Notas iniciais
Hello, hello, hello Fiquei feliz capítulo passado porque ninguém ficou com raiva de mim, só do Nico mesmo uahsuhaus mas a verdade é que o que ele fez não fez muita diferença para a maioria, ele continua lindo, perfeito e divo e a maioria ainda quer ele de natal... I too! Enfim, vamos para o capítulo, espero que vocês gostem dele e tals Boa leitura e até lá embaixo...

Acordei na manhã seguinte me sentindo muito estranha. Não que eu não fosse estranha... mas não era todo dia que eu tinha noção de sentir isso. Parecia que alguma coisa estava errada. Para começar pela cama. Ela tinha uma coisa diferente. O aspecto, talvez. Depois olhei em volta. Aquele quarto não era meu. Era o de mamãe e papai.

Me sentei na cama e me espreguicei. Olhei minha roupa. Não era aquela roupa que eu me lembrava de ter colocado na noite anterior. Minha cabeça explodia. Doía muito. Havia um copo com água em cima da mesa de cabeceira e uma cartela de remédio. Reconheci imediatamente como o meu remédio. Tirei um e engoli com a ajuda da água.

Levantei da cama e saí do quarto. Senti tonturas. A casa estava uma bagunça, provavelmente da festa da noite anterior. Eu não iria ficar de castigo de novo por causa do panaca do Matthew, não iria mesmo, e ai se tentassem jogar a culpa em mim.

Desci as escadas. Todo mundo estava na mesa de café da manha, em um silêncio deprimente. Eles me olharam com um olhar estranho quando apareci. Que foi? Será que meu cabelo tava bugado?

Mamãe pigarreou.

–- Eles estavam esperando você acordar para recolher seu depoimento, Samantha.

Oi? Por quê? Não sabia que era crime ser obrigada a deixar um idiota fazer uma festa.

–- Ela não deve se lembrar -- falou o pai do Matthew -- Se você não tivesse dado aquela droga de festa... Isso é tudo culpa sua, heh -- ele fez um barulho que estava entre um muxoxo e um grunhido.

Matthew não disse nada.

–- O que tá havendo? -- perguntei.

Encarei Will. Sempre Will. Ele se ajeitou na mesa e deu um suspiro.

–- Ontem a noite, Sam. No seu quarto. Nicholas -- falou Wil, receoso. Ele se levantou.

Você já levou um balde de água fria na cara? Ou estava em um lugar quente e de repente saiu para um lugar frio? Ou então recebeu alguma coisa fria, bem no rosto, quando menos esperava? Então você sabe como eu fiquei na hora que ele me disse aquilo.

Logo as imagens da noite anterior invadiram minha mente, não muitas, mas o suficiente para entender o que havia acontecido. Caí de joelhos no chão. Quis chorar, mas controlei as lágrimas.

Era por isso que eu me sentia tão estranha.

–- Chegamos bem na hora, Sam. Matthew e eu. Juro que ele não teve tempo... -- Will disse. -- Agora ele está preso.

Certo. Respirei fundo. Contei até três mentalmente. Nada havia acontecido. Ele passou dos limites. Certo. Ele me violentou. Não tanto quanto teria se Matthew e Will não tivessem chegado. Certo. Tinham sido só alguns amassos. Certo. Eu não queria, mas meu corpo desejava. Certo. Isso me fazia ser um pouco culpada. Eu estava bêbada. Não havia tomado os remédios naquela manha. Certo. Eu tinha culpa. Eu mal pude me defender. Mas eu deseja. Apesar de que eu estava chapadona, eu gostei do toque dele, mas não queria, pelo menos não exatamente. Confere.

Seja positiva, Sam, seja positiva

–- Poderia ter sido pior -- murmurou Emma.

É, poderia ter sido pior.

Will pegou minha mão com delicadeza, continuou segurando-a até eu me levantar. Em seguida me deu um abraçou apertado.

–- Vai ficar tudo bem, o.k? Você é forte. Você supera rápido -- falou quando nos separamos.

Forcei um sorriso. Queria que fosse tão simples assim.

