Notas iniciais
Oie minhas lindas!!
Um pouquinho mais tarde que o normal, mas qui está mais um capitulo e dedico ele a minha querida Alice Potter que voltou a me alegrar com seus reviews. Seja bem vinda de volta!!
BOA LEITURA

Ao fim desse capitulo não tinha nenhuma música em especial pra expressar o que queria, até me lembrar dessa bela canção do Flávio Venturini e ver que ela seria perfeita pra quase todo o capitulo.

http://www.youtube.com/watch?v=501eES6khbA

[Pov Draco]

Natal — RN

Chegamos ao Brasil no inicio da tarde, todos cansados e loucos por um banho demorado, alias nem todos, pois as crianças dormiram a viagem toda e estavam loucos pra passear pela praia e conhecer tudo, mas ainda precisamos ficar um pouco no aeroporto pros tramites legais, afinal ser estrangeiro em qualquer país era um burocracia sem limites e agora tive a comprovação de que Liz agradeceu aos céus por Nanda ter ido conosco ou teríamos enlouquecido com aqueles três pestinhas que não paravam de falar um instante. Uma vez dentro do taxi, os ânimos se acalmaram um pouco ou talvez eles tenham ficado mais calmos por terem sido separados, Marie ainda falava muito vendo toda aquela imensidão de azul e verde, ela estava maravilhada... O caminho do aeroporto até o hotel foi cheio de belas paisagens, o taxista mostrava uma coisa aqui outra ali, lugares onde valeria a pena irmos com as crianças ou para um passeio a dois, talvez ele deva ter imaginado que nós três fossemos uma família, mas não me importei em corrigi-lo, não tinha por que constranger o senhor. Assim que entramos numa estrada sinuosa, ele informou que estávamos na Via costeira uma estrada que acompanhava o mar e era rodeada de hotéis e resorts, ou melhor, de um lado ficavam os hotéis e do outro uma reserva ambiental de Dunas, deixando o clima ainda mais agradável e belo.

Marie apontava animada toda vez que via o mar entre as construções, quem via até pensaria que ela nunca tinha o visto, mas era de se entender, apesar de morarmos em São Francisco pouco saiamos pra passeios ao ar livre e só agora vi que minha pequena partilhava o mesmo fascínio que a mãe tinha pelo mar, seus olhos brilhavam como os de Lene e sorri feliz por poder presenciar aquilo.

- O que foi papai? – perguntou Marie me olhando.

- Nada princesa, só estou feliz! – falei abraçando-a.

Ela sorriu radiante e voltou a olhar pra fora, assim que chegamos ao hotel não teve como segurar os três e Nanda foi obrigada a ir com eles até o mar, enquanto fazíamos o chek-in e logo em seguida levamos as malas pro chalé que alugamos, Liz tinha pensado em tudo, alugou dois um ao lado do outro, eram casas pequenas, mas super aconchegantes e iluminadas, móveis de madeira maciça, paredes em tons amarelo e azul claro, tudo ali respirava a leveza de estarmos numa cidade tropical e colorida, ficaria com Marie e Nanda num e Liz com a família em outro, uma vez que cada chalé possuía apenas três quartos, e ela nunca me deixaria compartilhar um meso cômodo com Nanda. Chegava a ser hilário esse ciúme todo da Liz, nem parecia a mulher centrada que sempre fora, mas como Gui mesmo falava, “Liz nunca precisou disputar a atenção das crianças ou a nossa antes, então aguenta!”

