You And The Stars

26 Moan your name


Notas iniciais
Hello, gatas e gatos, é, pois é... no último capítulo geral virou #TeamSill, só uma ou duas ainda estão confusas kapskakpska bem, não sei se esse capítulo vai ser como vocês esperavam, aliás, com certeza não é como vocês esperam, mas enfim, tenham paciência, o.k, #TeamSills? Boa leitura e até lá embaixo!

Pov’s Will

Me senti pelado. Sério.

Entrei no quarto para buscar pastilhas para o hálito (e preservativos, se querem mesmo saber). Estava decidido a tirar o atraso. Não me entenda mal, eu só precisava acabar com aquele vazio, destruir aquele buraco onde a Samantha amiga costumava ficar, e onde eu gostaria mais que ela tivesse ficado como namorada, e agora eu não tinha uma coisa e nem outra. Eu precisava de sexo. Não que aquilo fosse a solução. Aquilo só funcionaria como aspirinas.

Como eu ia dizendo, me senti pelado. Sério. Eu entrei no quarto e ela ficou me encarando, sem nem ao menos piscar os olhos. Ela, você sabe quem.

Tentei não fazer contato visual, porque, como eu disse, eu estava me sentindo completamente nu. Eu sentia que Samantha me olhava até a alma, profundamente, sentia como se ela conhecesse todos os meus segredos, tudo, tudo, absolutamente tudo. Só que aquilo era teoricamente impossível, ela não sabia que eu gostava dela, não é? Porque, se soubesse, era exatamente isso, o próximo passo dela era me ver pelado.Aí não ia faltar mais nada para ela descobrir.

Mas, opa, nós nem nos falávamos mais, e por escolha minha.

Certo, ela me encarava descaradamente, e era impossível eu não olhá-la pelo canto dos olhos.

Estava sentada na cama, de pernas cruzadas. As mãos seguravam alguma coisa. E as mãos de Samantha estavam sujas, e a parte da cama também por algum pó ou coisa do tipo.

Andei até a ponta do quarto, abri o Closet, fui direto para a minha gaveta e enfiei as “coisinhas” no bolso do meu jeans. Me virei e quase caí quando vi Samantha parada na porta do Closet, me olhando.

— Pra que você tá pegando isso? — falou.

Pra quê?! Pra que as pessoas pegam camisinhas, inteligente?

— Ahn… nada — falei friamente.

— Ah, claro, nada. Você pegou camisinhas pra encher balões de água e pendurar na entrada, óbvio — ela revirou os olhos… ei, espere.. estavam vermelhos e o rosto dela estava corado.

— Se você sabe, então não pergunte — falei. — Andou chorando?

— Estava dormindo — disse ela, fixando o olhar em qualquer direção, menos em mim.

— Você mente mal pra caralho — comentei.

— Se você sabe, então não pergunte — Samantha arqueou a sobrancelha.

Bufei.

— Certo, então você estava chorando — afirmei.

— Gênio — murmurou.

— Andou brigando com o seu namorado? — indaguei, me virei e peguei um perfume.

Fez-se silêncio. Eu ouvia a respiração dela, mas nada falava. Depois do que pareceu um longo período eu ouvi a respiração de Sam ficar mais alta e eu senti um aperto na garganta ao ouvi-la sussurrar:

— Eu sinto sua falta.

O que eu podia falar? Eu te amo. Eu sinto sua falta a cada instante. Eu quero você. Eu amo você. Eu amo você. Eu amo você. Eu amo você. Seria a mais pura verdade, mas acontece que eu já estava machucado demais e aquilo tinha que chegar ao fim.

— Estou aqui. Não tem porque sentir — falei. Fiquei impressionado ao perceber o quanto aquelas palavras saíram vazias, ocas e quase cruéis.

Espirrei o perfume em mim e saí do Closet, passando por ela. Pude jurar que Samantha estava com lágrimas nos olhos.

Andei em direção a porta do quarto, a saída.

Ouvi os passos dela atrás de mim.

Parei.

— Will, eu…

— Tenho que ir — interrompi. Abri a porta e a bati ao sair.

