Notas iniciais
Oi amores,
Oks eu sei, desculpa!!
Espero que gostem do capitulo...
Boa Leitura!!

[Pov Draco]

(Adaptação do capitulo anterior)

Tomo a dose toda de um gole só, minha cabeça não para de trabalhar essa situação toda está me tirando do sério, encosto o copo gelado na testa na inútil tentativa de esfriar a cabeça. É quando escuto alguém descer as escadas, me viro pensando ser minha pequena, mas quando vejo que é ela quem vem descendo e por Merlin como ela está linda, trajando apenas um shortinho e uma blusa folgada por cima. Sem o feitiço de transfiguração é a Hermione que me lembro, mas agora com corpo de mulher, as sardas ainda estão em seu nariz, seus cabelos ainda são castanhos, seus lábios finos e convidativos e aqueles olhos cor de âmbar que tanto senti falta, eu estava completamente hipnotizado com aquela visão e ela parecia está partilhando do mesmo transe... Por artimanha ou ironia do destino Adele começou a cantar “First Love” e eu ali contemplando o meu primeiro amor... O mundo pareceu parar enquanto ela descia as escadas e caminhava na minha direção, sem dizer nada ela apenas andava com aqueles olhos fixos em mim e eu ali sem conseguir me mover ou dizer algo, a música continuava embalando aquela cena estranha e meu coração estava ao ponto de um ataque e ela parecia não chegar nunca...

- Você quer me matar Malfoy? – Hermione perguntou e puf o encanto se foi, mas algo no olhar dela parecia diferente, como se ela estivesse tentando manter a pose.

- Por que ia querer isso Jane? – ela me olhou assustada e continuei. – Sempre cumpro as promessas feitas a minha filha. – me servi de mais uísque. — E até onde sei essa é minha casa e depois de você gentilmente embaralhar minha vida, venho tendo certa necessidade de ingerir álcool – forcei um sorriso.

- Mil desculpas Draco, mas a culpa não foi minha! – disse Hermione com tom enojado e o que mais queria era que ela repetisse meu nome.

- Até quando agente vai ficar agindo assim? Por Merlin, não temos mais 15 anos! – reclamei sentando no sofá e acho que o álcool está começando a interferir no meu humor.

- Você tem razão, mas é o costume! – riu Hermione e percebi que era a primeira vez que a via fazer isso numa conversa comigo. – Passei tanto tempo odiando você e suas atitudes em Hogwarts que nem sei como agir de outra forma! – olhei pra ela e percebi que ela estava sendo sincera.

- Não me orgulho do que fazia. – digo e essa é a prova de que o álcool está mexendo comigo, mas não ligo.

Ela respira fundo e pergunta. – Você já ia voltar a dormir?

- Estou completamente sem sono, minha cabeça não para! – reclamei bebendo.

- Então bem que poderia me contar o que está acontecendo? – falou Hermione sentando de frente pra mim no sofá.

Foi difícil ignorar seu perfume, quando ela cruzou as pernas foi difícil tirar os olhos delas, minha vontade era passar a mão e sentir a textura de sua pele... Balancei a cabeça e tentei focar na conversa ou no rosto dela, mas bem na hora ela umedeceu os lábios com a língua e quando dei por mim perdi novamente o fio da meada.

- Oi, estou falando com você! – falou Hermione estalando os dedos na minha cara.

- Desculpe, sobre o que exatamente você quer saber? – perguntei recuperando meu foco e tenho quase certeza que fiquei rubro.

- Por Merlin Malfoy, você é lento! – reclamou. – É obvio que quero saber desse cara que está querendo me matar!

- Claro, mas vou logo avisando que são especulações. – fui me servi outra dose, ela ficou me olhando torto, ignorei e voltei a sentar. – O Jackson já está a algum tempo agindo no mercado do tráfico, mas de um ano pra cá comecei a perceber algo diferente nas drogas que ele fornecia.

- Como assim diferença nas drogas? – Hermione me olhou assustada.

- Calma, me deixa terminar! – reclamei. – Uma vez encontrei com o Agente Mason e por acaso descobri que ele era bruxo, desde que sai de Londres perdi completamente o contato com nosso mundo, porem quando descobri o Mason ele me atualizou de algumas coisas e no meio disso o Jackson entrou. – ajeitei-me do sofá. – Ao que tudo indica, ele está colocando algumas substancias bruxas nas drogas.

- Mas ele é um bruxo? – perguntou confusa.

- Não, pelo menos é o que achamos, mas ele deve ter comparsas e essas pessoas com toda certeza são! – cocei a cabeça. – O problema está no modo como ele vem expandindo esse mercado; Temos varias raízes que causam um “barato”, mas é difícil identificá-las no meio das outras drogas!

- Vocês já informaram o ministério? – perguntou Hermione aflita.

- O Mason tem mantido eles atualizados, porem como já disse são especulações e não temos provas concretas! – ia servir mais uísque, porem Hermione arrancou o copo da minha mão. – Ei...

