Notas iniciais
Oie meus amores.
Sem lamurias, ai vai mais um capitulo.
Boa leitura.

[Pov Draco]

Sugiro que ouçam: http://www.youtube.com/watch?v=CImeMAdRAg0 — Farewell — Rihanna


“Então, adeus
Alguém vai sentir sua falta
Adeus
Alguém vai desejar que você estivesse aqui
Esse alguém sou eu...”

Nem sei de onde tirei forças pra entrar no carro, as palavras ditas pela Hermione ecoavam em meus ouvidos, a imagem dela me olhando com aquele misto de pesar e lamentação acabava comigo, e o que me doía mais era saber que ela havia dito tudo que todos sempre tiveram vontade de me dizer, eu era um “louco”.

Mas que culpa eu tinha de não conseguir me desvencilhar da mulher que me deu meu bem mais precioso e a quem sempre irei amar?

Não fazia de propósito, eu apenas quis deixar uma parte dela ali com agente, minha filha cresceu rodeada de lembranças da mãe e isso era o que Lene teria feito se fosse ao contrario, nunca quis transformar nossa casa em um santuário, mas no fim era isso que parecia aos olhos de estranhos, mas Hermione nunca deveria ter dito aquilo pra mim. Que direito ela tinha? Abri meu coração e ela fazia isso!? Assustei-me quando os carros ao meu redor começaram a buzinar e resolvi estacionar pra tentar recuperar a sanidade e ir buscar Marie. Fiquei ali remoendo cada palavra dita naquela discussão e lembrei-me de ter alimentado a esperança dela virar pra mim e dizer que “tudo ficaria bem”, mas ao contrario estava acontecendo e o que me deixava mais triste era que no fundo sempre soube que seria assim, desde o sequestro de Marie, ela vivia fora de casa como se me evita-se, não olhava em meus olhos, mas depois da noite que tivemos imaginei que poderia está errado e que enfim fossemos ficar juntos.

- Quão ridículo você ainda pode ficar, Draco Malfoy? – perguntei me olhando no espelho retrovisor.

“Aonde quer que você vá
Eu quero ir
Para onde quer que você vá
Conte para mim
Não me importo de colocar a conversa em dia
Estou a caminho
Só não consigo imaginar você a milhas de distância”

Engoli a tristeza que me rodeava e segui pra casa do meu cunhado, tudo que eu mais precisava era ter minha pequena em meus braços, no fim só tínhamos um ao outro. Coloquei meu melhor sorriso no rosto assim que estacionei em frente à casa.

- Tio Draco. – gritou Sara pulando em cima de mim quando me aprontava pra apertar a campainha.

- Oi meu anjo. – murmurei entre seus cabelos quando me ajoelhei pra abraçá-la com carinho.

- O que foi? – perguntou Sara me olhando nos olhos.

- Nada, onde está a Marie? – me desvencilhei daquele olhar e a carreguei pra entrarmos na casa.

- Estou aqui. – falou Marie descendo as escadas. – Larga meu pai, Sara! – brigou Marie puxando o pé da prima.

- Não. – disse Sara me abraçando pelo pescoço. – Ele é meu tio á muito mais tempo.

- Vamos parar com isso, tem espaço pras duas! – falei carregando Marie com o outro braço. – Pronto minhas duas princesas.

Marie ainda estava aborrecida quando entramos no carro, ela ficava igualzinha a mãe nessas horas, ficava resmungando e com os olhos brilhantes pelas lagrimas contidas.

“E sei que você vai a algum lugar para ter uma vida melhor
Espero que encontre na primeira tentativa
E mesmo que me mate
O fato de você ter que ir
Sei que vai ser mais triste
Se você nunca for”

- Marie, por que você ainda está assim? – perguntei olhando pra ela pelo retrovisor.

- Ah papai, estou tisti o senhor nem largou a Sara pra ficar comigo! – disse cruzando os braços e vi uma lagrima escorrer pelo rostinho dela.

- Meu amor, o papai ama vocês duas. Não posso escolher apenas uma, entende? – dizer aquilo fez meu coração apertar, pois em resumo era essa minha situação com Hermione.

