You And Me

26 Especial – O bom velhinho sabe o que faz.


Notas iniciais
Oi minna! Feliz Natal meus amoores! *-* . Muita fartura, felicidade, que vocês encarnem o espírito natalino real e que essa noite seja perfeita! s2 Bem-vindos novos leitores! Satoshi, muuuito obrigada pela recomendação seu lindo! Super presente antecipado de Natal! O capítulo está pequeno, eu sei, mas como é um especial não pude prolongá-lo, se não ia ficar meio sem sentido :x Lembrando que as coisas aqui descritas realmente aconteceram na estória, certo? Ah... capítulo narrado pela autora! Infelizmente esse é o último capitulo do ano, mas voltaremos dia 6 de janeiro, dia em que a fic faz 4 meses de vida, com tudo! Muito obrigada por cada comentário, favorito ou recomendação que vocês me deram. Não sabem como eu fico feliz com cada um deles. Vocês foram meu presente de natal adiantado, sério. Amo vocês! s2 Sem mais delongas, boa leitura *-*

– O bom velhinho sabe o que faz. -

24 de dezembro de 2000.

A cidade de Magnólia está esplêndida toda vestida em uma neve tão branca que daria inveja a todos os véus de noiva. O Sol está quase se pondo e a cidade nunca esteve tão agitada. Afinal o Natal está próximo e todos querem achar o melhor presente para seus entes queridos. Neste momento o maior shopping da cidade é o local com a maior concentração de pessoas e, em um dos restaurantes da praça de alimentação, uma garotinha de cabelos loiros e olhos achocolatados está sentada em um banquinho com seus pais.

– Lucy, você tem que comer os vegetais. – disse a mãe da garota, Layla.

– Mas eu não gosto mamãe. Se fosse para comer vegetais teríamos ficado em Hargeon. – a menina disse fazendo biquinho e balançando os pezinhos.

– Querida, você sabe que esse ano ficou estabelecido que nós passaríamos o natal com a sua tia avó Tane. Agora coma os vegetais. – tentou, sem sucesso, colocar uma colherada de comida na boca da filha.

– Não. – ela disse negando com a cabeça.

– Jude. – Layla repreendeu o pai da garotinha, que até então só observava a cena.

– Lucy, obedeça a sua mãe.

– Mas papai... – ela foi interrompida.

– Ou não verá o Papai Noel esse ano. – ele a fitou por uns instantes e a garotinha se deu por vencida.

– Tudo bem. – ela disse com a cara emburrada e abrindo a boca para que sua mãe lhe alimentasse.

Em um canto não muito distante dali um rapazinho de cabelos cor de rosa e olhos ônix estava tomando um sorvete com sua mãe. Naquele ano seus pais haviam se separado e tudo o que ele mais queria era pedir ao Papai Noel que fizesse com que os dois reatassem.

– Cuidado Natsu, você está sujando a sua blusa toda. – disse Maya, sua mãe.

– Desculpe. – ele disse sem graça passando a mão por trás da nuca e sorrindo abertamente. O seu sorriso lembrava um pouco o de seu pai, Igneel, o que de uma certa forma mexia um pouco com Maya.

– Tudo bem. Tome. – ela lhe estendeu um guardanapo e ele colocou em sua camisa, usando como uma espécie de babador.

– Terminei. Agora vamos? – ele perguntou enquanto puxava a mão de sua mãe.

– Aonde você pensa que está indo? – Maya perguntou sem sair do lugar.

– Ver o Papai Noel. – ele falou confuso. Não era óbvio?

– Não sem antes passar no banheiro e limpar essa sujeira. Você acha mesmo que o Papai Noel vai querer te dar algum presente com você nesse estado? – ela perguntou arqueando uma sobrancelha, com os braços cruzados e batendo um dos pés no chão. Ao olhar para si o garoto revirou os olhos e seguiu rumo ao banheiro.

Um pouco distante dali uma fila se formava para falar com o Papai Noel e, com toda a certeza, a loirinha e seus pais se encontravam nela.

– Ainda vai demorar muito? – ela perguntou impaciente.

– Tenha paciência querida. Papai Noel tem muitas crianças para atender. – disse Layla apontando para as outras crianças.

