Notas iniciais
Oi meus amores!!
Capitulo quentinho pra vocês.
bjos

[Pov Hermione]

Acordei completamente renovada, dormi praticamente o dia inteiro e já estava mais do que na hora de acordar pra vida, tomei um banho e fui comer algo. Já estava de saída quando percebi uma sacola em cima da mesa da sala e um bilhete preso nela.

Srta. Granger,

Ai estão alguns utensílios para usar caso resolva sair e vale relembrar que terá um agente por perto assim que sair do prédio.

E está em anexo o endereço que me pediu pela manhã, não encontrei o nome da mulher, mas encontrei a de um homem e achei que podia ser parente, uma vez que esse nome não é comum por aqui.

Detetive Mason.

Não me senti muito confortável em saber que o detetive havia entrado aqui enquanto dormia, mas logo esqueci o fato quando vi o que tinha na sacola e não pude deixar de gargalhar com o tamanho da presunção deles, se era pra me disfarçar preferia fazer ao meu modo. Fui até o banheiro e coloquei em praticas minhas notas máximas em transfiguração, mudei a cor dos cabelos pra castanho num tom avermelhado, achava o loiro ou preto óbvio demais, aumentei o tamanho dos meus seios, pois é o primeiro lugar que o homem olha pra uma mulher e se aquele cara me viu com toda certeza eles foram seu alvo principal, como ultimo retoque mudei a cor das sombracelhas e o cumprimento do cabelo. Olhei-me no espelho e sorri pra nova Hermione que nascia.

- Adoro ser bruxa! – falei assoprando a ponta da varinha.

Já estava fora do apartamento quando me lembrei de pegar o endereço que o detetive deixou, olhei o nome e sorri com toda certeza ele era parente da minha amiga. Peguei um taxi e fui ao meu destino, pelo canto do olho percebi que um carro nos seguia e respirei aliviada quando reconheci o detetive Mason no volante, só agora percebi como ele era atraente, ombros largos, olhos azuis profundos e uma boca de enxergar a milhas de distâncias, parecia aqueles policiais gostosões das séries de Tv... Hermione o que é isso? Sorri com o meu pensamento.

- Senhorita, acredito que seja essa a casa que procura. – informou o taxista.

- Deve ser essa mesmo. Que horas são? Por favor. – perguntei.

- Dezoito e trinta.

- Obrigada!

Assim que desci do taxi tive uma sensação estranha, como se algo ruim fosse acontecer, mas respirei fundo e andei pra tocar a campainha, estava na metade do caminho quando uma mulher me chamou.

- Posso ajudar em algo? – perguntou.

- Sim, estou procurando Guillaume Legrand. – falei.

- É o meu marido. – disse a mulher e logo vi três crianças correram na direção dela.

- Sou amiga dele e da irmã, Madeleine. – falei sorrindo. – Estou de passagem pela cidade e gostaria de revê-los.

Percebi que a mulher ficou um pouco pálida e as crianças me pareceram tensas, mas não entedia o porquê.

- Você não gostaria de entrar? – falou depois de alguns segundos. – Ah sou Elizabeth e esses são meus filhos e minha sobrinha.

- Prazer, sou Jane Granger! – sorri e a menininha menor chamou minha atenção, algo nas feições dele me lembrava alguém.

- Essa é Marie filha da Lene. Vamos entrar! – pediu outra vez.

Quando entramos pelo pátio percebi que algo naquela casa estava estranho e percebi que ela estava com feitiços de proteção e não me assustaria se em alguns minutos um bruxo aparecesse por ali ou talvez a esposa do Gui fosse uma.

- Sara vá ajudar a Marie trocar de roupa e você Arthur vá tomar um banho. – ela me levou até a sala e ofereceu uma poltrona pra sentar. – Gui já deve está chegando, ele me ligou ainda pouco.

- Elizabeth aconteceu alguma coisa? – perguntei sem conseguir me conter.

- Pode me chamar de Liz. – sorriu triste. – Há quanto tempo você não falava com a Lene?

- Faz quase uns dez anos ou mais, nos conhecemos quando eu tinha 16 e depois ficamos nos falando por cartas, mas tive alguns problemas e perdi o contato, mas estive na França e uma amiga em comum nossa disse que ela também havia perdido o contato, mas sabia que ela tinha vindo pra cá e aqui estou! – contei sorrindo. – Que horas ela vem buscar a Marie?

- Jane, infelizmente perdemos a Lene á cinco anos! – falou Liz com os olhos marejados. – Ela estava grávida quando sofreu um acidente.

- Meu Deus. – consegui dizer depois que absorvi mais ou menos a informação. – Nunca que poderia imaginar algo assim. – nem havia percebido que estava chorando. – Me desculpa Liz.

