Notas iniciais
Oi gente!!
Explicações lá no fim...
BOA LEITURA

[Pov Draco]

Depois das cartas de Lene mudei muita coisa no meu jeito de viver, percebi tudo que estava fazendo errado, tudo que poderia mudar pra fazer minha filha feliz e por ela mudei... Pedi a ajuda á Liz e mudamos a casa por completo, não que quisessem tirar Lene de lá, mas aquela era minha casa agora e ela precisava ser um lar pra mim e Marie, tudo que ali estava foi feito numa época feliz, porem que ficou pra trás e agora parecia mais uma lembrança amarga que me sentia bem em manter, era incrível ver que com aquelas simples palavras pude ver o que sempre esteve ali, mas nunca havia dado conta, agora queria e iria mudar.

Quase não acreditei quando voltei pra casa depois de uma semana no quarto de hospedes da casa do Gui, tudo estava diferente, a sala brilhava pelos moveis novos tornando-a mais ampla e iluminada, os moveis eram todos de madeira clara e as almofadas negras, até o piso foi mudado, agora era revertida por uma madeira clara, a cozinha pareceu ter tido um cuidado especial, percebi que as coisas estavam em lugares estratégicos, sabia que agora encontraria as coisas facilmente e sorri com essa constatação, anos morando nessa casa e ainda demorava horas pra achar o café, meu escritório tinha perdido aquele ar de bagunça e agora até parecia um lugar digno pra se trabalhar, tudo estava mudado e eu estava gostando mais do que esperava...

- Bem vinda ao nosso novo lar, meu amor! – falei tirando a mão dos olhos da Marie.

- Nossaaaaaa... – gritou colocando as mãozinhas na boca. – Meu quarto. – falou subindo correndo as escadas.

O quarto era algo que queria deixar por último, o resto da casa seria fácil, mas entrar ali seria um passo muito grande e necessário, mas a necessidade não diminuía o choque. Encontrei Marie deitada na sua cama nova admirando tudo.

- Terei muito espaço pra colocar meus livros, meus brinquedos, e minha cama não é mais de crianças. – falou pulando no meu colo e me dando um forte abraço.

- Você já está virando uma mocinha. – falei beijando o rosto dela. – Agora vá tomar um banho e me chame pra jantarmos, quero te apresentar uma pessoa.

- Você está namorando? – perguntou sorrindo.

- Não, claro que não! – disse exasperado.

- Não fique vermelho. – disse Marie segurando meu rosto entre as mãos. – Vou tomar banho e vestir meu plijama novo, posso usar plijama papai?

- Pode, use o que quiser! – sorri e a deixei admirando seu quarto.

Estava tão solitário que ate minha filha percebeu que precisava de uma namorada, mas a mulher que queria ainda não tinha voltado e tinha quase certeza que seria difícil arranjar outra tão cedo. Respirei fundo e abri a porta do meu quarto, a pintura nova, os móveis trocados de lugar, o carpete de outra cor, tudo novo... Fui ao closet e vê-lo só com minhas roupas foi o choque maior, apesar do tempo que estava viúvo, as roupas dela ainda continuavam ali, eu as mandava á lavanderia de vez em quando e nunca havia conseguido me desfazer delas, agora eu via quão doentio era esse vinculo que mantinha com a memória de minha esposa. Fiquei um tempo olhando pra parte vazia dos armários e suspirei resignado antes de fechar aquele compartimento com a chave.

A campainha soou pela casa e fui tirado dos meus devaneios, devia ser ela, desci apressado as escadas e a abri no exato momento que a campainha tocou outra vez.

- Boa noite, Nanda. – falei cumprimentando-a.

- Boa noite, Sr. Malfoy. – disse a jovem timidamente.

Desde o sequestro de Marie, percebi que não poderia me afastar por completo do mundo que nasci e fui criado, era um bruxo e sempre seria não podia mais negligenciar a segurança da minha pequena, foi então que resolvi entrar em contato com o ministério da magia dos EUA e solicitar uma governanta ou até mesmo um elfo doméstico, pra me auxiliar nas tarefas, fiz uma série de entrevistas e encontrei Nanda. Ela tinha 32, recém separada, era a única trouxa numa família de bruxos, vulgarmente falando ela era um “aborto”, porem tinha conhecimento primoroso do universo bruxo e já havia trabalhado em varias famílias, precisava de alguém como ela, logo Marie perceberia que era diferente e até ir a Hogwarts precisaria saber do básico, com Nanda em casa ficaria mais tranquilo em relação a isso e sem contar que ela era uma excelente dona de casa.

- Por favor, me chame de Draco. – falei abrindo espaço pra ela entrar e carregando sua mala.

- Sim senhor. – disse. – Onde está sua filha? – perguntou olhando tudo curiosamente.

- Vou chamá-la. – fui até as escadas e chamei. – Marie venha aqui!

