You Make It Real - Draco e Mione
17 Problemas e Dramas
Notas iniciais
Mil perdões pela demora, mas prometo que vou recompensar!!
Desculpa se tiver algum erro no capitulo, mas a preguiça falou mais alto e nem tive tempo de revisar!
Boa leitura.
OBS: Como vocês sabem o Draco é Promotor, mas infelizmente não sei como funciona o Ministério Publico(MP) do EUA, então vou utilizar o funcionamento do MP do Brasil, oks!
[Draco]
Meu dia já começou estranho e a cada hora parecia piorar, assim que cheguei ao Ministério Público, descubro que o Dr. Ruy Homes ficou responsável pelo caso “Jackson”, Ruy era um dos promotores mais velhos do MP e era um cara inescrupuloso e suspeito, á algum tempo venho investigando algumas coisas ao respeito dele e tenho quase certeza que ele é um dos comparsas do Jackson infiltrado no MP, mas o que posso fazer? Estou de mãos atadas e a cada nova noticia fico mais possesso. Infelizmente precisei ir a uma audiência e fiquei a manhã toda preso no tribunal, mas enfim estava de volta a minha sala e me assusto quando batem na porta com força.
- Pode entrar. – falo e sinto meu sangue ferver quando Dr. Homes entra na minha sala.
- Boa tarde, Dr. Malfoy! – aceno com a cabeça. – Como já deve saber sou responsável pelo caso “Jackson” e ouvi falar que você é o advogado da testemunha que iniciou esse inquérito.
- Na verdade Dr. Homes, não sou o advogado da testemunha, pois como o senhor bem sabe testemunhas não precisam de advogados, apenas estou a orientando sobre como funciona nossa jurisdição e tecnicamente esse inquérito está aberta á algum tempo, apenas não tínhamos provas pra seguirmos em frente, mas ao meu ver, dessa vez o suspeito não tem como maquiar seus delitos. – falo utilizando meu velho tom sarcástico.
- Com toda certeza nobre colega, então sendo assim o senhor não tem contato com a moça? – perguntou girando sua caneta entre os dedos.
- Meu contato com ela terminou no momento que sai do consulado. – sabia que poderia me meter em um processo interno se minha mentira fosse descoberta, mas algo no tom daquele velho fazia meu alerta vermelho gritar em aviso.
- Sendo assim, muito obrigada Dr. Malfoy! – sorriu sínico e saiu da minha sala.
Fiquei um tempo fitando a porta recém fechada, meu cérebro parecia estar fumaçando de tanto que ele trabalhava, precisa proteger os meus, mas não podia a deixar correr perigo... Depois de um tempinho sabia exatamente o que fazer e como se lesse meu pensamento o Agente Mason me envia ma mensagem.
“Encontre-me no café de sempre”
Vou ao encontro do agente, no centro da cidade, alias o Agente Mason vem sendo de grande valia desde que comecei a suspeitar que havia algo errado com essa imaculada inocência do Jackson, eu me preocupo com meus suspeitos no MP e ele com os caras do FBI, claro que o fato dele ser bruxo também ajuda bastante e agora mais do que nunca preciso da ajuda dele.
- O que aconteceu? – pergunto assim que sento.
- Hoje pela manhã teve um assassinato perto do hotel onde a testemunha estava e as duas tinham o mesmo porte físico. – Mason coçava a cabeça como sempre fazia quando estava nervoso. – Temos que protegê-la, pois se eles descobrirem onde ela está vai ser o fim e tudo vai voltar à estaca zero!
- Ela está segura, quanto a isso não tenho duvida, mas se ele estiver mesmo usando nossos recursos ela poderá ser encontrada, terei que me assegurar que nada vai dar errado e pra completar o Dr.Homes foi sorteado pra cuidar do caso. – digo pensativo.
- Puta merda, logo esse crápula. – reclamou Mason atraindo a atenção de alguns que estavam ali.
- Tenho uma idéia, mas pode não dar certo, pois ele já pode ter alertado os outros, mas não acredito que ele irá fazer algo enquanto estiver no MP. – me levanto. – Vou alterar a memória do Homes e você dê um jeito de tirar meu nome dos autos.
