You Make It Real - Draco e Mione
3 Algo novo...
Notas iniciais
Aqui está mais um capitulo, espero que estejam gostando.
Boa leitura
[Pov Draco]
Após o jantar que conheci Madeleine ela insistia em visitar meus sonhos e meus pensamentos durante o dia, eu podia sentir que algo em mim havia mudado no momento que encontrei aquelas duas safiras me fitando, ela era incrivelmente inteligente, meiga e ao mesmo tempo sabia impor o que queria, conversei com ela quase o jantar inteiro e pude descobrir bastante coisas dela, inclusive que viajava pelo mundo pesquisando e tentando conhecer coisas novas, ela era formada em História e Arqueologia... Por Merlin Draco, pare de pensar nela! Queria muito vê-la outra vez, mas como eu iria aparecer assim do nada na casa do Gui e sem contar que nunca fui de visitá-los com freqüência. Resolvi então focar no caso que teria que defender e assim sobrevivi á primeira semana sem ela.
Estava voltando de uma audiência extremamente exaustiva e tinha acabado de religar meu celular quando ele tocou me assustando, olhei no visor e não reconheci o numero, ia ignorar, mas algo me mandou atender.
- Alô – disse.
- Draco?! – escutei meu nome, mas tinha barulho demais do outro lado da linha. – É a Lene, desculpa te inco....
- Lene? – um estalo me fez reconhecer a voz. – Eu não ouço o que você fala direito.
- Merda de lugar! – a ouviela reclamar do outro lado. – Melhorou agora?
- Bastante. – disse ainda não acreditando que ela estava me ligando, estava parecendo um adolescente.
- Desculpa te ligar, mas acho que estou perdida! – ela falou com a voz baixa.
- Perdida? – perguntei sem poder conter o riso.
- Não ria é sério — ela falou chateada. – Não consigo falar com o Gui e muito menos com a Liz, então lembrei que peguei um cartão do escritório de vocês e seu número está nele.
- Você sabe mais ou menos onde pode estar? – perguntei começando a ficar preocupado.
Ela começou a dizer onde tinha ido e que tinha andado bastante pelas ruas do centro, mas quando ela leu o nome da rua próximo ao telefone publico que ela estava. Meu coração apertou e acelerei com o carro, ela tinha conseguido ir simplesmente pra um dos bairros mais perigosos de São Francisco, disse alguns palavrões mentalmente e segui a toda rumo ao local onde eu pedia a Deus que ela estivesse, disse pra Lene entrar em alguma loja próxima a placa da rua e me aguardar, cerca de dez minutos depois eu entrava no local indicado, pessoas mal encaradas andavam pelas ruas e meu carro nada discreto chamava atenção ali. Avistei a placa e vi que logo adiante tinha uma loja de discos, estacionei e segui até lá, Lene estava conversando com uma moça punk que estava no balcão, mas tinha algo errado com ela, andei mais rápido e me assustei quando vi o estado que ela se encontrava, sua calça estava suja e a blusa levemente esgarçada, por um momento pensei que era assim mesmo, mas quando ela me avistou o olhar assustado dela me disse que havia acontecido algo a mais.
- Muito obrigada por ter vindo. – disse pulando nos meus braços e eu instintivamente a abracei com carinho a apertando quando senti o quão tremula ela estava.
- O que você deixou de me contar? – perguntei quando olhei seu estado outra vez.
- Eu fui assaltada, corri atrás do malandro que me roubou, cai numa maldita poça de lama e vim parar aqui. – ela estava indignada e tão linda com o rosto sujo. – Só tinha o cartão de vocês no bolso, meu dinheiro ficou todo na minha bolsa e não passava um taxi por aqui e sem contar que nem me lembro o endereço de casa.
- Teve uma aventura e tanto, mas que tal sairmos daqui? – sugeri vendo que a punk não parava de olhar na nossa direção.
Peguei a mão dela que rapidamente entrelaçou com a minha, não esbocei nenhuma reação, mas meu coração estava prestes a sair pulando do meu peito, ás vezes eu esquecia que tinha um coração que podia me sentir assim.
- Mas o que temos aqui? O Doutor Malfoy em pessoa! – falou um sujeito do tamanho de um guarda-roupa e que logo reconheci, Merda...
- Como vai Trevor? – falei o mais educado que consegui e puxei Lene discretamente pra ficar atrás de mim.
- Agora que estou de condicional posso dizer que estou bem melhor, claro que o senhor não teve nada haver com isso! – Trevor veio se aproximando de mim e abriu discretamente o casaco mostrando um revolver, escutei Lene arfar e apertei a mão dela para que ficasse quieta.
- Como está de condicional é melhor não fazer nenhuma besteira. – falei sério. – Afinal você não gostaria de voltar pra lá, não é mesmo?!
- Está me ameaçando Doutor? – perguntou Trevor e pude ver que aos poucos outros caras vinham em nossa direção.
- Não Trevor, estou apenas falando a verdade! Você sabe que qualquer deslize a condicional é desfeita, então é melhor eu ir embora. – falei abrindo a porta de trás do carro pra Lene entrar. – De maneira alguma quero colocar sua condicional em risco.
Trevor sorriu e saiu do caminho com as mãos levantadas, mas assim que passei por ele, escutei ele murmurar. – Bela namorada, tão frágil...
Tive que me segurar pra não acertar um soco nele, afinal Madeleine estava no carro e tira-la de lá era minha prioridade e apenas o ignorei e entrei no carro, saindo de lá o mais rápido que consegui, depois de uns minutos Lene passou pro banco da frente.
