You Make It Real - Draco e Mione
15 Mundo pequeno
Notas iniciais
Capitulo quentinho pra vocês.
bjos
[Pov Hermione]
Acordei completamente renovada, dormi praticamente o dia inteiro e já estava mais do que na hora de acordar pra vida, tomei um banho e fui comer algo. Já estava de saída quando percebi uma sacola em cima da mesa da sala e um bilhete preso nela.
Srta. Granger,
Ai estão alguns utensílios para usar caso resolva sair e vale relembrar que terá um agente por perto assim que sair do prédio.
E está em anexo o endereço que me pediu pela manhã, não encontrei o nome da mulher, mas encontrei a de um homem e achei que podia ser parente, uma vez que esse nome não é comum por aqui.
Detetive Mason.
Não me senti muito confortável em saber que o detetive havia entrado aqui enquanto dormia, mas logo esqueci o fato quando vi o que tinha na sacola e não pude deixar de gargalhar com o tamanho da presunção deles, se era pra me disfarçar preferia fazer ao meu modo. Fui até o banheiro e coloquei em praticas minhas notas máximas em transfiguração, mudei a cor dos cabelos pra castanho num tom avermelhado, achava o loiro ou preto óbvio demais, aumentei o tamanho dos meus seios, pois é o primeiro lugar que o homem olha pra uma mulher e se aquele cara me viu com toda certeza eles foram seu alvo principal, como ultimo retoque mudei a cor das sombracelhas e o cumprimento do cabelo. Olhei-me no espelho e sorri pra nova Hermione que nascia.
- Adoro ser bruxa! – falei assoprando a ponta da varinha.
Já estava fora do apartamento quando me lembrei de pegar o endereço que o detetive deixou, olhei o nome e sorri com toda certeza ele era parente da minha amiga. Peguei um taxi e fui ao meu destino, pelo canto do olho percebi que um carro nos seguia e respirei aliviada quando reconheci o detetive Mason no volante, só agora percebi como ele era atraente, ombros largos, olhos azuis profundos e uma boca de enxergar a milhas de distâncias, parecia aqueles policiais gostosões das séries de Tv... Hermione o que é isso? Sorri com o meu pensamento.
- Senhorita, acredito que seja essa a casa que procura. – informou o taxista.
- Deve ser essa mesmo. Que horas são? Por favor. – perguntei.
- Dezoito e trinta.
- Obrigada!
Assim que desci do taxi tive uma sensação estranha, como se algo ruim fosse acontecer, mas respirei fundo e andei pra tocar a campainha, estava na metade do caminho quando uma mulher me chamou.
- Posso ajudar em algo? – perguntou.
- Sim, estou procurando Guillaume Legrand. – falei.
- É o meu marido. – disse a mulher e logo vi três crianças correram na direção dela.
- Sou amiga dele e da irmã, Madeleine. – falei sorrindo. – Estou de passagem pela cidade e gostaria de revê-los.
Percebi que a mulher ficou um pouco pálida e as crianças me pareceram tensas, mas não entedia o porquê.
- Você não gostaria de entrar? – falou depois de alguns segundos. – Ah sou Elizabeth e esses são meus filhos e minha sobrinha.
- Prazer, sou Jane Granger! – sorri e a menininha menor chamou minha atenção, algo nas feições dele me lembrava alguém.
- Essa é Marie filha da Lene. Vamos entrar! – pediu outra vez.
Quando entramos pelo pátio percebi que algo naquela casa estava estranho e percebi que ela estava com feitiços de proteção e não me assustaria se em alguns minutos um bruxo aparecesse por ali ou talvez a esposa do Gui fosse uma.
- Sara vá ajudar a Marie trocar de roupa e você Arthur vá tomar um banho. – ela me levou até a sala e ofereceu uma poltrona pra sentar. – Gui já deve está chegando, ele me ligou ainda pouco.
- Elizabeth aconteceu alguma coisa? – perguntei sem conseguir me conter.
- Pode me chamar de Liz. – sorriu triste. – Há quanto tempo você não falava com a Lene?
- Faz quase uns dez anos ou mais, nos conhecemos quando eu tinha 16 e depois ficamos nos falando por cartas, mas tive alguns problemas e perdi o contato, mas estive na França e uma amiga em comum nossa disse que ela também havia perdido o contato, mas sabia que ela tinha vindo pra cá e aqui estou! – contei sorrindo. – Que horas ela vem buscar a Marie?
- Jane, infelizmente perdemos a Lene á cinco anos! – falou Liz com os olhos marejados. – Ela estava grávida quando sofreu um acidente.
