You And The Stars

19 Let's laugh, stupid


Notas iniciais
Geeeeeeeeeente, ho ho ho, feliz natal! Esse final de ano anda sendo lindo pra mim, só porque tô lendo livros bacanas, assistindo American Horror Story e escrevendo essa fanfic! E obrigada a minha diva, linda e fofa Mrs. Lerman pela perfeita recomendação! Obrigada, sério, foi lindo! Obrigada, obrigada, obrigada, e mais um milhão de obrigada! Ai meu Deus, como não te amar, e aliás, como não amar todas vocês... Obrigada, acho que todo mundo deveria ter uma leitora perfeita como você... Aliás, vocês todas são tão perfeitas, por quê? por quê? O que eu fiz pra merecer?! Como hoje é natal, eu tinha dois capítulos prontos e agora tô postando como um só... Enfim, boa leitura e até lá embaixo!

Pov’s Matthew

Ficar aqueles dias todos sem falar com Samantha foram difíceis, mas necessários.

Em primeiro lugar, eu me sentia confuso. Eu nunca antes tinha sentido tanta raiva de alguém quanto senti ao ver Nicholas se aproveitando de Sam. Foi a pior sensação que eu já tinha tido também, me sentir tão dependente de vê-la bem. Mas por quê? Eu sempre tinha sido tão mesquinho, sádico, gostava de ver os outros sofrerem, mas naquele momento não.

Eu estava gay, realmente eu estava gay. Sentindo. Sentir não é coisa de gay?

Eu havia desistido de tudo. De transformar Samantha em só mais uma das minhas ficantes, pelo menos por hora. Eu tinha decidido me afastar dela, era o melhor a se fazer. Afinal, era culpa minha mesmo, não era? Se eu não tivesse dado aquela merda de festa, Nicholas não teria entrado e nada daquilo teria acontecido.

Eu só trazia problemas pra vida dela.

E nos dias que eu e ela havíamos ficado sem nos falar, eu senti falta dela, tipo, muita falta. Bem, pelo menos eu achava que era falta, porque eu sentia uma vontade compulsiva de falar qualquer coisa pra Sam; queria fazê-la sorrir e principalmente irritá-la; toda noite eu sentia um aperto no peito e dormia como se meu dia não estivesse completo; algo em mim ficava furioso quando a via conversando com Will. Mas principalmente eu sentia falta de irritá-la. E obviamente Sam também tinha sentido falta de ser irritada porque ela indo atrás de mim. Ela também estava sentindo minha falta e não escondeu a decepção quando eu disse que não encheria mais seu saco.

E aí, sabe o que eu fiz? SABE O QUE EU FIZ? Uma coisa que me fez merecer levar uma cintada na cara: Fui completamente viado. Falei o que eu ainda nem sabia o que sentia, até aquele momento.

— Acho que você não entendeu. O meu medo não é você estar apaixonada por mim, porque você não está, eu sei. O meu medo é eu estar apaixonado por você.

Ela me olhou como se eu fosse um Alien, e ficou me olhando assim durante uns 5 segundos, no máximo 10. De 5 a 10 segundos muito constrangedores.

E aí Samantha Crimsey deu risada.

Isso mesmo, ela deu risada. E não foi um risadinha baixinha, do tipo “hi hi hi awn, como você é fofo, i love u too”. Não. Foi um gargalho, do tipo “HAHAHAHAHHAHAHHAHAH, COMO VOCÊ É BOIOLÃO, MATTHEW, SINTA COMO EU TE ACHO PANACA E BOCÓ QUE ATÉ RIO NA SUA CARA”.

Eu fiquei vermelho, fechei a cara e cruzei os braços, apenas observando e esperando o momento em que ela se cansaria de dar risada. Desejei que ela se engasgasse com o ar.

— Fala sério, Matthew! Você é um péssimo piadista — disse ela, finalmente sem rir.

— Não era uma piada.

— Ah, fala sério. Fala sério! Um garoto como você não se apaixona por uma garota como eu. Além do mais, eu não sou o tipo de pessoa por quem alguém se apaixona.

— Por que não?

— Por que não? POR QUE NÃO? Olhe só pra mim. Eu sou bizarra. Tenho sérios problemas com descontrole emocional e uma coisa chamada: eu sou completamente detestável. Você não gosta de mim. Você só ficou com pena de mim porque colocaram as mãos nos meus peitos enquanto eu estava bêbada. Mas tudo bem, supera isso. Eu já superei.