- Muito obrigada Draco. – ela disse assim que entramos na parte movimentada da cidade. – Mas o que foi aquilo lá?
- Não precisa agradecer! Mas da próxima vez preste atenção onde você está indo. – disse sério. – Sou advogado penalista e eu coloquei aquele ogro do Trevor na cadeia, mas infelizmente o trafico ainda tem suas barganhas, nem quero imaginar o que teria acontecido se o fosse o Gui a ir buscar você! – olhei pra ela de soslaio e vi que tinha sido grosso demais. – Desculpa, mas eu e seu irmão não somos os queridinhos da bandidagem por aqui e você estava no covil deles. – tentei sorrir pra ela que ainda estava com uma aparência cansada e abatida. – Mas o que a senhorita estava fazendo naquele bairro realmente?
- Como assim? – perguntou Lene desviando o olhar.
- Querida eu sou advogado, se tem uma coisa que aprendi foi a ler as pessoas e tenho certeza que estava pela área por conta própria! – ela arregalou os olhos.
- Muito cedo pra você saber sobre mim Malfoy! – ela respondeu desdenhando com meu nome.
- Você que sabe, por que eu terei que contar ao Gui. – disse dando e ombros.
- Pode contar, eu sei enrolar meu irmãozinho! – mostrou língua pra mim.
Não pude deixar de rir da reação dela. – Você tem quantos anos? Cinco?
- Acrescenta mais uns vinte ai e você acerta! – ela cruzou os braços aborrecida.
- Vamos fazer assim, você aceita jantar comigo e eu confirmo sua estória pro Gui! – falei rindo. – Afinal você está me devendo uma, senti aquele cano frio do revolver em mim!
- Realmente você e o Gui deveriam fazer mais amigos. – brincou e ficou um tempo me olhando como se pesasse minha proposta. — Muito espertinho você. – ela sentou de lado no banco e ficou de frente pra mim. – Se queria me chamar pra sair, era só pedir e não precisava me chantagear!
- Digamos que estamos fazendo uma pequena troca, meu silencio pela sua companhia! – sorri quando estacionei na frente da casa do Gui.
- Tudo bem, espero não me arrepender. – murmurou saindo do carro. – E mais uma vez obrigada.
- Te pego amanhã às oito da noite. – falei antes de ela entrar na casa.
- Vai pegar quem Draco? – perguntou Gui saindo pela porta.
Eu apenas sorri e arranquei com o carro, estava feliz demais e se eu ficasse lá ele iria perceber e ficar me zoando. Ia sair pra jantar ou em um bar qualquer, mas decidi ir pra casa e pensar onde levaria Lene era incrível como ela conseguia preencher meu pensamento com uma facilidade incrível, os poucos minutos que fiquei com ela pareciam ter se prolongado e a falta que ela fazia era estranhamente confortável. Cheguei ao meu apartamento e fui direto tomar um banho pra relaxar, assim que terminei me joguei no sofá e fiquei admirando a bagunça do lugar, era normal ficar tudo desarrumado afinal eu morava sozinho e meus hábitos de arrumação eram inexistentes, havia uma senhora que vinha duas vezes na semana fazer uma faxina, mas só agora percebi que ela não veio nessa... Merda! Meu primeiro pensamento era trazer Lene aqui em casa, mas com essa bagulhada toda espalhada era impossível. Estava distraído quando meu celular vibrou sinalizando uma nova mensagem.
Oi estranho, esse é meu número!
Durma bem, ah eu não curto comida mexicana. (você tem cara de que gosta de pimenta)
Bjos
Lene
Li a mensagem umas três vezes pra assimilar o conteúdo, como assim tenho cara de que gosto de pimenta? Sou Britânico, não pude deixar de rir, mas achei estranho essa coisa de comida mexicana... A campainha tocou e fui pegar meu jantar, ri mais ainda quando vi que tinha pedido comida mexicana... Sentei no sofá com um nacho na boca e teclei uma resposta pra ela.
Nem gosto tanto assim, mas prometo que não é um restaurante mexicano.
E aposto que você vai amar... Comprou outro celular rápido heim!
Durma bem!
bjos
Abri a cerveja e comecei a comer ainda sorrindo, depois dessa eu já sei exatamente onde levá-la, meu celular tocou outra vez.
Não vivo sem um celular, o Gui gritou muito no meu ouvido, mas eu o convenci a não te incomodar!
Agora ele está resmungando igual um velho pela casa... rsrsrs
Adorei a aventura de hoje, mas espero que você tenha pensado em algo bem calmo...
Estou começando a gostar de você, Estranho!
Bjo
Meus dedos coçaram pra responder, mas achei melhor deixá-la na expectativa não queria que ficasse evidente demais meu interesse por ela, desde minha juventude que uma mulher não mexia assim comigo e eu não queria estragar tudo, dessa vez eu iria lutar por ela, deitei no sofá e fiquei relembrando os poucos minutos que fiquei na presença de Madeleine.
Notas finais
Nem vou pedir desculpas dessa vez, por que já está ficando chato.. aff
Vamos fazer assim, eu prometo postar no minimo duas vezes por mês, se eu conseguir uma frequência maior eu posto, mas não vou me comprometer com nada, pra não ficar faltando com minha palavra! oks?!
O proximo cap já está quase pronto, então não demoro muito...
Ahhh por favor não odeiem a Madeleine, ela é necessária pro nosso loirinho e pra fic! kkkkk
Espero que estejam gostando...
mil beijos
até mais.
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