You Make It Real - Draco e Mione
13 Coincidência ou o destino?
Notas iniciais
BOA LEITURA!
[3º Pessoa]
Draco chegou à embaixada o mais rápido que conseguiu, a cidade estava quase deserta àquela hora facilitando seu percurso. Foi recebido por seu colega Peter na entrada do prédio.
- Draco você tem que fazer algo, os caras estão irredutíveis eles vão levá-la pra Londres! – disse Peter enquanto andavam até os detetives.
Draco não disse nada e apenas andou mais rápido, assim que entrou na sala indicada pelo amigo, deu de cara com a detetive Gray e respirou fundo pra controlar a raiva que subia sempre que via aquela mulher.
- Oras se não é o ilustre Doutor Malfoy! – falou com sarcasmo. – Tarde demais meu caro, a INTERPOL interferiu no caso.
- Gray, você mais do que eu quer colocar esse cara na cadeia e tenho certeza que se formos os dois falarmos com eles será mais fácil! – sugeriu chegando próximo dela. – O FBI pode propor segurança à testemunha até coletarmos tudo e conseguir um mandado de prisão, você sabe que isso não demorará muito, não podemos perder essa oportunidade!
- Você está me pedindo ajuda? – riu. – Quem diria que fosse ver isso um dia.
- Não querida, estou apelando pro seu bom senso! – riu Draco sem humor.
Ela fechou a cara e o analisou dos pés a cabeça, no inicio não entendia o porquê de toda aquela antipatia entre os dois, até o Gui dizer que Lisa Gray também concorreu com ele ao cargo de Promotor, mas Draco acabou sendo escolhido devido ao seu currículum na ultima fase do processo seletivo e desde então ela é uma pedra no caminho do jovem promotor.
- Vamos lá Lisa, a questão aqui não é nós dois e sim as inúmeras vitimas do Jackson, uma vez que conseguirmos o mandado será mais fácil de provar o resto! – insistir.
- Meu Deus do céu, tudo bem vou ver o que posso fazer. – Draco sorriu, a detetive se afastou dele e ao perceber que Draco a seguia falou. – Sinto informar, mas os oficiais só falam com outros oficiais! – riu e entrou na sala.
- Essa mulher anda necessitada. – resmungou o loiro.
- O que acha Draco? – perguntou Peter aflito.
- Ela vai conseguir, confio na insistência de uma mulher! – respondeu Draco sentando na poltrona.
Esperaram por quase meia hora até a Detetive Gray retornar e pela expressão dela Draco logo viu que conseguiu uma posição favorável com a INTERPOL.
- Muito bem, Doutor, os oficias conversaram com a testemunha e ela aceitou ficar e dar mais esclarecimentos sobre o caso. – Draco se levantou num pulo. – Mas...
- Claro que teria um mas... – murmurou.
- O senhor só poderá ter acesso às fotos depois que nós atestamos a veracidade delas, a moça levou um tiro e a cápsula da bala já foi pra balística, mas ela está bem, foi apenas superficial algo que ela carregava nos bolso a salvou! – dizendo isso abriu a porta dando passagem pra Draco entrar.
A sala estava sem ninguém e a detetive indicou outra porta a esquerda, assim que Draco entrou pode ver uma mulher parada na grande janela do cômodo distraída, ele pode ver os cabelos bagunçados e a roupa ainda suja de sangue, colocou sua pasta na mesa e a chamou.
- Bom dia! – falou formalmente. – Sou Doutor Mal... – sua voz sumiu no instante que a mulher se virou e Draco não demorou nenhum segundo pra reconhecer aqueles olhos.
- Malfoy? – falou Hermione baixinho.
Ela o olhava sem acreditar no que via, era realmente o Malfoy. Hermione sentiu seu coração disparar no momento que ouviu a voz dele, de imediato reconheceu aquele tom levemente rouco e arrogante... E aqueles olhos cinzentos tomaram conta de sua visão fazendo sua mente deixar aquela sala e voltar à mansão da família dele, pode lembrar o desespero estampado na face dele e do que tinha descoberto naquela noite, depois das vezes que ele a salvou e o que ela sentiu ali vez sua respiração parar por alguns segundos, reage Hermione... Pensou a castanha aflita.