Fiquei encarando ela, certa que era completamente maluca. Espera aí, ela era completamente maluca.

— É… você tá certa — concordei sem graça. Ela tinha acabado de me dar um fora, reparou? O que eu podia fazer além de concordar?

Ela me encarou dos pés a cabeça, séria. Focou no meu rosto e abriu um risinho, depois caiu na gargalhada de novo.

— Você apaixonado por alguém! Vamos rir! Aliás, você apaixonado por mim! Por mim! Matthew, você mente muito mal. — Ela parou de rir e pareceu ficar totalmente apavorada — Você não estava falando sério, estava?

É, ela era louca, pirada, desmiolada.

— Não — falei com frieza.

— Que bom. Eu não iria gostar de te dar um fora.

Deixa eu te contar uma novidade, docinho: você já deu. Ou eu me sentia machucado como se tivesse levado um.

— Não vai ser necessário.

Ela fez um coque frouxo nos fios.

— Matthew — chamou.

— Eu.

— Quando a gente começou a se odiar?

Quando você começou a me odiar, ela queria dizer, não é?

— Verão passado. Nossos pais nos obrigaram a ir com eles acampar naquele acampamento, daí eu fiz um amigo lá, lembra-se dele?

— O Connor, né?

— É. Ele me desafiou a te chamar de gostosa, e eu te chamei. E você começou a me tratar mal, e agora a gente se odeia.

— Eu já te odiava antes disso — girou os olhos.

— Então o por que é um mistério — falei simplesmente. Eu estava decidido a não falar mais com ela, mas por que ela não colaborava, merda?

Ficamos em silêncio. Ela desfez o coque que havia feito.

— Você vai continuar me evitando? — perguntou.

Sim.

— Eu não sei por que você se importa tanto.

— Eu senti sua falta.

— A gente já conversou sobre isso. Eu só trago problemas pra você.

— Porque quer. Se você fosse menos idiota.

Alguns minutos atrás ela havia dito que não era eu que trazia os problemas.

Suspirei. Do que adiantaria eu ficar evitando ela mesmo? Do que adiantaria se eu também sentia falta? Sentia falta e não era pouca.

Saudade causa sofrimento.

Sofrer pra quê?

Isso soou meio gay, né?

— Tive uma ideia. Vamos recomeçar? — perguntei de repente.

— Recomeçar?

Joguei meu cabelo para trás, arqueei a sobrancelha, abri um sorriso e estendi a mão.

— Oi, eu sou Matthew Stonem.

Ela hesitou um pouco, parecia indecisa, até que abriu um fino sorriso e estendeu a mão.

— Eu sou Samantha Crimsey.

Pov’s Matthew OFF

(…)

— Sério, eu não tô afim de sair.

— Como assim não está? — perguntou Emma

— Eu… só não estou.

Ela me olhou de cara feia.

— Já reparou que você nunca tem tempo pra mim? — disse cruzando os braços.

— Para com isso. É claro que eu tenho, mas só se você ficar aqui.

— Sam, eu quero conversar com você, é importante.

Olhei para ela. Estávamos na sala de estar. Todos os outros estavam pegando a janta. Estávamos sozinhas, mas se fossemos contar, tínhamos mais… 5,4,3,2,1…

— Oi, gente — falou Will.

Sozinhas.

Suspirei.

— Vamos lá para o meu quarto, porque eu não vou no quiosque.

Puxei ela pela braço.

— Tchau, Will — falamos em coro.

Subimos a escada e entramos no nosso quarto. Fechei a porta. Sentamos na minha cama.

— Pode falar agora — eu disse.

— Sam… Josh e eu…

Arqueei a sobrancelha, convidando-a a continuar.

— Eu gosto do Josh.

Revirei os olhos.

— Ah, é mesmo? Jura? Não havia percebido. Ninguém havia percebido. — ela fez cara feia. Meus ombros caíram. — Ele é um cara legal.

— Eu sei e… ele também gosta de mim.

— Que fofos.

— Eu sei.

Emma me olhou com uma cara estranha, como se decidindo se devia ou não contar.

— O que foi? — perguntei. — O que rolou?

— Josh e eu… Josh e…

— Josh e você… — arqueei a sobrancelha.

— Nós transamos.

Fitei ela, boquiaberta.

— Você perdeu sua virgindade?

