You Make It Real - Draco e Mione
16 Situação no mínimo estranha.
Notas iniciais
Não me matem, afinal se isso acontecer não terá mais fic... Pensem bem!! kkkk
Espero que gostem....
A e esse capitulo é dedicado a minha nova leitora Georgiaa17, que leu todinha a fic e comentou em todos os caps (coisa rara)! É pra você Flor!
BOA LEITURA
[Pov Hermione]
Já era quase dez da noite e ainda estava na casa do Gui, depois de algumas horas ali comecei a me habituar com a família dele, seus filhos eram ótimos e a Liz uma mulher incrível, me peguei pensando se a Sra. Weasley não era assim durante a juventude dela, tão amável, dedicada ao bem estar de todos, Liz trazia uma doce lembrança da minha juventude na Toca... Mas no meio daquilo tudo tinha algo que estava me tirando do sério e era a expressão do Malfoy a cada vez que nossos olhares se encontravam, ele me avaliava, como se eu fosse pular no pescoço de algum deles a qualquer momento ou falar algo que fosse magoar alguém e o que era mais engraçado é que no passado ele era o “vilão” e quem deveria estar temendo por algo ali era eu.
- Granger, vamos embora. – chamou o loiro raivoso. – A Marie tem aula cedo amanhã.
Olhei pro meu colo e vi que Marie dormia tranquila com a cabecinha no meu peito, não pude deixar de sorrir pra ela. Percebi que o Malfoy parecia estar incomodado com a proximidade entre nós duas e inclusive a Liz havia comentado que ele nunca teve que disputar a atenção da filha com ninguém e deveria estar se roendo por dentro ao ver como a pequena se afeiçoou comigo.
- Ela está apaixonada por você Jane. – comentou Gui pegando a sobrinha no colo. – Nossa anjinha sempre reconhece as pessoas boas.
- Também gostei muito dela, ainda mais sendo filha da Lene. – sorri pro meu amigo.
- Ela é minha filha também. – meteu-se Malfoy.
- Não estou dizendo o contrario. – respondi com mesmo tom hostil dele. – Você não estava com pressa?
- Claro, coloca ela no carro Gui. – pediu.
Despedi-me de todos e fiquei observando o Malfoy fazer o mesmo, o vi beijando o rosto de Liz, abraçando o Arthur, Gui e dando um beijo carinhoso na Sara que ao longo do jantar percebi ter um vinculo afetivo imenso entre os dois, a menina o amava tanto quanto parecia amar seu pai e o Malfoy parecia retribuir todo esse carinho, mas tinha que confessar que ver ele assim tão envolvidos com seres humanos era no mínimo estranho. Se alguém um dia me contasse que eu iria andar num carro com Draco Malfoy ou me hospedar na casa dele, com toda certeza que eu estuporaria o infeliz, mas ali estava eu nessa exata situação, realmente devo ter cuspido na cara do Merlin pra merecer isso.
- Você quer parar de bufar feito uma... – ele parou de falar ao ver minha expressão.
- Feito uma o que? – gritei sem perceber.
- Não grita, minha filha está dormindo. – falou entre os dentes e olhou pelo retrovisor.
Cruzei os braços e fiquei calada, não queria brigar ali principalmente perto do anjinho da Marie, mas não ia aguentar ficar muito tempo perto dele sem sucumbir ao desejo de arrancar a cabeça dele fora, olhei de relance pro seu rosto e na hora um carro iluminou sua expressão e senti uma cócega estranha no peito ao ver os olhos dele num azul cinzento tão límpido e diferente do que me lembrava, ele estava diferente...
- Chegamos. – avisou estacionando o carro em frente a uma casa linda.
Ele desceu do carro e foi pegar a filha no banco de trás, ela se aconchegou no colo dele e pude vê-lo cochichar algo no seu ouvido e sorrir. Quando entramos na casa ele falou pra eu esperar na sala e foi colocar Marie na cama, andei pelo cômodo e vi varias fotos da Lene em cima da lareira e sobre alguns móveis eram fotos deles dois no período em que namoravam pressupus, do casamento e do período da gravidez dela e por Merlin como minha amiga estava linda e resplandecente nos últimos anos de vida, com toda certeza ela foi muito feliz.
