You And Me
25 Três corações partidos.
Notas iniciais

– Três corações partidos.–
O DJ estava tocando apenas as melhores músicas e aquela “bendita” luz que retarda nossos movimentos estava ligada, fazendo com que eu me sentisse ainda mais zonza. Continuo dançando até sentir uma mão em meu ombro.
– Lucy? – escuto uma voz conhecida me chamando me viro para ver quem era.
– Oi. Eu conheço você. – sorri e cambaleei um pouquinho. Maldita fraqueza para bebidas.
– Claro que você me conhece Lucy. – me fitou por uns instantes. – Quanto você bebeu? – perguntou o loiro arqueando uma sobrancelha.
– Se eu não me engano foram duas tequilas. – falei em seu ouvido e comecei a rir.
– E já está assim? Lucy, você sabe que é fraca para bebidas... – me repreendeu.
– Qual é Sting? Estamos numa festa! Aqui é lugar para se divertir. Não começa... – falo alto e volto a dançar.
– Onde está o Natsu? – ele pergunta olhando ao redor.
– Com a Lisanna. – reviro os olhos como forma de desaprovação.
– Lisanna? – ele pergunta confuso.
– Uma amiga de infância e blablá. – enxoto o ar com a mão.
– E ele concordou em deixar você vir sozinha? – ele pareceu pensativo e meio descrente.
– Ele não precisa deixar. – continuei dançando e acabei tropeçando nos meus próprios pés. Teria caído se não tivesse sido segurada pelo loiro.
– Eu não deixaria se fosse ele. – disse olhando no fundo dos meus olhos e ainda me segurando. Por que isso aqui está parecendo cena de filme?
– Ele confia em mim. – respondi enquanto me soltava dele.
– Lucy? – uma voz mega conhecida me chama.
– Levy! Como vai? – perguntou o loiro para a baixinha.
– Vou bem, e você? – ela sorriu fraco.
– Melhor agora. – ele me puxa pela cintura, me colocando ao seu lado.
– Vem Lucy, as meninas estão chamando. – a azuladinha começou a me puxar. Salva pelo gongo. Só nesse momento percebi o quão longe eu estava do restante do grupo.
– Tchau Sting. – acenei com a mão.
– Calma, a gente ainda se esbarra. – ele sorriu e acenou de volta.
Tudo bem que eu estou um pouco zonza, mas não tem necessidade de eu ser arrastada do jeito que essa baixinha esta fazendo nesse momento. De onde tirou tanta força Levy-chan?
– Lucy, onde você estava? Nos deixou preocupada. – pergunta Erza com uma áurea assassina assim que nos aproximamos.
– Desculpe, nem percebi que tinha me afastado de vocês. – sorri sem graça.
Sentei junto à mesa em que as meninas estavam. Kana estava mais insaciável do que nunca. A todo o momento pedia uma nova bebida e sempre perguntava se eu não queria acompanhá-la, mas eu sempre negava. Prometi ao Natsu que não beberia muito e aqui estou eu, zonza. Ao contrário de mim, por incrível que pareça, Juvia sempre aceitava as doses que lhe eram oferecidas. O que terá acontecido com ela? Quando penso em perguntar olho o meu celular e vejo que há uma mensagem dele.
Já chega não acha? Lembra do que eu falei? Juízo.
De: Meu Natsu.
– Qual é Lucy? Larga esse celular. O Natsu te deixou hoje pra ficar com a amiguinha não foi? Pois então o deixe de corpo e alma pra ficar aqui com a gente. – Kana diz sorrindo enquanto levanta uma garrafa.
– Eu concordo. – diz a baixinha com um olhar malicioso no rosto. O que você faria se fosse com o Gajeel?
– É... Vocês tem razão. Já que ele quis passar a noite com ela, que fique com ela por inteiro. – falo mais para mim mesma do que para qualquer outra pessoa. Guardo meu celular na bolsa e a coloco em cima da mesa.
– Toma. – a morena me estende um copo com alguma bebida. Virei de uma vez sem nem me importar com o que eu estava tomando. O líquido forte desceu rasgando pela minha garganta.