- Meu Deus. – consegui dizer depois que absorvi mais ou menos a informação. – Nunca que poderia imaginar algo assim. – nem havia percebido que estava chorando. – Me desculpa Liz.
- Tudo bem querida, vou pegar um pouco de água pra você. – disse antes de sair.
Assustei-me quando uma mãozinha pegou no meu braço com delicadeza e quando me virei vi Marie me olhando.
- Você está chorando por que minha mãe virou um anjinho? – perguntou se encaixando no meio das minhas pernas e enxugando meu rosto. Percebi que seus olhos eram iguais aos da Lene e aquilo só fez mais lagrimas quererem escorrer por meu rosto.
- Estou chorando por que não sabia que isso tinha acontecido. – falei colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. – Mas já vai passar.
- Você pode chorar, meu pai chora às vezes, mas ele pensa que eu não sei. – disse Marie voltando a limpar meu rosto.
- E onde está seu pai? – perguntei já um pouco mais controlada e curiosa por saber quem era o pai dela, com toda certeza deveria ser alguém incrível, pois Lene tinha o dom de encontrar o melhor das pessoas.
- Está no trabalho, só chega com o tio Gui, mas às vezes ele demora um montão assim ó! – falou abrindo os braços pra mostrar o tamanho da demora e não pude deixar de sorrir. – Posso te abraçar se quiser.
Abri os braços e ela me abraçou com carinho e uma energia tão boa que chorei mais uma vez, Marie sentou no meu colo e ficou cantarolando uma musica qualquer.
- Meu pai sempre canta quando fico triste, logo, logo vai passar. – disse á garotinha afagando meu rosto.
- Marie você já conquistou mais uma fã?! – falou Liz vendo nós duas.
- Ela é um amor. – falei acariciando seus cabelos.
- Mas por que você está tão nervoso? – escutei uma voz masculina gritando do hall de entrada.
- Tem alguém aqui. – meu sangue gelou quando reconheci a voz e quando ele apareceu Marie exterminou qualquer duvida.
- Papai. – gritou Marie saindo do meu colo e correndo pros braços dele.
- Oi princesa. – falou o Malfoy carregando a garotinha. – O que você está fazendo aqui? – não pode ser? Com toda certeza a Lene perdeu o dom de achar caras que prestassem.
- A Marta teve um problema e me pediu pra pegar a Marie no balé! – falou Liz. – Por que o Gui estava gritando?
- O Draco me encontrou aqui na frente todo nervoso e não me explica nada. – disse Gui chegando à sala. – Disse que tinha alguém aqui, Jane?
- Olá Gui. – falei e só então o Malfoy pareceu me reconhecer.
- Granger? – ele se virou pra mim e olhou pro Gui em seguida.
Fui surpreendida quando o Gui eliminou o espaço entre nós dois e me abraçou com força, no verão que passei em Nice nós três ficamos muito amigos e também sentia muita falta dele, mas depois daqueles dias incríveis a guerra estourou no mundo bruxo e perdi o contato com meus amigos, mas pelo visto a amizade entre nós dois tinha apenas adormecido.
- Procurei tanto por você. – falou Gui me soltando. – Ela se foi Jane! Minha irmã tão linda... – Gui chorava enquanto falava e eu sentei com ele no sofá.
- Marie, vamos lá em cima com a titia?! – chamou Liz pegando a sobrinha do colo do Malfoy.
- Por que todo mundo está chorando papai?
- O seu tio só está feliz em ver a amiga, meu amor! – respondeu Liz percebendo que o Malfoy ficou mudo.
Segurava as mãos de Gui com carinho tentando confortá-lo.
- Ela se casou com meu amigo aqui. – apontou pro Malfoy. – Te procuramos pra festa, mas você simplesmente desapareceu depois de Oxford. – ele chamou Malfoy que sentou na mesinha na nossa frente. — Eles tiveram uma linda filha, mas Lene não ficou aqui pra criá-la.
- Sua esposa me contou o que aconteceu, confesso que esperava por tudo menos isso. – enxuguei o rosto e tentei me recompor.
- Alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? – perguntou Malfoy olhando pra nós dois. – Granger?!
- Essa é a Jane, uma grande amiga minha e da Lene! – Gui pareceu nem perceber o tom hostil que ele usou ao falar meu sobrenome.
- Gui, você lembra-se da tal testemunha do caso Jackson? – ele fez que sim com a cabeça. – Pois bem, aqui está ela!
- Jane? Mas então essa é a Granger? A sua Granger do colégio? – perguntou Gui piscando confuso.
- Sou a testemunha, a Granger, mas não sou nada desse loiro azedo! – falei indignada.