– Tudo bem. – ela ficou fitando o chão. – Mamãe?

– Sim?

– Por que o Papai Noel fica no shopping? – perguntou confusa, afinal, ele não mora no Polo Norte?

– Ora... – Layla ficou tensa. Não esperava por uma pergunta dessas. – Bem querida, deve ser por causa do ar condicionado. – falou sem graça e torcendo para que a garotinha aceitasse sua resposta.

– Ar condicionado? – a garotinha perguntou enquanto ficava com uma expressão pensativa. – Então podemos convidá-lo para ficar no meu quarto da próxima vez, Mamãe. – ela falou animada.

– Se ele aceitar. – falou sorrindo vendo a reação de sua filha. Nada mais lindo que a inocência de uma criança.

Um pouco mais atrás dois rosados, mãe e filho, se juntavam aos outros na fila. Maya estava preocupada. Natsu queria muito ver o Papai Noel, mas já estava ficando tarde e ainda havia muitas crianças para serem atendidas. Temia que não tivessem a oportunidade de falar com o bom velhinho.

– Será que vai dar tempo? – ela perguntou a si mesma.

– O que disse? – perguntou o garoto.

– Nada não filho, eu só estava pensando alto. – ela sorriu sem graça.

O tempo foi passando lentamente e muitas das crianças demoravam muito conversando com Noel, o que só aumentava o mau humor do garotinho e o desespero de sua mãe, que sabia que seu filho ficaria devastado se não conseguisse alcançar seu objetivo.

Finalmente chegara a vez da loirinha, que foi saltitante de encontro ao bom velhinho com um sorriso maior do que tudo que há no mundo. Passou pela cerca verde onde alguns duendes a levaram até a poltrona do Papai Noel. Ao se aproximar sentou no colo do senhor, como todas as outras crianças tinham feito, e o cumprimentou.

– Oi Papai Noel. – falou sorridente e balançando as perninhas.

– Oi querida. Qual é o seu nome?

– Lucy.

– Lucy? É um lindo nome. – deu uma de suas risadas típicas.

– Obrigada.

– Então me diga, o que você vai querer de natal?

– Esse ano eu não quero um brinquedo como no ano passado.

– Não? – o senhor estava confuso.

– Não. – negou com a cabeça.

– Então o que você quer?

– Sabe Papai Noel, perto da minha casa tem um abrigo para animais. Eu falei com a minha mãe e ela disse que só poderíamos ficar com um, o Nícolas, mas ainda existem muitos por ali. Então, como presente de natal, eu quero pedir que o senhor consiga um lar para todos eles, mas eu disse todos, ouviu? – ela perguntou enquanto arqueava uma sobrancelha. O bom velhinho não se conteve e começou a sorrir. – Não vai atender o meu pedido? – ela perguntou triste pensando que ele não a estava levando a sério.

– Ora menina Lucy, esse pedido vai dar muito trabalho. – ele fitou sua expressão triste por uns instantes. – Vamos fazer um acordo? – ele falou baixinho.

– Que acordo? – ela perguntou no mesmo tom usado por ele.

– Eu atendo seu pedido – ela sorriu abertamente. – , mas só se você fizer uma coisa em troca.

– Que coisa? – ela fez uma careta engraçada. Não sabia que o Papai Noel também podia fazer pedidos.

– Você vai me prometer que em troca fará uma boa ação ainda hoje.

– Eu aceito! – ela falou sem nem pensar duas vezes. – Mas como eu vou saber que você cumpriu sua parte? – a loirinha poderia ser criança, mas isso não significava que era idiota. Se o velhinho pensava que poderia passá-la para trás estava muito enganado.

–Tome. – ele a entregou um papel de carta vermelho com uns detalhes em dourado e ela o fitou curiosa.

– O que é isso?

– Um papel. – ela o olhou sem entender. Lógico que ela sabia que era um papel, só não sabia para que o usaria. – Mas não é um papel qualquer. Esse papel é especial, é uma forma mais rápida para você falar comigo. Faça uma carta com esse papel e a coloque no correio, então eu a responderei.

– Tudo bem. – ela deu um beijo na bochecha do Papai Noel, os dois tiraram uma foto e ela se retirou.