- Tudo bem querida, vou pegar um pouco de água pra você. – disse antes de sair.

Assustei-me quando uma mãozinha pegou no meu braço com delicadeza e quando me virei vi Marie me olhando.

- Você está chorando por que minha mãe virou um anjinho? – perguntou se encaixando no meio das minhas pernas e enxugando meu rosto. Percebi que seus olhos eram iguais aos da Lene e aquilo só fez mais lagrimas quererem escorrer por meu rosto.

- Estou chorando por que não sabia que isso tinha acontecido. – falei colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. – Mas já vai passar.

- Você pode chorar, meu pai chora às vezes, mas ele pensa que eu não sei. – disse Marie voltando a limpar meu rosto.

- E onde está seu pai? – perguntei já um pouco mais controlada e curiosa por saber quem era o pai dela, com toda certeza deveria ser alguém incrível, pois Lene tinha o dom de encontrar o melhor das pessoas.

- Está no trabalho, só chega com o tio Gui, mas às vezes ele demora um montão assim ó! – falou abrindo os braços pra mostrar o tamanho da demora e não pude deixar de sorrir. – Posso te abraçar se quiser.

Abri os braços e ela me abraçou com carinho e uma energia tão boa que chorei mais uma vez, Marie sentou no meu colo e ficou cantarolando uma musica qualquer.

- Meu pai sempre canta quando fico triste, logo, logo vai passar. – disse á garotinha afagando meu rosto.

- Marie você já conquistou mais uma fã?! – falou Liz vendo nós duas.

- Ela é um amor. – falei acariciando seus cabelos.

- Mas por que você está tão nervoso? – escutei uma voz masculina gritando do hall de entrada.

- Tem alguém aqui. – meu sangue gelou quando reconheci a voz e quando ele apareceu Marie exterminou qualquer duvida.

- Papai. – gritou Marie saindo do meu colo e correndo pros braços dele.

- Oi princesa. – falou o Malfoy carregando a garotinha. – O que você está fazendo aqui? – não pode ser? Com toda certeza a Lene perdeu o dom de achar caras que prestassem.

- A Marta teve um problema e me pediu pra pegar a Marie no balé! – falou Liz. – Por que o Gui estava gritando?

- O Draco me encontrou aqui na frente todo nervoso e não me explica nada. – disse Gui chegando à sala. – Disse que tinha alguém aqui, Jane?

- Olá Gui. – falei e só então o Malfoy pareceu me reconhecer.

- Granger? – ele se virou pra mim e olhou pro Gui em seguida.

Fui surpreendida quando o Gui eliminou o espaço entre nós dois e me abraçou com força, no verão que passei em Nice nós três ficamos muito amigos e também sentia muita falta dele, mas depois daqueles dias incríveis a guerra estourou no mundo bruxo e perdi o contato com meus amigos, mas pelo visto a amizade entre nós dois tinha apenas adormecido.

- Procurei tanto por você. – falou Gui me soltando. – Ela se foi Jane! Minha irmã tão linda... – Gui chorava enquanto falava e eu sentei com ele no sofá.

- Marie, vamos lá em cima com a titia?! – chamou Liz pegando a sobrinha do colo do Malfoy.

- Por que todo mundo está chorando papai?

- O seu tio só está feliz em ver a amiga, meu amor! – respondeu Liz percebendo que o Malfoy ficou mudo.

Segurava as mãos de Gui com carinho tentando confortá-lo.

- Ela se casou com meu amigo aqui. – apontou pro Malfoy. – Te procuramos pra festa, mas você simplesmente desapareceu depois de Oxford. – ele chamou Malfoy que sentou na mesinha na nossa frente. — Eles tiveram uma linda filha, mas Lene não ficou aqui pra criá-la.

- Sua esposa me contou o que aconteceu, confesso que esperava por tudo menos isso. – enxuguei o rosto e tentei me recompor.

- Alguém pode me dizer o que está acontecendo aqui? – perguntou Malfoy olhando pra nós dois. – Granger?!

- Essa é a Jane, uma grande amiga minha e da Lene! – Gui pareceu nem perceber o tom hostil que ele usou ao falar meu sobrenome.

- Gui, você lembra-se da tal testemunha do caso Jackson? – ele fez que sim com a cabeça. – Pois bem, aqui está ela!

- Jane? Mas então essa é a Granger? A sua Granger do colégio? – perguntou Gui piscando confuso.

- Sou a testemunha, a Granger, mas não sou nada desse loiro azedo! – falei indignada.

- Por que você fica a chamando de Jane? – perguntou Malfoy.