- Entendo, mas a Sara tem... – ela levantou as mãos e começou a contar nos dedos. – Tem um pai, uma mãe e um irmão! – ela abaixou a cabeça e concluiu. – Já eu, só tenho o senhor...

Estacionei o carro em frente ao restaurante que iria comprar algo pra comermos em casa e fui sentar ao lado dela no banco traseiro, Marie chorava com vontade agora.

- Sou uma menina má por pensar assim? – perguntou limpando o rosto com a costa da mão.

Claro que não. – a soltei da cadeirinha e coloquei-a sentada no meu colo. – Meu amor, você é uma menina muito boa e ama você, mas do que tudo nesse mundo! – beijei os cabelos dela. – Somos uma dupla invencível, nunca pense que nossa família é menos que as outras.

- Mas a Sara disse que ela é sua a mais tempo. – resmungou mexendo no meu cabelo.

- Vou te contar um segredo, mas tem que prometer que não contara a ninguém. – ela sorriu e fez uma conchinha com as mãos como se para impedir que o segredo escapasse aos ouvidos de estranhos. – Já amava você bem antes dela nascer.

- Verdade? – Marie me olhou sorrindo, eu confirmei com a cabeça. – Eba, meu papai é só meu... – gritou me abraçando pelo pescoço. – Amo muito, mas muito mesmo você!

Sorrimos e saímos do carro pra comprar as coisas. Marie estava alegre e doida pra voltar pra casa, ela sentia saudades da Hermione e eu temia ter que lidar com a tristeza dela quando visse que ela não estaria mais lá, preferia pensar na dor da Marie, afinal com a dela eu conseguiria lhe dar, já com a minha eu nem queria pensar. Pouco tempo depois já estávamos na porta de casa, Marie saiu correndo pra dentro de casa e fiquei um pouco respirando e preparando meu espírito, assim que fechei a porta a escutei conversando com alguém e meu coração encheu de alegria. Ela não foi embora... Porem essa alegria durou os dez passos que dei pra chegar até minha filha e ver Hermione ajoelhada em frente a ela com uma mala ao seu lado.

“Eu vou escrever para te contar o que está acontecendo
Mas você não sentirá falta de nada, só da mesma velha música
Se você não se importar de colocar a conversa em dia
Eu posso passar o dia te contando histórias de uma terra distante...”

Uma onda de fúria se apoderou de mim, ela tinha ficado, mas iria embora do mesmo jeito e ainda iria ter a audácia de fazer minha pequena sofrer com despedidas. Andei até ela e fiquei atrás de Marie, puxando ela pra se encostar nas minhas pernas, olhei fundo nos olhos com de âmbar de Hermione e vi ela estremecer ao ver a raiva que deveria está gritante nos meus.

- Marie, como estava te falando, preciso voltar pra casa. – ela segurou a mão dela e tive que conter o impulso de quebrar o contato das duas. – Deixei um monte de coisas pra resolver e já fiquei muito tempo aqui. – ela me olhou.

- Mas eu pensei que você fosse morar aqui. – disse Marie tristonha. – Por favor, tia Jane fique! – ela segurou minha mão. – Meu pai vai ficar tisti de novo...

- Marie, a Granger precisa voltar pra casa, então a deixe ir! – falei seco puxando ela pro meu colo.

- Não chame ela assim... – brigou Marie.

- Meu amor, existem coisas que você é pequena pra entender, mas um dia vai compreender tudo e acredite preciso mesmo ir embora. – ela chegou mais perto de Marie e beijou sua mão. – Amei conhecer você e já estou com saudade.

“E sei que você vai a algum lugar para ter uma vida melhor
Espero que encontre na primeira tentativa
E mesmo que me mate
O fato de você ter que ir
Sei que vai ser mais triste
Se você nunca for
Então, adeus
Alguém vai sentir sua falta
Adeus
Alguém vai desejar que você estivesse aqui
Adeus”

Marie saiu do meu colo e abraçou Hermione forte, ela murmurou coisas que não compreender, mas que fizeram Hermione olhar pra mim com lagrimas nos olhos, elas ficaram um tempo abraçadas e quando Marie a soltou correu escada acima chorando. Esperei ouvir a porta do quarto dela se fechar pra falar.

