Notas iniciais
Oie,
Nem vou me desculpar...
Boa leitura

[Pov Draco]

Meu dia foi incrivelmente lento, me pegava a todo o momento olhando pro relógio e implorando que ele andasse mais rápido. Gui foi umas duas vezes na minha sala me infernizar, falando a ladainha de que a irmã dele era de família e que era pra eu respeitá-la e blá-blá, até parece que eu era um lobo mau. Já no meio da tarde quando ele adentrou pela terceira vez em minha sala e ia começar a falar, quando eu o interrompi.

- Gui, você quer parar de bancar o irmão super protetor? Eu não vou fazer nada com a Lene, eu a respeito e não se preocupe, pois respeito ainda mais a você! – desabafei.

- Draquinho, você está muito pilhado! – sorriu divertido. – Só vim avisar que a audiência de amanhã foi cancelada e que eu dispensei a Sra. Thompson e estamos sozinhos aqui! – ele se aproximou de mim e deu dois tapinhas no meu ombro. – Sei que a Lene está em boas mãos e você, meu amigo, será bem vindo nessa família! – Gui saiu gargalhando da minha sala e eu fiquei lá com cara de bocó.

- Cretino. – murmurei.

Terminei de arrumar umas coisas e fui mais cedo pra casa, era melhor estar no meu recanto a ficar lá no escritório vendo o Gui me lançar olhares furtivos todas as vezes que passasse por perto de mim, mas de uma coisa ele tinha razão eu realmente estava muito pilhado e parecia um adolescente prestes a dar seu primeiro beijo e precisava me controlar ou colocaria tudo a perder. Por volta das sete já estava devidamente vestido e sai pra comprar um buque de flores pra ela, assim que cheguei a banca uma senhora veio me receber com um sorriso imenso.

- Olá belo rapaz, uma dúzias de tulipas ou rosas? – ela perguntou.

- Tulipas, das brancas e algumas roxas. – disse.

- Fico feliz que sejam tulipas, pois sei que ela é especial e não se esqueça de mim no dia que for comprar o buque para o casamento. – a mulher me olhou intensamente e fiquei me perguntando se era tão evidente assim o modo como Lene havia mexido comigo.

- Espero que a senhora esteja certa. – murmurei assim que ela me deu o arranjo.

- Errei poucas vezes meu rapaz! – sorriu.

Sai de lá ainda mais confiante e fui ao encontro na mulher que em tão pouco tempo estava mudando a minha vida e sem nada de muito real ter acontecido, mas hoje poderia ser o dia bom pra mudar essa realidade, estacionei em frente a casa do Gui e apertei a campainha, uma garotinha linda abriu e já me abraçava pelas pernas.

- Ei anjinho. – falei pegando ela no colo com um braço. – Como você está?

- Bem, tio Draco. – ela disse me abraçando.

- Sara você vai amassar toda roupa do seu tio! – Falou Liz descendo a escada. – Lene já está descendo, mas está murmurando algo como “maldita pontualidade Britânica” – falou imitando o sotaque Frances e nós não pudemos deixar de sorrir. – Tulipas? Veio pra arrasar Draquinho!

- Você também não Liz! – reclamei tirando uma flor branca do meio do arranjo e entregando a ela.

- Obrigada cavalheiro. – Liz sorriu cheirando a flor.

- Adoro Tulipas. – disse Lene aparecendo e eu tive que me controlar ao maximo pra não babar, coloquei Sara do chão e entreguei o buque á ela.

- Então acho que acertei! – disse sorrindo. – Você não tem jeito de quem gostaria de rosas.

- Nada contra, mas tulipas sempre me encantam principalmente as roxas. – sorriu ainda mais ao ver que tinha varias delas no arranjo. – Vou colocar num vaso e já volto!

- Não Lene, deixa que eu arrumo isso!- disse Liz pegando as flores. – Irei deixar o vaso no seu quarto.

- Um momento Liz. – fui até o buque e peguei uma tulipa roxa e me virei pra pequena Sara que estava com um bico lindo ao meu lado. – Não posso deixar de dar uma pro meu anjinho. – vi os olhinhos de Sara se alegrarem quando dei a flor pra ela e não pude deixar de sorrir.

- Alguém, por favor, segure esse loiro azedo ou ele rouba todas as minhas mulheres! – disse Gui chegando na casa.

- Você quer uma também? – perguntei sorrindo pra ele.

- Vai embora antes que eu pegue a velha espingarda do meu pai. – resmungou. – Cara folgado. – virou-se pras “mulheres da vida dele” e acrescentou. – Oi meus amores. – beijou cada uma delas e murmurou pra Lene. – Qualquer coisa pode me ligar, eu vou salvar você.

- Gui você realmente é um comediante. – resmunguei. – Vamos Lene, seu irmão está pedindo pra apanhar hoje.

