You Brought The Flood .
2 Do it right tonight .
Notas iniciais
MAX POV
Nós estávamos saindo do lugar do show, enquanto Craig teimava em levar o que sobrou das bebidas para o ônibus, mesmo sabendo que lá tinha o triplo. Ele já estava muito bêbado, e isso me fez rir. A chuva finalmente tinha começado a cair, pesada e fria, contrastando com o ar quente que rodeava tudo. Entrei no ônibus e me sentei olhando para fora. O show tinha sido ótimo.
Eu precisava descansar, eu sei. Mas não conseguia, os palcos eram como uma droga para mim... e isso estava começando a me afetar. O motorista avisou que em cerca de 15 minutos nós íamos chegar no hotel. Recostei minha cabeça no banco e comecei a pensar naquela garota que estava fotografando. Hanna, esse era o nome dela. Eu tinha sido grosso com ela, mas depois de ter que dar um pé na bunda em uma garota, ninguém fica de bom humor. E ela estava espionando, eu tenho certeza.
_Hey, rapazes – George chamou nossa atenção, fazendo com que Craig e Monte pararem de dançar – tenho uma novidade: A partir do mês que vem, um fotógrafo fixo vai viajar conosco, e este vai gravar os backstage e esse tipo de coisa, para no lançamento do próximo álbum termos conteúdo para fazer um BOX. E a garota que fotografou hoje é uma das candidatas.
_Tamo junto – Craig falou, caindo por cima de Robert que estava quase dormindo – ela é legal, mas o Max aí – ele favou, apontando para mim – deu uns coices nela hoje.
_Vai se ferrar, você não sabe de nada. E ah, George, eu não acho que ela é uma boa opção.
_Por que? – George pediu.
_Por que ela estava me espionando hoje, e com certeza é aquele tipo de fã que fica espalhando rumores.
_ Amanhã vou conversar com ela, mas eu preciso que vocês entendam – ele disse, sério – vocês precisam de um material novo, acompanhado de uma boa divulgação. E para isso, precisam de um bom fotografo, e ela é perfeita para isso.
George saiu, e Craig começou a falar:
_Motorista, não dispensa o ônibus não que a gente vai para alguma balada.
Nós chegamos no hotel e em meia hora estávamos prontos, e Craig estava um pouco melhor.
_Vamos então – todos falamos.
Assim que chegamos no lugar, pude ver que não era muito grande, mas estava bem cheio. Nós entramos como VIP’s, e fomos para o bar, e se separamos. Monte e Robert estavam trovando um grupo de garotas, e Craig estava secando o bar, rindo com um grupo de caras ao redor. Eu me sentei em uma mesa com bancos acolchoados vermelho vinho. Assim que estivesse um pouco bêbado eu ia sair atrás de alguma garota. Ou de algo que me deixasse mais alto.
HANNA POV
Eu e Audrey chegamos no lugar e subimos para a área VIP, deixamos as bolsas e descemos para a pista. Eu tive a impressão de ver Craig no bar, mas não tinha certeza se era ele. Audrey ficava bêbada bem mais fácil que eu, e uma hora depois ela já não conseguia falar sem rir de si própria. Foi aí que uma música chamada Bad Girlfriend – Theory of a deadman começou a tocar e ela gritou ‘É MINHA MÚSICA, VEM’ e me puxou para cima de uma mesa que ficava na pista, aonde a maioria das pessoas estavam.
_AUDREY, NÃO – gritei, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, ela já dançava como louca.
Olhei ao redor e vi que Craig realmente estava ali, ele acenou feliz e pude ver que ele estava bêbado. Audrey rebolava feito louca, e as pessoas ao redor erguiam os copos e gritavam.
Eu já estava cansada de andar sempre na linha, virei o resto da vodka que tinha do meu copo e comecei a acompanhar Audrey, que fazia movimentos rápidos com o quadril sob a mesa, nós dançávamos e dávamos risada, assim como as pessoas ao redor. Eu olhei ao redor e foi aí que eu o vi. Maxwell Green estava a poucos passos, parado em meio a multidão me olhando sério.
E sinceramente? Ele que se ferrasse.
Continuei dançando, e mesmo assim, ele continuava parado. A música acabou e Audrey me puxou para baixo da mesa, ao som de palmas e gritos felizes (típicos das pessoas bêbadas do local). Dois garotos começaram a falar com a gente, e a antes que eu pudesse responder, senti uma mão gelada me puxar, e não preciso nem dizer quem era. Max praticamente me arrastou do meio da pista, para a área VIP, e quando chegamos lá, tomei coragem e protestei:
_QUEM VOCÊ PENSA QUE É? – gritei, puxando meu braço com força, e ele mesmo assim continuou segurando.