- Como você ousou fazer isso? — perguntei chegando perto dela. – Mandei pra você ir embora antes de chegarmos.

- Draco, seria pior pra ela se eu tivesse ido sem me despedir. – respondeu controlando o tom de voz. — E você não manda em mim, faço o que eu quero.

- Ela já perdeu coisa demais nessa vida e você poderia ter poupado ela disso. – estava lívido de raiva. – Você poderia ter feito tudo comigo, mas não mexe com minha filha, ouviu bem, ela vai sofrer...

- E você acha que eu não? – Hermione me segurou pela gola da camisa. – Está me doendo deixar vocês, mas eu preciso, você precisa pensar também!

Olhei pra ela e segurei suas mãos que ainda prendiam minha roupa.

- Não preciso pensar. – cuspi essa ultima palavra de raiva. – Já falei que te amo, contei minha vida e você está fugindo, não existe outra palavra, você vai fugir do que sempre e acredite Granger, vai se arrepender do que está fazendo.

Ela me soltou e deu dos passos pra trás, a frieza na minha voz era tanta que até eu me assustei com o peso de cada palavra.

- Draco, só preciso de um tempo, pra você é sempre “oito ou oitenta”, não posso simplesmente mudar minha vida por você. – esbravejou jogando as mãos para o alto. – Você pensa que está pronta pra conviver com outra mulher, mas não está. Ela ainda domina seu coração e não posso competir com isso, talvez eu indo embora possa ajudar a nós dois a absorver os últimos acontecimentos e possamos superar tudo.


“Eu vou tentar segurar tudo dentro de mim
Vou tentar segurar minhas lágrimas
Para que isso não faça você querer ficar
Vou tentar ser adulta agora
Pois eu não quero ser o motivo de você não viver...”

Peguei a mala dela e carreguei até a porta abrindo a mesma, queria acabar com aquilo o quanto antes, se ela iria embora por que ficava enrolando tanto, era torturante. Assim que Hermione viu o que estava fazendo andou lentamente até onde eu estava, ficando parada na minha frente e sem aviso me puxou pra baixo. Ela me beijou com urgência, demorei meros segundos pra retribuir e logo estávamos travando uma batalha de lábios e línguas, Hermione me abraçava com força e senti nossas lagrimas de misturarem enquanto o beijo diminuía o ritmo e tornava-se algo lendo e doce... Nos separamos e ficamos abraçados até nossa respiração se acalmar.

- Amo você Draco, mas eu preciso ir... – Hermione não escondia as lagrimas como fez enquanto Marie estava ali conosco, ela chorava e aquela visão me angustiava tanto.

Não conseguia entender as coisas, se ela me amava por que partir? Não tinha sentido.

- Não vou pedir que você fique... – disse num fio de voz, mas até minha alma clamava pra prender ela em meus braços e não a deixar ir embora.

- E nem quero que faça isso. – ela encostou nossos lábios mais uma vez, num beijo dolorido e angustiado. – Te amo...

Murmurou e saiu porta a fora, abri os olhos e fui atrás dela, mas já era tarde demais, assim que ela passou o limite dos feitiços aparatou e foi embora da minha vida, me deixando um gosto amargo nos lábios e o coração mutilado.

“Adeus
Alguém vai sentir sua falta
Adeus
Alguém vai desejar que você estivesse aqui
Adeus
Alguém vai sentir sua falta
Adeus
Alguém vai desejar que você estivesse aqui
Esse alguém sou eu.”

Notas finais
E ai mereço um review??
Minhas lindas, sei que demorei muito e peço desculpas, mas o Draco fugiu da minha mente, fazer o que?!
Esse capitulo não seria assim, mas pensei e pensei, achei melhor a Mione ir embora mesmo, afinal o Draquinho iria facinho demais pra ela... Os dois passaram por um periodo de aprendizado e as coisas vão melhorar no fim, acreditem!
Senti falta de algumas leitoras por aqui, mas quero agradecer a vocês que são fieis a estória e sempre me alegram com seus reviews... Merci!!
Até o proximo.
Beijinhos