Depois de deixar as malas nos quartos troquei a calça por uma bermuda frouxa e fui ao encontro das crianças na praia, nosso chalé ficava um pouco distante do agito do hotel e dei graças a Merlin por isso, nunca gostei muito de multidões e de longe já podia ver que a quantidades de mulheres ali era incrivelmente superior a de homens, e tudo que mais queria nesses dias era paz. Assim que meus pés tocaram a areia morna foi como um bálsamo, me senti leve, como há muitos anos não sentia era como voltar pra casa depois de tempos, nem eu imaginava como sentia falta dessa sensação, afinal não é muito comum um Londrino amar tanto assim o mar, porem desde criança o mar sempre foi meu refugio, ali diante dele conseguia ser apenas eu... Minha alegria se completou quando vi uma garotinha de um pouco mais de um metro de altura, cabelos castanhos claros, pele morena e lindos olhos verdes que corria ao meu encontro e me sufocava num abraço apertado... Durante anos sofri pela perda da Lene e quase não me dei conta que a melhor parte dela ficou comigo, nossa filha, nossa tão amada filha. Ela sorria sem parar enquanto andávamos pela areia.

- Eles falam de um jeito engraçado aqui, papai. – comentou Marie depois de passarmos por um grupo de jovens.

- Estamos em outro país, aqui eles falam português. – disse sorrindo. – Lembra que te expliquei lá em casa.

- Ah é, mas como vamos conseguir falar com as pessoas se não entendo o que elas dizem?! – perguntou confusa.

- Algumas falam inglês e a Nanda fala português. – disse quando chegamos perto dela e das crianças.

- Verdade Nanda? – quis saber Sara. – Sei falar francês e a Marie também.

- Eu também sei. – disse Arthur segurando a mão livre de Nanda, parecia que a babá de Marie havia ganhado um fã.

- Sabe nada, você nem presta atenção quando o papai ensina agente. – provocou Sara.

- Chega Sara. – repreendeu Nanda. – Falo português por que morei aqui quando era jovem, precisei cuidar de uma tia muito velinha e aprendi! – confessou sorrindo. – Um dia vocês me ensinam francês. – disse segurando a mão de Sara que a olhava emburrada. — Mas o que vocês acham de voltarmos pra casa e descansar um pouco?

- Nanda tem razão, vão indo na frente que já alcanço vocês! – disse dando um beijo neles.

Os três começaram a reclamar ao mesmo tempo enquanto seguiam Nanda de volta aos chalés, resolvi ficar um pouco mais de tempo ali e andar pra espairecer, fazia tempo que não ficava assim numa praia, sentei num amontoado de pedras e fiquei assistindo as ondas quebrarem em outro monte mais mar a dentro... Diante aquela imagem era impossível não lembrar Madeleine, parecia que podia ouvir a voz melodiosa dela no meu ouvido falando as mesmas palavras que disse em nossa lua de mel.

Flash Back on

Eu tinha acabado de receber a noticia oficial de que Lene estava grávida, depois dos testes de farmácia achamos melhor irmos a um hospital e confirmar, nossa alegria só aumentou quando a médica trouxe o exame comprovando o que já sabíamos. Voltamos pro hotel e fomos direto pra praia e cá estava eu deitado entre as pernas dela, recebendo uma caricia gostosa nos cabelos, Lene adorava fazer aquilo e eu mais ainda. Ficamos a tarde fazendo planos para o nosso futuro e as coisas que iriam acontecer a partir de agora, estava tão feliz que não conseguia parar de sorrir.

- Você está com uma cara de bobo tão linda. – murmurou Lene depois que ficamos em silencio.

- Simplesmente não consigo parar de sorrir. – falei virando pra olhar aqueles lindos olhos verdes. – Você me fez o homem mais feliz desse mundo, Madeleine Malfoy. – murmurei antes de beijá-la com carinho.

- Gosto quando você me chama assim... – riu entre o beijo. — Amo tanto você. – senti mais uma vez aquela angustia na voz dela, como se tivesse me escondendo algo, mas resolvi ignorar, pois os lábios macios e doces da minha esposa pediam pra serem beijados.

- Você não acha melhor agente entrar? Está ficando frio. – falei depois que a senti estremecer um pouco.

- Não. – sussurrou no meu ouvido, me envolvendo com seus braços. – Quero ficar aqui vendo o mar com você.