Marie veio descendo as escadas com rapidez e estancou ao ver a moça no meio da sala.

- O senhor disse que não estava namorando. – reclamou encarando a moça.

- E não estou. Essa é Nanda, nossa nova governanta. – falei indo até ela e pegando-a pela mão. – Nanda, está é Marie, minha princesa.

Nanda se agachou pra ficar na altura dela e sorria docemente pra ela.

- Olá Marie, sou Nanda e se você quiser poderemos ser grandes amigas. – falou com sinceridade. – Você gosta de panquecas de chocolate?

- São minhas preferidas. – disse Marie desconfiada.

- Então que tal fazermos umas pro jantar? – perguntou acariciando a mão dela.

- Podemos papai?

- Claro que sim, íamos comer macarrão. – sorri vendo os olhos dela brilhar e Nanda piscou pra mim.

Elas foram juntas até a cozinha e fiquei um pouco na sala pra dar espaço á ela, dessa vez eu havia feito tudo certo, pesquisei toda a vida dela, tanto no mundo bruxo como no mundo trouxa e respirei aliviada ao descobrir que ela não passava de uma mulher comum que precisava de trabalho. Então uni o útil ao agradável, Liz chiou um pouco quando levei o currículo de Nanda pra ela, pois a primeira coisa que ela disse foi “essa menina é bonita demais.” Sorri com a constatação dela e percebi que realmente ela tinha seus atrativos, era uma moça latina de corpo volumoso, com longos cabelos negros, olhos castanhos escuros e sorriso encantador, mas nada disse me chamou a atenção, ela era mais uma entre milhares de mulheres que não eram Hermione, no fim só ela permanecia na minha mente.

Entrei na cozinha e Marie sorria enquanto raspava uma barra de chocolate numa vasilha, Nanda batia a massa e sorriu pra mim.

- Trouxe os ingredientes de casa, algo me dizia que sua pequena iria amar uma farra na cozinha. – falou quando eu me sentei na bancada observando elas trabalharem.

- Marie adora uma bagunça. – falei comendo um pedaço de chocolate.

Enquanto Nanda preparava as panquecas no fogão, eu arrumava a mesa para o jantar e Marie veio até mim e sussurrou no meu ouvido.

- Gostei dela, mas o senhor acha que posso virar amiga dela sem medo? – eu a peguei no colo quando percebi seu olhar aflito. – Ela não vai me fazer mal como a Martinha? – perguntou olhando em meus olhos.

- Ninguém irá fazer mal a você, escolhi a Nanda com muito cuidado e pode ser amiga dela sem medo. – a abracei com carinho. – O papai jura que ela é uma boa pessoa.

- Então eu acredito no senhor. – disse Marie encostando a testa na minha.

- Desculpe interromper, mas as panquecas estão prontas! – falou Nanda indo até a mesa.

Marie pulou do meu colo e correu pra cima das panquecas, como uma leoa. Naquela noite eu percebi que as coisas poderiam mudar e que pela primeira vez em anos a falta da Lene não doía como antes... Estava feliz em ver minha pequena feliz, percebi que isso era mais importante que qualquer coisa.

[...]

Os meses passaram como em um piscar de olhos, quando menos esperei já estávamos embarcando para o Brasil. Tentei adiar a viagem na mera possibilidade de Hermione voltar, mas fui convencido por Gui a não fazer isso, já havíamos arrumado tudo e Marie estava só alegria com a viagem, mas sentia que estava deixando pra trás qualquer chance de revê-la, pelo menos nesse meio tempo que estaria fora do país.

Resolvemos levar Nanda conosco, assim ficaríamos mais despreocupados com relação às crianças, já que Liz iria a trabalho e quem cuidaria delas seria eu e o Gui, ou seja, as coisas não seriam muito boas. Liz não ficou muito feliz, mas no fim cedeu aos apelos ou talvez o medo de deixar nos cinco sozinhos tenha falado mais alto, era incrível que com Nanda trabalhando há quase dois meses com agente, Liz ainda não conseguia parar de implicar com a moça, mas tudo ao seu tempo, um dia ela iria parar e sem contar que era super divertido ver Liz com ciúmes de toda sua família... Essas férias seriam inesquecíveis e de uma maneira ou outra estava feliz em dar um tempo da minha vida conturbada.

Notas finais
E ai mereço um review??? Uma recomendação?? *-*
Bom, mil desculpas pela demora, mas tinha perdido meu HD externo com todos meus dados, mas graças aos céus encontrei o bichinho, então aqui está o cap, ainda não é o ultimo, mas falta bem pouco, por tanto façam essa autora feliz e deixem um review bem bonito!! hehehe
Resolvi criar a Nanda pra ela ser um auxilio ao Draco, afinal ele precisa. kkkkk
Espero que estejam gostando e logo, logo eles estarão juntinhos!!
Mil beijinhos