- Por que é meu nome, Hermione Jane Granger! – sorri presunçosa. – Quando conheci os dois e eles não conseguiam falar meu nome direito, então eles me chamavam pelo segundo, inteligência. – falei encarado o loiro raivoso na minha frente.

[Pov Draco]

Desde o momento que reconheci quem segurava minha filha, fiquei num estado de choque, mas agora comecei a encaixar as peças e enfim lembrei-me de tudo que Lene havia me dito da amiga bruxa dela e por tramóias do destino ela era a Granger.

- Olha aqui sua sabe-tudo estressante não venha com toda essa marra, infelizmente o mundo é muito pequeno! – respondi.

- Draco, se acalma! – pediu Gui. – O que está havendo com você?

- Acho melhor eu ir embora, depois eu volto pra te visitar Gui! – disse Granger. – Alias acho que não vou poder fazer isso, não quero deixar sua família em perigo.

- Você não vai a lugar algum, vou ligar agora mesmo pra Detetive Gray e dizer que você vai ficar na minha casa. – falou Gui se levantando.

- Não Gui, você enlouqueceu? – me levantei e tirei o telefone da mão dele. — Você sabe das minhas suspeitas e se o Jackson desconfiar que ela está aqui vai colocar todo mundo em perigo!

- Você pode nos proteger Draco. – disse Gui sorrindo. – E sei que a Jane também pode.

A Granger me olhou desconfiada e respondi a sua pergunta muda.

- Eles são a minha família e depois que a Lene se foi disse a eles quem realmente sou e quem fui um dia! – falei resignado, referindo ao meu passado não muito proveitoso em Hogwarts.

- Ela pode ir lá pra casa papai. – falou Marie entrando na sala indo segurar a mão da Granger. – A Martinha não vai brigar.

- Muito bem princesa, problema resolvido! – disse Gui abraçando Granger pelos ombros.

- Não há necessidade disso tudo gente. – ela se pronunciou finalmente.

Fomos interrompidos pela campainha e logo o Detetive Mason entrou na sala.

- Seu apartamento foi encontrado. – disse sem rodeios olhando pra Granger. – Eles já sabem que é você. Precisamos sair daqui!

- Calma Mason, nós talvez tenhamos uma solução. – falou Gui.

- Desculpa Doutor, mas precisamos levá-la pra um lugar seguro! – insistiu.

- Papai, a minha mãe ia gostar de ter a amiga dela na nossa casa. – falou Marie me olhando com aqueles olhinhos verdes e quebrando completamente meus argumentos.

- Tudo bem. – falei depois de respirar fundo. – Posso cuidar da segurança dela Mason, ela é uma de nós!

- É? – perguntou o detetive parecendo observar a Granger pela primeira vez e algo no olhar dele me incomodou.

- Tem muito de nós infiltrados na policia e na política, Granger! – falei quando ela se assustou com o fato dele também ser um bruxo. – Nós dois sabemos que posso protegê-la, assim como ela poderia fazer isso sozinha, mas precisamos manter as aparências e sei que você vai conseguir argumentar com a Gray. – Mason fez que sim com a cabeça e saiu da casa.

- Eba, você vai conhecer meu quarto! – disse Marie toda feliz abraçando a Granger.

- Aposto que ele é lindo. – disse Granger sentando com ela no seu colo.

- Lene ia adorar saber que você vai protegê-la Draco! – murmurou Gui apertando meu ombro. – Vou pedir uma pizza pra gente jantar. – anunciou antes de sair.

Sentei no sofá e fiquei olhando minha filha conversar com a Granger e percebi que nunca tinha visto ela se dar tão bem com uma pessoa que ela mal conhecia e aquilo estava me incomodando.

- Eu disse que ela ia chegar. – falou Sara sentando ao meu lado.

- Você bem que podia traduzir essas coisas que tem, seria menos complicado pra mim! – falei beijando a bochecha dela.

Realmente Sara havia dito que “ela chegaria”, mas nunca imaginei que “ela” era a Granger e se já era difícil saber que ela estava na cidade, agora nem queria imaginar como seria estar com ela na minha casa.

Notas finais
E ai mereço um review?? Uma recomendação?? Não?! Oks... kkkk
Primeiro de tudo posso dizer que algumas leitoras sacaram que a Jane era a Mione!! Casei o fato da Mione ter passado um verão na França nos livros e ficou bom no contexto. Agora é ver como será esse convívio deles... kkkk
A Marie consegue amansar nosso Draquinho muito bem e com apenas cinco aninhos, muito parecida com minha priminha!! hehehe
Espero que estejam gostando, criticas, elogios... Estou a disposição!
bjinhos