You Make It Real - Draco e Mione
32 Recomeçando a viver...
Notas iniciais
Explicações lá no fim...
BOA LEITURA
[Pov Draco]
Depois das cartas de Lene mudei muita coisa no meu jeito de viver, percebi tudo que estava fazendo errado, tudo que poderia mudar pra fazer minha filha feliz e por ela mudei... Pedi a ajuda á Liz e mudamos a casa por completo, não que quisessem tirar Lene de lá, mas aquela era minha casa agora e ela precisava ser um lar pra mim e Marie, tudo que ali estava foi feito numa época feliz, porem que ficou pra trás e agora parecia mais uma lembrança amarga que me sentia bem em manter, era incrível ver que com aquelas simples palavras pude ver o que sempre esteve ali, mas nunca havia dado conta, agora queria e iria mudar.
Quase não acreditei quando voltei pra casa depois de uma semana no quarto de hospedes da casa do Gui, tudo estava diferente, a sala brilhava pelos moveis novos tornando-a mais ampla e iluminada, os moveis eram todos de madeira clara e as almofadas negras, até o piso foi mudado, agora era revertida por uma madeira clara, a cozinha pareceu ter tido um cuidado especial, percebi que as coisas estavam em lugares estratégicos, sabia que agora encontraria as coisas facilmente e sorri com essa constatação, anos morando nessa casa e ainda demorava horas pra achar o café, meu escritório tinha perdido aquele ar de bagunça e agora até parecia um lugar digno pra se trabalhar, tudo estava mudado e eu estava gostando mais do que esperava...
- Bem vinda ao nosso novo lar, meu amor! – falei tirando a mão dos olhos da Marie.
- Nossaaaaaa... – gritou colocando as mãozinhas na boca. – Meu quarto. – falou subindo correndo as escadas.
O quarto era algo que queria deixar por último, o resto da casa seria fácil, mas entrar ali seria um passo muito grande e necessário, mas a necessidade não diminuía o choque. Encontrei Marie deitada na sua cama nova admirando tudo.
- Terei muito espaço pra colocar meus livros, meus brinquedos, e minha cama não é mais de crianças. – falou pulando no meu colo e me dando um forte abraço.
- Você já está virando uma mocinha. – falei beijando o rosto dela. – Agora vá tomar um banho e me chame pra jantarmos, quero te apresentar uma pessoa.
- Você está namorando? – perguntou sorrindo.
- Não, claro que não! – disse exasperado.
- Não fique vermelho. – disse Marie segurando meu rosto entre as mãos. – Vou tomar banho e vestir meu plijama novo, posso usar plijama papai?
- Pode, use o que quiser! – sorri e a deixei admirando seu quarto.
Estava tão solitário que ate minha filha percebeu que precisava de uma namorada, mas a mulher que queria ainda não tinha voltado e tinha quase certeza que seria difícil arranjar outra tão cedo. Respirei fundo e abri a porta do meu quarto, a pintura nova, os móveis trocados de lugar, o carpete de outra cor, tudo novo... Fui ao closet e vê-lo só com minhas roupas foi o choque maior, apesar do tempo que estava viúvo, as roupas dela ainda continuavam ali, eu as mandava á lavanderia de vez em quando e nunca havia conseguido me desfazer delas, agora eu via quão doentio era esse vinculo que mantinha com a memória de minha esposa. Fiquei um tempo olhando pra parte vazia dos armários e suspirei resignado antes de fechar aquele compartimento com a chave.
A campainha soou pela casa e fui tirado dos meus devaneios, devia ser ela, desci apressado as escadas e a abri no exato momento que a campainha tocou outra vez.
- Boa noite, Nanda. – falei cumprimentando-a.
- Boa noite, Sr. Malfoy. – disse a jovem timidamente.
Desde o sequestro de Marie, percebi que não poderia me afastar por completo do mundo que nasci e fui criado, era um bruxo e sempre seria não podia mais negligenciar a segurança da minha pequena, foi então que resolvi entrar em contato com o ministério da magia dos EUA e solicitar uma governanta ou até mesmo um elfo doméstico, pra me auxiliar nas tarefas, fiz uma série de entrevistas e encontrei Nanda. Ela tinha 32, recém separada, era a única trouxa numa família de bruxos, vulgarmente falando ela era um “aborto”, porem tinha conhecimento primoroso do universo bruxo e já havia trabalhado em varias famílias, precisava de alguém como ela, logo Marie perceberia que era diferente e até ir a Hogwarts precisaria saber do básico, com Nanda em casa ficaria mais tranquilo em relação a isso e sem contar que ela era uma excelente dona de casa.
- Por favor, me chame de Draco. – falei abrindo espaço pra ela entrar e carregando sua mala.
- Sim senhor. – disse. – Onde está sua filha? – perguntou olhando tudo curiosamente.