- Granger. — Assustei-me quando ouvir a voz dele e rápido limpei as lagrimas que escorriam silenciosas por meu rosto. – Vem vou mostrar o seu quarto.
- Não preciso de um quarto, posso dormir aqui na sala e não pretendo ficar aqui por muito tempo! – falei tentando refrear as lagrimas que insistiam em cair.
- Você aceitou vir pra cá, então vai ser do meu jeito! – falou chegando perto de onde eu estava e só nessa hora pareceu perceber que eu chorava e pareceu baixar a guarda. – Ela me falou de você algumas vezes, mas é claro que não sabia que a amiga dela era você, porem posso afirmar que a Lene gostava muito de você!
- Desculpa estar chorando, mas não espera chegar e receber uma noticia dessas! – falei sem tentar esconder minha tristeza.
- Quisera eu não precisar dar essa noticia. – falou num pesar tão grande que me apertou o peito, ele respirou fundo. – Seu quarto é aqui em cima e não adianta dizer que quer ficar no sofá por que se o Gui chegar amanhã e te ver aqui, no mínimo ele vai me tirar os olhos!
- Vocês são realmente amigos, não é? Quem diria! – falei sem conseguir conter minha língua.
- Não somos amigos. – e o sorriso nos meus lábios sumiu. – O Gui é meu irmão e isso é muito mais sério! Agora vamos.
Fiquei sem palavras diante daquela afirmação e apenas o segui escadas acima no corredor vi um retrato imenso da Lene grávida e Draco segurando a barriga dela com carinho. Eu o chamei de Draco? Por Merlin que isso não se repita. Passamos em frente ao quarto da Marie e sorri quando a vi deitadinha na cama, mas nada disse apenas segui o loiro na minha frente, ele entrou na porta seguinte ao quarto da pequena e me esperou com a porta aberta.
- Você terá que trocar os lençóis faz algum tempo que não recebemos hospedes, tem tudo que você precisa nos armários e o banheiro é ali naquela porta, a cozinha é lá em baixo e tem um telefone ali. – falou tudo sem olhar pra mim e ficava apenas apontando pras coisas no cômodo. – Se precisar de roupas limpas acho que pode transfigurar um dos roupões se quiser.
- Minhas malas estão comigo, não se preocupe. – falei.
- Malas? – perguntou me olhando pela primeira vez.
Balancei minha bolsa e sorri. – Sou uma bruxa, lembra?!
- Sim é claro. Ah e quanto ao seu argumento de não ficar aqui por muito tempo, só quero que você diga ao Gui quando precisar ir embora e diga que é uma decisão sua, pois não quero me indispor com ele! – falou num tom autoritário.
- Pode deixar Malfoy. Boa noite! – falei segurando a porta.
Sem dizer nada ele saiu e entrou no quarto da filha. Eu no mínimo estava louca quando aceitei essa idéia de vir pra debaixo do mesmo teto que aquele loiro azedo.
[Pov Malfoy]
Entrei no quarto da Marie e fiquei ali tentando engolir tudo aquilo que tinha acontecido, fiquei velando o sono do meu anjinho e tentando com todas as minhas forças não me deixar abalar pela presença da Granger no quarto ao lado, na minha casa, na casa da minha família... Isso estava errado, não podia fazer isso com a Lena, não podia desrespeitá-la dessa maneira. Como pude concordar com isso? E por em risco a minha filha, a segurança de todos, como toda certeza estava ficando louco e o pior de tudo que não fazia nem 48 horas que havia reencontrado a Granger.
Beijei a testa na minha princesa e fui pro meu quarto, tomei um longo banho e deitei pra tentar descansar a mente daquele dia louco e só de pensar que na manhã seguinte terei que encontrá-la mais uma vez me dava um embrulho no estomago.
- Papai, papai... – chamava Marie pulando ao meu lado.
- O que foi meu anjo? – perguntei puxando ela pros meus braços. – Abraço de urso. – falei a apertando enquanto ela ria e gritava.
- Não vou pra escola hoje? – perguntou depois que a libertei.
- Vai sim, que horas são? – olhei pro relógio e já ia dar nove da manhã. – Por Merlin filha, o papai dormiu demais. Cadê a Marta? – levantei num salto. – Há essa hora nem adianta você ir pra escola, vai ficar em casa hoje.
- Ebaaaa – gritou pulando na cama e cantando alguma música que não entedia direito. – Fica ai que vou me arrumar. – sorri.
