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10 A procura dos Trolls


Notas iniciais
Oi meus fofos, me desculpem mesmo demora em postar esse capítulo, peço mil e um perdões, mas é que não pude mesmo... Uma série de coisas aconteceram, e fiquei se internet em casa, minha mãe cortou. Me desculpem mais uma vez, prometo que o próximo sai amanha mesmo. espero que gostem , Boa Leitura...

Sandy e o Coelhão chegaram a uma clareira vazia no meio do nada. Parecia ser um lugar abandonado, com várias árvores ao redor. Quando saíram do túnel, piscaram os olhos várias vezes até que eles se acostumassem com a luz.

Havia muita grama e mato, e árvores, e tudo o que se tem num lugarejo como aquele. Mais tinha algo a mais no lugar. Qualquer um que estivesse lá diria que era a magia do local mantida pelos trolls, mas o Coelhão sabia que não era isso. Não era o que todos chamavam de magia. Era o cheiro. O lugar fedia fortemente, e para os coelhos, que tem um olfato muito maior que o dos humanos, isso era terrível.

O lugar tinha mesmo uma atmosfera mágica, que dava a impressão de que uma coisa invisível chacoalhava o ar, mas também tinha o mau cheiro.

– Credo Sandy. Vamos atrás dos Trolls, quanto mais cedo sairmos daqui, melhor. – falou o coelho, franzindo o nariz.

A fada dos sonhos acenou com a cabeça, animado, pois não sentia cheiro nenhum, muito menos forte como o Coelhão.

Eles caminharam com cautela, e fora contornando inúmera, fedorenta, e pesadas pedras. Já estava dando nos nervos do Coelhão aquele cheiro forte de gente que não toma banho. E também não gostava das pedras, pois eram muitas, estavam agrupadas, e ele era muito grande para contorná-las, enquanto que Sandy precisava apenas flutuar ao seu lado.

Vários sinais se formaram acima da cabeça dele, e chamaram a atenção do Canguru da Páscoa.

– Que foi, Sandy? Chamar... Chamar quem? Ah, chamar os trolls. Certo, certo.

Ele pulou em cima de uma pedra grande que estava ali, e todo o cuidado que tiveram para ser cautelosos caso alguém os estivesse vigiando foi-se embora.

– Oi, estamos procurando ajuda... Ahhhhh... – de repente a pedra onde estava se levntou, e ele caiu de costas na pedra que estava atrás.

Logo estas ganharam vida também, e algumas pedras menores amarravam suas patas. Foi quando uma dessas pedras pequenas se jogou em cima dele que pode ver como elas eram pesadas, tinham braço, pernas, e eram... Trolls.

– Ahhh, Sady, socorro. Ahh... – engasgou-se o Coelhão,ao sentir-se levado pelos Trolls em direção a abertura de uma caverna.

(POV. Coelhão)

Aquelas pedras pesavam toneladas, e estavam me agarrando. Uma delas pulou em cima de mim, e me amarrou. Logos, várias delas me levantaram, e não pude fazer nada. Tentei lutar bravamente, mas elas eram muitas.

Estavam me arrastando contra aminha vontade para uma caverna, e foi quando reparei que eram Trolls, imensos, malignos, e pesados Trolls. Senti que estava lidando com uma força das trevas além do poder do Homem da Lua, e pude prever minha morte quando o menor deles se aproximou da boca da caverna e gritou de maneira tão esganiçada, que perfuraram meus tímpanos.

Meu nariz ardia e a garganta queimava, tamanha era a profundidade do mau cheiro que aquelas coisas possuíam. Quando gritou então, meus ouvidos passaram a doer também. Logo (já estava preparado para a minha morte, que viria rapidamente, mais não em luta), apareceu o que deveria ser o carrasco. Oh, Santa Lua, Breu havia ordenado que cortassem minha cabeça, e servissem em uma bandeja e prata. Fechei os meus olhos, e tudo o que vi antes da escuridão foi uma grande pedra velha parecendo um maracujá. E quando falou, sua voz soou profunda aos meus ouvidos. Me preparei para dizer minhas últimas palavras.

(POV Narrador)

O rei dos trolls se aproximou d refém, e pediu que o soltassem. Com uma brutalidade que apenas os trolls tem, eles o jogaram na grama, e o rei aguardou que falasse.

Sandy se aproximou deles. Havia gostado da hospitalidade com que trataram o Coelhão. Não que ele fosse mal, mas era bom pra variar.

Ele olhou para o coelho significativamente, e Fe sinais com sai areia mágica para que ele falasse. De repente o coelho da Páscoa reparou no mico. Se desamarrou com dificuldade e tentou esconder o terror no rosto. Teria se escondido atrás de uma árvore se um de seus colegas Guardião não estivesse ali.

– O senhor provavelmente não sabe, mas um dos nossos amigos está com problemas. – falou, como se falasse com uma criança, e no fundo, duvidava que eles pudessem ajudar, depois da primeira impressão de pedras ganhando vida e o raptando. — Ele é um dos cinco Guardiões da Infância, não sei se conhecem por essas bandas.

O troll o olhou como se achasse graça, pois eles sabiam muito bem o que era um Guardião da Infância.

Nesse momento, Sandy previu o que iria acontecer. Iriam iniciar uma discussão sobre a recepção recebida, pois o Coelhão estava muito nervoso com o ocorrido. Só que estava em tempo. Eram quase sete horas, e ele tinha de voltar, pois era a hora dos Sonhos. Resolveu chamar a atenção do Rei dos Trolls, e resolver a coisa ele mesmo.

Com seus desenhos ele mostrou para o rei tudo o que se assava. Do perigo de Jack morrer, do retorno de Breu, desta vez na Lua, de como seus amigos tinham ido atrás de Anna para que ela pudesse salvar Jack da morte com sua crença e tudo o mais.

A resposta que recebeu não podia ser mais surpreendente.

– É claro que não posso ajudá-lo.

– Ma... ma... mas por que? – perguntou o Coelhão espantado.

– Eu não o amo. Não posso salvá-lo.

– E... espera, quer dizer que se ele encontrar o amor, estará salvo?

– É claro. O amor é a magia mais poderosa do mundo. Apenas uma prova de amor verdadeiro poderá impedir que a areia Negra de Breu alcance seu coração congelado.

Sandy e o Coelhão ficaram em estado de choque total, e por alguns segundos pareciam ter tido uma parada cardíaca. Uma prova de amor verdadeiro? Sério? E onde iriam arrumar uma moça adulta que ainda acreditasse em contos de fadas?

Notas finais
Oii, e i, o que acharam? Ficou legal ou tá chato? Por favor, comentem... Muito obrigada para todos os que comentara, leram e acompanharam. Gente, leiam as notas dos capítulos, por favor, é sério, lá coloco curiosidades, notas mesmo, ou qualquer outra coisa. Muito obrigado quem teve paciência de aguentar até aqui, Bjos.