You Make It Real - Draco e Mione
29 Mudanças
Notas iniciais
Leiam e depois briguem comigo, oks?!
Até lá embaixo.
PS: Recomendo a música "Escuta" da Luiza Possi pra esse capitulo, minha net está uma coisa e não consegui achar um link.
[Um mês depois]
[Pov Draco]
Março chegou trazendo novos ares a minha vida, meu trabalho estava maravilhoso, Marie não perguntava tanto dela e eu percebi que podia viver apesar da falta que sentia dela diariamente, não queria que Marie percebesse como estava triste ou que mais essa perda interferisse na minha carreira, lutei muito pra construir tudo e não iria me dar ao luxo de cair mais uma vez. Fazia um mês que Hermione havia partido e ao contrario do que imaginado não fiquei no “abismo” como antes, pois algo no modo como nos despedimos me dizia que ela voltaria e me agarrei com todas as forças nessa possibilidade “ela voltará pra mim” repetia isso como um mantra todas as manhãs ao acorda, sabia que estava sendo um ridículo, mas quando se perde tudo na vida o ridículo passa a não ter importância. Aprendi muito com anos de sofrimento e a ver indo embora me fez reerguer antigas barreiras e consegui lhe dar melhor com tudo.
Hoje quando acordei senti a necessidade de arrumar as coisas, era sábado e como só iria sair à noite com a Marie, resolvi começar a me despedir da minha amada Lene e comecei pelas nossas fotografias, era um processo doloroso, pois cada imagem me trazia uma lembrança e a cada foto que empacotava meu coração ficava em frangalhos...
— O que o senhor está fazendo? – perguntou Marie ao me ver encaixotar alguns portas-retratos.
- Estou reorganizando nossas fotos. – peguei uma foto que capturamos no dia que estava ensinado ela nadar. – Lembra desse dia?
- Sim, o senhor me segurava tão forte que eu nem conseguia mexer os braços. – falou rindo. – O tio Gui, te chamou de bobão. – rio. Marie se abaixou pra olhar dentro da caixa e ficou acariciando uma foto da mãe. – Vai jogar no lixo?
- Não, claro que não. – disse a chamando pra sentar comigo no chão. – Vou te explicar uma coisa. – peguei uma foto da Lene e coloquei em frente a nós dois. — O papai ama muito a sua mãe, mas já faz um tempo que ela partiu pra morar no céu e já está na hora de deixá-la descansar, certa vez a Marta me disse que não é bom para aqueles que viram estrelas serem lembrados com tanta tristeza e não quero mais ficar triste ao lembrar da sua mãe, ela era incrível e merece algo melhor que lagrimas. – ela me olhava séria e coloquei um cachinho de cabelo atrás da orelha dela. – Agora minha Lene, sua mãe, será uma lembrança feliz e sempre vai morar no nosso coração!
- Então o senhor não vai mais ficar tisti? – perguntou segurando meu rosto entre suas mãos gorduchas.
- Prometo a você que não ficarei mais triste! – falei apertando o nariz dela. – Sua mãe sempre me fez feliz e isso não pode mudar.
- Somos uma dupla, né? – falou enquanto me abraçava.
- Sempre seremos, amo tanto você, minha pequena! – murmurei enquanto aninhava ela nos meus braços.
- Do tamanho do céu? – perguntou abrindo os braços.
- Bem maior que o céu. – ela arregalou o olho surpresa e comecei a fazer cosquinhas nela que ria divertida.
Marie me ajudou um pouco depois de nossa breve conversa, mas logo foi brincar pro quarto e agradeci internamente por isso, precisava ficar sozinho com aquela enxurrada de sentimentos. Depois de ter trocado a maioria das fotos, por outras minhas com a Marie, ou ela com os primos, olhei pra minha sala e fiquei alegre por minha filha esta vivendo uma infância tão diferente da minha e ela ser uma garotinha feliz apesar de tudo.
- Marie. – chamei entrando no quarto dela. – Essa foto vai ficar na sua cabeceira. – entreguei a ela a foto que tirei da Lene quando ela estava com quase oito meses, uma barriga imensa e na imagem ela sorria abraçando a barriga.
- É linda, eu estou aqui dentro? – perguntou apontando pra barriga da mãe.
- Você estava prestes a nascer nessa foto. – disse.
- É linda, papai. – murmurou acariciando a moldura.
Sorri e deixei minha pequena sozinha, fui ao meu quarto pra terminar o álbum que estava construindo pra entregar no aniversario dela, lá contaria a historia da nossa família, tinha fotos minhas e da Lene enquanto crianças, depois nós quando começamos a namorar e até as ultimas imagens que tinha, era um modo de manter a lembrança da mãe dela viva pra sempre. O quadro grande que ficava no corredor dos quartos iria ficar com o Gui e até oferecer pra ele nem imaginava como aquilo era algo desejado, se ele tivesse me pedido tinha feito uma copia, mas agora ele teria o original e estava feliz por isso.