– Boa garota! – ela começa a rir.
Virei para o lado e vi que Juvia estava muito pensativa. Podia dizer até que ela estava prestes a chorar. Como estávamos em um local distante da pista de dança o barulho não era tão intenso e era possível conversar.
– Você está bem? – coloquei a mão em seu ombro.
– Não. – ela respondeu cabisbaixa sem me olhar nos olhos.
– O que houve? – perguntou Mira.
– Gray-sama brigou com Juvia por causa do Lyon-sama.
– Lyon? Aquele seu amigo de infância que gosta de você?– pergunto. Ela já tinha me falado sobre ele algumas vezes.
– Sim, Gray-sama acha que Juvia gosta do Lyon-sama, mas Juvia não quer ter nada com Lyon-sama. – ela se desespera.
– Então ele quer que você se afaste do Lyon? – perguntou Levy e a azulada maior apenas assentiu.
– Eu vou dar uma surra no Gray. Como ele pode querer que você se afaste de um amigo? – disse Erza com o rosto vermelho de raiva.
– Não precisa Erza-san. A culpa é da Juvia.
– Sua culpa por quê? Porque você não quer perder uma amizade importante? Você já disse mil vezes ao Lyon que não gosta dele e que ama o Gray. O que mais esse moreno idiota quer? – perguntei com a voz exaltada. Não aguentava ver minha amiga desse jeito.
– Calma Lucy. Vamos apenas nos concentrar em ajudar a Juvia. – disse Mira tentando apaziguar a situação. Respirei fundo.
– Mira tem razão. Vamos juntar todas as nossas mágoas e afogá-las nesse momento. – falei olhando para Juvia e em seguida para Erza, que sorriu sem graça.
– Assim que se fala! – disse Kana.
Mal pisquei e a mesa já estava repleta de bebidas de todas as cores. A promessa que fiz a Natsu veio em minha mente e recebeu um sonoro Foda-se em resposta. Essa noite me divertirei com minhas amigas e ponto final.
Começamos a beber e notei que com o passar do tempo eu sentia meu corpo mais anestesiado e meus sentidos pareciam ficar mais fracos, mas sinceramente eu não estava me importando muito com isso. O que eu mais quero nesse momento é viver apenas o aqui, o momento com as minhas amigas e esquecer que meu namorado preferiu passar o dia inteiro longe de mim. Nós já passamos a semana quase toda distantes, ainda tínhamos que ficar longe um do outro no sábado também? E se não fosse pela minha insistência passaríamos o final de semana inteiro separados.
Resolvemos voltar para a pista de dança e eu nunca me senti mais ativa do que agora. Normalmente eu sou um pouco tímida e minha dança é um pouco discreta, mas hoje é como se eu tivesse perdido toda a minha timidez e pudesse ser eu mesma na frente de outras pessoas sem medo de ser julgada.
Olho ao meu redor e vejo que Juvia parece estar um pouco melhor, mas continua choramingando; Erza está com uma cara de zangada por algum motivo que ainda vou descobrir, mas deve ser algo relacionado ao Jellal; Kana nem parece ter bebido já que age do mesmo jeito de sempre, o que sinceramente não me impressiona; Levy ri descontroladamente e cambaleia de um lado para o outro, o que o Gajeel pensaria se a visse assim? ; Mira parece estar do mesmo jeito de sempre, será possível que ela é simpática até quando bebe?
Depois de dizer “não” milhares de vezes a todos os rapazes que vinham falar comigo com segundas intenções, resolvo sentar em um banquinho no balcão do bar. As meninas continuam dançando e eu fico apenas observando o ambiente. O local não é muito grande, mas é muito confortável, climatizado e bem frequentado. As benditas luzes continuam piscando e me confundindo e, mesmo quietinha no meu canto, alguns rapazes ainda vem me importunar.
– Vamos lá, é só uma dança. – diz um moreno que veio falar comigo.
– Não, obrigada.
– Por favor, prometo que não vai doer. – ele sorri e me estende a mão.
