You Are Not Alone
13 Depoimento de DracoMalfoy
Notas iniciais
Tomara que gostem"
Beeijos
Meu nome é Samara e vim aqui dar meu depoimento.
Bem, tudo começou quando eu tinha seis anos de idade. Eu era totalmente excluída dos grupinhos, tudo porque eu era gordinda e sou muito branca. As meninas começaram a me chamar de baleia assassina, macaquinha (esse apelido se deve ao fato de eu amar frutas, principalmente bananas), barril... Entre outros apelidos constrangedores.
Eu olhava para aquelas meninas... Magras de olhos azuis. E olhava para mim, gorda e muito alta.
Devido essa exclusão comecei a entrar numa forte depressão, tinha pesadelos à noite, faltava a aula. Tudo isso com seis anos. Naquela época eu não brincava de bonecas, eu lia livros. Lia Harry Potter, Pedro bandeira...
E os anos assim se arrastavam, tudo a mesma coisa e eu sofrendo calada.
Foi nessa mesma rotina que cheguei ao meu quinto ano. Nossa, me dói lembrar esse período.
Vocês devem saber, que é nessa época que os interesses e as paquerinhas começam. Comigo e o resto da sala não foi diferente.
Foi nesse ano que o conheci, o garoto era novo na escola. Lindo de cabelos loiros e olhos verdes. Era uma paixão platônica. Nos brigávamos muito e ele me chamando de nomes horríveis... E eu chorava ainda mais à noite, porque diabos eu continuava a gostar de um cara que não estava nem aí para mim?
E não era só isso que me atormentava, tinha o fato das aulas de Educação Física, aulas de natação. De alguma maneira eu iria ter que mostrar minhas coxas grossas demais e/ou usar biquíni.
Em uma bela quarta feira eu tinha decidido gazear a aula de Ed. Física, fiquei no vestiário escrevendo no meu diário. Nele tinha versos e descrevia tudo que eu sentia, inclusive o meu sentimento por ele. Para minha infelicidade, as meninas perfeitas entraram e pegaram o diário da minha mão a força. Pedi para me devolverem, só recebi um tapa na cara em resposta de uma delas. Eu tinha medo de contar para o diretor.
Só sei, que já no outro dia, na hora do intervalo o garoto que eu mais amava e odiava no mundo veio até mim e entregou o diário dizendo:
- Se toca garota. O que eu vou querer com alguém como você? Uma menina que é feia e ridícula, além de não cuidar da própria aparência. Baleia!
Sumi da escola e voltei para casa. Não tinha ninguém lá (meu pai é advogado, minha mãe professora, não é como se eles fossem superpais amorosos. Longe disso, mas depois eu conto mais sobre minha ‘estruturada’ família), fui até o banheiro e fiquei me observando no espelho.
Sim, isso pode parecer deprimente. E é. Mas de algum modo eu comecei a rir, vendo aquelas lágrimas quentes deslizarem pelo rosto branco, agora vermelho do choro. Vi ali, uma garota fraca, que merecia toda aquela humilhação, que não era forte o suficiente para aguentar. Tomei um banho e fui escovar os dentes, eu precisava tirar o gosto da comida da boca. Claro que me veio o pensamento de algumas horas atrás, o que ele disse, com força coloquei a escova para dentro da boca o máximo que podia. Doeu meu estômago, um aperto no coração veio, mas só saiu da minha boca água. Chorei muito. Porque nem para isso eu servia?
Deitei na cama e fui ler. Só que me consolava, tinha hora que eu queria ir para dentro da estória.
No dia seguinte não fui para aula. Claro que meus pais não notaram, eles tinham mais o que fazer. Quem liga para uma garotinha de nove para dez anos depressiva? Meu pai tinha que defender acusados de alguns crimes, minha mãe ensinar seus alunos na faculdade.
Faltei pelo resto da semana. Voltei na semana seguinte para escola, era final de ano letivo. Portanto, as últimas provas. Era fazer e ir embora. Eu não encarava ninguém, queria que tudo acabasse, e acabou realmente.
No ano seguinte mudei de escola. Eu, boba tinha esperanças que tudo acabasse.
