You And The Stars

16 I hate my life


Notas iniciais
Ei, gatas Espero que vocês gostei desse capítulo e etc e tals Boa leitura e até lá embaixo

Tanto fazia. Do que adiantaria eu ficar de cara feia virada pro Matthew? Exatamente, nada. Afinal de contas, nos falando ou não, nunca passaríamos de colegas. Então tanto fazia eu aceitar as desculpas. Só que, na real, não estava nos meus planos ser abraçada e jogada na areia.

— Awwwn, que bom que voltamos a nossa linda amizade — disse Matthew. Ele só podia ter dito isso na ironia, né?

— Ai… — gemi de dor. — Tá, tá, sai de cima de mim!

Ele se jogou pro lado e se sentou na areia. Me sentei também.

— Eu aceitei suas desculpas, mas isso não quer dizer que eu queira você me abraçando, o.k? — falei cruzando os braços.

Matthew olhou pra mim com um sorriso divertido estampado no rosto.

— Você não precisa dizer. Os melhores abraços vêm quando menos se esperam.

— Blá blá blá. Pare de usar essas frases prontas quando não sabe mais o que falar — bufei.

— Pare de resmungar, garota. Isso acaba com sua beleza — disse ele, revirando os olhos. GROSSO.

— O quê?

— Não era pra dizer o que queremos que pare um no outro?

— Não!

— Ah, tanto faz. Por que você não sorri mais? Você é mais perfeita ainda sorrindo.

Grosso.

Fofo.

Porra, só quem podia ter oscilações de humor era eu!

Fiz uma careta.

— Para de ser gay, fera — falei.

— Não concorda?

— Tanto faz — encarei ele —, mas obrigada.

Devia ter dado meio dia, porque de repente o sol estava bem na minha cara.

— Vem, vamos entrar — ele se levantou e estendeu a mão para mim. Me levantei com sua ajuda.

(…)

Uma semana e meia depois

–– Ei, Emma? — chamei.

— Oi — respondeu ela.

— Tem certeza que entre você e o Josh é só amizade?

— Tem certeza que entre você e o Will é só amizade?

— Perguntei primeiro! Há!

Emma girou os olhos.

— É claro que sim.

— Hm… sei — assenti.

— Para com isso! — exclamou ela.

— Isso o quê?

— Essa sua ironia, que droga!

— Eu? Irônica? Nunca — foi minha vez de girar os olhos.

— Tá, tá. Tchau — então ela saiu do quarto batendo a porta.

O que foi que eu fiz, poxa?

Me joguei da cama, caindo no colchão do Will. Abri o criado mudo e peguei meu caderninho. Fiquei rabiscando algumas frases aleatórias. Eu gostava de escrever quando estava no tédio. Alguns minutos depois saí do meu quarto e encontrei papai, mamãe, e o sr. e a sra. Stonem no sofá. Todos eles vestiam suas melhores roupas de festas e pareciam, tipo, bem animadinhos para o meu gosto.

— Sammy! Meu anjo! — falou minha mãe abrindo um sorriso exagerado.

Anjo? Para, só eu podia ser troll..

— Oi — falei sem nenhuma animação.

— Meu docinho, a gente vai sair — disse meu pai.

— É mesmo? — ironizei, olhando-os dos pés a cabeça.

— Nós vamos em uma pequena festa que um dos moradores das redondezas está fazendo, vai ser algo bem simples. Vai ter ioga à beira-mar, ginástica, alimentação só de peixes e grelhados! Vai ser incrível! — disse Carly. Nossa, incrível, realmente, eu havia sentido até uma invejinha dela, pode apostar. Principalmente porque eu adorava ioga, nossa, demais, sérião.

— Que legal. E quando vocês voltam?

Um silêncio se passou entre eles. Mamãe se adiantou e murmurou:

— Amanha de manha. Não fale nada para o Matthew… ele já sabe que vamos sair, mas não que não retornaremos hoje…

— Ah, oras, por que não contam para ele? Ele é um bom menino — arqueei a sobrancelha.

— Você sabe que não, Samantha — falou o sr. Stonem. — Aquele deliquentezinho vai aprontar alguma se descobrir.

— Enfim, nós já estamos indo — falou papai. — E juízo, hein? Estamos confiando a casa em você, minha filha.

Eu era digna de confiança, awn.

— Tá, tudo bem, relaxem e se divirtam — assegurei.

Um a uma eles foram saindo da casa. Bati a porta com força e travei a porta à chave.

— YEAH! Hoje a casa é minha — corri até a cozinha, me preparando para devorar um super cheeseburguer e uma lata spray de chantily quando Matthew entrou no meu caminho.

— Hoje a casa é sua? Tsc tsc tsc, acho que não — falou ele, com um risinho.

— Aaah, sai da frente, assombração! — disparei.

Ele me segurou pelos os ombros, rindo com prazer. Eu juro que quis socar a cara dele.

— O que você ouviu? — perguntei.

— Hm… ouvi você gritando “Yeah, hoje a casa é minha”.

— Antes disso.

Ele abriu um sorriso, e o sorriso dele era irritantemente perfeito.

— Eles só voltam amanha e agora só é — ele olhou no relógio — 6 da tarde.

— Tá, mas e daí que eles só voltam amanha? — perguntei tentando não parecer insegura. Acho que não funcionou.

— Adivinha? — ele aproximou o rosto dele do meu, desafiador.

— Fala logo, idiota.