– Eu não... – fui interrompida.
– A moça já disse que não está afim. – falou uma voz que eu conhecia de algum lugar, fazendo com que o rapaz fosse embora. Era ele, o ruivo do outro dia.
– Loki não é? – perguntei sorrindo.
– Vejo que se lembra do meu nome, Lucy. – ele sorriu de volta e eu apenas confirmo com a cabeça. – Está sozinha? – pergunta sentando em um banquinho ao meu lado.
– Não, com as minhas amigas. – aponto para as meninas na pista de dança.
– A ta. – um silêncio desconfortável se instala entre nós.
Volto a observar o lugar e as pessoas ao meu redor. Eu devia vir fazer uma pesquisa de campo nesse lugar, com certeza aqui eu teria muito material já que o comportamento de muitas pessoas aqui é bem estranho. Sou tirada de meus devaneios pela voz do rapaz ao meu lado. Nem lembrava que ele continuava ali.
– Quer dançar? – sério Loki? Dançar?
– Não, obrigada. Estou cansada. – dou um sorriso sem graça.
– Então não era só uma desculpa para afastar os rapazes? – ele pergunta sorrindo.
– Também, mas eu realmente estou cansada.
Sabe quando você já passou do nível de agitação proporcionado pela bebida e bate aquele sono, aquela vontade de tomar um banho e cair na cama? Eu já estou assim, mas não vou me debater. A única solução é voltar a beber.
– Um cosmopolitan, por favor. – falo para o barman.
– E um uísque. – diz o ruivo.
Assim que meu pedido chega o viro de uma vez. Que ele não me faça mais querer dormir. Esse é o meu único pensamento no momento e o repito em minha mente como uma espécie de mantra.
– Outro! – peço.
– Qual o motivo da bebedeira? – Loki pergunta enquanto toma uns goles de sua bebida.
– Nenhum. – respondo enquanto espero o meu próximo drinque.
– Vamos lá Lucy... – ele insiste.
– Ok. – faço uma pausa e o fito por uns instantes. Ele parece confiável. – Meu namorado...
– Então você tem namorado? – ele pergunta com um sorriso fraco e eu confirmo. – E o que o idiota fez? Sim, porque pra chatear você só pode ser um idiota. – não sei se fico feliz por ele estar me apoiando ou zangada por ele chamar meu namorado, que ele nem conhece, de idiota.
– Está com uma amiga ao invés de sair comigo. – faço biquinho.
– Uma amiga? – ele arqueia a sobrancelha. – Tem certeza de que ela é apenas uma amiga? – fico pensativa. Sei que Natsu não me trairia, mas não sei se ele já teve algo com a Lisanna antes.
– Tenho. – falo na tentativa de convencer a mim mesma também.
– Se você está dizendo. – ele da de ombros. – Ele teria que ser um louco pra te trocar.
– Loki... – o repreendo.
– Tudo bem, tudo bem. – ele levanta as mãos, se entregando.
Continuamos conversando, na verdade ele falava mais do que eu já que na maior parte do tempo eu estava rindo. Nessa “brincadeirinha” acabei tomando mais dois cosmopolitans e Loki mais três copos de uísque. Sua companhia era agradável, mas Natsu não saia da minha cabeça.
– O que será que ele está fazendo agora? – pergunto para mim mesma. Ou pelos menos seria apenas para mim mesma se o ruivo não estivesse comigo.
– Por que você não liga para saber?
– Ligar? – Ele confirma com a cabeça. Eu sei que telefone em conjunto com a bebida é uma combinação perigosa, mas foda-se. Pego meu celular dentro da bolsa e ligo para o rosado.
– Luce? – ele parece surpreso.
– Natsu! Por que você não veio comigo? – pergunto com uma voz manhosa. – Queria tanto você aqui comigo.
– Você está bêbada?
– Natsu, Natsu, Natsu... Ninguém nunca te disse que isso não é coisa que se pergunte para uma mulher? – começo a rir descontroladamente.
– Eu não acredito que você bebeu. E o nosso acordo? – ele parecia irritado.