— Perdi — murmurou.

— Não acredito! Mas… mas… Josh e você nem estão…

— Não estamos. Mas eu gosto dele.

Respirei fundo, reprimindo a vontade de dar um tabefe nela por ser tão apressada.

— Doeu? — perguntei por fim.

— Tá doendo ainda — falou ela.

Do jeito que ela falava parecia uma tortura.

— O quê? Que horror! Faz quantas horas que você e ele…?

— Sei lá… uns 10 minutos. Só paramos pra ir jantar. E agora eu tô aqui.

Suspirei aliviada.

— Ah, tá… tá explicado então. Mas na onde vocês fizeram…? Não foi aqui, né? — falei gritando a última frase.

Ai, que nojo, que nojo, nojo eterno.

— Não. Foi naquele último quarto. Da direita. Só tem uma cama nele e mais nada.

Ainda bem.

— Ah… Que bom que não vou precisar queimar os lençóis dessa cama.

Ela deu uma risada fraca.

— Você acha que ele vai te pedir em namoro? — perguntei.

— Acho que sim. Matthew e ele são tão diferentes.

— É — concordei sem perceber. — Epa, pera, como assim?

— Ué, Matthew não é um idiotinha como você sempre diz? Então.

— É. Ele é. Mas eu tô começando a achar que ele até que tá dando umas melhoradas.

Emma olhou pra mim com malícia. Só porque defendi ele, que saco.

— Que foi? — perguntei.

— Hm… tá dando umas melhoradas, hein?

— Sim, e daí? Eu sinto, sabe? Eu sinto quando as pessoas não prestam, quando elas tentam melhorar, quando elas mudam…

— Será que sente mesmo? — perguntou ela. Eu sabia do que ela estava falando. Nicholas.

— Eu tava bêbada, puta que pariu — revirei os olhos. Acho que nunca me deixariam esquecer daquilo.

— Ah, bem, de qualquer forma, eu aceito Matthew e você, desde que ele prove que mudou. Só não aprovo Will e você. Credo.

— Por que não?

— Vamos ser amigos, para sempre. Nada pode passar disso, entendeu?

— Tá, tá, tá. — Ficamos em silêncio. — Tô com fome.

Ela se levantou e estendeu a mão para me ajudar a levantar.

— Vamos lá jantar.

Pov’s Will

Eu tinha que tomar uma atitude, eu tinha que fazer alguma coisa, eu tinha.

Vai levar um fora.

Era isso que passava na minha mente 24 horas por dias, não, pera, 25 horas.

Mas eu realmente ia levar um fora.

Mas fazer nada é pior, babaca.

Ah, que se foda. Eu não falaria pra ela sobre meus sentimentos. Pelo menos não tão cedo.

Ter sentimentos… coisa de gay.

Tanto faz.

Sabe o que eu senti ao ver aquele cara abusando dela? Bem, pense na coisa mais idiota que já fizeram com você, a coisa que mais te deixou furioso, a coisa que te fez nem racionalizar direito, de tanta raiva. Agora multiplique por 100. Exatamente.

Agora imagine vê-la defendendo ele, quando eu bem sabia que tudo não era verdade. Eu tentava me convencer que já havia acabado. Ela nunca mais veria Nicholas e vamos glorificar de pé que ela realmente não considerou aquilo estupro. Imagine uma Samantha depressiva por ter sido abusada. Imagine uma Samantha mais louca ainda.

Não, valeu. As coisas estavam melhores do jeito que estavam.

Estávamos todos no deck, jantando. Todos, menos Emma e Sam.

Matthew e Josh estavam sentados meio afastados de todos, davam risadas baixinho. Matthew deu um soco de leve no ombro de Josh.

Os pais de Samantha jantavam em silêncio. Os de Matthew também. A mãe de Samantha parecia ter ficado bastante abalada com o que tinha acontecido com a filha, mas que mãe não ficaria? A minha. Mas isso é outra história, anyway, a mãe dela pediu a tigela de molho para o pai de Matthew e ele passou para ela. Eles trocaram um olhar demorado, ela até arqueou a sobrancelha e ele deu um risinho. Tá, isso foi estranho.

Minutos depois, Samantha e Emma entraram no deck segurando os pratos de comida e o refrigerante.

