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11 Na Montanha de Gelo
Notas iniciais
Entrementes, Tooth e Norte foram atrás de Anna no trenó, e não tardaram a chegar no Reino de Arendelle.
– Puxa, como está gelado aqui. Será que chegamos na estação certa? Espero que a Rainha Anna nos ofereça uma bela lareira. – comentou Norte, enquanto Tooth alisava as penas.
– É, espero que sim.
Eles voaram por mais algum tempo, e a cada segundo Arendelle se parecia ainda menos com o que imaginaram. Era Verão, não deveria estar nevando, e a cidade não era tão deserta. O que acontecera com as crianças fazendo as guerras de neve? E por que o sol não brilhava? E os adultos? Andavam em bandos como se tivessem medo de um ataque a qualquer momento, e sussurravam baixinho entre sim, esfregando as mãos de frio.
Resolveram então pousar perto de uma árvore congelada ali perto, grande o suficiente para esconder as renas e o trenó.
– Vou pedir informação. – falou Toothiana.
– É melhor que eu vá. – disse Norte, pensando nas penas da amiga.
De repente, uma das fadinhas chegou, e começou a falar com a chefe.
– O que houve?
– Ela disse que... estão comentando que a Rainha Elsa congelou o Reino de Arendelle, e sua irmã não está, por eu foi procurar a irmã para trazer o verão de volta.
– Como é? – perguntou o amigo.
– Fadinha, vá até lá e tende descobrir mais coisas. – disse a Fada do Dente, ignorando amigo e falando com sua assistente.
A fadinha saiu apressada.
– Oh, Norte, e agora. Anna não é Rainha, é princesa. A irmã dela quem manda aqui. Que vamos fazer? E se ela não puder salvar Jack nem Elsa?
– Mas, se Anna voltar logo já podemos salvar o Jack.
– Norte. E o Reino. Ela precisa trazer Elsa e volta primeiro. – censurou a outra.
– Mas isso pode demorar. Jack já foi atrás de Breu, pode ser que já esteja até morto, caído na Lua, enquanto o Rei das Trevas ri.
– Mas e o Reino? – perguntou Tooth, em tom de desafio. Norte estava sendo egoísta. Ela também queria salvar Jack, mas em Arendelle tinha centenas de pessoas.
– Eles não estão morrendo, Fada.
Nesse momento a fadinha voltou, e disse que quem estava no comando era o príncipe Hans, de umas ilhas vizinhas, e que era o noivo de Anna.
Tooth mostrou interesse em falar com ele, mas Norte não gostou nem um pouquinho da idéia depois de saber que Anna e Hans mal se conheciam.
Decidiram ir de trenó atrás de Anna sem nenhuma informação, e essa decisão demorou quase meia hora. Quando finalmente levantaram vôo, já estava quase amanhecendo.
Depois de muito tempo chegaram a uma floresta, que estava completamente congelada, assim como todo Reino, mas não era o gelo do Inverno, era Magia
Era tudo mais bonito, e feito com mais esplendor. Chegaram a se perguntar na inveja que Jack sentiria se soubesse que a Rainha, além de ser Rainha ainda controlava gelo e neve.
Rainha da Neve.
Era um bom nome.
Excelente nome.
Pousaram então perto de outra árvore, de onde pendiam cristais de gelo de uma beleza tão estonteantemente cristalinos que até chegaram a se esquecer do frio. Tudo era puro encanto.
Tooth e Norte caminharam uma curta distância até a Montanha do Norte, agora Montanha do Gelo. Ao se aproximarem, deram de cara com um casal, uma rena e um boneco de neve. Pareciam tão... tão... completos.
Sim, completos. Embora desse para ver o modo como a menina escalava a montanha com dificuldade, e o rapaz apenas ria dela, eles puderam sentir uma áurea de amor tão forte que o local até parecia menos frio.
Eles se esconderam atrás de uma árvore, enquanto o boneco sumia numa entrada, e a moça perguntava ao companheiro:
– Me diz que eu to quase lá.
Ele riu mais alto ainda, e essa foi a deixa para que os Guardiões entrassem em ação.
– Com licença, estamos procurando a princesa Anna. – falou com animação, e a garota olhou para baixo.
– Ótimo, me segura. – falou, e se jogou nos braços do amigo, que a olhou espantado, e poderíamos dizer que estava babando por ela.
– Obrigada. – agradeceu com maus modos. Então se virou para os recém chegados e falou.
– Eu sou Anna, este é Kristoff, Olaf, e Sven.. e vocês são... espera ai, eu conheço você... Papai Noel... – tagarelou, olhando para eles com atenção pela primeira vez, com os olhos arregalados.
Anna era mesmo uma garota linda, e sua animação com tudo a tornava ainda mais perfeita. Ela tinha os cabelos ruivos, algumas sardas pelo rosto, os olhos eram muito azuis, e seu sorriso era hipnoticamente lindo.
Eles explicaram tudo o que estava acontecendo para ela e seus amigos, e sua resposta foi ainda mais inesperado que a de Sandy e Coelhão.
– Acho que... Não posso ajudá-los. Me desculpem. – falou ela, com a voz sumida.
– Por que não? – perguntou Tooth.
– É que eu mesma estou procurando a minha irmã para que ela possa trazer o verão de volta, e não tenho nenhum poder especial. Eu sou completamente comum. Como poderia ajudar você, que são os próprios Guardiões da Infância, que são quem eu via quando era pequena?
– Anna, não sei se sabe o poder que tem. Basta você acreditar.
– E por que não podem pegar outra pessoa que acredite?
– Você não entendeu. Você foi escolhida pelo Homem da Lua. Só você pode nos judar, por que o medo não afeta você como aos outros. A única coisa que você teme é a solidão, mas algo me diz que você já deu um jeito nisso. – disse Norte, olhando de esguelha para Kristoff.
– Não, não, a gente é só amigo mesmo.
Tooth deu um risinho abafado.
– Se você prometer que tenta nos ajudar, te ajudamos a achar a Elsa. – propôs Tooth, sabendo que Anna estava amando a idéia e ser a escolhida pelo Homem da Lua.
– Tudo bem. Você vem né Kristoff? – perguntou.
Ele lhe lançou um olhar de dúvida, mas ela não esperou uma resposta, e tagarelou novamente.
– Ótimo, estamos dentro, mas primeiro a Elsa.
– Naturalmente, Majestade. – disse Norte extremamente galanteador, fazendo uma reverencia exagerada.
A garota riu, e logo tentou voltar para suas escalações, mais antes que pudesse se aventurar mais uma vez, um boneco de neve muito fofinho apareceu e comentou.
– Eu não sei se isso vai ajudar muito a vocês, mas tem uma escada que leva para um castelo de gelo bem aqui...
– Jura? – perguntou Anna, e o seguiu imediatamente.
Os Guardiões os acompanhara de perto, e ficaram a tal ponto tão extasiados e fascinados com o que virão que nem repararam em um portal mágico se abrindo ao seu lado e dois Guardiões saindo dele.
Era um castelo enorme feito até a última estalactite de gelo, até o último fractal, o piso, as paredes, teto, lustres, completamente tudo...
Não puderam deixar de pensar na inveja de Jack, sempre um metido, iria ficar implicando com a menina por ser mil vezes melhor do que ele.
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