Povs Will OFF

Pov’s Matthew

Beleza, as coisas estavam começando a ficarem chatas.

Acontece que minha ideia de diversão era bem diferente da de Sam. A definição de legal dela era ficar trancada o dia todo no quarto, vendo à televisão, comendo pizza e tomando coca-cola direto da garrafa de 1 litro.

A minha ideia de diversão era ser visto em um lugar agitado, movimentando, com bebidas e animação.

A ideia de diversão da Sam quase faltava me dar depressão. E a minha devia dar claustrofobia nela.

E outra coisa estava me tirando do sério. Se eu estivesse com hálito de cigarros e Samantha percebesse, adivinha o que a lindinha fazia? Ela me obrigava a escovar os dentes antes de me beijar e inclusive fazer gargarejo com enxaguante bocal!

Sacanagem isso.

Quero dizer, beijar o Nicholas ela não teve nada contra, agora eu…

Ela alegava que era pra não se lembrar dele. Alegava. Eu preferia chamar de desculpa esfarrapada ou frescura.

Mas eu gostava de estar com ela. Gostava mesmo.

Eu gostava dela. Isso não tinha mudado. Mas… amor é outra história, outra conversa, outro assunto. Tsc tsc tsc… amor não tinha nada a ver com isso.

Samantha era boa em beijar, em dar uns amassos, em me deixar louco de desejo, só que… transar parecia ser uma coisa que passava distante da mente dela. Mas eu estava apaixonado por ela. Isso já justificava minha compreensão. Ou a falta dela.

Eu estava deitado no deck, fumando, distraído e sozinho quando uma cabeça me encarou de cima.

— Argh, cara, qual é?! — falei bruscamente, me sentando.

— Quero falar com você — disse Will.

— Mi mi mi, e daí? — falei, atirando o resto do cigarro longe.

— E daí que eu quero falar com você — teimou.

Me levantei.

— Diga.

Will sorriu. Um sorriso condescendente pra caralho.

— Na primeira vez que eu e você tivemos algum contato físico com a Sam foi aos 9 anos, sabia? Nós dois trombamos nela. Nós dois fizemos ela cair.

— Não me lembro disso — falei cruzando os braços. Na onde ele queria chegar?

— Para ser honesto, eu não gosto de você, Matthew. Não gosto mesmo. Você mente, manipula e é egoísta. Você brinca com garotinhas e as faz chorar. Você é detestável. Mas ela gosta. Não sei o que ela viu em você e não acho você o cara certo pra ela. Mas sabe que… nessa última semana, eu nunca a vi tão feliz. — Ele deu uma pausa, engoliu em seco e continuou — Eu sinceramente te acho um babaca e acho que você vai ser um babaca maior ainda se magoá-la. Se você joga-la no chão como fez há anos, eu vou estar lá pra levanta-la. Não vou cometer o mesmo erro. Aquele dia, tanto tempo atrás, nós dois deixamos ela cair. A diferença é que eu a levantei. Você não. Você se foi. Você a deixou caída, lá naquele chão frio da escola. E dessa vez, se for pra alguém jogar a Sam de novo no chão, vai ser você, e eu é que vou levantá-la. Eu que vou pegar a mão dela. E aí você vai saber que perdeu. Que a perdeu.

Demorei um tempo para absorver as palavras, encarando um ponto distante a minha frente. Quando voltei para o planeta Terra, Will tinha um sorriso convincente e estava indo.

— Você perdeu. Assume logo, porra! Você perdeu. Aceite! — falei com raiva.

Will não diminuiu o passo e logo sumiu, indo para algum lugar da praia.

Pov’s Matthew OFF

Aquilo era ridículo. Eu não podia simplesmente ficar chorando igual uma vaca inútil. Eu tinha que parar de chorar.

Ah, qual é, eu era uma tapada.

T-A-P-A-D-A

TA-PA-DA

Como eu nunca tinha percebido? Como? Todos os sinais estavam lá, estampados, escritos, desenhados, materializados. Só eu não via.

Durante muito tempo Will fora a única pessoa que havia conseguido me fazer bem, a me fazer feliz de verdade, diferente de todas as outras pessoas, e nunca exigia nada por isso. E o que eu havia feito? Pisado, chutado e arrebentado ele.