— Festa. Eu amo festas. Acho que aqui vai caber várias pessoas. Vamos ver„. dá pra chamar os jogadores de vôlei, os surfistas, as surfistas, as vizinhas gostosas, as amiguinhas dos jogadores de vôlei. E eu acho que tem bastante comida e tequila na geladeira. — Ele pensou no que disse. — É, pois é, acho que é isso.

— Eu odeio minha vida — bufei.

— Ah, para com isso, loira — ele pegou uma mecha do meu cabelo e ficou brincando com ela por entre os dedos. — Você vai se divertir.

Dei um tapa na mão dele.

~- Não me chame de loira.

— Seu cabelo é de que cor? Preto? Azul? Verde? Pink? Não. Ele é loiro, então você é loira. Loira.

— Você é muito irritante, sabia? — falei. Não disse aquilo na maldade.

— Mas você gosta.

Revirei os olhos.

— Fique a vontade para fazer o que quiser na casa. Vou para o meu quarto.

— Ah, Sam, qual é. Vamos nos divertir. A gente dá um jeito de deixar a casa impecável até amanha, e eles nem vão saber de nada.

— Não! Se você quer se foder, se fode sozinho, não me meta no meio.

— Mas a gente pode fazer juntos. Fodermos juntos, e eu posso meter em você.

— Babaca — disparei, boquiaberta.

Me virei pronta pra ir pro meu quarto, mas antes ele agarrou minha mão e entrelaçou nossos dedos.

— Seu babaca.

— Para com isso, Matth — reclamei. — Que droga.

— Sam, o que eu faço pra te ter?

— Morra e nasça de novo. Nasça menos babaca.

Me desvencilhei e saí de lá, esquecendo completamente que eu pretendia ir pra cozinha antes dele me barrar.

(…)

A bagunça lá embaixo era enorme. Aquilo estava me deixando furiosa e irritada. Na única vez que eu saí para fora de meu quarto, havia gente pra todo lado. Fumando, usando drogas, injetando. E isso fazia eu me lembrar de quando eu mesma usei aquilo, e isso me fazia ficar tentada a usar de novo. Mas eu não falharia com minha promessa, eu simplesmente não podia voltar a usar.

Porém, com certeza não teria problema nenhum se eu tomasse alguma coisa com álcool, não é? Fala sério, todo mundo bebia.

Saí do quarto evitando ao máximo chamar atenção. E evitei contato físico também, eu queria ser invisível, chegar na cozinha, pegar o máximo de garrafas possíveis e dar o fora. Sem ser vista. Como eu era inocente, me iludi completamente.

Com três garrafas de tequila enfiadas embaixo do braço, saí da cozinha. Voltei para o meu quarto, dessa vez esbarrando em qualquer um e enfiando o pé na frente das pessoas para que elas caíssem.

Cheguei ao meu quarto viva — um salva de palmas — e bati a porta. Me joguei na cama e caí de boca no gargalo da primeira garrafa.

Pov’s Will

Eu estava no deck com a Emma e o Josh. Aliás, aqueles dois tinham alguma coisa sim, com certeza. Era tão óbvio, não paravam de trocar olhares e roçarem as mãos… Não que isso fosse da minha conta.

Como eu estava dizendo, eu estava no deck com a Emma e o Josh quando as primeiras pessoas começaram a chegar. Não demos muita bola. Uma hora depois, a casa já estava enfestada de gente. Será que isso tinha dedo da Sam? Conhecendo o histórico dela com pessoas, era bem claro que não.

Ah, sim, Sam havia voltado a falar com Matthew — que infelicidade — o que dificultava as “coisas” já que ela gastava parte do dia trocando insultos com ele, quando ela bem que podia estar comigo.

— O que está havendo? — perguntou Emma.

— Obra do Matth, com certeza — falou Josh.

Me levantei.

— Vou ir lá ver — falei.

Entrei, me apertando no meio das pessoas que dançavam ao som de uma música frenética. Depois de quase ser pisoteado e estapeado no meio de toda aquela gente, achei Matthew sentado na escada, com um embrulho pardo na mão e uma garrafa de tequila na outra.

— William! Meu rapaz! Eu sabia que você não ia aguentar e iria vir pra minha festinha! Quer pó, cara? Faço um desconto especial para você,

— O quê? Matthew, que porra é essa? Samantha está sabendo disso?

— É claro que sim, ela se trancou no quarto — ele estendeu o dedo, me convidando para me aproximar do rosto dele. — Vi ela subir com três garrafas na mão.

— O QUÊ? Qual é a merda do seu problema, cara? Como você deixou isso acontecer? Não sabe que a Sam toma remédio controlado e que… — respirei fundo, ainda sem conseguir acreditar. — Você é um merda mesmo.

Ele me olhou estupefato, meneou a cabeça. Eu poderia socar a cara dele, acabar com ele ali mesmo, porque raiva e vontade era o que não me faltava, mas ao invés disso, decidi não perder mais tempo e ir para o quarto que Samantha estava. Ouvi Matthew gritar meu nome, e soube que ele estava bem atrás de mim.

Coloquei a mão na maçaneta e a virei. Estava fechada. Chutei a porta e pedi para que ela abrisse. Ela não abriu. Matthew me empurrou pro lado e chutou a porta com força duas vezes. Ele arrombou a porta.

Entrei no quarto e encontrei Samantha só de lingerie na cama. Achei sexy até ver que ela não estava sozinha.

Pov’s Will OFF

Notas finais
Se eu falar, vou acabar dando spoiler e eu não posso dar spoiler... Enfim, só vou dizer que... o próximo capítulo vai ser cheio de emoções... e bem provavelmente vocês vão se decepcionar. Não deixem de deixar reviews, hein? Adoro vocês *-* Beijos