– Eu tinha que beber Natsu. Eu tinha que arranjar um jeito de tirar da minha mente que meu namorado me trocou! Ops... Pelo visto não consegui. – volto a rir.
– Lucy, eu vou indo. A gente se fala outro dia. – diz Loki e eu apenas aceno o vendo ir embora.
– Quem disse isso?
– Foi o Loki. – começo a ir em direção às minhas amigas.
– Quem é esse Loki e por que ele está ai com você?
– É um carinha do terceiro período. Sem estresse Natsu... Ah, olha o Sting ali! – dou um sorriso e vou em sua direção.
– Sting? Mas que porra é essa Lucy? – falei o que não devia, maldita bebida.
– Eu não disse que a gente ainda se esbarrava? – falou o loiro com um sorriso de orelha a orelha.
– Lucy?!
– Eu estou falando com o Natsu! – dei um sorriso e apontei para o celular.
– E ai Natsu? Ainda não acredito que você deixou a Lucy vir pra cá sozinha. No meu tempo eu não deixaria. – ele falou próximo ao telefone.
– Mas o seu tempo já acabou idiota. Sai de perto da minha namorada! – ele se exalta.
– Natsu, não precisa gritar. Ele nem está ouvindo o que você tá falando. – comecei a rir.
– Lucy? – uma voz feminina chama a minha atenção.
– Eeeerza. Pega, fala com o Natsu. Ele tá muito chato e irritado pro meu gosto.
– Lucy espe... – nem chego a escutar o final. A entrego o celular e vou para a pista de dança, sendo seguida pelo loiro.
– E então loirinha? – ele pergunta enquanto se aproxima para dançar comigo. Perto de mais...
– Sting, você está bêbado. – falo enquanto nos afasto um pouco.
– E você também. – começa a rir. – E o Natsu não está aqui. – ele volta a se aproximar.
– Sting... – o repreendo.
– Qual é Lucy? Eu te amo, nunca te esqueci. Por que você não pode simplesmente me dar uma chance?
– Porque eu amo o Natsu. – estico o máximo o meu braço, que no caso não foi muito, para afastar nossos corpos.
– Então me dá pelo menos um beijo?
– Um beijo? Eu não vou trair o meu namorado. – falo séria.
– Só um beijo Lucy. Ele nunca vai saber. – ele começa a se inclinar em minha direção.
– Não Sting. – tento o empurrar. Ele retrocede um pouco e me olha nos olhos.
– Eu me culpo todos os dias por ter te perdido. Eu só queria voltar no tempo e nunca ter te forçado a nada. Hoje em dia você estaria comigo e não com aquele idiota de cabelo rosa. Eu te amo, você não entende?
– Desculpe Sting, mas...
– Só um beijo. – ele segura a minha cintura e lentamente vai aproximando nossos lábios. Eu fico tentando o empurrar, mas, logicamente, ele é bem mais forte que eu. Viro o rosto e aperto os olhos esperando o próximo passo do loiro, mas, ao invés disso, o sinto me largando. Ao abrir os olhos o encontro no chão.
– Seu idiota, como ousa tentar agarrar a minha amiga?! – Erza estava em cima de Sting e meu celular estava jogado no chão. Por Kami-sama, tenho que separá-los! Pego meu celular e vejo que a ligação para o Natsu continua, ou seja, ele deve estar ouvindo o que se passa por aqui. Merda. Depois de muito implorar a ruiva larga o loiro, que já estava mais para lá do que para cá, e se volta para mim.
– Você está bem? – ela me pergunta.
– Sim, obrigada. – dou um sorriso fraco. – Erza... – aponto para o celular.
– Ah, sim. – ela parece lembrar de algo e pega o celular. – Oi Natsu, acabei me distraindo. – se distraindo? – Vou passar para ela, é melhor. Pega. – me estendeu o celular.
– O que aconteceu? – ele parecia irado.
– Nada.
– Além de quebrar promessas começou a mentir agora? – isso foi como uma facada no meu peito.