- Mas amor, podemos vê-lo amanhã ou vamos só nos agasalhar e voltamos. – insisti.

- Só mais um pouquinho. – pediu me apertando e mordiscando minha orelha.

- Tudo bem, você e esse fascínio todo pelo mar. Pensei que eu fosse o único a sentir isso. – brinquei.

- Sabe, antes de conhecer você sempre que podia ia visitar alguma cidade onde o mar estava, parecia que algo nele me levava a outro lugar, às vezes eu sentia como se ele fosse um aviso de que algo maior estava me esperando e quando conheci você entendi o que ele sempre quis me dizer... – ela acariciava meu cabelo mais uma vez. – O mar me preparou pra você esses anos todos, descobri isso no instante que olhei em seus olhos. – sorriu. — Agora sempre que o vejo lembro-me de você... Forte, lindo e irritante, veja como as ondas se choca com as pedras, igual a você, como se quisesse estar em todos os lugares e ficasse irritado por não conseguir. – sorri com a análise dela e estremeci quando ela encostou os lábios na minha orelho e sussurrou. — O mar é a imensidão do meu amor, seus olhos nunca me deixaram esquecer quão bom foi te encontrar, assim como o mar nunca irá deixar você esquecer que eu o amei e que apesar de tudo, nós sempre estaremos juntos...

Flash back off

A lembrança me pegou de uma forma tão real que até podia sentir os braços dela ao meu redor, o som da voz dela era tão clara quando o som do mar e no intuito de prolongar a sensação imaginada fechei os olhos, era como se ela estivesse ali, como se ela estivesse ido se despedir de mim, me doía e ao mesmo tempo me sentia livre, aquele era nosso ultimo adeus...

- Sempre irei amar você... – sussurrei ao vento e ali senti que ela se fora de verdade, agora podia voltar a viver.

[Pov Hermione]

Londres

Meses se passaram até eu reunir a coragem necessária pra fazer o que meu coração clamava dia e noite, pois como sempre minha teimosia falava mais alto e só depois do meu amado amigo Harry me enviar um link de um site qualquer na internet, foi que me dei conta da grandíssima idiota que era, resolvi agir antes que fosse tarde demais... E lá estava mais uma vez o bendito site de fofoca estampando a mesma notícia “Quem será a bela latina que anda circulando com o promotor mais cobiçado de São Francisco?” essa frase aprecia piscar em neon na minha frente, como ele podia fazer algo assim? E quem era eu pra exigir algo? O deixei sozinho! Idiota... Desde que o Harry havia me amostrado aquilo não parava quieta, a foto dele sorrindo enquanto saia de um supermercado parecia está gravado na minha retina e o pior de tudo era que no meio deles estava uma Marie sorridente, a foto de um passeio perfeito.

- Ai que raiva, sua besta, idiota! – brigava com a minha imagem refletida no espelho. – Vai perder o cara que você mais amou nessa sua vida miserável e nem tem a dignidade de lutar pelo contrario? Idiota!!

- Está perdendo seu tempo ai gritando pro nada. – falou Rony na porta me fazendo pular no lugar.

- Você precisa parar com essa mania de chegar de mancinho! – bufei. – E não se mete.

- Tarde demais, aqui está sua passagem pra encontrar o loiro azedo e sua mala devidamente arrumada pela Gina! – disse me entregando um papel dobrado e colocando a mala em cima da cama. – Você está mais irritante que o normal e se não for agora mesmo atrás desse tosco, juro que te levo arrastada pelo cabelo.

- Quanta delicadeza. – resmunguei. – Você fez isso mesmo? – perguntei comovida e tirando o papel das mãos dele e sorri ao ver o destino da passagem.

- Veja se está tudo ai dentro e vá Mione! – ordenou.

- Você está me saindo um cupido e tanto. – sorri enquanto o guarda abraçava.

- Alguém precisa te amostrar o óbvio e, além disso, ninguém mais aguenta seu mal humor. – joguei uma almofada nele que saiu correndo do quarto.