Ela sorriu e pegou minha mão pra sairmos dali, e uma vez fora da casa pude me vislumbrar da magnitude de mulher que estava ao meu lado, Lene trajava um belíssimo vestido verde água de alcinha que deixava o corpo dela discretamente esculpido, os cabelos caiam soltos emoldurando seu rosto e antes que ela entrasse no carro me fitou com aqueles olhos lindos e eu pude respirar sem dificuldade pelo breve momento que nossos olhares se encontraram, ela sorriu com doçura e fechou a porta do carro. Foi uma viagem curta até o restaurante e pude ver que os olhos dela brilharem de alegria e sorri internamente ao ver que havia marcado outro ponto com ela.

- Você me disse que amou os pub’s Irlandeses e aqui estamos. – falei ajudando-a sair do carro.

- Acertou mais uma vez, Malfoy! – riu.

O ambiente era agradabilíssimo e a comida maravilhosa, jantamos e conversamos muito, sempre que podia tocava na mão dela ou em seu rosto e pra minha total alegria ela não desviou nenhuma vez dos meus toques, pelo contrario parecia querê-los tanto quanto eu, estávamos conversando e rindo de coisas banais quando uma música começou a tocar preenchendo o ambiente, não reconheci a cantora, mas a música tinha tudo haver com o que estava acontecendo ali e eu sem pensar duas vezes levantei e estendi minha mão pra ela.

- Gostaria de dançar? – ela sorriu e segurou minha mão estendida.

*(http://www.vagalume.com.br/adele/one-and-only-traducao.html)

Caminhamos até um espaço aberto no salão e a segurei pela cintura tentando ao maximo não desrespeitá-la, mas assim que nossas mãos se entrelaçaram ela eliminou o espaço entre nós dois e pude colar nossos corpos e dançar ao som da música, estava ciente da belíssima mulher que estava em meus braços naquele momento e como eu estava me deixando envolver por uma quase estranha, mas estava tão confortável com tudo aquilo que me deixei pela primeira vez durante minha miserável vida meu coração falar mais alto que minha razão, não ia negar que ainda amava Hermione, porem Madeleine era real e eu queria e precisava viver o real.

Vive durante anos na sombra de um amor que sabia que não tinham chances de acontecer, mas agora era diferente, podia ver que algo realmente bom estava acontecendo com nos dois, podia ver que assim como eu, Madeleine estava a cada segundo mais envolvida e a cada vez que nossos olhares se encontravam era como se o mundo girasse lentamente acompanhando os passos e o embalo da música que preenchia o ambiente deixando aquele momento mais mágico pra nós dois... Magia, a tanto tempo que eu sequer usava esse termo e desde que Lene apareceu na minha vida, foi como se a magia aflorasse em mim, como se ela despertasse o meu melhor e sem sombra de duvida o melhor em mim, era a magia que corria em meu sangue e que a tantos anos eu não fazia uso, eu renegara a magia pra não ser encontrado e pra não ter que me ligar ao mundo pelo qual eu fugia pra não sofrer. Mas agora não precisava mais fugir, por que encontrará um motivo pra me firmar nesse mundo e sabia que apenas um movimento concretizaria minha nova realidade.

Como se fosse num passo ensaiado, como se nossos corpos soubessem exatamente o que fazer, eu rocei meu nariz no rosto dela e pude ouvir o arfar dela com meu gesto, porem ela não saiu dos meus braços pelo contrario apertou ainda mais seus braços ao meu redor e como se isso fosse uma autorização, deslizei meus lábios sobre os dela e iniciei um beijo doce e delicado, exatamente como deveria ser um primeiro beijo de amor, sim eu Draco Malfoy, estava me permitindo a amar mais uma vez... Segurei o rosto dela e delicadamente pedi passagem pra logo em seguida me maravilhar com o sabor dela, ela saltou um gemido baixinho quando nossas línguas se encontraram e foi o bastante pra aumentar o ritmo do beijo, ela interrompeu nosso beijo sorrindo e olhando pros lados constrangida e só nesse momento percebi que a música havia parado e estava apenas nós dois na pista de dança.

- Estamos parecendo dois loucos aqui. – murmurou Lene beijando meu rosto.

- Tarde demais pras aparências, pois eu já perdi a razão á algum tempo minha dama. – disse roçando nossos lábios e me deliciando com o modo como ela ficava a um gesto tão sutil.

- Sinto ter que concordar com você. – ela falou antes de me beijar mais uma vez.

- Vamos dar uma volta? –perguntei assim que nossos lábios se separaram.

- Pensei que você não ia me perguntar isso. – sorriu se dirigindo a mesa.

Paguei a conta e saímos do restaurante de mãos dadas, ela me puxou na direção do carro, mas fiz força contraria e murmurei que iríamos dar um passei a pé. O pub ficava próximo a uma praia movimentada de São Francisco e resolvi aproveitar aquela noite ainda mais.

- Não sabia que Britânicos gostavam de praias. – brincou Lene enquanto tirávamos os sapatos.

- A maioria não gosta, mas eu tenho uma paixão secreta pelo mar. – confessei. – E não poderia perder a oportunidade de ver você a luz do luar, e não estou me arrependendo dessa idéia, você está ainda mais linda! – disse afagando o rosto dela.

- O que está acontecendo aqui Draco? – perguntou Madeleine fechando os olhos ao meu toque. – Sinto como se estivesse esperando você durante esse tempo todo, como se você precisasse de mim.