De novo me excluíram. Dessa vez não só fui excluída, mas também espancada. Chutes no estômago doem muito, mesmo. E mesmo aquelas garotas me espancando, grudando chicletes no meu cabelo, roubando meus trabalhos... Eu mesmo assim não tinha ódio delas.
Meus problemas não estavam concentrados só na escola. Em casa também era um caso sério, meu pai me chama de vagabunda (ainda hoje chama) [Veja bem: só porque não tiro notas boas em álgebra e geometria. Eu sou ruim nessas duas matérias, não consigo assimilar nada delas. De resto sou uma aluna perfeita, faço tudo para compensar minhas notas baixas em notas 10 nas outras matérias. Mas quem disse que ele enxerga isso?]. Minha mãe queria que eu me socializasse mais, queria que eu namorasse um garoto que nem sequer conheço. Só porque isso manteria a fama de boa família. E lá em casa tem briga todo dia entre meu pai e minha mãe, só não aconteceu de ele bater nela. Mas as brigas eram sempre muito tensas.
Para completar, meu irmão mais velho estava enveredando-se para o caminho das drogas e bebidas. Ele não aguentou a pressão de papai. E sabem, eu amo muito meu maninho. E queria que ele voltasse ao seu estado normal.
Voltando a escola...
Aquele ano foi muito difícil para mim. É péssimo ficar só. Eu não tinha amigos nem dentro nem fora da escola.
Mas chegou o meio do ano, eu conheci um anjo. A Nah(apelido dela), minha amiga. Eu acho que ela foi a melhor coisa que me aconteceu. Então, por o resto daquele ano eu sorria mais. Mesmo continuando sofrendo com socos, chutes, problemas familiares...
O ano passado foi à mesma coisa de sempre. Só, que dessa vez minha amiga estava doente Ela me contou que tinha problemas no coração. Lógico que fiquei super preocupada, mas, segundo ela tudo estava no controle. Não tenho muito a contar desse ano, só tenho a dizer que foi a mesma coisa. A única coisa que me marcou mesmo foi meu irmão preso por dirigir bêbado, mas meu pai pagou a fiança e ele foi liberado. Há! Ia esquecendo de mencionar... Foi nesse ano que perdi 11 quilos com Ana (anorexia), agora peso 60 quilos e tenho um metro e sessenta e seis de altura. Sei que ainda estou uma baleia (tentam me convencer que já estou bem assim, mas o espelho não mente), mas decidi parar com a aninha, ela já ajudou o que tinha para ajudar.
Bem, vamos para esse ano. Só o que sei é que estou sofrendo por minha amiga e minha família, e sentindo amor por alguém. Vou tentar resumir tudo que aconteceu nesses últimos quatro meses: mudei de cidade (consequentemente de escola também), o anjo (minha amiga), morreu a pouco tempo de ataque cardíaco e uma parte minha foi para o túmulo dela. Meus pais se separam, agora eu e meu irmão estamos com mamãe (acreditem se quiserem: ela ta sendo mãe de verdade. Ontem mesmo eu, ela e meu irmão fizemos um passeio para o parque de diversões, os olhos dela brilhavam. À noite agradeci a Deus por isso) As coisas boas: acho que estou perdidamente apaixonada. Encontrei alguém que não me trata como se eu fosse um bicho, tem o meu mesmo amor por literatura e é lindo. Claro que não vou me declarar! Deixa do jeito que estar mesmo, é melhor ser amiga dele do que ser rejeitada (não sei se aguentaria), nessa escola o povo é legal e meu irmão me prometeu que tentaria largar os vícios. Eu acredito nele incondicionalmente.
Bem, acho que não sou aqui mais sofre ou sofreu aqui. Tem gente que passa por muitos mais problemas. Estou apenas em um capítulo da minha estória, ainda não acabou o livro da vida, ainda não cheguei no ela então viveu feliz para sempre. Ainda estou sofrendo com a perda da minha amiga e sinto que a aninha quer minha amizade de volta, estou lutando para não voltar. É como vício que meu irmão tem.
Só que a vida é assim mesmo, nela tudo passa. Por isso cante, ria chore, decepcione-se... Fazendo isso você estará vivendo, estará escrevendo sua própria estória.
Bjos: Samara.
Obs: Quem quiser me adicionar no nyah! Meu login éDracoMalfoy(sim, tenho um tombo por ele).
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