–- Tem razão -- sussurrei.

Will voltou para sua cadeira e eu me sentei ao lado dele. Na mesa, ovos mexidos com bacon.

Eu levei o garfo com comida à boca, mas eu simplesmente não conseguia engolir, não conseguia fazer aquilo descer.

Parecia que eu tinha travado.

Alguma coisa me lembrou que Matthew estava ali e que ainda não havia falado nada.

–- O que aconteceu com as outras pessoas? -- perguntei.

–- Mandei elas embora -- respondeu simplesmente.

Franzi o cenho quando ouvi a voz dele. De repente, eu estava com aquela música na cabeça.

–- I said maybe (I said maybe)

You're gonna be the one that saves me -- cantarolei baixinho.

Por que diabos estava com aquela música na cabeça? Tanto tempo que eu não a ouvia.

Parecia que nada fazia sentido. Nada mesmo.

–- Você sabe que não pode misturar bebida com remédio -- falou mamãe.

–- Eu havia me esquecido de tomar ontem -- murmurei.

–- É bom que você não se esqueça mais -- disse.

–- Não vou -- falei encarando o prato.

–- Termine de comer logo. Vou te levar na delegacia para prestar o depoimento.

–- Não me lembro de muita coisa.

–- Vai ter que se lembrar se quiser manter aquele louco preso.

–- O quê? -- ergui os olhos. -- Preso?

–- É, Samantha. Cadeia. Penitenciaria. Entende? -- disse ela, fechando a cara. -- É pra onde vão e ficam os criminosos como ele.

–- Por que eu deixaria ele continuar preso? Por que ele tentou me estuprar, é? -- falei, com raiva. -- E se eu dissesse que... eu queria? Isso mudaria as coisas?

Todo mundo me olhou da mesa com cara de tacho.

–- Samantha, você NÃO queria -- sussurrou Will.

Me levantei.

Eu não estava gostando nada daquilo, nada.

Respirei fundo.

–- Quem decide o que o meu corpo quer sou eu! Eu queria ter transado com ele! Eu queria, por que eu mentiria sobre isso? Só que eu estava bêbada, eu não sabia o que tava rolando direito e... e vocês sabem como eu fico sem meus remédios -- disparei gritando. -- E eu sabia que eu não podia, porque aquele cara é encrenca. E eu tava com medo e eu não sou burra e muito menos ingênua, e sabia que eu não podia! Mas eu queria ter trepado com ele. Queria mesmo e...

–- Cala a boca, Samantha! A próxima vez que você abrir a boca para dizer que queria que aquele cara tivesse tirado sua virgindade, eu mesma vou aí e te dou um tapa na cara! -- gritou minha mãe, ficando vermelha.

–- Virgindade? -- bufei -- Você não sabe de nada da minha vida. Mãe, eu não tenho mais cinco anos e você querendo ou não, eu cresci. Eu sei o que eu quero e o que eu não posso.

–- Será que sabia mesmo quando tomou aquele monte de tequila? -- disse ela. -- Samantha, você só tem 15 anos. ainda fede a papinha sabor legumes! Você não sabe o que está dizendo, não sabia o que estava fazendo e com certeza não queria aquele delinquente em você! -- ela se levantou.

Senti meus olhos marejarem. Me virei para meu pai.

–- Pai, diz pra ela que eu nunca precisei dela! Diz pra ela que eu aprendi a ser alguém quando ela sumia de casa pra ir pra puta que pariu!

–- Olha a boca, Samantha! -- gritou minha mãe.

Ele continuou encarando o prato, digno de pena.

Idiota, idiota, idiota, idiota!

–- Você é um trouxa! -- gritei e ele continuou sem falar nada.

