Notas iniciais
Boa tarde lindas! Demorei um pouquinho eu sei, mas é que eu estava em semana de provas. Desculpem. Boa leitura!

Santana continuava chorando com seu rosto afundado no pescoço da esposa. Ela nem sabia direito o porquê de estar chorando, era tanta coisa junta que se perguntassem o porquê dos soluços, ela não saberia responder. Havia sentido tanto medo nos cinco dias em que estava presa, sentido tanta falta da família, com medo do que poderia acontecer com Brittany e Sarah, sentido falta dos braços da esposa. Eram tantas razões e tudo parecia ter vindo com tudo em forma de choro.

– Desculpa. – Pediu entre soluços.

– Você não ter porque se desculpar princesa. O que você fez foi tão corajoso San, e eu te amo tanto por isso. – Brittany falou carinhosa, se afastando da esposa para poder olhar em seus olhos. – Só por favor, não faz mais isso. Você precisa me contar as coisas amor...

– Vo... Você iria ficar brava... E... Iria atrás dele... Eu não podia deixar. Ele é perigoso.

– Santana. – A loira posicionou suas mãos no rosto da esposa. – Eu posso ser explosiva, mas você e a Sarah são tudo pra mim, eu nunca colocaria vocês duas em perigo. Eu não iria atrás dele San...

– Eu... Desculpa B... – Pediu com seus olhos ainda molhados.

– Tá tudo bem meu amor. – Brittany falou com um pequeno sorriso em seu rosto.

O alívio de ter Santana bem, junto dela novamente era tão grande que ela não conseguiria ficar brava com a morena.

– Deita comigo? – A latina pediu.

– Eu vou te machucar San... – Brittany falou encarando o braço todo roxo.

– Não vai... Por favor Britt, deita aqui. – Abriu o braço para que a loira pudesse deitar em cima de seu corpo.

Brittany a observou por alguns segundos, ela sabia que iria machucar Santana, mas os olhos negros estavam quase implorando para que ela se deitasse. A loira suspirou e com todo o cuidado do mundo, deitou ao lado da esposa, com sua cabeça apoiada em no peito da morena.

– Eu to te machucando? – Perguntou, se deixando relaxar nos braços da esposa.

– Não... – Santana mentiu. É claro que estava doendo, seu corpo todo tinha roxos. Mas ela precisava da esposa o mais perto possível, e a saudade que ela sentia de Brittany, era muito maior que sua dor.

Santana abraçou o corpo da loira e fechou os olhos, se sentindo completamente leve. Seus dedos começaram a brincar com os fios loiros e elas caíram em um silêncio confortável. Apenas deixando que a presença uma da outra as deixassem relaxadas por completo.

Brittany sentia o cansaço da noite não dormida a dominar. Estar nos braços de Santana a deixava relaxada.

– Como a Sarah está? – Santana perguntou.

– Ela está morrendo de saudades de você... – A loira respondeu abrindo os olhos e bocejando. – É melhor eu levantar daqui... – Falou tentando sair, mas Santana continuou a abraçando.

– Fica...

– Eu não dormi ontem San... Se eu não levantar eu vou dormir e acabar te machucando. Eu só vou ficar ali no sofá amor...

– Você não vai me machucar... Só fica aqui. – Pediu.

Brittany podia sentir a fragilidade da esposa apenas por ouvir sua voz. Ela suspirou e voltou a relaxar nos braços da morena.

– Tá bom, eu fico...

Santana respirou aliviada e voltou a brincar com os cabelos da esposa. Brittany adormeceu e apesar de os remédios quererem que Santana fizesse o mesmo, seus olhos não se fechavam. Ela tinha medo de fechar os olhos, tinha medo do que aconteceria quando não tivesse controle sob seus pensamentos. Ela sabia que eles iriam atormentá-la, sabia que Puck voltaria a sua mente. E ela não queria isso.

Foi tirada de seus devaneios quando bateram na porta e logo depois os olhos verdes de Quinn a encararam. Santana abriu um sorriso forçado para a mulher e com um movimento de cabeça, pediu que ela entrasse.

– Como você está? – A loira perguntou.

– Horrível... – Admitiu. Santana não poderia falar aquilo para a esposa, a deixaria ainda pior do que ela já estava, mas com Quinn era diferente.

A loira suspirou e sentou-se no sofá, observando as duas na cama, sorrindo ao ver a melhor amiga adormecida, Brittany parecia tão cansada.