[...]

No dia seguinte já estava em frente à casa dele, ansiosa e temerosa, tinha medo de qual seria a sua reação e se ele não me aceitasse mais e se ele estivesse com aquela mulher das fotografias? Meu corpo tremeu só em pensar nessas possibilidades, balancei a cabeça a fim de espantar as imagens dele com outra mulher e respirei fundo antes de apertar a campainha, escutei o som soar pela casa e aguardei batendo desconfortavelmente os pés no chão, passaram-se um minuto ou uma hora não sei dizer e ninguém veio atender a porta, espiei pelas persianas e vi que tudo parecia quieto lá dentro, apertei a campainha mais uma vez e nada.

- Eles devem estar na casa do Gui. – murmurei.

Apanhei um taxi e fui à casa do meu amigo, era um sábado então eles deveriam estar fazendo algo com as crianças, quando cheguei lá já era noite e vi que as luzes da casa não estavam acessas, paguei o motorista e fui assim mesmo até a porta, fiquei esperando alguém abrir a porta e nada... Era muito azar chegar pra arrumar sua vida e todos simplesmente sumirem. Fiquei sentada nos degraus horas seguidas, mas ninguém aparecia, já devia ser umas dez da noite quando uma senhora idosa me viu ali sentada e foi falar comigo.

- Com licença querida, você está procurando os Legrand? – perguntou a senhora com simpatia.

- Sim, mas até agora ninguém apareceu. – murmurei frustrada.

- E nem vão, eles viajaram na sexta, minha netinha irá regar as plantas da Liz por dois meses. – comentou.

- Dois meses... – repeti a informação. – A senhora sabe se eles foram sozinhos?

- Não, eles foram com o cunhado e a sobrinha do Gui. – disse me olhando com curiosidade. – Você quer que eu chame um taxi?

- Não será preciso, mas pode responder mais uma coisa? – perguntei me levantando

- Claro querida. – falou

- A senhora sabe pra onde eles foram? – rezei em silencio que eles tivessem dito algo aquela senhora.

- Só sei que foram ao Brasil, mas a Liz me deixou um número de telefone pra emergências. – disse me oferecendo o braço pra caminhar ao seu lado. – Não conheço você, mas algo me diz que você precisa muito encontrar com eles!

- A senhora nem imagina o quanto.

Acompanhei a senhora, que descobrir se chamar Celina, até sua casa e depois de muita conversa e uns biscoitinhos, ela me entregou o número do hotel onde eles estariam hospedados, sorri alegre agradecendo aos céus por aquela senhora ter cruzado meu caminho, ao me despedir dela prometi voltar um dia pra contar como minha historia tinha se resolvido. Já no aeroporto e com minha passagem para o Brasil em mãos, pude respirar com um pouco mais de alivio e agora sentia que minha vida enfim voltaria aos eixos, necessitava estar perto daquele loiro azedo o quanto antes e agora sabia que tiraria qualquer mulherzinha de perto dele nem que fosse com minhas próprias mãos, demorei tanto pra admitir que o amava e ter coragem de voltar pra ele que não deixaria que ninguém arrancar a minha felicidade, não sem antes lutar por ela.

Notas finais
E ai mereço um review, uma recomendação?? heim??!! *-*
Bom minhas amoras,escrevi esse capitulo com o coração miudinho, pois estamos próximos ao fim e apesar de ter a sensação de dever cumprido sentirei muito a falta disso aqui.
Nesse capitulo, temos um Draco finalmente curado e uma Mione ciumenta. rsrs me diverti escrevendo o breve momento dela.
Para as leitoras como minha best Anna que amaram a Lene tanto quanto eu, resolvi fazer um flash pra matar a saudade e dar um adeus a essa personagem que surgiu na minha mente do nada e cai como uma luva na minha estória.
Bom é isso.
Espero que tenham gostado.
Beijos e até o proximo.