- E você está certa, eu realmente preciso de você! – paramos de andar e eu a abracei. – E quanto ao que está acontecendo só tenho uma teoria. – aproximei meus lábios do ouvido dela e murmurei. – Estou me apaixonando pela irmã do meu melhor amigo.

Madeleine gargalhou lindamente e saiu dos meus braços correndo e rindo ao mesmo tempo, fiquei uns segundos vendo ela se afastar com movimentos graciosos pra em seguida ir atrás dela. Assim que alcancei-a abracei e caímos juntos na areia, ela ficou algum tempo acariciando meu rosto e me olhando com aquelas esmeraldas que me deixavam hipnotizado e sorriu quando eu fechei os olhos prolongando a sensação dos seus carinhos.

- Sonhei com seus olhos antes de vir pra cá. – ela murmurou ainda afagando meu rosto. – Você pode até não acreditar, mas eu sempre esperei por você e estou muito feliz de enfim encontrar o dono dos olhos cinzentos que sempre apareciam em meus sonhos.

Ela eliminou o espaço entre nós dois e me beijou com urgência e doçura, realmente eu nunca acreditei muito em profecias, sonhos ou no destino, mas seja lá o que tenha juntado a nós dois eu seria eternamente grato. Ficamos por mais alguns minutos ou horas ali deitados um curtindo o outro até eu lembrar de que não poderia abusar da benevolência do meu amigo e convenci Lene a irmos embora, nem parecia que aquela era nossa primeira noite juntos, estávamos tão à vontade parecíamos namorados de longa data. Enquanto dirigia minha mente parecia querer explodir de tantas imagens, sentimentos que passavam rápidos demais, mas tudo melhorou quando ela encostou a cabeça no meu ombro e ficou assim até chegarmos na casa de Gui, sai do carro e fui abrir a porta pra ela que rapidamente entrelaçou nossas mãos pra juntos percorremos o curto perímetro da calçada a porta da casa.

- Obrigada pela noite maravilhosa. – disse Lene sorrindo lindamente pra mim.

- Eu que agradeço, aliás vou agradecer sempre a quem colocou você me meu caminho. – tirei uma mecha de cabelo que caia em seu rosto. – Você despertou algo em mim que nem eu sabia que poderia existir. – beijei os lábios dela com delicadeza. – Espero poder te dar mais noites maravilhosas como essas?

- Irei ganhar apenas noites? – perguntou fingindo tristeza e me abraçando pelo pescoço. – Irei reivindicar manhãs, tardes e noites maravilhosas ao seu lado, não vai se livrar tão cedo de mim, Doutor Malfoy.

- Estou começando a gostar disso. – beijei-a demoradamente dessa vez e pude ver que uma luz se acendeu na sala e suspirei derrotado. – Gui. – dissemos ao mesmo tempo. – Boa noite. – murmurei ainda com os lábios dela colados ao meu.

- Boa noite. – disse Lene sorrindo, antes que ela abrisse a porta eu a puxei para um longo abraço a fim de gravar o perfume dela e beijei-lhe a testa com delicadeza. – Durma bem meu anjo. – ela sorriu e entrou.

Naquele momento eu soube que minha vida iria mudar por completo e que a mulher que eu acabei de deixar em casa, seria brevemente minha e somente minha. Fui pra casa e pela primeira vez desde os tempos de Hogwarts não tive pesadelos com as batalhas travadas naqueles terrenos ou sobre minha família decrépita, meus sonhos foram completamente dominados com lindos olhos cor de esmeralda e o rosto maravilhoso de Madeleine. Porem lá no fundo eu conseguia ver o conflito que meu coração e minha mente travavam, pois os olhos penetrantes e cor de âmbar de Hermione ainda permaneciam ali inabaláveis, como se fosse uma tatuagem ou uma parte de mim que eu jamais conseguiria esquecer ou tirar por completo. Entretanto tinha a absoluta convicção de que Madeleine era minha realidade e que Hermione Granger seria pra sempre meu primeiro e mais marcante amor, amores como o que senti por ela não poderiam ser esquecidos, Madeleine veio como um novo sopro de vida pra um coração já á tempos machucado e sedento de felicidade, ela seria minha felicidade e eu estava maravilhado com aquilo tudo...

* apesar da fic não ser exatamente no nosso tempo, não resistir ao colocar a música da Adele, pois descrevia o momento e o Draco igualmente perfeitos.

Notas finais
E ai mereço um review??
Sei que estou demorando muito, mas pretendo melhorar isso em breve!! hehehe
Ah como algumas de vocês vem comentado sobre a Mione nos reviews, quero esclarecer algumas coisas: Ela irá aparecer na segunda fase da fic, ou seja, a partir do cap 8 ou 9, mas nada impede que eu poste um cap só dela, pensando nessa possibilidade. Espero que entendam...
Esse cap será dedicado a minha amiga linda Anna, que está começando a gostar do Draco!!! kkkkk
Boa semana a todos!!
Ahh quem puder indicar minha fic aos amigos que curtem esse estilo fiquem a vontade e eu agradecerei sempre...
Mil beijos