You Make It Real - Draco e Mione
14 Assimilando os fatos
Notas iniciais
Aqui está mais um capitulo e espero que gostem!!
BOA LEITURA!
[Pov Draco]
Dei algumas instruções ao Peter e sai da embaixada o mais rápido que consegui. Dirigi sem rumo por algum tempo até me deparar numa praia deserta, estacionei o carro de qualquer jeito e sai andando pela areia fria, depois de um tempo sentei e tentei colocar as idéias em ordem, ainda não conseguia acreditar no que havia acontecido.
- Ela está aqui. – murmurei na tentativa de tornar aquilo mais real.
Quando a vi naquela sala, meu corpo pareceu entrar no modo automático, vê-la depois de tantos anos e ali tão próxima, se eu quisesse poderia esticar o braço e pegar sua mão ou cruzar o espaço entre nós e tomá-la nos braços, mas preferi estudá-la enquanto ouvia sua história. E por Merlin como ela estava linda, com cabelos curtos e comportados, as sardas haviam sumido, sua pele apresentava um leve bronzeamento como á de alguém que ficou durante muito tempo ao ar livre, os lábios levemente rachados, olhos tão vibrantes quanto menina, mas ela não era mais a Hermione dos meus sonhos, era uma versão muito mais melhorada, agora ela era uma mulher.
- Tudo bem Malfoy! Levanta essa bunda branca daí e para de agir como um idiota. – murmurei outra vez. – Ela apareceu a algumas horas e já começou a me enlouquecer!
Levantei-me num salto rindo da minha situação, estava assim apenas pelo susto, nada a mais que isso, só me assustei em vê-la e nessa situação ainda por cima, o importa agora era focar nas consequências do que aconteceu naquela madrugada.
Sabia muito bem do que o Jackson era capaz e o tipo de gente que ele era associado, mas não tinha como provar, mas agora as coisas haviam mudado e poderia enfim tomar as medidas pra frear esse cara e seus comparsas ou talvez ele só fosse o “bode expiatório”, mas de um jeito ou de outro essa era minha melhor alternativa pra provar o que já suspeitava á tempos. Fui direto pra casa do Gui e consegui chegar antes de todos acordarem, de dentro do carro lancei vários feitiços de proteção, era o Maximo que podia fazer por eles, não deixaria minha família vulnerável. Assim que cheguei em casa reforcei os feitiços já instalados ali e fui ver como estava minha pequena, ela dormia tranquila, vi que já era a hora dela ir pra escola e me sentei na beira da cama dela.
- Marie, ma chérie. – chamei com carinho, dizendo uma das poucas palavras em francês que havia aprendido com Lene, ela sempre acariciava sua barriga chamando nossa pequena de ma chérie ou minha querida.
- Oui papa! – murmurou Marie sonolenta, mesmo dormindo o francês dela dava de mil no meu. (sim papai)
- Está na hora de acordar. – falei apertando o nariz dela.
- Já? – reclamou se aconchegando nas cobertas, não pude deixar de sorrir pra minha menina.
- Vou fazer panquecas de morango com chocolate. – falei levantando da cama.
- Já acordei. – disse Marie levantando num pulo.
- Essa é a minha garota.
Sai do quarto sorrindo e fui pra cozinha, fazia um tempinho que não tomava café da manhã com Marie e desde que entrei em casa sabia que era isso que precisava pra superar os acontecimentos dessa madrugada. A chegada da Hermione havia mexido comigo mais do que gostaria, mas por hora iria me concentrar em fazer panquecas gostosas pro café da manhã.
- Papa. – chamou Marie.
- Estou indo. – terminei de derramar a calda de chocolate em cima das panquecas e fui vê-la.
No caminho do quarto dela parei no meio do corredor, pra ser mais exato em frente ao retrato em que Lene segurava com doçura seu ventre avantajado, eu adorava aquela foto, mas agora senti algo entranho quando a olhei... Sentia culpa, raiva, medo ou sei lá o que! Como eu podia estar sentindo algo assim? Como podia ficar todo confuso com a chegada do meu antigo amor? Sabia que ninguém iria superar o amor que senti pela Lene, mas agora estava com medo de ferir a memória de tudo que ela me fez sentir e do homem que Lene me ajudou a ser.
- Sempre vou amar você! – murmurei tocando na moldura da foto.
- Papa?! – chamou Marie me puxando pela mão. – Por que você está chorando?
Nem havia percebido as lagrimas escorrendo pelo meu rosto até minha pequena ter falado.
- Não é nada meu amor. – disse carregando-a, senti suas mãozinhas enxugar minhas lagrimas. – Só saudade.
- Estou aqui papa! – disse deitando a cabeça no meu ombro.
- E é isso que importa. – falei beijando a cabeça dela. – Por que estava me chamando?
