You Brought The Flood .
3 Zombie Dance .
Notas iniciais
Se tiver algum leitor fantasma aí, apareça seu lindo/a! HAHAHAHAHA
Boa leitura!
No dia seguinte...
_Hanna, acorda! – Audrey me sacudia. Posso matar ela!?
_AUDREY, MAL AMANHECEU, SAI DE MIM MACUMBA – falei, brava.
_HANNIE, JÁ SÃO UMA E QUARENTA. Saia dessa cama e vai lavar o rosto, vai. Você tem uma entrevista hoje, e não pode se atrasa.
Suspirei. Ela tinha razão, eu não podia me atrasar, aquela oferta tinha tudo para ser a melhor da minha vida.
Me arrastei até o banheiro, e liguei o chuveiro enquanto ouvia Audrey cantando Hey Monday da cozinha. Tomei um banho rápido e lavei o cabelo que estava cheirando a vodka.
Entrei no quarto e Audrey já tinha separado uma roupa para mim. É incrível como ela tinha essa mania de ser como uma mãe para mim. Desde que nos conhecemos (antes mesmo do acidente dos meus pais) ela fazia isso. E mesmo quando todos os meus amigos viraram às costas para mim, ela continuou lá.
Coloquei a calça jeans branca e a camiseta cinza sem nenhuma estampa que ela tinha separado, sequei o cabelo e passei uma maquiagem básica. Peguei vários colares e coloquei, e nos pés coloquei uma sapatilha verde-limão. Assim que entrei na cozinha, Audrey mandou eu me sentar e me deu o cereal que ela tinha ‘preparado’ e sentou na minha frente.
_ Audrey, você sabe que eu odeio quando ficam me olhando comer! – falei, quase cuspindo metade dos cereais que tinha na boca.
_Eu sei Hannie, mas eu também sei que pode ser umas das últimas vezes que eu te vejo comer como uma porca na minha frente – ela disse, melancólica, apoiando o rosto nas mãos.
_Nossa amiga, quem vê pensa que eu vou morrer. E nem é de certeza que esse emprego vai sair... e SE sair, eu não vou ficar muito tempo longe de ti, você sabe que eu não agüentaria isso.
_Eu sei, eu sei... Mas Hanna, eu também vou me mudar, e se tudo der certo, E VAI SIM, eu também vou viajar para desfiles e shoots. E se as nossas ‘’agendas’’ – ela disse, fazendo aspas com as mãos – nunca cooperarem?
_Amiga, não fala isso. Ela vão sim, e se não, A GENTE DÁ UM JEITO! Como sempre fizemos. – falei, sorrindo. Eu também tinha medo de me distanciar dela, mas não podia deixar isso transparecer. Eu precisava desse emprego, e ela precisava seguir a vida dela.
_ Você vem comigo na entrevista? – pedi enquanto lavava a tigela.
_Não vou, tenho que ver meus pais...
_ Ai ai, se cuida né amiga. Da última vez, você e sua mãe quase saíram no tapa, quem separou fui eu. – falei.
_ Eu sei amore, pode deixar. Eu já vou indo, vê se não se atrasa né jegue! – ela disse rindo, me deu um beijo na bochecha e saiu.
Audrey era uma pessoa linda, por dentro e por fora. Porém sua mãe nunca via isso, elas viviam brigando, um dos motivos disso era eu. Depois do acidente de carro que matou meus pais, eu fui para um orfanato que não ficava em uma boa vizinhança, e quase todos os meus amigos pararam de me ver. Todos, menos a Audrey. E sua mãe odiava isso, ela achava que eu era má influência para sua filha, e por isso tentou nos separar e fazer Audrey ir para um colégio de freiras. E a coitada, quase morreu, mas não foi.
Desde que eu saí do orfanato e Audrey saiu de casa, nós nunca se separávamos. E isso ia mudar em pouco tempo.
Peguei minha bolsa e a chave do carro e saí, faltava uma hora, mas o hotel era longe. O transito estava normal, e enquanto eu dirigia, tudo que aconteceu ontem rodava minha cabeça.
Eu não entendia por que Max me tratou daquele jeito. Ele não era assim com as outras fãs, não que eu soubesse. Se eu fosse contratada, ia ter que aturar ele todo dia, e isso ia ser uma grande merda. Mas eu precisava daquele emprego, mesmo não querendo admitir. O meu salário era mísero, e a chance de eu me tornar uma boa fotógrafa era mínima se eu não tivesse as recomendações certas... Recomendações como as que eu ganharia se conseguisse o emprego. E nada e nem ninguém ia me impedir disso.
Estacionei o carro no luxuoso hotel, e faltavam cinco minutos para a entrevista. Entre na recepção e falei:
_Bom dia, eu preciso falar com o senhor George, hmmm... – droga, eu não sabia nem o sobrenome do cara – eu não lembro o sobrenome dele mas...
_ Não se preocupe – um garoto ruivo que estava atrás do balcão falou – ele disse você viria. Vá até o restaurante, começaram a servir o café da tarde e lá vai ser a reunião, é só achar ele.