- O que você está fazendo aqui? – os dois perguntaram ao mesmo tempo.
- Algum problema Malfoy? – perguntou a detetive Gray
- Nenhum Gray, daqui a pouco chamo você! – falou Draco puxando a cadeira pra Hermione sentar.
- Tudo bem. – falou saindo.
- Muito bem, isso vai ser estranho. – começou Draco retomando seu tom profissional. – Então é você a minha testemunha?
- Acho que sim, até onde eu sei um procurador vinha falar comigo, não um... – Draco levantou uma sobrancelha. – Claro, você é o procurador!
- Espertinha como sempre! – falou o loiro. – Mas creio que tenho um problema aqui.
- Você não pode prosseguir com o caso por que me conhece! — disse Hermione ajeitando o braço na tipóia.
- Muito bem, fez seu dever de casa. – Draco andava de um lado pro outro na sala.
- Sou advogada também, Malfoy. – ele parou ao ouvir aquilo, mas logo voltou ao seu percurso.
- Vão descobrir que agente estudou na mesma escola, apesar de ser Hogwarts todos os alunos recebem o mesmo histórico de uma escola normal! – ele mexia no cabelo preocupado. – Estou atrás desse cara a anos e não acredito que vou perder ele por isso
- Posso dizer o que o Doutor precisa e depois pode ir. – sugeriu Hermione.
- Não pode não, existe um código de ética! – falou parando abruptamente.
- Quem diria que um dia fosse ouvir isso de você! – riu Hermione.
Draco a encarou com um insulto preso na ponta da língua, mas nada disse.
- Gray. – chamou abrindo a porta.
- Já sabe o que quer? – perguntou a detetive com arrogância.
- Infelizmente não. – Hermione olhava pra ele sem entender. – A senhorita... – olhou na pasta com os dados da testemunha pra confirmar o nome da castanha e se recriminou por não ter feito isso antes. – Granger, estudou comigo o colegial, ou seja, não posso pegar o caso!
- Mas que lastima Malfoy. – riu Gray. – Se é assim queira se retirar?!
- Não precisa falar duas vezes, sei das minhas funções! – falou Draco sem conseguir conter sua raiva.
Hermione assistia aquele dialogo atônita, mas antes do loiro sair da sala ela se levantou.
- Mas ainda pode ser meu advogado!
- Testemunhas não precisam de advogados. – falou a detetive Gray.
- Pois eu preciso, sou uma cidadã Britânica no meio de uma investigação de um traficante de drogas e sei que vocês estão revirando minha vida toda nesse exato momento, então preciso de um advogado! – falou Hermione firme. – O doutor pode exercer esse papel?
Draco não acreditou no que estava ouvindo, estava indignado pelo fato de ter que deixar o caso e essa era a solução pra ele continuar atuando ali, mas isso implicaria em outras coisas... merda! Sem pensar muito respondeu.
- Claro que sim! E Gray me dê licença, sim?! – falou olhando pra detetive.
- Ingleses... – resmungou a detetive.
- Ok, Granger, não sei muito bem por que propôs isso, mas quero que saiba que algumas coisas ficaram no passado e hoje sou um profissional respeitado. – Draco analisou o rosto dela pela primeira vez e pode ver um sorriso de descrença em ali. – Pode rir o quanto quiser, mas eu estou atrás desse cara a anos e vou fazer tudo pra pega-la! – sorriu. – Mas agora me dia o que diabos você estava fazendo naquele porto as três horas da manhã?