Josh devia ter ouvido o barulho da porta sendo aberta porque ele se virou para olhar e sorriu para Emma. Ela retribuiu e foi se sentar do lado dele. Sam acenou para mim e se sentou ao meu lado. Do outro lado, Matthew saiu de lá e veio se juntar a nós.

— Ei, parece que vai chover — falei encarando o céu. Realmente parecia. Nuvens enormes e escuras se formavam no céu, se fosse chover, iria tipo, chover muito.

— Que bom. Amo chuva — disse ela.

— Eu gosto, mas ainda não são nem nove da noite — falou Matthew, com um muxoxo.

— E daí? — perguntou ela.

— E daí que ainda tá cedo pra chover. Por causa disso eu não vou poder sair.

— Uau, que coisa — Sam disse e girou os olhos. — Vai entrar em depressão.

— Pra você não faz diferença, mas pra fim faz. Você é anti-social, eu não.

— Eu não sou anti-social! — disse ela, engolindo a comida rapidamente.

— É sim, e é tímida, é esquisitona, é estranha. É típica aquelas menininhas de filme da disney — falou ele.

— Vá se ferrar, Matthew — ela xingou.

Ele deu uma gargalhada alta. Que cara irritante.

— Relaxa, você não é tímida ou anti-social. Você é anti-idiotas.

— Exatamente. Vish, acho que já deu sua hora, Matthew.

— Engraçadinha.

— Vocês não cansam nunca? — indaguei.

— De quê? — Matthew e ela perguntaram juntos.

— De ficar discutindo sem parar. Que saco, isso é irritante. Samantha, porque você simplesmente não para de falar com Matthew, e Matthew porque você simplesmente não vai arrumar uma namorada que te ache divertido e que não seja estressada?

— Simples, meu chapa, porque a gente não quer — respondeu Matthew.

— Tipo isso, Will — ela deu um gole no refrigerante. — A gente até tentou recomeçar.

— Não deu muito certo — arrematou Matthew.

— Vocês não são normais, sabiam? — resmunguei.

Samantha terminou de comer e fez um muxoxo.

— Relaxa, isso só vai durar até o término das férias.

— Provavelmente — falou Matthew.

— Sim. Depois eu vou mudar de escola.

— Sério? — disse ele. Eu jurava que ele estava decepcionado.

— Não! — Ela deu uma gargalhada. Eu gostava do som da risada dela.

— Que bom, e mesmo se você mudasse eu iria atrás de você. Já enjoei de nosso colégio mesmo.

Ela colocou o prato para o lado.

— Não acho impossível. Vamos entrar, já tá começando a chover.

Ela pegou o prato, se levantou e me puxou pelo braço.

— Vamos, Willie.

WILLIE? Ela com certeza tinha tirado o dia pra ser irritante.

— Willie não, você sabe que não gosto que me chamem assim, merda.

— Ah, qual é, Willie é fofinho.

Ela tinha afinado a voz. Blah.

— Tá bom então. Sammyzinha — imitei o mesmo tom dela.

Samantha bufou, mas deu risada.

— Tá bom, já entendi. Não é fofinho.

— É isso aí.

Peguei na mão dela e entrelacei nossos dedos. Ela não pareceu se importar e começamos a andar juntos até a porta.

Emma e Josh também se levantam, e eles estavam de mãos dadas.

— Eles estão juntos? — murmurei para Sam.

— Mais… ou menos — respondeu.

— Nós podemos ser os próximos — sussurrou Matthew que estava bem atrás da gente.

Samantha girou os olhos.

— Até parece.

Ou eu e ela.

Ah vai, era provável.

Povs Will OFF

Notas finais
Foi só um pouco cruel a Sam dando risada do Matth, né? Eu tenho uma amiga jumenta que faz tipo isso, mas ela dá risada porque fica com vergonha, é mais ou menos assim: "Quer ficar comigo, Nath?" "kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Não." Geeente, vocês tão comendo muito na casa da tia? Ninguém vai ficar bêbado não, né? Se caso alguém ficar, me falem se vocês virem um Will ou um Matth por aí. Que tal vocês seguirem o exemplo da linda Mrs. Lerman e me darem uma linda e bela recomendação de Natal e como meu presente de aniversário, que por acaso é domingo? Que tal? Que tal, hein? Não?! O.k :c Enfim, leitores fantasmas apareçam, É NATAL! É NATAAAAAL! ignorem minha retardadice, por favor u.u Deixem reviews e feliz natal pra todas vocês! i l-l-l-love vocês Bye