Minha mãe respirou fundo e quando falou, sua voz veio calma e controlada:

–- Quando eu terminar de tomar meu café, você vai trocar de roupas, pegar sua bolsa e entrar no carro comigo. Nós vamos para a delegacia, você vai prestar queixa e dar seu depoimento sobre como aquele cara tentou te estuprar enquanto você estava bêbada e sem o controle de seus remédios. Muito provavelmente eles vão pedir o depoimento de Matthew e Will. E eles vão dizer o quanto eles pegaram aquele cara abusando de você. Nicholas é o nome, certo? Ele é um bostinha. Não tem dinheiro e vai ser mole prendê-lo com a linda ficha criminal que com certeza ele já tem. -- Ela sorriu. -- Tá me entendo? Nós vamos prender aquele maluco permanentemente. Você querendo ou não. Estupro é um crime hediondo.

–- Eu não vou mentir pra polícia. Não vou dizer que ele tentou me estuprar e não vou deixá-lo ser preso -- falei e senti as lágrimas escorrerem dos meus olhos. -- Eu podia até dizer alguma coisa pra ferrar com ele, só que... eu não vou. Não mais. Eu estou bem, não estou? Mesmo se eu não quisesse transar com ele, eu admito que ele passou um pouco dos limites, mas e daí? Não vou mais ferra-lo por isso.

–- Samantha, aquele cara tem 20 anos! Você tem 15! Ele é um pedófilo e vai ser preso! -- disse ela. -- E você vai fazer o que eu disse. Vou dizer e repetir: Você não queria dormir com aquele cara! Você estava sem seus remédios e bêbada! Você foi uma vítima e se ele continuar solto vai fazer...

–- Argh! -- exclamei entre lágrimas. -- Eu não vou dizer mais nada para você, afinal, você não faz ideia de como eu me sentia e como eu me sinto agora. Já disse tudo. -- Me virei para Will e Matthew -- Se vocês disserem qualquer coisa, qualquer coisinha que for para ferrar com o Nicholas, eu mesma conto para a polícia que vocês invadiram meu quarto e agrediram um cara sem que ele fizesse nada! Um cara que estava comigo e com minha permissão.

Will me olhou de cara feia. Matthew sequer olhou pra mim.

–- Samantha, você está agindo como uma piranha! -- falou minha mãe, perdendo o controle mais uma vez.

Senti nojo dela. Tanto nojo dela. Se ela não fosse minha mãe eu juro que já teria saído no tapa.

Mas ela era minha mãe.

–- Piranha? É isso que você acha que eu sou? Por que eu sou piranha, mãe? Porque pela segunda vez na vida eu ia transar com alguém? E daí? Desde quando isso é ser piranha?! -- disparei enfurecida. -- Piranha não é aquelas vagabundas que transam e transaram com um monte? Não é aquelas vagabundas que mentem e pagam de santinhas? Ah, puta que pariu! Eu não sou assim, e, quer saber o que eu acho? A única pessoa aqui que chega perto de ser piranha, é você.... e você sabe do que eu estou falando!

Eu sentia tanta raiva, ódio, vontade de chorar, vontade de gritar e mandar todo mundo ir para o inferno, mas principalmente eu queria fugir, desaparecer. Porém apenas saí de lá antes de ouvir mais merda da boca da minha mãe.

(...)

Mais de uma semana depois e eu já estava bem melhor quanto aquele episódio. Nico havia sido solto. Ainda não seria preso e se dependesse de mim, nunca seria. Eu não quis ver ele. Não quis. Vergonha, talvez. Também porque não tinha necessidade. No tribunal, poderíamos ter estado na mesma sala, mas eu achei melhor não vê-lo mais. Ninguém insistiu muito, achavam que eu estava traumatizada. Ainda insistiam que eu não o queria.

O fato é que se minha mãe tivesse chegado e colocado toda a culpa do acontecimento em mim, por eu estar sem remédio, chapadona e me oferecendo para ele, aí sim eu iria querer lascar com o Nicholas o máximo possível. Mas todo mundo fazia eu parecer uma coitadinha, inocente e bobona que fora não mais que uma vítima. Eu não era aquilo, porra. E se eu realmente quisesse transar com ele? E daí? Isso não fazia dele um estuprador.

Eu era do contra. Ponto.

Se todo mundo achava ele um estuprador, eu não achava. Se todo mundo achava ele um cara que somente estava lá porque eu queria, então eu faria acreditarem que Nicholas era um estuprador.