- Por que você fica a chamando de Jane? – perguntou Malfoy.
- Por que é meu nome, Hermione Jane Granger! – sorri presunçosa. – Quando conheci os dois e eles não conseguiam falar meu nome direito, então eles me chamavam pelo segundo, inteligência. – falei encarado o loiro raivoso na minha frente.
[Pov Draco]
Desde o momento que reconheci quem segurava minha filha, fiquei num estado de choque, mas agora comecei a encaixar as peças e enfim lembrei-me de tudo que Lene havia me dito da amiga bruxa dela e por tramóias do destino ela era a Granger.
- Olha aqui sua sabe-tudo estressante não venha com toda essa marra, infelizmente o mundo é muito pequeno! – respondi.
- Draco, se acalma! – pediu Gui. – O que está havendo com você?
- Acho melhor eu ir embora, depois eu volto pra te visitar Gui! – disse Granger. – Alias acho que não vou poder fazer isso, não quero deixar sua família em perigo.
- Você não vai a lugar algum, vou ligar agora mesmo pra Detetive Gray e dizer que você vai ficar na minha casa. – falou Gui se levantando.
- Não Gui, você enlouqueceu? – me levantei e tirei o telefone da mão dele. — Você sabe das minhas suspeitas e se o Jackson desconfiar que ela está aqui vai colocar todo mundo em perigo!
- Você pode nos proteger Draco. – disse Gui sorrindo. – E sei que a Jane também pode.
A Granger me olhou desconfiada e respondi a sua pergunta muda.
- Eles são a minha família e depois que a Lene se foi disse a eles quem realmente sou e quem fui um dia! – falei resignado, referindo ao meu passado não muito proveitoso em Hogwarts.
- Ela pode ir lá pra casa papai. – falou Marie entrando na sala indo segurar a mão da Granger. – A Martinha não vai brigar.
- Muito bem princesa, problema resolvido! – disse Gui abraçando Granger pelos ombros.
- Não há necessidade disso tudo gente. – ela se pronunciou finalmente.
Fomos interrompidos pela campainha e logo o Detetive Mason entrou na sala.
- Seu apartamento foi encontrado. – disse sem rodeios olhando pra Granger. – Eles já sabem que é você. Precisamos sair daqui!
- Calma Mason, nós talvez tenhamos uma solução. – falou Gui.
- Desculpa Doutor, mas precisamos levá-la pra um lugar seguro! – insistiu.
- Papai, a minha mãe ia gostar de ter a amiga dela na nossa casa. – falou Marie me olhando com aqueles olhinhos verdes e quebrando completamente meus argumentos.
- Tudo bem. – falei depois de respirar fundo. – Posso cuidar da segurança dela Mason, ela é uma de nós!
- É? – perguntou o detetive parecendo observar a Granger pela primeira vez e algo no olhar dele me incomodou.
- Tem muito de nós infiltrados na policia e na política, Granger! – falei quando ela se assustou com o fato dele também ser um bruxo. – Nós dois sabemos que posso protegê-la, assim como ela poderia fazer isso sozinha, mas precisamos manter as aparências e sei que você vai conseguir argumentar com a Gray. – Mason fez que sim com a cabeça e saiu da casa.
- Eba, você vai conhecer meu quarto! – disse Marie toda feliz abraçando a Granger.
- Aposto que ele é lindo. – disse Granger sentando com ela no seu colo.
- Lene ia adorar saber que você vai protegê-la Draco! – murmurou Gui apertando meu ombro. – Vou pedir uma pizza pra gente jantar. – anunciou antes de sair.
Sentei no sofá e fiquei olhando minha filha conversar com a Granger e percebi que nunca tinha visto ela se dar tão bem com uma pessoa que ela mal conhecia e aquilo estava me incomodando.
- Eu disse que ela ia chegar. – falou Sara sentando ao meu lado.
- Você bem que podia traduzir essas coisas que tem, seria menos complicado pra mim! – falei beijando a bochecha dela.
Realmente Sara havia dito que “ela chegaria”, mas nunca imaginei que “ela” era a Granger e se já era difícil saber que ela estava na cidade, agora nem queria imaginar como seria estar com ela na minha casa.
Notas finais
Primeiro de tudo posso dizer que algumas leitoras sacaram que a Jane era a Mione!! Casei o fato da Mione ter passado um verão na França nos livros e ficou bom no contexto. Agora é ver como será esse convívio deles... kkkk
A Marie consegue amansar nosso Draquinho muito bem e com apenas cinco aninhos, muito parecida com minha priminha!! hehehe
Espero que estejam gostando, criticas, elogios... Estou a disposição!
bjinhos
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