- Mas isso é ilegal Malfoy. – reclama Mason.
- Se os caras do Jackson me ligarem a testemunha não serei só eu a estar em perigo, tenho uma família pra proteger! Por favor, faço o que peço. – Imploro.
- Tudo bem, vou ver o que consigo. – Mason também levanta e sai do café.
Volto a toda velocidade ao MP e rezo em silencio pro Homes ainda não ter feito nada, assim que chego Peter se assusta com minha presença e por sorte vejo o Homes entrando no banheiro, sorrio olhando pro céu e o sigo, ele entra num Box e eu espero outro cara sair pra persuadir do velhote, quando ele sai do se assusta comigo ali, mas antes dele falar algo já estou com a varinha em punho e executando o feitiço, demoro um pouco mais que o necessário, pois implanto na memória dele a informação de que não tenho nada haver com o caso e assim que termino ele sorri, dizendo que já está atrasado pra uma audiência.
- Esqueci minha pasta Peter. – digo.
- Ah sim, também já estou indo. Que tal um chopp pra comemorarmos o fim de semana. – sugere Peter.
- Infelizmente não posso, Marie ficou com uma nova babá e estou preocupado. – falo sorrindo.
- Você precisa se divertir meu amigo. – diz Peter antes de sair.
- Bom fim de semana Peter! – aceno pra ele e entro na minha sala.
Pego alguns processos pendentes e arrumo tudo pra ir embora, mas antes aviso ao Gui que está tudo bem e digo que as coisas podem ficar sérias e peço pra ele não ficar falando muito da sua amiga pras pessoas, ele concorda e marca de passar o sábado em casa com as crianças e Liz, me despeço dele e sigo pra casa.
Assusto-me com o silencio que reina ali e rapidamente empunho a varinha, ando devagar por cada cômodo, meu coração está ao ponto de saltar pra fora quando escuto o riso de Marie e corro para o segundo andar da casa, os risos vem do quarto da Granger e lá estava minha princesa sentada entre as pernas dela.
- Papai. – grita Marie correndo ao meu encontro.
- Oi meu amor. – falo enquanto a seguro em meus braços.
- Por que o senhor está tremendo? – ela pergunta segurando meu rosto entre as mãozinhas.
- Só me assustei em não te ver lá em baixo. – digo beijando a testa dela e a abraçando mais um pouco.
- Estamos bem, a tia Jane foi muito legal comigo e me diverti muitooooo hoje! – falou pulando na cama, enfatizando bem o quanto se divertiu.
- Fico feliz princesa. Vou tomar um banho e vou fazer seu jantar! – falo saindo do quarto, mas não sem antes ver minha filha pular nos braços da Granger e voltar pra posição de antes.
Estava finalizando o macarrão com queijo quando elas desceram, Marie não parava de sorrir e alegre começou a narrar tudo que fizeram durante o dia, conta que Hermione ajudou-a arrumar o quarto, fazer o dever, fizeram biscoitos, mas a maioria queimou, que elas capturaram muitas fotos.
- Tia Jane disse que eu posso ser uma boa fotografa. – Marie sorri orgulhosa.
- Parece que você gostou muito de faltar aula, em mocinha?! – digo apertando o nariz dela. – E obrigado Granger.
- De nada Malfoy. Sua filha é um doce! – ela fala pela primeira vez desde que cheguei.
- Por que vocês se chamam assim? – pergunta Marie.
- Assim como? – pergunto provando o suco.
- Granger, Malfoy. – ela imita a nossa voz de desgosto e fico constrangido por ela perceber nossa hostilidade, mal ela sabe que a chamo pelo primeiro nome, mas só na minha cabeça.
- É o costume. – digo e a Hermione confirma.
- Então vou apresentar vocês, me dê sua mão papai. – ela pega minha mão e pede a da Hermione e diz. – Tia Jane, esse é meu pai Draco, Pai Draco, essa é a amiga da mamãe e minha nova tia Jane! – ela sorri e une a minha mão com a da Hermione e sinto como se correntes elétricas tivessem passando por meu corpo. – Agora digam muito prazer e apertem as mãos!