O resto do dia foi normal, arrumei o que faltava, almocei com minha princesa, assistimos a um filme agarradinhos a tarde toda, rimos como á muito tempo não fazíamos. Já estávamos de saída pra um aniversário de uma amiguinha dela quando a campainha tocou e o Gui entrou em casa afoito.
- Meu cunhado mais amado. – começou.
- Sou seu único cunhado, Gui! – disse.
- Não interessa, és amado do mesmo jeito. Resolvi nossos problemas e eles já têm hora, dia e local pra acabarem! – falou sorrindo de orelha a orelha.
- Tudo bem, mas volta do inicio que estou perdido. – pedi sentando no sofá e oferecendo o outro pra ele.
- Vamos viajar! – falou levantando num salto do sofá. – Ou melhor vamos ao paraíso, já arrumei tudo, aluguei a casa, comprei as passagens e tomei a liberdade de ver quando você tiraria férias na promotoria. Tudo perfeito!
- Tudo bem, aonde é que a Liz precisa trabalhar? – perguntei sem delongas.
- Estraga prazeres. – reclamou Gui voltando a se sentar. – No Brasil, mas especificamente no nordeste, vamos ficar em Natal ou algo assim...
- Tudo bem e quem disse que irei com vocês?
- Claro que você vai, a Marie nunca viajou assim e as crianças vão amar esse lugar, vi as fotos é lindo. Vamos lá Draco sei que você também precisa espairecer as idéias! – falou Gui.
O problema não era a viagem ou o local, mas sim a possibilidade da Hermione voltar nesse intervalo de tempo e se ela chegasse e ele não estivesse aqui, mas ao mesmo tempo me repreendi por pensar assim, não podia passar o resto da vida esperando pro ela, por mais que eu a quisesse de volta, ela poderia nunca mais voltar...
- Quando seria essa viagem? – perguntei.
- Nas férias de verão, saímos daqui dia 30 de junho. E ai você vai? – Gui me olhava ansioso, nessas horas ele era tão afobado quanto a irmã era.
- Tudo bem, nós vamos! – disse.
- Sabia que você ia dizer sim. Te conheço amigão! – sorriu me abraçando.
- Céus, você falou como um americano e me agarrou como um Francês. Seu monstro! – sorri dando um soco no braço dele.
- Papai, estou atrasada. – reclamou Marie entrando na sala.
- Desculpa senhorita. – falei pegando ela no colo. – Tenho uma novidade pra você!
- Mas foi seu tio aqui que teve a idéia! – completou Gui fechando a porta atrás de si.
Já estávamos entrando no carro quando Gui voltou correndo mais uma vez.
- Quase esqueci, a Liz encontrou esse envelope no berço que você deu pra doação. – ele me puxou pra fora do carro. – Não pira, mas acho que é da Lene. – dizendo isso deu as costas e saiu com o carro.
Fiquei lá parado olhado para o envelope pardo e rechonchudo que tinha nas mãos, no instante que ele disse a ultima frase o chão cedeu aos meus pés e me sentia febril enquanto dirigia para casa da amiga de Marie, me despedi dela mecanicamente e estacionei o carro a algumas quadras depois. Certa vez Lene havia comentado que era uma tradição de família, as mães escrevem uma carta a seus filhos antes deles nascerem e dizerem como se sentiam e como gostariam que eles fossem, mas nunca havia passado pela minha cabeça que ela havia tido tempo pra fazer isso, porem ela fez e eu tinha nas mãos a ultima coisa que minha Lene escreveu...
Notas finais
Bom, primeiro DESCULPA pela demora!!!! Sei que é chato deixar vocês esperando, eu não suporta que minhas autoras façam isso, mas minha vida deu uma virada e não tive inspiração suficiente pra escrever algo digno, até meso esse cap foi reescrito mil vezes e ainda não está lá essas coisas, então se quiserem podem me esculachar, eu deixo!
Ah e gostaria de saber de vocês, se vocês querem, mais caps da Mione, pois como já devem ter percebido escrevo mais coisas da vida do Draco, gostei de fazer assim, ele é maravilhoso de se escrever! Mas se quiserem, posso fazer um esforcinho!
As coisas estão começando a se encaixar, mas antes o Draco precisa superar algumas coisas e ele está no caminho certo, no proximo cap, as coisas vão melhorar, mas preparem os lenços...
Beijinhos em todos, inclusive aos leitores fantasmas, que descobri ter muitossss....
Até mais!
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