– Ela não fechou os olhos desde que descobriu que você tinha desaparecido... – Comentou.

Santana abriu um pequeno sorriso, observando a esposa.

– Desculpa San... – Quinn falou fazendo a latina lhe encarar confusa. – Se eu não tivesse convencido a Britt de viajar... Você não ficaria sozinha em casa, talvez o Puck tão tivesse vindo atrás de você...

– Você não precisa pedir desculpas Quinn... A ideia era eu ficar sozinha em casa, eu até contava com o seu empurrãozinho pra que ela saísse de casa...

– Mas...

– Nada. Tá tudo bem, você não precisa se desculpar. – Santana abriu um pequeno sorriso.

Quinn suspirou e assentiu, sentindo-se aliviada por ver que Santana estava realmente bem.

– Ela não tá te machucando? – A loira perguntou apontando para Brittany.

– Tá... – A morena respondeu dando de ombros. – Mas eu quero ela aqui.

Quinn assentiu novamente.

– Posso te perguntar uma coisa? – Santana se virou para encará-la,e assentiu. – O Noah... Ele... Te... Tocou...

– Não. – Santana respondeu rapidamente, vendo os músculos da loira no sofá relaxarem.

Quinn, mais do que ninguém sabia do que Puck era capaz.

As duas ficaram conversando por algum tempo até Brittany acordar. As duas loiras podiam ver nos olhos negros que mesmo que não demonstrasse, Santana não estava bem, e elas faziam de tudo para deixá-la melhor.

O celular de Quinn começou a tocar e ela atendeu rapidamente ao ver o número da esposa brilhar em sua tela. Não foi uma conversa demorada e ela logo desligou, encarando as duas mulheres na cama.

– A Sarah quer te ver. – Falou encarando Santana.

– Eu não acho que é uma boa ideia... – A morena disse.

– Porque não amor? – Brittany perguntou acariciando os cabelos da esposa. A loira estava sentada na cama, com a cabeça da latina descansando em sua perna. – Ela sente sua falta.

– Olha pra mim Brittany... Eu estou toda roxa, imagina o que ela vai pensar quando me ver assim... É melhor ela não vir...

– Amor você não faz ideia do quanto ela sente sua falta, deixa ela vir aqui, vai ser bom pra você San...

– Britt...

– A gente diz pra ela que você caiu da escada, ou sei lá... Deixa ela vir te ver San.

A latina suspirou e pensou por alguns segundos antes de assentir de leve.

***

Brittany ainda tinha a cabeça da esposa sobre seu colo e acariciava os cabelos negros. Santana havia adormecido há algum tempo e a loira não tinha coragem de acordá-la.

Conversava baixinho com Quinn quando alguém bateu na porta. A loira mais baixa foi até lá e sorriu ao ver uma de suas colegas de trabalho do outro lado da porta. Deixou a mulher entrar e voltou a se sentar no sofá.

– Srta. Pierce, me desculpe a pergunta. Mas qual seria o seu tipo sanguíneo? – Perguntou.

Brittany a encarou séria, já sabendo o que ela iria pedir.

– Se você está me perguntando se eu tenho o mesmo tipo sanguíneo que o meu irmão a resposta é sim, eu tenho. – A mulher se animou um pouco,mas o sorriso logo saiu de seu rosto quando Brittany voltou a falar. – Mas se você me pedir pra doar sangue pra ele, a resposta é não, eu não vou doar.

– Srta. Pierce, ele precisa.

– Não me importa. Ache outra pessoa... Ou melhor, deixe que ele morra, vivo ele não faz bem nenhum pra sociedade.

Quinn observava a amiga, surpresa com sua resposta. Mas ela entendia, Puck tentara matar sua esposa, e não importava se ele era irmão ou não, Quinn sabia que ele não era mais importante que Santana.

A médica suspirou derrotada e saiu do quarto, deixando-as sozinhas novamente.

***

Santana e Brittany estavam sozinhas no quarto há alguns minutos. Quinn havia recebido uma mensagem de Rachel dizendo que estava saindo de casa, e a loira resolveu esperá-la na frente do hospital.

Brittany havia conseguido arrancar alguns sorrisos da esposa e estava feliz com isso.

Novamente, o barulho da porta atrapalhou o silêncio confortável do quarto e Brittany levantou da cama para abrir a porta, mas isso não foi preciso pois o homem do outro lado já havia entrado no quarto.

– Peter. – A loira falou, recusando-se a chamá-lo de pai.

Notas finais
E então?