- Não consigo encontrar meu casaco. – falou segurando meu rosto entre as mãos. – Ele sempre foge de mim.
- Então vamos costurar esse casaco em você. – disse fazendo cosquinhas nela.
Engoli todas as minhas frustrações e passei um inicio de manhã incrível com Marie, ela devorou as panquecas e sorria divertida com nossas brincadeiras, era tão maravilhoso estar com ela, mas ora ou outra o rosto de Hermione aparecia na minha mente, balançava a cabeça e tentava focar na minha filha que precisava de outro banho antes de ir pra aula e agora me lembro o porquê de nem sempre tomar café com ela, talvez seja meu subconsciente trabalhando, por que são nesses pequenos momentos que vejo como Lene faz falta em nossas vidas e como eu estou sendo um nojento deixando Hermione interferir nessa doce memória.
[Pov Hermione]
Assim que Malfoy saiu da sala nem tive tempo pra absorver as coisas, pois a detetive com cara de Murta-que-geme logo entrou na sala.
- Agora podemos conversar senhorita? – perguntou com tom sarcástico.
- É o seguinte, Detetive, Eu sou a vitima aqui! E até onde eu sei você precisa de mim pra prender um bandido, então Detetive, abaixa a crista por que eu não tenho nada com seus problemas particulares. – sorri simpática. – Agora diga o que deseja que eu faça?!
A detetive Gray ficou por alguns segundos me encarando antes de colocar uma pasta em cima da mesa e estender uma série de documentos na minha frente.
- Apesar dos suspeitos não saberem seu nome, achamos mais seguro mudar seus documentos, pois se alguém viu você com um pouco mais atenção deve ter percebido que é estrangeira. – falou me olhando sugestivamente e confesso que me segurei pra não azarar aquela fulana. – Então aqui está seus documentos como cidadã americana e apenas tiramos seu primeiro nome e deixamos Jane, suas malas estão lá fora e um agente vai lhe levar a um apartamento.
- Apartamento? – perguntei confusa. – Não pretendo ficar por muito tempo aqui.
- Sinto lhe informar, mas a partir do momento em que assinou o termo de comprometimento com essa investigação, você está à disposição da justiça americana e por tanto ficara aqui até que a liberemos! – concluía a detetive. – E por isso um apartamento é o melhor pra não levantarmos muita suspeita.
- Vou ter que ficar aqui? – não tinha pensado nessa parte quando resolvi me envolver nisso e se antes não queria ficar muito por aqui, agora que vi o Malfoy só aumentou minha vontade de ir embora. – Tudo bem, já que comecei terei que ir até o fim! – falei depois de algum tempo.
Um agente me acompanhou até o carro e me tirou da embaixada, agora longe daquela mulher insuportável podia pensar no que estava me metendo e estava prestes a aparatar dali mesmo e sumir de vez, mas minha maldita consciência nunca me deixaria agir assim.
- Senhorita. – chamou o agente, levantei a cabeça. – Chegamos.
Estávamos parados em frente a um prédio num bairro normal da cidade e ele me deu as chaves do lugar e um celular, respirei fundo e agradeci pela gentileza, pelo menos esse não tinha cara de que estava com dor de barriga. Assim que entrei no prédio o peso da situação me pegou de jeito e com muita dificuldade subi as escadas, assim que entrei no apartamento me joguei no sofá e deixei minha mente vagar pelas ultimas horas do meu dia, senti meus olhos arderem e segurei as lagrimas ali mesmo, não tinha cabimento ficar chorando agora.
- Ainda não acredito que encontrei o Malfoy aqui. – falei segurando a cabeça entre as mãos. – Para de pensar nisso Hermione, ou melhor, Jane!
Olhei pela janela e vi que o dia já estava raiando e achei melhor tomar um banho e tentar dormir um pouco, pelo menos no meio de toda essa confusão lembrei que era em São Francisco que minha amiga francesa morava, assim que acordasse iria tentar encontrá-la, precisava desabafar com alguém sobre tudo isso e apesar da gravidade da situação, como uma bruxa que sou sei muito bem usar um disfarce, mas por ora iria tentar apagar aqueles olhos cinzentos da minha retina.
Notas finais
Quem ama o jeito que o Draco é com a Marie levanta a mão o/ hehe
Eles juram que podem fugir um do outro, tadinhos não sabem de nada!! kkkkk
Com o tempo vocês vão entender quem é o Jackson e o por que o Draco tem tanta raiva dele!
No cap que vem nosso Draquinho vai ficar numa saia justíssima por causa da pequena Marie!!
Criticas e sugestões serão sempre bem vindas!!
Irei responder os reviews amanhã.
bjinhos
PS: Ahhhhh quero agradecer a minha amiga Anna que sempre me ajuda lendo os caps antes de todos, mas tenho uma leve impressão que ela nem liga muito por se antecipar!! kkkk
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