- Vou chamá-la. – fui até as escadas e chamei. – Marie venha aqui!
Marie veio descendo as escadas com rapidez e estancou ao ver a moça no meio da sala.
- O senhor disse que não estava namorando. – reclamou encarando a moça.
- E não estou. Essa é Nanda, nossa nova governanta. – falei indo até ela e pegando-a pela mão. – Nanda, está é Marie, minha princesa.
Nanda se agachou pra ficar na altura dela e sorria docemente pra ela.
- Olá Marie, sou Nanda e se você quiser poderemos ser grandes amigas. – falou com sinceridade. – Você gosta de panquecas de chocolate?
- São minhas preferidas. – disse Marie desconfiada.
- Então que tal fazermos umas pro jantar? – perguntou acariciando a mão dela.
- Podemos papai?
- Claro que sim, íamos comer macarrão. – sorri vendo os olhos dela brilhar e Nanda piscou pra mim.
Elas foram juntas até a cozinha e fiquei um pouco na sala pra dar espaço á ela, dessa vez eu havia feito tudo certo, pesquisei toda a vida dela, tanto no mundo bruxo como no mundo trouxa e respirei aliviada ao descobrir que ela não passava de uma mulher comum que precisava de trabalho. Então uni o útil ao agradável, Liz chiou um pouco quando levei o currículo de Nanda pra ela, pois a primeira coisa que ela disse foi “essa menina é bonita demais.” Sorri com a constatação dela e percebi que realmente ela tinha seus atrativos, era uma moça latina de corpo volumoso, com longos cabelos negros, olhos castanhos escuros e sorriso encantador, mas nada disse me chamou a atenção, ela era mais uma entre milhares de mulheres que não eram Hermione, no fim só ela permanecia na minha mente.
Entrei na cozinha e Marie sorria enquanto raspava uma barra de chocolate numa vasilha, Nanda batia a massa e sorriu pra mim.
- Trouxe os ingredientes de casa, algo me dizia que sua pequena iria amar uma farra na cozinha. – falou quando eu me sentei na bancada observando elas trabalharem.
- Marie adora uma bagunça. – falei comendo um pedaço de chocolate.
Enquanto Nanda preparava as panquecas no fogão, eu arrumava a mesa para o jantar e Marie veio até mim e sussurrou no meu ouvido.
- Gostei dela, mas o senhor acha que posso virar amiga dela sem medo? – eu a peguei no colo quando percebi seu olhar aflito. – Ela não vai me fazer mal como a Martinha? – perguntou olhando em meus olhos.
- Ninguém irá fazer mal a você, escolhi a Nanda com muito cuidado e pode ser amiga dela sem medo. – a abracei com carinho. – O papai jura que ela é uma boa pessoa.
- Então eu acredito no senhor. – disse Marie encostando a testa na minha.
- Desculpe interromper, mas as panquecas estão prontas! – falou Nanda indo até a mesa.
Marie pulou do meu colo e correu pra cima das panquecas, como uma leoa. Naquela noite eu percebi que as coisas poderiam mudar e que pela primeira vez em anos a falta da Lene não doía como antes... Estava feliz em ver minha pequena feliz, percebi que isso era mais importante que qualquer coisa.
[...]
Os meses passaram como em um piscar de olhos, quando menos esperei já estávamos embarcando para o Brasil. Tentei adiar a viagem na mera possibilidade de Hermione voltar, mas fui convencido por Gui a não fazer isso, já havíamos arrumado tudo e Marie estava só alegria com a viagem, mas sentia que estava deixando pra trás qualquer chance de revê-la, pelo menos nesse meio tempo que estaria fora do país.
Resolvemos levar Nanda conosco, assim ficaríamos mais despreocupados com relação às crianças, já que Liz iria a trabalho e quem cuidaria delas seria eu e o Gui, ou seja, as coisas não seriam muito boas. Liz não ficou muito feliz, mas no fim cedeu aos apelos ou talvez o medo de deixar nos cinco sozinhos tenha falado mais alto, era incrível que com Nanda trabalhando há quase dois meses com agente, Liz ainda não conseguia parar de implicar com a moça, mas tudo ao seu tempo, um dia ela iria parar e sem contar que era super divertido ver Liz com ciúmes de toda sua família... Essas férias seriam inesquecíveis e de uma maneira ou outra estava feliz em dar um tempo da minha vida conturbada.
Notas finais
Bom, mil desculpas pela demora, mas tinha perdido meu HD externo com todos meus dados, mas graças aos céus encontrei o bichinho, então aqui está o cap, ainda não é o ultimo, mas falta bem pouco, por tanto façam essa autora feliz e deixem um review bem bonito!! hehehe
Resolvi criar a Nanda pra ela ser um auxilio ao Draco, afinal ele precisa. kkkkk
Espero que estejam gostando e logo, logo eles estarão juntinhos!!
Mil beijinhos
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