Pouco depois fui arrumá-la e juntos descemos pra tomar café, era estranho a Marta não ter chegado ainda, nesses anos ela nunca se atrasou, entramos na cozinha e me assustei com a cena que vi, a Granger estava fazendo panquecas e arrumando a mesa.
- Ontem você disse que poderia vir à cozinha, então nada mais justo que pagar minha hospedagem fazendo um café pra vocês. – falou sorrindo.
- Jane você ficou... – festejou Marie quando a viu e pulou nos braços dela.
- Bonjour mon Chérie! – falou a Granger a pegando no colo. (Bom dia, querida)
- Bonjour.
Vê aquilo foi meu limite, nem sei explicar o porquê, mas vê-la na minha casa era uma coisa, mas interagir assim com minha filha e ainda falar em Francês com ela era no mínimo um abuso, mas antes de falar algo o telefone tocou e fui atendê-lo.
- Alô
- Draco querido, é a Marta. Mil perdões por não ter ido hoje, mas meus filhos sofreram um acidente e estou indo pra Ohio! Não podia deixar minhas crianças sozinhas.
- Tudo bem Marta, fique o tempo que precisar e se estiver precisando de algo me avise, eu darei um jeito aqui.
Ela agradeceu e se despediu e nada pude fazer a não ser bufar e tentar pensar em alguém pra ficar com a Marie, já estava atrasado.
- Papai seu celular está tocando. – chamou Marie. – Oi tio Peter.
- Me dê o telefone aqui princesa. – pedi o celular. – O que foi Peter?
- Draco cadê você? – perguntou aflito. – Estamos tendo um colapso aqui.
- Já estou indo, estou sem babá e não posso deixar a Marie sozinha, segura as pontas por ai. – pedi.
- Vou ver o que posso fazer, mas não demore muito!
- Ok!
Olhei pra mesa e vi Marie comendo alegre e engoli a vontade que estava de gritar com a Granger, afinal de contas ela não tinha feito nada de ruim, eu que estou surtando com essa situação.
- Cadê a Martinha papai? – perguntou Marie com a boca cheia e a olhei feio pelo ato. – Desculpe. – falou depois de engolir.
- Tudo bem querida, perdoa o papai! – me arrependi de olhar daquela maneira pra ela, estava irritado e não podia descontar na minha filha. – A Martinha está com um problema e não virá por uns dias, você vai ficar na creche hoje!
- Mas eu já sou mocinha pra ficar na creche. – falou repetindo meu discurso de um tempo atrás.
- Eu sei, mas você não pode ficar sozinha aqui e sua tia Liz está no trabalho hoje! – falei.
- Posso ficar com a Jane. – disse Marie alegre. – Você pode cuidar de mim? Prometo ficar quietinha.
- Marie... – a repreendi.
- Tudo bem Malfoy, posso ficar com ela! – falou Granger pela primeira vez. – Sempre cuido quando posso dos meu afilhados e ela prometeu ficar quietinha.
- É papai, sou um anjinho. – sorriu Marie.
- Você não tem jeito pequena, Tudo bem é só por hoje. – falei olhando pra Granger e ela assentiu. — Estou realmente muito atrasado depois eu ligo pra ver como vocês estão! – dei um beijo na Marie e sai.
Espero não me arrepender disso, mas era uma emergência e não podia deixar de ir a promotoria hoje, sai de casa tentando não pensar na estranha situação que minha vida estava se tornando, precisava resolver esse caso do Jackson o quanto antes e ter minha vida de volta, por que não ia aguentar por muito tempo essa convivência com a Granger e muito menos deixar minha filha se apegar a alguém que vai embora em breve.
Notas finais
Esse é o capitulo que gosto de chamar de alicerce, por que a partir dele a nova fase da fic vai se desenrolar, então esse é o gostinho pra vocês!!
Espero que tenham gostado do capitulo e quero pedir desculpas pela demora, mas estava com a mente completamente no breu... kkkkk
Prometo não demorar muito pra postar!
Muito obriga a todas que deixaram seu review nos caps anteriores e já respondi a todos, menos o da Georgia (ainda não deu tempo)... hehehe
Mil beijinhos e até o próximo...
Ahhhhh se quiserem podem recomendar a fic, adoro recomendações...^^
Fale com o autor