You Make It Real - Draco e Mione
2 Medeleine...
Notas iniciais
Mil perdões pela demora, mas eu jurava que já tinha postado esse capitulo!! rsrsrs
Mas com um atraso imenso ai está!
boa leitura
[Pov Draco]
Posso dizer que meus anos em Hogwarts foram tristes e apenas uma pessoa poderia ter mudado aquela realidade, mas eu não me achava bom o suficiente pra sequer desejar uma realidade diferente a que eu tive, mas no decorrer desses seis anos posso dizer que mudei. Ai você deve estar pensando que sou um cara que reclama demais, pois sou um advogado com futuro promissor, morando numa cidade linda e fico me lamuriando... Sei de todas essas coisas, mas às vezes me pego remoendo o passado e é incrível como depois de anos eu ainda sinta algo por ela, talvez seja pelo fato de ainda não ter encontrado nenhuma a altura, tive uns namoricos porem nada que durasse mais que três messes, melhor eu parar com isso e continuar a analisar esses processos.
Assustei-me quando alguém esmurrou a porta da minha sala, bufei impaciente já prevendo a entrada do meu estimado amigo Gui e não deu em outra.
- Draco você vai lá em casa? – perguntou Gui pela enésima vez. – É só um jantar de comemoração, minha irmã chega hoje e quero dar as boas vindas!
- Gui realmente não é preciso a minha presença, vocês terão muito que conversar e além do mais não acho conveniente invadir esse momento! – argumentei.
- Deixa de frescura, eu falo tanto de você que ela quer te conhecer! – olhei pra ele com raiva. – E a Sara vive perguntando quando você vai aparecer!
- Tudo bem eu vou nesse bendito jantar! – falei derrotado. – Cara você é um mala.
Uma hora e meia depois estava em frente a casa do Gui, pela janela podia ver que havia um número considerado de pessoas lá dentro, respirei fundo e resolvi ir num barzinho que tinha na esquina, festas em família sempre me deixavam pra baixo, talvez pelo fato de eu não ter uma. Mas não podia negar que ter conhecido o Gui em Harvard foi maravilhoso, ele é mais velho que eu três anos e tem uma família linda e estruturada, ou seja, acabou me adotando como membro dela, nossa mudança para São Francisco tinha o dedo da esposa dele, que era geóloga e a região seria objeto de pesquisa dela, mas até que tem sido uma boa escolha até então.
Entrei no bar e a semelhança com os Pub’s Londrinos me deixou com saudade da minha terra natal, ignorei esse fato e sentei num banco em frente ao balcão pedindo um Uísque, tomei numa golada só, estava pedindo uma segunda dose quando senti algo molhar minha camisa nas costas.
- Que porra é essa? – exclamei antes de me virar.
E assim que me virei pra esculachar com o bêbado idiota que estragou minha camisa, tive minha visão tomada pela beleza de uma moça de pele morena, cabelos cor de avelã que caiam graciosamente em seu colo desnudo e pareciam dançar enquanto ela se balançava pedindo desculpas, não conseguia parar de olhar aqueles olhos cor de esmeralda e podia ver a aflição que havia neles, estava me odiando por fazer ela sentir aquilo... A cada palavra dita eu ficava mais hipnotizado pelo mexer de seus lábios e que lábios eram aqueles? Tão vermelhos e perfeitamente desenhados, as maças do rosto eram tão delicadas que dava a ela um aspecto de boneca, eu não conseguia tirar os olhos dela.
- Por favor, me desculpa! – pedia sem parar. – Eu tropecei e cai em você, sou tão desastrada. – a voz dela era tão doce quanto sua aparência, ela trajava um vestido florido de alças, com uma jaqueta vermelha e uma boina da mesma cor.
- Tudo bem, não se preocupe! – consegui falar depois de um tempo.
- Você deveria estar esperando alguém, venha vou levá-lo na casa do meu irmão é aqui perto venha! – ela pegou minha mão.
- Não é preciso eu arrumo isso num minuto! – fazia algum tempinho que não usava magia, mas ainda sabia secar uma roupa.
- Eu insisto! – ela me puxou pela mão e não fiz nenhuma força ao contrario, afinal ainda estava encantado com aquela moça e a sensação de ter a mão dela entrelaçada a minha era maravilhosa.
- É bem aqui a casa dele, mil perdões! – falava sem parar.
- Fique calma, foi um acidente! – falei enquanto ela tocava a campainha varias vezes.
Quando abriram a porta me assustei ao ver...
- Gui, eu tropecei e molhei a roupa desse rapaz! – ela falou pro meu amigo.
- Oras Draco vejo que já conheceu minha irmãzinha! – riu Gui. – Essa é Madeleine!
- Ai meu Deus, esse é o seu amigo? – não sei como, mas ela conseguiu ficar ainda mais rubra.
- Prazer Madeleine! – disse sorrindo e estendendo a mão pra ela. – Draco Malfoy!
- Prazer! – ela segurou minha mão e sorriu sem graça. – Agora eu posso entrar e me afogar na privada! – entrou na casa.
- Essa é minha manhinha sempre dramática! – riu Gui me convidando pra entrar. – E já vejo que você gostou dela! – falou vendo meu olhar seguir Madeleine pelas escadas.