- Chega de beber! – brigou. – Mas meu depoimento não servirá pra provar que ele usa artifícios bruxos e se ele estiver sendo auxiliado por um de nós será quase impossível de achá-lo.

- Infelizmente você tem razão, mas o Mason já tem pessoas infiltradas no meio deles e só precisamos de uma prova concreta pra pegar os caras certos! – falei cerrando os punhos.

- Mas sinceramente Malfoy. – olhei pra ela. – Ok, Draco, é muito estranho te chamar assim, mas vou fazer pela Marie! – ela balançava as mãos agitada e sorri. – Qual é o real motivo pra você está tão envolvido nisso?

Fiquei sem saber o que responder, era obvio que tinha uma razão pra ter me metido nesse caso assim de cabeça, mas falar ela em voz alta era diferente e era como se minhas suspeitas ficassem mais reais e aquilo era torturante até de pensar, ela me olhava esperando uma resposta e ao fitar aqueles olhos decidi que contaria a ela a verdade.

- Bem, quando ainda era um advogado comum, peguei um caso em que um menino de 17 anos estava sendo acusando de trafico, naquela época estava começando a namorar a Lene e um dia antes da audiência fui visitá-lo como é de praxe e ele me disse: “os chefes não estão gostando da idéia de você namorar uma trouxa” – foi inevitável não tremer com aquela lembrança. — Fiz de tudo pra ele falar mais, porem naquele tempo tinha deixado minha varinha de lado e junto minha condição de bruxo. Resolvi que iria investigar sobre o que aquele garoto estava falando...

- Espera um pouco, você está querendo dizer que esse Jackson tem algo haver com a morte da Lene? – perguntou Hermione me interrompendo.

- A única coisa que sei é que esse garoto foi condenado e ele trabalhava pro Jackson, daí em diante fui só juntando as peças e quando o acidente da Lene aconteceu fiquei durante muito tempo submerso pela perda, mas depois de um tempo fui averiguar as coisas e vi que o motorista do caminhão sumiu no mapa, que o caminhão era furtado e que a pericia concluiu que o impacto pareceu ser milimetricamente calculado pra atingi-la. – respirei fundo quando terminei de falar e ela me olhava atônita.

- Mas isso é muito grave, quem iria querer atingir vocês assim? – falou num fio de voz.

- Na condição de um Malfoy, ex Comensal da morte e renegador do legado da minha família, devo ter concentrado muitos inimigos! – levantei e comecei a andar pela sala. – Eles sabiam que por ela seria mais fácil de me atingir, sabiam que ela era tudo pra mim! – confessei e quase imediatamente me arrependi de ter feito.

Hermione me olhava com um misto de compreensão e pena, aquilo me doeu duplamente, me doeu por está me expondo daquele jeito e por de algum modo está fazendo ela sofrer, tive vontade de abraçá-la e pedir desculpas por está jogando todas aquelas informações nela, mas antes de poder fazer algo ela voltou a falar.

- Sinto muito! – ouvi a voz dela baixa e fraca. – Sinto muito, por você ter perdido a Lene, ela era uma amiga incrível e tenho certeza que ela foi uma esposa maravilhosa e sinto muito mesmo pela sua perda! – olhei pra ela e vi uma lagrima escorrer silenciosamente por seu rosto.

- Ela falava muito de você. – disse tentando mostrar que a Lene também lembrava e tinha carinho por ela. – Mas é claro que não sabia que você, era você!

- Foi um período curto de convivência, mas foi marcante e continuamos nos comunicando por um tempo, mas depois que eu casei as coisas mudaram! – Hermione andava de um lado pro outro.

- Você é casada? – perguntei sem me conter.

- Não mais, não deu certo! – disse com um meio sorriso.

- Engraçado quando estava em Hogwarts imaginava que você se casaria com o ruivo e teria uma linhada de filhos! – falei rindo.

- Muito gentil da sua parte! – me olhou feio. – Casei com o ruivo, mas acabou antes da linhada.

Comecei a gargalhar e logo fui surpreendido com os tapas que ela dava no meu braço e quando dei por mim estava rindo ainda mais, não conseguia me controlar, a cara que ela fazia era hilária e esses tapas parecia mais uma criança birrenta, fui andando de costas pra me desvencilhar dela quando tropecei numa almofada e cai no sofá puxando ela pra cima de mim... No momento que o corpo dela caiu sobre o meu, foi como se cada célula do meu corpo se acendesse, o hálito quente dela rosando na minha pele, o peso dela sobre o meu, ela estava paralisada e seu olhar tinha um misto de desejo e receio... Foi uma aproximação dolorosamente lenta e quando dei por mim nossos lábios estavam rosando um no outro, minha mão já repousava nas costas dela e eu estava a milímetros de saciar meu desejo a anos adormecido...

- Papai! – gritou Marie, toda a magia do momento se dissolveu e logo nos dois estávamos correndo escada acima.