_ Eu preciso te pedir desculpas – ele disse, me olhando profundamente – eu fui um idiota, e pelo visto você vai trabalhar com a gente.
_Não se depender de mim, imagina, ter que te ver todo dia! – falei – Os rapazes são legais, mas você é um merda! – falei, indo para a sacada, uma garoa fina caia, mas nem liguei.
_Você não sabe o que está falando — ele disse, vindo atrás de mim.
_Não importa, eu só não quero que as coisas piorem, então, não precisa vir com as suas desculpinhas, por que eu já te desculpei. – falei, rápido.
Ele estava a alguns passos de mim.
_Desculpou mesmo? – senti seu hálito quente em meu pescoço, e gesticulei que sim com a cabeça, enquanto ele me girava para ele e me prensava no parapeito da sacada – Você que sabe.
Ele disse apertando seus lábios quentes contra os meus, e apertando meu quadril contra o dele, sua língua pediu passagem e eu cedi enquanto agarrava o cabelo dele. O beijo era selvagem, e logo uma das mãos geladas dele estava debaixo da minha camiseta, mas minhas costas, fazendo com que minhas costas arqueassem.
_ Desculpa interromper – uma voz masculina falou, e Max continuou beijando meu pescoço – mas tem uma garota chamando você – ele disse, apontando para mim.
_Max, eu tenho que ir, vem – falei puxando ele pela mão.
Assim que entrei na área VIP, Audrey me puxou e disse ‘a gente precisa ir embora’.
Antes que eu pudesse pedir por que, eu entendi. Os dois garotos, eram, na verdade, dois ex-dela. E não tinha como ficar ali sem causar um tumulto.
_Vou me despedir do Max e já desço, me espera no carro. – eu disse, e ela me olhou assustada – Depois de explico – gritei, enquanto ela descia rindo.
Virei as costas e Max não estava mais lá, olhei ao redor e não o vi. Fui até a pista e vi Craig, e fui até ele e disse:
_Craig, você viu o Max?
_ELE PASSOU AQUI AGORINHA HANNA LINDA, CORRE QUE TU ACHA ELE.
Ele. Estava. Muito. Bêbado.
_Ok Craig, beijos! – falei, saindo.
Andei por toda a pista, vi Monte de longe conversando com uma garota morena. Mas o que me chamou a atenção foi algo que estava mais atrás deles: Max.
Fui até lá, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, vi que ele estava conversando com uma loira. Ele me olhou, sorriu de lado e pegou a loira pela nuca, levando-a até seus lábios. Os dois se beijaram com luxúria.
E eu estava ali, petrificada. Craig veio atrás de mim me contar como o copo dele que piscava era legal, viu toda a cena e me segurou pelo braço, de tirando dali. Eu não sentia nada, só uma vontade de socar aquele puto do Maxwell. EU QUERIA MUITO BATER NELE, E NAQUELA BISCATE TAMBÉM.
Craig me arrastou até um canto e pediu:
_Vocês estavam ficando?
_Não sei, quer dizer, talvez, foda-se. Ele é um idiota.
_Olha – ele disse, tentando falar lentamente – eu não sei o que aconteceu, mas o Max é um idiota, não ligue para ele, e por favor, não deixa que isso te influencie a nada.
_Craig eu... – falei, suspirando – Eu tenho que ir. Até outro dia.
Passei correndo pela pista, não olhei para trás, e quando saí da boate Audrey estava do outro lado da rua com o carro. Assim que entrei, ela começou a gargalhar e disse:
_EU SABIA, VOCÊS FICARAM!
_Audrey, sim, a gent...
_VIU, TODA AQUELA BRIGUINHA DE ANTES ERA TESÃO REPRIMIDO! – ela gritava e batia no volante.
_Audrey, ele estava se agarrando com outra. – falei, bufando.
_HAHAH, calma, como assim?
_Liga o carro e dirige para minha casa que no caminho eu te conto.
Eu contei tudo que aconteceu,, desde a parte em que ele me arrastou até a parte em que eu saí correndo.
_Amiga, você não pode desistir do emprego só por isso! Ele é um idiota, e ta na cara que ele só queria te irritar! – Audrey disse, impaciente enquanto tentava estacionar.
_Eu sei – falei, calmamente – e não é minha intenção desistir. Pelo contrário, agora sim que eu quero o emprego. Maxwell que foda, ele só estava tentando tirar uma com a minha cara, e eu sempre digo que quem ri por último ri melhor.
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