- Cala a boca! – reclamei. – Cadê a Sara?
- Tio Draco... – disse uma garotinha morena correndo na minha direção e pulando no meu colo.
- Aqui está a minha garotinha! – falei beijando a bochecha dela. – Que saudade!
- Por que você está molhado? – perguntou tocando nas minhas costas.
- Liz. – chamou Gui.
- Oi amor! Draco você veio. – Liz ou Elizabeth, era a linda esposa do meu amigo, eles eram casados desde o tempo que estudávamos em Harvard e estavam esperando o segundo filho.
- Liz sempre linda! – a cumprimentei com um beijo na testa e um afago no seu ventre avantajado.
- Amor, a Lene deixou cair algo na camisa dele, será que você pode pegar uma das minhas? – disse Gui meio risonho e eu não estava vendo nada de engraçado nessa banalidade.
- Já? – riu Liz. – Vamos Sara deixe seu tio trocar de roupa.
Subi as escadas atrás dela e logo já tinha trocado a camisa e descia pro jantar, tinha algumas pessoas na sala, uns amigos do escritório e alguns amigos da Liz que eu já conhecia, mas quem eu procurava não estava lá.
- Ela está na varanda. – murmurou Gui.
- Ela quem? – me fiz desentendido.
- É tão raro ver você com os olhinhos brilhando que é perceptível na primeira vez! – falou sorrindo. – Vai lá conversar com ela, eu já faço gosto dessa união.
- Virou cupido agora? – perguntei bufando. – Ou sempre joga seus amigos pra sua irmã?
- Na verdade só jogo os melhores e sabia que estava procurando a Lene! – riu e saiu de perto de mim e fez bem, pois estava quase dando um soco nele.
- Não liga pra ele Draco! – murmurou Liz passando por mim.
Fiquei conversando com algumas pessoas, mas minha mente insistia em vagar até a imagem de Madeleine, preferia não admitir ao Gui, mas ela realmente mexeu comigo ou talvez estivesse apenas abismado pela beleza dela, respirei fundo e caminhei até a varanda da casa e lá estava ela, tão linda a luz do luar se é que ainda era possível. Assim que ela me viu abaixou a cabeça envergonhada e eu me aproximei.
- Desculpa outra vez. – ela disse assim que me apoiei na parede de proteção ao seu lado.
- Já disse que não foi nada, já até troquei de camisa! E acidentes acontecem. – falei sorrindo, antes parecia tão difícil sorrir, mas ali diante dela era tão fácil.
- E pode ter certeza que comigo por perto eles serão frequentes. – riu e tive que me controlar pra não babar ou ficar com cara de bobo. – Sabia que eu sempre quis te conhecer?!
- Mesmo? – perguntei incrédulo.
- Verdade, o Gui sempre falou tanto de você e fiquei curiosa. – ela enrolou um cacho do cabelo no dedo. – Você está bem?
- Estou sim. – disse saindo do transe. – Espero que o Gui tenha falado coisas boas de mim!
- É ele falou de tudo um pouco, disse que você é chato às vezes, parece um velhinho, mas lá no fundo até que é uma boa pessoa! – arregalei os olhos de espanto. – Maldita sinceridade. – reclamou.
- Tudo bem, ele não mentiu! – ri da cara de culpada que ela fazia.
- Você deve está achando que sou louca ou algo do tipo.
- Fico com algo do tipo! – eu estava me divertindo com toda aquela conversa sem sentido. – Vamos recomeçar, sou Draco Malfoy, amigo e sócio do seu irmão! – disse estendendo a mão.
- Prazer, sou Madeleine Legrand, irmã do seu amigo e sócio! – riu e pegou minha mão apertando com firmeza pra logo em seguido dar um beijo em cada lado da minha bochecha, fiquei atônito por instantes. – Assim que se cumprimenta na França. – acrescentou devido a minha cara de surpresa.
- Gostei dos métodos franceses. – sorri.
- Tio Draco. – chamou uma baixinha fofa puxando minha camisa.
- Ei princesa. – disse pegando ela no colo.
- O jantar já está na mesa e o papai disse pro senhor tomar cuidado com a florzinha dele. – Sara falou enquanto brincava com meu cabelo.
- Seu pai é um... – Madeleine me repreendeu com o olhar e eu acrescentei. – Um grande piadista, princesa!
- Bem que a mamãe disse que o senhor ia ficar todo vermelho. – falou segurando meu rosto entre as mãos. Pra uma criança de cinco anos a Sara era bem espertinha e eu às vezes ficava em cada saia justa com essa sinceridade infantil.
- Seus pais sabem das coisas, pequena. – disse Madeleine sorrindo divertida.
- Vamos jantar que é melhor. – falei antes da Sara soltar sua sinceridade infantil outra vez.
- Já estou acostumada com as piadas sem graças do Gui, não se preocupe. – murmurou Madeleine no meu ouvido ao passar e se eu não tivesse com a Sara nos braços teria agarrado ela ali mesmo, balancei a cabeça pra espantar aquele pensamento e me concentrei no mover dos meus pés, estava me sentindo um patético de primeira.
Notas finais
Criticas, elogios serão bem vindas... ainda não sei se consegui pegar o eixo da estória, então fico um pouco insegura!
Espero que estejam gostando...
bjos
Fale com o autor