Ai, minha nossa. Eu podia morrer e viver outras milhares de vidas, mas eu nunca iria merecer aquele cara.

Eu era uma pessoa horrível. Como eu podia ser tão mesquinha com ele? E agora, o que eu estava fazendo? Me lamentando igual uma tapada que eu era.

Eu tinha perdido ele. Will tinha desistido de mim. Ele ia sair com outra garota, ia comer ela, namorar ela, casar e ao mesmo tempo se tornaria o melhor amigo dela. E eu? Eu seria só uma idiotinha na lembrança dele.

Me recordei do nosso primeiro beijo juntos. Naquele momento… tudo parecia tão nada a ver. Eu não dava a mínima. Não me importava nem um pouco…

Me levantei do chão. Eu estava abraçada aos meus joelhos.

Voltei para a cama e peguei o caderno que eu havia escondido embaixo dos lençóis quando Will entrou no Closet. Devolvi-o para o ventilador.

O que fazer agora?

Ir atrás dele?

Tudo estava tão confuso…

Por um lado, eu tinha Matthew, e eu gostava dele, gostava mesmo, mas… mas… não era como se ele me completasse.

Eu tinha que falar com o Will. Eu tinha que falar pra ele que eu já sabia da verdade… mas e depois?

Eu sinto sua falta

Ele havia sido tão frio comigo quando eu disse isso. Will havia saído, e me deixado lá… Porém eu sentia falta dele pra caralho. Doía estarmos separados e eu simplesmente não podia deixar nossa amizade ir pro brejo.

Ai, me ajudem. Eu não sabia o que fazer.

Talvez… talvez eu devesse ir atrás dele… agora era a minha vez… ele já havia feito tudo que podia por mim. É, eu devia ir atrás dele… pelo menos conversar.

Saí do quarto decidida. Fiz um coque mal feito no meu cabelo e estralei os dedos.

Ele não devia estar longe…

— Ei, Sam.

— Matth… — falei, surpresa.

Matthew tinha acabado de chegar ao andar de cima. Seus cabelos quase caíam nos olhos. Vestia jeans Levi’s, Vans vermelho e uma camiseta cavada. Ele estava bonito como sempre. Deu um sorriso fraco.

— Tudo bem? — perguntou.

— É… ahn, claro — respondi.

Ele me analisou atentamente.

— Não parece estar bem — concluiu.

Sorria, idiota. Não deixe ele perceber que você estava chorando.

— Mas eu estou — forcei um sorriso.

— Hm.. se você diz! — ele se aproximou de mim e pegou na minha cintura. Aproximou seus lábios… hesitei, afastando a cabeça.

— O que foi? — perguntou arqueando as sobrancelhas.

— Eu.. só não estou afim agora — sussurrei.

Matthew ficou quieto por alguns segundos, quando falou, sua voz veio baixa:

— Sam… estamos juntos há mais de uma semana. Eu só quero saber o que é que a gente tem.

Certo, eu deveria esperar por isso. Ele tinha o direito de saber se o que a gente tinha era sério ou não. Mas acontece que nem eu sabia.

— Sam, você gosta de mim?

— Claro que sim… você sabe que eu te odeio te gostando — falei com um sorrisinho.

Ele deu um sorriso desconfortável.

— Você sabe o que eu quero dizer… É que… você escapa de mim sempre. Não quer dormir comigo, não é sempre que você quer que eu fique ao seu lado e tem isso… de você não admitir pra todos que estamos juntos.

Suspirei.

— Quer ter essa conversa aqui mesmo? —- perguntei.

— Vamos no meu quarto. Josh não está lá — falou ele.

Entramos no quarto de Matthew, que era só um pouco menor que o meu. A cama dele era grande e espaçosa. A janela também era menor e diferente do que eu imaginava, aquele quarto não era nenhum chiqueiro.

Quero dizer, pra mim Mathew Stonem sempre foi o tipo de garoto que larga cuecas, embalagens de pizza, latas de cervejas, tênis e um monte de tranqueira no chão do quarto, mas não, ali até que era tudo… engomadinho.

