar um banho. –antes que pudesse protestar ele já me arrastava pro banheiro.

-O que você esta fazendo?

-Como assim, você quer que eu tome banho de roupa?

Eu estava de boca aberta enquanto ele se livrava de sua camisa e calça ficando apenas com uma boxer preta totalmente apertada no bumbum, e que bumbum ele tinha. Entrou no boxe e o fechou então acabou de se despir e jogou a cueca aos meus pês enquanto abria a agua quente.

-Bummie eu não mordo, prometo não fazer nada que você não queira.

Eu retirei parcialmente minha roupa e entrei no chuveiro sem pensar muito no que estava fazendo ou que outra pessoa estava me vendo pelado ou quase.

-Você é lindo sabia? – e quando fica assim com vergonha fica quase irresistível, sua sorte é que eu sou muito comportado.

Ele se aproximou e me beijou novamente. Dessa vez eu ia aproveitar melhor. – Passei minhas mãos por seus ombros descendo ate sua barriga definida e me detive subindo de volta.

-Você também é muito lindo. – falei tão baixo que achei que ele não havia escutado.

-Que bom que pensa assim, estava começando a achar que você não tinha gostado do meu corpo.

-Eu gostei, gostei muito. Continuamos assim, nos acariciando, beijando, amando sentir o toque alheio no corpo um do outro. Ate que percebi que meus dedos estavam enrugando.

-Jong, vamos sair. — minha voz estava abafada, levando em consideração que ele estava atacando meu pescoço.

Jong Pov On

Eu mal podia acreditar que ele estivesse tão receptível, ainda podia sentir sua timidez. Quando o vi só de cueca quase voei em cima dele, mas não, não com o Kibum, eu o respeitei, é obvio que estava excitado, e ele havia visto isso, mas não encostei nele uma única vez.

Quando saí da agua eu peguei a toalha e me sequei, depois enrolei a mesma na cintura dele e enfiei minhas mãos por baixo.

-Acho que agora podemos nos livrar disso. – puxei sua boxer pra baixo, não deixando de tirar uma casquinha das suas coxas torneadas.

Ele saiu do banheiro e seguiu pro seu quarto sem dizer mais nada, eu fui ate o meu o vesti uma roupa seca. “será mesmo que ele esta pensando que eu o deixaria dormir sozinho depois disso tudo”?

Continua...

Notas finais
Olá...olha eu aqui de novo. Gente a FIC esta numa fase em que eu simplesmente estou amando escrever.
O prox. promete hem...rsrsrrs, tb acho que já esta mais que na hora de colocar o nosso Jink em ação né.
Espero que tenham gostado, por favor mandem suas opiniões: está bom? ruim? enfim...espero que se divirtam lendo tanto quanto eu quando escrevo.
Como sempre obrigada as lindas que sempre me deixam reviews maravilhosos. nos vemos no prox.
Kisses