- Sou fotografa também e venho a um tempo fotografando lugares pelo mundo, cheguei hoje a São Francisco e enquanto estava indo ao hotel, vi o porto e resolvi registrar a cidade por lá. Estava sozinha por um tempo, mas depois ouvi um tiro e fui ver o que era, vi quando esse tal Jackson ameaçava outro cara e deu outro tiro pro alto, foi ai que comecei a fotografar e registrei tudo, ele carregando o barco e depois matando o homem. – Hermione respirou fundo e prosseguiu. – Depois que passou o susto, dei meia volta e já estava indo embora quando um dos caras dele me viram, consegui fugir de um, mas outros dois vieram e me encurralaram entre dois contêiner, estuporei um e o outro atirou, consegui desviar a bala e pegar a cápsula, mas tive que me machucar! – falou apontando para o braço.
- Você fez isso sozinha? – perguntou Draco com um tom de admiração.
- Precisava colocar veracidade trouxa no caso! – riu Hermione. – Com o que vi percebi que tinha esbarrado com algo grande e meu senso de justiça falou mais alto que meu medo de morrer.
- Entendi, mas você não tem nada haver com o Jackson? – perguntou Draco.
- Malfoy, não faça com que eu me arrependa do que fiz! – reclamou Hermione. – É claro que nunca vi esse cara.
- Só estou fazendo meu trabalho, você sabe que vão querer fazer ligações entre vocês dois, esse papo de ir tirar fotos no porto mais perigoso da cidade não vai colar com o juiz.
- Vou esclarecer as coisas seu loirinho de merda. – disse Hermione levantando. – É a primeira vez que venho a esse estado, é a primeira vez que sou acusada de partilhar algo com um traficante e olha que já passei por muito nessa vida ao contrario de covardes como você!
- Tudo bem, não está mais aqui quem perguntou. – falou Draco levantando também. – O FBI vai arranjar uma identidade falsa pra você e algo pra despistar os caras do Jackson. Sei que pode se defender sozinha, mas estamos no mundo deles agora e seguimos suas regras Granger! – afirmou.
- Entendido Malfoy. – disse Hermione lívida.
- Aqui estão meus telefones e o endereço do meu escritório. – Draco colocou em cima da mesa seu cartão. – Assim que o FBI terminar com você me procure, enquanto isso verei o que posso fazer com o Jackson! Porem o mais importante Granger é você não falar com ninguém, ouviu bem? – Draco passou a mão pelo cabelo aflito. – Você não tem noção do que esse cara é capaz.
- Já entendi Malfoy, ele não deve ser pior que o Voldemort! – brincou Hermione.
- Estamos no mundo deles Granger. – gritou Malfoy aborrecido.
Hermione olhou atônita pra ele e ficou sem entender o porquê de toda aquela loucura, afinal como um trouxa comum poderia ser tão perigoso assim? Realmente tinha algo muito diferente naquele homem que estava na sua frente e nada ali lembrava o Malfoy de antes, a não se é claro os olhos cinzentos, mas a aflição nos olhos dele e o modo como ele parecia ter raiva daquele cara eram a prova de que tinha algo a mais naquela história e ela soube que não se arrependeria de ter o chamado pra representá-la, pelo menos ela teria mais tempo pra descobri o que era tão perigoso assim.
- Quando precisar de você pode deixar que aviso! – falou Hermione num tom seco.
- Não acho prudente você ficar num hotel? – disse Draco.
- O que, agora quer me oferecer a sua casa? – riu Hermione.
- Não seja presunçosa Granger, espero sua ligação. – Draco se encaminhou até a porta, mas não sem antes olhar pela ultima vez pra ela.
As coisas seriam diferentes agora e ambos sabiam disso, a tão antiga hostilidade entre eles estava com um tom ameno, quase como se eles temessem se machucar, a vida mudou, eles mudaram e o destino ou uma coincidência qualquer fez eles se reencontrarem e tudo seria diferente.
Notas finais
Espero ansiosa pelos comentários de vocês, afinal esse é o momento mais esperado por todos!! kkkk
O que acharam?
Ainda viram muitas coisas por ai, agora a ação vai começar!!
Mil beijinhos!!
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