Infelizmente, eles haviam preferido ficar com a 1° opção.

Mas naquele momento, outra coisa me perturbava. Por que Matthew não falava mais comigo? Eu sentia tanta falta dele. De brigar com ele. De tirar sarro. Era estranho. Ele não me ignorava, respondia tudo que eu perguntava, mas... ele havia mudado. Era como se tivesse desistido de encher meu saco. E não era bem normal, sabe, sentir falta de alguém com quem eu só costumava brigar e odiar. Sentir falta de alguém que eu não me dava bem.

Quando eu acordei numa manha, Emma já havia levantado. Não estava no quarto. Will ainda dormia. Me levantei. Era mais de 11 da manha.

Saí para fora, fui diretamente para o deck. Matthew estava lá, deitado de barriga para cima, parecia pensativo. Sentei perto dele.

–- E aí? Não vai mais encher meu saco? -- perguntei sem fazer rodeios. Para, amanha eu podia estar morta, podia me engasgar com um doritos, por exemplo, então digamos que eu deveria saber, antes de ir pro buraco, o porque diabos o moleque estava me ignorando.

–- Não -- respondeu ele simplesmente.

–- Por quê? -- perguntei e me xinguei por dentro por me sentir decepcionada.

Eu não deveria me sentir daquela maneira, não deveria nenhum pouquinho.

–- Naquele dia... eu vi que você é boa demais para mim. E que você não me merece. Talvez eu seja igual ao Nicholas, sei lá.

–- Nicholas não fez nada de mais -- falei. Talvez houvesse feito, mas eu não iria admitir de novo, nem fodendo.

Ele se sentou.

–- É, talvez. Você parecia um anjo quando tava no quarto da sua mãe, sabia? Eu acabei decidindo me afastar de você, porque se você confiar em mim, eu vou te decepcionar. E eu só sei trazer problemas pra você.

Soltei uma risada.

–- Eu não vou confiar em você. Eu só... estou sentindo sua falta -- fui baixando o tom de voz cada vez mais, até terminar sussurrando. -- E eu já disse pra todo mundo que não tenho cinco anos. Eu arrumo encrencas sozinha. Não preciso de ninguém para isso, não é culpa sua.

Matthew me encarou nos olhos. Pela primeira vez na vida, ele parecia estar falando sério. Aquilo era assustador.

–- Sam... eu sou errado demais pra você. A gente não tem nada a ver. E você não merece mais coisas ruins na sua vida. E eu sei que você não gosta de mim. Eu sempre quis que você fosse minha... mas eu nunca quis ser seu, porque eu nunca fui de ninguém e sempre tive medo de me apaixonar. E isso te machucaria. Você não é minha e você nunca vai ser minha e eu acho melhor que seja assim, sabe? -- ele deu uma pausa. -- Quando eu vi aquele cara te violentando eu senti tanta, tanta, tanta raiva. Não vem me dizer que você não ficou mal por aquilo que aquele cara fez com você. Eu vi você chorando. Eu vi você frágil.

–- Matthew. Deixa de ser idiota. Eu não sou apaixonada por você, para de pensar que me decepcionaria, então.

Ele riu abafado e me mandou um olhar triste.

–- Acho que você não entendeu. O meu medo não é você estar apaixonada por mim, porque você não está, eu sei. O meu medo é eu estar apaixonado por você.

Notas finais
Aquele momento em que vocês se lembram do primeiro capítulo e imaginaram uma Samantha depressiva, alone, sozinha, inocente, bobinha e virgem. Aquele momento em que vocês terminam de ler esse capítulo... anyway, as meninas que são mais Sill, alguma possibilidade de mudar de time? Satthew? Sim? NÃO? o.k Será que no próximo capítulo tem beijo? Será? Será que tem pegação? rçrçrçr talvez Deixem reviews, isso é importante, vocês sabem. Além de que eu acho que quem tem 10 minutos pra ler o capítulo tem 3 pra comentar, e 5, 10, 15 pra falar qualquer coisa, fazer perguntas, dar opinião, etc etc, deixem reviews beijos, amo vocês