Assim que Lucy passou pela cerca aquilo que Maya temia aconteceu. Ela se fechou, mostrando que o expediente tinha acabado para o Papai Noel. Reclamações de muitas crianças podiam ser ouvidas e os duendes começaram a anunciar a partida do bom velhinho.

– Desculpe querido, mas hoje não vai dar. – falou a rosada, cabisbaixa.

– Eu não vou poder ver o Papai Noel? – ele perguntou com os olhos cheios de lágrimas.

Maya não sabia o que fazer. Não queria arruinar as esperanças do garoto, mas era véspera de Natal, não havia nada que ela pudesse fazer. Por instinto abraçou o filho e deixou que ele chorasse.

Lucy estava caminhando com seus pais em direção à saída do shopping. A maioria das crianças já havia ido embora, mas havia um garotinho, de cabelos rosados, que estava aparentemente desconsolado.

– Ele não deve ter conseguido falar com o Papai Noel. – disse a loirinha para si mesma enquanto encarava o papel em suas mãos.

– O que disse, querida? – perguntou seu pai.

– Nada papai. Eu já volto. – saiu correndo em direção ao garotinho sem nem esperar por uma resposta de seus pais, que ao verem para onde sua filha estava indo apenas ficaram observando, esperando pela sua ação.

– Com licença. – falou a garotinha de cabelos loiros.

– Pois não? – perguntou Maya finalmente soltando Natsu, que mentalmente agradeceu por finalmente poder respirar.

– Você não conseguiu falar com o Papai Noel? – ela perguntou ao rosado que apenas negou com a cabeça tentando conter as lágrimas. Não queria chorar na frente de uma garota. – Toma. – ela o entregou o papel de carta.

– O que é isso? – ele perguntou, curioso.

– Um papel especial. – ela sorriu.

– Especial?

– Sim, o Papai Noel me entregou. Ele disse que se eu fizesse uma cartinha com esse papel e enviasse para ele, ele responderia.

– Sério? Então eu vou poder falar com ele?– o garoto arregalou os olhos e um sorriso enorme surgiu em sua face.

– Sim. – a menininha sorriu sem graça. O sorriso do garoto era tão lindo que, por algum motivo, fez suas bochechas corarem.

– Como é que se diz, Natsu? – disse Maya, que agora abria um sorriso enorme. Não sabia de onde essa garotinha tinha surgido, mas tinha certeza de que nunca a esqueceria.

– Muito obrigado. – ele abraçou Lucy. No início ela ficou sem reação, mas depois acabou o abraçando de volta.

– De nada. – ela disse ainda corada. – Eu tenho que ir, meus pais estão esperando. – apontou para o casal que estava sorrindo, cheio de orgulho da filha.

– Tchau! – o garoto falou acenando a mão e abraçando o papel que estava em suas mãos.

Lucy e seus pais foram embora. A loirinha estava tão feliz pelo que tinha feito que nem se importou com o fato de não poder ter uma resposta do bom velhinho. Teria que confiar que ele faria aquilo que prometeu.

Já Natsu continuava olhando para o lugar onde a sua salvadora havia ido com um sorriso de orelha a orelha no rosto.

– O que era ela, mamãe? Um anjo – ele perguntou.

– Quem sabe? – ela respondeu enquanto bagunçava, de forma brincalhona, o cabelo exótico do filho.

Infelizmente aquela cartinha não foi capaz de unir novamente os pais de Natsu, mas fez coisa muito maior. Deu o primeiro passo para o encontro de um casal predestinado a ficar junto.

Não posso lhes afirmar que aquele era o verdadeiro Papai Noel. Pode ser que sim e pode ser que não. Talvez seja apenas para aqueles que acreditam, ou apenas para aqueles que sonham. Quem sabe? Mas de uma coisa eu tenho certeza, nada que ocorreu nessa data foi por acaso. Afinal, sabem como é... O bom velhinho sabe o que faz.

Notas finais
E então, o que acharam? Mereço reviews, recomendações ou favoritos como presente de Natal? *o* Um feliz natal e um ótimo ano novo! Que 2014 venha com tudo! o/ Até o próximo. Beijocas s2