_Obrigada – falei, indo em direção à uma porta aberta, escrito RESTAURANTE em cima. Assim que entrei, me assustei com o tamanho, o local era lindo e muito espaçoso. George estava em uma mesa perto de uma grande janela e acenou para mim. Fui até.
_ Bom dia Hanna – ele disse, simpático – sente-se, temos pouco tempo antes dos garotos chegarem.
_ Bom dia senhor. – falei me sentando.
_ Eu já fiz nossos pedidos, se não se importa, gosta de bolo de chocolate e frutas vermelhas? – ele falou, sorrindo.
_Gosto sim, senhor. – sorri, meiga.
_ Ótimo! Mas não precisa me chamar de senhor, querida. Tudo bem, vamos ao assunto?
Eu assenti.
_ Hanna, a Escape the fate vai liberar um projeto novo ano que vem, as etapas de criação do CD vão as mil maravilhas... porém, para que seja um sucesso toda a equipe concorda que nós precisamos de material inédito, e depois de muito pensar... Nós decidimos que não há melhor maneira de fazer isso se não gravar toda a produção e rotina dos garotos. E fora isso, nós queríamos abrir uma galeria online, aonde fotos da banda seriam postadas, para que os fãs peguem... Nós queremos inovar, mas para isso precisamos de um fotógrafo fixo, que acompanhe a banda por pelo menos seis meses de teste para realizar todo esse trabalho.. e é aí que você entra.
_ Uhum – falei.
_Nós vimos seu trabalho de fotos backstage no site de bandas como Avenged Sevenfold, achamos bom, e como nós temos urgência de fechar contrato, decidimos lhe fazer a proposta. Aqui tem um contrato formal, com todas as regras e procedimentos, se você quiser ler...
_Claro – falei – mas posso ler depois. O que me interessa é saber quanto é o salário e os custos das viagens, como ficam? – pedi.
_O salário é fixo de 1,500 dólares por mês. Não é muito – ele falou. COMO ASSIM NÃO É MUITO TIO? Pensei – e os custos das viagens serão pagos pela equipe, somente a alimentação é por sua conta. As passagens e hospedagens ficam por nossa conta, e você só terá que trabalhar durante os shows e algumas horas durante o dia. O que você acha meu anjo? – ele pediu, sorrindo.
_ AONDE EU ASSINO, E QUANDO EU COMEÇO? – falei, animada.
Ele riu, e disse.
_ Assine na última página, no fim. E você começa ... – a voz dele foi cortada por risadas que eu reconheci facilmente.
Craig, Monte e Robert estava vindo para nossa mesa,e quando me viram, sorriram.
_ Bom dia – Monte disse – e aí, fecharam negócio?
_ Aham – respondi.
_ Parece que alguém está com dor de cabeça – George disse, olhando para Craig, que estava com um óculos escuro.
_A bebida mata ele um dia – Robert disse,e deu risada. Craig colocou o óculos para cima e revirou os olhos, e me olhou.
_E você, quando vai começar?
_Não sei, era isso que o George ia me responder agora! – falei a dei risada.
_Acha que mês que vem está bom para você nós encontrar em LA querida?
_ Claro!
_ Eu te mando um e-mail com todas as informações, e deixo uma passagem reservada para você no aeroporto.
Todos comemoraram, enquanto as comidas que George pediu chegaram.
_Acho que meu estômago não agüenta isso depois de tanto álcool – Craig falou, e todos deram risada.
_Onde Max está? – George pediu.
_Não sabemos – Robert e Monte falaram, e Craig me olhou sério.
_Ele comentou algo sobre você estar ‘espionando’ ele Hanna, é verdade? – George pediu e eu dei risada.
_ É CLARO QUE NÃO – falei.
_ Eu acredito, mas preciso te avisar que, tudo que acontece atrás das câmeras e dos palcos é extremamente sigiloso. Depois da saída do Radke da prisão, existe uma mídia muito grande sob qualquer passo que os integrantes da ETF fazem, então por favor, mantenha silêncio.
_Claro – falei.
_Nossa, quem vê pensa que a gente faz tráfico que crianças – Robert disse e todos nós demos risada.
Ficamos ali até 16:30, quando finalmente eu estava indo embora. As coisas tinha sido ótimas, eu ia ligar para Audrey assim que chegasse em casa. Estava perto do meu carro quando ouvi uns sussurros vindo mais do fundo do estacionamento. Resolvi ir chegar, e quando cheguei lá, me deparo com ninguém mais, ninguém menos do que Max dormindo, parecia um morto, com as roupas sujas e algumas partes descosturadas... Parecia um zumbi — pensei comigo mesma. Ele estava sentado debaixo de uma árvore com uma garrafa de Vodka na mão , um maço de cigarros e uma agulha na outra. Ele estava com a mesma roupa (ou o que sobrou dela) de ontem. Ele que se ferre, pensei.
Estava virando as costas quando eu ouvi ele murmurar ‘bom dia’ para mim. Ótimo, a praga tinha acordado e me visto.
Notas finais
HAHAHAHAHAH xx
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