Matthew fechou a porta atrás dele. Sentamos na cama.

— Não é nada com você… de eu não querer transar… mas é que minha primeira vez não foi uma boa experiência — comecei.

— Por quê?

— Foi com meu ex. O Tyler.

Matthew deu risada.

— Tyler Foster? Tá de brincadeira, né? Ele é seu Ex? Tyler não é…

— O cara que estudava na nossa escola ano passado, 2° ano, que agora está em um colégio interno para jovens problemáticos e delinquentes — falei automaticamente.

— Certo — Matthew assentiu, tentando não dar risada.

— Acontece que logo depois que eu e ele… você sabe. Ele foi pego e mandado para esse reformatório. E a gente nunca mais se viu. Terminei com ele por telefone.

Tyler, o cara que entregava drogas pela vizinhança em um carro que nem era dele. O meu ex namorado.

Aquela com certeza não seria uma das histórias que eu contaria para os meus netos. Se é que algum dia eu chegaria a ter netos.

— Uau — exclamou.

— Eu quero que minha segunda vez valha a pena — murmurei.

Matthew bufou.

— Confie em mim um pouquinho só… Eu não vou ser preso e eu não vou te deixar… confie em mim e eu juro que você não vai se arrepender.

Tá, agora aquilo com certeza estava complicado. De um lado, meu melhor amigo apaixonado, do outro, o meu ficante querendo transar e eu muito afim.

Matthew pegou minha mão.

— Você quer? — sussurrou.

O cheiro dele era bom, ele era bonito e eu adorava os beijos dele… Se eu queria?! Não, imagina.

Só que acontece que… eu não estava amando Matthew Stonem…

— Matth, estamos há tão pouco tempo juntos…

Antes que eu dissesse mais, Matthew me beijou. Foi intenso e bom… mas… Will.

Matthew me pegou no colo. Rodeei minhas pernas em volta de sua cintura. Ele andou até a porta e a trancou a chave, sem ousar descolar nossos lábios. Deitamos na cama. Senti a pele quente dele sobre a minha, acariciando, roçando, envolvendo… As minhas roupas foram para o frio e solitário chão alguns minutos depois. Seus lábios não desgrudavam do meu, a não ser para explorar meu corpo e me fazer implorar por mais. Eu não conseguia resistir.

— Sam… — gemeu ele.

Fechei meus olhos. Talvez estivesse na hora de dar uma chance para alguém.

Eu me sentia drogada, usando qualquer uma dessas porcarias, de tão maravilhosa as sensações… A diferença era que eu não corria riscos de uma overdose.

— Sam… geme meu nome…

Arranhei as costas dele, fiz carinho e mordi seu ombro. Eu sentia uma leve dor… misturado com uma coisa boa. A coisa boa. O prazer.

Ele acelerou, frenético... e eu tive vontade de gritar alto, na mesma altura do prazer. O único problema era que… minha mente não estava ali. Nele.

Por mais escroto que parecesse ser…

— Geme meu nome, Crimsey.

Cheguei ao ápice. Meu corpo parecia em chamas, um calor intenso, um calor que não ardia e que não queimava. Um calor prazeroso.

— S-Stonem — gemi. Só que naquele momento, eu estava com outro nome na minha mente. Era outro nome que eu queria que me fizesse gemer.

Carter.

Notas finais
É, pois é, Matthew é do tipo persistente, não? Inicialmente, eu ia fazer, sim, fiquem chocadas, fazer a Sam gemer outro nome ali no último diálogo, tá? Maaaas, como eu não sou a favor de tretas (só de vez em quando rçrçrçrç), mudei isso, e deixei só no pensamento mesmo kapskakkspk Não culpe a Sam por não ter dito a respeito do caderninho, o.k, Will foi cruel com ela, mesmo que ela mereça. Ah, para dar um pequenino Spoiler para vocês, próximo capítulo Sam vai morrer de ciúmes de uma certa pessoinha, o.k? Vai faltar pouco pra ela não matar alguém. Enfim, deixem comentários, aliás, alguém voltou a ser #TeamSatthew depois dessa, hum, gratinada? rrçrçrçr amo vocês