– Natsu, por que está falando assim comigo? – perguntei enquanto me afastava da multidão já com lágrimas nos olhos. – Me desculpa. – ele ficou calado aumentando minha aflição. – Por favor, Natsu me desculpa!
– Me decepcionei muito com você Lucy. – ele falou sem vida.
– E eu com você! – revidei e as lágrimas já não se continham mais em meus olhos. Ficamos em silêncio por um tempo. Um apenas escutando a respiração do outro.
– Estou indo te buscar. – fala ríspido.
– Não precisa. Eu vim com a Erza e vou voltar com ela. – falei séria.
– Lucy, não discuta.
– Você não é meu dono Natsu. Nós somos apenas namorados.
– Somos? Não pareceu quando você descumpriu tudo aquilo que havia me prometido. – Levy agora já estava ao meu lado enxugando minhas lágrimas e segurando minha mão.
– Então é assim? Eu erro com você UMA VEZ e você joga isso na minha cara desse jeito? Quantas vezes você já não errou comigo Natsu? Como quando você se afastou daquele jeito de mim no passado, ou quando você faz cenas de ciúmes idiotas e sem fundamento? – eu já estava falando alto e as lágrimas saiam sem pudor.
– Luce eu... – ele parecia estar se acalmando, mas, talvez pelo efeito da bebida, eu queria desabafar tudo aquilo que estava preso em minha garganta.
– Para! Pra me julgar você é ótimo, mas pra reconhecer os seus erros nem tanto, não é? Eu estava te pedindo desculpas, te implorando perdão, e o que você fez? – fiz uma pausa. – Só sabia me julgar... – falei com a voz fraca.
– Luce...
– Parabéns, você vai ser um ótimo advogado. – soei fria e desliguei a ligação.
– Lu-chan, você está bem? – a azuladinha perguntou. Quando dei por mim todas as meninas já estavam ao meu redor.
– Sim. – falei fitando o chão e a entregando meu celular. Se eu as olhasse nos olhos desabaria de novo.
– Não precisa se fingir de forte Lucy, nós somos suas amigas. – Kana falou. Levantei meu olhar e minhas lágrimas voltaram a cair.
– Vem cá. – disse Mira me oferecendo um abraço. Todas me abraçaram. Ficamos assim por uns segundos e percebi que Juvia chorava junto comigo.
– Eu vou matar o Natsu. – disse Erza.
– Só depois de matar o Gray. – falei olhando para minha amiga de classe e ela me mandou um sorriso fraco.
– Vamos pra casa? Podemos todas dormir no meu apartamento. Meu pai está viajando. – disse a morena.
– Vamos. – falei enxugando minhas lágrimas. – Nada melhor do que minhas amigas para curar a minha tristeza. – todas sorriram para mim.
– Lu? O Natsu está te ligando. – a azuladinha me estendeu o celular.
– Deixa tocar Levy-chan, nós dois precisamos esfriar um pouco a cabeça.
Chegando à casa de Kana fomos para o seu quarto e foi como se o efeito da bebida tivesse passado para todas nós. Levy fez brigadeiro e ficamos conversando, sem tocar no assunto homens, claro, e assistindo filmes. Tudo menos romance ou algo do gênero, por favor.
Quando parei pra pensar percebi que agora naquele quarto se encontravam três corações machucados. O meu, o da Juvia e o da Erza. Mas nenhuma de nós estava disposta a ser vencida por ele. Amigas que sofrem unidas permanecem unidas?
– Eu amo vocês. – falei olhando para todas elas.
– Lu-chan, não me faz chorar. – disse azuladinha fazendo com que todas rissem.
– Tudo podemos superar juntas, certo? – pergunta Mira com um sorriso gentil no rosto.
– Certo! – respondemos todas juntas.
– Meninas, quem precisa de homem quando se tem isso? – pergunta Kana que chega ao quarto com um liquidificador cheio de marguerita. – Chega desse momento fossa. – começa a distribuir copos e a enche-los.
Nem queiram saber como foi a minha ressaca na manhã seguinte. O importante é que eu esqueci os meus problemas, pelo menos enquanto eu estive ali com elas.
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