- O que foi meu amor? – perguntei entrando no quarto e vendo ela sentada na cama com os olhos cheios de lagrimas.

- Tinha alguém na janela. – falou enquanto pulava pro colo da Hermione.

Olhamos-nos assustados e corri pra ver se tinha alguém do lado de fora, não vi nada, porem desci mesmo assim e fui olhar do lado de fora, meu coração ainda batia loucamente pelas duas emoções e parecia que estava fora de mim, eu quase beijei ela, na minha casa, como minha filha dormindo no andar de cima, que espécie de homem eu era?

Assim que olhei tudo no andar de baixo, fui reforçando os feitiços e vendo se algo tinha se alterado, mas tudo parecia normal pra mim, depois de um tempo voltei pro quarto e vi Marie ainda aninhada no colo da Hermione.

- Papai... – chamou estendendo os braços e a peguei no colo.

- Estou aqui meu amor, calma. – acariciava os cabelos dela e Hermione olhava pra nos dois em silencio. – Não vou deixar nada de ruim te acontecer, deve ter sido só um pesadelo.

- Não foi um pesadelo, eu juro. – Marie tinha os olhos cheios de lagrimas e a sinceridade cravada neles. – Ele estava ali e me olhava feio. – falava apontando pra jenela.

Mas pra alguém subir tão alto era preciso de uma escada ou... uma vassoura, mas os feitiços me avisariam se alguém chegasse tão perto da casa.

- Quero dormir com você. – pediu.

- Claro, vamos pro meu quarto. – falei pegando o ursinho dela.

- Vem tia Jane, você não pode dormir sozinha também! – disse Marie chamando ela com a mão.

- Não, meu amor, vou dormir no meu quarto. – respondeu Hermione.

- Por favor, dorme com agente. – pediu Marie e Hermione me olhou confusa, eu apenas assenti e ela nos seguiu.

Deitei Marie e ela me puxou pro seu lado e se aconchegou no meu braço, olhou pra Hermione e a esperou se deitar, percebi que Marie encostou o pé nela pra ter certeza que ela estava lá, nessas horas minha filha lembrava tanto a Lene que chegava a ser engraçado por ela ser tão pequena e já ter essa mania de controlar todo mundo. Acariciei o cabelo da Marie até ela parecer se acalmar e logo ela já estava dormindo, levantei o olhar e vi que Hermione nos olhava e repousava uma mão nas costas da Marie.

- Não consigo sair daqui, ela entrelaçou as pernas na minha. – falou baixinho.

- Ela sabia que você ia querer sair. – ri sem humor.

Ela assentiu e perguntou. – Tinha algo de estranho lá em baixo?

-Nada, estava tudo normal, nenhum feitiço desfeito ou pegadas na rua! – murmurei.

Hermione olhava distraída pra Marie quando falou. – Acho melhor eu ir embora daqui!

- Mas se você sair ela vai acordar. – protestei.

- Não, estou falando de ir embora da sua casa! – ela me olhou pela primeira vez depois daquele quase beijo e tive que me segurar pra não beijá-la naquele exato instante. – Não quero botar ela em perigo. – completou acariciando Marie.

- Depois conversamos sobre isso. – murmurei tocando a mão dela pra chamar sua atenção. – Desculpa! – pedi, mas não sabia se era por causa do que aconteceu na sala ou se era por todo o resto e ela pareceu não ligar também pra que seria aquele pedido.

- Boa noite Draco! – sussurrou e se aconchegou embaixo das cobertas.

Fiquei olhando pra ela por mais algum tempo até desviar o olhar pro teto, não estava acreditando no que tinha feito, se antes o sentimento pela Hermione era apenas uma brasa no meu peito, agora ele era uma fogueira e me aquecia de maneira sufocante por dentro... E eu ali deitado tão perto dela e ao mesmo tempo tão longe... Fechei os olhos e revivi o momento que nossos lábios roçaram um no outro a sensação do hálito quente dela ainda fazia cócegas na minha boca. Não sabia que ia fazer, mas de uma coisa tinha certeza, ela não ia embora daqui, não sem antes esclarecermos tudo que quase aconteceu, pois é obvio que ela também desejou o mesmo que eu... Desculpa Lene, mas eu estou irremediavelmente apaixonado pelo meu primeiro amor... Com esse pensamento tentei abrir a porta do inconsciente.

Notas finais
E ai mereço um review?? Uma recomendação quem sabe?? #ficadica
Ain eu amei escrever esse capitulo, ele foi o divisor de águas, a partir daqui tudo pode melhorar ou piorar de vez, agora é obvio que a Mione também está balançada com o Draco, mas o grande desafio será ela admitir isso, todas pensavam que o Draco seria o primeiro a dizer não, mas acredito que a grande mudança tem que ser feita na Mione, uma vez que ele já é outra pessoa!!
Espero de coração que vocês tenham gostado e deixam reviews lindos pra mim... Acho que esse é o primeiro capitulo que amei escrever do inicio ao fim!!
Beijinhos e até o proximo!!