- Prazer, Jane! – digo constrangido apertando a mão dela.
- Prazer, Draco! – ela diz apertando minha mão e percebo que ela assim como eu também sentiu aquelas correntes elétricas, mas logo nos soltamos.
- Feliz agora? – pergunto a Marie.
- Muito. – ela fala sorrindo.
Jantamos em silencio e logo Marie já está bocejando, digo pra ela subir e escovar os dentes, enquanto começava a lavar a louça.
- Deixa que eu lavo, vá colocá-la pra dormir! – falou Jane “preciso me acostumar a chamá-la assim...” tocando minha mão e foi inevitável não suspirar ao toque dela.
- Obrigado. – digo.
Marie pede que eu deite com ela e leio pela enésima vez o “Peter Pan” logo ela esta dormindo, fico mais um tempo ali deitado e me assusto quando vejo Jane nos observando pela porta, embrulho minha pequena e vou até ela.
- Também já vou dormir. – ela diz da porta do seu quarto.
- Boa noite e obrigado por cuidar dela mais uma vez! – digo antes de ela fechar a porta.
Deito na cama exausto, fazia tempo que não tinha um dia tão exaustivo, fiquei preocupado o tempo todo com Marie, a loucura no MP e claro ter Jane aqui em casa tão perto de mim não ajuda, só eu sei o quanto estou confuso, amo a Lene com cada fibra do meu corpo, mas desde que a vi o amor que pensei ter passado voltou com toda força. Quando apertei a mão dela hoje a vontade que eu tinha era de abraçá-la e sentir seu perfume, mas não posso fazer isso, simplesmente não posso... Tento dormir, mas o sono parece ter perdido meu endereço, resolvo e tomar algo pra relaxar, visto uma blusa qualquer por cima da calça do pijama, fico alguns segundos parado em frente ao quarto dela, mas logo caio em mim e desço as escadas, com uma dose de uísque na mão ligo o som e sento no carpete... Fecho os olhos enquanto a voz doce e melodiosa da Adele preenche o ambiente, é tortura ouvir aquele CD, mas tem dias que eu preciso dessa dose de drama pra lembrar que um dia fui feliz e que um dia alguém realmente me amou, a falta da Lene às vezes se torna uma dor física e essas recordações acabam sendo meu remédio.
Tomo a dose toda de um gole só e escuto alguém descer as escadas, me viro pensando ser minha pequena, mas quando olho ela vem descendo as escadas e por Merlin como ela está linda, sem o feitiço de transfiguração é a Hermione que me lembro, mas agora com corpo de mulher, porem as sardas ainda estão no seu nariz, seu cabelo ainda é castanho e seus olhos cor de âmbar que tanto senti falta, ela trajava apenas um shortinho e uma blusa folgada por cima, eu estava completamente hipnotizado com aquela visão e ela parecia está no mesmo transe... Por artimanha ou ironia do destino Adele começa a cantar “First Love” e eu ali contemplando o meu primeiro amor...
“Tão pouco a dizer,
Mas tanto tempo,
Apesar da minha boca vazia,
As palavras estão na minha mente,
Por favor, use o rosto,
Aquele em que você sorri,
Porque você,
Anima meu coração,
Quando eu começo a chorar
Perdoe-me, primeiro amor,
Mas eu estou cansada,
Eu preciso fugir,
Para sentir de novo,
Tentar entender porque,
Não chegue tão perto
De mudar minha mente,
Por favor, afaste esse olhar
Dos seus olhos,
Está me subornando,
A duvidar de mim mesma,
Simples, é cansativo” [...]
Notas finais
Oks sei que sou uma chata por demorar a postar, mas como disse no mensagem, minha vida está um caos, mas prometo não demorar tanto assim, o proximo capitulo está no gatilho e quinta-feira no maximo eu o posto!!
Mil desculpas e espero que tenham gostado!
bjinhos
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